Textos de Chuva
Chove chuva, chove por mim, chuva
Derrama em mim teus pêsames
Prol do vácuo em meu peito
Frustrado demais para não chorar
Mas ainda assim no mesmo tempo
Cansado demais para fazê-lo.
Chove chuva, chove por mim, chuva
Conceda a mim um arco-íris
Amparo dos acontecimentos
Metas de outro tempo perdido
insolente demais para mudar
Insolúvel demais pra aguentar.
Chove chuva, chove por mim, chuva
Tarde abraça-me toda azul
Bálsamo do maldito momento
E que venha tu a ser um dia
O suor do futuro agora
Não lágrimas deste mundo triste.
CHUVA
Enquanto chove
Fumo meu cigarro
Encostada na janela em
meu apartamento
Vendo pingos de chuva
Escutando a chuva
Uma calmaria enquanto
chove
Com meu cigarro na mão
Penso o quão bom é
morar só
Sabe aquela paz que tanto
desejei
Agora eu tenho
E essa chuva
E esses sons da chuva caindo
no chão
Uma brisa maravilhosa
pra curtir a paz
Com uma música que me faz
relaxar
Curta a brisa da chuva
Ai chuva,
como é bom te observar
caindo.
IZA LIMA.
Hoje minha vaca deu leite
Tá sol
É verão
Não tem sombra
Nem capim.
Mas chove,
E, na chuva,
a gente se molha,
mas a gente não bebe água
a gente se afoga.
A água desce morro a baixo
Mas a gente tá abrigado
Opa, caiu um ali
Acho que não tem mais casa
Porque foi levada
Ladeira a baixo.
Com a chuva
Não há mais casa
Talvez haja capim
Mas vamos ter que dividir
E nem vai nascer a jato.
Porque é Verão
Faz Sol
Não tem sombra
E nem trato.
Chove lá fora
Aqui dentro também
Pingos que caem no meu parabrisa
E aqui dentro, chuva de sentimentos
Assim como trabalham os limpadores
Trabalham os meus pensamentos
Em sincronismo, tentando limpar os lados de fora e de dentro
Essa chuva torrencial
Difícil vencer nesse momento
Vou estacionar, o carro no acostamento
E você aqui dentro
Pois nem os limpadores,
Nem tão pouco os sentimentos
Ambos não conseguiram dar conta desses acontecimentos
Chove lá fora.
Chove lá fora agora
E os pingos da chuva,
Deslizando sem rumo pela vidraça,
Formam belas figuras, imagens singelas
Trazendo eternas lembranças de ti.
Chove lá fora agora,
E os pingos da chuva tal lágrimas frias
Escorrem em meu rosto,
Com o sabor do desgosto
De saber que dia, sem querer te perdi.
E como te encontrar agora não sei.
Percorri mil caminhos, não te encontrei.
E os caminhos tortuosos por onde passei
Nem se quer me levaram a lugar algum
Mas ainda assim chove La fora.
Renato
09/12/2015
Lágrimas de Chuva
Chove lá fora
Chove aqui dentro
Lágrimas de derrota
Lágrimas de um sentimento.
Vendo a chuva cair, olho pela janela
A saudade bate e sem querer penso nela.
Vejo o céu escuro
E com suas nuvens carregadas, ouço um barulho
Barulho de um trovão
Alto, forte, estrondoso
Assim como as batidas do meu coração
Assim como um pedido desesperado de socorro.
Olho para fora e vejo algo assustador
Algo veloz, furioso e devastador
É um raio e vejo esse raio atingir
Uma árvore indefesa, fazendo-a cair
Aquilo vem a minha mente e me faz assimilar
A mesma forma, que os meus sentimentos, teve a coragem de despedaçar.
A chuva aos poucos vai passando
E o céu vai se abrindo
Assim como o meu coração vai se curando
E mesmo sem forças, vou seguindo.
Avisto o sol, grande, luminante, reluzente
E que mesmo, depois de fortes chuvas e tempestades,
Volta brilhando ainda mais intensamente.
Nisso baseia-se os relacionamentos
Que mesmo, depois de grandes machucados
Mecerem também, amores renovados.
Amargura do cerrado
Aqui no centro do cerrado
Onde a chuva não chove
Chora o pó sulcado
Ressecado, onde o verde escorre
Pelo vento que levanta o chão
De sede que a existência morre
E o céu que rubra em explosão
O cinza que por ai colore
O rincão árido de erosão
O caboclo queixa por água
Nas promessas em oração
Das fendas escorregam bágua
Suspirando bafo de sequidão
De queimadas que frágua
A amargura do sertão
Poetado com carvão e mágoa
O estio do cerrado em aflição...
