Textos de Chuva
Fui alcançado prontamente por uma vívida gentileza sonora no íntimo de uma melodia entusiasmante sicronizada com o ritmo da chuva que foi intensificando gradativamente, ficando cada vez mais forte e emocionante, deixando aquela breve ocasião muito envolvente.
O som do tempo lá fora estava muito evidente e aparentemente incansável num grande espetáculo celeste, enquanto que as notas iam se reunindo harmoniosamente, todas empenhadas para acompanharem o mesmo compasso com um entusiasmo reluzente.
Este sincronismo certamente foi muito significante, a chuva que caiu expressivamente, inspirou uma linda música e reunidas deram inspiração pra estes meus versos, minha mente e a minha alma foram tocadas por este nexo de artes, uma sonoridade divina, palavras poéticas e uma musicalidade bastante emotiva.
Terra fértil, uma benção indispensável, que sustenta, que ajuda a natureza a florescer, abrigando suas raízes, deixando-a cada vez mais forte, demasiadamente, bela, mantendo sua austeridade sublime com várias formas e cores sóbrias e intensas.
Banhada oportunamente pela chuva, exala um aroma acolhedor que conforta, além de ser ricamente nutrida e, por conseguinte, causar um avivamento na flora, a qual retribui ficando com a simplicidade graciosa bastante expressiva.
Existência muito benéfica de bom grado e que não faz distinção, beneficiando tanto os seres racionais quanto aqueles que possuem a irracionalidade, portanto, merece o máximo de amor e respeito, sendo um bem do Senhor, então, não merece o nosso desprezo.
Estando eu bastante imerso em um destes momentos raros de relaxamento, principalmente, se o tempo estiver fechado, fecho logo os meus olhos e ouço com afinco uma mescla profusamente admirável do som confortante da chuva caindo com o de um piano sendo tocado, gotas em afinação com as notas, um alívio afinado.
Sem demora, fico muito relaxado e motivado por esta agradável sonoridade, desperto a minha férti imaginação, a qual transporta-me pra um belo cenário emocionante de céu aberto, lindamente iluminado, chovendo levemente sobre uma dança primorosa de passos precisos e sentimentos consistentes numa noite grandiosa.
Desde que seja atenciosamente ouvida e que haja identificação, a música pode ser uma das chaves para outros mundos que estão fora da nossa realidade, mas com o máximo de realismo, onde o lúdico passa tanta verdade que acarreta num sincero regozijo que nutri a sanidade, por isso que acredito piamente que ela é imprescindível para se alcançar sobriedade.
Demonstras um charme irresistível, incomparável e muito espontâneo, capaz de abrilhantar até mesmo uma simples e breve ocasião, o que é muito compatível com a naturalidade dos teus traços, vívidos e bem esboçados, teu jeito carinhoso, teu âmago emocionado, fazendo um afago nos olhos de quem é respeitoso e te aprecia de fato.
E sem sombra de dúvida, esta tua personalidade charmosa e de tanta singularidade, adoça facilmente os ânimos daqueles que estão a tua volta, agindo como lindos raios de sol num dia cinza de chuva ou um gesto singelo de amor e, aos poucos, um calor de entusiasmo vai tomando conta, um esplendor admirável que tanto renova.
Respeitando esta preciosa capacidade renovadora, espero de verdade que o amargor de certas situações não tirem a tua doçura, nem o fervor das tuas sinceras emoções, que permitem que a tua postura seja assim tão encantadora que provoca amáveis sensações, pois és uma benção majestosa, fonte de muitas inspirações que encantam olhares e aquecem corações.
Está chovendo um pouco lá fora, estou ouvindo e ficando muito relaxado ao ponto de refletir que o som da chuva às vezes é tão harmônico e tranquilo que é possível imaginar que são anjos cantando, afinados ricamente com o amor e um admirável afinco.
Lindo coro que certamente é regido pelo Senhor com sua regência divina, ajudando a potencializar a voz angelical de cada um, deixando a apresentação ainda mais viva e emocionante, transmitindo uma sensação incomum, muito querida e confortante.
E o que se ouve é apenas um vislumbre cativante do paraíso celeste, uma sonoridade entoada com tamanha emoção que até as nuvens se emocionam e chovem agradecidas as suas gotas que tanto renovam de uma maneira bastante expressiva.
