Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Meu amargo mel



Lembro dos dias em que a gente se cruzava
Meu coração batia forte, a voz travava
Eu ensaiava mil maneiras de dizer
Mas o silêncio sempre vinha me vencer
Tanta coisa presa aqui dentro do peito
Um sentimento puro, sem nenhum defeito


Foi por medo que eu perdi você
Foi por timidez que deixei de dizer o que sinto
A sorte é que existe o papel
Pra confessar esse amor, meu amargo mel


Agora as noites são mais longas, pode crer
Penso no que a gente podia ter sido, ter
Cada palavra que não disse é um espinho
Que me machuca por seguir assim, sozinho
E nessas folhas eu me encontro e me liberto
Mesmo sabendo que você não está por perto


Foi por medo que eu perdi você
Foi por timidez que deixei de dizer o que sinto
A sorte é que existe o papel
Pra confessar esse amor, meu amargo mel

A casa que partiu


Há uma dor que só a família entende,
uma dor silenciosa
que se reparte entre olhares e lembranças.
É a saudade que chega devagar,
mas pesa como o tempo
quando percebemos
que alguém levou consigo
um pedaço de nós.
É a ausência
de quem era o centro da mesa,
de quem unia os caminhos,
de quem fazia da simples presença
um lar inteiro.
Nós voávamos pela vida,
netos, filhos, cada um em sua estrada,
mas sempre havia um caminho de volta.
Voltávamos nos aniversários,
nos Natais iluminados,
ou quando a saudade apertava o peito
e o coração pedia abrigo.
Porque sabíamos
que ali estava nossa casa.
Hoje ainda queremos voltar…
mas o silêncio tomou o lugar da voz,
e o tempo levou embora
quem era o nosso porto seguro.
Agora entendemos:
não era apenas um lugar
que nos fazia voltar.
Era você
que transformava tudo
em lar.

MOMENTOS

Momentos que passam,
Momentos que ficam.
Momentos que marcam,
E aos poucos edificam.

Momentos que ferem,
Momentos que curam.
Há lágrimas escondidas,
Que somente Deus segura.

Momentos de alegria,
Momentos de dor.
Dias de incerteza,
Procurando o Teu amor.

Momentos de silêncio,
De luta e solidão.
Mas Tua voz tão mansa
Traz descanso ao coração.

Em todos os momentos, Tu estás aqui, Senhor,
Quando falta a esperança, Teu abraço traz calor.
Se o mundo me esquecer, Tua graça não me deixa,
Pois em meio às tempestades, Tua presença é fortaleza.

Tu és Deus dos dias bons,
Dos dias de aflição.
Em cada instante da vida,
Seguras minha mão.

E quando eu não entender
Os caminhos que percorri,
Lembrarei que nunca sozinho
Nenhum passo eu vivi.

Pois o Deus que fez o tempo
Também cuida de mim;
Transforma dores em bênçãos
E o deserto em jardim.

Em todos os momentos, Tu estás aqui, Senhor,
Minha rocha, meu abrigo, minha fonte de amor.
Se a noite for escura, Tua luz irá brilhar,
Pois o Deus de todos os tempos nunca vai me abandonar.

Cícero Marcos

A Liberdade do Seu Mar

A sua alma é profunda e a sua superfície é bela, desfruta de uma certa espontaneidade; a sua liberdade é muito notória, faz parte de todo o seu ser; busca proteger a sua valiosa integridade, cuja essencialidade é bastante intensa — certamente, atributos peculiares de uma natureza grandiosa, singular, que a cada raiar do sol se renova.

A maneira com a qual a sua personalidade vai se expressar muitas vezes é imprevisível, chamativa, aprazível; tem seus admiradores e nem sempre agrada, mas não se importa, depende do momento, do clima, do tempo, pode estar tranquila ou agitada, solitária ou receptiva — uma expressão verdadeira que, de qualquer forma, se destaca.

Sendo assim, liberta, cheia de intensidade e imponência, ela se conecta facilmente com o mar e a sua farta expressividade, que vai muito além da linda aparência das suas ondas — o vaivém de águas e belas curvas —, levando em conta também a profundidade da sua transparência; não que tudo dela esteja revelado, pois isso é apenas uma limitada interpretação poética.

