Textos de Lembranças
A cor do mar lembram seus olhos.
São linhas tracejadas no horizonte de teu rosto.
Rochedos alcantilados que recordam a dureza que tantas vezes vi surgir.
A mesma cor, as mesmas linhas, a mesma dureza que tantas outras vezes me esforcei para esquecer.
Mas, se mesmo assim, tão falho que sou; ao me ver incapaz de apagar lembranças passadas; deixo então que as recordações tomem conta de mim e me embalem. Deixo que cada cor e cada traço se transforme na beleza cênica de um por-do-sol.
Seus olhos refletidos neste mar sem fim.
Por fim, é como se cada matiz e cada linha no horizonte sorrisse para mim. Então, sorrindo, me senti em paz por ter tido a oportunidade de sentir o carinho teu.
Depois de tudo, quem sabe um dia tenha um sentido, mas até lá estarei perdido
Eu pensei que tudo seria possível, que o tempo estava a favor, e você sempre estaria comigo
Eu tinha certeza, e isso me fazia me levantar todos os dias
E independente da barreira, apenas com minha vontade eu venceria
Talvez seja tarde, mas eu sei que não posso desistir, tudo anda mudando e eu não posso parar por ai
Parece cansativo, mas por você vale a pena seguir, só foi uma pena que depois de algum tempo descobri que você não estaria aqui
Eu disse, talvez seja tarde. Mas eu não posso desistir.
Sonhei acordado, chorei por todo lado, e no fim percebi, você me ajudou chegar aqui, e depois de tudo, você foi a primeira a desistir
Minhas lagrimas escorre ao pensar que era eu a ter um fim assim, mas entre páginas eu espero que o final demore a vim
Eu te amo, e por você eu vou prosseguir, por você eu trilhei até aqui, mesmo que depois de tudo, nem um adeus você mim deu antes de sorridente fechar seus livros chorando a sorri
E depois de tudo, mesmo sozinho, seguirei em frente, por ti
Um adeus
Uma pequena palavra com um grande significado
Se você for embora, pelo menos por favor, deixe um recado
Se você sair sem dizer nada, eu irei ficar preocupado
Uma vez me prometeu não me abandonar, mas do nada me deixou sozinho pensando onde você deve estar
Talvez não é pra eu saber, ou algo sério chegou acontecer
Eu sou fraco, mas quero te ajudar
Depois de tudo que passamos, apenas nossos abraços podem nos confortar
E mesmo que seja insuficiente, antes de ir embora me diga o que eu posso fazer
Me diga que você irá partir, e eu tentarei te convencer
Sozinho é mais difícil, principalmente sem você
E se você ainda decidir ir embora, não esqueça de me dizer
O tempo pode passar, a ferida pode sarar, e eu envelhecer, mas de tudo, eu só não vou te esquecer.
Passado, presente e futuro
Três intervalos da vida onde tudo começa no hoje o presente, é no presente que aprendemos a conviver, viver, errar e aprender, são coisas que usaremos no futuro mas que aprendemos no passado porque hoje já é outro dia.
Dizem que se passado fosse bom era presente, mas se meu passado pudesse ser presente gostaria que meu presente fosse o dia dos meus 14 anos nem sei o que aconteceu nesse dia mas é uma idade boa, mas que lição eu teria? Que aprendizado eu poderia usar hoje diante de uma dificuldade, o passado pode ser bom como também pode ser ruim, mas é isso que te fortalece é isso que te mantém de pé e não te permite errar com os mesmos erros novamente. O passado sempre vai está presente pois alguma coisa sobre a vida você aprendeu ontem e vai usar hoje para se defender ou atacar é assim que o mundo gira é assim que o futuro se constrói.
No horizonte quando não vejo mais paisagem , encontro dentro de mim o teu olhar, e esse olhar me dá forças para te amar além das linhas do tempo, além das circunstâncias que me rodeiam , e em cada impossibilidade vejo uma possibilidade de um dia te abraçar e te amar de verdade não apenas com palavras. Mas com todo o sentimento que existe dentro de mim.
