Textos de Paixão

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Paixão!!!
Sentimento arrebatador,destruidor das emoções física ou espiritual.
Ela tem como característica a sensação de entrega com muita intensidade.
Tem rótulo de desejo pelo interesse e possessividade do objeto amado.
Paixao não é amor,
quem ama não sufoca ,
liberta e cuida do objeto amado

"ABECEDÁRIO DA MUNIFICÊNCIA SINGULAR"


Apaixone-se
Busque-se
Conheça-se
Doe-se
Eleve-se
Firme-se
Guie-se
Habilite-se
Importe-se
Jubile-se
Kamikaze-se*
Legitime-se
Munificie-se
Navegue-se
Ovacione-se
Poeme-se
Queira-se
Ramifique-se
Sofistique-se
Tranquilize-se
Urja-se
Versatilize-se
Web-se*
Xerete-se
Yogue-se*
Zele-se


Neologismos (Explicação Adicional)


* Yogue-se (reconecte-se/una-se a si mesmo)
* Kamikaze-se (venteia-se divinamente/atire-se de forma transcendental)
* Web-se (teia-se/conecte-se em vários pontos/entrelace-se)
I

A gente se apaixona.




Teu olhar chega manso, mas bagunça tudo aqui dentro,
como uma melodia que toca sem pedir licença, e de repente meu peito vira palco, vira verso, batendo no ritmo de um romance que nem começou, mas já é eterno.


Teus cachos dançam como se soubessem do encanto que carregam, cada curva contando um segredo que eu quero descobrir devagar, e nesse instante simples,
quase nada… quase tudo,
meu coração dispara, como trilha sonora de um amor prestes a nascer.


Se isso for só um momento,
já valeu como uma vida inteira,
porque tem beleza que não se explica, só se sente, e você…
tem esse jeito raro de ser poesia viva, dessas que a gente não lê
— a gente se apaixona.

Conectado ao seu coração
( Me Paxainei )


Estou conectado ao seu coração
Essa paixão que cresce a cada dia
Minha inspiração em cada semana
Te olhar todos os dias
Te amar cada vez mais


Estou conectado ao seu coração
Arde uma louca paixão
E a cada dia vou me entregar
Todos os dias vou te admirar


Estou conectado ao seu coração
Vou levar café da manhã na cama
Com um buquê de flores que comprei
Pra menina amada
Pra jovem admirada
E agora a mulher por quem
Me apaixonei
Me apaixonei

Titulo
Só Vejo Você [Traços Seus]




Sera que ainda estou
Apaixonado por você?
Sera que ainda existe alguma
coisa aqui dentro do meu ser?


Pois toda as garotas que eu vejo
Só vejo você!
Quando elas estão de costa
Os cachos delas me lembra você!


Estou doente de amor?
Estou doente de paixão?
Nao sei o que esta acontecendo comigo.


Olha que nem estou ficando doido,
Pra ver em outras garotas alguém que nao seja você...
O que acontece comigo?


Talvez eu só esteja
Te carregando aqui dentro,
Tão fundo que meu coração
Se perdeu na missão.
E sem perceber, meus olhos
Procuram seus traços por aí,
Seu jeito de andar, seu sorriso,
Seus gestos...


Porque quando a gente ama
Alguém demais,
A alma faz isso:


Procurando a pessoa amada
No rosto do mundo inteiro.

Eu Estou Forjando Corações Apaixonados


Eu estou forjando corações apaixonados,
como um artesão que trabalha em silêncio sob a luz das estrelas.
Em cada olhar encontro um novo verso, e em cada sorriso, a centelha que transforma sentimentos em eternidade.


Moldo sonhos com a delicadeza do amor verdadeiro,
unindo almas que se reconhecem mesmo antes do primeiro encontro.
E quando suas mãos se tocam, nasce uma melodia que só dois corações podem ouvir.


Eu estou forjando corações apaixonados,
para que nunca falte esperança
aos que acreditam no amor.
Pois o mais belo dos tesouros não é o ouro nem as joias, mas duas vidas que escolhem caminhar juntas para sempre.

só me apaixonar de novo quando esse texto fizer sentido

Às vezes eu fico tentando lembrar do momento exato em que você deixou de ser alguém que eu conhecia para se tornar o lugar onde meus pensamentos descansavam.

E eu nunca encontro.

Talvez porque essas coisas nunca aconteçam de uma vez.

Ninguém se apaixona num instante.

A gente vai se acostumando com a presença do outro sem perceber.

Primeiro sente falta de uma conversa.

Depois de uma risada específica.