O Proveito Duradouro de um Breve Momento

A brevidade de um bom momento parece ser muito lamentável, mas o fato é que ela não o torna menos importante. Muito pelo contrário: com certeza tem um grande proveito, cujo efeito não é temporário. Causa reflexão, deslumbramento e entusiasmo, assim como um belo arco-íris que não fica exposto por muito tempo; mesmo assim, consegue ser valoroso, memorável, notável do início ao fim — quando olhares ficam deslumbrados, gratos por lembrarem que viver é diferente de somente existir.

Quão grande é o peso no meu coração,
Pesado é o fardo da aflição.
Flecha ardente de perdição,
Supra-sumo que caiu no chão.

Oh, tardio é o alegrar,
Longínqua é a dor a queimar.
A marca exposta nos versos de poesia,
O peito tendo arritmia.

O esplendor do vazio,
O rasgar da alma no frio.
Tal cena é horrenda,
Perfurante ao entrar na fenda,
Cavidade do eu, apelido momento,
No bravio mar de rosto,
Da felicidade é o oposto.

Desesperante flor da vida,
Ânsia que fora pela partida,
Prostrado diante das lamúrias,
Tal qual, é alto o rasgar de um trovão,
O estrondo da lágrima é ao tocar o chão.

Bradou, bradou!
Da dor virou marca.
Este momento começou,
Grande é o canto em Harpa.

Não há mais o agora,
Fugiu a razão e foi embora.
Onde o encontrarão?
No mais inútil canto de um coração.

Beldade da existência,
Inquietante é a sua ciência.
Ser o elo entre a dor e o ser,
Na amarga rotina de viver.

Genial é um inseto.
Voa pelos ares incertos,
Não há preocupação,
Apenas resta a quietude de não saber o que sentir no coração.

O fim da melancolia?
Doce morte sombria,
Nevoeiro da primazia,
Suprassumo da apatia.

Ríspido rasgar psicossomático,
O mundo tem sido monocromático,
Amargo é o pensamento dramático,
O resplendor do ser errático.

O falso sorriso neurotraumático,
As sequelas do passado fático,
O algoz do presente lunático,
Sem um futuro fanático.

Aqui jaz o ser do meu eu,
Tal qual dizer o que doeu,
Aquele homem em mim morreu!
A silenciosa dor apareceu.

A estrondosa morte bateu,
O dia de fim aconteceu,
O eu lírico morreu,
Esvai-se o eu.

Jesus a rocha da presença,
Nele é necessário nascença.
Luz do mundo e sal da Terra,
Só há esperança naquele que não erra.

Alfa e omega, princípio e fim.
Por nós jorrou seu sangue carmesim.
Seu sacrifício redentor do Éden.
O velho jaz e o novo vem.

Em três dias de volta aos vivos,
Da vida e morte ele tem os crivos.
Tríplice unicidade do ser,
Creia nele para eternamente viver!

Cumprimento da tábua mosaica,
Juíz polido dentro da arca.
Ele faz do céu cair fogos,
A razão do logos.

O trono da luz divina,
A presença trina.
A antítese do impossível,
O destruidor do abominável.

Deus, Jesus e Espírito Santo,
Toda o templo se enche do seu manto.
Adoração eterna no céu,
Na cruz, rasgou-se o véu!

O penhasco da máquina,
A humanidade que se exprima.
Tormenta física e mental,
Aproximando do momento final.

Mórbidos dias de agonia,
Aos poucos perdendo empatia.
Os pensamentos putrefeitos,
Neles, nada além de defeitos.

A alma perece na inquietude,
Se esvai a plenitude.
São mil lâminas com plutônio,
Semelhança ao rei Babilônio.

A caverna do juízo final,
O átrio da existência coronal.
Até o fim da oscilação de ruína,
Da morte vive a sua doutrina.

Dor dilacerante do existir,
Buraco ao qual não vai extinguir.
A lança do pensar,
A nota de pesar.

Tal qual um sonho,
Doeu, suponho.
Ali está o eu,
Muitos dizem que morreu.

A mitologia da felicidade,
Tudo se fez vaidade.
Aqui faz uma mente,
Já se foi aqui o presente.

O diário de de um homem fiel,
De suas ideias ele virou réu.
A condenação eterna do pensar,
O cérebro corroeu o bem-estar.

O alarme nuclear tocou,
Com isso ele acordou,
Olhou e não acreditou,
Ele era o último que restou.

O único homem vivo,
O novo nativo,
Pensando altivo,
A solidão o fez intuitivo.

