Textos de Amor Passado
Olhar para o passado
pode trazer alegrias;
pode trazer tristezas,
Mas não pode trazer nada que vivemos de volta!
Quero relembrar alegrias;
Quero esquecer tristezas.
Mas as recordações que foram alegres
hoje marejam os meus olhos.
Um nó na garganta me sufoca!
Vontade de gritar.
Quem pode me entender?
Quem pode me escutar?
Engulo e dói.
Tento disfarçar.
Tenho que viver;
Tenho que continuar!
Não quero ficar sózinha!
Pessoas ao meu redor me consola;
Me distrai;
Me faz sorrir.
O passado trás saudades
Machuca por dentro
Corrói a alma.
Como as águas do rio correm e não voltam
O tempo também corre e não volta!
Lá fora chove!
Lá fora é noite!
Lá fora faz Sol!
Amanhã seremos esse nó na garganta de alguém;
Seremos os olhos marejados de alguém;
Seremos o passado.
Ainda bem!
Após tanto trilhar,
ter escalado montanhas
de dificuldades,
passado por alguns apuros,
De cima, pôde avistar um Vale,
sentir o ar puro de esperança de novo,
Era arborizado, pelas as águas, avivado
Decidiu construir, ali,seu refúgio,
seu ânimo foi Dytzpertado
e daquele dia em diante,
seria seu Porto Seguro.
O Passado não existe,
pois já aconteceu,
mas, ironicamente,
insiste em se fazer presente,
como um fantasma inconveniente
que não percebe que morreu
e fica vagando em pensamentos, lembranças de momentos marcantes por algo bom ou desgastante,
portanto, precisa ser liberto,
pode até continuar visitando,
todavia, só de vez em quando,
agora é o momento do Presente
e o Futuro ainda está esperando.
Ela é intensamente linda,
sente-se cada vez mais liberta,
já sofreu muito no passado,
arduamente percebeu que o seu viver
deve valer à pena e não desperdiçado,
tem a certeza da sua relevância,
que nem todos merecem a sua presença,
que o seu próprio amor e o do divino
devem ser uma constância,
que só merece o que for recíproco,
que ainda virão amargas circunstâncias,
mas continuará resistindo
com fé e esperança,
preservando o seu lindo sorriso.
O tempo é um ciclo virtuoso,
onde o passado, presente e futuro
estão conectados,
pois estão constantemente se cruzando,
o agora que acontece no presente
é a concretização do futuro
que amanhã será história
e fará parte do passado,
o que prova que tudo acontece
por uma razão
e certamente por Deus foi planejado.
Já imaginou como seria se houvesse um confronto entre o presente e o passado?
o entusiasmo da infância
contra o cansaço da vida adulta,
a criança ficaria decepcionada,
nem sonhava que chegaria a este ponto, que cobranças e desânimos
seriam mais frequentes,
enquanto que o adulto seria surpreendido,
nem lembrava que ela havia existido um dia,
que viver não era mais tão divertido como antes,
ambos num primeiro momento
não saberiam explicar como aquilo estava acontecendo, a razão de estarem se confrontando,
entretanto, chegariam num acordo
diante da seguinte conclusão
de que um é o reflexo do outro,
de que a vida não é feita
apenas de diversão, mas que esta
não deve deixar de existir
para que viver não seja algo em vão
e que assim, os dois possam coexistir
enfrentado juntos cada situação.
A saudade é um reflexo do passado que se faz presente, acessada através das boas lembranças do que foi usufruído com entusiasmo numa felicidade explícita, o coração grato por cada instante e lembrando, vem aquela sensação de que passou tão rápido, de que nada será como antes.
As vivências exultantes da infância provavelmente são as que mais geram saudades, passam depressa demais numa fase que não se tem a consciência do quanto são valiosas entre banhos de chuva, desenhos animados, brincadeiras de rua e remédios feitos de abraços.
O tempo certamente não fica parado, mas não importa que hoje seja diferente, desde que a essência seja mantida assim como os aprendizados, as amáveis emoções sentidas, os momentos marcados ricamente pela vida, portanto, siga que enquanto houver fôlego, novas saudades serão construídas.
A vida humana, entre lições e aprendizados.
…o momento atual ao qual passamos não difere do passado, nos impõem lições e aprendizados.
Que possamos então rever comportamentos, atitudes, julgamentos. Que possamos então meditar, sobre o bem e sobre o mal. Que influência nós temos sobre a vida de alguém? Por mais que você se ache independente, somos todos impactados por cada pessoa a nossa volta, seja involuntariamente e vice-versa. Não estamos sozinhos, não vivemos sozinhos não importa o seu mundo.
Caminhando pelo passado
Caminhando pelo Recife
Sons estranhos me aparecem:
ao passado o presente assiste,
e algo estranho me acontece.
É Pernambuco da capitania,
que Duarte Coelho já sentia
sua força impoluta,
tendo ouro como açúcar,
doces brisas pelas ruas.
