Textos de Desilusão

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Memórias póstumas.⁠

Meu maior erro foi ter... gostado dos teus abraços, do tempo que passávamos juntos, do modo como seus dedos acariciavam meus cachos e me relaxavam. Meu maior erro foi ter aceitado o seu afeto, as suas flores e ter acreditado que suas intenções eram boas.

Na nossa penúltima noite, vi estrelas, ganhei flores e amores...
Na nossa última noite, bebi taças de vinho que me levaram ao óbito; as flores murcharam, e o que eram amores se tornaram dores. Eu precisava ser amada, e você nunca soube me amar. Onde nós erramos, eu não sei, mas a única certeza que tenho é que nada é como antes.

Em minhas memórias póstumas, após a nossa última noite, vi a taça quebrada e meu corpo gélido no chão. Meu coração se recusava a bater, e o eterno me puxava...
Eu acreditava em reencarnação e, por isso, pedia que, se eu fosse viver novamente, nossas ligações de alma fossem quebradas.

Inserida por Poetisa_ilusoria

⁠Queria falar como me sinto. Desvalorizado e sem importância. Minhas preocupações são inválidas, não há nada que mude, não vejo melhora em nada. Tá difícil viver. Me sinto sufocado, não conseguindo respirar. Faço de tudo pra chamar a atenção, mas todos os meus esforços tem sido em vão. Sinto vontade de desistir de tudo, não à nada que me faça querer lutar por algo que está tão distante e não parece se realizar.

Afinal oque é o amor? Afinal existe amor?

O sono nunca chega, o cansaço é tanto que perco as forças e se torna visível a minha dor. Expectativas não realizadas, sonhos frustrados, esperanças perdidas. Antes existiam motivos para ficar, antes existia sonhos de recomeçar. Mas todo dia surgem ansiedades, sensação de que o pior irá acontecer e é questão de tempo para tudo terminar outra vez.

Afinal porque tudo é assim? Afinal porque tem que ser desse jeito?


Afinal qual é o meu erro? Amar em excesso ou querer a redenção?

Porque o apego ao passado se nunca nada voltará a ser como antes? Oque me prende ao presente se o futuro não será colorido? Eu só vejo o mundo cinza, eu só vejo a escuridão. Já fui abandonado um dia e rejeitado então oque seria a solidão se ela já fez parte da minha vida, minha melhor amiga em um quarto com cortina na janela impedindo a luz do sol de entrar e a vista do Guaiba escondida, pois a vida já deixou de valer a pena e como eu disse antes ' é só questão de tempo só resta esperar '.

Afinal a paz um dia chegará? Afinal um dia deixarei de chorar?

...continua em uma outra situação, afinal assim é a vida, algo sem sentido e muito menos explicação...

Inserida por ernanirochajunior

⁠Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão.

Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim e você
Vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão.

Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
Também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei.

Vinicius de Moraes
A arca de Noé. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993.

Nota: Poema Menininha.

...Mais
Inserida por viviane_1

⁠"Na Sombra do Silêncio"

Perdido no labirinto da memória,
Na sombra da tua ausência, sem glória,
Os tempos avançam, eu, um eco só,
O vazio, um abismo, na alma um nó.

O tempo enubla o que fomos um dia,
Histórias que se desvanecem com o vento,
Desperto à noite com os uivos da agonia,
Um trovão retumba, dilacerando o tempo.

Impotência e orgulho, parceiros nesta dança,
Desilusão ecoa, no campo da lembrança,
Lutei só e perdi a esperança,
O Graal já não se alcança.

Sangro em silêncio, cada gota uma memória,
Por um amor sem vitória,
Notas etéreas ao frio, ao relento,
Nossos nomes, um grito de desalento.

Enterrados estão os nossos segredos,
Não acredito que foi tudo em vão,
Acorrentado aos sonhos e medos,
Na minha nostalgia, na escuridão.

O horizonte ermo e noturno,
E eu aqui, desorientado, sem razão,
No eco do silêncio, um coração soturno,
Estou perdido, num tempo já perdido, na solidão.

⁠Fechei os olhos e consegui ver nós dois
Consegui sonhar com um futuro bonito
Onde tinha amor, risada, parceria...

E foi ai que percebi que não ia passar de um sonho
E, eu mesma, precisei me puxar de volta para a realidade
Uma realidade que não era tão bonita assim....