Pensou e chegou a ideia,
De nada adianta ficar em apneia,
Mexeu-se e foi viver o seu eu,
Já que era a única coisa que a humanidade lhe deu.

O homem cruel sombrio,
Da sua alma via o brio,
Fugia da realidade todo dia,
Sua sombra interior ele ouvia.

Tal qual velhos amigos,
Eles conversavam ambíguos,
A prosa era esquisita,
Do seu íntimo era parasita.

Verme do gatilho mental,
Quisera ele ser só um cara mal,
A escuridão assumiu,
Sua consistência sumiu.

SOU BELA, RECATADA E DO LAR!

SOU NATURALMENTE BELA... Amo-me como sou, mesmo não me achando perfeita. Nunca fui escrava da beleza, de frequentar academias, de ficar me analisando no espelho e fazendo selfies o dia inteiro. Não tenho cirurgias plásticas, tintura no cabelo, lente colorida; odeio maquiagem e exercícios localizados. A genética me favoreceu e - até o momento - me alimento de tudo sem muito engordar ou prejudicar minha saúde. Não me considero vaidosa, somente o suficiente para me sentir confortável, pois me cuido para me sentir bem e não para ser admirada. Odeio me preocupar com decotes em que preciso tapar com a mão para me curvar, saias curtas e justas em que eu tenho que ficar puxando enquanto eu ando ou cada vez que me sento, roupas transparentes demais ou agarradas demais que mostre ou marque cada detalhe do meu corpo. O fato de eu não ser vaidosa não significa que eu seja relaxada, do tipo que usa saia até o pé e camisas de mangas pra não ter que depilar as pernas e as axilas usando a desculpa de que a religião não permite. Amo perfume, mas não para substituir a higiene. Minhas roupas não são de marca, mas tem marca de patas e pelos de cachorros, é só lavar que sai... Acredito que a beleza está em não precisar ficar se enfeitando muito para ter que desmontar tudo na hora de dormir e acordar alguém irreconhecível.

SOU MODERADAMENTE RECATADA... Moderadamente porque não sou santinha e nem tenho a pretensão de ser, pois não levo jeito para ser hipócrita. Já fui sim meio porra-louca (ops, soltei um palavrão), na minha época de solteirice e juventude, fase em que nada nos intimida, amedronta e que não medimos muito as consequências dos nossos atos. Fazemos protestos por causas patéticas (e achamos bonito), nos revoltamos por idiotices, fazendo coisas que não resolvem os velhos problemas e ainda acrescentam novos. Já me importei demais com a aprovação e aceitação dos outros. Já fiz coisas para chamar a atenção e atrair admiração. Já experimentei coisas, por revolta ou mesmo curiosidade, buscando nelas um modo de ser quem eu nunca fui ou seria por causa de uma ilusória insatisfação de ser quem eu era. Eu já quis ser o que quisesse, quanto e até quando quisesse. Já quis ser o centro e o motivo das atenções. Já quis ser ouvida, falando o que vinha na cabeça e nos moldes do “doa a quem doer”. Enfim, poderia dizer que aproveitei bem tudo o que pude na juventude e solteirice, e que só me arrependo das coisas que não fiz. Já pensei assim, no entanto não penso mais. Hoje me dou ao “luxo” de ser mais recatada (no sentido de me resguardar, ser cautelosa, ponderada, criteriosa); e não só porque sou casada, mas principalmente porque ser porra-louca não me fez feliz. (Ops, falei palavrão de novo). O que ganhei sendo assim? O vício do cigarro, algumas decepções amorosas, relações oportunistas e rasas, olhares desejosos (outros invejosos e outros raivosos), noites sem dormir chorando ou “amando” quem não merecia, prazeres momentâneos de risos fáceis, fúteis e inúteis. Arrependo-me da maioria das coisas que já fiz e o que me conforta um pouco hoje é ter aprendido algumas lições, ainda que na dor, e ter tido a chance de corrigir algumas coisas sem me prejudicar ainda mais. O bom em conseguir se arrepender das coisas (e deixar de praticá-las) é ter a convicção de que não somos psicopatas, o que é um alívio! Na verdade, a ideia de prejudicar os outros sempre me incomodou e toda a minha porra-louquice prejudicou apenas a mim. (Cacete, falei palavrão mais uma vez)... Bom, eu disse que sou recatada e não santa, ok?).

