O Quase que Nunca Foi Chamamos de... Zelia Gamel
O Quase que Nunca Foi
Chamamos de amor a ansiedade da espera, o eco de mensagens vazias e a insistência em caber em espaços que já estavam ocupados. Romantizamos a ausência, vestimos a carência com trajes de gala e insistimos em chamar de "eterno" aquilo que mal tinha fôlego para o dia seguinte.
Nem todo fogo que queima é incêndio; às vezes, é só uma faísca que apaga com o primeiro vento.
Não foi amor. Foi:
