Textos de Chuva
A CHUVA CHOVE...
A chuva chove bem fininha,
Chove a chuva devagar.
A chuva chove bem mansinha
Chove a chuva sem parar...
A chuva chove lentamente,
Chove a chuva sem cessar.
A chuva chove tristemente
Chove a chuva a chorar...
A chuva chove soluçando,
Chove a chuva sem calar.
A chuva chove lamentando
Chove a chuva a se queixar...
A chuva chove em pranto
Chove a chuva a lastimar,
A chuva chove em todo canto
Chove a chuva sem parar...
Chove lá fora e aqui o barulho é intenso, quase nem posso ouvir o som da chuva no telhado ou o canto do sabiá.
Meu submundo está bagunçado, barulhento e desalinhado.
Neste mergulho sem fim estou me questionando quando foi que eu me tornei tão anti social… será minha culpa?
Sim, eu sei, é essencial conviver com as diferenças… mas os gritos, a voz alta, isso me enlouquece, me tira do prumo
Eu amo o silêncio, a chuva e o céu nublado … meu esconderijo foi invadido, estou feito criança perdida na rua…
CHUVA DE
GRANIZO
Chove uma chuva gostosa
Nas cabeças lá fora.
Chove pencas de palavras
Nos ouvidos agora.
Pra quê entender? talvez...
Continua a mesma coisa,
Nada mudou lá,
Desta vez!
Continua o mesmo
Nada mudou lá,
Dessa vez!
Dessa... daquela...
sempre caindo...
A chuva não é mais tão azul!
Dessa...daquela ...
sempre caindo
A chuva não vem mais do sul!
Trovoadas de palavras
Lá fora, agora, sempre.
Tudo continua o mesmo
Em suas mentes.
Dessa... daquela...
sempre caindo...
A chuva não é mais tão azul!
Dessa...daquela ...
sempre caindo
A chuva não vem mais do sul
Chuva de Amor
Hoje,
Chove chuva, que cai devagarzinho,
Que canta e encanta tão veloz,
Em corrente matinal,
Alegremente sobre nós, e nós...
Encharcando e derramando vida,
Sem cessar,
Continua alastrando vida,
Aqui e acolá...
Água pura foge pra lá e cá,
Provocando enchente de alegria, atrevida, provida,
Misturada de amor,
Continua caindo, molhando, invadindo...
Que a saudade do amor,
Não nos mate,
Antes do nascer do sol e do brotar da flor...
Terra fértil, molhada,
Mate-nos a fome,
Mate-nos a dor,
Encharca-nos de vida e também do amor.
Jmal
2013-09-05
Eu tento uma coisa nova
Invento chamar a chuva
Reclamo quando não chove
E quando chove, também
Eu faço do mesmo jeito
Não me lembro de como ele era
Saio à chuva, depois que ela pára
Reclamo enquanto não chove
Eu tento chamar a chuva
E chove
Eu tenho um jeito novo
Pra fazer as velhas mesmas coisas
Meu melhor modo
É deixar tudo de lado
Da mesma maneira
Um velho pássaro vem
Pousa em meu telhado e morre
Já passou-se a vida inteira.
Edson Ricardo Paiva.
Quando chove a chuva traz
lembranças do bem
que você sempre me faz
pode parecer que não
mas se você olhar para trás
talvez veja uma luz
que se esconde
quando você olha
Sempre que a chuva me molha
Eu posso chorar sem medo
Não vão nunca descobrir
deste afeto, que guardo em segredo
Este amor, mesmo sendo tão grande
e mesmo sem ter aonde
esconder
eu escondo aqui no peito
e vou te amando do meu jeito
não é do jeito que eu
sempre quis
mesmo assim fico feliz
em poder te enviar
essa luz
Que se esconde
Quando você olha
Talvez seja a nossa sina
Pois sempre
que a chuva me molha
Meu amor em forma de luz
te procura e te ilumina
Lá fora, a chuva cai com bastante empenho,às vezes, a alma também chove, chora, então,gotas e lágrimas harmonicamente se misturam,
Ambas são temporárias, eficazes, necessárias,pois desabafam e logo fortalecem, acalmam e restaram o ânimo e a gratidão floresce
Os tempos difíceis e o tempo chuvoso podem parecer tristes, mas fazem gerar bons frutos, o choro de felicidade, dançar na chuva, alegrando o próprio mundo.
