Textos de Esquecimento

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Sem lágrimas


Olho para o céu
Vago em sua imensidão
Tento esquecer
Quem não posso ter.


De repente, como se eu pudesse
Tento esquecer
Fecho os olhos e não adianta
Eu só você que vejo


O vento sopra em meu rosto
Brisa forte e fria
Meus olhos secam
As lágrimas não tenho para chorar.


24/10/2017
S. Salla

Eu escrevi esse poema para você, para você não esquecer.
Eu escrevi esse poema para você, para você não esquecer quem é.
Para você se olhar no espelho e ver como é grande essa mulher.
Eu escrevi esse poema para você, para quando você pensar em desistir,
em sair do caminho que teve que chegar até aqui.
Eu escrevi esse poema para você, eu vim só para te dizer.
Em meio a prosa, poesia, em versos curtos, brancos,
sejam eles de que forma são, ou foram, ou serão,
eu escrevi esse poema para você,
para você nunca se esquecer que você é amor. É coração.


Nildinha Freitas

Se você esqueceu de mim,
Dos nossos toques e nossos beijos,
Do nosso encaixe e nosso desejo.


Se você esqueceu de mim,
Dos eu te amos e aconchegos,
Dos carinhos e chamegos.


Se você esqueceu de mim,
Dos nossos planos e sonhos,
Do calor dos nossos corpos.


Se você já esqueceu de mim,
Eu ainda te desejo,
Eu ainda quero seu beijo.


Se você esqueceu de mim,
Ainda quero o teu aconchego,
Teus carinhos e xamego.


Se você esqueceu de mim,
Não existe mais nossos sonhos,
Nem tão pouco nossos planos.


Se você já esqueceu de mim,
Eu ainda não te esqueci,
Pois é dificil esquecer quando se é feliz.


Mas se você realmente esqueceu de mim,
Não se preocupe,
Também irei esquecer de você.


Só não deseje voltar,
Porque meus beijos, carinhoso e abraços
Já não estaram mais lá para você.

No livro da vida,
Quem trata o outro
Como tanto faz,
Um dia vira página esquecida
Pois a lei do retorno é implacável
e não faz distinções de ninguém
Às vezes, para uns, vem na velocidade da luz
Já para outros, vem em passos lentos, mas nunca erra o caminho
Inexoravelmente adentrará pela "porta da sua vida", mesmo que não seja bem-vindo!

Asa quebrada


Sou um anjo de asa quebrada
Triste, desolado, aos pedaços
Esquecido pelo tempo
Vivendo numa selva de carne
Sem rumo, sem sentido
Sem abrigo da chuva ácida dos dias
Vivendo das migalhas de afeto do concreto
Vertendo sangue e lagrimas de tristeza
Sou um anjo de asa quebrada...
Com seu coração remendado, cheio de amor, na mão!


Angélica F L Masullo

Silencie um pouco !
Atravesse todos os seus desertos se possível .
Vá fundo !
Esqueça o barulho lá fora .
Encontre seu canto ,feche os olhos ,
busque um momento consigo .
Apague a luz ,escute uma música que gosta e
viaje por entre teu interno mundo ...
Escute a voz da su'alma !
Veja seu espelho refletido dentro de ti mesmo.
Respire e Relaxe!
Se preciso for , chore , chore ,porque não?
Chorar limpa, refresca a alma e nos mostra que somos
imperfeitos ,frágeis diante da dor e incertezas dessa vida.
Ninguém aqui está isento de nada ... Nada!
Chore ...chore mesmo!
Não tenhas medo.
Mas depois abra os olhos ,respire fundo e levante
E grite pra si mesmo:
Estou vivo(a)!
E pronta(o) para mais um novo Re-começo!

Quando você se esqueceu, não percebeu que não era apenas a minha ausência que se instalava, mas o vazio de si mesma. O começo do fim não foi quando deixou de me olhar, mas quando deixou de amar a própria essência que te sustentava.
Eu não esperava nada de você, porque já carrego em mim o amor que me basta. O meu coração não é refém da sua memória, nem da sua falta. Ele pulsa por mim, pela minha coragem de seguir, pela minha verdade que não se curva diante da indiferença.
O começo do fim foi o instante em que você abandonou o amor-próprio, e nesse abandono, perdeu também a chance de me amar de verdade. Eu aprendi que o amor mais forte é aquele que nasce dentro de nós e não depende de ninguém para existir.
E é nesse amor que eu me encontro, é nele que eu floresço. Você se esqueceu, mas eu me lembro: o fim não foi meu, foi o seu orgulho tolo e a vaidade.

Por que tanta ternura, carinho e atenção agora,
depois de tudo que aconteceu?
Será que você esqueceu de verdade?
Foi ontem, tão recente...
Quem está com a cabeça no lugar nem me olharia,
mas você insiste em me cercar de afeto.
Guarde esse capricho para si —
minha carência não se oferece à venda.

