Textos de Paixão

Cerca de 13773 textos de Paixão

Não bastassem os bandidos políticos se digladiando e se acusando, ainda têm os asseclas apaixonados de ambos os lados prestando o desserviço de reproduzir as narrativas dos seus inquilinos mentais.


E talvez seja justamente aí que a degradação do debate público deixe de ser um problema dos poderosos para se tornar um problema íntimo, cotidiano e coletivo.


Porque o político profissional muito raramente briga por princípios; quase sempre briga por poder, proteção, influência e permanência.


A guerra pública costuma ser apenas o teatro elegante dos interesses privados.


Mas o mais curioso é perceber que os verdadeiros combatentes dessa arena nem sempre estão no palanque — estão nas mesas de bar, nos grupos de família, nas redes sociais e nos comentários apodrecidos pela necessidade quase religiosa de defender um lado.


O fanático moderno já não pensa: ele terceiriza.


Aluga o próprio senso crítico.


Entrega a própria identidade para que algum líder, partido ou ideologia pense por ele.


E então nasce o fenômeno mais perigoso da política contemporânea: pessoas comuns transformadas em extensões emocionais de projetos de poder que jamais as enxergarão como algo além de massa de manobra.


Os escândalos deixam de importar se forem “do meu lado”.


As incoerências passam a ser relativizadas.


A corrupção vira detalhe quase semântico.


E a mentira torna-se estratégia aceitável ao derrotar o “inimigo maior”.


Nesse estágio, já não existe cidadania.


Existe torcida.


E torcida é incapaz de construir país, porque toda torcida necessita de um adversário permanente para continuar existindo.


A política deixa de ser instrumento de administração da realidade e vira campeonato emocional de pertencimento.


Talvez por isso tanta gente esteja exausta.


Não apenas pela violência dos políticos, mas pela colonização mental promovida pelos seus seguidores mais devotos.


Gente que acorda e dorme consumida por defender figuras públicas como se defendesse a própria alma.


Enquanto isso, os problemas reais seguem intactos:
o trabalhador continua sufocado,
o jovem continua sem horizontes, a educação continua remendada, e a dignidade segue sendo artigo de luxo para milhões.


Mas o espetáculo continua.


E os inquilinos mentais seguem cobrando aluguel em forma de raiva, cegueira e obediência emocional.


No fim, talvez a verdadeira liberdade política comece quando alguém consegue olhar para qualquer líder — de qualquer lado — sem paixão, sem devoção e sem medo de enxergar nele apenas aquilo que quase todos inevitavelmente são:
seres humanos disputando poder.⁠

⁠A
Mentira repetida
só vira Verdade
para os apaixonados por ela.


Existe um tipo de cegueira que não nasce da ignorância, mas do desejo.


As pessoas não acreditam em certas mentiras porque elas são convincentes; acreditam porque elas confortam, alimentam ressentimentos, validam medos ou preservam interesses.


A repetição, nesse caso, não cria a verdade — apenas anestesia o senso crítico de quem já queria acreditar.


A descoberta da verdade costuma ser desconfortável.


Ela exige revisão de postura, humildade para admitir erros, coragem para abandonar narrativas convenientes.


A mentira, ao contrário, oferece abrigo emocional.


Ela simplifica o mundo, cria vilões fáceis, heróis perfeitos e respostas prontas para questões complexas.


Por isso, encontra terreno fértil nos apaixonados: aqueles que trocam reflexão por torcida.


O problema é que toda mentira sustentada coletivamente cobra um preço alto demais.


Primeiro, destrói o diálogo, porque quem questiona passa a ser tratado como inimigo.


Depois, corrói a realidade, até que fatos percam valor diante da narrativa mais repetida.


E, por fim, destrói a própria capacidade de discernimento de quem a retroalimenta, porque viver preso àquilo que se deseja ouvir é abrir mão da liberdade de pensar por conta própria.


Há uma diferença profunda entre convicção e fanatismo.


