Textos de Desilusão
A minha alma é um silencio
de cinzas, de mágoas deitadas ao vento
não sinto, não vejo, nem escuto.
O meu coração que bate baixinho
já não sou mais quem eu era..e talvez nunca venha a ser..
cansada da longa caminhada, mesmo com fé
Mergulhei na noite escura, sozinha, escondida
de mim mesmo à beira de um precipício
de onde a mão de um anjo socorreu-me
Andei perdida, esquecida de mim mesma
sem pressa de encontrar o caminho
ouvi uma voz e continuei sempre em frente.!
BANHEIRO FÉTIDO
O coração está tão machucado,
Saio correndo sem olhar para trás,
Paro nas esquinas com as putas,
Bebo cerveja quente e dou risadas,
Urino no muro escuro com michês,
Ratos saem dos esgotos escuros,
Como esmago as baratas sob meus pés.
Ando pela cidade sob a chuva de verão,
Sofro calado querendo apenas chorar,
Travestis malucas mexendo com todos,
Drogados balançando o braço ao leu,
Adolescentes bêbados caindo à toa,
Eu apenas ando sob a chuva molhado.
Apesar do verão sinto o frio aqui,
Estou sofrendo e o mundo é fétido,
Dou gargalhada no meu intimo,
Pois me sinto podre,
Mas o mundo é pior.
O mundo é banheiro fétido,
Paro na frente da igreja molhado,
E para me vingar da vida num ato de loucura,
Agradeço a Deus e faço uma oração
Dou um sorriso,
Afago um vira-lata
Volto para casa,
Hoje já é o amanhã.
Vou novamente tentar sorrir.
André Zanarella 01-02-2013
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4654333
Apenas meu soneto ©
...lembro a primeira vez que te vi, e meus olhos não me obedeciam mais...
Lembro que o mundo parava e meu pensamento não obedecia mais...
Eu soava frio, tremia, o coração disparava e meu corpo não obedecia mais...
Aí sem pensar nem perguntar se você queria, arranquei meu coração e entreguei nas suas mãos, e você sem saber o que fazer com ele, colocou num canto frio e solitário e meu coração pouco a pouco já não batia mais.
Um dia você percebeu que seu coração já não era o mesmo, já não trabalhava como antes e lembrou do coração que te dei. Você pegou ele com todo cuidado e colocou no seu peito, ao lado do seu coração, mas ele já tinha se habituado a solidão, a viver fora do peito e ficou perdido sem saber como agir.
Aos poucos ele foi reaprendendo a bater, e o seu coração se recuperou, e embora aquele coração nunca mais ter sido o mesmo, ele jamais se negou a apoiar seu coração até que ele estivesse sadio novamente, mesmo percebendo que cada dia ele morria um pouco mais.
Hoje seu coração se recuperou, se tornou forte e o meu coração resolveu dar espaço pra o seu coração se espalhar, e mais uma vez ele voltou para o canto vazio e solitário e hoje espera a sorte de você lembrar de tudo o que ele fez e o ajude a voltar a bater.
Perfume de uma amor.
Erros nem sempre são para sempre
Lamentações as vezes nos fazem recordar
Esquecer também faz parte de viver...
Lembranças as vezes me trazem você
Mesmo doendo prefiro, a lhe esquecer
Odeio pensar que tudo pode ter um fim...
Costumo deixar o tempo passar
Longe de você sobram me as rosa
Um agridoce perfume perdido no ar...
Se soubesse que sonhos são eternos
Jamais acordaria ou dormiria para sempre
Unidos pela surpresa de nossas alegrias...
Daria minha vida por mais um segundo
Se este instante fosse ao teu lado
E quem sabe assim sentir o teu perfume...
Não desejo nada alem de uma felicidade
desde que a felicidade seja você
Mesmo que o amor contrarie a razão...
Aprendi com o tempo a implorar, uma chance
Surpresas também podem nos encantar
Perdidos ou em busca de um lugar seguro.
O vento soprou teu perfume pra mim.
Fez comigo o contrario do amar
Transformou lembranças em dor...
Esquecer tornou-se difícil pra mim...
Voltando pra casa
Estou indo de volta pra casa
Onde um dia tudo começou
Por muito tempo eu fugi
Estive em lugares desconhecidos
Me perdi antes de me encontrar
Por dias vi a noite passar
Esperando a dor partir
Estou indo de volta para casa
Onde o teu amor é suficiente
De tanto fugir quase desisti
quero voltar e acho que vai me entender.
