Textos de Amor para Marido
O alvorecer é para ti felicidade
Compreensão com olhar de humildade
Mãos firmes que não prazem euforias
Olhar profundo de quem não se anuvias
Coração como um mundo fascinante
O léxico inebriante e preconcebido
Gentileza com o tom sempre constante
E o Amor que contagia indefinido
O ofício que se faz imprescindível
O fazer que não precisa ser insensível
De amar, de amar, de amar...
Tu és amável, mas alimentas sutil pudor
Quando sempre, de primazia, então agir
Não permitas que o cansaço do teu labor
se transforme em rancor dentro de ti
Pois amor é o que se vê em teu olhar
De tão voraz solta batidas caloroso
Mas é singelo e nobre silencioso
O silêncio ancoradouro de mais amar
(PIRES, F. A. Primor. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 18).
Menino, conta pra mim a tua história!
Sei! Está guardada em tua memória
Teu tormento transformado em superação
Conta, menino, conta pra mim tua canção!
Tudo envolve amor e euforia
Questões em prosa e poesia
Tão quanto tua Maria envolventes
De frescores suaves, beneficentes
Virtudes de inestimada alegria...
Menino, como é belo o teu viver!
Propagas prazeres ante à solitude
Da calma o coração passa a tremer
de tantos que te querem vicissitude
Faças, Menino! Faças emudecer!
A voz que também não soube ouvir
De pequeno que não para de sorrir
As gargalhadas que não te podes perecer
Não ocultes o prazer jamais, Menino!
Dos saberes, dos amores, do bem viver
Que ser pequeno e ser forte leonino
E ter garras pra então se defender
Mostres o teu sonho, grande Menino!
Que tu sonhas junto a outros partilhar
E o mundo vem, Menino, transformar.
(PIRES, A. F. Menino. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 17).
Quando a gente estava junto
Tudo perfeito ficou
Depois que nos separamos
Tudo no mundo mudou
Estrelas não brilham mais
A lua se escondeu
A chuva parou nas nuvens
O sol não apareceu
A flor perdeu o perfume
O jardim todo murchou
Passarinho entristeceu
Nunca mais galo cantou
O doce ficou amargo
O salgado azedou
O azul embranqueceu
E o verde amarelou
Nas cobras nasceram pernas
Leão feroz amansou
Minhoca bate em galinha
E elefante falou
A terra perdeu a força
E o maior Rio secou
Os peixes vivem chorando
E o cachorro voou
Pro mundo ser como antes
Preciso do seu amor
Pare, pense e analise
O tamanho do seu valor.
(SOPHIA, Ireni. Sem você tudo mudou. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 67).
Eu te amo em silêncio
Não sei como isto aconteceu
Mas sinto que também me ama
Com o seu olhar no meu
Sempre que nos encontramos
Nós ficamos nos olhando
Sem dizer nada um pro outro
Só os corações falando
Parece que tem um ímã
Que puxa o nosso olhar
Eu fico te admirando
Sem conseguir disfarçar
Você é um homem alegre
Gentil e lindo também
Em você eu vejo tudo
O que desejo em alguém
O dia que não te vejo
Fico sem felicidade
Olho suas fotos no face
Pra matar minha saudade
Eu te amo loucamente
Não sei mais o que fazer
Não quero me revelar
Mais sofro em te querer
(SOPHIA, Ireni. Te amo em silêncio. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 71).
Permitas, meu amigo,
que eu toque as suas mãos.
Agradeço imensamente
por sua gentil atenção.
Estás sempre comigo
bem antes da concepção.
Com você aprendi que a vida
é feita de muita escolha
e que as causas irracionais
podem ter efeito-bolha.
Em meio à diversidade
que a vida proporcionou,
Aprecio as maravilhas
que a natureza criou.
Estando perto ou distante
é comum observar
que seu toque irradiante
faz o coração pulsar.
“Tudo ao seu tempo” ou
“Devagar também chega lá”
“O tempo chegou”
“É tempo de semear”
A colheita é abundante,
e é certo que virá,
Aquilo que se semeia,
um dia se colherá.
A pressa é aliada de muitas comemorações,
O egoísmo não permite dar explicações.
Mas com o tempo compreendi onde está o Criador.
Que a longevidade do homem é fruto do seu amor.
Escutem, se acalmem e esperem!
Tudo no seu tempo e lugar.
Apreciem o Belo e sejam gratos
porque toda beleza é viver e amar.
(COSTA, Benedita Lopes da. Tempo. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 46).
Náufragos
A ti, sedutora sereia do além
bastara lançar o compulsório olhar
para que tornasse-me vassalo fiel;
aos olhos ofereceras ínsitos narcóticos
verdes alucinógenos, em átimos diários...
