Textos sobre o destino

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Bom dia.

A dor e o destino!

Estranho e tão estranho são os nossos desenganos, as vezes perdemos a fé! Uma dor que vem selada com uma doença malvada, nos perguntando quem tu és? De mãos dadas e entrelaçadas vê ali o ente amado sofrendo quase calado, e tu perguntas porquê? Tantos mendigos sadios, vê ali nos seus caminhos, sem um lar e sem carinho, de fome a padecer, mas são fortes e sadios, e os teus que teve brio e brilhos ao se escrever, ali padecem doentes, são todos tão inocentes, nem um mal veio fazer! Então doença maldita, porque assim os castigas, não tiveram o merecer, mas Deus pai nos infinitos, num livro ali foi escrito, assim tinha que se ser. Cada qual com suas crenças, mas são ainda crianças, meus pensamentos vadiam e negam este saber, mas aqui me vem um amigo, de um plano desconhecido mostrando seu conhecer! Me disse já sem palavras nos pensamentos entrever, a vida e o destino já vêm tudo bem certinho, prescrito num pergaminho e tu precisas saber, se talvez um sofrimento hoje te traz maus momentos, veja além deste viver, aqui na terra tu apeias, mas já te segues a teia, a teia do teu viver, passarás sempre por tudo, o que te veio valer, segues sorrindo e amando, você assim veio o seu caminho escolher! As provações do caminho nunca vieram sozinhas, fizeste pôr as merecer, e deves sem murmurar, os seus percalços o passar e ainda agradecer, se a doença malvada hoje fere sua estrada, num tempo em outras moradas, alguém ficou a sofrer, assim segue teu destino, agradeças bom menino, por ter a quem te valer, Deus seja sempre contigo, mas não esqueças menino, escolheste o teu sofrer...

(... Zildo de Oliveira Barros) 06/11/15 manhã

Inserida por poetazildo

Minha Alma...

Tropecei em uma pedra azul chamada destino!
Com o tombo que levei, arrastei em meus caminhos.
A água de muitas lagrimas! Que às vezes pensei ser vinho.
Embebedei com o álcool que eu mesmo bebi sozinho...

Ao levantar vi a pedra, pedaço do céu no chão.
Ou talvez por entre as margens do mar que agora é sertão
A pedra que me machucas! Podes chamar coração!
Ou mesmo a infelicidade, que o homem a tem por irmão...

De todas nossas certezas, uma se vê em razão.
O ser que às vezes amamos, ou que por nós tem suas paixões
Às vezes podes ser pedra, azul ou mesma marrom
As cores ficam na alma, os amores nos corações...

Do azul do céu que hoje brilha, às vezes já o vi marrom
Tem dias que amanheço, só com a alma! E sem coração
Outras tardes anoitecem nas loucuras das paixões
Nas madrugadas da vida! Amores sem soluções...

Sentado! A olhar o mar! Espumas esparramadas
Na alma o vazio fundo, que com o mar se compara.
Entre o céu e o inferno! Ás vezes a alma paira
Escolhendo seu caminho! Desce-se, sobe, ou como a minha! Ela para...

(Zildo de Oliveira Barros) 23/05/12

Inserida por poetazildo

⁠Dissonâncias do Destino

O vento sussurra promessas ao mar,
Mas as ondas apagam o que ele quer dar.
Os passos que guiam, sem direção,
Se perdem nas sombras da contradição.

O tempo desenha caminhos no chão,
E apaga as trilhas sem explicação.
Os olhos procuram sinais no infinito,
Mas encontram silêncios, destinos aflitos.

Dissonâncias do destino, ecos a quebrar,
Notas dispersas que insistem em ficar.
Entre o que foi e o que deveria ser,
O caos nos ensina a sobreviver.

A sorte se veste de erro e mudança,
No espelho, refletem promessas distantes.
A vida é um canto de tons dissonantes,
Que grita verdades por entre os instantes.

Cada porta que fecha, um novo segredo,
Cada sonho desfeito, um mundo em medo.
Mas na dor que ecoa em notas partidas,
Nasce a harmonia nas cordas da vida.

Dissonâncias do destino, ecos a quebrar,
Notas dispersas que insistem em ficar.
Entre o que foi e o que deveria ser,
O caos nos ensina a sobreviver.

E se as sombras guiam a luz para além?
E se os desencontros nos fazem alguém?
Talvez o destino, em sua imperfeição,
Só cante verdades que vêm do coração.


Dissonâncias do destino, sombras a dançar,
No fio do tempo, tentamos vibrar.
Se tudo é um canto que vem e se vai,
Que seja um hino que ecoa por mais.

Inserida por MichaelBruthor

'DEMÔNIOS'

Antigamente, os demônios ditavam o destino dos homens. Eram maus ou bons. Tinham poderes sobrenaturais. Hoje, seriam os super-heróis do século XXI. Ou talvez seres pérfidos. Ditavam as regras do jogo. Conheci um amigo que dissera que já tinha indo, segundo ele, próximo ao inferno. Quando era ainda um feto, sua mãe havia apresentado-lhe a uma legião de demônios. Imaginei nesse momento, sua mãe lhe segurando nas mãos como oferenda e logo abaixo, milhares deles. Veio-me à mente uma foto do Nazismo, onde centenas de soldados prestavam honrarias a Adolf Hitler.

Ele me dissera que sempre conversara com os sobrenaturais. Pedia coisas que desejava e sempre conseguira tudo com certa serenidade. Um dia tranquilo como tantos outros, quando ele adormecera no seu local de trabalho em hora de almoço, um Anjo aparecera dizendo que iria levar-lhe para uma viagem ao Inferno. Não propriamente, mas aos Jardins do Inferno. Sem cerimônia, o Anjo tomou-o pelo braço, e os dois seguiram velozmente rumo ao seu destino. O vento era tanto que, afirmando ele, os olhos dificilmente abrira pelo intenso vento na face. Lembrei-me de um filme onde um super-herói, dava seguidas voltas em torno da terra com tamanha velocidade.

Chegando ao local propriamente dito, ele pôde ver tamanha violência. Pessoas lamentavam-se. Pediam a morte e ela estava ausente. Os espíritos eram encarregados de prestar os mais horrendos castigos às almas que ali estavam. Açoites seguido de gritos. Dilacerações e sofrimentos faziam um retrato repugnante. Uma mulher pedia com suplício para passar-lhe para o outro lado, pois não aguentava mais tamanho pesar. Ele vira alguns conhecidos, mas, durante todo esse percurso que fizera, não dera uma palavra. Permanecera atônito. As palavras não saíam. Petrificado estivera durante esses minutos que se passaram. Nos instantes finais ao contemplar, no que nós chamamos, loucura, o Anjo lhe avisara que era hora de voltar. Em poucos segundos, ele acordara sufocado. A experiência que tivera iria guardar para o resto da vida.

Passado alguns minutos, lembrei-me de uma prima que tivera uma vida normal até aos dezessete anos. Após, foi diagnosticada com Esquizofrenia. Ela fala com, o que ela diz ser, pessoas. Alguns dizem que ela tem sexto sentido. Irrita-se com facilidade e não gosta da aproximação de pessoas. Lembrei-me também da complexidade do nosso Centro Nervoso. Das pessoas que sofrem de depressão. Da capacidade de criarmos tanto o desejável quanto o indesejável. Lembrei-me também de uma pergunta que me intriga durante muito tempo: somos criações divina ou a religião com seu céu, inferno, paraíso, diabos, demônios e Deuses são criações do homem?

Inserida por risomarsilva

'VIR DA LAMA'

O velho destino abraçando o pesar. Um filme à céu aberto e o prato bestial do meio dia. Ainda tenho mãe à tiracolo, seu colo aquecendo o frio no ônibus matinal. Milhares de fúteis paisagens. Quatro da manhã o garoto fez-se homem de idade. Não decorou sobrenome, apenas ruas paralelas, banalidades...

A vida parece autêntica miragem, microfilmes. Turvos dias, apenas! O estômago a embrulhar ecos. O riso solto em projeções, sem foco principal, reflexos. Infância corroída nos aluviões, perdido como pedras nos rios mais profundos. Os dias não têm porquês. Longe de raciocínios, tudo vem, meio, sei lá pra quê...

Casa de palha. Entulhos e panos ao redor da vida baldia. Que chatice! Hoje tem escola. Mas a barriga ainda ronca. Vazia de pretérito. Uma, duas horas. Sou mais meus carrinhos de latas. fico a Imaginar outros meninos, fartos à vontade, fazendo trajetória, futuro promissor...

Histórias sem leitores. Quase nada mudou! Apenas retrocesso. Do processo circular estagnado, definhando pessoas. Sou da lama, quem se importa? Tenho sonhos. Faço lúdica minhas memórias. Sou leitor de um mundo melhor. Inventor correndo na chuva, íngreme em chamas. Utopizante em vitórias...

Inserida por risomarsilva

'POBRE CRIANÇA'

O destino abraçara o pesar.
Filme à céu aberto,
estampando o prato bestial do meio dia.
Mãe à tiracolo,
sem colo para aquecer o frio matinal.
No ônibus milhares de fúteis paisagens.
Quatro da manhã e sete anos de pura espontaneidade,
sem tantas respostas,
o garoto fez-se homem de idade.
Não decorou ruas paralelas,
nem fadas.
O menino nascera do nada,
criança prodígio...

A vida era-lhe autêntica,
miragens.
Hoje microfilmes.
Turvos dias apenas!
O estômago embrulhara os ecos.
Risos soltos - projeções -,
sem foco,
reflexos.
Infância corroída nos aluviões,
perdido como pedras nos rios profundos.
Os dias não tinham porquês,
longe as expectativas,
tudo vinha meio sei lá pra quê...

Casa de palha.
Entulhos e panos ao redor de uma vida baldia.
Que chatice!
Hoje tem escola.
Mas a barriga ainda ronca.
Vazia de futuro
uma,
duas horas.
Sou mais meus carrinhos de latas!
Fico a Imaginar outros meninos,
fortes e fartos à vontade.
Fazendo trajetória,
futuro promissor...

Histórias sem leitores.
Quase nada mudou!
Apenas retrocesso,
do processo circular estagnando e definhando pessoas.
Sou da lama,
quem se importa?
Trilha sonora nas mãos,
faço lúdica às minhas memórias.
Atual leitor de um mundo melhor.
Ainda inventor,
correndo nas chuvas.
Íngreme em chamas,
utopizante em vitórias...

Inserida por risomarsilva

⁠Teu destino não está em mapas alheios. Ele começa em ti — nos teus limites, nas tuas escolhas, nos teus silêncios e nas tuas decisões mais íntimas. É dentro que o movimento acontece primeiro. É quando você se escuta de verdade, se olha com acolhimento e se permite ser quem realmente é.
Se apropriar da vida é reconhecer que você tem o direito — e o dever — de ser protagonista da sua história. É entender que não há como florescer enquanto se espera que o outro regue. Você é solo, é semente, é jardim.
Então, se reconcilia contigo. Honra teu tempo, teu processo, tua essência. Teu destino começa em ti. E ninguém mais pode ocupar esse lugar que é tão teu.

"Que rasgue a Vaga
A fúria que invade a alma,
Perante o destino que zarpa,
Vontade na proa.

O Leme leva a bom porto,
A bombordo ou estibordo
Só pela fúria do vento,
Se ultrapassa a tempestade,

Vela do tempo,
Largada em porto seguro,
Avançar para alto mar,
Desafiar o futuro"

Inserida por FilipaGalante

⁠MELHOR COMPANHIA
Em algum momento do destino
Duvidar ter um só caminho
Uma paisagem a florescer
E assim, mesmo sem perceber
Deixar tudo fluir natural
Não creditar retorno anormal
Confiar em tudo que te animas
Mudança em boa companhia
Pois não haverá nada mais puro
Que estar em ti o Porto Seguro.

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠O homem bêbado
Que infame destino e desventura
de um homem inominado
insciente de sua loucura
e de um mal indomado.
Sua vida perdeu a doçura
de um passado abençoado
resta-lhe hoje desprezo e agrura
em seu demônio algemado.
Há uma mente indivisível
olhando para o homem bêbado
em seu antro de tortura...
Pra Deus nada é impossível.

Inserida por PensadorPoetaGG

⁠O Miséravel

Reclamas da miséria em tua jornada,
Confias ao destino a solução desejada.
Tolo sem noção, busca no céu compaixão,
Clamas por socorro, anseio em vão.

Levanta-te e prepara-te, então,
Para toda guerra, qualquer situação.
Problemas não são reais, são efêmeros,
Desafios surreais, supera-os sem medo.

Nunca desistas, voa como pipa livre,
Sem rota definida, mas ao céu se eleva.
Segue teus desejos, sem lamentar ou parar,
Assim, talvez, vencerás o jogo, sem hesitar.

Inserida por samuel_schoemberger

⁠Se me pedisse em casamento
Ja casaríamos amanhã mesmo
Mas se me chamasse pra fugir
Sem destino, sem nenhuma certeza
Só a certeza da gente
Eu iria
Sem pensar duas vezes
E se me pedisse um pouco do ar de recife
Porque talvez o de lá seja mais puro e fresco
Nem questionaria
Iria correndo e voltaria sorrindo
Depois riríamos
E veríamos
O quanto realmente sou maluca por ti
A conexão que temos é algo que me surpreende
Amo estar contigo, falar contigo
Queria poder ser menos apegada a ti
Mas você me tem tão facilmente
Poderia ficar horas apreciando sua beleza
O tempo passaria tão rápido
E então eu pegaria o relógio
Na tentativa de voltar o tempo
Só pra ficar mais um pouco ao teu lado
Penso em você um pouco demais
Penso o quanto é importante pra mim
O quanto é maluco por gostar de mim assim
Penso em como consegue encaixar perfeitamente
As peças do meu coração
Dando sentido á sentimentos indecifráveis
Que precisavam de uma direção
Contigo tudo fica mais fácil
Se todos tivessem alguém como você
Não existiria tristeza no mundo
Nem problemas para resolver
Sou tão feliz por poder te conhecer

Inserida por paollasecundo

RETENTATIVA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

De repente o pente fino
das verdades do destino
me pegou; nem deu aviso...
Os meus olhos vertem soro,
solidão aplica o choro
que desfaz qualquer sorriso...
Tudo está chegando ao sim
do seu não; do nosso fim;
da constatação do nada...
Mas ainda nos proponho
acordar o velho sonho;
retomar a mesma estrada...
Pela força deste humor,
tento estar de bom amor
e retento ser feliz...
Não pretendo virar longe,
pois não quero ficar monge
da mulher que sempre quis...

Inserida por demetriosena

A FÓRMULA DO CRESCIMENTO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Dispensei o destino. Precisava seguir sozinho, porque já me cansava de ser levado ao léu. De caminhar sob um céu distante, sem qualquer ponto cardeal. Sem a mínima ideia do próprio por quê. Esculpi um lombo e dei de presente ao desejo de um dia chegar ao abraço que desejo sentir. Ao sorriso que mais quero arrancar de um rosto. À palavra que sonho ouvir de uma boca em perfeita sintonia com o universo da entranha. É assim que pretendo regar os caminhos de reger a sina e subir uma escada que me leve à laje de onde poderei ver o mundo com bons olhos.
Resolvi ajustar minha idade ao seu tempo real. Cheguei aos termos da urgência de fazer com que a fé inútil, surreal ganhe corpo e textura que a minh´alma possa remexer e recompor de acordo com as carências acumuladas ao longo desta missão que ainda não defino. Tenho esse desejo profundo, incontornável de ser mais do que apenas alguém. De ser alguém menos algo após tanto viver. Quero ir bem mais fundo, para ter a certeza do que ainda suponho: de que uma vida compensa os seus perigos, e o perigo fatal se resume a não assumi-los.

Inserida por demetriosena

PORTAS DO MUNDO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

O destino é feito de portas. Portas de oportunidades em todos os aspectos e setores do mundo e de nossas vidas, quer no campo das realizações profissionais, afetivas, ideológicas ou de outras naturezas. Algumas inimagináveis para os nossos conceitos limitados do que nos rodeia. E todos nós, ao longo da existência, entraremos por muitas dessas portas que se mantém abertas para quem consegue alcançá-las, seja por mérito, ajuda ou conspiração do universo.
O mérito por si só, em cada caso ou porta, só terá realmente valia quando já estivermos lá dentro. É aí que definitivamente saberemos ou não administrar a oportunidade, a depender de como escreveremos nossa história no cenário encontrado pelas expectativas.
Mas nada é mais importante no vai e vem dos tempos, do que sabermos que um dia sairemos de novo por algumas dessas portas, e o essencial será deixá-las abertas, para o caso de precisarmos voltar, não se sabe quando. E o que dirá se as deixamos ou não abertas é o alicerce de nossa postura no que tange as relações pessoais, o equilíbrio afetivo e a ética, sobre todas as demais questões; até as possíveis questões profissionais.

Inserida por demetriosena

SONO PROFUNDO

Demétrio Sena, Magé - RJ.


Emoção que resvala, se rende ou relaxa;
um destino que agora já não vê caminho;
talvez tenha, mas temos que pagar a taxa,
quando a flor perde viço e só nos resta espinho...

Nosso amor continua, mas resseca e racha,
sabe o quanto não pode se manter sozinho;
é a velha engrenagem que perdeu a graxa,
ou a casa que um dia deixou de ser ninho...

