Textos sobre o destino
Eu tinha tudo.
O Destino, com inveja, reclamou minha casa.
Pelo cansaço fui vencido. Desisti!
AS chuvas vieram e levaram minha casa.
Mas tendo você ainda tinha tudo.
Não satisfeito o destino reclamou meu trabalho.
Pelo cansaço fui vencido. Desisti!
O opressor veio e levou meu trabalho.
Mas tendo você ainda tinha tudo.
O destino reclamou minha saúde.
Pelo cansaço fui vencido. Desisti!
A peste veio e levou minha saúde.
Mas tendo você ainda tinha tudo.
Então o destino me reclamou você.
Pelo cansaço fui vencedor. Resisti!
O Destino não pôde nos separar.
E tendo você ainda tenho tudo!
Quando eu saio por ai, sem rumo sem destino, não sei o que procuro e coleciono tudo em que eu me encontre. Eu quero um tempo longe do mundo e mais perto de mim, eu quero estar longe de escutar os pensamentos que não me pertencem e dar ouvido aos pensamentos se calaram aqui dentro.
Eu saio por ai só para me encontrar em mim, em coisas que eu nunca presto atenção em detalhes importantes que por tempo se tornaram invisíveis. Havia tanta coisa a frente de meus olhos que eu apenas via e não mais enxergava, há tanta coisa que agora eu decido se quero enxergar, há um pouco do que eu procuro e do que perco, das coisas que apenas vejo.
Eu estou caminhando na direção que nem sei se certa é, um caminho que não quero olhar apenas para frente, vejo tudo que acontece a minha volta, não sei se o mundo gira em torno de mim ou se eu o faço girar. Quando eu achava que olhar para frente era a melhor maneira de se seguir um caminho aprendi a olhar ao meu redor, para cima e para baixo, mas sei que meu caminho está apenas aqui dentro, quando muda minha respiração encontro vento que me guia e assim vou…
Sei que ainda há um longo caminho até me encontrar em mim.
Destino: para muitos ja esta escrito ao nascer, para outros como eu, destino é apenas decisões que tomamos no dia-dia dependendo de decisões ou atitudes ou até mesmo palavras que citamos ou atos que resolvermos não fazer pode mudar todo o destino.
Destino é as atidudes e decisões que todos nós tomamos, cada um faz o seu destino, cada um o escolhe, cada um traça o seu destino e cada um tem o seu destino que merece e cabe só a nós aceita-lo.
CADA UM TEM O SEU VALOR !
Por ironia do destino passando o final de semana no interior, sem muito que fazer, fui participar daquela típica roda de conversa, papo vai papo vem, um senhor que ali se encontrava que é conhecido por todos como seu Mané, que de Mané não tem é nada. Contou-nos uma pequena história dizendo a diferença de saberes entre as pessoas, mostrando que nenhuma pessoa é mais importante que a outra, de uma forma simples, porém esplêndida que por meio desta crônica vou contar para vocês.
Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: Companheiro, você entende de leis?
Não, respondeu o barqueiro.
E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida.
A professora muito social entra na conversa:
Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não, respondeu o barqueiro.
Que pena! Condói-se a mestra.
-Você perdeu metade de sua vida!
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O barqueiro preocupado, pergunta:
Vocês sabem nadar?
Não! Responderam eles rapidamente.
Então é uma pena - Conclui o barqueiro. “Vocês perderam toda a vida.”
preciso dizer mais alguma coisa?
Fim
O silêncio do poeta
Seu olhar está distante
Num ponto nenhum
A mente divaga sem destino
Por onde andará...vai saber
As mãos parecem inquietas
Sem "estrada" para percorrer
Esquálidas, suadas, desajeitadas
Ele apenas observa à sua volta
Não conversa com ninguém
Nem mesmo vê o que se passa
Parece uma estátua
Tão só...tão solitário
Por onde andará seu pensamento...
Seu silêncio parece arrogância
Aos que com ele falam, sem respostas
Mas no fundo é só um transe hipnótico
Que sem aviso, arrasta a sua alma
Deixando o corpo inanimado assim...calado
Quanto tempo levará...ninguém sabe
Mas o tempo necessário
De um poeta operário...
É uma ausência que se impõe
Na sua busca eterna por inspiração
E só sua respiração
Diz que ele está bem, vivo
Deixem o poeta em seu casulo
É só a sua paz que ele busca
Nas palavras que procura
Para expressar a sua arte
Não o julguem arrogante
Ou tão pouco em agonia
O silêncio do poeta
É o prefácio da poesia...
