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Textos de Amor e Saudade

Cerca de 2977 textos de Amor e Saudade

Saudade de te ver sem nem ao menos te encontrar
Querer te ver sorrir sem nem ao menos contigo conviver
Vontade de te abraçar sem nem ao menos te tocar
Desejo de te beijar sem nem ao menos de ti receber
Gostinho de quero mais em mim já a conquistar e aflorar
E tudo por um único e real motivo: Você

Inserida por jcalbuquerque

“ MINHA PERDIÇÃO ”

“ Tem dias em que me perco na saudade de te encontrar, de te ver, de te sentir, e de te abraçar; tem dias em que me perco em cada palavra dita sua, nos seus olhos, no seu sorriso, e na sua voz; tem dias em que me perco na angústia de sua dor, de seu choro, de suas tristezas, e de suas mágoas; tem dias... Ah, slá... Todos os dias eu me perco em cada gesto seu, em cada pedacinho seu; todos os dias eu me perco em você. ”

Inserida por Garota404

Aquela velha saudade sem pudor a bater
Aquele velho vício que lutou pra perder
Aquele novo sentimento que luta pra crescer
Árduos amores índios

Aquela velha ferida que insiste em doer.

O mesmo plano de vida pra toda vida
O mesmo destino para nossas vidas
Coleção de amores árduos escrita em livros
Aqueles que se pinta com você, pode parecer
Pode até ser, mas não pertence a tua tribo.

Inserida por mgrnunes

Semelhante ao esquecimento de um ente querido que se vai, pelo qual só fica a saudade um pouco anestesiada, um "kitsch"(*) compulsório, nosso esquecimento pelos outros passa pelo cansaço que nossa presença causa, pelos traumas e sofrimentos que podemos vir a inspirar. Quando a mente cansa, ela força o kitsch, a banalização dos pesares pelo famoso “eu não tô nem aí” ou por um “não me importo mais”. Se não for um blefe, devemos nos cuidar: pode ser o último perdão e supremo ato de indulgência anteriores ao afastamento da Vida e do Amor.

(*) Kitsch: é uma palavra de origem germânica, utilizada pelo autor checo Milan Kundera para referir-se ao esquecimento compulsório que nossa mente nos impõe, visando evitar o sofrimento por algum fato ou trauma e que geralmente vem em forma de um perdão ou perda de importância dada.

Inserida por Ebrael

Desliga na cara da saudade


Se faltar telefonema,
Desliga na cara da saudade
Pega papel e me escreva.
Manda lá pra casa
Um verso da nossa história.
Já ta na hora.
Ta na hora de a gente se amar
De agente rir e brincar
Correr e se pegar,
Se abraçar
Ta na hora de agente se amar.

Inserida por EmilianoAraujo

Tenho muita saudade
De tudo que ainda não vivi
Das vitórias que ainda não conquistei
De voltar aos caminhos que nunca percorri
De concretizar os sonhos que nunca sonhei

Se eu tivesse feito outras escolhas?
Se eu tivesse agido diferente?
São tantos se sem respostas
Que habitam a minha mente

E sigo vivendo esse dilema
Entre realidade e nostalgias
Me sinto pedido no tempo
Ou era tão feliz e não sabia.

Inserida por eduardolimal

Hoje, eu sonhei com você.. e senti saudade!
Não saudade de quem você se tornou, porque hoje, não te conheço. Senti saudade da menina que eu conheci aos 15 anos, que era cheia de sonhos e histórias.. da menina mais madura, corajosa e ousada que conheci. Da que me buscava em sua bicicleta vermelha. Da pessoa que me fez sentir confortável com o que eu era, porque antes de você, eu me sentia sozinha (e, estranha!) ainda que sempre rodeada de amigos. Com você eu podia compartilhar pensamentos sem receio, você sempre ouviu e entendeu. Senti saudade hoje, de você que me fez descobrir o que era desejo, tesão, medo, ciúme, raiva, paixão, inveja, amor. Da que me fez querer tanto, te querer tanto... Meu amor por você também se tornou tanto que doía, me sufocava e com o passar do tempo tomou tão conta de mim, que quando eu me olhava, era só você que eu via. E isso, me adoeceu. Aprendi a te amar e a me esquecer, mas achava que te amar era tudo e foi tudo que eu soube fazer... Uma pena! O amor me "escravizou" e escravizados são infelizes. Passei a descontar em você minha raiva, minha angústia, meu medo.. A culpa, nunca foi sua. Foi minha. Do meu amor próprio, não lembrado.. não mais reconhecido. Me frustrei e me vi perdida mas você ainda estava lá, minha direção. Fiz de você a casa pra onde eu sempre queria voltar. Mas, aí eu perdida, também perdi você. E então, perdi tudo. Então descobri o ódio, a força, a humilhação, a impotência, a fé, o vazio, a alegria, a solitude, a frustração. Repito: Perder você, foi perder tudo. Eu morri e não era da forma que eu gostaria. Mas aí, eu descobri também que tinham pessoas que estavam ao meu lado e eu sequer havia me dado conta disso. Percebi que a pessoa mais importante da minha vida não era você, era eu. O fato é que você me ensinou tanto e continua fazendo isso. Ah, já ia me esquecendo, descobri também a gratidão. Descobri que ainda que eu queira muito não mais te amar, o amor vai sempre permanecer aqui, porque de todas as descobertas com você, o amor foi o mais bonito. Não superei você, só aprendi a viver sem você. Vivi seu luto sabendo que veria seu fantasma por aí, e tudo bem. Quero vê-lo e sorrindo, ainda que isso me assuste, me cause pavor e me faça chorar.. Choro de saudade, de querer abraçar e não poder, porque agora você é um fantasma e porque como eu disse... Me assusta.

