Textos de declaração de amor
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
Dizer não também é um ato de amor.
Não por eles,
mas por quem depende de ti
e por quem tu quase esqueceu de proteger:
tu mesma.
Silêncio, às vezes, não é ausência.
É fronteira.
É o corpo dizendo “chega”
antes que a alma precise gritar.
E quem só te vê como recurso
não entende quando tu vira limite.
Desapego não é ausência de amor.
É a decisão de não se diminuir para mantê-lo.
Amadurecer emocionalmente é aceitar três coisas duras:
Nem todo sentimento vira reciprocidade.
Nem toda conexão vira permanência.
Nem todo valor é reconhecido por quem o recebe.
O erro comum é tentar “ensinar” o outro a perceber.
Mas percepção não se força. Ou a pessoa alcança, ou não.
Justa Causa da Vida
Tem gente que perde dinheiro e aprende.
Tem gente que perde amor e amadurece.
Mas perder o réu primário por justa causa da vida…
isso aí é quando o mundo te empurra pro abismo
e ainda pergunta por que tu caiu.
A verdade é que ninguém nasce querendo guerra.
A maioria só queria paz, um café quente,
uma conta paga
e alguém que não destruísse a própria sanidade.
Mas o sistema adora fabricar monstros
e depois vender moralidade em prestação de culpa.
Perder o réu primário às vezes não começa no crime.
Começa no abandono.
Na fome.
Na humilhação diária.
Na porta fechada.
No “volta amanhã”.
No olhar torto de quem nunca precisou sobreviver.
E quando a vida te encosta na parede,
até o silêncio aprende a carregar faca.
No fim, a sociedade aponta o dedo,
mas esquece que foi ela mesma
quem ensinou tanta gente
a sangrar sem fazer barulho.
Dizem que soltar é prova de amor,
balela, mentira que aumenta a dor.
Amar é lutar, é segurar forte,
não largar a mão nem contar com a sorte.
Eu não quero sair da vida de quem amo,
sou raiz, sou chão, não sou vento sem plano.
Saudade me morde, mas eu não desisto,
porque amor de verdade é ficar, É ser visto.
TRISAL
Três flores se encontram num só jardim,
amor não divide, só cresce assim.
Três luas acesas no mesmo luar,
nenhuma se apaga, só faz brilhar.
Três mãos entrelaçam, ternura em ação,
na dança da vida, só pulsa o coração.
E quem desse laço quiser duvidar,
que prove rimando o poder de amar.
Levante-se o muro entre o passado e o amanhã;
Emoção e a razão;
Amor e o ódio;
Vingança e o perdão;
Saudade e o desapego;
Guerra e o sossego;
Medo e o certo...
Difícil é saber que a necessidade de isso acontecer é inevitável, imutável e irremediável
Os muros se levantam pra mostrar que ainda há algo a viver, mesmo se temer
o medo não pode reinar.
Em reduzir-se o amor a apenas um desejo
Na finalidade de querer algo que não se tem
Almejar o que não o pertence
Esse é o amor que temos em nosso mundo presente
Em reduzir-se o amor a apenas uma satisfação
Na finalidade de confortar o ego
Sem pensar se faz bem ou mal
Esse é o outro amor que temos em nosso mundo presente
De forma que quando se obtém o que se quer, o desejo se vai e esse sentimento se acaba...
De forma que quando se conforta o ego, a satisfação se acaba com o tempo e o sentimento de vai...
Mas qual o amor completo afinal? Ora aquele que não se baseia somente no desejo de ter, nem na satisfação egoísta do que se tem, sim, o que vai além das fronteiras do desejo e da satisfação, sem condições. Incondicional então.
O Quase que Nunca Foi
Chamamos de amor a ansiedade da espera, o eco de mensagens vazias e a insistência em caber em espaços que já estavam ocupados. Romantizamos a ausência, vestimos a carência com trajes de gala e insistimos em chamar de "eterno" aquilo que mal tinha fôlego para o dia seguinte.
Nem todo fogo que queima é incêndio; às vezes, é só uma faísca que apaga com o primeiro vento.
Não foi amor. Foi:
Ser mãe de uma criança autista é aprender todos os dias sobre amor, força e paciência.
É comemorar pequenas conquistas que muitos não entendem, enfrentar julgamentos em silêncio e ainda assim continuar firme.