SOU OPCIONALMENTE DO LAR... Fui criada pra casar, mas não tive casamento planejado e nem fui dada através de dote num casamento de conveniência. Ainda bem que algumas coisas melhoram com o tempo e o casamento por amor foi finalmente admitido (mesmo nas famílias nobres, ainda que alguns se utilizem de chantagem ameaçando deserdar filhos desprendidos de status). Fui educada pro casamento - por amor - com um homem de bem, direito, responsável, respeitoso... Enfim, atributos automáticos de quem ama... Na verdade o que minha mãe me aconselhava era casar por amor e de preferência com alguém que me quisesse como esposa pelo mesmo motivo, pois ela queria me ver uma mulher realizada. Mas paralelamente, ela me incentivava a estudar, trabalhar e buscar minha independência e realização pessoal. Muito sábia minha mãe! No entanto, nasci numa geração em que a sociedade jovem já pedia por mudanças... As meninas já não aceitavam mais serem as “Amélias”; e os meninos, quando não “saiam do armário”, exigiam dividir a conta e não abriam mais a porta do carro, afinal, as mulheres estavam ficando cada vez mais “independentes” e cada vez menos “românticas” (quando não eram interesseiras e preferiam joias em vez de flores ou caixa de bombons). E eu cresci nessa geração meio doida, sempre ficava dividida entre conservar tradições ou me livrar delas aceitando novos valores. Como ser alguém normal? Sobrevivi, tive uma boa educação em casa, me formei, trabalhei bastante (ainda trabalho) e me tornei uma mulher com muita bagagem e maturidade precoce, apesar de não parecer pra quem vê esse meu rostinho "de 15" e não conhece minha história. No entanto, meu maior sonho sempre foi o de constituir uma família. E após diversas tentativas frustradas, pude finalmente conhecer o amor. Sim hoje eu sei o que é o amor e tenho certeza de que não foi nada daquilo que vivi antes (pena ter demorado tanto para conhecê-lo). Casei-me, da forma moderninha que já está batida (juntando as escovas de dente), com um homem que não é rico e não me dá joias, porém me proporciona o que de mais precioso pode haver numa relação. Entendi o significado de ser esposa, que não é o de andar atrás (à sombra do marido), nem tampouco à frente, e sim ao lado. Tive a sorte de ter como esposo um amigo, um parceiro, um cavalheiro que faz questão e se sente honrado em ser o provedor do lar e um homem de família. Não me proíbe de trabalhar, mas tenta me proteger de ter que enfrentar estresses e aborrecimentos, seja de condução lotada, trânsito, ou de passar mais de oito horas na rua aguentando pressões externas e principalmente sem valer o esforço; tendo inclusive de lidar com o fato de que neste país talento e capacidade é o que menos importa e não enriquece ninguém. Ele me deixa a vontade para escolher, pensar, agir e fazemos isso sempre juntos... Mas tenho ciência de que a cada escolha há uma renúncia e definitivamente não quero correr o risco de sacrificar meu casamento, pois sei como é difícil chegar bem em casa depois de um dia cansativo na rua e não ter a mãe pra fazer a janta e colocar comida no seu prato. Então, sou do lar sim! Um lar de amor, paz, companheirismo, respeito, onde um não faz nada sem a aprovação do outro, onde um conhece muito bem o outro, onde um coopera com o outro e ambos trabalham juntos em prol do bom funcionamento desse lar. Um lar acima de tudo cristão no qual o Senhor habita, tendo como projeto perfeito de Deus a união da uma só carne em que um é dependente (e suficiente) ao outro e ambos de Deus.

Casamento não é negócio. Não é sociedade em que o contrato permanece enquanto se tem dinheiro ou estoque. Não foi feito pra ser “eterno enquanto dure”. Não se sustenta dos “ismos” do machismo e feminismo, ou qualquer outro fanatismo em que a motivação seja o “EU” e não o “NÓS”. Se não for um pelo outro e ambos pelo lar, melhor não casar.

Ass: uma esposa, com orgulho!

É muito fácil julgar
Quando a dor não bate no seu peito,
Quando o problema não tira o seu sono
E o silêncio não machuca por dentro.


É fácil ouvir uma história
E achar que sabe de tudo,
Difícil é enxergar
O que ninguém teve coragem de contar.


Quero ver defender na ausência,
Quero ver estender a mão sem interesse,
Quero ver falar palavras
Que levantem alguém do chão.


