Textos sobre o destino
Pensamentos, Palavras, Ações e Destino
No imenso jardim da vida, cada pensamento é uma semente plantada com carinho. Cultive seus pensamentos, pois eles se tornam palavras, e palavras têm o poder de criar e destruir, de ferir e curar. Elas são a primeira expressão do nosso ser, lançadas ao vento como pétalas de uma flor. Guarde seus pensamentos, pois eles viram ações. Cada gesto, cada movimento nasce daquilo que pensamos, da intenção que carregamos em nosso coração. As ações são os frutos que brotam das sementes plantadas, e é através delas que moldamos o nosso mundo. Zele por suas ações, pois elas viram hábitos. Repetidas vezes, como um ritual sagrado, nossas ações se transformam em hábitos, e esses hábitos definem a essência do nosso caráter. Eles são os padrões que seguimos, as trilhas que percorremos sem pensar, levando-nos pelos caminhos da vida. Observe seus hábitos, pois eles definem seu caráter. É no caráter que se revela a verdadeira face de uma pessoa, aquilo que somos quando ninguém está olhando. Um caráter sólido é construído com hábitos virtuosos, é um farol que nos guia nas tempestades da existência. Preze por seu caráter, pois ele define seu destino. No fim, somos os arquitetos do nosso destino, e é o caráter que molda o caminho que percorremos. Um destino de honra, de paz, de realização, nasce de um caráter bem vigiado, de uma vida vivida com propósito e integridade.
Depende de você...
A luz divina caminha lado a lado com o seu destino, o caminho traçado exclusivamente para você, antes mesmo de sua descida à terra. O final feliz da sua história não é alcançado pelo isolamento ou pela preguiça. Sem envolvimento, não há desenvolvimento; sem esforço, não há vitória; e sem vitória, não há liberdade. "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" — das prisões do ego, do caminhar cego, da arrogância alimentada pela rebeldia e ignorância, e das ilusões que o mundo material nos apresenta como verdades.
Todos nós possuímos uma bússola interior que nos orienta na direção que devemos seguir, embora muitos não saibam como utilizá-la. Antes de trilhar um caminho, volte o ponteiro dessa direção para o seu interior. Na solitude, o coração abre a porta para a intuição, e a sabedoria guiará seu processo de evolução, conduzindo você a um mundo que oferece muito mais do que os olhos podem enxergar.
Na dança das emoções, um triste giro,
Transformei amor em ódio, suspiro.
Cruel destino, caminho incerto,
Enterrar o afeto, num túmulo deserto.
No coração, flores murchas de um passado,
O amor que vivia, agora sepultado.
Despertei o ódio para libertar,
A dor que sufocava, era hora de acabar.
Cortar os laços, desfazer a trama,
Doce amor agora na lama.
Sepultei sonhos, enterrei o querer,
Para renascer, preciso esquecer.
No solo do adeus, planto a saudade,
Memórias desfeitas, na escuridão da verdade.
Ódio, um veneno que liberta a prisão,
Do amor que se foi, na última estação.
Doce Devaneio
Delírio doce,
Desejo desmedido,
Dança de dedos,
Do destino decidido.
Dom de delírio,
Dócil delícia,
Durmo desnorteado
De tua divindade fictícia.
Dama dos dias,
Donzela de dourado,
Desperto dizendo:
“De ti, estou dominado.”
Deitei dentro
Do drama do desejo,
Denso, dramático,
Dado ao teu beijo.
Dissolvo dores,
Deixo dúvidas,
Dou direção
Das delícias mútuas.
Dizer, decerto,
Demais:
Desde dezembro,
Dependo de ti, demais.
Título: Eu & Você
(Verso 1)
Era só mais um dia comum,
Até o destino trazer você pra mim.
Um sorriso tímido, um olhar em silêncio,
E o amor nasceu ali, no meio do tempo.
(Pré-Refrão)
Desde então, nada mais é igual,
Cada segundo ao teu lado é especial.
Entre nós, não há mais porquê temer,
O mundo é perfeito com eu & você.
(Refrão)
Eu & você, um só coração,
Duas almas que dançam na mesma canção.
Não importa o que o mundo disser,
Tudo que eu quero é eu & você.
(Verso 2)
Nas tuas mãos, eu encontro meu lar,
Nos teus braços, o meu lugar pra sonhar.
Teu amor é farol na escuridão,
É abrigo, é certeza, é minha razão.
(Pré-Refrão)
E quando o vento tenta nos separar,
A gente se encontra no mesmo olhar.