Depois de um “chegou em casa?” no fim da noite.

Quando percebe, a ausência daquela pessoa já faz mais barulho do que a presença de qualquer outra.

O mais bonito é que você nunca tentou ser extraordinária.

Você nunca precisou.

Nunca precisou dizer as palavras certas.

Nem inventar versões melhores de si.

Eu gostava justamente das pequenas distrações.

Do jeito que você esquecia o que estava contando porque outra ideia aparecia no meio da frase.

Do jeito que seu riso chegava um pouco antes da piada terminar.

Do jeito que você olhava para o céu sempre que precisava pensar.

Você nunca percebeu, mas eram essas coisas que me faziam acreditar que o mundo ainda sabia criar alguém pela primeira vez.

Eu passei tanto tempo procurando pessoas que me impressionassem, que esqueci como era encontrar alguém que simplesmente me deixasse em paz.

Você nunca ocupou espaço demais.

Você preenchia os espaços que já existiam.

Como a luz entrando pela janela sem pedir licença.

Como uma música baixa tocando em outro cômodo da casa.

Você não mudava quem eu era.

Só fazia parecer que eu sempre estive caminhando na direção certa, mesmo quando tinha certeza de que estava perdido.

Às vezes isso ainda me assusta.

Porque existem encontros que parecem improváveis demais.

Penso em todas as decisões pequenas que precisaram acontecer para que nós existíssemos ao mesmo tempo, no mesmo lugar, olhando um para o outro.

Se eu tivesse acordado dez minutos mais tarde.

Se você tivesse escolhido outra rua.

Se qualquer conversa da sua vida tivesse durado um pouco mais.

Talvez nós nunca soubéssemos que o outro existia.

E, mesmo assim, de alguma forma, existimos.

É estranho sentir gratidão por algo que ninguém planejou.

Você apareceu sem fazer promessas.

Sem dizer que ficaria para sempre.

E talvez tenha sido exatamente isso que tornou tudo tão bonito.

Porque nunca foi sobre vencer o tempo.

Foi sobre existir dentro dele.

Sobre dividir cafés que esfriavam porque a conversa era mais importante.

Sobre caminhar sem destino porque nenhum lugar parecia melhor do que andar ao seu lado.

Sobre descobrir que algumas pessoas não chegam para transformar nossa vida em um filme.

Elas chegam para transformar uma terça-feira qualquer na lembrança mais bonita que você vai carregar por anos.

No fim, acho que o amor nunca foi encontrar alguém perfeito.

Foi encontrar alguém que faz o acaso parecer delicado.

Alguém que olha para você de um jeito tão simples que, por alguns segundos, todas as dúvidas que o mundo construiu deixam de fazer sentido.

E então você percebe que passou a vida inteira procurando grandes sinais.

Quando, na verdade, o maior deles estava escondido na tranquilidade de poder olhar para alguém e pensar, sem precisar dizer em voz alta:

Como foi que, entre bilhões de pessoas, a vida resolveu me apresentar justamente você?

Ainda sou a menina flor!
Aquela por quem um dia você se apaixonou.
Em teus braços me fiz mulher.
Entre os lençóis do amor me fiz mãe.
Entre passos no tempo me fiz vó.
Fostes o homem que me viu crescer.
És o homem que eu sonhava ter.
Desde que a flor era menina...

Flor menina.
☆Haredita Angel

Poema do encantamento


Essa paixão sem tamanho
é só o coração que inventa.
Ele é meu azul guardado,
minha esquina de silêncio e de canto.


O sol me atravessa,
me deixa leve, meio tonto.
Esse amor que não cabe no peito
não tem regra, nem medida.


O vento traz canções que escrevi
num rascunho qualquer de madrugada.
Cada verso procura por ele,
cada verso é endereço sem mapa.


A poesia fez festa em mim,
me deixou mais vivo que antes.
Até a saudade ficou bonita,
melhor que a solidão dos bancos da praça.


Teu sorriso carrega o verão,
teu abraço é sol de janeiro.
És flor, és perfume, és destino:
na beleza que é amor, respiro.


Quero a vida sempre assim:
com ele perto,
até a última chama da vela.


Eu, que descri de tudo,
descobri em seus olhos
a tal felicidade.


Mas o medo cortou o caminho:
faltou coragem em mim,
faltou coragem em ti.
E o amor ficou escondido do mundo.


Não foi justo.

A Admiração que a Integridade Cativa

Emotiva e apaixonada quando a sua essência se sente à vontade na presença de certas pessoas e em certos lugares, diante de tudo aquilo que considera imprescindível, que nutre a sua felicidade, tal como o clima de romantismo; o brilho da simplicidade ou a leitura interessante de um bom livro — valores que estão nos detalhes.