Chegou a hora,
Um ano se passou depois que o destino nos separou mais para mim e como se estivesse tudo do mesmo jeito desde que parti, Mais na verdade há muito tempo as coisas já não são mais como antes, e sem perceber seguimos caminhos diferentes, cada um traçando suas próprias metas,
Hoje tentei voltar ao passado mais foi impossível, pois não se pode mudar o que passou o que virou passado, mais por quê? Seria tão mais fácil se pudéssemos voltar no tempo e mudar os fatos. Mais assim mesmo eu tentei, depois de muito tempo resolve te procura, pois descobri que ainda te amava, larguei tudo, e fui em busca do amor que nos não podemos viver e sentir, um amor reprimido pela distancia. Sai de casa disposta a tudo.
Oito horas de viajem o tempo todo pensando no momento do reencontro,
Imaginado como seria como reagiríamos frente a frente. Pensei inúmeras vezes o que te falar e como te falar.
Todo o tempo tentando controlar um turbilhão de sentimentos que queria explodir, cheia de esperança, que tudo sairia bem, mais com o coração cheio de duvidas e incertezas de que minha viagem seria em vão mais, já estava quase La não iria desisti mais uma vez, dessa vez eu iria em frente, pois a única certeza que mi mantinha era a de ainda te amar.
Finalmente cheguei a ansiedade tomou conta de mim, mal podia pensar ate mesmo imaginar a hora te reencontrar você.
Depois te tanto ensaiar em frente a um espelho o que iria te falar finalmente eu estava pronta, será? Foi ai que surgiu o medo ta rejeição, comecei a ficar nervosa, pois a hora estava chegando e meu coração estava tão agoniado, que mi dava espaço pra pensar.
Era como se eu estivesse com uma intuição de que nada iria da certo, fiquei apavorada, e não conseguia suportar a idéia de que você já tivesse mi esquecido, foi então que cheguei a pensar em desistir, pois eu não conseguia se quer suportar a idéia de que seria rejeitada.
Mais resolvi não sofrer antecipado, pois já estava acabando comigo mesmo antes de tentar.
Finalmente, chegou a hora. Eu fiquei a espera na janela, mais o cansaço tomou conta de mim e acabei adormecendo,
Mais mesmo dormindo senti muito distantes passos a se aproximar de mim, meu coração se apavorou eu não mi contive abri os olhos e vi você parado ali na minha frente à mi olhar,
Chegou então à hora, eu fiquei sem saber o que fazer, eu congelei ali diante de você, senti uma vontade louca de te abraçar, te beijar e dizer que tinha voltado pra você, mais não conseguiu reagir diante de você, só consegui te olhar e sorrir, Talvez estivesse esperando uma ação pra reagir, mais a ação não veio e reação não aconteceu. Chegou a hora e eu mi calei...
E você foi embora e eu fiquei como uma boba sem saber o que fazer, tentei te chamar mais minha voz não te alcançou. Pois você já havia partido,
Eu mi odiei, eu queria mi matar de tão covarde que fui. Uma oportunidade perdida, mais não havia desistido, ainda, pois logo pensei haverá outros encontros.
Um dia havia se passado, mais ainda tinha tempo.
Então surgiu uma oportunidade única, pedi que você fosse ao meu encontro no local marcado, cheia de esperança eu fui e fiquei a te espera.
Mais as horas se passaram e La você não apareceu. Meu coração gritava de tanta dor, pois ele insistia em te amar, mais na minha cabeça tudo ia ficando bem claro que você tinha mi tirado da sua vida, mais meu coração insistia em tentar mais uma vez, foi ai que fechei os olhos e segui mais uma vez o meu coração, disposta a tentar mais um encontro fui em busca de uma nova oportunidade.
Foi então que surgiu a surpresa, na verdade não foi surpresa La no fundo bem no fundo eu já sabia, mais não queria acreditar. Soube que havia uma terceira pessoa, e tudo levava a crê que você a amava, e que eu era uma pagina virada na sua vida, foi dificil de acreditar, doeu tanto, mais estava na cara so eu que insistia em não acreditar.
O medo da rejeição, agora era tudo verdade, foi difícil mais consegui convencer meu coração que havia acabado.
Como mencionei logo no inicio, não há como voltar no passado e encontra tudo como deixamos, a vida se encarrega de mudar e transformar tudo.