A convicção aceita confronto, suporta dúvidas e amadurece diante da verdade.


O fanatismo precisa sufocar perguntas, ridicularizar divergências e repetir slogans como mantras.


Quem ama a verdade procura evidências; quem ama a própria versão dos fatos procura plateia.


No fim, a mentira não se torna verdade.


Acreditar nisso é, sem dúvida, acreditar na maior das mentiras.


Ela apenas reúne devotos dispostos a defendê-la até que a realidade, inevitavelmente, cobre a conta.

⁠A moeda mais poderosa na política do espetáculo é o ruído que mantém a paixão e o aluguel das cabeças dos asseclas e ainda movimenta os algoritmos.


Ela banca dois amantes do barulho constante: a cabeça vazia e o algoritmo.


Já não importa a profundidade do debate, a coerência das ideias ou a honestidade das intenções.


O que sustenta o teatro contemporâneo é a capacidade de produzir barulho suficiente para impedir o silêncio que oportuniza a reflexão.


O ruído virou ativo político, combustível emocional e mecanismo de controle.


Na política do espetáculo, a indignação é industrializada.


Cria-se um inimigo por semana, uma crise por dia e um escândalo por hora…


Não para resolver problemas, mas para manter plateias permanentemente excitadas, cansadas e incapazes de distinguir realidade de encenação.


Afinal, quem pensa demais começa a perceber as contradições do roteiro.


Os asseclas apaixonados, muitas vezes sem perceber, alugam as próprias consciências em troca do pertencimento.


Passam a defender narrativas como quem protege a própria identidade.


E quando a identidade depende da manutenção do conflito, qualquer tentativa de ponderação vira ameaça.


O pensamento crítico deixa de ser virtude e passa a ser tratado como traição.


Enquanto isso, os algoritmos recompensam exatamente aquilo que degrada o debate público: exagero, simplificação, raiva e histeria.


O conteúdo que mais divide é o que mais circula.


Não porque seja verdadeiro, mas porque captura atenção.


E atenção, hoje, em meio a tanta carência, vale muito mais do que a verdade.


Nesse cenário, muitos líderes deixam de governar para performar.


Precisam permanecer em evidência constante, alimentando torcidas emocionais que já não exigem soluções concretas, apenas novos capítulos da guerra simbólica.


O problema deixa de ser a pobreza, a corrupção, a violência ou a desigualdade…


E passa a ser perder o controle da narrativa.


Talvez a maior tragédia desse modelo seja transformar cidadãos em audiência e democracia em entretenimento.


Porque quando a política vira espetáculo permanente, o país inteiro passa a viver entre aplausos automáticos, vaias previsíveis e distrações cuidadosamente calculadas.


E, no meio de tanto ruído, a lucidez se torna quase um ato de resistência.

⁠Não há desperdício maior que falar de civilidade para os apaixonados pelos que usam o nome de Deus e da igreja para se esconder, aparecer e se promover.


A civilidade exige algo que a idolatria jamais consegue oferecer: senso crítico.


Quando uma pessoa se apaixona por figuras, líderes ou discursos a ponto de abdicar da própria capacidade de questionar, a verdade deixa de ser um valor e passa a ser apenas um detalhe, e muito inconveniente.


Ao longo da história, muitos aprenderam que símbolos religiosos possuem um enorme poder de mobilização.


Por isso, não são raros aqueles que transformam a fé em palco, a devoção em marketing e a espiritualidade em instrumento de autopromoção.


Escondem interesses pessoais atrás de discursos piedosos, vestem a aparência da virtude e utilizam o respeito que as pessoas têm pelo sagrado como uma espécie de escudo contra críticas e questionamentos.


O problema se agrava quando admiradores confundem reverência com submissão intelectual.


Nesse momento, qualquer análise equilibrada passa a ser interpretada como perseguição, qualquer crítica se torna blasfêmia e qualquer evidência contrária é descartada em nome da lealdade ao personagem admirado.


