Textos de Luis de Camoes
Escola, família e comunidade: a tríade para o futuro
O escritor argentino Jorge Luis Borges costumava dizer que o maior acontecimento de sua vida foi a biblioteca de seu pai que o conduziu às veredas fascinantes da existência real e onírica. Já o cantor, compositor e escritor brasileiro Chico Buarque - filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda - também teve sua história profundamente ligada ao gosto pela leitura, adquirido desde a infância. O autor de clássicos como A Banda, Construção e Cálice afirma que, já na adolescência, era impossível não ceder aos encantos daquelas obras tão convidativas que lotavam as prateleiras de sua casa a ponto de impedir a abertura de algumas janelas. Para arrematar, temos a declaração reveladora da escritora Hilda Hilst, quando se lembra da influência de seu pai - o poeta, jornalista e fazendeiro Apolônio de Almeida Prado Hilst - na sua vida e na sua carreira: "Meu pai foi a razão de eu ter me tornado escritora (...). E eu tentei fazer uma obra muito boa para que ele pudesse ter orgulho de mim." Como vimos - nesse paradoxal pequeno/grande universo recolhido apenas da seara das letras e das músicas e que faz referência somente à influência paterna - a participação, o incentivo e o exemplo da família na formação emocional e intelectual dos indivíduos é, muito mais do que um dever, uma ação fundamental. Mesmo nos lares cujos pais, mães, tios e avós não têm uma formação educacional regular, nem condições financeiras para adquirir livros, é importante que haja, sobretudo, a transmissão do amor pelo saber, pelo conhecimento, pela educação e, é claro, pela escola. O governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Educação, está atento a essa necessidade de intensificar a integração entre os alunos da rede estadual de ensino e as suas famílias, ampliando esse vínculo por intermédio da escola e da comunidade. Cremos que as instituições públicas educacionais possam ser a porta de entrada para o novo tempo com o qual têm sonhado gerações sucessivas. Um tempo em que a escola seja um centro de luz capaz de irradiar o gosto pelo aprendizado constante, pelo esporte e, por que não, pelo lazer, uma combinação infalível para a construção de uma nação realmente soberana, fruto de uma experiência educativa lúdica, afetuosa e responsável. Uma nação capaz de exercer plenamente a sua cidadania. Por isso, com planejamento, entusiasmo, criatividade e o auxílio precioso de numerosos profissionais, parceiros e voluntários desenvolvemos o Programa Escola da Família, que está colocando em prática uma iniciativa inédita: abrir as mais de seis mil escolas da rede nos fins de semana, para a convivência familiar e comunitária. Neste sábado, domingo e em todos os fins de semana do ano, colocaremos à disposição dos seis milhões de alunos dos Ensino Fundamental e Médio, de suas famílias, amigos e vizinhos as praças esportivas, as áreas de lazer e os ambientes escolares em todos os municípios paulistas. Todos terão acesso a uma programação variada que inclui atividades artísticas, culturais, esportivas e recreativas, além de oficinas profissionalizantes. Atividades decididas em conjunto com os moradores do entorno da escola, respeitando os usos e os costumes locais. Para tanto, temos parcerias importantes, como a da Unesco, a do Faça Parte - Instituto Brasil Voluntário e também do Instituto Ayrton Senna, que é, desde o início, responsável pela capacitação dos educadores, universitários e voluntários envolvidos no programa. Contamos, ainda, com a participação das Associações de Pais e Mestres (APMs). Aos universitários que se inscreveram no programa, a Secretaria de Estado da Educação está oferecendo 25 mil bolsas de estudo. Cada bolsa vale metade das mensalidades, até um teto máximo de R$ 267,00. O valor restante será complementado pelas instituições de ensino onde estudam. Assim, os selecionados, que necessariamente precisam ter cursado o Ensino Médio na escola pública, terão 100% das respectivas mensalidades cobertas. Em troca, trabalharão nas escolas aos sábados e domingos como monitores. O sonho do acesso à universidade e o sonho da escola-cidadã ocorrendo de forma simultânea. O Programa Escola da Família é um convite para que sejamos mais do que executores, corresponsáveis pela construção desse novo modelo educacional. Um modelo capaz de originar, com a ajuda e o incentivo das famílias e comunidades, novos autores extraordinários... Não somente de livros e de canções deslumbrantes, mas, sobretudo, de novos amanhãs que sejam tão harmônicos quanto bem escritos. Amanhãs que receberão a contribuição valiosa da esfera da ficção e da criação artística, mas, que serão, para a nossa alegria, muito mais reais e palpáveis.