Nessa realidade, eu vivia o sonho sozinha
Nessa realidade, o sonho era só meu
E por ser só meu, eu precisei ir...

Quando eu fui, fui com enorme vontade de ficar
Mas aos poucos percebi que era assim que você me queria
Longe, mas não muito
Foi então que estar sozinha começou a fazer sentido...

Quando optei pela distância, então
Abri mão dos sonhos sonhados e que não seriam vividos
Em troca, vou atrás da realidade mais linda que eu puder ter
A vida sonhada é linda,
Mas a vivida é muito mais.

Inserida por pitypintada

⁠Na pálida claridade de mais uma eleição, vejo desfilar, como num teatro de sombras, os rostos imutáveis dos políticos. Eles, os artífices da mentira, bordam com fios de ilusão as promessas que nunca se hão de cumprir. Nos palanques, seus discursos ecoam como cantos de sereias, enfeitiçando a multidão que, na sua eterna esperança, esquece a repetição do engodo.

As palavras, outrora instrumentos de verdade, são agora ferramentas da falsidade. Os eleitores, pobres marionetes, dançam ao som do desejo de um futuro melhor, enquanto aqueles que governam enchem seus bolsos com os frutos da nossa crença. É um ciclo vicioso de promessas e decepções, onde a esperança é plantada e a desilusão colhida.

A política é a arte da hipocrisia, onde a máscara esconde o rosto verdadeiro dos interesses pessoais. A riqueza, esse ouro vil, só aflora nas mãos dos que enganam, deixando aos outros apenas a poeira dos seus sonhos desfeitos. A riqueza, essa dama caprichosa, beija apenas os lábios dos que mentem com destreza, enquanto a honestidade definha na indigência.

E nós, pobres espectadores da nossa própria ruína, continuamos a buscar uma luz no meio da escuridão. A verdade, talvez, resida não nas promessas vazias, mas na força silenciosa que brota da nossa vontade de resistir. Pois, mesmo na penumbra, há sempre uma chama que insiste em brilhar, uma alma que se recusa a ser pequena, encontrando no próprio coração a chama da mudança.

Apesar de tudo, só nos resta ir votar, eleger quem se vai governar, pois a democracia, com todas as suas imperfeições, é ainda a nossa última esperança. É nela que, ainda que iludidos, depositamos a fé de que um dia o ciclo se rompa e a verdade prevaleça. Porque, afinal, a escolha é a nossa única centelha de poder, por mais ilusória que seja.

⁠Que saudades de mim mesmo.
O sorriso que antes me pertencia
agora é apenas uma visita breve,
e eu, já cansado, nem me dou ao trabalho
de arrumar a casa.

Perdoe a bagunça;
é que já não sei
se vale a pena continuar.

Quando criança, eu sonhava em crescer,
imaginava que o futuro guardava algo maior.
Mas, puxa...
se eu pudesse voltar no tempo,
talvez encontrasse ali, escondido,
um fio de alegria,
uma última chance de acreditar
que a vida não precisava ser assim.

Perdi-me no labirinto de quem sou,
um estranho em minha própria pele,
vagando por memórias desgastadas,
buscando vestígios de um eu
que, talvez, nunca tenha existido.

E se um dia a alegria resolver voltar,
que ela não se importe com o que está fora do lugar.
Porque, mesmo na bagunça,
talvez reste algo
um eco, um fragmento,
do que fui, do que amei,
do que ainda posso ser.

Inserida por Gabriel-Emanuel

⁠Sentada na areia.
As ondas vão....
As ondas veem..
Ondas .. levem minhas lembranças para onde elas não possam mais me sufocar.
A brisa suave toca de leve meu rosto.
O sol ardente faz a realidade cortar a minha alma.
As ondas veem...
As ondas vão...
O tempo passa.. e o vazio continua a me atormentar sem perdão.