Foi uma viagem longa, dolorosa, mais serviu. Pois agora eu vou deixar o que passou para traz e tentar um futuro melhor, e começar tudo novo.
Chegou a hora de voltar para casa com o coração mais ferido do que antes, mais com a certeza de tinha realmente acabado. Mesmo assim queria acreditar que você ia aparecer no embarque pra se despedir de mim. Mais não passou de um desejo do meu coração.
Mais antes de viajar de deixei uma carta com poucas palavras, pois não consegui expressar o que sentia estava machucada de mais pra falar o que eu fui fazer ai. Quando escrevi a carta só consegui chora, pois queria esquecer tudo.
Dentro do ônibus de volta pra casa. Perdida em meus pensamentos, vi e revivi todos os momentos que tivemos juntado, do primeiro ao ultimo dia juntos.
Mais agora chegou a hora, hora de seguir em frente e esquecer tudo, o passado a viagem em fim, um novo começo a parti da que Le momento.
E o que venho tentando fazer todos os dias, começar de novo. Sei que um dia vou conseguir. Mais sempre vou lembrar-me da nossa historia e de você, Meu primeiro tudo. E assim que vou lembrar-me de você...
Não vou dizer adeus, pois a vida e cheia de surpresas, E o futuro e incerto demais para se planejar, então seja o Que Deus assim permitir....
O Outro Bicho
Sem destino certo, caminhava pelas ruas como um cão farejando alimento. Eu estava faminto.
Se batia à porta das pessoas, a hostilidade das donas e seus maridos causava-me medo. Minha presença provocava-lhes repugnância.
Sequer podia transitar nas calçadas frente a restaurantes sem ser vigiado ou humilhado por seguranças. Mendigos prejudicam a reputação do comércio, diziam.
Minha esperança era revirar o lixo nas lixeiras de restaurantes e, quando encontrava algo comestível, lançava-o goela abaixo sem me importar com o cheiro e o gosto desagradável.
Aquela manhã tornei-me objeto de curiosidade de um garoto, provavelmente em seus seis anos de idade. Enquanto investigava o lixo de um restaurante ao lado da escola, pelo pátio, um menino olhava-me fixamente. Estava atônito pelo espanto de perceber um homem sujo e tão magro se misturando ao lixo e dele comendo voraz.
O garoto não dizia palavra alguma. Apenas encarava-me com seus olhos insistentes que, por um momento pareceu-me gritar: “não coma isso. É lixo!” Senti-me envergonhado.
O sinal da escola tocou anunciando o término do recreio.
Lacrimaram meus olhos em ver aquele menino, meu Deus, livre de qualquer preconceito, na inocência de sua vida, com as mãozinhas trêmulas me oferecer da sua lancheira para comer.
Hoje me encontro ao lado dela, mas nem sempre foi assim...
O destino resolveu tirar de mim o que eu tinha de mais preciso, o que eu tinha de mais sagrado na minha vida. Minha amada Carolyne.
Uma bala perdida, não só interrompe a vida daquela que eu mais amava, mas também a minha vida, que se foi com o sangue que Caroline derramava enquanto agonizava no chão daquele bosque em meus braços tentando dizer suas últimas palavras.
Eu, desesperado, olho de um lado para outro e não vejo ninguém que possa salvá-la.
Aquele olhar penetrante que tinha, agora é transformado em um mais doloroso. Enquanto isso, a vida dela se esvazia em minhas mãos.
Dor, lágrimas, choros, agonia. Despedida...
- Eu sempre vou te amar meu querido! – Essas foram as palavras da minha amável Carolyne.
Não consigo pensar em nada. Apenas faço uma promessa: - Descansa em paz meu amor e me espera, pois no dia em que você abrir os olhos, eu estarei na sua frente e aí, estaremos juntos por toda vida.
Ouço aquele último suspiro. Não mais minha amada estava em meus braços, e sim, um corpo sem vida. Nesse instante eu abraço com todas as forças aquele corpo imóvel seguido de um forte urro que dou.
Urro de dor. Urro de desespero. Urro de uma incerteza...
Ela é sepultada num dia chuvoso. O céu chorava. Minhas lágrimas não eliminavam a dor que eu sentia naquele instante.
Seu corpo é colocado em um sepulcro de mármore cinzento e largo.
