Eis ainda uma doutrina, ó Tat que eu... Giuliano Carmona
Eis ainda uma doutrina, ó Tat
que eu quero expor totalmente
afim de que não permaneças
não-iniciado como as serpentes
Aquele que é muito grande
Por ser chamado de Deus
Aquele que é fulgurante parece tão inaparente
Mas é o mais aparente
Evidente que o único não-engendrado
É ao mesmo tempo não suscetível
De se apresentar em imagem sensível
Inaparente, mas que faz aparecer
Todas as coisas, mas não aparece
Ele engendra, mas não é engendrado
Não oferece imagem sensível
Mas me da uma imagem sensível
De tudo que existe a minha volta
Tudo que é engendrado é imperfeito e divísivel, extensível, redutível
E nada disso afeta o perfeito
Se quiseres contemplar a Deus
Através dos seres mortais
Daqueles que vivem sob a terra
Onde daqueles que vivem no enxofre e gás
Considera meu filho
Como o ser humano é gerado no ventre materno
Examina com muito cuidado a técnica dessa produção e aprenda
Quem produz essa bela imagem?
Essa divina imagem que é o homem
Onde que esse escultor se esconde?
E ele se esconde por detrás da própria criação
Por detrás de cada ser em vida
Por detrás de cada alegria
Por detrás de cada sofrimento
E até mesmo naqueles que vivem sob abismo
Como poderia o criador esquecer do seu próprio filho?
E assim nasceu o homem
Imortal pelo espírito