Nossas vidas se encontraram um dia , nossos corações se uniram e desde então esse amor se eternizou , se cristalizou para nunca mais se desfazer.
É assim que eu sinto dentro de mim.
E assim que te sinto ,
E é nesse amor que construo os meus sonhos .
Ass:sua amada
Fabrícia Magalhães 🌹
O dia em que eu te esqueci
Naquele dia acordei me sentindo tão bem que, se pudesse, distribuiria beijos e abraços até para as nuvens e o sol. A última vez que me senti assim, ele ainda nem existia na minha vida. Seu nome? Bem, nem vale apena recordar...
TOMEI UM BANHO DAQUELES! Me peguei entre sorrisos ao recordar das broncas da minha mãe na infância: “ menina, sai logo desse banho, quer secar a caixa? ” Então desliguei o chuveiro e saí do banho cantarolando. Quis colocar um vestido bonito e vesti um bem feminino, olhei no espelho e me senti incrivelmente bem e, se quer saber, o motivo é que percebi que estava vestida para mim, logo eu só me vestia pensando na reação do “coisa”.
Tomei um café do jeito que eu sempre gostei: doce, quente e forte com as brasileirinhas iguais ais que se comprava na padaria em frente à casa do meu avô. Não lembrava o quanto que era bom tomar café sossegada, já era habitual estar com os olhos fixos na tela do celular, conferindo mil vezes se realmente não recebi uma ligação ou qualquer mensagem que fosse.... Bem, naquele dia senti preguiça só em pensar em pegar o celular...
Da janela vi flores tão lindas... enquanto que antes eu nem havia percebido que elas estavam ali no meu quintal, é que eu sempre estava ocupada olhando para o celular, via se ele estava online no whastsapp, e tentava me convencer que meu celular só podia estar com problemas ou o dele descarregado, por isso não estava recebendo ligações ou mensagens. Era mais fácil acreditar nisso que admitir q ele que não quis se comunicar. “Ah, mas “o coisinha” é passado”, pensei.
Naquele dia eu estava tão concentrada nas atividades ao logo do dia que até minhas amigas perceberam que fazia tempo desde a última vez que me viram tão presente em um só lugar, e brincaram dizendo q era bom ver eu voltando a ser “eu”.
”- Você fez bem em esquecer o fulano! ”.
Fazia tempo que não falavam seu nome na minha frente e ouvi-lo não me causou dor alguma, nem felicidade, senti como se pronunciassem um nome como qualquer outro, na verdade, sendo franca, seu nome para mim já era um como outro qualquer...
“ - O que o tempo não faz, não?”.
Me perguntaram se eu sentia falta de você, admito que fui sincera com o meu breve “não”.
”- Acho que você ainda o ama, só que agora está magoada...”
Um não quase que instantâneo saiu da minha boca! Era verdade, nem amor, nem mágoa, eu simplesmente já não sentia nada! Naquele dia tive certeza de que, de fato, havia te esquecido...
Elas também me mostraram a porção de caras interessantes que estavam ao meu redor enquanto que eu nunca tinha dado atenção.
“- Ah, mas agora estou pronta para viver novos amores! ”. Cheguei a dizer isso, abrindo um meio sorriso... e, como era bom estar livre outra vez...
Tudo era como antes. Antes da primeira palpitação, do primeiro beijo, antes ... de você! Tudo estava igual outra vez e eu estava livre de acordar, comer, me vestir, sempre pensando em você. Livre daquela insegurança crônica que você me provocava. Eu tinha deixado de ser um pedaço teu, e voltado a ser eu outra vez. Há! E como era bom experimentar novamente o que é viver pra mim! E foi assim que terminou o dia em que eu te esqueci!
Pena que esse dia nunca existiu, é apenas uma idealização da minha cabeça de como será o dia em que eu enfim vou me acordar e terei deixado tudo o que sinto por você para trás. Teu nome será mais um, assim como teu rosto, teu beijo, teu toque, tudo em você. Esse dia não foi hoje, mas, quem sabe, pode ser amanhã! Escreve aí, um dia eu vou acordar e você se tornará apenas ‘o coisa’.