À queima-roupa
O amor acertou Luís na calada do ócio.
Num tiro à queima-roupa, perfurava suas vísceras até o mais longínquo espaço interno do seu peito.
O meliante, à espreita, observava-o agonizar no chão enquanto tentava desesperadamente conter a racionalidade que escorria por entre seus dedos.
Com a vista turva, o Luís ainda buscava reencontrar o responsável pelo disparo. A imagem, contudo, pairava em sua mente.
A barba afiada como uma katana, o sorriso sacana e o olhar misterioso compunham a figura emblemática do meliante inescrupuloso.
Tensão! Luís ainda tentava reerguer-se quando, em passos firmes, o atirador se aproximava do seu corpo em constante esguiche de fluidos cardíacos.
Sem qualquer resquício de piedade, recebe o golpe final:
- Te amo.
Ilha além-mar
São Luís do Maranhão, ilha de
Encantos hipnóticos.
Azulejos que lançam
Sorrisos por todo lugar.
ilha majestosa.
ilha além-mar.
És bela, linda ilha.
Tempestade na calmaria.
Mistura entre
Passado e futuro.
Presente da gente.
No bumba meu boi,
Baila com a lua cintilante
És cultura brincante!
Amo teus mistérios...
Teus segredos revelados pelos búzios.
Testemunhados pelas ondas do mar!
Ensina-me ilha
Ensina-me a viver
A sonhar
A voar nas asas
Nas asas dos sabiás!
És tombada com histórias
Lendas,
Versos,
Poesias,
Estrofes, músicas e
Rimas...
Da fonte das tuas pedras,
poetas a jorrar
Peça-me que te obedeço...
Reverências a ti, ilha prometida!
És poesia destilada.
Transbordas nas tuas margens
Histórias... paisagens
De uma ilha, além-mar.
VIDA... Magno... (São Luis/MA)
Te amei...
mais do que a mim mesma...
Te amei...
acima de todos os credos e conceitos...
Te amei...
ao transcender o topo da supremacia...
Te amei...
amor incondicional, sem princípio nem final...
Te amei...
sem preconceitos, normas ou direitos...
Te amei...
com toda a sabedoria do universo...
Te amei...
com a insanidade lúcida dos amantes...
Te amei...
ao encontrar-te nos meus versos...
Te amei...
como o poeta ama a poesia...
Te amei...
vislumbrando a primavera em cada estação...
Te amei...
fiz de ti meu pergaminho e religião...
Te amei...
nos avessos dos defeitos onde repousa a essência...
Te amei...
a cada nascer e pôr do sol...
Te amei...
vivendo os vendavais esperando a bonança...
Te amei...
no silêncio de tuas respostas...
Te amei...
na realidade transitória perpetuando nossa história...
Te amei...
nas lágrimas vertidas que a alma revigora...
Te amei...
durante o sofrimento que valeu a pena ter sofrido...
Te amei...
quando te achei ao te achares perdido...
Te amei... E te amarei para sempre... Muito além do que for permitido...
19/julho/2010
VIDA...Carlos Magno... (São Luis/MA)
Na dor aprendi... Que seja lá o que for – especialmente uma relação que se acabou – solte, desapegue, deixe ir embora... Abra seu coração e sinta sair de dentro de você as culpas, os erros, as regras não cumpridas, o que fez sem querer fazer, e o que não fez querendo fazer... Enfim, tudo que já não serve mais, que acabou, que já foi! E de agora em diante, que o passado seja apenas aprendizado; experiências que tornam você mais amadurecida, menos iludida, mais autêntica, menos dolorida. Permita-se!!!
OS QUATRO CICLOS - Jorge Luis Borges.
do livro O ouro dos Tigres (1972) :
Quatro são as histórias. Uma, a mais antiga, é a de uma forte cidade cercada e defendida por homens valentes. Os defensores sabem que a cidade será entregue ao ferro e ao fogo e que sua batalha é inútil; o mais famoso dos agressores, Aquiles, sabe que seu destino é morrer antes da vitória. Os séculos foram acrescentando elementos de magia. Já se disse que Helena de Tróia, pela qual os exércitos morreram, era uma bela nuvem, uma sombra; já se disse que o grande cavalo oco no qual se ocultaram os gregos era também uma aparência.
