Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
QUEM ME DERA
Quem me dera
Conseguir passar para o papel
O valor da tua alma
E a preciosidade do seu sorriso
Ou talvez descrever
Com exata perfeição
Este efeito
Que me causa
esta barba mal feita
Quem me dera...
Que estas palavras que me inundam sem permissão
Liberasse ao menos tua fragrância
Para afagar essa saudade...
Ah, quem me dera
Que todo este gesto
Pleno e singelo
Do amor que embala paixão
Coubesse com exatidão
Nas entrelinhas deste poema
Que fazer do amor que se esvai,
Que morreu e pelos ressentimentos foi enterrado?
Que fazer quando já não somos um?
Por que ficar apenas pela companhia
ou por tudo o que já fomos um dia
se já nem somos mais?
Meu amor aguarda no cais
outra embarcação
que possa me guiar a um porto seguro
para longe desta desilusão
Não há mais nós
somente você e eu
os laços de outrora viraram nós
impossível não dizer adeus
Não duvides, eu chorei
chorei toda a dor que causa um desamor
chorei sozinha, calada ao dizer adeus
e perceber amor nos olhos teus
A pior coisa é você se relacionar com alguém que está "a espera de alguém".
Há 99,9% de chance desse alguém voltar e você se lascar.
Não faça isso, a não ser que não saiba... Sabendo... retire-se e busque se envolver com alguém que também esteja livre e que queira o mesmo.
Eu torço para que não dê tempo para você gostar e se apegar.
Bom mesmo é quando as coisas já começam a dar errado no começo, tipo o anjo da guarda avisando... "Volte 3 casas que esse coração aí tá ocupado", bem que poderia ser assim, fácil de perceber.
Azar de quem te perdeu e sorte de quem te ganhar. Azar de quem te teve perto, experimentou a delícia que é estar ao seu lado e não quis se aprofundar. Azar de quem jogou fora os seus detalhes e toda a sua intensidade. Azar de quem aos poucos te perdeu...
E toda a sorte do mundo para quem seus caminhos cruzar
Toda a sorte do mundo para quem desejar em você se aprofundar e ao seu lado ficar
Amor não é sofrimento e viver perdoando chifres. Isso não é amor... É medo, desespero, carência, mas não é amor.
Essa ideia de aceitar tudo em nome do amor é totalmente errada...
Amar alguém tem que ser bom, tem que ser leve... O amor nos faz superar obstáculos, vencer juntos, conquistar juntos... Amor nunca é indiferença e desespero.
Amor é respeito, gentileza, reciprocidade.
Amor é ficar ao lado nos momentos difíceis, quando o salário atrasa, quando o desemprego bate na porta, quando alguém adoece... Amor é colo e abraço apertado.
Amor é tipo canja de galinha no frio para ajudar a curar o resfriado.
É muita gente nomeando o medo de seguir em frende de amor.
Quando alguém diz que "o amor tudo crê e tudo suporta" não é sobre infelicidade, é sobre vencer juntos os obstáculos que surgem durante a caminhada.
O amor é bom e se não te faz bem... Desculpa, mas não é amor.
O Devenir-Planta
Fiquei parada na varanda olhando a samambaia até que minhas pernas perderam a vontade de andar. Senti o sangue esfriar, ficando verde e espesso, uma seiva lenta subindo pela coluna.
Não era sono, era uma paciência vegetal. As folhas da samambaia não esperam por nada; elas apenas estão. Comecei a entender que o pensamento é uma agitação inútil do bicho-homem. Eu queria ser apenas clorofila e vento. Queria que o sol me comesse a pele até que eu não tivesse mais um rosto para apresentar aos outros. Ser planta é a maior forma de aristocracia: é existir sem precisar de um porquê. No final da tarde, eu já não tinha nome. Eu tinha apenas sede.
O Nó da Gravata
Olhei para ele e não vi o homem, vi o nó da gravata. Estava ligeiramente frouxo, um milímetro de desespero pendurado no colarinho engomado. Aquele nó me dizia que ele tinha desistido de ser impecável no meio da tarde.