Depois que esse dia passar, você ainda vai me procurar, eu sei! Como sempre faz... mas no “dia em que eu te esquecer”, sua procura será vã, não vai mais me achar, ou se achar, será já acompanhada por alguém que saiba bem o que quer. Não se assuste se as coisas acontecerem bem rápido! Amanhã eu posso acordar assim, decida a dar uma chance a alguém que não me esqueça de lado como você faz. Será nele que pensarei, no meu status é ele quem estará, assim como nas minhas fotos, no meu ‘em um relacionamento sério’ do Face e se ele chegar a ocupar esses espaços, é porque também já terá ocupado meu coração. Escreve aí, pois é assim que será. Nessa altura, você também terá a certeza de que esse foi ‘o dia em que eu esqueci você”.
O tempo não muda as coisas ou as pessoas.
Não foi o tempo que nos mudou e nos separou, fomos nós que fizemos isso.
Nossas decisões hoje mudará nosso tempo amanhã. Nossas decisões de ontem nos afastou... pare de colocar a culpa no tempo dizendo que ele muda as pessoas. Seja corajoso e encare a realidade, somos nós que mudamos o tempo... o tempo é só mais um lembrança constante de decisões erradas que tomamos no passado.
Atraves(sendo)
Como todo bom viajante, eu comecei sonhando. Alimentando a cada dia o desejo de me aventurar. Buscando a coragem em cada história que pudesse me dizer: "sim, vai valer a pena!". Eu tentava me explicar o porquê dessa ânsia de viajar. Pra longe. Pra fora da zona de conforto.
Um dos -muitos- filmes que eu assisti inúmeras vezes foi "Comer, Rezar, Amar". Dentre os vários aprendizados que Liz Gilbert assimilou ao longo de sua jornada, um me marcou bastante. Ele diz respeito à filosofia que ela adotou diante das pessoas que encontrou e dos lugares por onde passou. O trecho é grande (e pode ser encontrada ao final do texto), mas pode ser resumido emse jogar de coração na jornada da vida eaceitar cada pessoa que atravessa sua vida como um professor.
Na minha tradução livre, uso o verbo atravessar porque essas pessoas passarão, deixarão uma marca, mas não necessariamente permanecerão; falo em travessia, porque é o que, na minha opinião, fazemos ao viver, ao viajar, ao superar nossos próprios medos. Atravessamos. Atravessamos para algo além.Vivemos através. Através, sendo. (Atraves)sEndo. Atravessando...
Ao longo da minha travessia, tomei para mim a lição de Liz: aceitar cada pessoa como um ensinamento. Qual lição essa pessoa me traz? O que posso aprender com isso? Aceiteicada revés como um aprendizado; e cada pessoa como um desafio...pra mim mesma. Se no começo isso serviu para aceitar tudo o que a mim viesse; agora, no final, isso me ajuda a entender por onde eu caminhei para chegar até aqui. O aqui tido como a filosofia e as crenças que tenho hoje.
Comecei fazendo uma lista das pessoas que encontrei ao longo desse ano. Suas histórias incríveis... (Ainda consigo imaginar meu sorriso no rosto e o brilho nos olhos ao ouvir cada uma delas.) Pessoas que me faziam ver que, sim, eu estava me aventurando; mas, sim, é possível ir -ainda- mais longe. Sempre é.
Ao longo da lista, o mais incrível foi perceber que a minha caminhada começara antes mesmo que eu me desse conta dela. Percebi que, antes mesmo da jornada propriamente dita - mochila nas costas e pé na estrada-, eu já havia encontrado pessoas que, no meu dia-a-dia, colaboraram para os ideiais e ideias que eu adotei. E que hoje se mostram ainda mais fortes. Eles estavam todos a minha volta. Da casa à mesa de bar.