Homero não deve ter sido o primeiro poeta a referir a fábula; alguém, no século catorze, deixou esta linha que anda em minha memória: "The borgh brittened and brent to brontes and askes". Dante Gabriel Rossetti iria imaginar que a sorte de Tróia foi selada naquele instante em que Páris arde de amor por Helena; Yeats elegerá o instante em que se confundem Leda e o cisne que era um deus.
Outra, que se vincula à primeira, é a de um regresso. O de Ulisses, que, ao fim de dez anos errando por mares perigosos e demorando-se em ilhas de encantamento, volta a sua Ítaca; o das divindades do Norte que, uma vez destruída a terra, vêem-na surgir do mar, verde e lúcida, e encontram perdidas
no gramado as peças de xadrez com que antes jogaram.
A terceira história é a de uma busca. Podemos ver nela uma variante da forma anterior. Jasão e o Velocino; os trinta pássaros do persa, que cruzam montanhas e mares e vêem o rosto de seu Deus, o Simurgh, que é cada um deles e todos. No passado, todo cometimento era venturoso. Alguém roubava, no fim, as proibidas maçãs de ouro; alguém, no fim, merecia a conquista do Graal. Agora, a busca está condenada ao fracasso. O capitão Ahab dá com a baleia e a baleia o desfaz; os heróis de James ou de Kafka só podem esperar a derrota. Somos tão pobres de coragem e de fé que agora o happy-ending não passa de um mimo industrial. Não podemos acreditar no céu, mas sim no inferno.
A última história é a do sacrifício de um deus. Átis, na Frígia, se mutila e se mata; Odin, sacrificado a Odin, Ele mesmo a Si Mesmo, pende da árvore nove noites a fio, ferido com uma lança; Cristo é crucificado pelos romanos.
Quatro são as histórias. Durante o tempo que nos resta, continuaremos a narrá-las, transformadas.
"Tambor de Mina do Maranhão e Seus Encantos"
Por Prof. Esp Fernando Luis
O Tambor de Mina é mais do que uma expressão musical; é um verdadeiro coração pulsante da cultura maranhense, que ecoa nas ruas de São Luís e nas almas de seu povo. Essa tradição, que une música, dança e espiritualidade, carrega consigo a rica herança afro-brasileira, refletindo a diversidade e a resiliência de um povo que celebra suas raízes.
No centro dessa história, encontramos figuras icônicas que moldaram e continuam a moldar o Tambor de Mina. Jorge Babalaô, com sua Casa de Iemanjá, foi um dos grandes mestres que dedicou sua vida ao ensinamento e à preservação dessa cultura. Seu legado é sentido até hoje, reverberando nas vozes de seus seguidores e na prática religiosa que ele tão bem representou. Pai Jorge foi mais do que um sacerdote; ele foi um guardião da sabedoria ancestral, cuja influência se estende muito além de sua passagem.
Hoje, Wender Pinheiro, conhecido como Obajedô, assume essa responsabilidade com um carinho e uma devoção admiráveis. Sacerdote do Ilê Axé Oba Yzoo e iniciado no tambor há mais de 21 anos sob a orientação de Pai Jorge, Wender traz consigo um vasto conhecimento acumulado ao longo dos anos. Ele não é apenas um praticante, mas um verdadeiro instrumentador da cultura, unindo o sagrado ao cotidiano, e promovendo uma conexão profunda entre as gerações.
O Tambor de Mina, com suas batidas envolventes e danças vibrantes, é um convite para a comunidade se reunir. É um espaço onde as pessoas se conhecem, compartilham histórias e se conectam com suas ancestrais. Em cada celebração, a energia coletiva se eleva, criando um ambiente de amor, respeito e alegria. Os rituais são momentos de encantamento, onde a ancestralidade é exaltada e a identidade afro-brasileira é reafirmada.
Wender, em sua posição como líder, traz à tona a importância da tradição em um mundo que muitas vezes tenta desviar o olhar das raízes culturais. Ele tem a missão de manter viva a chama do Tambor de Mina, não apenas como um rito religioso, mas como uma forma de resistência cultural. Sua atuação vai além dos templos; ele se envolve na comunidade, promovendo eventos que celebram a cultura e educam as novas gerações sobre sua importância.
Através do Tambor de Mina, o Maranhão se apresenta ao mundo como um mosaico de ritmos, cores e histórias. É um testemunho do poder da cultura em unir as pessoas e fortalecer laços. À medida que o tambor ecoa, ele nos lembra que, independentemente dos desafios, a riqueza cultural é um legado que deve ser celebrado e perpetuado.
Em suma, o Tambor de Mina do Maranhão é um verdadeiro tesouro que, através de mestres como Jorge Babalaô e Wender Pinheiro, continua a encantar e a inspirar. A cada batida, a tradição se renova, garantindo que os encantos do passado permaneçam vivos e vibrantes no presente, enriquecendo ainda mais a diversidade cultural da capital maranhense e de todo o Brasil.
Composição Sai da frente
Eduardo Luis Tavares Queiroz
O crente quando ora o fogo cai
O inimigo sai, Deus manda poder
Sai da frente, ó encardido, porque o crente estáCom o Senhor Jeová, dono do poder
Bartimeu clamou, clamou
Filho de Davi
Jesus perguntou
O que queres de mim?
Que eu possa ver, Senhor, para contemplar
Todas maravilhas e Seu nome anunciar
Quando o crente ora, ora o fogo cai
O inimigo sai, Deus manda poder
Sai da frente, ó encardido, porque o crente estáCom o Senhor Jeová, dono do poder
Elias orou e o fogo desceu
Faça o mesmo agora e receba o poder de Deus
Ele está aqui, irmão, pode contemplar
Deus marcou esse encontro foi pra te abençoar
Quando o crente ora, ora o fogo cai
O inimigo sai, Deus manda poder
Sai da frente, ó encardido, porque o crente está
Com o Senhor Jeová, dono do poder
Nosso Deus é mistério, nosso Deus é poder
Se liga nesse manto e venha logo receber
Ele está aqui, irmão, para contemplar
Todas maravilhas e Seu nome anunciar
Quando o crente ora, ora, ora o fogo cai
O inimigo sai, Deus manda poder
Sai da frente, ó encardido, porque o crente está
Com o Senhor Jeová, dono do poder
Gratidão e parabéns ao ministro Luis Alberto Barroso!
A legalização do aborto é pela vida das mulheres!
No Brasil, as pobres morrem enquanto as ricas vivem, pagando clínicas caras de aborto clandestino ou viajando para países onde é legal realizar o procedimento.
Pela legalização do aborto para todas as pessoas que gestam! Mulheres, homens trans e outras identidades que podem vir a engravidar.
Não gosta de aborto? Não pensa em abortar? Acha isso errado ou pecaminoso? Ótimo, é só não abortar. Você pode ter a opinião que quiser quanto a isso, no entanto não pode querer que as leis funcionem de acordo com o seu senso de certo ou errado, assim como em um Estado LAICO nenhuma religião pode ser a base de qualquer que seja a lei!
Pelo aborto legal JÁ!
- Marcela Lobato
São Luís, 15 de Setembro de 2012.
Hoje acordei mais uma vez com uma certeza absurda que te amo, e pior do jeito mais difícil de amar o amor que deixa passar e não reage à dor de você não estar ao meu lado e sim ao lado de outra pessoa. Ai vem mil pensamentos a minha cabeça que dizem por que ela é merecedora de você e eu não.
Resolvo deixar mais uma vez pra Deus decidir na minha falta de coragem de decidir e chutar o balde e dizer que eu não desisti eu só espero que você enxergue o que é nítido aos olhos alheios nos dois Um e o Outro nos completamos mais nada.
ENTRE O CAOS
(Luís Felipe)
Entre o caos deste meu ser,
Nas tempestades e ruínas.
tentando sobreviver,
Me perco em cada esquina.
A solidão me acompanha,
Enquanto o silêncio me toma...
E vou subindo essa montanha,
Pra descobrir o meu sintoma.
E, nada mais faz sentido.
Até que eu compreenda a razão,
De estar nesse caminho,
Que vejo coma mente e sinto com o coração
Momento Poesia
Por Luis Claudio Serenado da Josiane
A Chuva...
Chuva boa, abençoada, pode ser garoa, pode ser pancada, as vezes vem com vento ou vem com trovoada, a chuva cai...
Cai na Serra do Mendanha, o lavrador acompanha.
A parreira ela rega, da vigor e se encarrega, do
fruto fazer brotar. E ela cai...
Cai na Estrada do Campinho, na Estrada do Moinho, cai no Encanamento, trás louvor e trás lamento, molha a Rua Aricuri, molha a Estrada doTingui, alaga a Rua Artur Rios, vai caindo sem parar!
Cai a chuva em Guaratiba,cai ali em Inhoaíba, no quintal do Comarí, no coreto do Magali, na curva do Matoso, na Estrada do Fragoso, vai caindo a molhar.
Molhando os jardins e gramados, caminhos e becos fechados, vai a chuva em seu trajeto, molhando o chão e o concreto, o meu Campo Grande a lavar!