Nada pode nos fazer esquecer,
Que a vida é mais bela com eu & você.
(Refrão)
Eu & você, um só coração,
Duas almas que dançam na mesma canção.
Não importa o que o mundo disser,
Tudo que eu quero é eu & você.
(Ponte)
Se o tempo passar e tudo mudar,
Eu prometo que vou sempre te amar.
Porque o que temos é maior que o céu,
É eterno, é doce, é puro como mel.
(Refrão Final)
Eu & você, um só coração,
Duas almas que dançam na mesma canção.
Não importa o que o mundo disser,
Tudo que eu quero é eu & você.
(Encerramento)
Eu & você…
Pra sempre, você e eu.
O Destino e Nós Dois
O destino não quis a gente junto pra sempre,
Mas o que vivemos foi intenso e valente.
Nosso tempo, embora breve, foi um tesouro,
Cada instante ao seu lado valeu mais que ouro.
Se fomos estrelas cruzando o mesmo céu,
Fomos chama intensa que nunca se perdeu.
O privilégio de estar contigo foi presente,
Mesmo que o final tenha sido diferente.
Não culpo o destino, nem o sopro do vento,
Pois em você encontrei o mais doce alento.
E ainda que o "pra sempre" tenha se perdido,
No meu coração, você é eterno abrigo.
Então sigo adiante, com gratidão no peito,
Guardando o que vivemos, tão perfeito.
Pois mesmo que o destino nos tenha afastado,
O privilégio foi ter te chamado de amada.
Belo caminho, serás tu a resposta?
Ou trágico, serás tu a causa?
És a dualidade do destino,
Que sob um manto, esconde a hipocrisia do porquê.
Mas o caminho é mais que dúvida,
É jornada, lutas, amizades forjadas.
A verdadeira causa do que nos tornamos.
E antes que me questione,
És o caminho que se abre,
E eu, a chave que o percorre.
Janela é uma pequena porta em pensamento,
Abrindo caminho a aventureiros sem destino.
Ver em uma singela janela um percurso,
Caminho incerto para quem o inicia,
Mas, à medida que se percorre, torna-se certo o que há de vir.
Sejam os verdes pastos ou os pedregulhos rochosos,
Cada ser e coisa, pela história construídos,
Mas por que construção? De quê?
Construção é história, é o sanar das dúvidas
Que trancam portas e janelas,
Necessitando, para abri-las, de uma chave
Ou do impulso que leva ao mundo além das janelas e portas.
Assim, ao falar de abertura, como outrora se dizia,
É o acordar de um sono infinito e perpétuo,
Que, imobilizados, não conseguimos agir,
Precisando, para acabar com isso, de um tapa ou um abraço.
É irônico, pois a vida é isso:
Vida é emoção, a unicidade que surge em nós
E a relação com o outro. Portanto,
Abertura é abrir os olhos limpos
Por aqueles que um dia estiveram em nosso lugar.
Ser janela é limpar e voar,
Como um passarinho que, mesmo tardiamente, tende a voar.
Ser janela é esperança,
Mesmo que ao fim não se aproveite.
Ser janela é provocar a construção de novas janelas,
Pois, como dito, janela é porta;
Porta também é janela. Assim,
O mundo de cada indivíduo se torna casa,
De onde podemos sair e entrar,
Pois, se a casa for prisão,
A vida deixará de lembrar de ser
E provocar novas janelas, ser livre e ser felicidade.
O caos da vida, um destino cruel, uma lágrima caída, sem estrelas no céu.
É assim a nossa vida, sem paz e alegria, ironia do acaso, sem enxergar uma saída.
Mas o tempo é parceiro, quando não traiçoeiro, desvanece os entreveiros, qual passos ligeiros.
O amanhã pode ser em raios acalorados, qual a paixão de eternos namorados.
Sempre há uma esperança, como a inocência de uma criança, a selar um novo dia, a enfeitar nossa lembrança.
Acaso
Já que o acaso ocasiona
Que o destino extravasa
Que o tempo não estaciona
Vamos acender as estrelas
Uma a uma e deixá-las em brasa
Um brinco sempre procura uma orelha
Uma ovelha negra faz a revolução
Mas a semente que o Uno une em conspiração
Só depende da estação apropriada para a floração
Para cada par de orelhas
Há una ovelha!
O destino é a escola
O sonho desde criança é ir à escola estudar.
E a coragem e a determinação
Fazem parte do dia a dia e se manifestar.
Por estradas, rios ou igarapés, o destino é o grupo escolar.