No silêncio do passado esquecido, espero por ti.
Na estrada deserta, na curva estreita, encaro o destino que insiste em me assombrar.
Se vivo de ilusões e a esperança já se dissipou,
peço-te: não busques saber onde estou.
Habito um limbo — esquecido até por mim —
sem rastros, sem lembranças, apenas sendo.
Aguardo, sem saber quando,
o dia incerto,
a hora de partir.

As pessoas se apegam a políticos na esperança de recompensas, esquecendo que o verdadeiro sustentáculo do poder é o próprio cidadão. Vibram com o futebol, sem perceber que essa alegria é breve, efêmera e desprovida de qualquer glória duradoura. Passam horas diante da televisão, alimentando-se de um entretenimento vazio, enquanto pagam pela energia, compram o aparelho e ainda sustentam uma mídia que pouco oferece em substância.
Que mundo pobre e deserto é este, que insiste em buscar no outro um refúgio, quando o outro nada tem a oferecer além de ilusões.

O amor, quando retalhado, esquecido, desprezado,
não ergue a voz, não exige,
nem interroga quem não soube acolhê-lo.
Ele se recolhe em silêncio,
como quem compreende que não se pode forçar
um coração que se recusa a sentir.


No entanto mesmo ferido, o amor permanece inteiro:
reconhece sua própria grandeza,
sabe que nasceu para florescer —
não para mendigar migalhas de afeto.
Pois o amor verdadeiro, ainda que rejeitado,
guarda em si a dignidade
de quem entende que merece ser vivido plenamente por quem o acolhe viver o amor.

Te procurei nas lembranças da solidão esquecida
Na esperança de ouvir do teu coração um acalanto
Mas o silêncio foi teu recado amargo
E no vazio fiquei aprisionado em liberdade sem direção.


O tempo ensinou que amar não é sofrer
Que nem sempre o querer faz acontecer
Minha doutrina é amar sem medida
Mesmo que doa, mesmo que fira a vida


E se o destino me fez entender
Que teu desprezo é o meu aprender
Carrego comigo essa lição
Amor não se força, é livre paixão

É egoísmo pensar que segurança é vida.
Quem se tranca no conforto das próprias certezas esquece que viver exige riscos, quedas e renascimentos.
A vida não se alimenta de muralhas — ela respira na beira do precipício, no passo ousado, no erro que vira força.
Proteger-se demais é morrer devagar, sufocado pelo medo de perder.
A segurança absoluta que muitos buscam não passa de uma prisão elegante, cheia de grades invisíveis.
Quem vive assim troca liberdade por estagnação, coragem por rotina, intensidade por silêncio.
A vida só é vida quando pulsa, quando desafia, quando arranha.
E quem entende isso sabe: o verdadeiro perigo não está lá fora, está no hábito confortável de nunca tentar nada novo.

Por que te escondes em páginas esquecidas,
viradas para o lado esquerdo do livro, o que fere inflama se eu não posso ler a tua nobreza estou do lado oposto do livro.
Como se eu não pudesse ler?
Será medo do que ainda dói,
ou sombras de um passado
que preferes não reacender.
Será uma bagagem que deseja recrutar não sei.
Eu sigo adiante, firme,
sem carregar memórias que pesam,
sem revisitar lugares
que nunca me fizeram falta.
Não guardo lembranças doces,
nem saudades que puxem meu corpo
de volta ao que já morri.
O passado não me chama —
e mesmo que chamasse,
eu não voltaria.
Porque a minha verdade está no agora,
e é para frente
que a minha alma aprendeu a caminhar.

Alma leve
Pensamento suave
Coração em paz
de repente a lembrança:
brinquedo esquecido
da criança que eu fui um dia
Sem querer algo me pesa
Uma certa tristeza
Vem sempre junto à saudade
e o tempo prosseguiu fluindo
Nesta vida da gente
Pouca coisa existe realmente
Pensamento é quase tudo
Portanto não vale a pena
Carregar lembranças que entristeçam
Quando a fruta apodrece
A semente germina
Uma coisa termina
Algo mais acontece
Pois nem sempre uma queda
Fatalmente
Quer dizer ruína
A gente pode sempre
Não lançar a pedra
Nem dizer palavra
Mas as coisas prosseguem
Estando aqui e ali
A vida rumando
A caminho de um fim
Talvez tudo simplesmente
Seja nada a caminho de nada
Porém
Ninguém afirmou, sem dúvida nenhuma
Que o nada
Realmente seja isso
Creio
Que talvez seja difícil agora
Olhar a tudo e compreender
Mas prossiga tentando
Intuitivamente a gente sabe
Que não nos cabem certas perguntas
Pois, nem todas elas
Juntas e mescladas
Poderão um dia
Responder a qualquer coisa
Pois a paz tão procurada
Quanto o brinquedo esquecido
Que a lembrança carregou na leve brisa
Continuam sempre lá
Tudo isso um dia a gente vai achar
Escondido nas dobras do tempo
Portanto
Mesmo que não sejam
Aquilo que imaginamos vazio
Precisa ser e estar
em equivalência com o Todo
O tudo e o nada
de forma a permanecerem
Perene e eternamente
Perfeitamente equilibrados
E é nisto que tudo consiste
Universo Perfeito
Alegria demais inexiste
e em contrapartida
nada pode ser assim... tão triste