Chove forte
... derrama sobre a terra
súbita chuva e desaba
uma tempestade que atormenta meus mais íntimos sentimentos adormecidos.
Enquanto a chuva forte
na vidraça escorre deixando rastros,
aqui dentro há um coração
que chora de saudade.
Saudade do tempo que em
dias de chuva nos acolhíamos
dentro de um caloroso abraço e
no ritmo nossos corpos
colavam-se extasiados.
Hoje,
chuva forte afoga-me
no deserto de minhas lembranças,
procurando abrigo,
revivendo o que ainda está vivo,
congelando o instante mágico que vivemos.
... chuva forte lá fora, aqui dentro emoções;
entorpecida de sentimentos,
inundada de lembranças,
ao som da chuva forte... adormeço.
Dias de Chuva
E a chuva continua a cair . Chove fria e mansamente , chove quase que ininterruptamente . Assim passam-se os dias , assim passam -se as horas ...assim vai-se o mês de agosto ! Muita chuva , muita terra molhada , muita reclusão em casa
A chuva não dá tréguas. Seu ressoar é como uma cantiga suave num compasso firme e lento.
Dias de chuva nos trazem nostalgia... Chuva é Deus lavando a casa do coração
Que recaia sobre cada um de nós, tão suavemente como a chuva , as bênçãos de Deus que aos poucos vai -nos lavando a alma e inebriando o coração .
edite lima , Agosto/2017
CHUVA, POR FAVOR
Chuva, cuidado com a maquiagem dela,
Ela cuida bem, de tão singela
Chove chuva, estão sem parar,
Mas deixa bondade lhe separar.
Chuva pare, não molhe meu amor,
Ela é tão linda flor,
Chuva não seja tão ruim,
Musa musa é tão linda assim.
Ela é minha luz,
Meu coração, ela transluz,
Mexe com a minha mente,
Essa paixão, confirmo veemente.
Não faça temporal
Não abaixe o auto-astral,
Não quero ver teu lado mal,
Não deixe elevar o mau.
Ela é uma obra prima do samba,
Com seu gingado e jeito de dançar,
Deixa minha indecisão em corda bamba,
Que cai, logo no ato de se apaixonar.
Por favor, chuva, não molhe meu amor,
Ela é tão linda como uma flor,
Deus nosso senho, abençoe-a,
Ela é minha amada, sempre vou ama-la.
Chove Chuva
Dia chuvoso, céu nublado
E eu aqui sentada
Colocando em frases e versos sentimentos inversos
A chuva cai
E dentro de mim algo se desfaz
Lembranças à tona
Sentimentos embaraçados
E meu coração apertado
Chove chuva
Deixe-a chover
Talvez assim pense menos em você
Depois da tempestade
Eis que surge o arco-íris
Trazendo consigo
Toda a felicidade que eu havia pedido.
Enquanto não chove
penso para o tempo fluir
A chuva é poesia para minh'alma
e quando recita sobre o telhado
adormeço e não vejo o tempo voar
Apenas caminho sob a paz de um sonho
e quando acordo a chuva já passou
Então penso
Penso no tempo que se apagou
enxugo a face que a chuva não molhou.
Eu e a chuva...
Quando chove, sinto vontade de molhar os pés e aos poucos, fico descalça e quando me dou conta, já virei criança e me deixo molhar sem restrições. Hoje, eu fiz mais uma vez.
Fiquei na chuva até ela dizer, agora chega, entre e tome um banho frio que parecerá quente e foi o que aconteceu.
Que sensação maravilhosa, uma chuva gelada, mas me senti totalmente renovada, tudo parece funcionar melhor, é uma energia fantástica.
Há uma cumplicidade, uma integração de corpo e alma e uma solidão completamente apaixonante, envolvente, desejada.
Eu, sob a chuva que caia com fartura.
São loucuras saudáveis, agradáveis, necessárias para sentir o poder da natureza que derrama sobre nós, suas forças especiais e depois, vai levando embora o que não serve mais.