Inserida por JaBeRa

A saudade me aperta,
Como a inversão de um abraço,
O abraço aquece,
Me conforto em teu braços,
Sinto teu toque,
Tua pele,
O cheiro doce,
Me envolve delicadamente,
Enquanto nossas bocas se tocam,
De leve,
Sutilmente,
Involvemo-nos mutuamente,
Embriagando-nos em oxitocina,
Assim, cresce o amor,
Como semente,
Que aquele dia você me plantou,
Em sorriso,
Gesto,
E hoje a saudade aperta,
Como um abraço invertido,
Não aquece,
Esfria,
Esvazia,
Não sabe a falta que me faz.

Inserida por LeticiaDelRio1987

Terra seca

Chorei...
Cada lágrima corrida
Deste rio de saudade,
Eu chorei...

Águas banham a terra seca
E não saciam a minha sede.
A semente do amor
Dorme tenra sem dar flores...

Mas cada gota destas lágrimas
Não se perde sem destino...
É gotas feitas o orvalho
Que alimenta o nosso amor.

Edney Valentim Araújo
1994...

Inserida por edney_valentim_araujo

⁠SEPARADO (soneto)

À saudade que sofre, em segredo
De ti, no exilio o peito a suspirar
Palavras sem sentido e enredo
Chora, e faz o poema lacrimejar

Com que estro e aperto azedo
Amargam os versos a lamentar
Causando nas rimas tal medo
Que fende com a dor a rasgar

Nem só desejo poetar o amor
Desejo, nem só canto de amar
Me basta, trovas do teu beijo

Assim, poder ter conto rimador
E as estrofes do seu doce olhar
Na esquina da poesia, almejo...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03/06/2020 – Triângulo Mineiro, MG
Sertão da Farinha Podre

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Saudade da liberdade

Saudade da liberdade que teus beijos me proporcionam, nas noites frias de invernos trancados em nosso quarto. Lembramos de tudo que já vivemos, todos os lugares que já nos amamos, todas as nossas loucuras de amor. Sempre que toco os teus lábios, sinto que meu coração é o seu lugar, onde te passo segurança e verdade sobre o que sinto. Saudade da liberdade que teus abraços, me fazem sentir nas tardes, após as nossas despedidas entre um intervalo e outro de trabalho, o afago gostoso de tuas mãos em meu cabelo. Saudade do teu bom dia que é como um botão de liga e desliga da vida, onde apenas duas palavras da sua linda boca me desperta e me faz entender, que ter você comigo é ser feliz.

Inserida por danielbsouza18

⁠Querida, os dias não são os melhores sem você mas sigo em frente, mesmo com a saudade apertando e sufocando o meu coração (o qual já não bate tão forte com vigor).
A saudade acabou virando a minha doença e o meu remédio seria você, mas só de lembrar que você se foi, o meu coração transborda de lembranças e escorre nos meus olhos e cada gota que cai é amor que eu sentia e sinto por você até nos piores dias da minha vida.

Inserida por andreydinix

⁠Eu só queria falar dessa saudade
existente nesse abismo sem fim.
Tornando meus dias ruins.
Pois isso não é sinônimo de amor,
senão antônimo de mim.
Roda um filme na cabeça,
fazendo que eu entorpeça.
Sentindo uma algema irreal.
Teu ego é imoral,
e é tão distante do meu ser.
Me vejo em guerra contra você,
já com outro, me sinto em traição.
Essa é a minha condição,
minha ira,
minha sentença.
A máxima da abstinência
que essa química pode me causar.
Teu sorriso,
tua voz,
teu olhar,
alteram meus cromossomos.
Assumo: sou sintomática.
Desses instintos me tomo.

