Textos de Lembranças
Aline
Margeando a sombra das lembranças
Sombreando as margens daquilo
Que te faz perceber a chegada
do vulto que divide tudo
Entre aquilo que ainda existe
e aonde a esperança não há mais
Um dia, numa linda tarde
haverás de olhar
As roupas coloridas balançando
ao sabor dos fortes ventos
que chacoalham seus varais
Esse vento haverá de trazer-te
Um longo, triste e doído lamento
E te fará lembrar
Coisas que fizeste e que disseste
e que deixaste cair no esquecimento
Perceberás então
Que a mágoa que sentias
Não possuia simplesmente
Fundamento ou razão de ser
Talvez tenhas nessa hora
Vontade de pedir perdão
e segurar um pouco a mão
de alguém que desprezaste
e deixaste partir
Sem pelo menos
poder se despedir
Enxugue suas lágrimas
Esqueça suas mágoas
Essa mão estará
Como sempre esteve
à sua disposição
Embora nesse dia
Não possa mais vê-la
Basta lembrar-se
dos motivos que a levaram
A não te balançar
nos primeiros anos
Assim como hoje
O vento balança o varal
Vindo de muito longe
Sentirás um beijo
Um carinho
E novamente
Outro pedido de perdão
Quem sabe outra estação
Um dia vai
Permitir que sejamos finalmente
Filha e Pai.
Noites de infância
Lembranças que não são nem minhas
Crianças tem o poder
De volta e meia
Alegrar-se de alegria alheia
Janela da varanda
Noite, lanternas, neblina
A luz do mundo é uma vela acesa
Gente conversando
Sob as luzes do poste da esquina
Conversa que não dá pra ouvir
Eu na varanda
Esperando pai que não chega
Quando a mãe manda ir dormir
E quando mãe manda, ela manda
Mais outro dia
Menos um dia de infância
Noite quente
Amanheceu
E o pai já foi trabalhar
Vou esperar outra noite, ainda
Pois criança tem essa maneira, muito linda
Volta e meia
Ficar triste de tristeza alheia
Sentir tanto medo do inexistente
A ponto de não perceber
Que realmente ele existe.
Edson Ricardo Paiva.
Fumaça
A vida é simples nuvem
Na lembrança um sorriso
O cabelo esvoaçando
E chove, mas a gente
Não percebe
Qualquer semelhança
Nuvem, ventos, fumaça
Quando tudo se vai
Melhora, se a gente esquece
O coração não consegue
Agora que a vida prossegue
O branco da nuvem
Céu azul
Eu não sei se desejo
Que o tempo pare
Ou passe um pouco mais depressa
Hoje
Só o tempo esvoaça
A vida não faz
Nem tampouco ela cumpre promessas
Mais um dia se vai
Pra nunca mais
A vida perdeu o brilho
O viço e a chama
Os trilhos e o rumo
O prumo e a graça.
Edson Ricardo Paiva
De repente um pensamento
Uma lembrança que faz ver
Como passaram depressa
Os dias a compor a vida
De chegada em chegada
Amanheceres que eu vi ou não
Azar o meu, eu estava lá
Algumas vezes
O vento soprou tão suave
Que nem sequer apagariam
As velas de muitos aniversários
Para os quais não existiu abraço
Os laços não estavam lá
em nenhum presente
Aqueles do passado também se foram
Só chaves a girar
Nas portas por onde eu passei
E sempre estive do lado de fora
Não existe agenda ou calendário
E nem viagem
Mas sempre houve
Alguém que me vendesse
Pra logo em seguida, se esquecer de mim
Para um peixe, estar fora do aquário
Isso é bom ou ruim?