Havia ali uma fresta de humanidade, uma pequena asfixia que ele carregava com elegância. O nó não era de seda, era de medo. Um medo de que, se apertasse demais, a voz não sairia; e se soltasse de vez, o corpo desabaria em mil pedaços de carne inútil. O homem falava sobre lucros, mas o nó da gravata gritava que ele queria apenas deitar no chão e chorar até virar água. Eu não disse nada. A gente não interrompe o silêncio de um nó que luta para não virar forca.
Autor: @R_drigos
Martin Luther King, diante de milhares de pessoas em Washington, afirmou: “Se um homem não descobriu algo pelo qual esteja disposto a morrer, não está pronto para viver.” No discurso I Have a Dream, proferido em 28 de agosto de 1963, sua mensagem reverberou mundialmente ao defender coragem e comprometimento com princípios. No entanto, no século XXI, observa-se que a ausência desses valores tem conduzido grande parte da população a uma postura passiva diante das injustiças sociais. Dessa forma, é imprescindível discutir a importância dos valores humanos e o legado ético que desejamos transmitir às futuras gerações, a fim de fortalecer a convivência coletiva e promover uma sociedade mais justa.
Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que a coragem de lutar por ideais constitui elemento central para o progresso social. A história comprova que transformações significativas sempre decorreram da determinação de indivíduos que não se limitaram a assistir aos acontecimentos, mas assumiram riscos em nome de seus princípios. A abolição da escravidão, a conquista dos direitos civis e a resistência a regimes autoritários são exemplos de avanços que só se concretizaram graças ao empenho de pessoas dispostas a enfrentar adversidades. Assim, para que se construa uma sociedade mais equitativa, é crucial que valores como coragem, justiça e respeito ao próximo sejam reafirmados e praticados cotidianamente.
Outro ponto relevante refere-se à percepção limitada de muitas famílias, que priorizam apenas a transmissão de bens materiais aos seus herdeiros. Tal perspectiva negligencia a relevância de disseminar valores éticos e morais. Quando a herança restringe-se ao aspecto econômico, perpetuam-se desigualdades e enfraquecem-se os pilares que sustentam a vida em comunidade. Portanto, o cultivo e a transmissão de princípios humanistas configuram uma necessidade urgente para assegurar a construção de um país mais solidário e responsável.
Além disso, é dever da sociedade compreender que o verdadeiro progresso não se mede exclusivamente pela acumulação de riqueza, mas pela capacidade coletiva de cultivar valores que orientem ações justas e solidárias. Somente por meio da valorização do diálogo, da empatia e da busca pela igualdade será possível edificar bases sociais duradouras e humanas. Dessa forma, reconhecer a centralidade dos valores na convivência social é fundamental para garantir um legado digno às próximas gerações.
Diante disso, cabe ao Ministério da Educação implementar, em âmbito nacional, programas pedagógicos voltados para a formação ética e cidadã, por meio da inclusão de projetos permanentes de mediação de conflitos, debates sobre direitos humanos e oficinas de empatia e diálogo nas escolas. Essas iniciativas devem envolver psicólogos, educadores sociais e mediadores de paz, além de campanhas que integrem família e comunidade escolar. O objetivo é fortalecer valores humanitários e formar indivíduos capazes de agir com responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
@R_drigos
KAIRÓS
“O papel transformador do presente na construção da existência humana.”
@R_DRIGOS
Introdução
“O presente não é um passado em potência; ele é o momento da escolha e da ação.” — Simone de Beauvoir, defende que o indivíduo não deve se enxergar como passivo em relação à sua história.
Ainda assim, muitos vivem aprisionados pela espera ou pela saudade, sem perceber que o agora é o único tempo possível capaz de transformar a própria existência.
Nesse contexto, percebe-se a configuração de um relevante problema existencial, em virtude de escolhas e ressignificação.
Desenvolvimento
I- Escolhas
A princípio, observa-se que as decisões, ao serem tomadas, demonstram potencial para provocar transformações significativas, revelando percursos antes obscurecidos pela indecisão.
