Textos de Chuva

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NOSTALGIA.

Tarde nebulosa com previsão de chuva forte, ouço uma canção e observo as ruas vazias e chego a pensar que apenas eu sinto essa nostalgia. As horas horas passam tão rápido quanto os meus pensamentos que ao embalo da canção buscam encontrar você.
Na melancolia da minha imaginação, encontro destino para os sonhos não realizados,caminhos desencontrados,amores passados e tomo uma decisão:continuarei aqui de mãos dada com a nostalgia.

Mãe e Chuva

Fiquei sem dormir,
ouvindo a chuva fazer tic, tic no telhado.
Era ritmada a danada,
parecia minha mãe, com suas cantigas de ninar, me pondo a dormir...
...e eu querendo ouvi-la, dormia que nada!
Deixava-a cantar a noite toda, só para ter seu som bem próximo de mim.
A chuva tentou me embalar,
- eu a sentia já cansada, de tanto pingar e pingar
em vão, tentando me fazer pregar os olhos.
Chuva é diferente de mãe.
Minha mãe cantava até raiar o dia, se preciso fosse.
Não esperava que eu pregasse os olhos,
nem que começasse a fungar, para sair nas pontas dos pés.
Ficava a massagear minhas têmporas, alisava meu cabelo,
num interminável ensejo, conexão.
Mãe se conecta com a gente.
Chuva não.

Sabe, já fui mais cinzenta.
Já chorei várias vezes e já me entristeci com a chuva.
Já deixei de esbanjar sorrisos. Já deixei de tentar ser una.

Mas, este aqui agora – este aqui é o teu riso,
Que me acompanha o paço e me faz perder sentidos.
E teus olhos, brilham como diamantes lapidados de sonhos
E tua boca espreme meus lábios
com uma ânsia louca de que o dia não finde.
Não findará, não terminará, acredite!
Somos amor.

O DIA


Pela manhã, quando o céu decide se o sol vai brilhar ou a chuva molhar, o destino começa a se revelar.
À tarde, sob a luz do entardecer, piqueniques, borboletas no ar
e crianças a brincar, ali, o bem-estar escolhe repousar.
Na noite, as estrelas despertam, a lua cheia ilumina, grilos cantam de longe... E a noite, quem sabe, se faz infinita.
Mas o destino tem o dom de mudar tudo. Quando se pensa, sonha ou recomeça, o limite deixa de existir.
O dia pode ser breve, mas a alma reconhece:
a verdadeira conquista é transformar a dor em propósito e o propósito em novos recomeços.


- Iani Melo >•<

Ao Meu Olhar


Debruçada sobre a mesa observo a chuva que escorre pela parede branca craquelada do jardim de inverno que não plantei


Alguns raios de sol ultrapassam as nuvens e fazem brilhar as gotas que estão na vidraça como lágrimas que escorrem


O tempo se esgota a cada manhã como a chuva passageira esvaindo-se aos poucos lentamente em meu olhar atento


Marlene Ramos Martins
28/02/2026

Entre relâmpagos e sentimentos

Me relaciono como quem pisa na terra seca,
à espera da chuva. Primeiro,
deixo que a poeira envolva meus pés,
tímida, apenas levantando o véu do chão.

Mas, quando estou pronto para sentir
o toque suave das primeiras gotas,
o céu inteiro se desfaz em trovões:
relâmpagos e sentimentos.
Uma rajada de água desce,
apaga minhas pegadas,
desfaz meus rastros e certezas.

O amor, aparentemente, não é apenas um chuvisco,
mas uma tempestade que encharca cada canto,
sem pedir licença, ocupando todo o espaço
que sempre foi seu.

Vejo claramente agora, a chuva se foi, e os obstáculos submersos reaparecem; às vezes somos decepcionados por algo bem próximo!
Há momentos que alguém não me vê mesmo ao lado dela; em certos dias nublados uma vida vai passando, de dias administráveis ​​para uma tensão constante, próximo de uma solidão!
Vida solitária voa, e uma no abraço caminha leve... e ela vê nos caminhos o orvalho beijando as flores que se abrem... não é uma história à ser corrigida!
Na vida, quando a sua verdade exíta numa excessão, ela reside no inconfessável... em outra verdade; não é uma estória a ser corrigida!

Chuva Serena no Alto do Iracema


O domingo adormece,
A noite guarda o luar;
Lá fora a chuva desce
Mansa a embalar o ar.


A cidade em gesto terno
Silencia em comunhão,
Prepara, em laço fraterno,
A semana e o seu chão.


No Alto do Iracema,
Tudo é calmo, tudo é luz;
Há ternura que se extrema
No amor que ali conduz.