Porque abraço também fala,
E às vezes o carinho mais bonito
É aquele que não faz perguntas,
Só permanece ali.


Tem dias que a gente não quer conselho,
Não quer resposta,
Não quer lição.
Só quer alguém disposto a ouvir.


Somos humanos.
Erramos sem perceber,
Escolhemos caminhos difíceis
Tentando sobreviver ao que sentimos.


E talvez o mundo fosse mais leve
Se as pessoas julgassem menos
E acolhessem mais.

Sou mulher o suficiente
Pra bater no peito
E assumir minhas palavras,
Meus erros,
Minhas escolhas.


Mas além de mulher,
Também sou humana.
Erro,
Falho,
E às vezes falo sem pensar.


Não posso fugir do que foi dito,
Nem virar as costas
Achando que o problema ficou pra trás.
Porque conta mal resolvida
Até adolescente sabe fazer.


Difícil não é ir embora.
Difícil é ter coragem pra ficar.
Pra encarar,
Pra ouvir,
Pra entender.


Difícil é permanecer
Com os pés no chão
Quando o coração quer correr.


E talvez maturidade seja isso:
Assumir os próprios erros
Sem perder a coragem
De continuar tentando.

DEUS NÃO TE ABANDONOU

Tem gente olhando pra você…
e pensando que acabou…

Tem gente vendo teu silêncio…
e confundindo com fraqueza…

Mas eles não sabem…
que enquanto você chorava escondido…
DEUS estava te fortalecendo em secreto…

As marcas que você carrega…
não são sinais de derrota…

São provas…
de que o inferno tentou…
mas não conseguiu te parar!

Escuta o que o Espírito está dizendo:

Quem toca em você…
toca em alguém que tem promessa!

Quem tentou te ferir…
vai ver DEUS te levantar!

Quem pensou que você iria parar…
vai assistir teu testemunho de pé!


Receba esta palavra!

DEUS NÃO TE ABANDONOU!
Ele estava contigo no vale!
Ele estava contigo no choro!
Ele estava contigo na guerra!

E se ninguém acreditou…
Ele acreditou!

Se te fecharam portas…
Ele prepara caminhos!

Se tentaram te humilhar…
Ele vai te honrar diante dos teus olhos!

Então adore…
mesmo ferido…

Levante as mãos…
mesmo cansado…

Porque quem começou a obra…
é fiel para completar…

O nosso DEUS ainda está no controle…

Às vezes a gente acorda
pior que o leão do dia,
mais explosivo que dinamite,
mais colorido que foguete,
mais cansado que o bicho-preguiça…


E tá tudo bem.


Nem todo dia a alma desperta leve.
Tem manhã que o coração acorda brigando com o mundo
sem nem saber exatamente o motivo.


A vida cobra, o tempo pesa,
as palavras machucam,
e até quem é forte cansa de ser forte o tempo todo.


Mas até o leão descansa,
a dinamite apaga,
o foguete perde o brilho
e o bicho-preguiça continua vivendo no tempo dele.


Talvez o segredo não seja fingir felicidade todos os dias,
mas aprender a respeitar os próprios limites
sem deixar de acreditar
que amanhã pode nascer mais leve.

Ele é o vazio almanaque,
O Mortuário de embarque,
A escuridão do charque,
A alma vazia de palanque.

Frívolo pilar longínquo,
Imutável e oblíquo,
Honorário pulsante,
Averso de semblante.

Oscilante atômico,
Crespo cômico,
Contradiz o advento imaginário,
Permeia e nada em um aquário.

Maresia da fertilidade,
Desbravam-no na futilidade.

Quem é este ser incompreendido?

Congelado no tempo


Poder nas mãos dos revolucionários
Erguida foi a nossa bandeira,
República imposta por nossos lendários
Normas para uma terra ordeira.
Avante! conquistemos nosso ideário!
Miramos uma terra altaneira
Boas novas dos nossos emissários
Unicidade de pátria alvissareira
Cada canto, um lugar extraordinário
Otimismo de alma guerreira
Memórias de um tempo congelado
Exaltaremos sim, queira ou não queira.
Unicidade de João Ribeiro nos ceminarios
Prossigamos firmes nessa trincheira
Agradeçamos a Barros Lima, o Leão Coroado
Íntegro, plantou a nossa videira
Semente da liberdade, a nossa maneira.