A mim, marujo indefeso e desvairado,
sobejara a imposição da masmorra do amor
proclamada em perpétuos éditos sentimentais;
a nós, comparsas, a devassa conivência a dois
singramos sem rumo, aos irrecusáveis últimos fatais!
Vivemos em um mundo de extremos, a política é extrema, as escolhas, os pensamentos e as opiniões são extremas, tudo tem somente dois lados da moeda, e isso tem que interferir em sua vida, quer você queira ou não. Pelo menos é assim que nos comportamos. Todavia, mais que isso, além de pessoas extremistas que somos, queremos impor nossos "máximos" para o outro, e, claro, vice-versa.
É tudo tão triste, muito doloriso de olhar e ver como a humanidade caminha buscando união de uma maneira tão violenta e totalmente separatista.
Somos todos egoístas, queiramos reconhecer ou não, e, infelizmente, a população nunca irá entender, pois nós também somos parte dela e mais da metade não está se importando em mudar esta realidade, quem sabe somos nós, também, parte desta massa que não está interessada. Muitos dizem importar-se, com um pensamento público de mudança, mas são somente falácias, sempre em busca de seus interesses pessoais, que só alimentam mais sua ganância e seu próprio egoísmo.
O que será de nós, o que nos resta? Será uma vida de amarguras e dias cinzentos? Um futuro de feridas e estagnação, resultantes do nosso próprio orgulho e egoísmo?
Não conseguimos ver que somos nós mesmos que geramos estas feridas uns nos outros, pois estamos ocupados demais olhando para nosso próprio umbigo. Estamos sempre muito atarefados e cheios de pensamentos, fazendo ou pensando em algo para nossa própria satisfação. Essa enxurrada de coisas que utilizamos para darmos como desculpa sobre nosso próprio egocentrismo, que evitamos admitir, venda nossos olhos, nos limitando de enxergarmos a realidade, inflando cada vez mais o orgulho dentro de nós, e por consequência nos direcionando a mais extremos e "máximos". Todas estas circunstâncias nos impedem de conseguirmos olhar para a vida, para a realidade, a verdadeira humanidade, que não é fria e dividida, pois não fomos criados com este propósito.
Somos seres singulares, mas todos gerados pelo amor, que é unido e não dividido. Essa característica demonstra para nós um pouco do porque estamos nesta terra, para sermos verdadeiramente uma gigantesca família humana.
Carecemos ver que não precisamos estar sempre em extremos, que não é necessário vivermos sobre máximos, que nos tornam pessoas instáveis e agressivas, gerando sobre nosso interior insegurança e medo. Precisamos viver de verdade, respirar de verdade, sermos reais. Necessitamos olhar para o próximo, e não para nós mesmos, caso contrário, seremos nossa própria destruição.
Das memórias ... confesso o dia em que vivi ...
Confesso que nos dias mais amargos saboreei as mais diversas degustações da vida ...
Confesso que em meus momentos mais solitários encontrei alguém em mim ...
Confesso que nas penumbras do silêncio, ouvi minha alma em luta ...
Confesso que nos dias de inverno, minha pele se aquecia das intempéries do acaso que busquei ...
Confesso que nas longas madrugadas escuras, a chama da memória me iluminou as horas fio a fio ...
Confesso que ao amanhecer o sol era o quebranto das ilusões que não mais me submeti ...
Confesso que o tilintar dos sinos me fez olhar o restante do sol poente ...
Confesso que aspirei as sobras da vida ...
Confesso que amei todos os finais ...
Confesso que me apaixonei a cada recomeço ...
Confesso que me desesperei a cada partida minha ... e entendi
Que foi confessando sobre o eco que pertuba minha infinita calma os dias em que mais vivi em mim ...
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Lembro bem da primeira poesia que eu escrevi, agradeço a Deus por ser criança,
Porque eu gostava de escrever sobre nuvens de algodão doce, rios de coca cola, as estrelas eram doces, eu gostava de tudo que a minha imaginação criava,
Porque depois que veio o amor,
O mundo doce deixou de existir
Amar alguém não é tarefa fácil! É escolher todos os dias abrir mão de si mesma pelo outro, é compartilhar das alegrias e das tristezas, é apoiar as escolhas e por muitas vezes orientar o caminho "certo" mas, sem julgamentos.
O amor não é impor a sua vontade sobre o outro e sim, compartilhar de ambas as vontades e desejos. Amar é respeitar ao próximo e elevar ele ao mais alto e melhor do que ele pode ser. É amar cada defeitinho e com carinho ajuda-lo a melhorar no que for necessário, ajudar a superar suas dificuldades e nunca, nunca mesmo, nunca se esqueça que foi você quem escolheu estar do lado desta pessoa, então faça valer a pena!
Incansavelmente.