Contudo, a sua racionalidade sabe falar mais alto em momentos de seriedade e decisivos, pois, Graças a Deus, já faz tempo que a ingenuidade não está tão presente no seu dicionário, e a sua maturidade que tem aparecido mais vezes — claramente, é uma mulher admirável de muita integridade, uma dádiva que resplandece.

A sua natureza é bela e frágil, mas a sua força vem do Senhor — um amor inigualável que traz vigor ao seu coração; a motivação para seguir em frente, apesar de cada decepção; a razão de ser uma resiliente que não está disposta a viver em vão; portanto, a admiração que recebe é inevitável, não deve ser diferente, o mínimo esperado.

Mulheres que amei, sacanas, amigas, apaixonadas, volúvel, sincera e vadias, amadas e amantes, lindas e belas, sinceras e desonestas, vulgares e apreciadas com moderação, queridas ao extremo e odiadas antes da cama, e rainha após a luxuria, eternas e passageiras, mas todas com o maior conceito que possa ter esse ser. A você mulher do sorriso fácil e do choro comovente, das lagrimas falsas, que causaram calor e dor, mas que no dia a dia me fizeram tão bem que não consegui esquecer nenhuma de vocês.
(Saul Beleza)

*Sede de nome*

Um homem apaixonado é diferente
desaprende a mastigar o dia
troca o prato pelo copo
e a fome vira silêncio.

Não come, não dorme direito
só bebe o tempo pensando nela
cada gole é uma tentativa torta
de afogar o que não sai do peito

Mas a sede não passa, só muda de estado,
desce amarga, volta em saudade
e no fundo do copo vazio,
ainda mora o rosto que ele jamais esquece.

Cuidado que essa conta é cara
e não vem só em real no papel,
vem em manhã seguinte
com o nome dela intacto na sombra da parede do quarto.
(Saul Beleza)

⁠Qualquer político-influencer pode até acreditar que seus “asseclas mais apaixonados” sejam tão idiotas quanto ele.


A arrogância — especialmente a que se traja de bravura — costuma precisar desse autoengano para sobreviver.




O que não lhe cabe, jamais, é estender tão medonho juízo de valor a todo um povo.


O povo não é rebanho permanente, nem plateia cativa de narrativas requentadas.


Ele erra, sim, — mas também aprende, desperta, compara e aprende a cobrar.


Subestimá-lo é confissão de covardia: medo da lucidez alheia, temor do dia em que o encantamento se rompe e a máscara cai.


No fim, quem trata o povo como idiota útil, revela menos sobre o povo e muito mais sobre a própria pequenez.


E, como são pequenos os políticos-influencers, e qualquer da vida pública, que fingem zelar pelo povo, produzindo conteúdos fragmentados.

⁠Basta um famoso qualquer — apaixonado e cheio de razão — tropeçar na arrogância do próprio salto, para as nossas cabeças alugadas se envaidecerem.


Especialmente se isso retroalimentar nosso viés de confirmação.


Mas o que quase sempre nos passa despercebido, é o fato de muitos famosos serem comprados para auxiliar na locação das nossas cabeças.


⁠⁠Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.⁠⁠


Todos — absolutamente todos — têm pleno direito de discordar da opinião contrária, que parece por vezes não mais alicerçar, oportunizar e preceder todo e qualquer debate.


Mas desde que saibam discordar sem desumanizar.

⁠⁠⁠Quem não se curva aos caprichos dos apaixonados — não precisa mendigar respeito, sobretudo de gente tão confusa.


Especialmente das que confundem coisas tão simples como: arrogância com bravura, autoritarismo com autoridade, discurso de ódio com liberdade de expressão e bajulação com admiração.


Salve as Forças Armadas brasileiras!


São tão confusos a ponto de trocarem princípios por gritos, razão por devoção cega, e coragem por brutalidade.


Chamam arrogância de bravura, como se elevar a voz fosse prova de grandeza.


Confundem autoritarismo com autoridade, sem perceber que a verdadeira autoridade não se impõe — se sustenta.


E ainda se vestem de discurso de ódio com o rótulo de liberdade de expressão, ignorando que liberdade não é licença para ferir.


E, pasmem, confundem descaradamente bajulação com admiração, porque nunca aprenderam a respeitar sem se ajoelharem.


O problema não está em ter convicções, mas em permitir que elas substituam o discernimento.


Paixões desenfreadas não constroem — atropelam.


E quem vive de idolatria costuma se ofender com qualquer espelho que revele a própria incoerência.