Segundo Jean Paul Sartre, “o homem está condenado a ser livre”; diante do dever dessa liberdade, escolher torna-se um ato necessário, dotado de potencial para enxergar com clareza o que antes era apenas uma possibilidade.
Nesse contexto, o tempo presente deixa de ser um mero intervalo e passa a constituir-se como agente que ilumina a diferença entre aquilo que o homem escolhe ser e aquilo de que abre mão.
II- Ressignificação
Outro ponto relevante é a ressignificação, processo capaz de oferecer ao presente uma nova perspectiva diante dos vínculos psíquicos de um passado obsoleto, sendo sua aplicação eficaz na promoção de uma existência mais livre.
A peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, propõe uma profunda reflexão sobre a reformulação existencial a partir da vivência de Vladimir e Estragon, personagens que atravessam um ciclo contínuo de espera marcado pela ausência de acontecimentos significativos, o que impede a superação da estagnação e compromete a capacidade de ressignificar o presente.
Assim, observa-se que a escolha entre perpetuar a espera ou reinterpretar o presente com novos sentidos não está atrelada a fatores externos, mas sim à adoção de uma postura ativa diante de uma realidade em constante transformação.
Conclusão
Portanto, para que a dificuldade de transformar o presente deixe de configurar-se como um entrave ao avanço pessoal, medidas devem ser tomadas.
Para que isso ocorra, é necessário que o ser humano faça escolhas orientadas por atitudes concretas, capazes de dissipar a dúvida e abrir caminho para mudanças significativas.
Além disso, torna-se necessário agir ressignificando o presente a partir de objetivos passados que não tenham evoluído como esperado e que se tornaram fonte de sofrimento, promovendo, assim, maior leveza à existência humana.
Autor: @R_Drigos - 04/08/2025 - Goiânia
TODO FILHO PRECISA DE UM PAI QUE ORA
De acordo com Platão, “não deverão gerar filhos aqueles que não querem dar-se ao trabalho de criá-los e educá-los”. Nesse sentido, todo filho necessita de um pai que lhe ofereça direção e proteção. A figura paterna exerce papel fundamental não apenas como provedor material, mas também como guia espiritual e moral. Ao se colocar em oração, o pai fortalece a própria fé e intercede pelo futuro de seus filhos. Essa prática representa uma ação de grande importância na vida de pai e filho, mesmo quando a história é marcada por experiências difíceis.
Em primeiro lugar, é necessário reconhecer que a presença paterna exerce influência direta na formação integral do filho. Mais do que prover recursos materiais, o pai que se coloca como guia transmite valores éticos e espirituais que moldam o caráter e fortalecem a identidade da criança. Essa orientação contribui para que o filho compreenda seu papel no mundo e desenvolva confiança diante dos desafios da vida. Assim, a figura paterna vai exercendo o papel de referência de responsabilidade e amor, fornecendo elementos indispensáveis para o crescimento saudável.
Além disso, a oração paterna representa uma prática concreta que reforça esse papel de guia e protetor. Ao interceder pelo futuro dos filhos, o pai demonstra que sua missão ultrapassa os limites do cuidado físico, alcançando a dimensão espiritual e emocional. Essa atitude evidencia que cada filho é portador de valor inestimável, digno de amor e atenção, mesmo quando sua história é marcada por dificuldades. Por exemplo, quando um pai ora pela saúde de um filho enfermo, pela sabedoria em suas escolhas acadêmicas ou pela proteção diante das influências negativas da sociedade, ele reafirma sua responsabilidade e amor. Dessa forma, a oração se torna expressão de hombridade e compromisso, fortalecendo os laços familiares e reafirmando a dignidade da pessoa.
Assim, também, “não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca” (Mt 18:14). Portanto, compreender o papel do pai como guia e intercessor é reconhecer que cada filho carrega dignidade e valor inalienável.
Valorizar essa prática é reafirmar a importância da família como espaço de proteção e crescimento, onde o amor e a responsabilidade se transformam em pilares de esperança. Autor: @R_drigos
Dessa forma, a oração paterna se revela como uma poderosa expressão de compromisso e fé, contribuindo decisivamente para a vida e o futuro dos filhos.