Hoje chove
Hoje Deus chora, mandando sua lagrimas para terra em forma de chuva, mais não e um choro de tristeza, mais sim de alegria por ter sido a ti que desenho tal obra prima, que trás alegria ao meu coração, essa obra prima de beleza incomparável, essa obra prima que dorme ao meu lado e me encantando todos os dias com o seu lindo sorriso, e agradeço a deus por conceder para mim essa sua linda obra prima.
Minha linda paixão, meu amozinho e minha obra prima (domenique)
A CHUVA
Chove, chuva, vem molhar,
Chove lá na serra,
Molha toda terra,
Chove lá no mar!
Chove, chuva, chove de mansinho!
Chove lá na roça,
Para alegria nossa
E também dos passarinhos!
Chove, chuva, chove para cá!
Traz de volta as borboletas;
A alegria das violetas
E o canto do sabiá!
Chove, chuva, chove mais uma vez!
Chove em todo o mundo,
Pelo menos por um segundo.
Não queremos escassez!
Chove, chuva, chove por favor!
Chove lá no campo,
Chove que nem pranto
Quando chora o lavrador!
Chove, chuva, chove de novo!
Chove de noitinha
Para molhar as plantinhas
E alegrar o nosso povo!
Chove, chuva, chove já!
Chove no riacho
Que corre para baixo,
Que o sertão quer virar mar!
hoje, chove
amanha, choverá
ontem não choveu
mas na chuva não vou me molhar
em casa
olhando os pingos de chuva
que deslizam de ponta cabeça
pela estrutura de cimento
olhando o céu
cinza pelas nuvens de chuva
eu lembro daquele outro seu
o céu de um mundo que fazia mais sentido
eu gosto da chuva
chove lá fora
Chove sem parar
Choveu a noite inteira
Ouço o pingar da goteira
Chuva fina ,
chuva fria
Vento gelado
embaça a vidraça
que chora em gotinhas
entristecendo a tardezinha
Fico ali parada
pensamentos tristonhos
despertados pelo dia enevoado
de repente meu olhar
é despertado por um
pássaro molhado .
Pássaro desgarrado
ali todo encorujado
é o mesmo pássaro
que vem toda manhã
dançar no peitoril
de minha janela a cantar
O pássaro a observar
longo tempo a meditar
Lá fora a névoa acinzentada
as folhas silenciadas
já não balançam mais
somente os pingos que caem
como lágrimas a rolar
Edite/ junho 2020
Chove torrencialmente...
Chuva calma ,
Não molha ninguém
lava a alma
e traz muita calma
Mas de repente
mexe com a calma da gente
fortes enxurradas
invadem as calçadas
Além de muitos relâmpagos
Clareando a imensidão
Seguidos de forte trovão
Todos fogem
Pedem arrego
Mas mesmo dentro de casa
A apreensão toma conta
Águas impetuosas
Invadindo o ambiente
e a todos amedronta
INVERSOS
A chuva chove lá fora,
Meus olhos chovem em lágrimas,
Queria chuva de meteoros,
Estrelas cadentes,
Faiscando no céu escuro...
Pra que raios e trovões?
Pra que vendaval?
Pra que tormentas?
E furacões?
Quero a brisa leve,
Que bate no rosto,
Esvoaçam os cabelos...
Quero voar ao vento,
Voar pensamentos,
Pairar nas nuvens...
Chove sem parar ao cair da noite, o vento orienta a chuva e faz às árvores dançarem num rítimo ordenado e viçoso, um frio intenso toma sua face, os raios caem com intensidade e parecem raízes que fincam constantemente energia sobre a terra.
O sono não vem, Ela encolhida no sofá da varanda enrolada no cobertor que ainda expelia a fragrância do último encontro, bebia o vinho que tinha o gosto do beijo daquele que se apoderou de seus pensamentos, por isso, bebia e saboreava gota a gota. A sensação de tê-lo perto às vezes parecia tão real, mas suas mãos tateavam um espaço vazio, em aflição, como se buscasse constantemente aquele a quem sua alma procura, podia senti-lo, mas não tocá-lo. Era quase verossímil a interação e a freqüência que esse contato lhe proporcionava, Ela percorria seus pensamentos tentando transportar sua mente para o passado, que a levara a reavaliar conceitos, adquirir comportamentos antes ausentes, imaginar novos sonhos e desistir ou adiar os velhos, sensações que preenchiam a sua vida com um misto de serenidade e turbulência.
Podia sentir seu espírito sorrir ao imaginar aquela expressão suave descrita por um leve sorriso, porque ele fazia transparecer nos seus lábios e no esverdido do seu olhar a terna alegria do instante. Sentia prazer ao ouvir o som da fala áspera e cava daquele homem e das palavras que eram entoadas por ele. Sentia-se impotente perante as suas carícias, lembrou-se de que ele possuía sobre ela todos os direitos, e isso já seria razão suficiente para viver plenamente esse momento tão maravilhoso, que a fazia feliz, seja como for, isso era para Ela um privilégio. Ela estava apaixonada.
De repente, o aroma embriagante daquele amor pairava no ar, misturava-se com o vento, com a energia brilhante dos raios, dançava como as árvores e molhava como a chuva, refrescando a brasa incandescente daquele amor e o desejo de mais uma vez tocar-lhe o corpo e sentir à amena, seca e agradável sensação de beijar-lhe a boca.
Lembrou-se do aroma e do calor que aquele corpo exalava, aumentando o desejo incontrolável, insaciável, de se transportar frequentemente para aquele desejo repleto de incertezas. Ela temia se tornar dependente daqueles braços, daquele corpo, daquela boca, daquela alma... e não conseguir mais exercer sobre seu corpo “o domínio”, e ao se entregar tornar-se-ia fraca e acabaria contando-lhe seus segredos mais íntimos, sussurrados com hesitação, confidências ecoadas em cada sussurro proferido, perdido no ar, indo de encontro ao vento e se espalhando, acalentando corações perdidos e inertes, que por medo de se entregar ao amor deixam de viver todos os dias como se fosse o último.
Imaginou os raios de sol entrando pela janela, tocando-lhe a face, em mais um despontar do horizonte, de um lado as mesmas sensações e o recente encontro de um amor, que existe, mas não pode ser tocado.
Sentia-o tão perto... que o cheiro constante de sua pele se sobrepõe a qualquer outro aroma que possa inalar e os seus beijos povoam os seus sonhos e não se esvaem quando desperta, porque é um sentimento penetrante, oculto e alimenta as suas lembranças no transcorrer do dia.
Lembrou-se do primeiro encontro, subitamente em meio a multidão surge aquele Ser, uma criatura que simplesmente brilhava, sua imagem ofuscava tudo a sua volta, seu coração começou a palpitar, Ela ficou inquieta, aflita, ansiosa, sensações que a deixaram perturbada, repentinamente, parou de ouvir o barulho das conversas paralelas, do som da música que entoava ao fundo, só conseguia ver aquele estranho.
Ela precisava de um motivo para se aproximar, e espantar qualquer pessoa que pudesse atrapalhar sua convicção. Refletiu por alguns instantes, intrepidamente levantou-se e seguiu em direção a aquele ser, dotado das chamadas qualidades viris, que para Ela era o seu grande e lídimo amor, até então, recôndito na imensidão do universo, perdido durante tantas vidas e que finalmente retornou.
Achegou-se, ao vê-lo tão perto perdeu o medo, pediu-lhe um cigarro, sua voz rouca com um leve sotaque, ecoou dentro dos seus ouvidos como uma melodia que nunca se esquece. Era um sentimento que só o espírito poderia perfazer, narrar. As palavras, os gestos, o comportamento, não possuem recursos suficientes para decifrar essa linguagem tão única, exclusiva. Seus pensamentos foram transportados à expectativa de um encontro acanhado, era como uma sucessão rítmica, ascendente ou descendente, de sons simples, a intervalos diferentes, cuja fascinação pela sonoridade do instante, tornava cúmplice toda a euforia que poderia inebriar esse engano dos sentidos, marcado pela ilusão de um grande acontecimento.
Deliciava-se com o devaneio daquele impulso, esperado, ambicionado, desejado, que fazia a parte limitada da matéria inflamar-se de anseio, uma sensação que tomou conta do seu corpo e do seu coração aquecendo-lhe a alma.
Cerrou os olhos, pode sentir ele se aproximar devagar, passando seus braços em torno da sua cintura, puxou-a contra seu corpo (sentiu seu coração latejar), curvou o pescoço e beijou-lhe a nuca, a orelha, o rosto, a boca, a alma... Dessa agitação profunda sentiu entremeada a respiração cansada e ofegante, imaginou-se possuída por uma divindade de personificação masculina, que representava para Ela, naquele momento, seu homem. Este era o verdadeiro amor, que despertava o abstrato e o concreto, até então adormecidos.
Por fim, sorriu ternamente, beijou-lhe a face e partiu...
