Textos de Chuva

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O prazer de servir

Toda a natureza é um serviço.
Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.
Onde haja uma árvore para plantar, plante-a você;
Onde haja um erro para corrigir, corrija-o você;
Onde haja um trabalho e todos se esquivam, aceite-o você.
Seja o que remove a pedra do caminho,
O ódio entre os corações e as dificuldades do problema.
Há a alegria de ser puro e a de ser justo;
mas (lá, sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.
Que triste seria o mundo, se tudo se encontrasse feito,
se não existisse uma roseira para plantar, uma obra a se iniciar!
Não o chamem unicamente os trabalhos fáceis.
É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.
Mas não caia no erro de que somente há mérito
nos grandes trabalhos;
há pequenos serviços que são bons serviços:
adornar uma mesa, arrumar seus livros, pentear uma criança.
Aquele é o que critica; este é o que destrói; seja você o que serve.
O servir não é faina de seres inferiores,
Deus que dá os frutos e a luz, serve.
Seu nome é: aquele que serve!
Ele tem os olhos fixos em nossas mãos
e nos pergunta cada dia: Serviu hoje? A quem?
À árvore? A seu irmão? À sua mãe?

Gabriela Mistral
Antologia poética.

Meus olhos estão tristes
como a chuva que molha o jardim
Só o silêncio do vento
a ecoar num vale
Um sopro de vida
num rosto que se molda
Que oa rununciar-me
não aprisione esses olhos tristes pro belo
O corpo presente
pra um coração ausente
Ensinaste uma fragilidade
que não quero aprender
Levantarei a cabeça
verei o horizonte
e saberei que o farol que me guia
me deixará num porto seguro.


GOSTARIA DE 1 DIA PRA VIVER,
E UMA ETERNIDADE PRA SONHAR.

QUE ME VENHA ESSE HOMEM

Que me venha esse homem depois de alguma chuva, que me prenda de tarde em sua teia de veludo, que me fira com os olhos e me penetre em tudo.
Que me venha esse homem de músculos exatos, com um desejo agreste, com um cheiro de mato.
Que me prenda de noite em sua rede de braços, que me perca em seus fios de algas e sargaços.
Que me venha com forca, com gosto de desbravar, que me faça de mata pra percorrer devagar.
Que me faça de rio pra se deixar naufragar.
Que me salve esse homem com sua febre de fogo, que me prenda no espaço de seu passo mais louco.

E essa chuva cai lá fora
Se funde com as minhas lagrimas aqui dentro...
É assim no meio dessa chuva que me da vontade fugir...
Correr para um lugar melhor...
Onde exista apenas eu e eu...
Onde eu posso olhar as nuvens e contar as estrelas...
Quero sentir falta de sentir falta
Ninguém no mundo compreende o que eu sinto
Ate que sinta também...
Fácil falar de sentimentos
Difícil controla-los e agrega-los a onde queremos...
Sentimentos uma mistura de emoções
Queria eu poder controlá-los...
Nada que eu fale expressara o que realmente sinto
Amei como um dia eu amei
Sofra como um dia eu sofri
Que saberás por que tanta amargura assim...
Um dia quem sabe poderá sentar e ler o poema de
Pequena garota que sabia que podia fazer você sorrir
Mais que em segundos com poucas palavras fazer-te
Chorar...
“Não escrevo o que você quer ler, escrevo o que tenho para escrever”

O Culpado

Não posso culpar a chuva quando não cai
Não posso culpar as lágrimas que não escorrem
Não posso culpar alguém que não vem em minha direção,
Ou quem vem e não para
Não posso culpar a dor que me habita
Nem o amor que me abandonou
Não posso te culpar por olhares reincidentes
Nem por partir sem adeus
Não posso culpar o chão por ser duro
Nem por me esfolar nos tombos insistentes
Eu sou o culpado, fui condenado, estou cumprindo a pena,
Resignado a viver entre as grades do desespero
Sou culpado por te deixar ir, pelo fracasso na busca, pela fraqueza no caminho
Sou culpado pelas respostas erradas às questões do destino,
Pela falta de ação nos momentos exigidos
Talvez eu me perdoe, talvez eu sobreviva o suficiente pra superar
Talvez sangre até me afogar, talvez sucumba cheio deste vazio,
Talvez chegue até à cova plenamente satisfeito,
Ou talvez tenha que cumprir este penoso caminho sozinho
Carregando meu corpo dolorosamente até abandoná-lo no leito de morte.