Encontrando Pessoas
Há dias dourados,
que encontro pessoas especiais.
De sorrisos largos...
De almas leves.
De ombros amigos.
Há dias de chuva...
Que encontro
pessoas que desejam molhar comigo.
Nas gotas de emoções que veem do céu.
Há dias de brisa...
Que encontro pessoas especiais.
Que me fazem flutuar.
Sonhar...
E que me dão asas.
Para que eu chegue,
além das suas almas.
Me dão aconchego
e de lá não desejo mais sair.
Há dias...
Hoje a saudade apertou
O coração sangrou.
Sentimentos misturados
Remoendo o passado.
O vento soprou e eu pude sentir seu abraço
Aquele abraço
Aquele suave abraço.
O céu ficou escuro
Ia chover
E antes da chuva cair foram minhas lágrimas que vieram a descer.
Você sabe
Bateu saudade.
Mas logo após a chuva e o tempo fechado
Veio um sol.
Ainda havia nuvens mas o sol raiou mais forte
Ainda havia saudades mas o amor próprio falou mais forte.
Hoje a saudade virou saudade.
Meus olhos observaram aquela estrada molhada,
em que os lados eram cobertos por árvores,
no qual a água de uma chuva já passada deixou um brilho em toda a paisagem,
onde o vento congelante se fez de música e entre os galhos das árvores aos poucos criaram uma doce canção.
Nesse momento minhas pernas ganharam vida
e assim como em efêmeros pensamentos,
eu caminhei, um passo atrás do outro, sem rumo,
apenas olhando o fim daquele longo trajeto que parecia nunca chegar.
Um passo atrás do outro,
eu me imaginava como nuvens no céu lentamente seguindo seu destino,
sendo guiadas apenas pela força da natureza,
sem procurar ao certo um lugar.
Um passo atrás do outro,
eu ouvia os pássarinhos batendo suas asas
e meus ouvidos me davam imagens,
imagens lentas, calmas, coloridas.
Um passo atrás do outro,
eu estremecia meu corpo por inteiro,
meus dentes batiam como um martelo,
mas o meu frio era bem mais quente que uma fogueira no clímax de seu calor.
Rosto
Rosto nu na luz directa.
Rosto suspenso, despido e permeável,
Osmose lenta.
Boca entreaberta como se bebesse,
Cabeça atenta.
Rosto desfeito,
Rosto sem recusa onde nada se defende,
Rosto que se dá na duvida do pedido,
Rosto que as vozes atravessam.
Rosto derivando lentamente,
Pressentindo que os laranjais segredam,
Rosto abandonado e transparente
Que as negras noites de amor em si recebem
Longos raios de frio correm sobre o mar
Em silêncio ergueram-se as paisagens
E eu toco a solidão como uma pedra.
Rosto perdido
Que amargos ventos de secura em si sepultam
E que as ondas do mar puríssimas lamentam.
Você Cuidou de Mim
( Cleyton M. Ribeiro - letra e musica)
Quando mais precisei de alguém
você estava lá e me tratou tão bem
Com seu jeito todo especial de amar
Agradeço por ter você aqui
Não mereço mais ainda vou pedir
Que esse amor não se acaba nunca mais
Você cuidou de mim mostrou pra mim
Um lugar especial
Ninguém pisou aqui, vou retribuir
Prometo te amar até o final
Lá fora a chuva cai então
Eu escrevendo esta canção
Pra te dizer o quento eu penso em você
te enxerguei onde ninguém mais viu
Mesmo quando tentou se esconder
Linda nossa amor trouxe você
De volta pra mim
Quinze horas em Belém, clima ameno e fechado. Da fachada de casa posso ver o céu coberto por nuvens de chuva e, ao meu redor, um cheiro forte, característico, dessa época ("vide" Águas de Março). Marcos, que é meu aluno, tenta fazer o dever de casa sem a minha ajuda.