Inserida por Thalica36

⁠Declaração

Sento-me na calçada e acendo um cigarro
Atrás de mim, a festa
Ao meu lado, a bebida
Ante a mim, a sarjeta
Me vê de costas e se aproxima
Senta-se ao meu lado e me pergunta como estou
“triste”, respondo
E me pergunta o que me aconteceu
“ora!” exclamo
“não sabes? Foi tu”
“tu me aconteceste, inconveniente”
Me pergunta que mal me fez
“mal? Não, não, isso seria o de menos”
“quando já estava desistindo das pessoas, tu me apareceste”
“descendendo dos céus como a chuva que molha uma lavoura”
“com esses cabelos negros enrolados, esse carisma”
“seu sorriso de mármore branco”
“e esses olhos, ah os seus olhos...”
“olhos acesos de curiosidade e inteligência, pretos negros feito breu”
“um olhar marcante e tão único que até em fotografia não é possível capturar”
“oh, quantas vezes joguei fora desenhos de ti”
“por não sentir verdade nos teus olhos de papel”
“é evidente que te quero por mais do que um momento”
“mas você insiste em ser perfeita demais e interessada de menos”
Olha-me nos olhos e não me responde
Levanta-se sem expressão
Calada sai
Estraguei nossa amizade

Inserida por PedroDino

⁠Eu finjo que entendi.
Que passou, que superei, que nem doeu tanto assim.
Mas no fundo, eu sei…
Meu corpo trava, minha voz falha, e eu paro.

Não é falta de força,
é medo de lembrar o quanto me importei.
De ter sido escolha,
e de repente, ser só mais um entre tantos.

A verdade?
É que fingir que não dói é mais fácil
do que admitir que ainda dói pra caralho.

E o que me trava não é o vazio —
é tudo o que ainda tá cheio aqui dentro,
e que eu finjo não ver pra continuar andando.

Inserida por mateusinacioo

⁠Ser

Não sou
Queria ser
Queria ser mas não sou
Não sou, eu sei
Mas não sei se sou
Você quem sabe
Talvez eu seja
Não sou
Tento ser, mas não posso
Quero ser, continuo não sendo
Mas não sou
Seria bom se fosse
Seria bom ser
Seria bom se fosse
Mas não sou
Quero ser, continuo não sendo
Tento ser, mas não posso
Não sou
Talvez eu seja
Você quem sabe
Mas não sei se sou
Não sou, eu sei
Queria ser mas não sou
Queria ser
Não sou

Inserida por PedroDino

Você perdeu alguém na sua vida e reconhece que se VOCÊ tivesse tomado outra ação e não tivesse deixado sua intempestividade te dominar o fim seria diferente, que vc não teria perdido a pessoa!
Porque agora age da mesma forma e continua errando por orgulho e imaturidade? Vai continuar perdendo as pessoas por desprezar as falas que dizem fazer doer suas atitudes! Pq fazes sofres a quem ama!? Que amor é esse que machuca ao invés de ceder a briga e ignora o sofrimento alheio! A vida nos ensina muito, cabe a nós querer aprender! Se não muda e pq nunca existiu amor!

Inserida por erika_okada

⁠Chega. Estou Farta.

Estou farta.
Farta de sofrer por causa da minha própria família.
Farta de me sentir sozinha no meio de quem devia ser abrigo.
Em vez de apoio, recebo julgamentos e silêncio.
Em vez de amor, recebo desconfiança.
Sinto que dou tudo, sempre, mas não recebo nada de volta.

Fui sempre aquela que deu, que se sacrificou, que engoliu mágoas só para manter a paz. Aquela que tentou compreender as falhas dos outros, que perdoou sem ouvir um pedido de desculpas, que ficou quando o mais fácil era ir embora. Mas agora… chega.

A dor que carrego em silêncio já não cabe dentro de mim.
Já tentei compreender, aguentar, calar… mas chega.
A família devia ser amor, mas no meu caso tem sido dor.

Só queria paz.
Só queria, por uma vez, ser cuidada sem ter de fingir que está tudo bem.
Só queria que me vissem. Que me ouvissem. Que acreditassem em mim.
Mas não vou esperar mais.

Agora quero viver por mim e pelos meus filhos.
Quero quebrar o ciclo, quero libertar-me desta prisão invisível feita de expectativas e desilusões.
Quero escolher-me, sem culpa, porque mereço ser feliz.

Este é o meu momento de mudança.
De deixar para trás o que me prende.
De finalmente aceitar que, no final, a única pessoa que me pode salvar sou eu mesma.
Não é fácil… mas estou pronta.

Porque ao me escolher, estou também a escolher o futuro dos meus filhos.
E esse futuro começa agora.