A mãe que te mostrou como é possível ter um grande coração. O pai que te ensinou a sonhar. A irmã que todos os dias encenava a arte da leveza:"relaxa!".A professora de filosofia que te abriu os olhos para a lógica da Matrix (mal sabia eu que enquanto eu bocejava, eu já começara a mudar...)O namoradinho de portão que já naquela época tentava me abrir os olhos sobre as ilusões da vida cotidiana. A amiga, que por anos discutiu as mais loucas teorias que, no fim, não eram tão loucas assim. E de teoria pouco tinham. A amiga que te fazia sorrir só de estar(sor)rindo. Tudo assim, ao mesmo tempo! O sonhador determinado que com 20 e tantos anos resolveu mudar de profissão, trocando a certeza de uma vida mais ou menos pela incerteza de uma vida transbordante. As amigas que largaram um curso meio -ou quase- completo, para iniciar um outro curso. E hoje brilham ao falar sobre a profissão que escolheram. O amigo que te ensinou a não levar a opinião dos outros tão a sério - ou, dependendo do caso, nem mesmo levar. Deixe por lá. A mineira doida que chegou no hostel, em pleno ano novo, sozinha: "posso me juntar?", mostrando que pra começar a falar com alguém é preciso, antes de tudo...falar! E, sim, viajar sozinho te força a falar...consigo e com os outros!Os amigos que viajaram e trouxeram mil fotos. E um novo jeito de agir.
Eles, todos eles te prepararam em doses homeopáticas para as lições por(vir). Estas, que viriam todas de uma vez; numa só intensidade. Ensinamentos que você ainda assimilará e entenderá - talvez- ao longo de toda uma vida. Pessoas que passariam pela sua vida rapidamente em termos de presença física, mas que permanecerão contigo por toda a sua existência através do aprendizado que deixaram.
A senhora croata que, sem falar inglês, te pegou pela mão e mostrou o caminho, em meio à muita neve e frio. O senhor meio manco que, mesmo sem conseguir andar direito, encarou sua desconfiança egoísta e levou você até a parada de ônibus, em meio ao caótico trânsito de Istambul. O professor turco que viu que você estava esperando o pôr-do-sol no lado errado do Bosphoros, perdeu um certo tempo para te mostrar que é possível confiar e te mostrou onde você devia estar... (Eu nunca esqueci aquele pôr-do-sol. Entre a Ásia e a Europa...não havia outro lugar para estar naquele momento!)
As pessoas não estão demonstrando mais amor, muito menos valor para as suas vidas; elas ficam em todos os instantes, contando os segundos, o tempo dos relógios, desejando a velocidade dos dias... Reclamam se chove, se faz frio, se acaso nasce um forte sol, e até mesmo, quando nenhum dos fenômenos ocorre.
Eles reclamam da vida, da sua própria vida, e das vidas alheias ao redor; sem se darem conta da ingratidão, e da injustiça que cometem para toda uma geração.
Esquecem e ficam sem tempo até mesmo para seus familiares, Avôs e Avós, Pais e seus Filhos, entre entes queridos num geral, a qual a vida os leva com a mesma intensidade, velocidade, que cada um desejou, e questionou todos os dias.
A verdade, é que quando isto ocorre, amargas lágrimas escorrem sobre rostos cansados; o arrependimento de não terem aproveitado momentos, pessoas tão queridas, começam a surgir, e conforme as fichas caem, são obrigados a lidar com a ideia da perda; das saudades; do tempo totalmente perdido, que tinham sim, e o jogaram fora... Desejando no dia de hoje, o amanhã, chegando o amanhã, e já desejando o "amanhã do amanhã", desta forma, esquecendo a essência dos instantes; dos sorrisos; dos riscos e "perigos" gostosos... Da essência de viver, vidas, e tempo (...).
Ao amanhecer num sábado suave, deitado numa gostosa redinha de pano, regozijando o conforto da manhã, a saudade veio inesperadamente.