Nem todos vão enxergar o cansaço por trás do sorriso, as noites sem dormir, as crises, as preocupações e o medo do futuro.
Mas só uma mãe atípica sabe o quanto cada abraço, cada palavra e cada evolução do seu filho valem o mundo inteiro.
Ser mãe de autista não é fácil…
Mas é um amor tão profundo que transforma dores em coragem e desafios em aprendizado.
A todas as mães atípicas:
vocês são mais fortes do que imaginam, mais importantes do que escutam e mais especiais do que o mundo consegue ver.
Fé infinita
O tamanho do universo é análogo ao amor de Deus: infinito.
A fé do homem deve ser na mesma proporção, também recheada de agradecimento e regada com perdão.
Cada amanhecer é um presságio do poder do Pai Celestial e um novo momento concedido pelo nosso Criador a todos nós.
A alvorada nos renova, e os primeiros raios de sol são bênçãos divinas.
Obrigado, Senhor, por mais um dia de vida!
Agradeça todos os dias
Respeite você com muito amor.
Reflita sobre seu tom de voz consigo
Elogie você no espelho, ame-se!
Passe mais tempo com você
Entender a si próprio, vale ouro.
Nada melhor do que a paz interior
Dê o seu melhor, viva intensamente.
Envelhecer é uma dádiva
Respeite seus ciclos e viverá melhor.
O Mundo Dentro do Meu Gloss
No amor bastam lábios e gloss?
É uma matemática com regras e fórmulas?
Uma literatura avançada?
Uma parte do direito, com regras e cláusulas a serem seguidas?
Interessante… talvez tudo faça parte do amor e dos sentimentos.
Fingir e dançar para o mundo, confrontar os lados e descobrir que a complacência, às vezes, dói; que a igualdade nem sempre existe; que o direito de ir e vir pode ser apenas uma balela. Quantas dúvidas!
Mas quando a ficha vai caindo, uma peça de cada vez, outro mundo se forma em minha mente.
E é nele que penso: será que os espíritos também sofrem?
Tudo o que sentimos aqui, eles também sentem?
Mas quem ratifica a minha tese?
Talvez sejam somente histórias.
É… realmente o amor tem muito a ver com a matemática. Tem a ver com equilíbrio. Tem a ver com cumplicidade. Um leque de suposições, comentários certos, errados, duvidosos e teses que nunca se fecham.
Então o susto vem e bate à minha porta.
Fico sem direção e peço opiniões, mas elas não vêm, e isso dói.
Viro as costas. Queria enxergar outro rosto, mas o sopro da crua realidade chega.
E o amor virou um gloss que mal disfarça a imperfeição dos lábios.
Confrontar, afrontar ou simplesmente amar? Porque, às vezes, nada tem a ver com o que parece ser.
Brasa, Ar e Cicatrizes
Sou brasa, mas também sou ar.
Sou resistência, mas me rendo ao amor.
Há um relógio correndo, mas você não entende: às vezes, tudo faz doer, até a própria liberdade.
Respeitem a minha dor.
Quem parte deixa espaços na memória que as lembranças tentam, em vão, preencher.
A minha sorte foi um azar? Talvez a vida seja assim: em alguns momentos ganhamos, em outros perdemos; às vezes a felicidade nos abraça, e em outras a tristeza se transforma em um escudo contra ela.
Na bíblia do amor deveriam existir causas e ressalvas mais específicas. Não nascemos com um manual, mas, às vezes, acontecimentos arrebatadores atravessam a nossa vida, deixando a sensação de neurônios rompidos e cicatrizes profundas.
E quando sentir que está caindo em um torpor, lembre-se do seu super-herói e vista a sua máscara do tempo. Porque, no fim, a paz ameniza a tristeza e ajuda a alma a continuar caminhando.
Amor,
Quero abrir meu coração para você.
A vida tem nos colocado diante de desafios que, muitas vezes, parecem maiores do que gostaríamos. Sei que existem momentos difíceis, incertezas e situações que nos fazem questionar a força que temos para continuar. Eu também tenho enfrentado minhas próprias batalhas, problemas particulares que nem sempre consigo expressar da melhor forma. Mas, mesmo em meio a tudo isso, existe uma certeza que permanece dentro de mim: eu não quero desistir de nós.