Tudo se resume em viver e educar.
As aventuras estão pelo destino a se revelarem,
E, assim, toda criança neste mundo merece o seu sonho realizar,
Começando pelo mais importante: o de poder estudar.
Sem destino I
Não, não é assim que você é,
Você é mais, muito mais de tão pouco,
É o verão que está a consumir o seu pensamento.
O outono já vem,
E logo, logo o inverno, para esfriar a sua irreflexão.
Quando fores refletir no inverno
Sentirás como foi o inferno
De como o verão te encolheu.
Não te aflijas por enquanto
O inverno tem os seus encantos
De curar os desencantos,
De um verão discricionário.
Não, não é culpa sua,
Faltou-lhe a decência plena
De um homem que não cresceu.
Sem destino II
Viveu e viu as façanhas da vida
Armou-se em seu campo de força
Arrebanhou todas as ovelhas
Caricaturou a própria vida.
Fumou, bebeu, iludiu
Construiu e destruiu
Sem arregaçar as mangas.
Vida fácil, vida bruta,
Enquanto encontrou certezas
Que não fez por merecer.
Agora, homem, chegou a verdade
Das incertezas incondicionais.
Ontem o seu passado
Hoje o seu futuro impensado
Resultando na sua tormenta.
Escreveu a vida e criou os próprios tropeços
Devido o seu desajeito e negligência
Da sua bússola desordenada
Que insistiu seguir.
Não tem como seguir mais caminho
Vai navegar sozinho
No mundo único que construiu.
Sem destino
Você deseja chegar?
Você sabe que o caminho é longo
E sabe que existe várias formar de ir.
Mas não será assim dão fácil.
Traça os objetivos e as metas para cada ato
E você vê que é sofrível.
Busque, o projeto está traçado.
Já está em exaustão?
Ou é medo da ação?
Potencialize as energias
Deixa de lado a aflição.
Não será mais um decadente
Juntando angústias e inquietação.
Sei, o esforço é hercúleo,
A ânsia é muita
Que causa náuseas
E ainda nem deu o primeiro passo.
Vai de bote?
Decidiu,
Fico aqui a ver da praia.
Você foi,
Vejo você distante
A sumir no horizonte.
O meu caminho poderia ser escuro, a minha vida sem rumo, o meu destino sem opção de onde deveria chegar, Mas Jesus mudou minha História, iluminou minha estrada, deu sentido a minha vida, o fez eu reconhecer, que Ele é minha única solução!
Hora erro acertando, hora acerto errando, e o que resplandece minha caminhada, é que em meu ponto de partida sigo Jesus que com amor e paciência, me leva a Deus como ponto de chegada...
Sigo em um caminho que muitos dizem ser sem rumo e longo.
Mas caminhando eu percebo, que longo pode até ser, mas sem rumo não, pois caminho com Deus, onde o seu amor é a minha alegria, é no destino final será onde eu irei comemorar a minha Vitória!
nene policia
"Cruz e Destino"
Foi posto em meu ombro, uma cruz a qual eu arrasto.
Clamando e chorando, sinto seu peso á mim escurvar.
Penso várias vezes: Não é minha..., e contesto.
Devo ter me enganado, no dia que á fui tomar.
Volto-me ao ponto de partida, e ali reparo.
Diversas outras, as quais vou atento escolhendo.
Parece que esta aqui encaixou-me ao ombro.., é claro...
Pois sinto que esta bem mais leve, devo ir seguindo.
Coitado do que vir tomar aquela que pensei ser minha.
Pois tua caminhada seria dura e sofrida.
Foi sorte ter encontrado, pois com a outra eu não vinha.
Até a beira desse abismo, que nos separa dessa vida.
Mas ví que no momento, de depositar alí essa cruz.
Para me descançar eternamente no mundo tão esperado.
Faltava-lhe um pedaço, errei outra vez, perdão meu Deus.
Tornei regressar para pegar á qual havia deixado.
A Liberdade do Não-Destino
Só é livre quem não tem destino.
Liberdade é um fio invisível que o vento esquece de soprar,
quase brisa, quase nada.
Um voo de borboleta que não tem pressa de chegar,
basta o traço que corta o ar e some.
Só é livre quem não tem destino.
Quem não guarda os passos no chão como se fosse um mapa,
quem olha o céu sem querer achar respostas.
Quem escuta as palavras, mas não as quer traduzir.
Quem troca a certeza pelo talvez,
quem não se encaixa na jaula do exato.