A civilidade, que pressupõe diálogo, responsabilidade e coerência, perde espaço para a paixão acrítica.


A fé autêntica não deveria temer perguntas…


Pelo contrário, deveria acolhê-las.


Quem confia na verdade não precisa esconder-se atrás de slogans, nem transformar líderes em figuras intocáveis.


A maturidade espiritual se revela justamente na capacidade de separar a mensagem do mensageiro, os princípios das conveniências e a devoção sincera dos interesses disfarçados de santidade.


Talvez uma das maiores tragédias de qualquer sociedade seja quando a aparência de religiosidade passa a valer mais do que a prática dos valores que ela proclama.


Nesse cenário, a compaixão cede lugar ao fanatismo, a humildade dá lugar ao exibicionismo e a busca pela verdade é substituída pela defesa incondicional de pessoas e grupos.


A civilidade floresce onde existe honestidade intelectual.


E a honestidade intelectual começa quando alguém encontra coragem para admitir que nem todo aquele que fala em nome de Deus está a serviço dos valores que afirma defender.


Afinal, o sagrado não se mede pelo volume dos discursos, pela quantidade de seguidores ou pela visibilidade dos púlpitos, mas pela coerência entre aquilo que se prega e aquilo que se vive.

⁠Para aterrorizar livremente uma nação, basta convencer os asseclas apaixonados de que os terroristas são os “outros” crimes organizados.


A história nos mostra que o terror raramente se apresenta usando o próprio nome.


Ele quase sempre se veste de discursos nobres, causas urgentes, promessas de proteção ou narrativas de salvação.


O medo torna-se uma ferramenta de poder quando deixa de ser percebido como instrumento e passa a ser interpretado como necessidade.


Quando uma parcela da sociedade é convencida de que toda ameaça vem apenas de um lado, ela tende a fechar os olhos para métodos igualmente destrutivos praticados pelo lado que escolheu defender.


Nesse momento, a vigilância moral deixa de ser princípio e transforma-se em privilégio altamente seletivo.


O que antes seria condenado passa a ser relativizado.


O que antes seria considerado abuso passa a ser tratado como estratégia.


E o que antes seria reconhecido como intimidação passa a ser celebrado como justiça.


Os apaixonados por grupos, líderes ou causas frequentemente acreditam estar combatendo monstros, sem perceber que a ausência de senso crítico pode transformá-los em escudos humanos para novas formas de autoritarismo.


Afinal, o terror não depende apenas daqueles que o praticam.


Ele também depende daqueles que se recusam a reconhecê-lo quando beneficia seus interesses, suas crenças ou suas preferências.


Uma sociedade madura não identifica ameaças pela camisa que vestem ou deixam de vestir, pela bandeira que carregam ou pelo discurso que proclamam.


Ela as identifica pelos métodos que utilizam.


Intimidação, perseguição, manipulação do medo, silenciamento de dissidentes e normalização da violência continuam sendo instrumentos de dominação, independentemente de quem os empregue.


O problema não começa quando surgem os que desejam espalhar medo.


Ele começa quando multidões passam a acreditar que o medo é legítimo, desde que seja direcionado aos adversários certos.


E talvez seja justamente aí que resida uma das maiores tragédias coletivas: quando a paixão substitui a lucidez, os cidadãos deixam de enxergar o terror pelos seus atos e passam a reconhecê-lo apenas pelos seus rótulos.


Nesse cenário, o terror não apenas prospera — ele conquista admiradores.

⁠Para fazer frente à enxurrada de eleitores apaixonados, basta uma enxurrada de políticos-influencers igualmente apaixonados.


Talvez isso soe como ironia, mas talvez seja também um retrato fiel do nosso tempo.


Em uma era em que a atenção se tornou moeda de troca e a emoção passou a disputar espaço com os fatos, a política parece cada vez menos um campo de deliberação e cada vez mais um mercado de engajamento.


O eleitor apaixonado não procura apenas propostas.


Procura pertencimento, identidade e reconhecimento.


