Textos de Chuva
Deus dá o Sol; e o homem lavra a Terra. Deus dá a chuva; e o homem planta para depois colher.
Deus dá o resultado; Para que o homem usufrua.
A questão seria dá seguinte maneira: "Como aconteceria todas as coisas que geram um resultado e assim o são; Seria obra do acaso? Para tudo se há um agente consciente, para que se concretize. Porque nada de racional se emergeria do puro nada, como a coisa mais complexa é o pensamento e ação humana.
Assim é a distância do Sol para com a Terra, e de Luzes Estrelares separadas de seus sols em todo o universo, como Alguém determinou assim.
🌈
"O arco-íris nasce de um
encontro entre a luz do sol e
as gotas de chuva.
💧
É por isso que ele só aparece
se tiver chuva caindo e sol
brilhando ao mesmo tempo.
🌞
A luz do sol, que é branca, é
feita de todas as cores.
Mas, para que as cores sejam
separadas,
é preciso que a luz encontre uma
gota de água."
💧
Assim acontece com o amor ♡
❤
Escolha ser alguém leve e que
colore ainda mais a vida de
quem é importante.
🎨
Alguem que bebe café na caneca
favorita que você deu a ela.
🌹
Alguém que ouviu uma música
que lembrou você.
🌹
Alguém que leu o livro que você
recomendou e mergulhou de
cabeça nele.
🌹
Alguém que sorriu após um
árduo dia de trabalho porque
se lembrou daquela história
que você contou.
🌹
Alguém que se ama um pouco
mais porque você a elogiou.
🌹
Nunca pense que você não tem
nenhuma influência.
A marca que você deixa nas
pessoas não pode ser apagada.
🌹
Seja um arco íris na nuvem
escura de alguém...
🌈
Soneto da saudade
Saudade da chuva
Harmonia terrestre
Saudade estava
Acalanto a alma
Saudade do sol
Estrela terrestre
Saudade estava
Acalanto a alma
Saudade estava
Da minha doce amada
Pensante fada
Saudade estava
Da madrugada... Atordoada
Assim serena, ô doce amada
A chuva caindo no telhado
A noite eu acordo, assustado, sem respiração,
Eu sei que eu não estou morto,
Mas vivo jamais estarei.
Eu acordei querendo ver o sol, o dia mais belo,
Mas acordei de madrugada, e a chuva caia ,
Escorria pelo telhado, até o chão,
Aquele barulho da chuva me fazia querer chorar,
Mas não sei o por que eu dou um simples sorriso?
Hoje eu acordei pensando de como seria viver,
Viver eternamente na mais perfeita harmonia,
Mas eu não sei o que é viver de maneira real,
Não sei o que é ver o meu próprio sofrimento,
Só sei que quando acordei eu vi minha verdadeira face.
Os anjos que eu acreditei, viraram demônios,
Meus sonhos viraram pesadelos,
Tudo que era branco, ficou negro em meus pensamentos,
O que eu jamais saberia era se um dia haveria de eu sorrir,
Mas tudo é apenas sonhos, e pesadelos serão frequentes,
A chuva cai, a chuva cai do céu,
E eu a vejo passar pela janela, e cair em meus pés,
Sinto que eu agora sou mais um espírito vazio,
Na noite chuvosa, aonde meus sonhos atormentados,
Se tornam pesadelos mais que agradáveis ao morrer.
Hoje a chuva cai, amanhã quem sabe o sol apareça?
Hoje sinto medo, amanhã terei coragem para amar,
O que eu sempre queria, hoje é apenas um nada,
Um vazio dentro de um vulcão,
Que estará a ponto de explodir a qualquer momento.
Um dia, apenas um dia, eu serei feliz,
Mas essa felicidade terá um preço,
Terei que pagar com minha vida,
Pois a felicidade irá me matar,
Assim sendo eu jamais saberei o que é a verdadeira felicidade.
Jamais saberei o que é amar a própria alma,
Sempre estarei aqui, vendo a chuva cair no telhado,
Vendo ela cair diante de meus olhos, e eu sem poder fazer nada,
A chuva cai, e eu aqui parado olhando o que não existe,
Apenas eu e a chuva, caindo em meus pés, apenas olhando para minha vida
Ah chuva se é que posso
trás de novo
aquele dia em que o amor nosso saiu a pé,
de mãos dadas
caminhando nas calçadas
de mural afrescos em Santo André.
Ah chuva se te for natural
com teu olhar do passado
vir molhar
esse nosso amor
regressado,
vem molhar nosso passeio
como rio
lamber aqueles
seios, com suas
torrente
e naquele amor
molhar a gente.
Ah chuva nossa testemunha
o que te impede
me acabrunha.
Chuva, o que é
que você comigo tem
se
'nunca chegamos aos pensamentos. São eles que vem'
A Pandemia representa a chuva.
A mesma chuva que rega a terra e faz brotar lindos frutos, traz também de volta toda a poluição plantada pela população.
