Prof. Esp.Fernando França

Encontrados 2 pensamentos de Prof. Esp.Fernando França

"Tambor de Mina do Maranhão e Seus Encantos"
Por Prof. Esp Fernando Luis



O Tambor de Mina é mais do que uma expressão musical; é um verdadeiro coração pulsante da cultura maranhense, que ecoa nas ruas de São Luís e nas almas de seu povo. Essa tradição, que une música, dança e espiritualidade, carrega consigo a rica herança afro-brasileira, refletindo a diversidade e a resiliência de um povo que celebra suas raízes.


No centro dessa história, encontramos figuras icônicas que moldaram e continuam a moldar o Tambor de Mina. Jorge Babalaô, com sua Casa de Iemanjá, foi um dos grandes mestres que dedicou sua vida ao ensinamento e à preservação dessa cultura. Seu legado é sentido até hoje, reverberando nas vozes de seus seguidores e na prática religiosa que ele tão bem representou. Pai Jorge foi mais do que um sacerdote; ele foi um guardião da sabedoria ancestral, cuja influência se estende muito além de sua passagem.


Hoje, Wender Pinheiro, conhecido como Obajedô, assume essa responsabilidade com um carinho e uma devoção admiráveis. Sacerdote do Ilê Axé Oba Yzoo e iniciado no tambor há mais de 21 anos sob a orientação de Pai Jorge, Wender traz consigo um vasto conhecimento acumulado ao longo dos anos. Ele não é apenas um praticante, mas um verdadeiro instrumentador da cultura, unindo o sagrado ao cotidiano, e promovendo uma conexão profunda entre as gerações.


O Tambor de Mina, com suas batidas envolventes e danças vibrantes, é um convite para a comunidade se reunir. É um espaço onde as pessoas se conhecem, compartilham histórias e se conectam com suas ancestrais. Em cada celebração, a energia coletiva se eleva, criando um ambiente de amor, respeito e alegria. Os rituais são momentos de encantamento, onde a ancestralidade é exaltada e a identidade afro-brasileira é reafirmada.


Wender, em sua posição como líder, traz à tona a importância da tradição em um mundo que muitas vezes tenta desviar o olhar das raízes culturais. Ele tem a missão de manter viva a chama do Tambor de Mina, não apenas como um rito religioso, mas como uma forma de resistência cultural. Sua atuação vai além dos templos; ele se envolve na comunidade, promovendo eventos que celebram a cultura e educam as novas gerações sobre sua importância.


Através do Tambor de Mina, o Maranhão se apresenta ao mundo como um mosaico de ritmos, cores e histórias. É um testemunho do poder da cultura em unir as pessoas e fortalecer laços. À medida que o tambor ecoa, ele nos lembra que, independentemente dos desafios, a riqueza cultural é um legado que deve ser celebrado e perpetuado.


Em suma, o Tambor de Mina do Maranhão é um verdadeiro tesouro que, através de mestres como Jorge Babalaô e Wender Pinheiro, continua a encantar e a inspirar. A cada batida, a tradição se renova, garantindo que os encantos do passado permaneçam vivos e vibrantes no presente, enriquecendo ainda mais a diversidade cultural da capital maranhense e de todo o Brasil.

O PODER DE SABER SELECIONAR

Muitas vezes, cometemos o engano de tentar manter por perto pessoas que não reconhecem o nosso valor, como se a insistência fosse uma forma de provar algo. Mas, na prática, forçar presença só traz desgaste e cansaço.

É preciso entender que a energia, o tempo e a atenção que temos são limitados e precisam ser direcionados com sabedoria. Quando se investe muito em quem não sabe valorizar, acaba-se deixando de lado o auto-cuidado e afastando quem realmente poderia acrescentar. Com o tempo, esse peso fica insustentável.

Aprender a soltar e deixar ir não é frieza, é sinal de maturidade.

Nem todo mundo que cruza o nosso caminho veio para ficar. Algumas pessoas passam para ensinar lições, outras para mostrar limites, e muitas simplesmente não possuem mais espaço na fase que estamos vivendo. E isso é natural. Quem realmente quer estar presente demonstra através das atitudes, da constância e do respeito.

Não faz sentido mendigar presença onde não há reciprocidade. O que é verdadeiro não precisa ser sustentado à força, ele se mantém por si só.

No fim das contas, escolher quem tem acesso à nossa vida é um ato de respeito próprio. Não se trata de se isolar, mas de proteger aquilo que se tem de mais valioso: a paz interior. Quando se entende isso, as relações se tornam mais leves, mais sinceras e muito mais alinhadas com a verdade.

Porque o que importa não é a quantidade, mas a qualidade e a sinceridade de cada conexão. E quem realmente merece estar, permanece sem esforço.
(Autor FRANÇA, Fernando em 05 de maio de 2026)