Mesmo que não queira perdoar.
Estou indo de volta pra casa
Onde é o meu lugar
A distancia parece cada vez mais longa
quanto mais tempo fico longe de você
Me restaram apenas duvidas
Dadivas de uma vida perdida...
Estou indo de volta pra casa
Onde posso finalmente ser quem sou.
PRINCIPIO DO FIM
O desgaste da intimidade é fogo,
É um monstro mascando bangue,
Louco para acabar com o desejo.
Entorpecer um e contaminar o outro,
E quando isso ocorre o que fazer?
Levar a intimidade num banguê
Para um ritual de enterro real?
Prefiro lutar e ser chamado de louco,
Colocado numa camisa de força,
Mudar-me de dentro para fora,
Já que para fora para dentro...
Só com uma plástica radical.
Tento fazer tudo contra esse monstro,
Que chega mascando bangue,
Que afasta meu amor de mim,
Que leva meu relacionamento a um fim.
Sou mortal e não um monstro
E perante o prazer do bangue
Acho que estou a te perder...
André Zanarella 04-04-2013
Bangue =espécie de cânhamo de que se faz o haxixe.
Banguê =Padiola para condução de cadáveres.•.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4999541
Diz-me quem sou...
Dizem que sou primaveril! Mas me deparo com a dor de um forte sentimento, deixando-me em pedaços por dentro... (culpa de quem me elogia tão docemente!) Encontram-se fragmentos meus em todos os cômodos...
Os dias decorrem como um vendaval, violentando o meu coração! Quantas desilusões me entregam e ficam imóveis diante o que me destrói...
Assustadas, tentam me assegurar que tudo vai ficar bem...
Enfim, tudo se renova em algum tempo!
O cupido nada mais é do que um anjo de coração partido, um espírito que um dia apreciou a felicidade que lhe foi tirada, que conheceu a dor de um amor perdido e aprendeu como é o sofrimento de ter seus sonhos desiludidos.
Hoje ele vaga entre nós atirando flechas e apaixonando casais de mundos completamente diferentes, no intuito de que algum dia eles sintam sua dor.
Todos estavam presentes e havia apenas uma gota em uma das garrafas de vinho, quando com a tarde do dia ausente seguia. Insossas, as pessoas amadas somente por um carinho.
Levando a pensar em uma certa desilusão de lugares e amores, não relacionados
pela fragrância, o apego ao não, a sabores e temores, não justificados.
O que não significa motivo para tamanha transpiração em família nem tamanho golpe de estado.
O fato, diga ao seu próprio medo na covardia... Só será o último gole, quando eu der o último estalo.
Está lá...escrito com letras trôpegas em meio a tantos outros casais que ali deixaram registrado o desejo que outrora os fizeram gemer de dor ou prazer...ou quem sabe ambas as sensações.
Mas está lá, apenas lá... assim como a maioria deles, isso é inevitável e assustador, mas pensando bem assustador é o sentimento que tive ao me dar conta disso!
Talvez você nem se dê conta de que eu estou escrevendo como uma tentativa desesperada de chamar sua atenção, porque você é ocupado demais. Viver em busca de coisas novas, requer muito tempo e atenção, é uma pena que amanha você sairá muito apressado e vai acabar esquecendo na gaveta essas mesmas coisas.
-É, mas pelo menos um dia eu fui o motivo das suas ocupações... fala meu ego tentando me fortalecer.
A pior parte é ter que imitar o superman por que sou uma mulher e mulheres não ficam muito bem nesse papel, mas preciso sustentar o papel que eu mesmo lhe apresentei e que naquela ocasião parecia-me oportuno, mas que agora não tem a menor graça.
Se o vento...
Carregado de mágoa
pesado eu levei,
que seja o mesmo
que agora te leve,
apenas duas frases:
"Ninguém te amou,
como eu te amei".
Daquele tempo
pra quem não viu,
que o vento leve o mal
de quem por último riu.
Hoje a verdade dá sinal
do que se partiu,
pelo pecado original
da atitude tão vil.