Hoje está um dia chuvoso e dias como este, às vezes, fazem-me imaginar que o céu quiçá esteja desabafando através da chuva que vai caindo, externando suas emoções, qualquer emoção que esteja atuando fortemente no seu íntimo, o que é indispensável para o alívio do seu coração e logo, o seu aspecto celeste estará limpo, pois terá trazido tamanha renovação.
Aparenta nesta minha via de pensamento querer acompanhar-me temporariamente com a inspiração dos desabafos que alimento alguns dos meus versos, expressando em palavras o que estou sentindo em determinados momentos de paz ou de conflito, sempre sincero de um jeito muito claro ou implícito, senão, não teriam o mínimo de significado e assim, não estariam verdadeiramente vivos.
Companhia agradável, muito tempestiva, duas formas distintas de desabafar, a poesia que ganha vida, o chover que faz renovar, somas de letras e gotas, uma genuína sensibilidade para colocar para fora a verdade que se guardada por muito tempo, sufoca, então, a vividade não é restaurada, o amor não transborda, a calmaria não se instaura, a grata euforia demora, uma compreensão necessária que tanto transforma.
Defendo que amar pode ser o mesmo que embarcar em uma desafiante aventura em alto mar, tendo que enfrentar muitas vezes a força abrupta do vento e a chuva, já que o clima pode mudar a qualquer momento, assim, o tempo em certo ponto é relativo, ignorado, imprescindível, aproveitado, instantes tranquilos, prazerosos, outros são cansativos, perigosos, amando com sentido, um propósito, rumo de um amor recíproco, navegando sem perder o foco e ainda assim correr alguns riscos.
Os ventos nem sempre serão favoráveis, são fortemente expressivos ou calmos como brisas suaves, o desfecho é imprevisível, um desafio diferente do outro, por conseguinte, para navegar é necessário bem mais do que vontade, requer uma entrega de corpo e espírito para suportar as instabilidades, os possíveis empecilhos, amando de verdade, honrando com o seu compromisso, demonstrando coragem, experiência inconfundível, seguindo um norte de felicidade num empenho contínuo de reciprocidade.
Embarcados, terão que lidar com fortes chuvas, poderosas e inoportunas tempestades, as quais os deixarão mais fortalecidos, experientes, unidos vivazmente, assim, haverá certos momentos que choverá e poderão dançar debaixo de um banho de esperança com direito a algumas risadas, terão uma perspectiva esperançosa contrariando as más circunstâncias, orientados pela aprendizagem de suas vivências e principalmente por uma bússola de Fé no Deus grandioso que uniu seus destinos que os fazem ancorar em lugares seguros e zarpar se for preciso.
Atingindo este nível de companheirismo, serão navegantes aventureiros, amantes genuínos, sentimentos sinceros, uma relação harmônica poderosa à semelhança da que existe entre o vento e a chuva durante uma expressiva tempestade, altos e baixos das ondas, fases distintas e marcantes, eventos memoráveis, emocionantes, um frescor partilhado de vitalidade, parceria muito significante em um somatório de valorosos detalhes, amáveis e alegres, superando as dificuldades com uma determinação veemente.
Livre, agradecido, trilhando por uma mata fechada, uma trilha aprazível, iluminada por alguns raios de sol, regada por alumas gostas de chuva,
ouvindo o som de pássaros, das águas, do farfalhar das folhas, conduzido pelos ventos, restaurando minhas forças, alegrando o meu espírito aventureiro,
cercado por uma natureza calorosa, bem receptiva, permitindo um momento naturalmente marcante, o qual revivo por intermédio de uma memória viva.
Depois de chover intensamente, foi possível observar que um linda rosa havia acabado de ganhar algumas pérolas, feitas das gostas da chuva,
exaltando as suas pétalas vermelhas numa aparência intensa e cheia de elegância durante uma ocasião amável, singela, simplesmente, emocionante,
colorindo ricamente um dia nublado através da vida de uma natureza elegante que por alguns instantes deixou os meus olhos fascinados.
O encanto profundo do azul em demasia em um mundo criado pela arte, o cenário de uma cena muito emocionante, agora representado modestamente pela minha preciosa poesia
Harmonia de um céu chuvoso, azulado com uma chuva branda, durante à noite, iluminada pelo esplendor do luar, uma grande superfície banhada pelas muitas gotas formando uma espécie de mar
Com um casal peculiar sendo o centro das atenções, um amor, dois corações, olhos se entreolhando, vivenciando um sentimento raro, um aparentando confiar no outro em um encontro mágico
Apaixonados iniciando uma linda dança, mãos dadas, olhares conversando, a beleza de uma mútua confiança, juntos amando com leveza, refletindo nos seus movimentos, reciprocidade e elegância.
Se ultimamente os seus dias estão chuvosos, bastante nublado, não perca seu tempo reclamando, seja o seu próprio raio de sol, mantenha o seu ânimo, enquanto chove, aprenda logo a dançar na chuva e não se prenda ao que está fora do seu controle
Mude sua a postura se assim achar necessário, dê boas risadas, quantas quiser, valorize desde os pequenos refrigérios, alegre a sua alma, seja alguém grato, tire o mínimo de proveito, o máximo que você puder para que a sua fé imprescindível em Deus não se torne fraca,
E durante determinadas situações, em nada adianta ficar se culpando ou procurar um culpado, não sinta a culpa amarga que não é sua, não carregue esse grande fardo, nem coloque a sua nos outros, uma loucura destrutiva contra a si mesmo, algo bem desagradável.
Até consigo ver beleza num dia chuvoso, tirar algum aprendizado, mas estou longe de ser um bom dançarino, talvez esteja exatamente aí a graça, alguns passos expressivos ainda que atrapalhados já são suficientes para fazerem uma diferença demasiada para depois relaxar a mente.
Esta história foi muitas vezes contada, mas Jung, que nos dava poucos conselhos diretos, disse-me um dia: “Nunca faças seminários ou conferências sem contar às pessoas esta história”. Num dos seus últimos Natais, pouco tempo antes da sua morte, quando nós participávamos do Jantar do Clube (Club Psychologique de Zurich), ele contou-a para nós de novo. Não havia certamente ninguém na sala que não conhecesse já a história e portanto, depois que ele a contou, toda atmosfera mudou.
Houve uma terrível seca na parte da China onde vivia Richard Wilhelm (sinólogo, amigo de Jung e tradutor do I Ching). Depois de as pessoas terem tentado em vão os meios conhecidos para obter a chuva, decidiram mandar buscar um fazedor de chuva. Isto interessou muito a Wilhelm que se preparou para estar lá quando o fazedor de chuva chegasse.
O homem veio numa carroça coberta, um pequeno velho ressequido, que fungava com uma repugnância evidente quando saiu da carroça e que pediu que o deixassem sozinho numa pequena cabana em frente da aldeia; mesmo as suas refeições deviam ser deixadas no exterior, diante da porta. Não se ouviu falar mais dele durante três dias. Depois disso, não somente choveu, mas nevou intensamente, o que nunca se tinha visto nessa época do ano.
Muito impressionado, Wilhelm procurou o fazedor de chuva na cabana e perguntou-lhe como podia ter feito chuva e mesmo neve. O fazedor respondeu: “Eu não fiz a neve; não sou responsável por isso”. Wilhelm insistiu: havia uma terrível seca até à sua vinda e depois, passados três dias, houve grande quantidade de neve. O fazedor de chuva respondeu: “Oh! Isso eu posso explicar. Veja, eu venho dum lugar onde as pessoas estão em ordem; estão em Tao; então o tempo também está em ordem. Mas chegando aqui, vi que as pessoas não estavam em ordem e também me contaminaram. Por esse motivo fiquei sozinho até estar de novo em Tao, e então, naturalmente, nevou”.
Os alquimistas procuravam sem cessar unir os opostos, pois não é senão quando estão unidos que se pode encontrar a verdadeira paz. Coletivamente nada podemos fazer; Jung repetia-o constantemente: a única forma que temos para fazer alguma coisa, é no indivíduo, é em nós mesmos.
É o princípio do fazedor de chuva: quando o indivíduo está em Tao – local onde os opostos estão unidos – há uma influência inexplicável sobre o ambiente.
Há em nós um lugar onde os opostos estão unidos e nós devemos aprender a ir visitá-lo, permitindo assim à luz voar pelo mundo.
Barbara Hannah
E foram tantos esforços para manter o vaso intacto, que todas as tentativas para quebrá-lo foram ineficazes. Desconheceram que, mesmo sem defesa, a caneta e o papel continuavam sendo a melhor denúncia. A sutileza pela escolha de uma palavra ali, naquele papel, representaria muito mais que um milhão de outras palavras.