CHOVE CHUVA,CHOVE SEM PARAR!
LCS________ENJ
Texto inspirado no conto “Não me acorde” de Luís Fernando Veríssimo e na Carta-Testamento de Getúlio Vargas.
O passado é prólogo. Certos eventos consolidam essa frase, tudo que veio antes se torna uma história de superação, um prefácio. Você se da conta de que tudo que houve até ali, 500 anos de uma história foi simplesmente preparação para aquele certo momento. E o passado ganha uma lógica que não tinha. Você passa a entender tudo em retrospecto, tudo ganha um sentido. O golpe de 64, os anos de ferro, a distensão lenta, segura e gradual, as guerras, os impeachments, tudo é prólogo para o amanhã. Está claro, a própria fuga de Dom João para o Brasil fez parte da preparação. Tudo é armação para aumentar a nossa glória, tudo se encaixa, ou você acha que a chegada de Cabral foi obra do acaso? Tudo está sendo construído aos poucos, desde antes de 1500, antes das cruzadas, antes de Jesus.
Forças se articulam contra o povo, contra a liberdade, contra o progresso, não nos dão direito de defesa, sufocam a nossa voz, impedem nossas mãos. Seguimos o destino que nos é imposto, calados e estamos desamparados. Mas devemos ter força, dar nossa vida, não se deixe humilhar, precisamos reagir, mas ao ódio responderemos com perdão, a opressão responderemos com o nosso sangue em direção à glória.
Eu vi você na rua, estava cercado por ignorância, por corrupção, por desrespeito, pelo jeitinho... Eu não sei o seu nome, nem de onde você é ou o que faz, mas você continuava lá, firme e forte. Posso imaginar como tem sido sua vida, o martírio, as decepções, a desilusão. Muitos da sua geração se perderam, levaram pais e avós ao desespero. Não tiveram acesso à educação, não tiveram acesso à noticias, não tiveram como dar asas a mente, e acredite, são muitos!
Você não sabe, mas é um herói, e quando chegarmos ao topo, seremos certamente o povo mais dedicado, fiel, convicto e feliz do mundo, porque será o país dos que resistiram. Aguente só mais um pouco, meus respeitos.
Andre Luis Aquino: Carrego seu coração- poema de E. E....
Carrego seu coração- poema de E. E. Cummings)
Eu Carrego seu coração comigo
(Eu o carrego no meu coração)
Eu nunca estou sem ele
(onde quer que eu vá, você vai, minha querida;
e o que quer que eu faça sozinho, eu faço por você, minha querida)
Eu não temo o destino
(porque você é o meu destino, minha doçura)
Eu não quero o mundo por mais belo que seja
Porque você é meu mundo, minha verdade.
Este é o maior dos segredos que ninguém sabe.
(Você é a raiz da raiz, e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida;
que cresce mais alta do que a alma pode esperar
ou a mente pode esconder.
Este é o milagre que distancia as estrelas
Eu Carrego seu coração
(carrego no meu coração)
Lai a procura de Agustina Bessa-Luís
Já tinha escrito uma vez como conheci Agustina. Foi no museu da Língua portuguesa. Foi em um sábado, eu e as moscas. Nunca vou em exposição, a única exposição que frequento com prazer, sem tédio, tipo: me tirem daqui! É das flores, das gaivotas, dos patos, das gramas e do mar... Foi um amigo que tive aqui no facebook que um dia me perguntou: Terá uma exposição da Agustina Bessa no museu da língua portuguesa ai em SP, você vai? Sabedor que era do meu fascínio por essa mulher, fez por bem me avisar. É claro que fui. O que me deixou furiosa não foi ter sido eu a única visitante naquele dia e não duvido nada que em todos os outros dias também. O que me incomodou foi não ter nenhum livro dela ali exposto ou alguém contando a sua história. Só havia fotos dela e nada mais. Olha, sei que vocês devem estar desconfiados, mas tempo depois aquilo lá pegou fogo e juro que não tenho nada com isso.