Soldados e suas espadas,
navios em suas esquadras,
e, olhando em direção ao mar,
corsários a passar,
disputando este lugar,
lutando sem cansar,
como hoje lutamos nós,
o egoísmo é o grande algoz,
pois pertence a humanidade,
vejo isso nesta cidade,
em relances de verdade.
O Recife é imortal,
é pedra fundamental,
de feito excepcional
produzido por Nassau.
Nassau é a Ponte
do passado ao presente.
O Capibaribe que nos diga!
Em suas águas o abriga,
como uma imensa Veneza
de rara e eterna beleza,
pedra de valiosos quilates,
como provam os mascates
cujas vozes ecoam por toda parte,
por ruas, entradas e becos,
seus comércios e apetrechos.
Na Rua da Praia houve até revolução,
Por aqui Insurreição.
Sua história é contada com muita devoção,
pois de história nós entendemos,
com vários ilustres convivemos:
Matias de Albuquerque, Henrique Dias, Gilberto Freire,
Paes de Andrade, Frei Caneca, Abreu e Lima,
Joaquim Nabuco, José Mariano, Paulo Freire,
Capiba, Luiz Gonzaga, Oliveira Lima,
Hermilo Borba Filho, Álvaro Lins,
Ariano Suassuna como cidadão, Nélson Ferreira,
João Cabral de Melo Neto, Osnan Lins,
Antônio de Figueiredo e Manoel Bandeira.
Conhecidos pela democracia, insurgência,
muita coragem, senso de igualdade,
ideário cívico, inteligência,
muita força e heroicidade.
Estando longe ou perto,
a saudade é sem igual,
sentimento de muita emoção,
que vai do frevo do Carnaval
à fogueira do São João.
Permita-me uma aliteração:
“Recife reino reluzente
dos Poetas ausentes”.
A minh’alma transborda
caminhando pela orla,
tudo vejo no ar da simplicidade:
águas, pontes, casas e grades
caminhando por esta cidade.
Adivinha, as linhas que hoje escrevo, são livres, não estão mais ligadas ao passado.
São apenas relatos soltos de momentos ao vento.
Não carregam as sombras do passado, nem tampouco relatos de você.
Então, pare, apenas pare de tentar decifrar o que nunca foi capaz; pare de querer decifrar minha vida!
Cuide de seu palácio, porque do meu, cuido eu!
No passado, a elite brasileira utilizou a teoria de raças diferentes para afirmar a supremacia branca e, consequentemente, justificar a escravidão africana.
Agora, buscam empregar a teoria da única raça humana (homo sapiens) para negar a reparação social por meio de políticas afirmativas, como cotas raciais e sociais.
No palco do agora, forjamos nosso caminho em busca do aperfeiçoamento, sem desalinho. O passado, já findo, não mais nos detém, e o futuro, incerto, só no presente convém.
Com cada passo dado, moldamos nosso destino na cadência do presente, sem desatino. Deixemos o passado repousar, sem pesar, e o futuro, que se desenrole ao nosso olhar.
O agora é nosso para viver e crescer, neste instante precioso é que vamos florescer.
No palco presente, dançamos nossa canção em busca do aperfeiçoamento, em constante evolução.
Os fantasmas do meu passado me perseguem, ou eu que os proclamo?
Pois neles havia profundidade e menos dor.
E minha alma é profunda, é colorida, é um espiral de emoções, de visões e situações que se repetem — flashbacks, memórias de uma alma profunda.
Uma alma que tem sede de alguém que queira mergulhar nela, escorregar no espiral e desvendar os mistérios.
Alguém que queira, e ame.
Se dedique, me ame, me desvende.
Não sou só o que você vê.
Mas parece que o que te dá motivos para continuar é o que vê, não o que escuta, não o que desvendou — se é que houve tempo para desvendar algo.
Eu não sou só físico.
Eu sou alma.
Enxergue minha alma.
Me escute.
Me ouça.
Não é difícil enxergar minha alma.
Olhe nos meus olhos — eles são a porta.
Eles mostram as dores que nasceram no silêncio, as dúvidas que surgiram de olhares, a curiosidade pelo mundo, as diferentes vibes.
Eles são as portas de quem eu sou.
E é por quem eu sou que você tinha que ter se apaixonado.
Por tudo que compõe o que sou.
Por todas as partes.
Não somente por uma.
Vozes
Voz acolhedora, que abraça e conforta,
Voz restauradora, que o passado reporta.
Voz transformadora, que muda o caminho,
Voz libertadora, trazendo alívio e carinho.
Voz educadora, que ilumina a mente,
Voz conciliadora, que une o diferente.
Voz provocadora, que instiga a pensar,
Voz inspiradora, que nos faz sonhar.
Voz contestadora, firme em sua ação,
Voz esclarecedora, que traz a razão.
Voz animadora, que faz o coração vibrar,
Voz motivadora, que nos ensina a lutar.