Edson Ricardo Paiva
Das coisas que vi nesta vida
Eu tento guardar lembranças
Mas somente as que forem boas
Me resta seguir o caminho de ida
E me basta saber que não tem volta
Pois, se existir ... desconheço
Grosso modo, aprendi que eu não posso
Mudar o mundo e as coisas que discordo
E em contrapartida, percebi desnecessário
Mudar o meu jeito de olhar a vida
Pois, também não me vejo obrigado
A aceitar as coisas, do jeito que as coisas são
Nem preciso acreditar que o impossível
Não será possível um dia
Basta saber que esse dia
Não é hoje, ainda
O tempo tem vontade própria
Por isso, apesar de as coisas mudarem
Com o tempo que passa
Há lugares onde o tempo
Não passa e nem quer passar
Inútil querer mudar ... ao que for
Inquebrantavelmente inútil
Toda a verdade, resumida
O preço do que não se vende
Se aprende, sabendo o valor
Que dinheiro não compra
Mas a estrada é bem larga
E um dia, a tudo se paga
A lei mais bonita
É aquela
A qual o tempo não se furta
Em fazê-la cumprida
Conquanto, jamais foi escrita
Portanto
Não se muda
Nem se apaga
Crepita qual chama
Na cera da vela
Oscila e bruxuleia
Chega a ser divertido
Ver brincar com a sorte, par em par
Uma bela manhã de azar, muda a vida
A lição aprendida
Se guarda, após elucidada
Portanto se engana
Quem pensa que da vida
Não se leva nada.
Edson Ricardo Paiva
Sobe
lá no alto
Da melhor lembrança
Que tiver da vida
Mira-te
No mais claro e cristalino espelho
Busca calmamente
E responde a justa verdade
Pra teu coração somente
Enquanto a verdade é ainda oculta
Busca
Como no acalmar da lua
Quando a lua
Encara o mar sereno
Com o seu mais puro e pleno olhar
Se acaso desencontrar
Sobe mais no alto ainda
Relembra como era linda
A esperança
De uma hora poder ir até lá
No alto da melhor lembrança
E encontrar somente
Espelhos claros
Pra teu coração poder se olhar
Num difícil e mero olhar sincero
As flores partem junto à primavera
Impossível é negar-te eternamente
Pois a vida não é como o mundo a vê
O mundo é como a vida o vê
E nenhum dos dois é dono da razão
Diferente é a busca
Então
Se em algum momento
Não consegues mais admirar-te
E se vir somente
Olhos vermelhos de um tristonho olhar
Desça
Retome o caminho
E o refaça
Enquanto existe em ti
Ainda um traço de esperança
De modo a não guardar apenas
A lembrança de jardins distantes
Pequenas flores que sequer colheste
Percebe agora que viveste
Porém
Sem a graça da vida
Constantemente oculta
Dentro de você
Que nenhum caminho te mostrou
Há uma semente seca e morta
Escondida no mirar
O olhar que teu olhar não olha
Uma flor que teu chover não molha
O nome dela é alegria
E que apesar de morta
Morre e morre novamente
Todo dia.
Edson Ricardo Paiva.
"E que a gente traga na bagagem desta vida
A lembrança das paisagens
Pra que um dia exista alguma diferença
Entre o bom e o ruim
No final, se apruma na incerteza
Sobre tudo aquilo que esses olhos viram
Concluindo que a existência passa
Fica a graça, o alento
Na miragem, na espera...a ilusão passageira
Um mero mensageiro, num veleiro que navega
Contudo
O conteúdo verdadeiro da mensagem
Esse, ele jamais entrega"
Edson Ricardo Paiva.
Em vez de contar
O tempo que passa
Desmonto mentalmente
A uma lembrança
Dessas, que vem com o tempo
Nessa alma de criança
Conto as peças, cresce o faz de conta
Um brinquedo feliz, a vida
Ela é
Mas quebra fácil e dura pouco
Se despedaça e desmancha
e perde a graça e a magia
...se aprende a contar os dias
Procuro o que há de mais
e de menos humano em mim
Nada chego a concluir
Mas suponho
Que ambas sejam a mesma coisa
Enquanto a criança
Seriamente
Escuta histórias que lhe contam
Sobre outra criança
Que gostava de olhar o trem
Contar vagões
Pular
Ladrilhos de quintal
Nas horas comuns de uma vida
Sem nenhuma em especial
Essas, não houve
Teve a vida, como um todo
Contava gotas de chuva
Suspensas nalgum varal
Batendo umas nas outras
Igual se tivessem
Pressa e hora marcada
E não tinham nada além
Daquilo que tem quem sabe sonhar
Sem se perder no trajeto
Entre si mesmo e a vida
Essa, passa tão despercebida
Quanto uma linda tarde de infância
Em que a gente teve medo
De sair para brincar, porque chovia
Desde então, eu parei de contar
Só me lembro que choveu naquele dia.