Quer sentir que faz parte de uma causa maior do que si mesmo.


Nesse ambiente, argumentos cuidadosamente construídos muitas vezes perdem terreno para frases de efeito, vídeos curtos e narrativas capazes de provocar indignação, esperança ou medo em poucos segundos.


Não surpreende, então, que os políticos se adaptem à lógica vigente.


Se a arena pública recompensa visibilidade, surgem os políticos-influencers.


Se a paixão mobiliza mais do que a ponderação, multiplica-se a encenação da paixão.


O resultado é uma dinâmica medonha em que representantes e representados passam a se retroalimentar emocionalmente, cada grupo incentivando no outro exatamente aquilo que mais dificulta o diálogo.


Mas há um risco evidente nessa simetria.


Quando a política se transforma em um espelho de afetos intensificados, a mediação perde valor.


A dúvida vira fraqueza.


A complexidade vira obstáculo.


A prudência passa a parecer falta de convicção.


E a própria atividade política, que deveria lidar com interesses conflitantes e problemas multifacetados, é pressionada a se comportar como entretenimento permanente.


E daí nasce a política do espetáculo.


Talvez a questão não seja apenas a existência de eleitores apaixonados ou de políticos-influencers.


Paixões sempre estiveram presentes na vida pública.


O problema surge quando a paixão deixa de ser combustível para a participação e passa a ser critério único para julgar a realidade.


Nesse ponto, a intensidade do sentimento substitui a qualidade do argumento.


A democracia depende de entusiasmo, mas também de freios.


Depende de convicções, mas igualmente de disposição para revisar certezas.


Se a resposta para uma enxurrada de eleitores apaixonados for apenas uma enxurrada de políticos-influencers igualmente apaixonados, talvez estejamos apenas aumentando o volume da correnteza, sem perguntar para onde ela está nos levando.


E correntes muito fortes têm uma característica bastante curiosa: arrastam não apenas aqueles que desejam avançar, mas também aqueles que já deixaram de distinguir movimento de direção.

⁠Os mais perigosos não são os políticos, são os eleitores apaixonados que alugam as próprias cabeças
e continuam acreditando que pensam com elas.


A democracia não é ameaçada apenas por maus governantes.


Muitas vezes, ela é enfraquecida por cidadãos que transformam a política em devoção e os políticos em objetos de fé.


Quando a paixão substitui a reflexão, o senso crítico se torna um incômodo e a verdade passa a valer menos do que a conveniência.


O eleitor apaixonado não analisa; ele defende.


Não questiona; justifica.


Nem cobra; protege.


Sua identidade passa a estar tão ligada a um partido, a uma ideologia ou a uma liderança que qualquer crítica é recebida como um ataque pessoal.


Nesse momento, deixa de ser um cidadão consciente para se tornar um torcedor político.


O perigo não está em ter convicções.


Convicções são necessárias.


O perigo está em abrir mão da própria capacidade de pensar.


É quando alguém terceiriza suas opiniões, repete discursos prontos, compartilha argumentos sem verificá-los e acredita estar exercendo autonomia justamente no instante em que se tornou dependente de narrativas alheias.


Nenhum líder deveria ser maior que os princípios que diz defender.


Nenhum partido deveria estar acima da verdade.


Nenhuma ideologia deveria dispensar o direito de duvidar.


A dúvida honesta é um sinal de inteligência; a certeza absoluta costuma ser o abrigo mais confortável da manipulação.


Sociedades evoluem quando seus cidadãos aprendem a discordar dos adversários sem odiá-los e a cobrar dos aliados sem protegê-los cegamente.


A maturidade política nasce quando o voto deixa de ser um ato de paixão e se torna um compromisso com valores, responsabilidade e consciência.


Talvez o maior ato de liberdade política não seja escolher um lado, mas preservar a capacidade de pensar por conta própria depois de escolhê-lo.


Porque, no fim, os verdadeiramente perigosos não são aqueles que possuem opiniões diferentes das nossas, mas aqueles que desistiram de raciocinar e passaram a chamar subserviência de pensamento.

