Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

No varal da manhã
o sol pendura pressa,
o café esfria aos poucos
entre mensagens e promessas.

A cidade acorda em passos,
ônibus, buzinas, sinais,
cada rosto carregando
tempestades pessoais.

Tem quem sorria no automático,
quem esconda o cansaço no olhar,
quem encontre um minuto de paz
vendo a chuva começar.

O cotidiano faz barulho,
mas acontece devagar:
na música tocada
num abraço não dado
na saudade que aparece
sem pedir licença pra ficar.

E mesmo nos dias iguais,
onde nada parece mudar,
a vida costura pequenos milagres
nos detalhes que ninguém vê passar.

Tem felicidade
que não cabe em legenda,
nem precisa ser entendida.


Às vezes ela mora
num caminho repetido,
numa música antiga,
na xícara esquecida ao lado da cama,
ou naquele silêncio
que só você sabe traduzir.


O mundo sempre tenta dar nome
ao que sentimos
mas existem alegrias
que nasceram para não ser explicadas.


Coisas pequenas, estranhas, íntimas.
Detalhes que ninguém percebe,
mas que acendem algo aí dentro
como contemplar um fim de tarde.


E tudo bem
se não fizer sentido para mais ninguém.


Porque felicidade de verdade
não precisa convencer o mundo.
Só precisa encontrar você.

🌇 TARDEAR

1. Permitir que o tempo desacelere sem pressa; saborear os instantes como quem não quer que acabe.
2. Ficar mais um pouco onde o coração se sente bem; prolongar o que nutre a alma.
3. Apreciar a beleza do fim do dia e se deixar envolver pelas cores e silêncios que ele traz.
4. Escolher presença em vez de urgência; transformar o fim de tarde em um ritual de conexão consigo e com a vida.

neologismo criado por Laene Ribeiro ♥

🌅 MANHEAR

1. Acordar a alma antes do mundo; viver o silêncio da manhã como um recomeço possível.
2. Receber o primeiro alívio da luz do dia; deixar que a esperança entre devagar, sem pressa.
3. Cultivar intenções, ideias e sonhos nas horas calmas da manhã, quando tudo ainda é promessa.
4. Presença. Gratidão. Clareza. Transformar o início do dia em um ritual de conexão consigo e com a vida.

🌙 NOITEAR

1. Mergulhar na própria noite interior para escutar o que o silêncio insiste em revelar.
2. Transformar sentimentos em palavras quando o mundo dorme e a alma permanece desperta.
3. Ato de criar beleza a partir da profundidade; fazer da dor, da saudade e do amor, poesia.

neologismo criado por Laene Ribeiro ♥

O exército do senhor segue devastando terras
Segue te iludindo a eras e eras
O anti-cristo agora berra


Como cristo não seria o marketing perfeito?
Eis impregnado em seu seio
Eis impregnado em seu meio


O mais sujo dos hipócritas
Ignorou os apócrifos
Repudiou os mais sábios
Aplaudiu os idólatros


Com seus mísseis democráticos
Onde vai parar esse planeta?
Não queime as minhas oliveiras

⁠⁠Minha amada Tessa,
Como em nossas histórias preferidas, há finais felizes e infelizes. Achei que poderíamos ter um final feliz, mas, infelizmente não era pra ser. Eu te amo com todo o meu coração e é por isso que tive que me afastar de você o máximo possível. Nós somos como um vício um para o outro, com partes iguais de prazer e de dor. E sobre aquela noite, aquela garota era uma das minhas conquistas antigas. Eu tive que me desculpar pelo meu passado para poder ter um futuro com você, mas o destino acabou entrando no nosso caminho. Chega de papo-furado. Você é boa demais para mim e eu sei. E, em algum lugar, bem lá no fundo, sempre soube que não ia durar e acho que você também sabia. Sei que será dolorido no começo e que pode levar dias, ou até mais, mas, finalmente, um dia você vai acordar e a tristeza começará a se dissolver e se tornará apenas uma lembranças distante. Adeus, Tessa.

Dentro dessas linhas

Você chegou como um cometa,
iluminando um céu que eu já achava apagado.
Rasgou a rotina,
fez meu coração repensar seus próprios passos.