Edson Ricardo Paiva.
Como esquecer?
Nono Passo
"Apague as boas lembranças, ao menos momentaneamente, elas são as responsáveis por todo o querer repentino, elas são as causadora dos maiores danos, pense no que dê fato ocorreu, seja claro com o que você quis e com o que você de fato teve"
Seja amável com você!
Um Encontro de Lembranças Ardentes
Na quietude da noite, uma lembrança tua veio como um sussurro suave, despertando em mim uma mistura de saudade e desejo. Recordo-me da nossa primeira vez, quando o tempo pareceu desaparecer, e apenas nós dois existíamos no calor da paixão.
A noite estava envolta em mistério, e nossos corpos ansiosos dançavam ao ritmo da luxúria, como se fosse a primeira e a última vez. No silêncio do quarto, tua voz sussurrava desejos, teus olhos refletiam o fogo da paixão, e eu me perdia na profundidade do teu ser.
Lembro-me vividamente do toque suave da tua pele, da forma como teus lábios buscavam os meus em busca de um amor ardente, e da maneira como te entregavas sem reservas, explorando cada canto do meu ser com ternura e paixão.
Na penumbra do quarto de motel, nossos corpos se entrelaçaram em um ballet de prazer e emoção, onde cada movimento era uma sinfonia de gemidos e suspiros, e cada carícia era uma promessa de amor eterno.
E naquele momento de êxtase, quando nossos corpos se uniram em uma dança divina, o mundo exterior desapareceu, deixando apenas o eco dos nossos corações batendo em uníssono, como se fossem uma só alma apaixonada.
Hoje, ao relembrar aquela noite de paixão desenfreada, sinto-me tomado por um desejo intenso de reviver cada instante ao teu lado, de mergulhar novamente nas profundezas do teu ser e de me perder nos labirintos do teu amor.
Que essa lembrança avive em ti a mesma chama de desejo e paixão que arde em mim, e que possamos nos reencontrar em um novo capítulo dessa história de amor que transcende o tempo e o espaço.
Com amor e saudade,
Ítalo do Couto Ferreira.
L.e.m.b.r.a.n.ç.a.s
Brincadeira literária com palavras e expressões pré-escolhidas
Ainda menina, corria pelas ruas, pés no chão.
Brincava muito; pulava; pedalava bicicleta com guidão alto que atrapalhava o roteiro de minhas andanças.
Quantas vezes, distraída, estatelava-me por cima de pedras e tijolos. Resultado: esfoliação dos joelhos, além da luxação de dedos e tendões.
Tudo isso acontecia em frente à casa da vovó, que dizia ter nascido longe, muito longe. Num lugar muito frio, cheio de mares e de gente feliz!
A cidade em que nasceu se chamava – e ainda se chama -, Copenhagen, dizia vovó sempre contente.
Sua especialidade na cozinha remete-me às melhores lembranças. Lembro de seu inesquecível bolo de chocolate molhado, assim chamado por seus netos.
O bolo foi adaptado com ingredientes da nova terra, dizia.
A calda que recobria o bolo era levemente picante – sua marca inconfundível, cujo segredo nunca fora revelado às suas curiosas comadres, aos parentes e vizinhos.
Quando, nas noites frias, era indagada sobre tal feito, respondia sorridente e com seu sotaque inesquecível:
__ Hej, godnat, tak (1) pur perguntar, ér u cheirrú dáo ’Dinamarrk (2) ki tragú cómiga i, sempre kipóossuû, ponha’ um pitadãñ nu cardã di chucollate’ parra trazerr meo paisse maiss prróximuû...
Para trazer sua Dinamarca mais perto ainda, e brincar com seus ouvintes, emendava umas palavras dinamarquesas, deixando-as mais longas e à moda alemã, como:
__ Speciallaegeprakisplantaegningsstabiliseringsperiode!!!
Todos riam sem entender nada e, provavelmente, naquela altura de sua vida, nem minha avó querida!
(1) Olá, boa noite, obrigada...