Só os Apaixonados conseguem defender o Projeto de Poder que sempre existiu, em detrimento de suas Próprias Demandas.

Há algo de muito fascinante — e ao mesmo tempo, muito inquietante — na capacidade humana de se apegar a narrativas que a prejudicam.

A paixão, quando direcionada a uma causa, a um líder ou a uma ideologia, pode produzir coragem, lealdade e perseverança.

Mas também pode obscurecer a percepção da realidade, tornando aceitável aquilo que, sob um olhar mais racional, seria claramente contrário aos próprios interesses.

Ao longo da história, projetos de poder muito raramente se sustentaram apenas pela força.

Eles dependem da adesão sincera de pessoas que acreditam estar defendendo algo maior até do que a si mesmas.

O paradoxo surge quando essa defesa exige o abandono das próprias necessidades, dos próprios direitos ou das próprias expectativas de melhoria de vida.

Nesse ínterim, a identidade passa a valer mais do que a experiência concreta, e a fidelidade ao grupo se sobrepõe à análise dos resultados.

Não se trata apenas de política…

Esse fenômeno se manifesta em diferentes esferas da vida: no trabalho, nas instituições, nas relações sociais e até nas crenças pessoais.

Muitas vezes, admitir que fomos enganados, manipulados ou simplesmente que apostamos na direção errada é mais doloroso do que continuar defendendo aquilo que nos frustra.

O orgulho se torna uma prisão bastante confortável, e a coerência com o passado parece muito mais importante do que a honestidade com o presente.

Talvez a grande questão não seja por que as pessoas defendem projetos de poder, mas por que tantas vezes confundem pertencimento com consciência crítica.

A verdadeira maturidade política e social não está em abandonar convicções ao primeiro sinal de dificuldade, mas em preservar a capacidade de questioná-las quando elas deixam de servir aos princípios que as justificavam.

A paixão tem um papel importante na construção de mudanças.

Contudo, quando ela substitui a reflexão, transforma cidadãos em torcedores, debates em disputas de identidade e interesses coletivos em instrumentos de manutenção de poder.

Nesse cenário, o mais revolucionário não é defender um lado a qualquer custo, mas ter coragem de perguntar, repetidamente: quem está sendo beneficiado e quem está pagando a conta?

Afinal, nenhuma causa deveria exigir que alguém renunciasse — permanentemente — à própria realidade para sustentar a narrativa de quem já ocupa ou pretende ocupar o poder.

A paixão pode até mobilizar, mas somente a consciência crítica pode libertar.

Relações

Quando uma paixão termina,
Ou quando uma quer começar,
Voltamos a ser criança
Apoiando-nos apenas na esperança.
Esperamos mensagens que nunca vão enviar
Esperamos a pessoa que não vai chegar,
Choramos pela perda daquilo que nosso nunca foi,
Ficamos felizes com um simples “oi”.
Tudo isso por uma necessidade sem explicação
De achar alguém para lhe tirar o coração.
Ter alguém que a falta da nossa presença sinta
Que nos olhe com sinceridade e jamais minta.
Talvez a resposta esteja na palavra e seu sentimento,
Afinal, amar precisa de complemento.