Autor: @R_drigos
ABRIL
Abril a boca para mentir, se vangloriar
Ou, bem pior, inventar fábulas, falácias
Pois era bicho-homem ou homo erectus
Cheio de segundas intenções (mas para
Que tantas se o meio-fio é dura lex?)
Abril o coração (um tipo de frase feita
Porque o tiro costuma sair pela culatra)
Oferecendo o outono a tantos e quantos
Não lhe opusessem qualquer emoção
Abriu-se como uma flor, a saber, como
Uma folha dessas que caem no poema –
Como uma mentira que, arrependida,
Se entrega ao algoz no dia da rendição!
O PORTA-VOZ
Onde quer que eu vá, meus lábios não cessarão de falar deste amor e da salvação.
Eu sou mensageiro, porta-voz do Senhor; seja em terra estranha ou aqui, falarei deste amor.
Onde quer que eu vá, farei soar no infinito a mensagem de amor, deste amor bonito de Cristo, o Senhor, que no alto da cruz Ele demonstrou.
Onde quer que eu vá, seja em terra estranha, distante daqui, falarei deste amor que vivo a sentir; de Cristo sou porta-voz, não posso me omitir.
Eu não vou me calar, Cristo me ordenou: ide ao mundo e pregai a mensagem de amor.
Eu sou mensageiro, porta-voz do Senhor; seja em terra estranha ou aqui, falarei deste amor.
Onde quer que eu vá, farei soar no infinito a mensagem de amor, deste amor bonito de Cristo, o Senhor, que no alto da cruz Ele demonstrou.
Onde quer que eu vá, seja em terra estranha, distante daqui, falarei deste amor que vivo a sentir; de Cristo sou porta-voz, não posso me omitir.
Cícero Marcos
"Depressão é um grito abafado
Pelas vozes de quem diz amar.
É o grito abafado no contorno do
Sorrir.
É um grito abafado de quem perdeu a força para gritar.
É um grito abafado de quem espera um abraço,um afago, um vem cá vamos conservar.
É um grito abafado esperando ouvir EU TE AMO E VOU CUIDAR DE VOCÊ!"
(Nunca esqueça de conversar e ouvir quem você ama).
Cabelos negros caracois ao vento,
livres como quem não gosta de prisão.
Olhos verdes que guardam mistérios,
brilhando forte em qualquer direção.
Tem um jeito rebelde de viver,
de não seguir o que mandam fazer.
Caminha firme, sem medo do mundo,
como quem nasceu para surpreender.
Mas por trás dessa alma indomada,
existe um coração cheio de emoção.
Que se perde nas palavras simples
de uma bela conversa sentada no chão...
Você pode não ser uma princesa da Disney
E talvez não acredite no amor
Mas você é o poema mais doce, puro e sincero
Jessica, você é princesa de Caçador
Mãe e manas,
Sempre que me veem cruzar aquela porta e partir para o terreno, sei que olham para a farda, para a postura e para o dever. Mas o que eu queria que soubessem — e que as palavras raramente me deixam dizer — é que, em cada despedida, eu assino um contrato com o destino, escrito com o sangue do meu próprio medo.
Eu aceito ser o escudo das famílias moçambicanas que nunca vi. Aceito colocar o meu peito na frente de desconhecidos e dos meus irmãos de farda, acreditando piamente numa promessa silenciosa: eu cuido dos deles hoje, para que, se amanhã a terra me reclamar, eles cuidem de vocês por mim.
Cada vez que volto para casa e me fecho no silêncio, não é frieza. É cansaço de carregar o peso de um mundo que insiste em arder. Eu guardo o horror nos meus olhos para que ele não contamine os vossos. Escondo o perigo em "depósitos de honra" porque o meu maior sonho é que vocês vivam numa Moçambique tão segura, que cheguem a acreditar que o mal é apenas uma ficção.
O meu silêncio é o muro que eu construo à volta da nossa casa.