Dentro dessas linhas,
eu caminho sem pressa, sem medo,
absorvendo cada instante que você me oferece.

E pela primeira vez,
sem a necessidade de estar armado,
sinto que posso, enfim,
ser amado.

Mostrei meu mundo em tão pouco tempo,
cada esquina, cada pedaço de mim.
E você, sem reservas,
abriu o íntimo que antes era ferida —
e transformou silêncio em confiança.

Até quando nos desencontramos,
o destino fez questão de nos juntar depressa,
como se dissesse que não há fuga
quando duas linhas foram feitas
para correr lado a lado.

Vejo você no amanhã que sempre temi,
como calor nos meus dias nublados,
como ar leve nos dias ensolarados —
onde antes havia peso,
agora existe respiro.

Do Acaso

E mesmo sem querer te encontrar,
eu te procurava.
E mesmo sem saber o que buscar,
você me buscava.

Foi nesse acaso, disfarçado de sorte,
que o tempo rendeu-se ao nosso encontro.
Sem promessas, sem planos, sem norte,
mas com um sentir que venceu qualquer confronto.

Não era destino, era mera distração do universo:
um sopro breve que rasgou o céu cinza, perverso.
E entre meus vícios de solidão e razão,
teu olhar devolveu batidas do meu coração.

Eu, que me resguardava em meus invernos,
vi, em tua presença, uma fissura na minha muralha.
Um perigo silencioso e necessário:
o risco de sentir ainda me encontrar.

E se um dia duvidar de tudo outra vez,
recordarei o silêncio entre nossas palavras —
porque quaisquer que sejam feitas nossas almas,
a minha e a tua parecem ter sido feitas do mesmo.

Nunca é tarde para nada.
Nem para uma graduação, um doutorado, aprender uma língua nova, abrir um novo negócio, uma mudança de rota, uma nova família ou filhos.
Começar/Recomeçar aos 20, aos 40 ou aos 60 diz menos sobre o tempo e mais sobre a coragem de finalmente escolher a si mesmo.
A vida não acontece de forma linear.
Ela acontece quando você para de pedir permissão para existir.
Sufocar a própria existência não deve ser uma opção. Jamais.

O homem inseguro raramente se reconhece como tal.
Ele descobre mecanismos.

Um dos mais comuns é simples:
rebaixar o outro para sentir-se elevado.

Funciona, como toda ilusão bem construída.

Mas há um custo silencioso:
quem torna o outro invisível perde, aos poucos, a própria capacidade de ver.

E existe uma pobreza que não é material, sim de espírito.
Nenhum sucesso a disfarça por muito tempo.

Grandeza não está no que se conquista,
mas no rastro que se deixa.

E há quem acumule vitórias…
e ainda assim caminhe cercado de cicatrizes que causou.

Amar não deveria ser complexo, como um quebra-cabeça

Talvez seja só…
ficar?

Sem esforço demasiado
sem medo
sem precisar traduzir o que se sente

Amar pode ser leve
como entregar um bilhete de amor
sem esperar resposta

Como quem segura a mão
sem precisar de motivo

E quando tudo parecer demais
basta estar…

Presença
cuidado
e um silêncio tranquilo
que não pede explicação

Talvez o amor
quando é de verdade
seja assim: simples

Dizem que houve um tempo
em que se encontraram
e, em silêncio, se amaram.

Não como quem começa,
mas como quem retorna
a algo que nunca terminou
algo que pereceu,
mas jamais cessou.

Havia entre eles
um reconhecimento sem nome,
não do rosto
mas da ausência que consome.

Um sentimento áspero,
capaz de estilhaçar a alma,
silencioso…
como dor que aprende a manter calma.

Como se carregassem,
em silêncio,
a memória de algo
que não chegou a ser vivido
mas ainda assim,
jamais esquecido.

E era real.

Porque nem todo amor
precisa existir no mundo
para existir de verdade.

Alguns permanecem
onde o tempo não alcança
na lembrança
do que nunca aconteceu,
ou na falta
de quem nunca se teve… mas se perdeu.

Separaram-se, como em todas as histórias.
Não por escolha,
nem por falha.

Mas porque há sentimentos
que não foram feitos para permanecer
apenas para atravessar…
e nunca pertencer.