Inserida por lucia_martins_2

⁠Mais uma paixão não correspondida:
Você achou mesmo que, um dia, ele olharia pra você?
E, mais uma vez, você sonhou, o solitário, o sofrido.
Sonhou com um amor impossível.
Mais uma vez, se enganou.
Viu chances onde não existiam,
interpretou detalhes que não falavam com você.
Tua carência, tua alma pobre de afeto,
te faz criar ilusões ilusórias, sonhos que entram lisos e saem rasgados.
Sim, alma solitária, você se enganou de novo.
Se deixou enganar por si mesmo.
A carência acumulada há anos te faz buscar amor em qualquer olhar gentil,
em qualquer palavra dita com leveza,
em qualquer sorriso que dure mais que o necessário.
Você confunde humanidade com paixão,
gentileza com desejo,
atenção com afeto.
Oh, alma solitária… você não cansa?
Não cansa de causar sofrimento a si mesmo?
Mas eu entendo.
Você acredita, de verdade, que ainda há uma chance,
que sua hora vai chegar.
Você achou que a gentileza dele era sinal.
Achou que, dessa vez, seria diferente.
Mas, não era.
Era só mais uma fantasia.
Mais uma paixão efêmera,
um romance criado na sua cabeça, e só nela.
E agora, alma solitária, você volta pro seu quarto,
pra sua cabeça barulhenta e vazia.
Sangra calado por mais uma decepção.
E, mesmo assim, continua esperando.

Inserida por JRodrigoTS

A florada de outono.

Ah! Aquela flor, dentre todas foi a mais especial, com um aroma sem igual.

Quando não vejo ela dentre todas as outras, sinto um diferencial, diferencial que eu chamaria de algo sem igual, como uma coisa que me deixa passando mal, que, ao mesmo tempo faz-me sentir um líquido lacrimal.

Lembro-me de seu rosto perto do meu, de seus braços me aquecendo como uma mãe acaricia sua vida. Quando ela se foi, senti-me num breu e ao momento que fui percebendo dei-me conta que nada passou de uma lembrança atrevida.

Se fosse para eu descrever ela, diria que seria uma margarida, como daquelas que não vemos em qualquer lugar, afinal, ela carrega aquele aroma sem igual, lembrando-me sempre que quando não a vejo, dói me a ferida.

Neste momento, estou a lembrar-me deste grande amor, que por não tê-la dito o que eu sentia, deixei a ir. Quando me lembro do que deixei acontecer, só consigo sentir dor, porque afinal de contas, não é todo dia que perdemos uma flor que estava por florescer, essa flor só pode receber um nome, Amor.

Inserida por carlosguilhermegds

⁠É possível?

Eu preciso de ajuda,
Eu não vou aguentar
Estou em desespero,
Você pode me ajudar?

Quer saber o motivo?
Entrei numa enrascada,
Meu coração está cativo,
Com a tristeza entrelaçada.

Como isso foi possível?
Tentarei explicar,
Me deixei enganar,
Me sinto atingido por um míssil

Inserida por c14r4

Já passou
Tudo aquilo se foi a tempos
Foi muito difícil te esquecer
Cheguei a pensar que jamais conseguiria
Trilhei caminhos tortuosos que me levaram a lugar algum
Disse coisas que jamais deveria ter dito
Fiz coisas que jamais deveria ter feito
No que pensava? O que queria?
Via beleza onde não havia
Via encantamento em armadilhas
Via doçura no amargo
Via luz na escuridão
Via sentimentos no vazio
Via sentido na loucura e no caos
E tudo aquilo por nada
Por uma causa indigna
Mas já passou
Carrego profundas marcas
Que não doem mais. Cicatrizaram
Restam-me o orgulho ferido e a
sensação de que levei tempo demais em tudo aquilo
Se foi difícil te esquecer o perdão a mim mesmo é ainda mais
É o que tento agora
A razão destas palavras⁠