Talvez eu tenha cometido erros. Talvez eu não tenha sido sempre a melhor versão de mim mesmo, e por isso peço desculpas. Nunca foi minha intenção te machucar ou fazer você duvidar do quanto é importante para mim.
Eu sei que tenho a capacidade de me esforçar, de crescer, de aprender e de melhorar. E quero fazer isso não apenas por mim, mas por aquilo que podemos construir juntos. Quero construir algo bonito, verdadeiro, leve e duradouro. Quero que a nossa história seja feita de companheirismo, respeito, carinho e da coragem de permanecer lado a lado mesmo quando o caminho parece difícil.
A felicidade que sinto por ter conhecido você é algo que palavras dificilmente conseguem explicar. Você trouxe luz para momentos escuros, trouxe aprendizado para minha vida e despertou em mim sentimentos que eu jamais quero perder.
Por mais difíceis que sejam os obstáculos, eu acredito que podemos enfrentá-los juntos. Um passo de cada vez, uma conversa de cada vez, um abraço de cada vez. Porque, quando existe amor, existe também a possibilidade de recomeçar, de amadurecer e de transformar dificuldades em pontes para um futuro melhor.
Obrigado por existir, por ter cruzado o meu caminho e por me permitir fazer parte da sua vida. Eu escolho continuar lutando por nós, acreditando em nós e sonhando com tudo o que ainda podemos viver juntos.
Eu gosto de você mais do que consigo dizer, e espero que, todos os dias, minhas atitudes consigam demonstrar aquilo que meu coração sente.
Com todo o meu amor.
Hoje celebramos a força, a coragem e o amor de todas as mulheres. 🌹
Mulheres que lutam, que cuidam, que trabalham, que sonham e que nunca desistem.
Vocês são inspiração, luz e a base de muitas famílias e conquistas.
Que Deus continue abençoando cada passo de vocês, dando sabedoria, proteção e muitos motivos para sorrir.
Feliz Dia Internacional da Mulher! 💐
Vocês fazem o mundo mais forte, mais bonito e mais cheio de amor.
Ela não queria um amor de vitrine.
Queria um amor de dentro –
daqueles que não se prova, se habita.
“Como foi seu dia? O que doeu? O que te fez sorrir?”
E esperar a resposta como quem espera a chuva no sertão. Sabendo que ela não enche o rio sozinha, mas molha a terra.
Palavras são como abraços: se soltas no ar, viram vento; se encostadas na pele, viram casa.
Ela queria um amor que lesse o silêncio dela não como ausência, mas como calma. Um amor que não apertasse a campainha só para ouvir o próprio dedo.
Um amor que entrasse, sentasse, perguntasse: E esse cansaço? E esse poema que você guardou no peito? Mostra?
Mas ele, coitado, aprendeu a encantar antes de aprender a ficar. Ela não o julga. Ela só se lembra de que tempo é a única coisa que não se recompra.
Então ela disse, com a delicadeza de quem já cansou de berrar na tempestade:
“Se for pra ser raso, que seja limpo, sem espuma de sabão.
Se for pra ser fundo, que seja devagar, com perguntas de verdade.
Eu topo os dois. Mas não topo mais dançar sozinha no meio da sala escura enquanto você aplaude da porta.”
E guardou o vestido.
Porque, como bem sabia...
“Há flores que desabrocham mesmo sem aplauso.
E há mulheres que viram jardim sozinhas – não por falta de jardineiro, mas por excesso de vida.”
Ela virou.
Toda vez que ele não perguntava, ela plantava mais uma rosa nela mesma.
... coisas sobre Ela e Ele
A FENOMENOLOGIA DO AMOR
Pensador e Filósofo Jalison Santos | Teólogo
Entendo que o amor verdadeiro ele não está em promessas, mais sim em como você ver a vida do "Amor".
Eu tive a certeza de que existem dois tipos de amores na vida e vou lhe mostrar qual é.
Eu estava em uma cidade bonita, passeando por lugares muito lindos e bonitos e vi várias pessoas casadas de todo o tipo de idade: idosos, meia-idade, jovens adultos, adolescentes e pessoas longevas. Todas essas pessoas casadas, cada uma com uma idade, um tempo de convivência, alguns com mais conhecimento, outros ainda aprendendo.