Liberdade sem amarras é pleonasmo.
Só é livre quem não tem destino.
Quem, perdido, inventa um caminho,
e, ao inventar, encontra algo novo —
não o que procurava,
mas o que nunca imaginou que pudesse ser achado.
A grandeza e o dilema de ser pai
Ser pai é destino, missão que se trama,
Nos fios do tempo, oculto, a se entrelaçar,
Não é só a vida que se deve perpetuar,
Mas a alma que, em silêncio, se inflama.
Os filhos, seres que nos atravessam,
Não nascem apenas do corpo, mas do sentir,
Cruzam nosso caminho, e ao nos invadir,
Transformam o vazio que em nós cessa.
É nesse encontro que o belo se revela,
Quando o inesperado faz-se em ser,
Almas que, de não ser, passam a viver,
Forjadas no calor que o tempo sela.
Paternidade, processo singular,
Feito de alegrias e de dor calada,
Reconhecida, mas quase sempre velada,
Nos gestos simples, nas palavras a silenciar.
Em cada ação, o pai, com jeito finito,
Revela o divino que em nós habita,
Semelhante a Ele, na tangente da vida,
Invisível, mas presente, o mundo infinito.
Talvez o pecado maior seja a ausência,
Escolha silenciosa que a distância impõe,
De herói a vilão, o pai assim se põe,
No desejo de moldar, com severa paciência.
Mas é nesse dilema que a grandeza reside,
Caminhar entre a presença e o deixar ir,
Dar o melhor de si, sem nunca mentir,
Que o amor, mesmo imperfeito, é o que nos divide.
E assim, no vasto papel que o pai assume,
Descobre-se que ser grande não é só estar,
Mas que, mesmo ausente, pode perdurar,
Sua essência, no coração que o resuma.
Ser pai é mais que um destino traçado; é uma missão tecida nos fios invisíveis do tempo. Não se trata apenas de perpetuar a vida, mas de adentrar as profundezas da própria alma, onde os mistérios da existência se entrelaçam com os laços do amor. Os filhos, esses seres que nos atravessam, não precisam necessariamente brotar de nossa carne, mas devem cruzar o nosso caminho, tocando-nos e sendo tocados por nós. É quando o belo se revela, quando o inesperado se concretiza, e almas destinadas a não ser acabam se tornando.
A paternidade é um processo singular, forjado no calor das alegrias e no frio das dificuldades. Reconhecido, sim, mas quase sempre silencioso, escondido nos gestos simples e nas palavras não ditas. Em cada uma das suas ações, os pais, com o seu jeito finito de ser Deus, nos revelam o Divino que se faz homem. Semelhante a Ele nas tangentes da vida, por vezes invisível aos olhos, mas sempre presente, sustentando nosso mundo.
Talvez o maior pecado dos pais seja a ausência, essa escolha silenciosa de prover o bem-estar que, paradoxalmente, impõe a distância. E assim, de herói a vilão, transita o pai a cada repreensão, a cada tentativa de moldar o caráter, sem perceber que, em sua finitude, é reflexo de algo maior.
No entanto, é justamente nesse dilema que reside a grandeza da paternidade. Pois ser pai é caminhar na corda bamba entre a presença e a ausência, entre o querer proteger e o precisar deixar ir. É viver no eterno dilema de dar o melhor de si, mesmo sabendo que o melhor nem sempre é suficiente. Divergir, e por vezes reconhecer que o ideal nem sempre é o necessário. Mas, acima de tudo, é aprender que a grandeza de ser pai não está na perfeição, mas no amor que, mesmo imperfeito, é capaz de construir pontes onde só havia abismos e de transformar o vazio em plenitude.
E assim, na vastidão desse papel, o pai descobre que ser grande é dissernir entre o estar perto e se fazer próximo, saber que, mesmo na ausência física, sua essência perdura, enraizada no coração e nas ações daqueles que, passaram e se eternizaram por ele.
A medida que o destino apronta,
colocando o amor noutra ponta
meu coração se apronta
para então recomeçar.
Falei a moça dos meus sonhos...
Aquela que o destino fez questão de por noutra ponta
achando que eu não daria conta;
- Não deixe que a distância nos distraia de nós.
Sei, o que peço parece impossível, mas não é de impossíveis que o amor sobrevive?
Há quem duvide que o amores acontecem.
Eu porém não duvido.
Foi tão bom a gente ter acontecido!
A poesia é como amor,
quando se revela não sabe se revelar, precisa ser percebida é preciso saber olhar.