Edson Ricardo Paiva

Se Deus te permitir esquecer
esqueça-se do sofrimento que te causaram
e sempre que perceber que
lhe foi permitido crescer
faça como as plantas
e cresça em direção à luz
quando te pedirem que fale
se não puder falar bem
então se cale
quando te perceberes
que lhe é dado o direito
ao silêncio
aproveite para refletir
raciocine sobre o quão é bom
não ter a função de acusar,
selecionar, praguejar e maldizer
quando te for permitido ler
leia de tudo, aproveite o que for bom
assim você vai aprender
a afastar teus ouvidos
daquilo que não vale à pena ouvir
e tua boca aprenderá
o quanto é bom dizer coisas
que resultem coisas boas
porque não existem palavras
que se pode dizer à toa
não se compra sabedoria
inteligência é como as flores
que se colhe no dia-a-dia
pense em quanto é bom
poder fazer o mal
e não fazê-lo
Com a medida que permitires
também lhe será permitido.

Edson Ricardo Paiva

Eu
Vivendo minha vida
Num mundo que não é meu
Uma lâmpada
Acendida anteontem
Esquecida
Quando amanheceu
Uma voz rouca e profunda
Fruto
De relação desarmônica
Vendo outros olhos
Que veem
Entendo
Que vendo o que veem
Não enxergam nada
Ou pouco dizem
Creio-lhes eu
Pode ser que sofrendo
Insuficiência verbal aguda
Mudas
Corações moldados
Em rocha intrusiva
Uma relação harmônica
Plutônica erosiva
Crônica, agudizada
Cínica em seu modo
Em desarmonia com o meu
Uma lâmpada acesa lá fora
Cá dentro, um lugar à mesa
Creio eu
Pode ser um dia.

Edson Ricardo Paiva.

Você amará outros homens
e eu serei obrigado a te esquecer
minhas súplicas de amor não foram o suficiente pra te convencer
parece cruel, mas é a vida.

Seu coração sempre foi muito fervente
distante do futuro e do presente
vivendo no intenso ciclo tênue
era essa sua beleza...

Ai de mim se alguma fosse assim
amei-te por culpa de meus pecados
afoguei nas palavras que nunca consegui dizer
supriu vazios de corpos viciados
mas não encontrei felicidade em tua alma
porque só o corpo entende outro corpo
e só Deus pode trazer a calma...

⁠Havia um miúdinho,
sem nome nem passado,
nu, esquecido,
andava sozinho pela rua,
escaldante de tão gelada,
como sombra sem dono.
Tinha um corpo
feito de cortes e pedras,
parecia ter sido mastigado
por calçadas com dentes.
Era um pobre coitado,
seguido sempre
por um cão magro,
tão sofrido,
igual a ele.
Sentavam-se no pedregulho duro
à espera de um fim.
O miúdo, paciente,
esperava que o cão partisse,
descansasse no reino dos cães,
para então poder matá-la —
a fome.
O cão, por sua vez,
até aprendera a contar horas,
de tanto esperar que o miúdo,
vermelho de dor,
fechasse os olhos
e dormisse de vez.
Assim, ele saciaria a fome
com lógica cruel,
mas destino cego.
O cão não ladrava,
e não sabia truques,
era inútil.
O miúdo, por sua vez,
também não sabia nada,
nada lhe ensinaram.
Era inocente,
imprestável,
invisível ao mundo.
Ambos só serviam um ao outro,
à ninguém mais.
Certo momento...
o miúdo, já derrotado,
deitou a cabeça no granito
para poder descansar o seu corpo cansado,
o cão, desesperado,
cravou como os seus dentes podres
no peito nu do miúdo,
com dó e piedade,
pois isso ainda lhe restava.
Mas morreu também,
porque o miúdo,
coitado,
não tinha carne sequer
para alimentar um cão.

Meu Pai do Céu, eu nunca me esqueci.
(Cresci)
Teu amor velou por mim.
(Protegendo)
Que seja feito assim.
Conforme a tua vontade!
Juntos em oração.
Não nos deixeis sozinhos.
Nesse mundo de maldades.
Cuida das nossas crianças.
Livrai-nos de todo o mal.
Livrai-nos da omissão.
Onde houver trevas, que o amor prevaleça.
Começa mais um dia comum.
Terminem, como crianças.
Que elas cresçam na Fé .
Com a paz de Jesus Cristo.
Onde não houver saída.
Dei-lhes uma solução.
Faça-se voltar à infância.
(Á)
Esses pobres pagãos...