E eu observei todos os casais que estavam ali.
Na volta, peguei um ônibus e, ao percorrer o caminho, deparei-me com dois casais um ao lado do outro, cada um com suas respectivas companhias. Mas foi então que vi algo diferente, ao observar um dos casais: eles estavam brigados, passando por um momento difícil como casal. Enquanto isso, o outro casal estava feliz, alegre, riam muito e estavam bastante animados.
Com isso, eu fiz a pergunta para mim mesmo: quem dos dois casais iriam ficar juntos para sempre? O casal que estava feliz e alegre, ou o casal que estava passando por momentos difíceis e brigas?
Durante a viagem, comecei a olhar para as paisagens, para os lugares belos que eu passava e, quando percebi, já estava chegando ao meu destino. Mas antes que eu chegasse, a pergunta voltou a surgir na minha mente novamente: quem dos dois casais iriam ficar juntos para sempre?
Nesse momento, olhei mais uma vez para os dois casais: o casal que antes estava sorrindo e animado ainda estava ali, na mesma alegria. Mas para minha surpresa, o casal que antes estava brigado e passando por dificuldades, também estava sorrindo, estava alegre, contente e feliz.
Foi nesse exato momento que eu entendi tudo.
Compreendi que o casal que fica junto para sempre não é aquele que fica sorrindo toda hora, nem aquele que aparentemente parece que está tudo bem. Não! O amor verdadeiro é aquele que, mesmo com problemas, com situações difíceis, sabem se resolver, sabem superar e encontrar a paz novamente.
A Fenomenologia do Amor: O Olhar de Jalison Santos
I. A Tese Central
Para o pensador Jalison Santos, o amor verdadeiro não reside na estática das promessas ou na superfície das palavras, mas na cosmovisão — na maneira como o indivíduo enxerga e interpreta a própria vida amorosa. Ele propõe uma distinção entre o amor de aparência e o amor de resiliência.
II. O Cenário da Observação
A reflexão nasce da observação da diversidade humana. Ao caminhar por uma cidade bela, o filósofo contempla o amor em todas as suas fases cronológicas:
- A descoberta (adolescentes);
- A construção (jovens e adultos);
- A consolidação (meia-idade);
- A transcendência (idosos e longevos).
Essa diversidade mostra que o amor é um fenômeno universal, mas que o conhecimento sobre ele é acumulado de forma distinta em cada etapa da vida.
III. A Dialética do Ônibus (O Conflito)
O ponto de mutação do pensamento ocorre em um ambiente comum: um ônibus. Ali, Jalison depara-se com o contraste absoluto — a dualidade do amor presente em dois casais próximos:
1.O Casal da Euforia: Imersos em risos, alegria e animação aparente.
2.O Casal da Angústia: Atravessando o silêncio pesado da briga e do momento difícil.
Surge então a pergunta ontológica: Qual desses amores possui a substância da eternidade?
IV. A Iluminação e a Conclusão (O Amor-Resolução)
A resposta não veio de uma teoria abstrata, mas do tempo da trajetória. Ao observar o casal que antes brigava agora sorrindo e em paz, o filósofo Jalison Santos alcança a verdade:
A eternidade de um casal não é garantida pelo riso constante, mas pela capacidade de cura.
O amor verdadeiro não é a ausência de problemas (o que seria uma ilusão), mas a capacidade de resolução. O casal que permanece junto é aquele que, diante do abismo do conflito, escolhe construir uma ponte em vez de saltar.
"O amor que fica para sempre não é o que aparenta estar bem o tempo todo; é aquele que, mesmo em situações difíceis, sabe se resolver."
— Jalison Santos
Uma vez eu vivi uma história de amor
Era confusa, mas era amor
Era um pouco errada, mas era amor
Hoje eu estou em outra história
Não mais na sua
Em outra
Mas eu sei que essa não tem nada a ver com amor
Eu lembro de você todos os dias
Do seu sorriso lindo
Dos seus olhinhos apertados
Das suas brincadeiras
Do dia do seu aniversário
E, sabe, me doe lembrar
Tomei uma decisão totalmente errada
Te magoei, eu sei
Perdi você
Acho que foi para sempre
Não tenho vergonha de dizer
Penso em você todos os dias
Eu só queria voltar no tempo
Para ter você outra vez
Pertinho de mim.
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