Beth, zelosa sentinela,
Cuida em gesto maternal;
E Laurinha, doce estrela,
É ternura essencial.

Pensamento IV
O que criamos nós?


Se o chuveiro imita a chuva,
se a lâmpada finge ser sol,
se o tecido sonha ser pele —
o que criamos nós?


Se a roda é vista da lua,
se domamos o galope com fogo,
se voamos como pássaros,
ou pairamos como libélulas —
o que criamos nós?


Copiamos. Adaptamos.
Ajustamos o mundo à nossa imagem.
Chamamos isso de invenção.
Mas no fim, manipulamos.

Precisamos voltar para casa,
aonde a chuva não tem medo de cair
e as pessoas não tem medo de sorrir.
Precisamos voltar para casa,
no lugar em que o preto
não tinha medo da dor,
apenas por ser a ausência de cor,
mesmo em uma caixa cheia de tons
que possuem os mesmos dons
de traçarem o caminho de um papel.
Precisamos voltar para casa,
para o lugar em que a Alice
acreditavaque o mundo é uma Maravilha,
hoje ela sabe que é burrice.
Precisamos voltar para casa,
aonde eu não tenho medo da minha casa.

Levantei, como de costume.
Tudo estava no lugar.
A chuva veio antes da alba,
eu não tinha medo de me molhar.


Nem azul, nem cinzento era o sentimento.
Cada gota tinha três olhares.
A cada três olhares, estava eu.
Entre memórias, sons e cheiros, deixei o lugar.


O que há de ser de nós?
Penso eu…
O que há de ser de mim?


Segurei cada gota com a ponta dos meus dedos;
em cada uma delas havia uma lembrança.


Encontrei-me no silêncio,
sussurrando o meu próprio nome.


A chuva eram memórias,
minhas saudades eram a chuva.
Abracei-me com força,
finalmente, o choro parou.


Guardei as presas minha coleção.
Oh, minha querida!


seu nome é amor.

SEGREDOS DA NOITE

Em particular, amo três coisas na natureza: a noite, a primavera e a chuva.

Amo a noite, pois ela leva consigo a esperança do amanhã, onde tudo pode ser diferente — novamente.

A chuva me faz ver o cuidado de Deus em cada gota; ao soprar dos ventos, ouço Sua voz, Seu alento.

Na primavera, vejo o renovo em cada flor; vejo a criança, pequena e tenra.

Então, me curvo ao amor divino, em silêncio, confiança e reverência.

Cícero Marcos

Quero de Volta
Quero de volta minhas noites de chuva, minhas estrelas, meu céu nublado e o vento cortado.
Minha lua em todos os estágios. Nova, crescente, quarto crescente, cheia, minguante e quarto minguante.
Deitar na grama, na areia ou na terra para viajar no espaço e ver as figuras que se formam com o movimento das nuvens. Balançar na rede e embalar a rede.
O papo solto, os assuntos proibidos, os assuntos leves e também os pesados. As verdades de qualquer estirpe.
As músicas de qualquer espécie. As espécies que falam da gente e que falam nada. Que fazem sentido e que sentido não tem.
Quero de volta o acordar mais tarde com o peso do teu corpo e o carinho de um beijo.
O roçar de dedos, de mãos, de pernas, de narizes, línguas e corpos, do roçar das mentes. Os prazeres, arrepios e gozos.
As pernas que pesam umas sobre as outras, as pernas que descansam umas nas outras. As pernas que seguem as mesmas trilhas, que caem e se levantam, que se cortam e se cuidam.
Os pés que acariciam outros pés. Os olhos e olhares diretos, furtivos e de lado. O cuidado do corpo, da alma, das feridas, dos achares e dos pensares.
As brincadeiras sem graça com grandes risadas, risadas que não acabam e risadas da seriedade.
Quero de volta a honesta palavra e a atitude honesta. O reto, sem subterfúgios, as escolhas diretas, a prioridade, o correto jeito das coisas.
A transparência das roupas, da alma e da mente. As corridas, os treinos, a endorfina, o prazer da diversão a cada passo, a cada papo, a cada abraço, a cada pingo, pingo de suor, suor que encharca, encharca o corpo e a alma.
Quero de volta meus sonhos, meus pesadelos, minhas ilusões, minhas desilusões, fantasias, viagens e imaginações.
Quero de volta as surpresas feitas, as surpresas recebidas.
Quero de volta a alegria pura, a felicidade gratuita, o encontro por acaso e também o descarado.
Quero de volta o namoro na chuva.