Dizem que em outras eras
voltaram a se encontrar.

Com a mesma intensidade no olhar,
o mesmo silêncio a ecoar

mas com outros nomes,
outras vidas,
outros destinos.

E sempre havia algo:
um gesto contido,
um silêncio familiar,
um instante suspenso
no tempo esquecido

que os fazia quase lembrar.

Mas nunca por completo.

Talvez porque certos amores
não pertençam ao fim
nem ao começo.
Pertencem ao intervalo,
ao quase,
ao avesso.

E assim seguem:

não juntos,
não esquecidos,
mas eternamente próximos
do que nunca puderam ser

condenados não ao esquecimento…
mas ao eterno lembrar
sem jamais viver.

Venho de uma época diferente.
Demasiadamente distante daquilo que o mundo se tornou.

Onde as coisas eram um tanto menos fragmentadas.

Não no sentido literal.

Mas há algo em minha essência
que nunca pertenceu completamente a este tempo.

E talvez seja por isso
que eu tenha buscado refúgio
nas ruínas silenciosas do passado.

Onde ainda havia silêncio na contemplação.
Nas marcas deixadas pelo tempo sobre as páginas.
E em diálogos que existiam apenas para serem sentidos.

Às vezes sinto
como se estivéssemos nos afastando
daquilo que nos torna humanos.

Não pela tecnologia.
Nem pela globalização.

Mas pela incapacidade
de manter vínculos reais.

E enquanto o mundo corre desesperadamente
em direção ao excesso e à distração,
minha alma ainda anseia
por profundidade.

De forma silenciosa.
Quase hermética.

Talvez seja por isso
que eu admire tanto aquilo que resiste ao tempo.

As palavras escritas à mão.
Os sentimentos que permanecem em silêncio.
E as raras pessoas
que ainda sabem sentir
em um mundo anestesiado por estímulos.

Porque no fim,
como escreveu Shakespeare,
“somos feitos da mesma matéria dos sonhos”.

E talvez o maior erro deste tempo
tenha sido transformar sonhos em consumo,
e almas em vitrines.

A idade da mente


Envelhecer é a única maneira de ficar velho.
Sim, o envelhecimento é cronológico.
É um processo, olhe no espelho!
As alterações se manifestam no fisiológico.


O ficar velho é também estado de espírito.
Existem pessoas novas com mente adulta.
Me refiro a jovens com mente restrita
Com maturidade emocional oculta.


Dessa forma, a verdadeira idade está na mente,
E a maturidade emocional, nas experiências.
O aprendizado também não é passado:
É uma jornada contínua de vivências.


Enfim, a verdadeira idade é processo,
Onde todos os vivos passarão;
Seja logo ou num futuro expresso,
Num inverno, num outono ou no verão.


Raimundo Nonato Ferreira
Maio/2026

No mar do pensar,
Nesse instante a nadar,
As ondas escutar,
O vento a pairar.

O nevoeiro do bem estar,
No furacão do apagar,
Rumo ao tsunami do sonhar,
Ao Rio do bem falar.

A temperatura a alternar,
À deriva de um lar,
Em direção à praia do mofar,
Da ilha que veio a abandonar.

O horizonte quisera somar,
Dar um Norte insular,
Talvez um Sul de congelar,
Ou mesmo um frio sem par.

Ei filho, tens de renascer
Antes que seja tarde
A vida não é mais brincadeira
Larga isso, você não é mais covarde


O mamão e o mel ocidental te tornou tão fraco
E você diz: faz parte
Ah se soubesse a força que tem,
Talvez não ficaria à margem


E o abraço de Deus te conforta e te dilacera
Enquanto queima e arde
E os filhos de Deus que driblarem as Leis Divinas
Queimarão em arte


Colocarei o brilho do sol em todas minhas linhas até que enfarte
Fiz minha tábua de esmeraldas nesse som por que eu só tô de viagem


Vivendo um novo ragnarok
Somos os pré-diluvianos
O fim de uma era que está se reciclando
As engrenagens do arquiteto funcionam perfeita


Vocês não driblarão por muito tempo
Antes da vida aqui existia ordem, simétria
Enki e Enlil