Quem sou eu?

De cristal me fiz muralha
De brisa fui furacão
Da chuva fina me tornei tempestade
No meu sorriso, escondi minha solidão
Na minha valentia o meu medo,
Fingindo-me de forte pra não admitir minhas fraquezas.
Queria ser gigante, mas sou pequena...
Pequena como grãos de areia.
Me perco como fumaça no céu, cada vez que esqueço do que me fiz e olho para quem eu sou...

Eu desejo
que nos dias de chuva
você se permita escutar
a melodia dos telhados
que à mercê das mágoas
busque lembranças que prezem
pela alegria
Desejo que a vida lhe abrace
no dia em que você precisar
de companhia
e que o vento lhe sopre pistas
sobre onde encontrar
paixões e sonhos

meu caminho
tem folhas de outono
tem noite escura
tem cores quentes
tem dias frios
tem chuva intensa
tem coracao destemido
tem sussurro e gemido
tem dor desmedida
tem chão de estrelas
tem mel de abelhas
tem abrigo e aconchego
tem amor aos pedaços
tem pensamentos ocultos
tem segredos e juras
tem memória intensa
tem pés calejados
tem corpo cansado
tem mente esgotada
tem alma iluminada
tem asas de anjo
tem a luz de Jesus
tem as mãos de Deus!!!

Soneto XXXVIII

Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada,
eu saía a brincar, pela calçada,
nos meus tempos felizes de menino.

Fazia, de papel, toda uma armada,
e estendendo meu braço pequenino,
eu soltava os barquinhos, sem destino.
ao longo das sarjetas, na enxurrada...

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
são de papel, são como aqueles,

perfeitamente, exatamente iguais...
_Que meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!

Eu gosto daquela chuva
Daquele som que ela produz
Ao cair e lavar a telha
Do seu correr pela biqueira
Daquele cheiro que sai da terra
De olhar as gotas da janela
De banhar no meio da rua
De brincar com os meus amigos
Dos tempos sem internet, apenas TV
Mas também se nós tivéssemos
Nada insignificante iria interromper
Porque aquele momento nos fazia
Tão felizes como jamais entenderia
Quem não sabe o que é ser.
Esse valor carrega a vida por si
O contemplar de uma simples chuva
A lembrança da infância querida
Sem muita preocupação descabida
Ensina que viver bem é puramente viver
Como a chuva que esfria o calor
Que acalma a alma e alivia a dor
Revela um mundo cada vez menos
Criança e que cada vez mais precisa
De Deus e do Seu inexplicável amor.

Qual folha que vaga sem rumo e sem vida
no espaço perdida sou eu vagar!
Qual chuva crescendo nos olhos do tempo
nos mares crescendo, nos olhos do tempo, sou eu chorar!
qual sombra da noite de um céu nevoento
que canta a tristeza, sou eu cantar!
Igualmente o que vai aos pés do infinito
Gritando...gritando..sou eu esse grito!
Eu sou o consumo de um sol sem calor
Enfim, sou resumo do riso e da dor
eu colho a tristeza em forma de flor
na paz da certeza onde canta o amor!

A chuva estava diminuindo e a garota estava caminhando pelo centro da calçada com
a cabeça erguida para que os esparsos pingos de chuva lhe caíssem no rosto. Ela sorriu
quando viu Montag.
– Oi!
Ele respondeu o cumprimento e disse:
– O que você está tramando agora?
– Ainda estou maluca. A chuva é tão boa. Adoro andar na chuva.
– Acho que eu não gostaria – disse ele.
– Você gostaria se experimentasse.
– Nunca experimentei.
Ela lambeu os lábios.
– Até o gosto dela é bom.
– O que você faz, fica por aí experimentando de tudo? – perguntou ele.
– Tudo e mais um pouco.

Ray Bradbury
Fahrenheit 451. São Paulo: Globo, 2012.