Seguiremos avante
Cada um por seu percurso
Braços fortes e relutantes
Pernas vigorosas
Cabeças erguidas
Mãos sempre a germinar o doce caule torto
Das nossas existências
Cumpriremos nossa sorte
Sob membros fortes
Sem choros ou melúrias
Visto que tudo foi esplêndido
Cruzaremos outros caminhos
Outros destinos
Dentro de mim tudo vai cortando
Rasgando
Dilacerando
Um punhal de dor trinchando por dentro
Ferindo
Abrindo
Raiva
Ódio
Dor
Lamento
Confundindo tudo
Sentimentos puros
Perturbando o tino
Entre mim e meu mais fiel amigo.
Eu vou estar te esperando ,parece tão bonito na voz do Luan que a gente se pergunta por que não?
"Parecia um romance verdade
Você me disse para esperar
Juramos a eternidade.
O tempo passou devagar demais
Apesar de lutar contra tempestades nunca procurei um cais
Nossas promessas sendo meu porto
Eu vivi sozinha de um jeito torto
Nosso amor .
Mudou algo foi a pergunta inocente
O coração preso ao passado
Sem nunca viver o presente
Tudo mudou foi a sincera resposta
Que te desespera quando vem daquele que você gosta.
Você se sente triste e perdida
Não esperava esta colisão
Correndo o risco de lembrar outro estilo musical ainda preciso falar
Você partiu meu coração
E eu deixei
Pamela Pacheco
Eu sei que não estava perto de te ter por perto morena
Cantei poemas de sucesso na noite de mistério serena.
Botei palavras em um verso folha de dois versos ,dilemas.
Mas eu cheguei tão perto de te ter por perto morena
Você se foi com seu decreto noite de deserto, inserta.
Caiam lágrimas do teto, chovendo nos meus verso sinceros
Você levou a alegria a vida que eu queria contigo
Dois filhos e também dois netos, talvez até bisnetos… seriam
Será que um dia o vento volta e trás de volta, céu lindo
estrelas vão estar lá fora sorrindo pela porta, anjinho
Eu sei que não estava perto de te ter por perto morena
Cantei poemas de sucesso na noite de mistério, serena.
Botei palavras em um verso folha de dois versos, dilemas.
Eu sei que eu estava perto de te ter por perto, menina.
Ultima dose
(2003)
Qual peças dispostas em pontos marcados,
Sem chance, sem saltos, sem pontes, sem par,
Fugindo apressados dos falsos afagos,
Dos risos infames de amores lesados,
Dos males e enganos que tanto me assombram
se juntam em combos pra ser companhia,
Qual restos de pragas, antigas, salgadas
Mantidas a base de banho-maria
Estou só´no meu quarto,
A janela é uma lente aberta pro espaço...
Sem sentido de tudo ... um saco, estou farto...
Sou presa no laço, levado em escolta,
Com os olhos da morte grudados em mim,
Perdido num mar de intenso receio,
não sei ou não creio, se os quero por perto...
Aguardando, impassível, o montar da revolta
Que vem toda noite ao findar cada dia,
Peço à noite: protele, se arisque
Só permita que o dia amanheça,
Quando eu já não mais tiver mais cabeça
Ou depois que eu me for, adernado,
E não vir derramar, a meu lado,
Minha última dose de uísque ...”
►Versos em Chamas
Comemore, saltitante sobre meu corpo
Não me resta mais nada
Os versos que fiz quando estava afoito,
Agora estão chorando, me cortando como uma adaga
Acabe logo com isso, me mate, dê um jeito
Estou morrendo enquanto me arrependo
Arrependo do dia que escrevi para você
Arrependo de ter me deixado viciar em seu beijo
Choro agora, implorando para que Deus me ajude
Faça-me esquecer, te esquecer, me cure
Não sei mais qual a diferença entre medo e desespero
Apenas me mate de uma vez, não me torture.
Aquela tal Dama nunca existira
A criei, apenas para romantizar em sinfonia
Mas, agora penso em queimar página por página
E soprá-las, em cinzas, para longe, cada palavra
Cada verso que dediquei e talhei por todos esses anos,
Foram para uma musa imaginária, quanta fantasia
Uma verdadeira ninfa, linda, mas, em volta de enganos
Chorar é a única passagem visível no momento, pobre caderno
Pobrezinha da caneta, fora usada tantos dias
Enfim descansará eternamente, pois de ti me despeço.
Talvez esta ilusão consiga me derrubar
Mas, não se preocupe, caderno meu
Pois, deixo dentro de ti, meus sentimentos ilusórios
Para que talvez, verdadeiros amantes te devorem, caderno meu.