Todos saem do cemitério. Mas estão presentes comigo duas companhias que desde esse dia me acompanham – exceto nesse momento que estou agora - a dor e a solidão.
Balbuciei algumas palavras em meio às lágrimas, cujas lembranças não me deixam recordar quais foram. Em seguida, deixo um ramalhete de flores com os dizeres “Até a eternidade, meu amor” e saio.
Saio com a impressão de ter deixado alguma coisa pra trás. E deixei. Minha vida foi sepultada ali com minha amada.
Os dias passam e a dor que é pra passar com esse tempo, fica.
A vida continua. A vida não, o que restou dela. Não há nada mais a fazer, a não ser esperar o dia do meu encontro com ela. Sim. É essa esperança que não me deixa cometer alguma loucura.
Dias, meses, anos... Tudo passa. Menos a dor...
Envelheço. Meus passos largos já não são mais os mesmos. O dia se aproxima, eu sei.
Não quero ser enterrado no mesmo sepulcro que ela. Mandei fazer um pra mim em frente ao dela. É a minha promessa.
O dia enfim chegou. Alguns choram, mas eu estou feliz... Só me resta agora esperar em silêncio o tão grandioso dia.
Não sei o que posso dizer. As palavras somem. O dia chega. O dia da eternidade.
Eu e minha amada. Felizes para sempre.
Ela acorda mais linda que nunca e sou eu quem está aguardando à frente dela. Nossos olhos se cruzam e uma alma gêmea reconhece a outra.
Toda espera sofrida, valeu a pena...
Hoje me encontro ao lado dela, mas nem sempre foi assim...
Impossível? Não se você acreditar!
Quando tudo faz o possível pra nos manter inertes, mudar significa a quebra do destino.
Encarar o que nos machuca há muito tempo pode se tornar o fim da dor. E tragicamente ou finalmente isso marca o início de um novo processo: a readaptação.
Não há garantias em ousar, mas qual o sentido de reviver todos os dias a decepção de um momento? Há mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, e possa ser realmente que apenas uma te complete, mas isso só significa que tu procurou menos que deveria.
Fantasiar os pensamentos de quem ocupa o nosso é inevitável no começo, mas repeti-los todas as noites é tortura. Quase sempre não tem valor porque não passam de acomodar-se a dor. O que se ganha com isso que valha a perda da razão?
Perder o que se deseja pode ser desesperador. Decidir-se sair à procura novamente é agarrar-se a necessários sentidos de existência.
Se o amor é grande... Digo, se ele for a coisa mais pura que você tiver, não o fará algemado a um quarto ou uma lembrança de realidade passada, mas te motivará a buscar doses de felicidade. E elas estão por aí, esperando que as encontremos.
Hoje, eu escrevi uma carta. Sem destinatário, seu destino seria somente ir, a lugar nenhum, a todos os lugares. Se espalharia pelo mundo, entre o invisível impalpável, o sobrenatural, e depois, ao divino, e o infernal, em mundos diferentes, inimagináveis, ilocalizáveis e impenetráveis, que em qualquer fraqueza nossa somos proibidos de enxergar um pouco, e ver-se tudo do nada, a calma que nos mantém por tempo indeterminado aqui e lá não-sei-onde no lugar que demos alguns nomes.
Ao tempo que me conta consta tão profundas decepções diminuídas ao nada em comparações, o que passa e o que vem não é real faz parte da lembrança e do desejo, o presente é ilusão, só tentativa de motivação. É êxtase ao meu coração, indescritível a sensação quando os olhos se cansam e são tons de cinza o céu, o sol. Cores, do horror, do amor, a dor, ardor que incomoda meus sentidos aos segundos sincronizados ouço a batida do relógio, só ele ao me torturar na memória de um tempo futuro onde talvez seja tudo mais escuro, e me incomoda não poder andar nem enxergar. Anseio desolado que a morte seja maior agrado, quem nunca sentiu e ignorou pensamentos considerados loucos abafados pelas palavras imediatas de repreensão do desgosto de não ter que escolher somente o fim, e só o fim.
Passos curtos, cabeça baixa, somente sombras sem cadência, indiferença, ninguém vê, só números e as vezes nem isso...
Que essa luz no fim de alguma coisa possa ser o alívio, ou o precipício, que dê fim ao imperfeito físico e ao espírito, se decompõe em processo lento quase que em pesar fúnebre e lágrimas de vento soprando aos pedaços engolidos ou levados, dissipados ao nada até não poderem mais se recompor, projetando o que sou na representação mais fiel da insignificância dessa minha existência tão confusa.
Mulher! Um destino?
No sem pudor que já é paraíso
Visto o destino que a alma toca
Despudorada qual borboleta que
nas flores passeia e não mais enfoca
Lembrado e adorado...
Vou como a pomba no cantado e versado
Almejo sim o sopro do corpo, porém encantado...
Deitando-se nú ao meu lado no mais que poetisado!
O que mais dizer nesta madrugada, amado?
Dizem que o destino é uma estrada que pode unir dois corações.
Mesmo que no passado tenham tido só uma amizade,
esperam que no futuro possam dizer que tudo valeu a pena.
Pois no presente eu sinto saudades do seu cheiro, da sua pele...
Te desejo com um amor morno, mas como uma paixão de um amante.
As vezes sinto o suor da sua pele na minha nas noites de solidão,
porém quero lhe mostra no futuro que nada entre nós dois foi em vão e
que ver a felicidade no seu sorriso é a minha sina.
Em um universo de sonhos e asas a voar,
Caminhava uma jornada, destino a desvendar,
Um encontro imprevisto, mistério a encantar,
Mas nesse trajeto, uma verdade a enfrentar.
Promessas de cuidado, céu estrelado,
Coração apaixonado, ingênuo e arrebatado,
Mas nas entrelinhas, o inferno disfarçado,
Naufragando o coração, num mar agitado.
Brigas e entendimentos, uma dança a bailar,
Paixão ardente a incendiar, sem cessar,
Mas nas palavras, mentiras a sussurrar,
Teia de ilusões, a nos confundir e enganar.
Manipulação e indiferença, um jogo ardil,
Ela se esforçava, mas ele a diminuía sutil,
Apaixonou-se por migalhas, sem notar,
Que o amor verdadeiro, merecia encontrar.
Defendia a todos, menos a amada,
Admirava tantos, menos a dedicada,
Perdida em um labirinto, coração magoado,
Aprendeu lições valiosas, mesmo abalada.
Hoje, no espelho da reflexão a mirar,
Encontra a busca pela redenção a abraçar,
No autoconhecimento, sua essência a desvendar,
Filosofia da alma, em evolução a caminhar.
A liberdade resplandece em seu olhar,
Desbravando caminhos, sem receio de arriscar,
Descobrindo-se em plenitude, a se amar,
O amor verdadeiro, em si mesma a ofertar.
Entre sonhos e asas a voar,
Uma jornada eterna, a sempre desvendar,
A filosofia da vida, a contemplar,
No coração sábio, a sabedoria a abraçar
À procura de riqueza o poeta destinou o seu destino, ao sonhar com um caminho que parecia ser divino, sob a luz do luar enfrentou a sua sina, encontrou uma botija que sonhava desde menino.
Em uma madrugada de solidão, há anos estava guardado, escondido e acuado sua grande realização, o poeta reencontrou e por ali mesmo se debandou sem ter imaginado que teria encontrado o seu próprio coração.
Destino
Quem ama não troca.
Quem quer demonstra por atitudes.
Quem sonha dedica tempo e atenção.
Quem perde algo ou alguém da valor.
Quem semeia espera colher.
Quem sonha em alcançar os seus objetivos, reflete imenso como correrá as coisas nas esferás da vida.
E se o amanhã não chegar...
Será que ainda conseguiremos sonhar?
Quem pensamos tanto já não está presente ao nosso ver.
As mudanças também sofrem ciclos.
Nada mais estranho e incompreendido
que controlar o próprio destino
acertar o relógio em seu pulso
ao ritmo de seu tempo
trazer a si o definitivo crepúsculo
saber pensar o último pensamento
dar o tão temido passo
ter controle sobre o minuto exato
olhar, ouvir, cheirar, tocar a tudo
ter ciência que cada qual é seu respectivo último
aquele que sereno escolheu a hora
não teme o que há atrás da porta
um insignificante passo para a humanidade
o maior dos passos para um homem
toda importância reduz-se à leviandade
quando se olhar do outro lado da ponte
a única coisa certa
é que a certeza estará a espera
onde a dúvida não resta
e a metafísica nua se revela
o amanhecer infinito de um céu
a revelar toda verdade por trás do véu
não há dia mais feliz que o último
para aquele que da árvore colheu o fruto
triste é se agarrar até do corpo ser expulso
ou ser vítima das intempéries do mundo
os mais sábios jogadores
sabem quando se levantar da mesa
desacorrentados tornam-se senhores
sem temor em atravessar a fronteira
tem em mãos teu próprio controle remoto
e fazem sua hora no desligar-se do jogo
enquanto todos dormem, eu acordo
transformando em fato o sabido agouro
deixo-os em vossa platônica caverna
neste reino de ilusão sensorial
tenho meu próprio universo a espera
onde sou o absoluto bem e mal
saio da Matrix para entrar na vida
saio deste sonho de informações coletivas
para uma realidade paradisíaca
onde a verdade é aquela que se imagina
onde toda mente é divina.
Ensaio aquele poema para te esperar...
Sussurra o destino nas asas do tempo, ao amor retorna, como a lua extraviada que beija o mar como o manto noturno, lágrimas salgadas, agora doces, Pintam o céu com tons de eternidade
O coração, outrora em pedaços, Costura-se com fios de esperança
E as noites silenciosas, sussurram eu nunca parti, apenas me escondi era como o vento que acaricia teu rosto e como canção que você ouvia que embalava teus sonhos
Como a luz da aurora que pinta o horizonte
E eu fiquei aqui ate espera uma poeta latino que escrevem versos de luz na vastidão celestiais
Esculpindo rugas na pele e na memórias no coração lembrança e miragens que distorcidas parecia ilusões ate você voltar somos viajantes na carruagem do destino
Na efemeridade das palavras a epifania nos segredos cósmicos no mistério do quintessencial afeto são eco do futuro deste amor que ressoa além das fronteiras do tempo
E rende se ao amanhecer, naquele dia o amor se torna inefável, indizível, sublime. Serendipidade e derretemos o valo do ouro que costura os destinos mais raro que o diamante rosa
Nesta eunoia a bela harmonia que as letras e versos da me forças para rasgar o coração e adentrar nas fenas da alma e exprimir meus sentimentos que escrevemos com o pulsar do coração
Poesia onde a luz e a sombra se entrelaçam a alma ao amor bússola conecta a direções do destino
Seus olhos dizia muitas coisa doces
Eu olhava te com meus olhos lassos que você desatou
Minha vida agora como a pluma que escorregar nos becos lamacentos dos ventos redemoinhar coração sangrado a ir por aí…
Hoje tão longe de mim mesmo me perdi dentro de você e nestas miragem de abismos e torrentes de tormento um vazio deserto que grita e eu tentando entender aquela filosofia, mas eu já tenho a minha loucura
Ergo o facho que arder na noite escura sinto a vida drenar de mim sinto espuma do sangue e a solidão a cantar cânticos nos lábios impuros
A vida estendida no varal como uma pausa no vendaval
e no arrependimento capturado na teia do tempo que tece fios de lembranças irreversível um sonho inalcançável deste amor inesquecível
As velas embaraça as sombras ao vento vulneráveis e iluminados pela poesia e guiados pela sabedoria do coração
Eu nunca fui de acreditar em um destino pronto, onde tudo está predeterminado, prego batido e ponta virada, pois sei que nosso livre arbítrio e nossas escolhas podem mudar tudo na nossa trajetória.
Entendo que não existe acaso e que alguns encontros e desencontros precisam acontecer; é como se de alguma forma a gente tivesse mesmo que encontrar no caminho tropeços, sorrisos e recomeços, até que chegue o momento em que a gente se encontre e encontre a paz. No mais, eu também acredito que mereço ter felicidade e nunca deixarei de crer que sou digna do que há de melhor na vida, por isso, olho para as minhas marcas e agradeço as minhas feridas, pois elas também me trouxeram até aqui.
Nildinha Freitas
Soneto da Brisa e o Destino
A brisa que murmura,
em seu velado véu,
Traz sons de um passado que o tempo não desfez.
No vasto azul do sonho,
a buscar o teu céu,
Minha alma, em doce anseio, na canção se refaz.
A cada flor que nasce,
no orvalho matinal,
Um verso se revela,
num canto que me traz
A essência mais pura
do amor primordial,
Que em cada gesto aflora
e me inunda de paz.
E o coração, pulsando
na espera que me invade,
Desenha em teu sorriso
um eterno querer.
A solidão se esvai, finda a velha saudade.
Pois em teus olhos vejo
o sentido do ser,
A luz que me ilumina
em toda a adversidade,
O porto que me acolhe
e me faz florescer.