Ai um dia me deu na telha: vou para o Porto. Porque o Porto e não Lisboa? Por causa do vinho. Todo mundo na minha vizinhança fala desse vinho e eu pensava com meus botões: que raios tem esse vinho que os outros não tem? E também queria só de raiva conhecer Agustina Bessa e dizer a ela onde já se viu uma exposição daquelas. Pedi para um amigo bem informado que mora no facebook, um advogado de nome... melhor esquecer o nome, se ele saberia dizer onde morava a Agustina. Respondeu que iria confirmar e depois de me fazer esperar uma semana e alguns dias, passou o endereço e eu anotei. Para quem não sabe o esposo da Agustina é advogado e foi encontrado por ela nos classificados. Sorte grande teve o estudante de direito Alberto Luís ao responder o anúncio. Não sei por que digo isso, talvez pelo mesmo motivo que a malta portuguesa tem de dizer séculos depois que o pobre do Camilo esteve preso na cadeia da relação por adultério.
Um belo dia entrei naquele avião sem medo e sem asas e atravessei o oceano. Somente vim a descobrir a grandiosidade e a delicia que é esse oceano Atlântico na Vila do Conde, quando em uma bela manhã calma e ensolarada eu vi com esses olhos que a terra não há de comer a nau (uma miniatura tamanho gigante) de Cabral e meus olhos se encheram de lágrimas diante de tanta coragem daquele homem teimoso como uma mula.
Hoje quando penso nisso meu coração ainda pula. Por causa de Cabral? Não mais, agora é por causa de mim mesma.
E aqui, fiquei saracoteando por ai. Conheci Camilo Castelo Branco, sua última morada e fiquei estarrecida com seu paradeiro. Os dias passando... Até aquela tarde em que eu caminhava feliz como uma noviça pela Rua Campo Alegre, e então a surpresa. Foi como se alguém tivesse segurado meu pescoço e dito: Olha! E fiquei assim tipo estatua olhando para aquela placa com o nome de uma rua. Sabe quando você vê algo que queria e não esperava, fiquei ali olhando, dando voltas sobre ela, parecendo um altar de adoração. Como fiz para chegar até a casa contei isso no verão passado.
E contei também da moça que estava no andar de baixo e eu olhei... E a chamei e ela veio e me mandou ir ate o portão de entrada e eu fui... A empregada atendeu. Empregadas são treinadas para serem muralhas... Mas eu pedi a ela e ela disse que iria levar meu livro para ser autografado. Não era isso que eu queria. Mas entre isso ou o nada. Preferi isso. Foi e quase não voltava mais. É que o Dr. Alberto Luís deve ter levado longo tempo lendo a crônica da Agustina no livro de vários autores que eu tinha. Ou estava ocupado sei lá, não me disseram... Sei que ela voltou com seu passo apressado, não sei o que deixa essas mulheres assim tão pesadas. Entregou-me o livro que carregava nas mãos como se fosse um empecilho dos seus afazeres e fechou o portão. Ali estava a dedicatória... Não era isso...Não era isso sua mula. Quem era mula? Eu ou ela? Não sei quanto tempo fiquei ali parada na porta de ferro verde. Minha mão batia no nada e eu dizia: Não é isso, não é isso... volta aqui!
Tentei encontrar um buraco de ferrugem onde eu pudesse olhar...
Dei uns passos atrás e sentei em um resto de muro. Ah, foi tão triste. Queria tanto dizer, queria tanto que sentissem o tamanho da minha tristeza naquele dia. Se soubessem viriam aqui e derrubariam todas as portas, abririam todas as trancas... Teria que fazer algo não podia ficar ali parada.
Dei umas voltas pelos restos do que foi um dia uma aldeia e hoje esta cortado por uma rodovia dupla e rodopiei como se estivesse caindo em um labirinto.
Toquei com os olhos e com as mãos cada pedaço daquela quinta. Olhei através das janelas e encontrei as nuvens e o céu azul, tão lindo.
Fechei os olhos e imaginei como era a vida daquela mulher quando ali existia esperança e vida.
Lai em a vida como ela é os poetas da sua vida
ADEUS até ao nosso reencontro [se ELE nos permitir] mi Hermanito Luis Emilio
Que triste eu tão fiquei, por descobrir;
Que tinhas PARTIDO, meu Lindo IRMÃO;
Deste nosso viver, com ténue chão;
Onde todos andamos, pra partir!
Oxalá que O de nós, Bom CRIADOR;
Tua ALMA Boa, Tenha Recolhido;
Num LUGAR, para ELA tão Merecido;
Dado: O Da MESMA, Tão LINDO Sabor.
Pois por cá, nesta rede social;
De TI, só assisti a UM Bom SEMEAR;
Do que em ELA tão TINHAS, com VALOR!...
Que foi, um AMARES todos, por igual;
Que foi, Um DESSA ALMINHA, tanto a nós dar;
Que foi, um a todos nós, DAR TANTO AMOR.