O dia segue como esperado, nenhum interferência indesejada.
Quando o sonho alcança o céu
A poeira atesta a vontade do chão
de ganhar os céus em sua lida.
A flor realiza-se em seu pólen vão,
pegando carona nas abelhas.
Seu fruto não nasce sem antes sentir
a suave sensação dos ares.
O mar aspira também aos céus,
nas ondas que se erguem e depois caem.
Cada gota sonha em ser nuvem,
renascer no ciclo eterno da criação,
flutuar e chover liberdade.
E nas noites claras, onde estrelas brilham,
meus sonhos se elevam em constelações,
buscando no alto o brilho eterno,
a essência pura das canções.
É quando o sonho alcança o céu.
Tudo que existe anseia às alturas.
Assim, meu coração entrega-se ao vento,
em versos que ao vento se lançam,
tentando tocar o infinito,
onde reside o teu pensamento.
Meu pensamento criou asas,
fez minha alma ao alto voar.
Minhas palavras, essas sim, caminham.
Por isso, no poema, quando você é o tema,
nunca sei se vou ou se voo.
Então choveu abundantemente, choveu como nunca antes. E submerso afundei lentamente, até não restar mais ar em meus pulmões...
Sem nem ao menos me debater, ou tentar de alguma forma lutar contra a correnteza, me deixei levar pela maré e absorvi todo aquele caos.
Era o azul das águas, era o profundo do mar, era o abismo, era a escuridão...
E se me perguntarem quem eu sou, eu diria que sou uma imensidão de infinitas coisas...
Posso ser a brisa que toca o seu rosto em uma manhã ensolarada de domingo. Como também posso ser o sol que aquece os seus dias frios e cinzentos. Como também posso ser aquela leva chuva que cai e te molha nas manhãs de primavera. Como também posso ser aquele vento suave das tardes de outono que chega sem avisar.
Sou uma multiplicidade de infinitas coisas e cada um tem de mim exatamente aquilo que cativou.
Lá fora não chove
Conheço muita gente
E muita gente me conhece
Está feliz e risonho,
e derrepente entristece
Isso não é uma repente
é rima que adoece
Vai do amor da princesa
Até á dor de quem verse
"Mas menino não chora
Engole o choro e sorri
Pra não fazer cara feia
E pros parente engolir"
Olha pro céu meu amor
No chão o meu coração
Nessa dança de palavras
Quem quebrou seu coração?
chororô
o cerrado chora
chororô
chove lá fora!
é chuvarada, sinhô
18horas: melancólica hora
e eu também tô:
- chorando...
pobre pecador!
que no peito vai gotejando
uma tempestade de amor
de chuva e choro infando
lá fora chove, e eu sofredor!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2019
Cerrado goiano
As pessoas só precisam de luz quando está escurecendo,
Só sentem falta do sol quando começa a chover,
Descobrem que amam quando deixam a pessoa ir,
Percebem que estavam bem quando se sentem mal,
Só odeiam a estrada quando está com saudade de casa,
Olhando para o nada esperam que seus sonhos durem mais,
Porque sonhos chegam e se vão na velocidade das nossas escolhas.
Mas bom homem é aquele que cultiva sonhos, não envelhece nunca,
pode ser até que ele morra de repente, mas morrerá em pleno voo.
PELA VIDRAÇA
Chove muito e as gotas d'água
deslizam suavemente pela vidraça.
Pela janela observo a mulher
que caminha lentamente pela rua deserta.
Para onde ela irá assim sem pressa?
Imersa em seus pensamentos
segue em frente e fico a imaginar
o que faz uma mulher caminhar
tão tranquilamente ignorando
a chuva forte que cai.
Seria o término de um romance,
de um belo caso de amor?
E indiferente aos pingos de chuva
que molham sua roupa, seu corpo,
segue levando consigo o seu segredo.
Verluci Almeida
250210