Perfume no ar,
Tua pele branca,
Macia,
Me incendeia,
Em teus seios meu abrigo,
Acalento em meio às tuas pernas,
Me delicio com o sabor do teu prazer na minha boca,
Enquanto ouço teu gemido como música aos meus ouvidos,
Com você quero tudo,
E ao mesmo tempo fazer nada,
Em nosso leito quente de amor,
Carícias e suspiros,
Tuas mão em meu cabelo,
Meus dentes na tua nuca que descem pelas tuas costas,
Os pelos arrepiam enquanto puxo teus cabelos,
Me vejo dentro de ti no espelho dos teus olhos verdes,
Me encanto no teu sorriso farto,
Te amo incansavelmente.
Bronca
Já faz mais de um ano que nos conhecemos
E ainda escuto você falar o nome dele por engano
Nas horas mais improváveis, quando digo que te amo
Você se esqueceu do bem que te fiz
Ou terá sido um mal te querer tão feliz
Quem ama cuida, está perto no abraço e na dor
Mais você só prefere as mentiras do amor
Se a escolha foi torta, se já se arrependeu
Volte então para os braços do teu falso romeu
Eu sigo em frente sozinho, pois amor não se compra
Me desculpa, querida, não suporto esta bronca.
A condição que encontra-se o seu estado (percepção) de vida, está diretamente ligado a grandeza de seu coração, e seu coação é alimentado por seus pensamentos, sentimentos e emoções, assim sendo a tudo que olhar, ouvir e proferir, que sua essência seja Amor. Amor é Deus.
Kairo Nunes 14/07/2021.
Outono
As horas do dia se foram
em seu ritmo bem ensaiado
folhas e flores outonaram
em seu destino traçado
Pela janela tudo percebi
na magia do por do sol
e fiquei à espera de ti
que sempre vem junto ao arrebol
Hoje não vieste e chorei,
algo, sei, aconteceu e triste
- que outono cinza, pensei,
pois sei que me esqueceste...
SE VOS SENTI...
Ah! Tempos idos! Ah! ido Fado!
Quão duro a sorte por ti decidida
O tempo passa, fugaz, de partida
A candura. Acrescendo o passado
Deixaste-me na ilusão apaixonado
Pranto e choro tu encheste a vida
Então, resta haver a alma garrida
Deixando o êxito, feliz e dobrado
Ah! quanto mais se poetar querer
Se quer mais uma afeição querida
Que fico duvidoso se vos senti...
Então, aquela sensação de perder
Na garganta, na impressão ferida
Lacrimejo o que tolamente pedi!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Araguari, MG - 15/07/2021 - 09'28"
O relacionamento é igual o mercado acionário
Você se compromete com a pessoa como a aquisição de uma ação
Você deposita nela suas expectativas, esperanças e sonhos
Ela nem sempre vai ser o que você esperava
Ela também não vai ser 100% igual quando você à teve
Haverão baixas, mas tudo se supera e momentos bons sempre ressurgem
Por tanto, não deixe de investir no seu amor por não conseguir superar as "baixas"
Um bom investidor não desiste de seus investimentos.
Viver de forma intensa
Dá medo, de certa maneira
Há quem não entenda
Mas quem vive de forma intensa
Uma vez que tenta
Se deixar levarpela correnteza
Ignorar o que pensa
Escutar o coração
A cada batida que aumenta
Ama, quer, e deseja
É assustador, mas há quem queira
Viver dessa maneira
E eu sou uma delas
E digo, tenta, se joga
Porque, pelo menos o meu
Coração se apaixona e gosta
De viver de forma intensa
Ter química com alguém é um caminho sem volta;
Faz-me crer profundamente que impossível seria, pensar na felicidade sem lembrar do teu belo sorriso;
Pois nada é mais lindo, nada é mais encantador;
Encanto este que transcende a alma, e todas as sensações já conhecidas;
Onde anseiam por um toque, por um beijo, por um sorriso.
HÁ SILÊNCIOS QUE CALAM
Há silêncios que calam
Há noites que dão luz
Há silêncios que nos ferem
Há anjos que nos visitam
Há silêncios que choram
Há um jardim de flores em nós
Há silêncios em lágrimas
Há sentimentos de amor
Há silêncio em oração
Há dores de parto
Há silêncios esquecidos
Há amores dentro de nós
Há silêncios de paixão
Há um mundo de silêncios aqui.
O tempo é como um rio em movimento. Tudo que existe, pertence ao rio. Tudo na superfície do rio se move com a mesma velocidade. Conforme um objeto A aumenta a sua densidade, ele afunda, mas ainda se move com o rio.
Se tivermos dois objetos, podemos criar um referencial.
Conforme o objeto A afunda, a sua velocidade diminui. Em referência ao objeto B da superfície, percebemos que a distância entre eles aumenta, conforme o objeto A afunda.
