Textos de Desilusão
Devaneos
Estaba allá, mi gran tesoro,
Viviendo en lo alto de una montaña encantada.
Aquella dulce vida que yo tanto amé, y deseé tener a mi lado.
Aquella criatura tan especial para mí,
Robaba para sí, todos mis pensamientos.
Él era como un ángel, un ser casi intocable,
Y eso me causaba grandes tormentos,
Pues de todos mis más secretos sueños,
El mayor y más deseado, era él.
En mi vida, él era la más linda mentira,
Y en mis elocuentes imaginarios, él tenía vida propia.
Gesticulaba para mí todas las mañanas,
Me escribía poesías, y me ofertaba bellas canciones.
Eso me proporcionaba los más irreales devaneos.
Me hacía sentir ganas de despertar de mi sueño todos los días, bien temprano,
E ir corriendo a ver todas sus novedades,
Con la esperanza de que aquel príncipe,
Podría sí, amarme realmente de verdad.
Yo creía que la belleza estaba en la mirada,
De aquel que ve con los ojos del corazón.
Pero comprendí bajo una intensa amargura,
Que la belleza externa, es algo que muchas personas llevan en cuenta.
Entonces me miré en el espejo, y comprendí,
Él nunca me había amado, porque nunca me había visto,
Pues sus decisiones, no pasaban por los ojos del corazón,
Él sólo veía con la visión de las apariencias externas,
Y por esta visión, yo no tenía ningún encanto.
Sin embargo, me voy levantando de mi desilusión,
Debo decirle adiós a este amor imposible.
Pues a un deseo que nunca se realizará, se le debe cortar las alas,
Porque los deseos son seres con alas, que vuelan sin ninguna seguridad,
Que maltrata y atormenta nuestra vida,
Este deseo me tuvo esclava durante años de mina vida.
¡Basta! Afilé la tijera, corté las alas de mi deseo por el tronco.
Existe en él aún un poco de soplo de vida,
Pero él no podrá volar más por ahí, colocando mi vida en riesgo.
Ni ir de encuentro a miradas, y sueños vanos.
"Por tanto pensar, por tanto amor, por tanto conter o choro, Sonhei...
Sonhei em ser seu, sonhei em viver contigo, então Fracassei...
Fracassei em tentar, fracassei no agir, Sofri....
Sofri e ainda sofro, por pensar em você...
Pensei que o sonho que fracassa não poderia sofrer...
Mas o sonho...
O sonho, já não era mais sonho e sim a nossa realidade!"
A LUZ
A luz cega-nos a mente
De tão perdidos que nos encontramos
Perdemos os sonhos sem tentar encontrá-los
Já sabemos que morreremos sozinhos
Mas caminhamos por entre as trevas
Pois até as sombras tem receio de nos acompanhar
Somos almas solitárias à procura da libertação
De tristes palavras contraditórias como o vento
Entre a nossa dor e a nossa própria solidão
O tempo é a ironia da vida que caminha lado a lado
Andamos por entre as sombras com as lágrimas secas
Nos olhos, vemos o que não gostariamos de ver
No entanto cobiçamos caminhos sem luz, sem esperança
Esta é a triste realidade que nos consome cada vez mais
E nos faz novamente andar nas sombras
Pobres mortais que somos, carne podre, protefacta
Sem sonhos, sem verdade, sem amor, egoístas sem piedade.
MORA
Mora em mim um amor
Mora em mim uma intensa paixão
Mora em mim um jardim perfumado
Mora em mim um toque que me enlouquece
Mora em mim um misto de desejo
Mora em mim um delírio doce
Mora em mim um amor revivido
Mora em mim uma louca loucura
Mora em mim intensamente correspondido
Um grande amor dentro do meu peito.
ESCREVO
Escrevo é o que sou
Histórias perdidas
Esquecidas na memória
Gravadas no coração
Inventadas com sabedoria
Do meu saber observar
Ficções que são encantos
Memórias que não aconteceram
Sonhos que morreram e não viveram
Escrever é uma forma
De agradecer, perdoar, esquecer
O que só o destino teve culpa
As palavras são a minha respiração
Elas dã-me vida e eu dou-lhes o meu coração
A minha alma nas memórias guardadas ou não.