Ela foi trazida pelo sonho da noite, fazendo minar no canto do olho uma lágrima que feliz escorrera pelo rosto, carregada das lembranças de um tempo vivido, adormecido, nunca esquecido.
Um tempo vivo, tão vivo, que faz sentir no peito um aperto e na garganta um nó.
É o nó da vida feito pelo laço do encontro, laço que amarra na alma a memória de um sentimento.
Sentimento mágico, longe e ao mesmo tempo perto, salvo na cabeça e guardado no coração.
Indo mais alto que eu posso,
sem medir esforços,
juntando os destroços
que ficaram pra traz
de uma época marcada por falta de paz.
Me encho de esperança,
como quando eu era criança,
jogando bola na rua,
sem me preocupar com elegância.
Na ponta do dedo faltava pedaço,
alegria se fazia com os pés descalços...
Saudade dessa época!
onde um simples tropeção era minha maior queda!
pensar em desistir? Jamais!
Seria o mesmo de me reprimir!
Ergo minha cabeça,
vê se não me esqueça,
pois o que a arte diz
eu sigo ao pé da letra!
GRACINHA
Eu sou aquela caixa d'água a tilintar dentro da noite veloz. Lá fora, o sereno caía vadio enquanto os rumores dos carros mexiam com as luzes dos postes. Tchiqui, tchiqui, tchiqui... Quase sempre, o ventilador ao pé da cama. A cama. A cama. Aquela cama... Na área, o churrasco embalava os nossos estômagos famintos. A fumaça passeava por todo espaço. Chegava na cama. A cama. Aquela cama... Ao meu lado direito, meu mano: pequeno, raquítico, olhos negros, cabelos lisos. No centro, a mana: covinhas amontoadas, coqueirinhos na cabeça, chorinho fácil a descolar na boca. Ao lado esquerdo: vovó. Vovó. GRACINHA. Corpo roliço, cabelo despreparado, pele macia e branca. Sua mão a "irribuçar" os netinhos com colcha vermelha. Sua mão a cantarolar no meu peito. Um dois três carneirinhos. O ronco, o sereno a cair, os rumos dos carros e eu-caixa d'água, eu-saudade, eu-vontade-de-voltar.
POEMA MAS INTIMISTA DO MUNDO
(PARA OS ANDES, NA TOADA DE PABLO NERUDA)
PUEDO escribir los versos más tristes esta noche.
Este poema que despertou-me tantas catarses durante a vida
tornou-se um retrato piegas e
emporcalhado na lembrança.
Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".
El viento de la noche gira en el cielo y canta.
Toda esta composição do cosmos, agora
reflete o voo de uma borboleta
o cravo pregado no peito do passarinho
a insinuação mansa e irregular dos amantes.
Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.
Amei e fui amado. Rejeitado. Desprezado.
até consumar-se a oratória do poeta popular:
SÓ SOU GRANDE SE SOFRER!
La misma noche que hace blanquear los mismos
árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.
Já não somos os mesmos. E será que fomos algum dia?
entortamos os nossos destinos na curva da aliança?
fizemos arquétipos pessoais?
ya no somos los mismos!
tampouco, o verbo intransitivo direto: amar.
De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.
E isso: consola-me. Eis que a primavera floreou
os meus braços não te pertencem mais
nem o beijo
a voz
o corpo
meus olhos. O meu olhar já tem a quem...
Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero...
Não quero. Pois já tenho a parte desejada
a rama do outono
o verão do vale
a manhã que entra pela janela.
aquela foi a última dor
pois o meu caminho tornou-se valsa
tango
transeuntes desesperados
e a inspiração do aconchego de
meu novo amor.
Confia em mim.
Fique em silêncio por alguns segundos,feche os olhos e ousa minha voz,irei de guiar nesta escuridão,então confia em mim.
Ainda de olhos fechados,sinta e imagine o que há de curioso a explorar nessa escuridão.
Transforme esse breu em em um lugar especial.
Observe cada detalhe,ousa cada som,principalmente do seu coração,una sua família,todas as pessoas que vc ama,memorize esse momento de felicidade,e o transforme em fatos memoráveis e inesquecíveis.