Amo a Chuva!
Chuva é um fenômeno meteorológico que resulta da precipitação das gotas líquidas ou sólidas da água das nuvens. Durante o fenômeno, gotas pequenas crescem por difusão de vapor de água. Ao cair, a profusão de gotas refresca os ambientes, alimenta lagos e rios, mata a sede, escorre pela terra, lambe os corpos e convida ao entrelaçamento de braços e pernas e libera sons mágicos.

Observe uma gota de chuva no vidro do carro.
Há apenas uma.
Veja-a com atenção.
Tente entendê-la não apenas pela sua visão, de dentro do carro,
mas também pela perspectiva dela —
que te observa estando dentro, e não fora.
Talvez ela esteja vivendo um momento difícil,
sabendo que, quando o carro seguir viagem,
precisará seguir o seu próprio caminho.
Ou talvez compreenda que, se o carro seguir,
ela já terá cumprido a sua missão.
A gota não controla o movimento do carro,
assim como nós não controlamos tudo o que passa por nós.
Ela apenas existe enquanto está ali,
fazendo o que pode.
Cumprir a missão não é permanecer,
mas saber a hora de seguir —
ou de deixar seguir.
Nem toda despedida é fracasso.
Algumas são apenas consciência.
A gota não é fraca por cair.
Ela é inteira por entender o seu tempo.
Porque nem tudo que vai ficar precisa ficar para sempre,
e nem tudo que vai embora perdeu o seu valor.

Chuva de Amor
Quando você chega,
o céu aprende a chover carinho.
Cada gota que toca minha pele
é como se dissesse baixinho:
“Você não está sozinho.”
Chove manso no meu peito,
lavando medos,
fazendo nascer flores
onde antes só havia silêncio.
Teu amor cai como chuva de verão —
quente, inesperada,
dessas que fazem a gente
rir à toa
e querer dançar na rua.
E eu fico assim,
de braços abertos,
deixando teu afeto me molhar inteiro,
porque se for pra me perder,
que seja nessa chuva de amor. ☔❤️

⁠Gratidão imensa pelo privilégio de poder ouvir e ver a chuva 🌧️,sentir o vento ,escutar as trovoadas.
Esse planeta é lindo e causa apego,pena que na maioria das vezes pela dúvida,erramos.
Viver é ser forte,difícil missão aceitar que tem um fim e ainda conviver com a saudade,de quem já partiu.
Na verdade estar aqui é uma grande missão de aceitação.

⁠ Dias de chuva...
muitos dias chuvosos .
O sol tirou férias
São Pedro deixou o posto de controle
Baldes de água caem aleatoriamente
Diz o poeta :
A chuva veio para renovar
e levar embora tudo aquilo que faz mal
poeira, terra seca
calor intenso
Mas desta vez a chuva veio como inimiga
e tanta tragédia causou
Vítimas dos deslizamentos
das enchentes , dos destroços
Não podem esperar a tempestade passar
tem que aprender a dançar na chuva
Muitos voluntários
Os ajudam a acertar o passo
cada passo seja uma conquista
para um novo amanhecer.
********

Saudade do tempo de criança


Saudade do tempo de criança
quando corria na chuva
ou brincava no barro
sem medo de se sujar


saudade do tempo de criança
dos pés descalços no quintal
do vento no rosto
e do cheiro de terra molhada


saudade do tempo de criança
da bola correndo solta
na rua de terra
do interior
onde morava a felicidade


e da bicicleta velha
que parecia voar


saudade do tempo de criança
das noites calmas
com grilo cantando no escuro
e o céu vermelho
se despedindo da tarde


saudade do tempo de criança
quando criança queria ser grande


engraçado


quando cresceu
deu saudade de ser criança


saudade daquele tempo
em que tudo que se imaginava
parecia possível


porque tem coisas
que o tempo não apaga


a criança ainda mora aqui


nos sonhos guardados
na esperança teimosa


em tudo aquilo
que um dia a criança sonhou


e que ainda pode acontecer


porque no fundo


a criança nunca foi embora


ela só ficou ali


quietinha


esperando a gente lembrar dela.

Dias de chuva

Chovia…

Abrigo na memória
uma janela entreaberta,
o latido das gotas caídas,
seduzidas por letras
cantaroladas nas pontas dos dedos.

Chovia...

Nesses dias pardos
que ainda trago na boca...

Abri uma gaveta
de infância —
e não havia nada,
nada que me fizesse lembrar
a faceta de transgressor.

Chovia...

Desejos esses,
habitados em ímpetos silêncios,
de vaga mundos —
sem sair do regaço da minha mãe.

Chovia...

Vertiam-se aqueles beijos
em dia de branco chumbo,
dados com amor e paixão,
como a auga escorrida,
ecoando melodias
no meu coração

chovia, mãe

chovia

chovia

chovia