Naquela casa, dorme sozinho toda noite. Os sonhos são sempre mais leves do que encontrava todo dia ao acordar. Mas, aos olhos do dono do tabuleiro, ele era a peça principal do jogo. Por isso, o isolava; era uma forma de lhe preservar. Fora do jogo, o seu confortável quarto estava preparado. Num lugar e no meio de pessoas que seriam incapazes de achar que, aqui, ele não teria onde morar.
Lágrimas e chuva
Eu perco o sono e choro
Sei que quase desespero
Mas não sei por quê
A noite é muito longa,
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer.
Será que alguma coisa,
Nisso tudo, faz sentido?
A vida é sempre um risco,
Eu tenho medo.
Lágrimas e chuva
Molham o vidro da janela
Mas ninguém me vê
O mundo é muito injusto
Eu dou plantão nos meus problemas
Que eu quero esquecer
Será que existe alguém
Ou algum motivo importante
Que justifique a vida
Ou pelo menos este instante
Eu vou contando as horas
E fico ouvindo passos
Quem sabe o fim da história
De mil e uma noites
De suspense no meu quarto(1x)
Eu perco o sono e choro
Sei que quase desespero
Mas não sei por quê
(Não sei por quê)
A noite é muito longa
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer
Quis fazer
Será que existe alguém no mundo?
Eu amo a chuva
Adoro sair de casa para o trabalho embaixo de uma chuvarada. Ela tem a capacidade de inserir em mim a essência do beija-flor. E nos dias de chuva, saio de casa cheia daquela energia que impulsiona o coração a bater mais rápido, para realizar o milagre do bater acelerado de asas, dos rodopios incessantes e estáticos no ar, no ofício da coleta do néctar para minha subsistência.
Junto com a sombrinha companheira, subo a ladeira do Fabrício sem sentir. Aproveito o prazer dos respingos d’água que fazem a minha pele arrepiar, enquanto respiro fundo o ar úmido da manhã. Deixo que ele entre e umidifique as partes de mim ressecadas pelo tempo, principalmente a vagina e o coração.
O barulho da enxurrada me remete aos dias felizes da infância, quando junto com a esquistossomose e a ingenuidade, explorava todas as poças de água da minha rua. As lembranças provocam um princípio de tempestade em mim, e algumas lágrimas teimam em desaguar junto com a chuva desta manhã, mas, são lágrimas de felicidades.
Enquanto se fortalece em mim a certeza que amo a chuva, eu digo em pensamento: Vem vida, que hoje o amor com você será selvagem e mais que satisfatório.
Lembrança
E essa chuva que me fez lembrar vc...
Momentos únicos, verdadeiro e maravilhosos, foram aqueles da noite em que "dormimos juntos". Quero sempre desfrutar da sua companhia, do seu amor, do desejo e do gemido.
Quero sempre desfrutar do que a de melhor em vc.
A vida me pregou uma peça e hj cá estou, tendo insônia e querendo vc, querendo que sejas recíproco e válido toda forma de amar.
ERMA
Algumas pessoas são como brisa de outono, mas se tornam chuva de verão. Outras são como vendaval , desmoronando tudo pela frente e deixando árduas lembranças a quem por lá esteve. Existem aquelas que são como o calor do sol no inverno. Está ali pela manhã, mas some no fim da tarde sem nos dar certeza de que irá voltar no dia seguinte. E aquelas que nos lembram o mar em dia de maré cheia, nos deixando inseguros e frágeis. Mas felizmente ainda existem aquelas que são como o vento, arrepiando no inverno, amenizando o clima de verão, dias mais fortes, e em outros quase não o sentimos. Mas ele sempre está aí, você sabe.
Pedi a chuva se neste mesmo segundo seu pensamento sou eu, se você ainda espera o dia que eu bata sua porta e fale do meu amor, o dia que eu deixe de ser covarde, o dia que eu não tenha medo da felicidade, assim como tudo que mais quero agora é ouvir seu timbre chamando por meu nome, e o tão sonhado beijo entre nós matar este medo. Mas as dúvidas, elas me corroem, me matam aos poucos, não entendo, tenho tanta certeza que também me ama, ao mesmo tempo duvido se é da mesma forma que eu te amo...
As vezes sou como a chuva. As vezes sou como o vento. As vezes sou como a luz do sol em uma manhã. As vezes tento ser tudo o que você gosta, tudo que te faz pensar em ser feliz, tudo que te faz sorrir e te deixa com aquela sensação de paz e alegria. As vezes me pego pensando em você. As vezes me pego pensando no nada. As vezes me pego pensando em tudo. As vezes simplesmente as vezes preciso ser eu.