Inserida por vitorap

“Se apaixonar é negociar o coração, é trocar tudo o que se tem por talvez um nada quase nada que o outro tem a oferecer.”
Faz dois anos e cinco meses desde a última vez que negociei meu coração, confesso que não foi a melhor negociação, acho que o contrato de amor reciproco não ficou muito claro. Eu não consigo entender como pude me deixar ser tão lesada neste processo, eu acreditava piamente que estava realizado o maior e melhor feito da minha vida, eu cria que aquilo seria a perfeição mais evidente do que é o amor. Fui enganada. Usaram como moeda de troca pelo meu coração palavras vazia em formato de amor, fui cativada sem a intenção de ser amada, segundo o autor Saint Exupéry em seu livro O Pequeno príncipe cativar significa “criar laços”, eu entendo por “ se tornar importante e fazer falta quando não se esta presente” e pelo que tenho visto eu não ando fazendo a menor falta. Fui enganada. Tudo o que se espera de um grande amor é que seja grande e se não for que possa crescer e ficar grande. Quando não existe amor há 50% de chance de um dia vir a existir, mas se tem a 25% de chance de crescer (quando alimentado) e 25% de acabar (quando não alimentado – meu caso).
O amor é nada mais que uma criança faminta e mimada (minha professora de educação infantil me corrigiria neste momento, afinal falta de atenção não é manha!) que pede desesperadamente por atenção, por carinho, um cuidado, uma comidinha bem fresquinha e gostosa, um passeio no domingo de sol, um doce bem colorido. O amor precisa ser velado, precisa de que alguém fique com ele a todo o momento, ele é frágil.
Tenho uma lista de negociações que deram errado, tenho um trilhão de experiências frustradas, mas também já frustrei, já enganei, já magoei infinitos corações que a proposito nunca mereceram, minha existência é marcada por uma sucessão de COISAS que não deveriam ter acontecido, sou marcada pelo erro desde a minha concepção, mas creio que ainda assim tenho a chance e o dever de ser feliz, por que SER FELIZ é o que procuro!
Eu queria ter coragem suficiente para acabar com essa palhaçada que vivo, essa mentira que persiste em acompanhar meus dias, eu só queria poder recomeçar tudo de novo, num precisa ser de onde errei, pode ser daqui, de onde cai. Eu quero um dia poder acordar e saber que quem dorme comigo, ou quem sonha comigo, sonha porque ama e não porque esta honrado com compromissos. Eu só poder um dia ouvir que alguém me ama de verdade, de coração limpo e alma tranquila. Eu não sou amada eu não amo, eu tolero e sou tolerada. Eu nunca fui amada. Palavras tristes de uma mulher de 22 anos, com todos os sonhos pela frente, mas eu acredito que um dia isso vai mudar, eu acredito que um dia eu vou acordar bem disposta, com um sorriso largo e coração tranquilo, vou colocar meu melhor vestido, e simplesmente vou fazer aquilo que mais penso o tempo todo: Eu vou tratar de ser feliz!, e não importa o que vai me custar, nome , reputação, emprego eu vou ser feliz, vou voltar a admirar as borboletas que voam ao meu redor, sentir cheiro de flor, e andar como quem sabe onde quer chegar. Hei de ser feliz, e nunca negociar de forma fútil meu coração!!!

Inserida por amandamada

Eu tenho medo de me encantar novamente, de apaixonar-me, de sentir frio na barriga, de suar intensamente minhas mãos, de desejar ter alguém ao meu lado a qualquer hora e em qualquer circunstância da vida. O sentimento não correspondido e a escassez do amor no mundo em que vivemos, acabam por nos isolar e deixar-nos mais sensíveis a tudo que se relacione ao amor.

Como amamos tanto é ridículo saber que existem aqueles que tratam esse tão valioso sentimento sem importância, com tanto desprezo. É tão doído também chegar a imaginar que esse sentimento não será recíproco, que podemos amar sozinhos. Eu me pego a refletir sobre os efeitos que isso pode nos causar e até onde chegarão àqueles que possuem o ato de amar verdadeiramente junto a sua essência.
Quando amamos e não somos correspondidos o sofrimento começa a ser frequente nos nossos dias, o que direta ou indiretamente proporciona-nos um amadurecimento gigantesco, que nenhum momento feliz é capaz de realizar.
Queria que quando atingíssemos esse patamar de amadurecimento, nos fosse tirado essa etapa da vida, que persiste em repetir-se e acaba por despedaçar nossos corações. Ou até mesmo, vivendo em um mundo mágico, coisas que só quem ama de verdade consegue exercer, descobrir um antídoto capaz de exterminar toda essa dor.