Quem sabe um dia eu o leia novamente
Ou talvez, você se torne uma lembrança,
Para que eu não me esqueça dos erros
Posso não ter amado aquele amor de aliança,
Mas, eu imaginei romances, por isso não me culpe
Caderno meu, as lágrimas impedem que eu lute
E, já estou cansado, cansado de romantizar o inexistente
Cansado de poetizar sem uma luz no túnel a me guiar
Caderno meu, lembre-se de como eu era, sorridente
Não grave meu rosto molhado, não me veja chorar.
Dama, quem um dia criei como utopia
Como a amada, como a prometida
Mas que, ao ser dada ao tempo, tornara-se Dalila
Poesias, rimas, tudo para ela, todos os meus dias
Mentiras, farsas, tragédias em sincronia
Cada texto meu fora um engano, mais quantos terei este ano?
Estou aqui, cinco da manhã, sustentado pelo energético
Sem dormir, querendo conversar contigo, caderno meu
Empurre-me de um prédio, talvez assim eu enxergue uma nova miragem
Necessito de algum remédio, chega de donzelas nulas de sinceridade
Se eu queimasse essas folhas, o fogo viveria poucas horas
Quatro anos reduzidos a horas, que tristeza
Devo ter deixado a felicidade ancorada em um porto longínquo
Talvez eu me perdi, levado pela correnteza,
E acabei parando em um hospício, para aqueles que acreditam
Amor, cumplicidade, confiança, um vínculo eterno
Mas, tudo que eu encontrei foi o gélido término.
QUANDO A TRISTEZA FALA
E quando não nos sentimos bem, precisamos desabafar.
Se em músicas não nos acalentamos, então usamos palavras para explicar.
Tem dias que tudo é bom, outros que só precisamos passar.
As vezes temos tantas certezas, e sabemos onde tudo vai dar.
Outras vezes não sabemos o que fazemos, nem sabemos se queremos continuar.
Nesses dias nublados, tento recriar pensamentos bons,
Que me levarão para longe dessa amargura, fazendo mutar todos os sons.
Mas dias assim, me fazem me querer mal.
Todos os vícios ruins ficam num anseio anormal.
É só um dia, algumas horas, o sono resolverá.
E então chega a noite, mas nada do sono chegar.
Infeliz não sou, isso seria muito desmerecedor.
Mas esses dias difíceis, por que temos que sentir a dor?
Quando tentamos andar para a frente, mas andamos para trás
Quando tentamos nos sentir vivos, mas nenhum sentimento nos satisfaz.
As vezes sinto que caminho, mas não chego a lugar algum
Bate a vontade de desistir, até de virar bebum.
Lagrimas caem, e isso é deprimente.
Tento sempre ser mais forte, mas falho constantemente.
A saudade faz parte do Amor,
Assim como eu faço parte de você em mim,
A distância é inevitável agora, eu bem sei,
Ôoo se sei,
Então, que seja,
Em tua ausência a companhia da saudade,
Misturada com a imagem de uma história,
Utópica,
Platônica,
Que com muito Amor,
Se desenvolve à Neruda,
Um enlaço,
Um abraço,
Teia.
GRITO DOS AFOGADOS
Já foram despidos os dias...
As Horas...
Minutos...
Segundos...
Já se foram os sonhos...
Quimeras...
Desejos...
Paixões...
Já se despediram...
Do amor...
Do beijo...
Do hímen...
A abiose humana vestiu-se...
De desilusões...
Afagas fracassadas...
Pensamentos em torturas...
O eu lírico se afogou...
No cururu...
No tapajós...
Nas próprias lágrimas...
Willas Gavronsk (...)
Hei de por ti
Eu quero tudo .
Nao me contento com nada.
Nada que não seja junto a ti
Amante, amiga, eterna namorada.
Quero este domingo azul
E com voce ver o céu da madrugada.
Caminhar sobre a praia completamente nús
Contemplando a aurora da vida e mais nada.
E estar sobre ti num eterno deleite
Não vejo forma mais bonita de morte
De em teu belo corpo poder me perder
E novamente encontrar-te no meu tão belo norte.
Ceifar-te-ei aos poucos, (dias todos)
Para que de mim nao se vá as pressas,
Pois se de amor hei de morrer num instante
Nao ha mais nada que eu queira e resta
Quero beijos, quero abraços, teus risos
Quero sonhos, tua loucura, infinitas horas.
E derepente num domar de um sono eterno, dormir
Quero um sonho de amor que me leve.
Willas Gavronsk 16.10.19