Olha quanto sangue, olha quanta vida
Olha quanta morte na terra prometida


Não é o bastante e só quem atira e define o norte é o sionismo


E as minhas oliveiras se encontram queimadas
Não queimem, não queimem minhas oliveiras
Se não meus filhos te queimarão

Eis ainda uma doutrina, ó Tat
que eu quero expor totalmente
afim de que não permaneças
não-iniciado como as serpentes


Aquele que é muito grande
Por ser chamado de Deus
Aquele que é fulgurante parece tão inaparente
Mas é o mais aparente


Evidente que o único não-engendrado
É ao mesmo tempo não suscetível
De se apresentar em imagem sensível
Inaparente, mas que faz aparecer
Todas as coisas, mas não aparece


Ele engendra, mas não é engendrado
Não oferece imagem sensível
Mas me da uma imagem sensível
De tudo que existe a minha volta


Tudo que é engendrado é imperfeito e divísivel, extensível, redutível
E nada disso afeta o perfeito


Se quiseres contemplar a Deus
Através dos seres mortais
Daqueles que vivem sob a terra
Onde daqueles que vivem no enxofre e gás


Considera meu filho
Como o ser humano é gerado no ventre materno
Examina com muito cuidado a técnica dessa produção e aprenda


Quem produz essa bela imagem?
Essa divina imagem que é o homem
Onde que esse escultor se esconde?


E ele se esconde por detrás da própria criação
Por detrás de cada ser em vida
Por detrás de cada alegria
Por detrás de cada sofrimento


E até mesmo naqueles que vivem sob abismo
Como poderia o criador esquecer do seu próprio filho?


E assim nasceu o homem
Imortal pelo espírito

Acalme o rapaz,
pois não estamos mais nos tempos medievais
Coloquem as crianças na escola
não permitam que elas aprendam fora


Os homens se tornaram um perigo
A revolta dos goyim do Egito


Hoje estamos aqui novamente
Sem memória, sem história
Mas lembranças emocionais
De uns dias não atuais


Queime o bezerro de ouro
E todo sangue derramado
Queda a Moloque


Que os filhos do sol cresçam livres desses répteis
Que os filhos do sol cresçam livres dessas cobras


Com asas, com bombas
Com armas, soldados
Com mídias e bancos
Empresas, estados


Se Jesus voltasse já teria sido bombardeado em gaza
Se Jesus voltasse a maioria desses crentes nem se importaria


Se Jesus voltasse teria sido considerado terrorista
Por julgar e apontar os mesmos que explodem crianças na Palestina


Eles se infiltraram como parasitas e sangue-ssugas
Aproveitando da inocente fé dos mais simples Que acham que seguem a Cristo
Mas seguem aqueles que mataram Cristo

Teu inimigo tá mais perto do que você imagina
Teu inimigo faz parte do que você come
Do que você assiste, do que você gosta
Do que você odeia, do que repudia
Do que você ama, do que você considera você


Vejo as hienas aplaudirem sangue escorrendo de pelúcias
Vejo as hienas aplaudirem histórias falsas e astúcias


Deus, teus filhos enganam os nossos irmãos
Escreveram uma história falsa perante o sangue de toda nação
Enterraram um antigo legado de antigos reinos por religião
Se infiltraram em cada pedaço da terra em busca de influênciação


Dividir nações no meio impõe mais domínio
Deixe que todos eles se matem até o declínio
E todos peões que se tornam "vilões"
Tem uma história na maior das vezes
Censurada, esquecida, enterrada


Teus ídolos exaltam marcas
Alimentando uma engrenagem
Fazendo mísseis chegar em casas


Teu ídolo pouco se importa
Pro teu alimento mental
Desde que você escute
gere royalt pra ele comprar
Um carro legal e uma bolsa da gucci


O dinheiro te cega a dor alheia
Te faz admirar coisa feia
Calma meu filho que a toca do coelho é mais funda do que imagina
Além da tua prisão mental saiba quem que te prende em vida


Eles te ensinaram a atacar
Mas não te ensinaram a doar
Eles te ensinar aqueles que eles definem vilões


Teus vilões são fabricos
E no explodir da torre dançaram
Titanic afundaram
E o FED fundaram


E depois de causarem
a primeira guerra mundial
Os banqueiros lucraram
e depois se espalharam