Se por vezes pareço distante, é porque estou a tentar apagar as chamas que vi lá fora para que elas não cheguem ao nosso jardim. Prefiro que me achem frio, prefiro que reclamem da minha ausência, do que ver o brilho do medo nos vossos olhos.
Porque, no fim do dia, a minha vida não me pertence. Ela é o preço que eu pago para que vocês nunca precisem de descobrir quão escuro o mundo pode ser.
Amo-vos mais do que o dever, mas é por vos amar que o dever é a minha única escolha
Fica comigo!
Fica comigo, você não precisa me amar
Você já é o suficiente para mim
Seja minha musa, meu desejo
Seja aquela a quem eu dedico minhas palavras, minhas poesias
Seja para mim o ar que eu respiro, os nutrientes que me sustentam
Quero me derramar em você, me perder em você
Mesmo que a versão que eu vejo, só exista na minha cabeça
Seu coração não há espaço algum para mim, mas vejo sua alma tal como ela é
Sou um louco e a cura para minha loucura só existe em seu coração
Mas como poderia eu, um covarde desde que nasci, implorar pela cura
Quando seu coração já existe alguém?
Então fique comigo, mesmo que distante
Não saia da minha vista, peço com todo o meu coração
Ou o pouco que resta dele depois de te amar
Jarro de Barro
Vida fria.
Água entra, água sai.
A gota que um dia era quente,
por mais minúscula que seja,
sempre se torna fria.
Alguns saem,
por sorte
ou azar,
não sei.
Nunca saio.
Não consigo.
Ah, água,
que sorte tem.
Se eu pudesse ser água,
se eu pudesse sair...
Que saudades, minha aguinha.
Se pudesse voltar,
volte, minha gotinha.
Não deixe esse jarro vazio.
Eu sempre estou aqui.
A natureza é o meu relógio biológico, e as suas criaturas são os meus alarmes.
Sei exatamente a hora em que cada pássaro canta e quando cada bicho se manifesta. O meu maior medo não é o barulho da selva, mas o silêncio repentino. Quando a mata se cala, o meu coração dispara. O silêncio dos animais é o aviso de que um corpo estranho — uma sombra que não pertence a este reino — caminha entre as árvores.
Nesses momentos, seguro a arma, mas é a vossa lembrança que me segura an alma. Estou aqui, no meio do nada, a ler o segredo dos ventos e dos bichos, apenas para que a paz que vocês sentem ao deitar nunca seja interrompida.
Estou longe, mas nunca estive tão presente na defesa do vosso sorriso.
O Comandante e a Madrugada
Meus amores, cada quilómetro que me afasta de casa não é uma distância, é um passo que dou para manter o perigo longe de vocês. Enquanto o sol brilha, eu sou o mestre e o aprendiz; moldo a tropa, preparo o meu corpo e afio a mente, porque no terreno, o erro não pede desculpas.
O meu descanso é breve e estranho: durmo das 18h às 22h, quando o mundo ainda está a fechar os olhos, para que eu possa ser os vossos olhos quando a escuridão for total. Eu durmo para não ser surpreendido; eu vigio para que vocês nunca sejam acordados pelo medo.
Na solidão da minha tenda, o silêncio da mata não é vazio; ele é uma orquestra de sobrevivência. Aprendi a ler o chão pelo ouvido. Conheço o roçar de cada pata na folhagem seca. Distingo, sem hesitar, o rastro de uma centopeia ou o peso discreto de um escorpião. Eles são os meus vizinhos, e eu os respeito. Mas confesso: a cobra continua a ser o único mistério que não dominei — o seu deslizar é como a traição, silencioso e imprevisível.
O amor
O amor é veneno
Há duas formas de você beber esse veneno
Ou você toma um pequeno frasco dele e não surte efeito algum
Ou você se embriaga nele ao ponto de você morrer
Sentir tudo a flor da pele
É um veneno, mas é um veneno tão doce
Se eu pudesse, tomaria todas as doses do mundo
Não pensaria duas vezes!
Ó se eu pudesse morrer de amor novamente, apenas mais uma vez
Eu beberia desse veneno como se fosse a ultima coisa que eu faria
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