Respeito não se implora.


Se pratica, se demonstra, se preserva.


E quem sabe disso não se curva a histerias coletivas nem se deixa intimidar por certezas barulhentas e vazias.


Salve as Forças Armadas brasileiras —
não como instrumento de paixões momentâneas,
mas como instituições de Estado,
que existem para servir à nação, à Constituição e à ordem,
nunca a delírios, vaidades ou projetos pessoais.


Porque maturidade democrática também é saber distinguir força de violência,
autoridade de abuso,
e amor ao país de fanatismo disfarçado de patriotismo.

⁠Uma das inúmeras provas da Misericórdia de Deus é os asseclas apaixonados não perderem a voz
em meio a tanta Polarização.


Há uma misericórdia muito silenciosa que passa despercebida em meio ao ruído do mundo.


Talvez uma de suas provas mais evidentes seja o fato de que os asseclas apaixonados não perdem a voz, mesmo quando a polarização grita mais alto que a razão.


Em tempos em que a convicção vira trincheira e a opinião empunha arma, manter a voz é mais que um privilégio: é um ato de clemência.


Não porque tudo o que se diz mereça ser dito, mas porque a possibilidade de falar preserva, ao menos, a chance de um dia escutar.


Deus, em Sua paciência infinita, permite que falem — talvez esperando que, no cansaço do próprio eco, descubram o silêncio necessário para a reflexão.


A polarização rouba nuances, simplifica o complexo e transforma pessoas em rótulos.


Ainda assim, ninguém é privado da voz.


Não como punição, não como castigo…


A misericórdia está justamente aí: na permanência da oportunidade.


Enquanto há voz, há possibilidade de revisão, de arrependimento, de amadurecimento.


O silêncio imposto encerraria caminhos; a voz preservada mantém portas entreabertas.


Talvez o verdadeiro milagre não seja que falem tanto, mas que, apesar de tudo, ainda possam falar.


Porque a mesma voz que hoje defende cegamente, amanhã pode pedir perdão.


A mesma garganta que hoje grita slogans, um dia pode sussurrar dúvidas.


E onde há dúvida, ainda há humanidade.


No fim, a misericórdia divina não está em nos calar diante do erro, mas em nos permitir continuar falando até aprendermos, enfim, a dizer algo que realmente valha a pena.

⁠Nas gôndolas da política-espetáculo só há aquilo que os apaixonados admiram: criadores de conteúdos.


Não de ideias nem caminhos.


Muito menos de soluções.


A política, que deveria ser o espaço mais rígido do pensamento coletivo — onde conflitos reais da sociedade são encarados com responsabilidade — foi lentamente convertida num palco onde o que importa não é governar, mas performar.


O político deixa de ser um mediador de interesses públicos para tornar-se um personagem que precisa alimentar diariamente a máquina da visibilidade.


Nesse mercado, a coerência vale menos que o engajamento.


A profundidade perde para a viralização.


E o compromisso com a realidade torna-se um obstáculo para quem precisa produzir narrativas rápidas, emocionais e constantemente inflamáveis.


Assim, a política vai sendo reorganizada como um grande shopping de convicções prontas: cada público escolhe a vitrine que mais agrada ao seu afeto, ao seu medo ou à sua raiva.


E, como bons consumidores, muitos já não querem ser confrontados com fatos — preferem apenas ser abastecidos com conteúdos que confirmem suas paixões.


O resultado é uma curiosa inversão: nunca se falou tanto de política, e talvez nunca se tenha pensado tão pouco sobre ela.


Porque quando a política vira entretenimento, o cidadão vira audiência.


E quando o cidadão aceita ser apenas audiência, o poder agradece — afinal, plateias não governam, apenas aplaudem ou vaiam conforme o roteiro do dia.


No fim das contas, o problema não está apenas nas prateleiras dessa política-espetáculo.


Está também nos consumidores que já não procuram estadistas, pensadores ou construtores de futuro.


Procuram apenas o próximo conteúdo que lhes retroalimente seu viés de confirmação.

⁠Tão Execrável quanto a Política do Espetáculo, só a Doce Inocência dos Espectadores Apaixonados.


Há algo de perigosamente confortável em assistir à política como quem acompanha uma série: torce-se, vibra-se, odeia-se o vilão e idolatra-se o herói.


O enredo muda conforme o roteiro das conveniências, mas a plateia permanece fiel à emoção do momento.


Poucos percebem que, enquanto se escolhe um lado para aplaudir, quase ninguém se dedica a entender o palco, os bastidores ou os interesses que ditam as falas.