A mesma chuva que regou o fruto, foi tão forte que fez cair àquele que já estava na hora de ser recolhido.(Representando tantas pessoas que partiram). Para alguns ela trouxe vida à sua terra seca, para outros ela inundou a casa. Para alguns ela foi paz e descanso debaixo do edredom, para outros ela foi frio e falta de abrigo.
Mas o âmago de tudo é fazer com que todos entendam, do pequeno ao grande, do rico ao pobre que sempre existiu Alguém lá em cima dizendo quando começa e quando terminam todas as coisas
As intempéries da vida
O vento levou pra longe as sujeiras da minha alma,
A chuva choveu mansinha, acalmando a minha calma.
A primavera trouxe o verde alegrando fauna,
O verão fez do meu dia tão quente, igual ao calor da sauna.
O mormaço da paisagem inspirou Picasso,
O calor da caatinga fez a roupa do cangaço.
Espadas em aço de damasco fizeram arte e regaço,
Sonhei por várias vezes que eu caia do penhasco.
Folhas, flores e frutos dançam felizes sob a chuva,
O outono fez o broto e amadureceu a uva,
O frio do inverno pediu luva,
É da nuvem mais escura que vem a chuva.
O frio e o calor trocam a minha roupa,
Às vezes, até me colocam touca.
Por vezes, minha voz fica mais romântica,
Ou está louca ou está rouca.
O esplendor da primavera traz as loucuras de amor,
O frio do inverno, edredom e cobertor.
O Calor do verão, às vezes, me deixa na mão,
O outono faz de seus frutos a sua melhor canção.
Élcio José Martins
Barulho de chuva lá fora
Gotas que lavam e acalma
Espero o sol quando você chegar ah ah..
Mantendo sempre alegria,
Apreciando a natureza
Sendo grato pela sua beleza
Incrível como posso nao acreditar
Que as mãos de Deus podem tocar ah ah..
O sol e a lua como testemunha
De todo poder de Jeová
O vento e o azul nos céus do meu dia
Clareiam a vida, gratidão infinita.
Chuva
De nenhuma parte chega. Partir?
Não há palavra mágica que rompa
este costume de olho, este silêncio
sonoro de dardos. A primavera, o luxo
dos anos e da luz, se perdia agora
no caminho vencido. As esperanças
morreram a tempo. De novo, tudo é perfeito
ao longo do vazio: a chuva lenta
não vai a parte alguma.
Palavras, pessoas e sentimentos!
Unidos transformam tudo em poesia;
A flor, a chuva, o amor, a dor...!
Começos, recomeços,
Exposição do seu avesso.
O talento escondido, o verbo não dito!
Palavras, pessoas e sentimentos,
Tradução do mundo,
Abstrato, duro, raso e profundo.
Conexo, coerente ou confuso...
Somos um pouco, um pouco de tudo..
E o que em mim inside?
Eu Pessoa absorvo, exponho!
Palavras e sentimentos!
Segredo a gente não conta
Os olhos verde miragem e a noite cai e a chuva molha a rua...
Pessoas apressadas com medo de se molhar e borra a maquiagem.
Homem da porta do bar ri achando a vida engraçada libertinagem
A criança de dentro do quinta nem sabe o que é tempestade ela só dança e sua inocência balança.
Como se a esperança fosse algo só dos grandes no eterno balanço de uma corda só.
Vejo a chuva molhar a vida as árvores e os cipós!
Aquele barulho gostoso de tão doce silêncio.
A sua beleza me adoça por dentro sorrindo.
O amoroso destino e o está sozinho e sentir-se agraciado.
O cheiro do amado tem lembranças de mato molhado.
Uma saudade que caminha de idade em idade.
Na verdade a alma precisa de boas lembranças...
Para enfim querer continuar remando,
E assim caminhando o sonho chegar...
Para embelezar e desejar voltar ao ponto
Do conto da história que mais valeu apena...
Pensar bem da vida e chegou a hora de partir.
Qual rosto agora sua alma deseja despedir
A saudade é a fragrância e a esperança
De poder contemplar o que tocou e amou
E essa tal riqueza só o coração viu e sentiu!
Eu ainda sonho com aquele milagre
Os arcanjos bem sabe
o que arde no meu peito.
Te amar é muito verdadeiro
é marca de fogo!
É o desejo perfeito
buscando o seu beijo
É o barulho da chuva
no corredor do corpo inteiro!
E as silenciosas plantas florindo
as margens do terreiro.
Do meu silêncio nada para confessar
Porque segredo a gente nao conta!
Um (des)brinde à vida
Chuva de trovoada relaxante.
Tarde de domingo.
Desordem desordenadamente na sala...
Tudo fora de lugar.
No porta-retratos teu sorriso quase apagado pelo tempo sorri triste.
Vivemos hoje um mundo que já não existe.
A casa cheia de memórias.
Uma linda história.
Um fim trágico.
Vislumbro dias tristes e sombrios.
Sinto na alma tanto frio.
Ouvindo a voz da chuva
(...)