NAVEGUEI-TE
Naveguei-te meu amor
Pelas colinas
Das tuas encostas
Sonhei-te perto de mim
Naveguei pelo teu corpo
Desejando mais e mais
Bordamo-nos um no outro
Rasguei-te na imensidão
Da fome sentida com um olhar
Naveguei-te com paixão
E amei-te nas memórias
De tantos orgasmos felizes.
RASGO
Rasgo o sombrio de mim
Na saudade de um espasmo
Degredo esquecido em mim
Solto nos rastros perdidos
Procurei esquecer a dor
Que me atormenta no espaço
Escondido nos sonhos
Que no tormento flagela
Os meus dias, noites sem dormir
Feito de novelos que fia a dor
No crepúsculo do vento
Quimeras de sombras
Que cobrem apenas a tua ausência
Para rasgar a dor que sinto
Quando não estou contigo.
EU VOU
Vou amar sem me perder
Sem me cruxificar
Vou sobreviver
Espairecer até morrer
Para demonstrar
O que vive em mim
Deixar sair sem nada sentir
Deixar fluir sem me repetir
Fugir das prisões
Libertar-me dos grilhões
Vou tentar fugir mas de ti
Nunca sou assim, crescer amar
Vivi com intensidade
Todos os momentos
Aprendi amadurecer
Coloquei no meu coração
Tudo que senti
Deixar andar sem nada esperar
Aceitar o que está
Para vir sem nunca duvidar.
No oasis tudo e vivo
E no deserto é símbolo da esperança
acolhe e salva viajantes, animais,
dos quadrúpedes aos rastejantes
renovando a vida
Eu a tempos no deserto
definhava, já sem esperança
quando lhe encontrei
nas suas águas me banhei
matei minha sede e fiz morada
Não durou pra sempre
E não mais que derrepente
senti o calor ardente
era o sol, bem na minha frente
na boca o gosto da areia
na pele fogo ardente, vermelhidão
já seco esteva meu coração
pois aquilo era só uma ilusão
essa miragem sem dó nem perdão
sumiu na imensidão.
SABES
Amei-te
Sem saber quem eras
Onde estavas
Tocaste-me com a ternura
Num louco desejo
Envolveste-me com as tuas mãos
E no teu corpo descubro
O sorvo dos teus lábios
Quero mais de ti, quero tudo
Amei-te sem saber quem eras
E a quem pertencias
No fim descubro que eras meu
Só meu que me pertencias
Sim a mim.
SÃO LONGAS
São longas as noites
Que passo sem dormir
Insónias noturnas
Nestas trevas profundas
Não sei o que sentir
A dor persiste, insiste
Na escuridão é que reflicto
Sobre o que tenho sido
Sinto-me a morrer devagar
Lentamente, sem querer morrer
Nesta minha punição que me fere
Que sangra,rasga-me no peito
Que me dilacera e tortura
Com intensidade na pele
E se propaga no corpo
Destas malditas insónias dolorosas.
EU SOU
Sou um corpo caído no chão
Num coração seco de alma vazia
Que esconde as mágoas da vida
Sou um corpo deixado no chão
Entre as traições e desilusões
Sombras que a vida deixou no profundo
Desgosto marcado dos sonhos perdidos
Sou um corpo preso com cadeado
Com a alma magoada algemada de insónias
Das carícias perdidas nas noites esquecidas
Sou um corpo torturado pelas insónias
Dum pesadelo sem correntes na alma
Que grita bem alto liberdade
Sou um corpo morto de frio
Deixado numa qualquer calçada
Perto do mar pleno de emoções
Sou um corpo que arde em paixão
De tanto amor que deu em vida
E agora renasce para voltar a amar.
TALVEZ SOU
Sou o meu próprio carrasco
Despojada de palavras lidas
Num livro jamais escrito
De sonhos gigantes
Nos confins da alma
Fazendo dos nãos talvez sins
Limites de alguns instantes
Letras cativas de solidão
Busquei na procura das virgulas
Perdidas dos que se desejam
Nas carnais sensações que despertam
As palavras despidas de desejo
Carrasco de corpos sôfrego de letras
Pontos das páginas escritas
De despidos corpos amando-se
Entre as sedentas repetidas páginas
Nos profanos sentimentos
Que se tentam libertar nas letras
Entre o meu próprio carrasco
Carne, corpo, sentimento
Escrita num livro jamais lido.
Olhou ao redor analiticamente,
Notou a falsidade aderente.
Gente sem emoção!
Dos amores que ali mantinha,
Sorrisos sem alegria,
Sem viço, ou qualquer razão.
Mulher é sensibilidade,
Só vibra intensidade.
Encrenca na indefinição!
Homem nunca predomina,
Sobre uma alma feminina,
Que brinca de sedução
Afinidade é algo mágico,
Que não se desperdiça.
Coisa que o universo faz pra dizer,
Que não existe nada exato.
Exceto à certas conexões.
Feitas pelos traços da sorte,
Que se dão a encontros raros.
Como milagres a cruzar,
O universo tende a separar.
Redirecionando o que é igual.
Que tudo é tão dual,
Que buscamos o duo,
Daquilo que se acha unidade.
Se foi, foi cumprindo o verso
literalmente como um adeus que nem se deu
com esse teu jeito perverso
conseguiu com glória arruinar meu universo
Não digo que te odeio
não, não
porque se eu disser isso à alguém
para mim mesma, eu mentiria
só estou de saco cheio
Se foi, foi largando tudo para trás
deixando comigo dúvidas más resolvidas
por quê que eu achei que você não era capaz?
mas não se acanhe, eu encontrei minha paz
Ainda digo que te amo
mesmo com mãos manchadas de sangue
e hoje finalmente também lhe digo
eu me amo, eu me amo.
Cada um na sua
Somos seres individuais
Nos julgamos intelectuais
Somos seres sociais
Nos julgamos racionais
Parece que a vida gira de uma forma diferente
Daquele pensamento inocente
De que tudo era intenso e para sempre
A vida gira para frente
E apaga o que passou pela gente
Montanha russa de emoções
Roda gigante de desilusões
Somos seres que se olham no espelho
E de tanto refletir bagunça a mente
Somos seres iguais
Que querem parecer únicos e imortais.
Espero, espero, espero...
Só Deus sabe o quanto eu te quero
Às vezes me sinto tão perto de um amor
Outras vezes me sinto invadida pela dor
Uma mistura de incerteza com esperança
A dúvida presa na garganta
Meu cérebro entende, mas não compreende
Todo efeito que tu tens sobre mim, afeta minha mente
Sinto-me perdida e não sei mais o que esperar da vida
Sorrir, agradecer e amar
Todos falhamos algumas vezes,
querendo fazer o certo, o melhor,
não somos perfeitos, nem belos,
nem sempre estamos no peso ideal.
Todos temos mágoas e cicatrizes
no corpo e também na alma,
todos amamos e fomos amados,
às vezes deixamos de amar.
Mas só podemos amar alguém,
se amarmos a nós mesmos,
se antes de perdoarmos os outros,
formos capazes de nos perdoar.
Nós somos seres reais, sem retoques,
sem máscaras, sem maquiagem,
estamos sujeitos às mesmas mágoas,
preconceitos, tristezas e desilusões.
Mas seremos melhores se superarmos
não aos outros, mas a nós mesmos,
se esquecermos as mágoas e os erros,
sendo gratos por um novo dia,
ou uma oportunidade de fazer diferente.
Nós podemos escolher sorrir em vez de chorar,
em servir e ajudar, em vez de reclamar,
agradecer pela oportunidade de viver,
e sermos gratos pela capacidade de amar.
Anzol ilusório
Dias de chuva, dias de sol
Me sinto iludido, um sentimento no anzol?
Que me pega feito o pescador um peixe
Pra minha vida, não encontro desfeche
E nesse clima, nem pra lá e nem pra cá
Converso comigo pra, tentar me encontrar
E fugir dessa isca de pessimismo, que prende mesmo
E me trás o sentimento de tristeza, angústia e um abismo profundo no peito
E se eu for nela de novo, vai continuar do mesmo jeito, só vou ficar mais preso
Difícil de escapar, se escapar não sai ileso
Um sentimento de alegria temporário
Que quer me fisgar independente do horário
E após essa poesia tenha uma reação, pra não ficar preso no anzol da ilusão
E se estiver, já é hora de escapar, e ai
Quer acordar?