Então abra seus olhos lindos,mostre seu sorriso resplandente e singular,e guarde essas lembranças em teu coração.
Recordação
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Quando você acorda
E sente aquela perna quente
E olha naqueles olhos brilhantes e profundos
Percebe que o cheiro nostálgico te trás calma
É sua pele suave , aquece a alma
Sente um universo nos seus braços
Você vê que a perfeição existe, mesmo cheia de defeitos
Aí você abre os olhos
Percebendo que isso são apenas lembranças.
Ao lembrar a nossa vida
E saber como te quero,
Essa coisa linda
Que o tempo não pode apagar.
Você minha princesa,
Me deu todo carinho.
Me deu toda alegria
Que hoje existe em mim.
Hoje você não entende,
Mas vou realizar
Os meu sonhos mais lindos,
Vou recomeçar.
Vou buscar as fantasias,
Voltar o nosso amor.
Viver a nossa vida
Seja como for.
E juntos aprender
Uma grande lição.
Aprender que nos amamos
E que o nosso amor está
Em nosso coração.
Viver na África, é aprender um sem número de lições de
vida, e de sobrevivência...
Sempre vale viver certas experiencias em nossa vida...
Osculos e amplexos,
Marcial
ALGUMAS LEMBRANÇAS DA ÁFRICA
Marcial Salaverry
Para narrar algo a respeito dos poucos anos vividos no Congo, acabei me lembrando de muitas outras coisas, além do que foi vivido, pois a África é toda ela um grande mistério e não é feita só leões, elefantes, alegres aventureiros, e africanos...
É preciso ter presente que eles tem uma filosofia de vida muito peculiar, onde ainda não chegou totalmente a maldade da chamada civilização. Sob certo ponto de vista, são de uma pureza d’alma enorme, principalmente nas aldeias mais afastadas, onde o contato com a civilização é mais restrito. Encaram a vida com tanta naturalidade, que podemos aprender muita coisa com eles. Pelo menos a não sermos tão maldosos.
Participando de seu dia a dia, pode-se constatar que eles sempre procuram fazer as coisas com um mínimo de esforço, talvez por causa do forte calor que os "estimula" a procurar um jeito mais fácil de fazer o que precisa ser feito, mas também pode-se ver que existe muita sabedoria em seu viver, e de minhas lembranças, trago um provérbio africano muito interessante, que diz:
"Nunca são esquecidas as lições aprendidas na dor."
Palavras simples, como simples é a vida que vive a população africana de modo geral, mas quanta verdade existe nessas palavras...
Realmente, ao sofrermos algum contratempo causado por algo errado que fizemos, aprendemos que não devemos repetir o mesmo erro (errare humanum est, mas reincidirem em errum, burrarum est)...
Contudo existem ocasiões em que devemos pensar bem antes de certas atitudes, mas o interessante, é que dificilmente enxergamos quando podemos magoar alguém, não reparando que certas atitudes tomadas naturalmente, podem magoar alguém que seja um pouco mais sensível que outro, e insistimos nesse erro, até que, por vezes ferimos esse alguém de uma forma tal que fica bem mais difícil consertar a besteira cometida. E não houve maldade, vontade de magoar ninguém, apenas não soubemos aquilatar o grau de sensibilidade de quem atingimos, mas involuntariamente ou não, atingimos.
Assim, muitas vezes, não reparamos, mas uma resposta brusca sem razão, uma brincadeira mal colocada, por vezes magoa muito. Agora, quando reparamos que o mal foi cometido e tratamos de corrigi-lo é sinal de bom senso e humildade, da mesma maneira que gostamos de ver uma mudança de atitude em quem nos magoa.
Algo que nunca pode ser esquecido: "Pessoas diferentes... sensibilidades diferentes..." e assim, a mesma coisa que é aceita normalmente por alguém, outra pessoa poderá não gostar. Portanto, como vivemos numa sociedade, devemos ao menos tentar aprender a lidar com todos. E errando, ter a humildade para consertar o erro. Um pedido de desculpas não arranca pedaço algum, desde que mereça ser feito.