Inserida por P3S

⁠Ah, belas colegas de trabalho! Nunca tive problemas com isso até tudo mudar com olhares provocadores vindos de uma delas. No início nada demais mas aquilo de alguma forma me afetou e com o tempo a coisa foi aumentando até se tornar uma enorme armadilha. Naquela altura nada mais importava. Só pensava nela!
Tomado por sonhos, ilusões e irracionalidade arrisquei tudo e me abri. “Desculpe mas sou muito feliz no meu casamento!”, disparou de volta com impressionante frieza.
Mal comecei a recolher os cacos veio outro choque ainda pior: percebê-la se atirando nos braços de um funcionário bonitão recém-chegado. E como nada é tão ruim que não possa piorar, por alguma obscura razão ela parecia fazer questão de expor a relação extraconjugal pelos corredores da empresa de forma sutil e dissimulada. Com isso era obrigado a assistir passivamente aquele circo dos horrores como o último dos homens.
No entanto, paralelamente me acontecia o imponderável. Uma das vagas de estágio da empresa foi ocupada por uma jovem de cair o queixo. Alvoroço entre a moçada! E para surpresa minha não demorei a notar olhares desta vez vindos dela. Da nova estagiária! “Ah, não! Não vou cair nessa novamente!”. Decretei a mim mesmo.
No dia a dia procurava manter uma relação cordial de trabalho com ela. E os olhares persistiam. Não tínhamos muito contato. No início parecia gostar e se divertir com nossas poucas conversas. Com o tempo os olhares se intensificaram. Passaram a trazer aflição e dor. Mas nunca passou disso. Mesmo tentado nada fiz. Não depois da dura lição que aprendi. Ela, por sua vez, se manteve resignada.
Assim, o tempo passou, o período de estágio terminou e ela se foi enquanto eu recolhia os últimos cacos da situação anterior de onde, curiosamente, os olhares provocadores jamais cessaram.
Eis que tempos depois me deparo com o perfil da antiga estagiária numa Rede Social. Linda como nunca publicava fotos de tirar o fôlego. E lá topei com antigas postagens que me deixaram perplexo! Narravam coração partido, sofrimento, luta e superação do mais difícil momento de sua vida em suas próprias palavras. Postagens feitas logo após o término do estágio onde deixavam claro o orgulho na superação de uma situação tão difícil.
No entanto, o tempo passa e tudo fica para trás.
Hoje, da primeira trago na alma uma cicatriz disforme. Daquelas onde a pele se torna insensível além de um certo amargor na boca.
Da segunda guardo com toda a ternura a lembrança.
Além disso, carrego ainda sentimentos difusos difíceis de processar.
É duro admitir que não sou a fortaleza que pensava ser.
Me envergonho por fraquejar e entregar meu coração a quem nunca o quis e me entristece não poder entregar a quem tanto o desejava.
Mas o que mais me dói foi perceber que meu casamento não é tão sólido quanto imaginava. Que minha mulher, até então o grande amor de minha vida talvez não tenha mais a porção de meu coração que lhe cabe.
No entanto, penso que nossas vidas e sentimentos se entrelaçaram para aprendizado mútuo. Por isso sinto que devo me curvar e aprender com ambas as situações.
A primeira me ensinou pela dor, a segunda pelo amor. Uma me escancarou fragilidades, me ensinou a não cultivar ilusões e a não desviar de meus propósitos. Outra me mostrou o caminho da superação, força, caráter e hombridade
Duas mulheres tão diferentes!
Aaaah! Já ia achando que eu ia viver uma linda história de amor com a belíssima estagiária? Digamos que se eu fosse uns 15 anos mais novo e descompromissado certamente a convidava para sair

Inserida por P3S

⁠
“Creio que, para mim, é mais fácil escrever um romance, do que de fato viver um. Pois a personagem do romance, só sentirá a dor de perdê-lo quando você a escrever. Ela só sentirá a alegria de vivê-lo, quando você a escrever para ela. Acredito que é por isso, que prefiro escrever sobre viver um romance, do que fato, tentar me arriscar lançando os dados à sorte, esperar pelo acaso, ou sair à procura do desconhecido.”

⁠Eu desisto do amor!
Não posso mais me permitir acreditar em amor
Não posso mais acreditar em alguém
Não posso entregar mais meu coração
Isso não é um livro de romance, não existe um para sempre
Isso não é um filme de romance, não existe post Twist na vida real

Meus olhos não vão mais brilhar ao te olhar
Meu coração não vai bater mais forte ao pensar em você
Não vou pensar em você
Não posso pensar em você!

Isso está doendo muito mais do que pensei que doeria...

Eu só queria ser amada e amar
Por que tudo isso está acontecendo comigo?

Todas as vezes que eu amo, fico indefesa.
E já me machucaram o suficiente para mil séculos...
Eu não consigo mais...
Não consigo vê beleza no sentimento que chamam de paixão.
Não consigo sentir leveza no sentimento de amor.
Stefany Carvalho ( escritora de Superlativo)

Inserida por Aaaaaah