(2) cheiro de Dinamarca
Agosto/2022
SAUDADE DOS ANDES
Sentimento invade o ser que dorme
Penetrando lembranças apagadas pela mente.
Ressurgem imagens que invadem o coração
Como presentes escondidos no inconsciente.
Pergunto-me:
__ Onde estou? Que lugar é esse?
Uma resposta apresenta-se em meio à névoa,
Evocada pelo som de uma orquestra
Que vem ao meu encontro.
Uma voz canta e ecoa reminiscências
De um passado ainda mais remoto
Que despertam pela vibração dos instrumentos:
Violinos, órgão, "chello" e uma voz de contralto a cantar!
Viajo. Vou longe. Aos picos dos Andes.
Vejo os incas: são mulheres, homens e crianças,
Cabanas, fogo, céu estrelado e a mesma lua.
Sons abafados, choros, canções e risos.
Não quero voltar!
Está tão frio lá fora...
Mas sinto um calor intenso em mim.
De repente, o som se transforma!
Uma buzina soa estridente do outro lado do mundo.
Retorno, sem piscar, rodopiando, ao mundo presente,
Ao plano material e dos corpos físicos!
São 23 horas de um dia 29 de outubro.
O ano é 2004!
Uma multidão discute embaixo da janela.
A noite está quente.
Água cai do céu...
E a orquestra já se foi...
Como nunca, estou mais do que presente!
Malgrado os ruídos que vêm da rua,
O quarto está calmo e em silêncio:
Reverência pelos irmãos que dormem nos Andes - como sempre!
out/ 2004
Eterna Paixão
No clarear desse dia chuvoso penso em você
Minhas lembranças de amor não deixam eu te esquecer
Letras que formam palavras perfeitas falam de amor
Fecho os olhos e te enxergo ao som do Anjo e a flor
A chuva insiste em cair e o meu corpo molhar
Queria estar ao teu lado e sua boca beijar
Linda anjinha te sinto a todo instante aqui
Sonho com seu lindo rostinho e o seu amor só pra mim
Isso me faz delirar, me faz chamar só você
E quando a noite cair ainda irei te querer
Por toda eternidade te levarei em meu coração
Saiba amor que te amo minha eterna paixão.
Doce Lembrança
Como é bom recordar os bons momentos que a vida nos dá sem se preocupar em se emocionar, cada momento é um quadro que penduramos na janela da vida para se orgulhar
O tempo passa voando levando tudo para um lugar especial em nossos corações e esquecemos do tempo com algumas recordações, assim como o relógio temos altos e baixos, acertos e desacertos mas nunca andamos para trás, o tempo é seu melhor amigo nas decisões certas e seu inimigo nas insensatas escolhas que você faz
Oque você fez lá trás que hoje em dia te ajudou ou piorou? Quantas pessoas ainda sobrou?
O passado é como uma linda ilha mortal porisso já sabemos que não podemos viver lá, escrevemos diariamente nosso passado mas não podemos estar lá
O futuro é o presente do nosso passado portanto amanhã será futuro e hoje passado
O tempo não para e não espera ninguém e enquanto você pensa já ficou pra trás, e se ficou pra tras vai ser esquecido e só lembrado quando aqui jaz
O tempo é o juiz mais justo que existe e melhor amigo do karma porisso mire no futuro, você sabe que se ficar olhando pra tras vai estar sempre no lado escuro
Você percebe sua ação olhando ao redor olhe aquela mãe que não consegue pronunciar algumas palavras certas e seu conhecimento é escasso, ela não teve muitas oportunidades na vida mas deu a vida pelos filhos e isso não é um fracasso
O ônibus lotado toda manhã de empregadas domésticas e operários é o reflexo entre o passado eo presente, não é sorte do patrão ter muito dinheiro ele passou pelo pior e isso ele sente olhando a face sofrida dessa gente
Quanto tempo ainda resta entre eu e você? Quem se vai primeiro sempre nos perguntamos porque
Qual caminho esta seguindo? Esta feliz? Não importa para onde estamos indo se é o que queremos, desde criança ser reconhecido é o que prometemos
Olhe as horas não se atrase os três ponteiros não espera se apronte que agora é a hora, não abaixe a cabeça com os desafios esperando la fora
Eu também estou indo talvez pra pensar na próxima cifra e escrever uma frase inteligente a cada minuto, o tempo da as chaves certas porisso seja astuto
"Entre a saudade e a lembrança,eu prefiro a saudade... Sabe por quê? Porque a saudade,ela é um sentimento profundo,verdadeiro ela vem de dentro,ou seja, vem lá do fundo da nossa alma. Já a lembrança...essa é um sentimento bem passageiro. Porque, um dia você lembra e no outro não mais..."