Ouves a voz da chuva ao amanhecer
Voz de chuva que vem do mar
Chuva que hoje parece
vento que faz uma prece
chuva que vem des[agua]r
(...)
Chuva que toca na arreia, Am[águas]
Chuva que choram, as ondas Des[água]
chuva que enche os poros
e antecede a solidão
(...)
Chuva que traz a dúvida, sem saber
versos que molham a planta, ao dizer
vozes que vem do vento
remindo o tempo, irá chover
§
In: TORVÍC, Allam. Poemas de conversações. 2023. São Paulo.
A chuva chegou
mansa e calma a nos alegrar
evocando a presença do outono
que teimava em não ressuscitar
Ah, chuva calma , chuva mansa
como é bom te ouvir
Neste silêncio que me põe a meditar
O sol que ainda teimava em veranear
Afastou-se lentamente
permitindo que ares de outono
Finalmente se estabelecessem
Sons suaves,
sons cadentes ,
pingos reluzentes
que mexem com a alma da gente
Tarde enevoada
mas nada de trovoada .
Somente o ping ping
um ar fresco, mas aconchegante
uma vontade louca de madornar
Canto maior
Eu sou como gente-chuva
Cai, levanta, gira, sofre
E corre para o mar.
Aprendi
Que o meu espaço
Sou eu mesmo que o faço
Para eu poder viver.
Eu sou como gente-fogo
Vai, enfrenta, briga, alastra,
E foge para o ar.
Quero a dor da gente
Dor que o povo sente
Volto a gritar ferir.
Não me faça um estandarte
Ponto e vírgula
Esta arte
Pode acontecer.
No meu cordão
Em meu refrão
Não há lugar incerto.
Livro: Travessia de Gente Grande
Ademir Hamú
Chuva de ternura
Aurora de rara beleza
Alvorecer de deusa
Risca os céus da Capital
Do Amor fraterno
Traz esperança e felicidades
Aos pássaros e nessa
Gente de bom coração
Pingos d’águas
Fazem ecoar o som
De impactos na terra
Imaginações férteis
Viajam nas tenras
Saudades de outrora
Aguçando o viés poético
Do Menino do Mucuri
Chuva de bênçãos
A vida é uma explosão de alegria
Nem mesmo um sopro
De aborrecimento é capaz
De extrair a plenitude da
Paz que habita calmamente
O âmago sereno e voraz
Na amada Contagem
Numa Fonte Grande
De imaginações
Aflora o amor
Culto, belo e prazeroso
De profunda lhaneza
Acelera e aprofunda
O néctar de prazer
Num jogo de fantasia
Ternura e realidade
Nos convidando para
A vida, calma e chuvosa
Varrendo as imaginações
Sutis, dissimuladas e traiçoeiras
Que habitam o sistema
Terráqueo
Lindo, fértil e amoroso
Enquanto isso
De sol à chuva
De terra à lama
Perseguido pela água
Esmagado pelo barro.
Destroços, mortes, riquezas...
Triste a âncora da família.
Enquanto isso
Milhares escondidos
Diversos assassinados
Comboios humanos soterrados.
Lágrimas no lugar de sorrisos!
Enquanto isso
Chora a criança que buscava paz.
Morre a esperança da alma feroz.
buscas e mais buscas
Nada encontrado
Lamento, tormento, barro, desalento.
Enquanto isso
Sofre o pai com a criança perdida
Sofre a criança que por pouco se foi
Sofre a nação com esta fatalidade
Dor e sofrimento retratam a humanidade.
Enquanto isso
La do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste
Se aceita uma prece, uma oração
Eis que ao pó volta o homem
Deus não rejeita sua criação.
Eu amo um lugar deserto, onde só se ouve os cantos dos sabiás;
Onde a chuva é sentida, e a sua chegada é um exemplar.
Recebida de aplaudida ela vem nos encantar;
Não por fogos de artifícios, ou trombeta para alarmar
Mas com risos contagiante e olhares de gratidão;
Com toda delicadeza e real beleza vem alegrar o coração.
Pela folhagem
Em meio a folhagem te vejo, vens por
caminhos molhados pela chuva.
Tens teus sapatos enlameados, tuas
roupas coladas ao corpo e cheia de
pedaços pequenos de folhas coladas nela.
Caminhas devagar, e mostras a doçura
que és.
Quando perto chegas, com as mãos tiras
aquilo que em tua roupa tens.
Os sapatos jogas a um canto, e colocas
o teu chinelo. Aos poucos tiras a roupa molhada,
e as deixa caída sobre uma cadeira.
Para o banho caminhas, quando sais, eu não quero
que te enxugues.
Te abraço e deito o teu corpo, o meu irá secá-lo.
No iníco o sinto úmido, mas aos poucos teu corpo
aquece, os beijos o percorrem, e logo te sinto quente,
és minha, só minha por inteiro.
Passou o tempo e nem percebemos.
Da umidade um pouco há, só que não da chuva.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Artes Ciências e Artes
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