Precisamos achar nosso sonho perdido,
para nossa esperança não perder sentido
e o amor despertar do seu sono profundo...

Toda vida renasce, porque tem semente;
pode ser nosso caso; se olharmos pra frente
como quem acredita no sem fim do mundo...

Inserida por demetriosena

⁠Rejeição ou Redirecionamento? A Dança do Destino

Há momentos em que a rejeição não chega com palavras duras ou despedidas formais. Ela vem sorrateira, como um vento que muda de direção sem aviso, levando consigo presenças que antes preenchiam nossos dias. O espaço outrora habitado por olhares cúmplices e risadas compartilhadas se torna um vazio profundo, e nos perguntamos o que fizemos de errado, por que nosso afeto, entregue de coração aberto, não foi suficiente para manter alguém por perto.

Mas há um mistério que transforma a dor em entendimento: nem toda partida é perda, e nem toda rejeição é negativa. Às vezes, é apenas o universo nos conduzindo com mãos invisíveis para longe do que não nos pertencia. Como um rio que sabe o caminho para o mar, a vida nos empurra, ainda que resistamos, para águas mais puras, mais profundas, onde nossa essência pode finalmente se expandir sem contenção.

Sim, é difícil aceitar o afastamento sem respostas. É doloroso sentir o calor de uma presença se tornar brisa fria, perceber que o brilho no olhar se apagou, que a melodia de uma voz que antes nos aquecia agora soa distante. Mas, quando a névoa da dor se dissipa, percebemos que cada ausência abre espaço para algo maior. O que partiu levou consigo o que não nos pertencia e, em seu lugar, a vida começa a desenhar novos encontros, mais alinhados com a verdade do nosso coração.

O amor genuíno nunca é um desperdício. Ele é um presente entregue ao universo, e quem não soube recebê-lo não era capaz de segurá-lo nas mãos. Não porque não fosse bonito, mas porque ainda não havia aprendido a vê-lo em sua grandeza. Então, ao invés de lamentar a perda, permitamos que o destino nos guie. Pois talvez a rejeição não tenha sido um fim, mas apenas um desvio para algo infinitamente melhor.

Inserida por fluxia_ignis

⁠Encontro de almas afins
Numa encantadora noite de verão, andando sem destino, cruzei com seu caminho e juntos seguimos na mesma direção. Alternamos olhares pela janela da escuridão e, durante cinco anos, caminhamos juntos por cada estação.

A seu lado, aprendi incessantemente e, a cada momento, com esforço e afeto, você me guiou, cumprindo a primeira etapa de sua missão.

Tal como me ensinaste, semeei as sementes que germinaram em minha vida e aprendi a espalhar o bem por onde quer que eu vá... Aprendi a decifrar a linguagem do amor, a perceber a verdadeira beleza de uma flor, a sentir a essência de cada aroma e a finesse dos bons costumes das regras de etiqueta... E, como Julieta, aguardo você, meu amor, para prosseguirmos nossa história com o desfecho que já está escrito no infinito.

Inserida por fluxia_ignis

⁠Reencontrei-te, minha metade eterna, No abraço do tempo e do destino, Com corações que batem em rima terna, Unidos pelo amor divino.

Na dança dos astros e das estrelas, O universo conspirou por nós dois, Trazendo à luz as promessas belas, De um amor que em nós se compôs.

O beijo selou o encontro sagrado, Duas almas que se reconhecem, Num matrimônio celestial, abençoado, Onde os corações, em uníssono, se aquecem.

Agora somos um só, um inteiro, Completamos o quebra-cabeça da vida, Com mentes e almas num só roteiro, Vivendo as promessas divinas prometidas.

Inserida por fluxia_ignis

⁠Sob o véu diáfano do destino, não é o carma que nos enlaça com fitas de recompensas ou nos lança em abismos de punição. Somos nós, com o coração pulsante de intenções e ações, que tecemos o próprio tecido da nossa existência. Trabalhando em consonância com o murmúrio da Natureza, moldamos a harmonia que nos envolve, tal como as estrelas bordam o manto noturno do céu. Cada gesto nosso, obedecendo ou transgredindo as leis universais que regem essa dança cósmica, reverbera no infinito, retornando a nós em ecos de alegria ou tristeza, serenidade ou turbulência. Assim, na jornada pela vida, somos os artesãos do nosso próprio destino, sempre em busca de um equilíbrio divino e natural.

Inspirado na filosofia de Helena Blavatski

Inserida por fluxia_ignis