---Olívia Profeta---
A minha presença é permanente
na tua lembrança e na retina,
A alma jamais irá se aquietar
na tua memória e na rotina...;
A minha pertença é iminente
na tua vida e na história,
A inspiração que vem de mim
na tua caminhada é perpétua,
A verdade é que tua alma ama
a minha: sofrendo, muda e quieta.
A rima que nasce e cresce da ginga
amada, sentida, adorada e 'revivida',
É poesia que nasce de um amor
deixado para trás e dos dias de Sol,
Que para você não estou redimida.
A ginga que dança e sacode-me
apaixonada e fervente: virou poesia
É beijo que toca as constelações
comovendo todas as emoções,
Que não me deixam esquecida.
A minha poesia mora em você
relembrada em cada gota de prazer,
É sede que jamais irá [acabar];
promessa que não te deixa esquecer:
- Que sou o amor da tua vida!...
A lembrança chegou
com a chuvarada,
Abraçada ao oceano,
com a maré mexida,
com a areia molhada,
e com a alma lavada.
A tempestade bradou,
com os raios de metais,
Resoluta e decidida,
que não volta atrás,
que não pensa em você,
e que não te quer mais.
A lembrança surgiu
com os mil perfumes,
Acobertada pelas nuvens,
com o mistério da fé,
com um grande plano,
e derrubando totens.
A liberdade poética
com as suas asas,
Certa das tuas cismas,
que ignora detalhes,
que determina caminhos
e que aceita as tuas sinas.
A temperança não me deixa
com os seus perfumes,
Ainda destes versos morrerás
com todos os ciúmes,
Sentindo os lamentos,
Com o teu peito em mil rebentos.
Não sei o quê fazer com você,
E nem com a lembrança doce;
Que me fez gostar sem querer
Do olhar que me fez endoidecer.
Tua serei sempre que quiser,
E do jeito que ordenar...,
Não há nem como negar
Sob o domínio do teu olhar,
Não há como não esquecer
Do manso bem-me-quer
Vindo de um beijo estelar
- Primeiro e derradeiro -
Que fez o meu corpo te querer
- inteiro -
Sendo eu poesia última,
Juro-te como o meu amor
- verdadeiro -
Guardado estás no meu peito.
Não sei o quê fazer com amor,
E nem com todo este encanto...
Quando não é verso, ele é pranto
É melhor eu fixar no meu canto.
Jura que irá voltar para mim!
Não encontro melhor fim,
Por isso resolvi me recolher
Para eternizar em versos
- tudo -
O que o coração não consegue
- apagar -
E o que o meu corpo espera
- se alimentar -
Do universo feito de você
E deste amor que não consigo
- esquecer -
Porque nascermos para nos repletar.
Não sei o quê fazer com o tempo,
E nem com a distância...
Que os meus versos sejam o breviário,
E a saudade de mim se torne estância.
Ainda sonho contigo,
Nada passa à toa;
A lembrança toma conta,
Deixando até tonta:
A lágrima foi vertida...
Não existe ninguém nessa vida
Que nunca tenha deixado
Algo ou alguém para trás,
Bem longe e em algum lugar,
E que muita falta sempre faz...
Ainda acordo durante à noite,
E até nas minhas manhãs
Procuro-te por causa do vazio
Provocado pelo (destino)...,
Obviamente não encontro,
Por razões óbvias não conto.
"Nossas vidas são cheios de momentos de grandes valores! Nem sempre é fácil, mas lembranças como essas lembram como nossa vida pode ser bonita. Não apenas para experiências inesquecíveis, mas também para as pessoas que estão ao teu lado, que te influenciam a se tornar a pessoa magnífica que você é agora!"
—By Coelhinha
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