Quando sofremos algum revés, temos que ter a sabedoria de aprender a lição que a vida nos deu e, ao invés de lamentar o azar que nos atingiu, devemos é verificar se não fomos nós os errados, ao insistir num projeto, numa atitude inadequada.
Sempre devemos fazer uma análise bem acurada sobre o que passamos na vida, e saber aproveitar cada percalço, cada problema, cada contratempo, e saber tirar proveito de tudo que aconteceu, sendo aí que reside nossa grande sabedoria. Fazer de cada insucesso, de cada acontecimento desagradável, um degrau para melhoria na vida.
Aproveitar os azares, e transformá-los em ponto de partida para o êxito, e assim, utilizar os erros cometidos para os acertos futuros.
Bem crianças, fica aqui uma outra lição trazida da África: "Nunca beije um leão na boca..." , principalmente porque deve ter muito mau hálito...
Bem, pode não bem essa a lição, é aquela acima, mas, acredito que esta também é útil...
A lição verdadeira é : "Vejam a extensão de seus erros, e procurem não repeti-los, procurando corrigi-los..."
Nesses provérbios populares, sempre encontramos muita sabedoria, pois eles são produtos de experiências vividas. A questão é saber interpretá-los.
Espero que o amanhã seja UM LINDO DIA, algo que poderá e deverá ser repetido a cada dia...
Escultura de Barro
Nunca sabemos sobre o final; nunca soubemos o que é, de fato, um fim. Sempre sonhamos com o futuro, mesmo não sabendo se este, será um tempo para cada um de nós feliz.
Já viajamos descalços, solas dos pés sobre uma terra acolhedora; barro frio, gostoso, cheio de sentimentos, que hoje não existem mais, devido aos “asfaltos”, ignorância, disseminados com o passar do tempo.
Sentir saudade de tudo aquilo que se foi, não seca as lágrimas que escorrem em nossas faces, por lembranças, momentos tão únicos, marcantes, individuais.... Nossas fases.
Muitas vezes, pode até parecer normal, ver como a vida nasce e se passa, levando sem permissão as nossas histórias, as essências da gente, que sofrem mutações; eis que devemos entender, elas pertenciam àquele tempo, àquela época, e àquele presente.
Nunca sabemos sobre o final; nunca soubemos o que é, de fato, um fim. Sempre sonhamos com o futuro, mesmo não sabendo se este, será um tempo para cada um de nós feliz.
O tempo de vida é o devido, porém, carregamos pouco de tudo o que vivemos; o tempo arrasta, leva embora, apaga, e se não aprendemos a cultivar todos os dias nossas lembranças e histórias, eis esse fim, um final tênue; ambíguo; fabuloso ou deprimente.
BOM DIA – MANTENDO VIVA EM NÓS A CRIANÇA
Bom dia! Desejo que neste domingo possamos conversar com as estrelas e confessar com a lua. Que possamos viajar além do infinito e sempre ouvir uma palavra de carinho, isto faz bem a saúde assim como dar um carinho também faz. Lembremo-nos que sonhar é preciso e que se devemos manter sempre viva em nós a criança, pela vida toda, pois ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras!
Tom da Partida
Dessa vez sem tom de despedida
Sem o olhar da partida
O mundo se partiu
Onde a saudade não deu as horas
Nem aceno de 'vamos embora'
Dela não pude enxergar.
Alcançou a falta do amor
Fez lembrança do que faltou
E se agoniou em se mandar
O que antes era vívido
Restou esquecido
A ponto dos olhos
Não se topar
Meu adeus silencioso
Meus olhos bem-postos
Cravado em seu rosto
Em nada pode esperar
Aperreado vejo agora
Lembranças de outrora
De um caso então perdido
E o coração ainda vivo
Por tudo contido,
Se põe, a toda hora
A rememorar.
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