Com o CARINHO, que de mim MERECES, para TI;
Uma, apenas uma lágrima!
(Luís Felipe)
Naquela noite,
Todos já estavam dormindo.
Me levantei, fui até a cozinha.
Abri a janela e comecei a observar...
Céu nublado, escuro, poucas estrelas visíveis.
Terra úmida, plantas regadas.
Aquele aroma pós chuva.
Olhei para algo e...uma lembrança!
Fechei a janela, sentei na cadeira e,
Só conseguia ouvir o motor da geladeira
E o tictac do relógio que iam sumindo aos poucos.
Me perdi nos pensamentos.
Quando me dei conta,
Estava lá, sentando, sozinho,
Corpo anestesiado, olhar fixo no nada,
Coração pulsando e...
Não entendi o por que:
Uma, apenas uma lágrima!
OPULÊNCIA DA VELHA SENHORA
De João Batista do Lago
São Luis – essa Velha Senhora! ‒
Quanta opulência ainda te mora
Segredada em teus casarios
Nas tuas ruas estreitas… sombrias
Em tuas pedras de cantarias
Nos becos de todos os Desterros:
Sombras que tatuam teu presente!
Teus poetas sequer desconfiam
Do mal luso em ti segredado
Desconhecem as tuas patranhas
Amam-te ‒ todos! ‒ enganados
Porém ‒ eu ‒ sei das artimanhas:
Teu altruismo de vãs veleidades
É “Quimera” colonial
Cantamos os teus azulejos
Declamamos as tuas sacadas
Nos extasiamos com telhados
Pintamos de orgulho toda Ilha
Porém não temos sentimento
Para enxergar toda obviedade:
Índios e negros marginais da cidade
O ‘fausto’ da Velha Senhora
Expande-se à Caxias e Alcântara
Onde também se cantam versos
Da nobiliarquia maranhense
Onde suas gentes nobilíssimas
São almas per se condenadas
Por algozes do algodão e arroz
Do estratagema dominante
Monta-se a treta arrogante
Miscigenam-se as nacionais
Com filhos de comerciantes
Garantia do futuro ufano
De escravagistas sociais
Casta de senhores feudais
É dessa casta que aparece o
Estupro da preta escrava
Nos casarios e nas senzalas
Sob o manto desses silêncios
Relicários da velha igreja
Estuprada pelo vintém
Perdoará pecado senhorio
É desse caráter social
De fonte lusitana tosca o
Genocídio do povo indígena
Ainda hoje aqui perpetrado
Pelo lusitano esquálido
Que se imagina proprietário
Da nação timbira sem terra
A Velha Senhora impávida
Desfilava só sua opulência
Sobre as pedras de cantaria
Sua carruagem sempre rangia
No lombo negro que sofria
A mesma desgraçada sorte
De um Souzândrade ameríndio
Atenas fez-se por encanto
Pensando ser toda sua glória
Esparta faz-se na história
Ainda hoje na sua memória
Retém os grilhões dos infantes
Almas penadas que vergastam
Ruas e becos da Velha Senhora
Índios… negros ‒ sempre! ‒ excluídos
Remetem a uma não Paideia
Mesmo que a opulência planteia
No imaginário dum só poeta
Por certo haverá miséria na
Opulenta Ática timbira
Amo-te ‒ Ó Velha Senhora! ‒
E quanto mais amante sou
Te quero livrar dos pecados
Dar-te o fogo dos numinosos
Ver-te livre das injustiças
Saber-te mãe eterna: virtude
Plena de toda alteridade
Minha VIDA, Carlos Magno (São Luis/MA)
Você tem tomado conta dos meus sonhos
Você tem tomado conta do meu dia a dia
Você tem feito de mim, escrava de suas madrugadas
Você tem tirado minha paz, com as maldades impensáveis
Você não sabe o que quer e tem maltratado meu amor por Você
É assim que estou vivendo é assim que estou morrendo por
Você dia após dia.
Por Você tenho vivido meus dias maus
Por Você não me sinto dormindo em colchão
Tenho dormido em pedras e espinhos
Porque a dor que sinto quando acordo de
um sonho com Você é muito forte,
Por Você sou capaz de agüentar essa dor.
Você é tudo de bom de um sonho,
A maldade esta em sonhar com Você e não tê-lo...
A maldade esta quando me sinto em suas mãos...
A maldade é o despertar dessa paixão doida...
Te amo horrores!!!