Se amanhã chover no meu caminho, vou aproveitar para plantar flores e comer bolinho de chuva,
Se começar a ventar, vou empinar pipa e, se ventar muito, vou aproveitar e colocar minhas lágrimas para secarem,
Mas se abrir sol e uma brisa leve vier para embalar meus sonhos, com certeza vou convidar alguém para passear e contar passarinhos, redesenhar nuvens e jogar pedrinhas na água só para fazer onda, só para fazer onda.

Adoro a chuva e sua sinfonia
O cheiro que ela desfila
Tocando uma música antiga
Abrindo uma garrafa de vinho
Aquela que trás o frio
De presente o abraço quentinho
E transforma corpos em aconchego
Adormecidos com seu sossego
Adoro a chuva mansinha
A dose de calmaria
A doce coisa de Deus
Que molha fria e suave
Que nunca precisa de chaves
Que acaba, mas nunca é adeus...

Para todo o coração cansado existe um descanso...
Em um dia de chuva, pode aparecer o sol...
Em 1 hora, um segundo, pode fazer a diferença...
Então...
Que nosso final de semana seja de coração tranquilo, com muito sol o dia inteiro... horas completas, fazendo a diferença, e em todos os dias dele.

HOJE...

Se chover,seja feliz com a chuva
que molha os campos,varre as ruas e
limpa o ar...
Se fizer sol,aproveite o calor.
Se houver flores em seu jardim,
aproveite o perfume.
Se tudo estiver seco,aproveite para
colocar as mãos na terra, plantas sementes
e aguardar a floração...
Hoje não arrume desculpas...
Seja feliz de qualquer jeito!!!
Lembre-se de que a única fonte de
felicidade está dentro de nós e deve ser repartida.
Repartir nossas alegrias é como espalhar
perfume sobre os outros...
Sempre algumas gotas acabam caindo
sobre nós.

Você é a vela, o amor é a chama
Um fogo que arde através do vento e da chuva
Brilhe a vossa luz sobre este meu coração
'Até o fim dos tempos

Você veio para mim como a aurora através da noite
Apenas brilhando como o sol
para fora dos meus sonhos e na minha vida
Você é a única, você é a única.

Disse que te amava, mas eu menti
Porque isso é mais do que o amor que eu sinto por dentro
Disse que te amava, mas eu estava errado
Porque o amor pode nunca, jamais, me sinto tão forte.

Aquieta-te

Aquieta-te, coração,
Que a chuva cai lá fora
E a tempestade raivosa ruge com seus trovões
Intempestivos e ameaçadores
Aquieta-te, pois os lamentos da minh’alma
Cantam em júbilo louvores a ti.

Aquieta-te, coração,
Até que a primavera chegue novamente
E os lírios floresçam nos verdes vales sem fim
Irei respirar teu aroma deixando minha alma adormecida...

Aquieta-te e ouve minha longa história
Vê quantos segredos enraizados numa penúria sem fim
Tento arrancá-los, mas, suas raízes são profundas e velhas.
Difícil tarefa com minhas mãos frágeis.

Vê, coração, quantos anos se passaram
O pêndulo do imortal segredo guardado continua lá
Na quietude do abismo onde o sol nasce e
O véu da escuridão aguarda o pôr do sol.


Canta meu coração, eleva tua voz aos céus
Arranca as penúrias da alma
Que as trevas evaporem nas ruínas infinitas
E a aurora desponte no limiar do amanhecer...

Se o sol continuar a brilhar,
A chuva nosso solo molhar,
A família continuar unida,
O amor curar nossas feridas,
Do trabalho vier nosso pão.
Para o amigo estendermos a mão,
Se a saúde permanecer em nosso corpo,
O sorriso estampar no rosto,
Ao criador sempre agradecer,
2011, também iremos vencer!!!

(Mel 29/12/2010)

Dias de chuva pra mim sao proprícios a colo, chocolate quente e cobertas.
Um bom vinho, luz de velas, um jantar a dois e nossa música preferida.
Dias de chuva pedem livros, aromas, bolo saindo do forno, café, abraços.
Maos entrelaçadas, pés enroscados, meias de lã, pijamas, cafunés.
Dias de chuva, sao propícios ao amor.
Sao propícios a eu e voce.