Inserida por dhiefersonlopes

É noite e tudo está frio, até o meu coração, que vai ficando apaixonado a cada minuto, segundo e milésimo que se passa, e não sei o que fazer, sinceramente, não tenho vontade de fazer nada, a não ser escrever para desabafar em letras tudo o que meu coração sente e quer dizer.

Quero te ver de novo, mas não se poderei e não sei se será bom para nós, mas sei também que preciso disso, preciso do seu carinho, do seu beijo, da sua voz no meu ouvido me falando bobeiras, porquê meu porto seguro é você e é nessa relação em que quero ficar.

Você pode estar rindo aí do outro lado, aliás torço pra isso, pois quero te ver feliz, mas quero que saiba que aqui do outro lado tem alguém que está triste por você, e que se você falasse agora para conquistar o mundo, para ir ao seu encontro nesse frio sem roupa, essa pessoa iria, e eu não me canso de pensar em você, pois é a única que me faz bem mas ao mesmo tempo me destrói, pois só te tenho em pensamentos e não em meu lado, para eu mimar, te tratar bem, te colocar defeitos e te elogiar ao mesmo tempo, e te chamar de minha.

Tenho um pouco de fé de um dia poder encostar em tua mão e te guiar, te dizer o que te é bom para você e o que é ruim também, poder te proteger, poder te presentear todas as manhãs com sinceras palavras, e te dar boa noite antes de tu ir dormir, e poder te dar meu calor quando você estiver com frio.

Eu sei que isso são sonhos e planos que poderão dar certos, mas já sou feliz por ter pelo menos realizado esses pensamentos em meus sonhos.

Inserida por danilofina

Meu coração, hoje deserto
Da paixão, já foi morada
Estando só, pela estrada...
Faço minha confissão:

Bem melhor que andar sozinho
É encontrar no caminho
Um rastro a mais pelo chão...
Pareado, lado a lado
Nem adiante, nem pra traz

Isso sim; é o que faz
Deste trilhar, escolhido
Um caminho, bem percorrido
Que mesmo, sem norte ou sentido
Sabe bem aonde chegar!

Inserida por chiobatto

A tendencia ao nos apaixonarmos e ver tudo mas bonito .
a grama fica mas verde ate seu vizinho mal humorado fica bonzinho , o beijo fica magico ate parece que o mundo ta parado , no abraço da pessoa amada você encontra abrigo,segurança e a chama da esperança volta a queimar no coração que tinha morrido por causa de uma velha decepção.

Inserida por dwsmartins

Paixão é querer é saber é sentir.Paixão é viver é perder é partir.
Querer pra si o que não tem fim, Querer fugir e acabar por fim em um final feliz.
Não tem sentido de o amor ser escravo, Mas antes isso do que ser abandonado
Sentindo o frio do vento gelado Feito o inverno do ano passado.

Inserida por joao147pedro

(Ousadia de Sonhar)

''Vença com determinação,
use a sua imaginação,
abrace a vida com paixão
e ame com todo seu coração.
Lute por uma boa condição
faça a diferença na multidão.
É necessário perder com classe
pois perder também faz parte
mas desistir é ser covarde.
A nossa vida é uma arte.
Tenha sempre ousadia
pra ficar mas diante da alegria.
Mas não se esqueça da humildade
é importante simplicidade.
O mundo pertence a quem se atreve
não tenha medo de sonhar
tenha persistência para conquistar.''

Inserida por brendaacruz

Sempre e nunca...

Eu nunca pensei que iria te conhecer, mas também sempre sonhei em ter uma paixão como a que tivemos...
Desde que te conheci sempre sonhei em passar o resto da minha vida com você, mas talvez isso nunca aconteça...
Sempre tive esperanças de que seria o último erro seu, mas acho que nunca as terei novamente...
As pessoas dizem sempre e nunca como opostos, mas acho que estão tão juntos que são praticamente a mesma coisa.
Eu nunca pensei que amaria um homem de verdade, mas te amarei para sempre...
Em todas as decepções jurei nunca me decepcionar de novo, mas sei que me decepcionarei novamente...
Jurei para mim mesma nunca mais voltar com você, mas talvez a gente dure para sempre...
Sim, cada vez mais a minha certeza de que essas duas coisas são apenas uma aumenta...
Eu sei que nunca vai ser como eu desejo, mas talvez me surpreenda...
Sempre e nunca, o que significam mesmo?
Você e eu, por que não podemos ser iguais também?
Eu prometi nunca mudar por ninguém, mas confesso que estou disposta a ser o que quer que eu seja...
Mas talvez eu nunca mude, ou posso mudar para sempre...

Inserida por iceprincess22

Melhor maneira de falar Como falar que esta apaixonado.

Sua amizade é uma droga!!! Provei, gostei e agora estou viciado em você

Mas eu te conheci, e é isso que torna minha vida atual tão estranha.

Meu coração para por segundos.
Meu primeiro e ultimo pensamento é vc.
Não esqueço aquele abraço, aquilo valew como mil 'obgrigados'.
As veses lembro de vc como se estivesse aqui do meu lado.
Vc é maravilhosamente linda.
Entro sempre no facebook ansioso pra falar contigo, Fico o dia todo atrapalhado no trabalho pensando em vc. Eu sempre te pergunto se vc tem alguem, eu num consigo imaginar vc de maneira nenhuma com outro cara.

Sou a pessoa mais feliz do mundo quando me diz "oi" ou sorrir, porque sei que, ainda que tenha sido só por um segundo, pensaste em mim.

Gosto de vc pelo seu jeito de ser e não é porque vc tem olhos lindos.

Sei que vc num é nem um pouco interessada em mim, e eu não te atraio em nada, e tbm o que vc iria querer comigo? eu não sou bonito, não faço teu tipo. Só quiis desabafar oq sinto, sei que vc não me quer, mas ta sendo legal te diser. Não tenho esperança que vc responda como eu quero. Vc ta sendo uma grande pessoa. Te acho uma mulher espetacular. Vc deve ter dezenas de homem melhores que eu atras de vc e com razão, mulher como vc não se acha em qualquer lugar.

Sò tenho é que ficar no Desejo mesmo.

Depois disso tudo que eu falei, e nem sei o q vc ta pensando. nem sei se vou conseguir falar contigo novamente. Não fale isso isso a ninguem não, tá? ja basta o nervosismo que eu tou e que vou ficar quando eu voltar a falar com vc.

Inserida por benjamin-lucas

Paixão é como um fogo que incendeia o coração como uma explosão de alegria .
A paixão é como se não existisse mais ninguém no mundo só você e ela .
Não sei se o que estou sentindo é paixão, mas de fato meu sorriso quando acordo de manhã vem depois de ter pensado em você , e quando te vejo sinto como se meus problemas estivessem sumido. Só não sei se é paixão.
Enfim daria tudo pra ter você, você é a dona da minha
inspiração, e vive no meu mundo cujo você é a rainha
Depois que te conheci só penso em coisas boas.
De qualquer forma obrigado por existir e de fazer meus
sonhos melhores com você. Larguei tudo por você, ignorei a todos por você, paixão ou não , não me arrependo, faria tudo de novo mesmo sabendo da resposta final
porque meu dia fica melhor quando te vejo.

Inserida por JoaoNicacio

A primeira vez que vi o mar....
me apaixonei pelo mar.

Sentei-me na areia da praia
fiquei olhando as ondas
da lá pra cá... de cá pra lá.

A areia... o mar
as ondas... a água salgada do mar.

Vi as gotas de mar
a areia a sugar
e o mar a continuar...
sua água na areia jogar
sem se importar com as gotas que pra areia perdia
dia e noite... noite e dia...

A areia a sugar... o mar a água a jogar
a areia a sugar, a sugar, a sugar...
e o mar água salgada jogar...
pra o que curar?

Inserida por RosangelaCalza