Voz desafiadora, que enfrenta o temor,
Voz inovadora, que traz novo sabor.
Voz assertiva, com força e criatividade,
Voz inclusiva, que celebra a diversidade.
Voz intuitiva, que percebe o que vai ser,
Voz proativa, que não espera acontecer.
Voz passiva, que escuta e não age,
Voz reflexiva, que aceita, mas interage.
Voz construtiva, que edifica o ser,
Voz compreensiva, que respeita o viver.
Voz empática, que sente e se importa,
Voz pacífica, que a calma transporta.
Voz carinhosa, que acolhe e conforta,
Voz respeitosa, que entende e se importa.
Voz opressora, que silencia e elimina,
Voz desagregadora, que semeia a desunião,
Voz mentirosa, que engana o coração.
Voz impostora, que finge ser real,
Voz desanimadora, que baixa a autoestima,
Voz dominadora, que só busca controlar.
Voz manipuladora, que distorce a verdade,
Voz destrutiva, que mina a identidade,
Voz desiludida, que traz desânimo e dor,
Voz arrogante, que agride o ouvinte.
Voz cínica, que debocha e implica,
Voz ranzinza, que reclama e limita.
Voz indiferente, que não se importa vivente,
Voz pessimista, que desacredita e deprime.
Voz traiçoeira, que engana e despista,
Voz intolerante, que exclui outros pontos de vista,
Voz maliciosa, que provoca o rancor,
Voz vingativa, que perpetua a dor.
Voz frustrante, que impede a ação,
Voz desesperadora, que gera confusão.
Voz cruel, que fere e elimina,
Voz sombria, que alimenta a ruína.
Qual é a tua voz?
Andei pensando!
Oque é os três tempos onde vive o ser humano?
O passado é algo que havíamos pensado, existido, vivido, tido colocado o pingo no ``i´´ saltado a barreira do tempo e pronto.
O futuro será o algo a mais onde pensamos, será ali a realização do novo, o algo do passado uma vez que nos perdemos no presente.
Há... o presente! Esse sim fará com que o nano segundo valha realmente apena e com isso não escapará a oportunidade me dada pelo observador do tempo. E chegado este momento presencial corro, ou penso correr contra ele, querendo atropelar um algo que não posso poupa-lo.
Mas de novo vem o dilema.
O algo acontecido neste nano segundo já não é mais aquele ora vivido atrás. Mas afinal vivemos no presente, no passado ou no futuro?
Oque era a milésimos de segundo presente tornar-se-á passado no instante a seguir, e ao mesmo tempo em frações de segundos, salto sem perceber que já não estou mais naquele mesmo milésimo de segundo. E passo a viver num eterno achar que vivo ou construo algo em um tempo que se perde a cada momento.
Confesso que ninguém jamais parou pra perceber que vivemos utopicamente onde a realidade nada mais é que uma percepção ainda que tardia.
Engano nosso de cada dia.
Paz pra pensar...
Viver no passado não é uma utopia...
Viver no passado, é característica da humanidade, pois tudo que fazemos, e sempre o fazemos, cai em um nano segundo no passado.
Em que tempo você supõe que vive?
Eu lhe digo.
Cada gesto, cada atitude seja em palavras ou ações, fatidicamente executada já se foi em segundos transformado em passado.
Paradoxal ilusão de viver.
Se as queixas e injustiças matasse, a geração do seculo passado tinha sido extinta ,e foram muitos os sequelados .
... e no entanto a maioria venceu e prosperou!
Agora no contemporâneo prevalece a sul realeza do comodismo angular paradoxal; onde boa parte dos seres agem como a peste negra nos dias atuais...
Os seres que falam de normas, ideias e ideais, normas e ideologias em tempo remoto passado, porém válido no futuro, foram seres que rasgaram o véu do espaço tempo indo colher sabedoria lá na frente.
E tendo como atual todo um modo de vida muitas vezes até séculos antes, no pretérito do futuro do presente.
O tempo!
É sempre tempo. Nem novo, nem velho, nem passado tão pouco presente.
Engana-se os que dizem, o tempo passou, ou em aflições murmura "nossa o tempo não passa",
ou corre, ou acelera, ou urge, ou
perde-se.Peculiar a cada ser, esse imaginar perceber é também do que o observa.
Dormindo ou acordados este este ainda sim é perene, o tempo.
Não se pode chamar o tempo ele ou ela, não há gênero neste modo imaginar que é no tempo viver!
O tempo é incognocível.
"Não se define o caráter de alguém pelos erros do seu passado ou por seus acertos atuais.
O caráter é forjado pelo padrão constante de sua conduta, aplicada ao reflexo do tempo e espaço sem parcialidade.
Erros e acertos, além de serem 'imprevisíveis' e 'instáveis', são suscetíveis a qualquer pessoa, sobretudo, não se mede a curto prazo a honra de sua dignidade."