19/julho/2010
Carlos Magno (São Luis/MA)
Há mil e uma razões para dizer que te amo, mas apenas encontrei 100… E todos os dias vou completando essa busca infinita…
AMO-TE!
Porque só tu me completas…
… porque guardo em mim a chave dessas tuas algemas
… porque me fazes feliz
… porque és simplesmente lindo
… porque me mostraste que é possível pintar o céu mesmo parecendo que a tinta não vai chegar
… porque sempre me deste a mão
… porque és o meu amado
… porque me ofereces momentos especiais
… porque nem a recordação do teu olhar é suficiente para matar esta saudade
… porque me levas à loucura
… porque me perco só para te encontrar
… porque renasci quando te encontrei
… porque ser feliz a teu lado, é a minha primeira razão
… porque são as tuas palavras que me confortam
… porque são os teus beijos que dão sabor à minha vida
… porque só a tua voz sabe sussurrar-me a palavra: Amo-te
… porque a minha alma de tanto te sonhar anda perdida
… porque há lágrimas que rolam por ti
… porque tornas tudo ao teu nível: Especial
… porque me seduzes a cada momento
… porque amanheço contigo no pensamento
… porque um minuto sem ti é mais que uma eternidade
… porque te quero para sempre e mais um dia
… porque consegues tocar a minha alma
… porque és o meu anjo
… porque consigo encontrar-me no teu olhar perdido
… porque tens em ti tudo o que preciso para ser feliz
… porque é no teu colo que embalo os nossos sonhos
… porque cada gesto meu tem um pedacinho de ti
… porque és a minha vida
… porque os momentos mais especiais da minha vida foram passados a teu lado
… porque não sei onde começo eu e acabas tu
… porque as tuas palavras me tocam
… porque a minha vida a ti pertence
… porque monopolizas o meu pensamento
… porque me sinto capaz de tudo por este amor
… porque fazes de breves momentos, momentos eternos
… porque sem ti tudo é saudade
… porque no céu do meu mundo tu és a minha estrela
… porque a vida é nada sem ti
… porque não consigo lembrar como era o mundo antes de te conhecer
… porque és o eterno viajante dos meus sonhos
… porque és metade de mim
… porque tudo pára quando estou contigo
… porque deste um sabor especial ao dia 22.07.2009
… porque viajo no teu olhar quando me olhas
… porque me ensinaste a amar daquela forma especial
… porque vivemos aquela paixão escondida
… porque nunca pensei que tudo isto fosse possível
… porque as tuas carícias sabem saciar o meu desejo
… porque és o meu vício
… porque é a certeza do nosso reencontro que me aconchega
… porque quando estou só é o teu nome que ecoa na minha voz
… porque o teu olhar me deixa louca
… porque me devolves palavras nos minutos calados da noite
… porque mesmo que me deixes eu vou continuar a amar-te
… porque não há palavras para descrever este amor
… porque há em mim uma sede infinita de te amar
… porque me levas a uma constante tempestade de emoções
… porque o teu cheiro me embriaga
… porque me enfeitiçaste com o teu amor
… porque me ensinaste a ser feliz
… porque contigo tudo ganhou um colorido diferente
… porque elevas todo o meu ser
… porque me enlouqueces
… porque sofro quando não estás
… porque dás sentido à minha vida
… porque por ti vivo em delírios de paixão
… porque no teu corpo eu vejo o invisível
… porque és a minha doce inspiração
… porque me entreguei a ti
… porque me prendes à vida
… porque vives em mim
… porque estou super apaixonada
… porque és a meu rei
… porque sei que o teu coração também guarda este amor
… porque sem ti sou apenas… incompleta
… porque amo a inquietude dos teus gestos
… porque preciso de ti
… porque o meu coração é teu para sempre
… porque não há nada mais poderoso que o nosso amor
… porque és a minha tentação
… porque adoro lembrar-te com o teu cheiro
… porque és o meu malvado
… porque tornas tudo possível
… porque guardo em mim cada momento que passei contigo
… porque quando olho para trás são as tuas pegadas que vejo
… porque me fazes sentir especial
… porque me dá tudo o que preciso
… porque fazes parte de mim
… porque tiveste desde sempre um cantinho especial em mim
… porque tens essa perfeição tão tua
… porque desejo estar contigo
… porque a minha felicidade se resume a ti
… porque te sinto aqui, mesmo quando não estás
… porque és a página mais bela que o destino escreveu na minha vida
… porque és um docinho
… porque te quero roubar para sempre
… porque te amo para além do amor
… porque te amo de verdade!
20/06/2011