A Política do Espetáculo vive da reação imediata — do aplauso fácil, da indignação instantânea e da memória curta.


Ela não exige reflexão; basta paixão.


Quanto mais apaixonado o espectador, menos ele pergunta.


E quanto menos pergunta, mais o espetáculo se aperfeiçoa.


O mais curioso é que essa doce inocência que costuma morar nas cabeças alugadas tem a estranha mania de se imaginar a mais bela das virtudes.


E o espectador acredita que sua devoção é consciência cívica, quando muitas vezes é apenas fidelidade emocional.


Confunde engajamento com torcida, convicção com pertencimento e crítica com traição.


Assim, o espetáculo prospera: líderes viram personagens, discursos viram cenas e crises viram temporadas.


E a plateia, tomada por suas certezas inflamadas, raramente percebe que a maior vitória do espetáculo não é convencer — é entreter o suficiente para que ninguém queira desligar o palco e reacender as luzes da razão.


Talvez o verdadeiro gesto político de nosso tempo não seja gritar mais alto que o adversário, mas resistir ao encanto da encenação.


Porque enquanto houver plateia apaixonada demais para desconfiar do roteiro, sempre haverá quem transforme o Destino Coletivo em um show demasiadamente lucrativo de ilusões.

⁠As “orações” alicerçadas no ódio dos Idiotas Apaixonados da Esquerda — ou Direita — não alcançam os céus.


Porque não são preces, são disfarces.


Não nascem da humildade, mas da soberba travestida de virtude.


São palavras lançadas ao alto com a pretensão de parecerem justas, quando, na verdade, carregam o peso da condenação seletiva e do desejo íntimo de ver o outro ruir.


Há algo de profundamente contraditório em pedir por justiça enquanto se cultiva o desprezo.


Em clamar por um mundo melhor enquanto se alimenta, diariamente, a pior versão de si mesmo.


O ódio, ainda que bem articulado, não purifica intenções — apenas as revela.


Os apaixonados pela própria narrativa confundem fé com torcida.


Transformam convicções em trincheiras e passam a rezar não por transformação, mas por confirmação.


Querem um céu que concorde até com seus piores ressentimentos, um divino que valide seus desafetos, uma moral que funcione como espelho — nunca como confronto.


Mas o que é verdadeiro não ecoa em gritos raivosos.


O que é elevado não se sustenta em paixões cegas.


E nenhuma palavra carregada de desprezo atravessa o silêncio que separa o ruído humano daquilo que, de fato, exige escuta interior.


Talvez o problema não esteja nas palavras ditas, mas naquilo que as sustenta.


Porque toda oração, antes de subir, precisa ser capaz de descer — ao ponto mais honesto de quem a pronuncia.


E ali, onde não há plateia nem aplauso, o ódio perde a eloquência… e a verdade, enfim, encontra espaço para existir.

⁠Muitos
“indignados de hoje” são os mesmos apaixonados de ontem, os
Passadores de Pano
para comportamentos abusivos de policiais.


Simplesmente por comprarem uma bem pintada — e quase intocável — imagem de idoneidade policial.


Há uma espécie de conforto em acreditar em figuras incontestáveis.


É mais fácil sustentar a ideia de que existem instituições imunes a falhas do que encarar a complexidade incômoda de que todo poder, quando não muito bem vigiado, pode se corromper.


A romantização cega não apenas distorce a realidade — ela a protege de ser questionada.


O problema não está em reconhecer a importância da função policial, mas em confundir função com caráter, farda com virtude e autoridade com moralidade.


Quando isso acontece, qualquer denúncia vira ataque, qualquer crítica vira ingratidão, e qualquer vítima passa a ser suspeita.


E assim, cria-se um ciclo perverso: abusos são relativizados, silenciados ou justificados em nome de uma suposta “boa causa”.


A indignação, quando surge, costuma vir tarde — geralmente quando a violência rompe a bolha de quem antes se sentia protegido por ela.


Talvez o mais inquietante seja perceber que essa mudança de postura não nasce de uma nova consciência coletiva, mas de uma experiência pessoal.


Enquanto a violência atinge o “outro”, ela é tolerável; quando atravessa a própria pele, torna-se inadmissível.


Mas justiça não pode depender de proximidade.


Consciência não deveria ser fruto de conveniência.


Questionar não enfraquece instituições — fortalece.


O verdadeiro compromisso com a justiça exige coragem para enxergar aquilo que muitos preferem ignorar: que nenhum símbolo está acima de crítica, e que proteger a imagem não pode jamais valer mais do que proteger vidas.