Inserida por TatianaGraneti

CORAÇÃO EM PASSAS (soneto)

Ah! quem há de poetar, saudade penosa e tirana
O que na emoção cala, e o versar não escreve?
- Range, doí, pregada na lembrança, e, em greve
Sente, em amargos no peito, o que era soberana

O coração em passas, e é um redemoinho fulana
Em explosão, fria e grossa, e ao enamorado deve
E ao olhar desalentado asfixia o pensamento leve
Que, paz e harmonia, saem em ignota caravana...

Quem o verso alcançara pra a rima desta solidão?
Ai! quem há de amenizar, assim torna-la tão breve...
Se infinito é o silencio; E o vazio então agiganta?

E os lábios secam. E o olhar chora. Tudo em vão?
E a sensação se refugia num sepulcro de neve?
E então as trovas de amor esvaem na garganta?

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
12 de março de 2019
Cerrado goiano
Um dia depois.
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

Monotonia do Tempo

O tempo cura tudo menos a saudade teimosa
Que habita em mim de manhã.
Ele promete esquecer, desaprender,
Mas a ansiedade permanece até o amanhã.

Se o tempo pudesse ocultar
Cada promessa feita e não dita,
O amor seria o fim de uma vida infinita.

Vida essa que era minha e agora é tua,
A tua alma vestida a passear numa cidade nua.
As estrelas sorriem ao ver-te à deriva na rua.

E eu perdida no tempo,
Comtemplo-te, ao admirar cada verso da tua poesia.
Eu imploro-te e prometo,
Que vou amar-te em segredo, nesta pacata noite fria.

Inserida por darksrosez

SONETO DESABITADO

Ao poema que roga, desesperadamente
De saudade, separado de sua rima ideal
Onde o coração sofre o afeto ali ausente
Nas desventuras em que se vê sem o qual

Não lhe basta um amador simplesmente
Nem só o gozo duma trova que seja a tal
Nem o simples desejo, deseja vorazmente
O compasso do beijo, num versar musical

E as poéticas inspirações que lhes somem
As quais quisera... paixão cheia de pureza
A esperança de quere-las lhes consomem

E os vazios do sentimento no seu cantar
Compõe solidão, em uma maior baixeza
Escrevendo dor, sem o amor para poetar

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/02/2020, 18´12” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

ÔNUS

Tantas vezes, chorei, no infinito da emoção
Solto no silêncio áspero da pesada saudade
E em soluços os sonhos caíram na solidão
Tonto, vazio, e o pensamento pela metade

Sem ti, a alma voa num espaço de ilusão
A noite... atordoa sem a menor afinidade
E os dias me parecem não mais ter chão
A imensidão dobra para uma eternidade

Para cada verso da inspiração parda, dor
O meu universo cheio de pesar e de breu
E o coração já não mais trova com ardor

Tudo é rumor no ávido afeto que foi seu
Confesso... - que não mais está ao dispor!
Deste amor... - levo somente o que é meu...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

CANÇÃO À AUSENTE (soneto)

Pra te esquecer ensaiei minha saudade
Deixei então de pronunciar o teu nome
Me escondi no silêncio que me consome
Pra te esquecer ensaiei a minha vaidade

Pra te omitir ensaiei diverso pronome
Busquei na poesia uma profundidade
E na maldade do verso tu me invade
Pra te omitir ensaiei não ter de ti fome

Pra te esquecer ensaiei a minha razão
E no vão árduo o pensamento chorou
Para te omitir ensaiei o meu coração

Pra te esquecer e te omitir só sobrou
Um prazer agridoce e amarga ilusão
Para te omitir, esqueci.... acabou!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2020, 19’10” - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠INFORTUNO

Falas de solidão, eu ouço tudo e calo
Ó saudade! Rude e regateira caipira
É. E é por isto que o vazio me imbuíra
A alma, no silêncio, infortuno vassalo

Viver! Quando virei por ter intervalo
Entre a dor e o sofrer que não espira
No tempo, e me põe nesta mentira
Da esperança dum amor para amá-lo

Pois é agridoce sentimento sagrado
Que leva a noite insone no cerrado
Messalina sensação, refutado fulcro

Falas de amor, e eu me desalento
Paixão na minha sorte é tormento
Intento para eu levar pro sepulcro

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/09/2020, 13’43” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠MÁS SORTES

Minha saudade é uma casa abandonada
por cujos solitários e vastos corredores
volteia o silêncio por toda madrugada
das lembranças e questões dos amores

Certa vez a essa estada mal ajambrada
varrendo o ar pesado e seus horrores
adentraste sorrateira quimera alada
num devaneio aos desejos pecadores

E, então, tão cruento e insistente
querer um afeto cheio de poesia
nessas incertezas, só perguntas!

Ah! o vazio no carma eternamente
na desilusão da paixão erma e fria
a verdade de más sortes conjuntas!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10/09/2020, 04’47” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol