Textos Bonitas pra Falar a um Amigo
O PESO DA LETRA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Perderá seus afetos quem falar da vida,
porque todo vivente se verá no espelho,
saberá que a ferida pode ser a sua
e ninguém deveria pôr o dedo nela...
Já perdi muita gente, por compor meus versos,
minhas prosas de mundo, sociedade, anseios,
esperanças e meios de sonhar e ser
ou estilos, verdades e comportamentos...
Um olhar sobre tudo pode custar caro,
pode até nos render a solidão e a pira,
quando a ira da massa quer nos ver queimar...
Têm as letras as forças que desnudam medos,
flagram dores, angústias, mazelas e ranços,
dão à luz os segredos que ninguém confessa...
NÃO CHEGA DE FALAR DE RACISMO
Demétrio Sena - Magé
São expressões contundentes do racismo neste país, frases como: "não existe racismo", "também não é tanto assim", "acho que já estão exagerando" e... inexplicavelmente, "não me sinto vítima de racismo"... esta última, dita por vítimas do racismo estrutural, mas que, por terem alcançado alguma posição na sociedade, não passam por situações mais explícitas ou agressivas, cotidianamente. Assim sendo, não se importam com os outros pardos/pretos que todos os dias sofrem agressões racistas ou injúrias raciais, como é o caso dos motociclistas que fazem entregas e clientes pretos/pardos que entram em lojas com trajes simples... para os atendentes e seguranças, com trajes e traços "de quem não vai comprar nada".
Não podemos dar apoio nem justificar o mais disfarçado entre os atos racistas que fazem tantas vítimas neste país. Todas as formas de preconceito são abomináveis; do machismo à homofobia; do preconceito religioso ao de classe e todos os outros... mas o racismo é mais doentio dos preconceitos; o mais raivoso e insistente, além de ser tolerado por muitos que o sofrem. Vamos registrar o preconceito expresso nas ruas, nas lojas, nos templos, até nos tribunais, e denunciar; fazer protestos; prestar queixas; ajudar os que passam por situações que naquele momento não sofremos e nunca deixar para lá nem "entregar nas Mãos de Deus". Tornar o país melhor está em nossa disposição de tomar atitudes.
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#respeiteautorias É lei
CAIPIRESCO AUTENTICADO
Demétrio Sena - Magé
Quero falar de quintais. Não das construções que ocupam os quintais. Nem do quanto eles valem por seus muros, portões, piscinas, câmeras e jardinagem contida (que não suja o chão pavimentado e quente ao redor) ou das peças decorativas orientadas. Falarei das árvores livres e dos pássaros que as frequentam. De flores selvagens e borboletas; ramagens e camaleões... dos mini-córregos que duram dias e dias, depois de chuvas intensas, constantes e férteis.
Sou do tipo que se vangloria das plantas diferentes; dos insetos raros que descobre ou do silêncio com o qual conversa, quando não com pessoas. Todo garboso ao falar do ritmo da chuva; metido a não temer os relâmpagos... besta como só eu sou, quando me vanglorio das luzes que os vagalumes ofertam... das orquestras que os passarinhos, grilos, folhas e sapos montam para mim.
Já tem muita gente para falar de glamour; de brilhos, extravagâncias e gostos obrigatórios... de coisas que não têm o toque pessoal da inspiração. A cara de quem as têm. Embora entenda e respeite o contrário, quero sentir a grandeza da modéstia; o glamour da simplicidade; a riqueza de ser quem sou porque sou; não porque tenho que ser, depois de fundido e modelado.
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#respeiteautorias É lei.
QUANDO OS MORTOS FALAM AOS VIVOS.
“E vêm os mortos que estão sempre vivos, falar aos vivos que estão não invariavelmente sempre mortos.”
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A sentença, paradoxal e provocadora, nos conduz à reflexão sobre o verdadeiro sentido da vida e da morte. O Espiritismo nos mostra que a morte não é o aniquilamento, mas apenas a transição de uma forma de existência para outra. O corpo se desfaz, mas o ser essencial, o Espírito, permanece, consciente de si mesmo, apto a prosseguir em sua jornada.
É por isso que, desde tempos imemoriais, os chamados “mortos” retornam, não para semear assombro, mas para recordar aos que permanecem na carne que a vida não cessa. Kardec registrou, em O Livro dos Espíritos (questão 149), a pergunta direta: “Que acontece à alma no instante da morte?” – à qual os Espíritos responderam com simplicidade desarmante: “Volta a ser Espírito, isto é, retorna ao mundo dos Espíritos, que deixou momentaneamente.”
Os ditos mortos, portanto, não são mortos: são vivos, mais lúcidos, mais despojados dos véus da ilusão material. Quando se comunicam, vêm advertir-nos de que a existência terrena é apenas um capítulo breve da longa obra da eternidade.
Já os vivos, muitas vezes, parecem mortos: mortos em esperança, mortos em ternura, mortos em fé. Respiram, mas não vivem plenamente; caminham, mas não sabem para onde; acumulam, mas não se enriquecem. É nesse sentido que se tornam “mortos” espirituais, não invariavelmente, mas sempre que se esquecem de sua natureza imortal.
Léon Denis, em Depois da Morte, expressou esse contraste com clareza: “A morte não é a noite, mas a aurora. Para os que sabem ver, é libertação, é ascensão, é vida mais intensa.” Ele nos convida a despertar para a vida real, que não está no corpo que envelhece, mas na alma que progride.
Mensagem consoladora.
Diante disso, o consolo se impõe: não há separação definitiva, não há perda eterna, não há silêncio inquebrantável. Os que amamos, se partem do mundo físico, continuam ao nosso lado, atentos e afetuosos, provando que não morreram. A verdadeira morte seria apenas a da alma que se recusa a amar, que se fecha ao bem, que se deixa endurecer pelo egoísmo.
Assim, quando ouvimos a voz dos que chamamos mortos, ecoando na consciência ou pela via mediúnica, eles nos recordam: vivam, porque nós estamos vivos. A existência prossegue, a esperança permanece, e o reencontro é destino certo.
A morte não rouba ninguém; apenas devolve o ser humano à vida real do Espírito. E se os mortos falam, é para despertar os vivos que ainda dormem na ilusão da matéria.
O perigo de falar em nome de Deus sem sua aprovação.
Vivemos tempos em que muitos usam o nome de Deus para justificar suas próprias ideias, manipular os outros ou ganhar prestígio. No entanto, a Bíblia deixa claro que Deus abomina aqueles que falam falsamente em Seu nome. Em "Jeremias 23:31-32", Ele condena os que dizem "O Senhor disse", quando na verdade Ele não falou.
Essa prática é perigosa por várias razões. Primeiro, desonra a santidade de Deus, apresentando-o como cúmplice de mentiras. Segundo, engana pessoas sinceras que confiam no que ouvem, desviando-as da verdade. Por fim, atrai sobre quem pratica tais coisas um severo julgamento, como nos alerta Hebreus 10:37: "Aquele que vem virá, e não demorará."
Deus é justo e virá julgar cada palavra e atitude. Por isso, precisamos ter reverência ao falar de Sua vontade. Antes de dizer "Deus mandou", pergunte: isso está alinhado com a Palavra dEle? Foi realmente inspirado pelo Espírito Santo?
Seja um canal da verdade de Deus, e não um agente de confusão. Lembre-se de que, no final, todos prestaremos contas ao Justo Juiz. Que nossa boca seja instrumento de edificação e não de engano.
Deixar de falar com pessoas que não fazem mais questão da sua presença e parar de frequentar lugares nos quais você não é bem-vindo, não é questão de arrogância.
Isso se trata de amor próprio. É preciso saber a hora de ir embora e não olhar para trás.
Entenda a hora de se despedir.
Aprenda a se resguardar, Falar menos ou quase nada, Pois coisas do coração, São sagradas e delicadas. Confidências reservadas, Apenas a quem vai ouvir, Com ternura e alegria, E contigo se divertir.
Quem ao saber de teu pesar, Com desejo forte vai torcer, Para que ele logo passe, E tu possas florescer.
Desabafo é um tesouro, Que entregamos com carinho, Às mãos que torcem verdadeiras, Por novos e bons caminhos.
Que os ventos tragam a mudança, E que novos rumos venham, Risonhos e acolhedores, Horizonte que nos desenha.
(Inspirada por Clarice Lispector)
Poetas da Construção
Sempre ouvi falar dos pedreiros em piadas e comentários. Dizem que têm mãos de ferro, a famosa cantada que nunca falha, e até um prato digno de um banquete. Mas será que realmente entendemos o valor desses mestres das construções?
Escolhemos casas para morar sem imaginar o quanto de suor e dedicação foram investidos para que elas se erguessem. Quando algo quebra ou precisamos de uma reforma, imediatamente chamamos um pedreiro, pois não sabemos fazer o que eles fazem. Estudamos, obtivemos diplomas, somos reconhecidos na sociedade, mas diante do trabalho desses artífices, nossos títulos se tornam meros papéis. Eles não nos ensinam a construir um lar, onde começa uma família. E para formar uma família, começamos com uma casa, erguida pelas mãos calejadas de um pedreiro.
Outro dia, da minha janela, vi os pedreiros trabalhando no condomínio ao lado. Trabalhavam como formiguinhas, em uma dança harmônica de risos e piadas. Paravam para tomar café, dividindo tudo entre si. Compartilhavam um velho rádio, vibrando com as músicas que tocavam, e cada um cantava mais alto que o outro. Havia pedreiros de todas as idades, e um deles parecia ter uns 20 anos. Pensei comigo mesmo: como seria maravilhoso ter a amizade dessas almas vibrantes, que faziam do seu tempo de trabalho um momento de irmandade e fraternidade.
Aqueles pedreiros eram como poetas da construção, escrevendo versos em tijolos e cimento, compondo uma sinfonia de gestos e sorrisos. Suas mãos ásperas contavam histórias de resiliência e amor pelo que faziam. Cada parede erguida era um testemunho de sua maestria, cada lar construído um poema de dedicação.
E assim, entre risos e música, eles transformavam um simples canteiro de obras em um palco de emoções. Eram artesãos da felicidade, criando sonhos em concreto, moldando o futuro com suas próprias mãos.
Saber não significa entender, assim como contemplar o oceano não ensina a nadar. Falar não significa sentir, do mesmo modo que descrever a chama não aquece o coração. E acreditar não significa viver na prática, pois a fé sem ação é como uma vela apagada em meio à escuridão.
A maior prova de fé surge quando o desespero ameaça consumir a esperança, no instante em que o caos e a dor parecem invencíveis. A experiência, por sua vez, nasce dos desafios enfrentados ao longo da jornada, esculpindo a alma como o vento molda a rocha. Cada saída encontrada torna-se uma cicatriz preciosa, marca de um aprendizado valioso.
O verdadeiro exemplo não está apenas nas palavras lançadas ao vento, mas na vivência autêntica daquilo que se pratica. A verdade que carregamos não se sustenta em discursos, mas na coerência entre o que acreditamos e o que realmente fazemos. No fim, mais do que falar, é preciso ser—pois é na prática que o espírito revela sua luz.
Eu quero falar de gente.
Eu não sei falar perfeito,
Mas tento versejar direito.
Penso mais no diferente;
Tenho gosto do meu OXENTE,
Abraço a poesia com amor,
Não quero papo com a Dor,
As vezes troco as bolas.
A GENTE É TIPO CARAMBOLAS
COM ESTRELAS NO INTERIOR.
Glosa: Noélia Dantas,
a jovem poeta banzaêense.
Mote: Eudes Sousa
Eu falo com o coração
Por isso quero versejar
Para falar de gratidão
Vou tentando metrificar
Pra dizer: -Vamos agradecer
O bem vamos oferecer
E o irmão vamos auxiliar...
Aproveite esse dia
Essa é a oportunidade
De viver com poesia.
Não uma certa idade
Pra ser feliz na vida
Viva sempre sua lida
E ande com honestidade...
"Venho tentando.
As amarguras, desilusões, esquecê-las venho tentando.
Tento falar do bom da vida, sobre o amor, do seu sorriso, venho tentando.
Sua beleza, seu sorriso, que me ilumina, sem ti não estou aguentando.
Fazê-la feliz, venho tentando.
Mesmo falho, as vezes sem a atenção e o carinho que mereces, venho tentando.
Tento uma e duas, mais de mil, mas continuo tentando.
Todo esforço é válido por quem venho amando.
Meus medos, você afastou com seu beijo, meu doce anjo.
Acordei de um pesadelo, onde o meu eu não tinha mais você, alegrando-o.
Em 'sonho' me perguntou se poderia eu, viver sem você, que da minha existência, era o acanto.
Com meus olhos de tristeza e lágrimas, com minha'alma tomada por completo, em pranto.
Respondi com a voz de um coração ferido: - Amada minha, ainda não. Mas venho tentando..."
Dá vontade
de falar
o diabo
por esta
viração
estranha
na América
do Sul,
É preciso
tomar
cuidado:
Há até
um General
preso sem
merecer,
sem justiça
e sendo
maltratado.
O Tupamaro
foi liberado,
Este capítulo
foi encerrado,
Ainda bem
que ele não
se tornou
mais um
dos injustiçados.
O ar pesado
e o cheiro
amazônico
de queimado
pairam como
um assunto
inacabado.
A senhora
campesina
e a criança
presos
em Guarico,
Não soube
se foram
libertados,
Vejo um mar
de calados.
Não soube
mais do
namorado
de Anabel,
No continente
que virou
rotina tomar
cuidado:
infelizmente.
Na voz do pequeno filho
que ainda nem tem
vocabulário para falar,
E assim sou a voz
dos que não
podem ter voz,
mas justamente
todos estes me têm;
Eis me aqui a reivindicar
junto a sua consciência
para que coloque toda
essa história no lugar,
Inclusive, sou contra o feroz
bloqueio que não deveria
nem ter começado,...
Cadê a liberdade
do General
que nem deveria
seguir aprisionado?
Enfim, superam cinco
centenas de discordantes
pelos cárceres,
os militares em mesma
situação há confronto
de cinco dados,
mas superam
a duas centenas;
Não dá para esperar
para trabalhar
por um país reconciliado.
Por ser a minha
voz a menor
de todas,
Posso falar
talvez mais,
passar sem
ser notada
ou ter a sorte
de ser escutada,
O importante é
não ficar calada.
Não se sabe o quê
foi feito do General
em #FuerteTiuna,
Só se sabe que
disseram que ali
ele se encontra em
#GREVEDEFOME
e não há nada
que me conforme.
Num país onde
se fala de paz,
Mas a justiça
está foragida,
Não se sabe
quando vão
soltar os policiais
E não se ouve
mais o som
da clarinetista.
Para que tu não
te esqueças
que nos sótãos
do Inferno
de cinco letras,
Todos os dias
são noites,
Ninguém sabe
e ninguém viu:
desapareceram
com quatro
militares e um civil.
De longe vejo
verdades que
me obrigo a falar:
cada um tem
a sua forma
de pensar e agir,
Quando grita
aos olhos não há
como não represar,
Que cada um tem
o direito de uma
causa abraçar
ou dela desistir,
E que ninguém
tem direito de usar
disso ou do nome
alheio para agredir
ou o caminho
do outro prejudicar.
Ninguém te dá
o direito de usar
politicamente
a prisão do General
para prejudicá-lo:
Ele que está com
o físico fragilizado
atrás das grades
há quase um ano,
E assim sem
provas encerrado
segue vitimado
em dobro por
gente como
você que brinca
com o nome
dele achando
convictamente
que a verdade
ninguém a vê,
A ausência
de justiça que
tu desdenha
amanhã pode
chegar até você.
Os teus recalques
e as tuas risíveis 'baixas paixões',
Você não sabe
e nem se esforça
para digerir,
Ao menos pense
na sua Pátria que
tanto necessita
parar de sofrer,
e voltar a sorrir;
porque poema
que se espalhou
pelo mundo não
há como conter.
Entre ser
influente
e ser decente:
escolhi ser
decente para
a verdade na
sua cara falar,
você que fez
mau uso da
imunidade
parlamentar.
Certo tipo de
gente que tem
o dever de ser
tolerante com
a voz das
catacumbas
que mora
nos corações
de quem é
perseguido,
aprendendo
a escutar
como religião
o eco do
desabafo do
povo sofrido
da Nação,
e com ele
deve ser
paciente
o suficiente
até a ferida
cicatrizar.
Seja coerente,
ensine os seus
a se segurar,
e não por
qualquer
coisinha se
melindrar,
e se intrometer
a censurar;
preste atenção
e aprenda a ter
discernimento:
a primavera
fascista é uma
canção resposta
as palavras
que provocaram
quem já sente
demais na carne
todo o dia o quê
é sofrimento.
Falar em moral
nessas eleições
é escárnio,
onde reinou
a mentira
não abro
concessões,
foram tão ruins
comigo que estou
em plena exaustão,
é possível que ainda
eu declare voto,
mas depois de tudo
creio que não.
Votar sob pressão
é melhor anular,
votar sem pensar
não faço questão,
voto para ter
qualidade deve
ser estudado
para ser votado
com o coração.
A covardia foi
além dos limites
para ocultar
a manipulação
mascarada
de apoio alcançou
notoriamente
o subsolo da moral,
e virou noticiário
internacional:
porque jogou
população
contra população
para obter voto
sob pressão,
está explícito
que é tática
de repressão,
se a moral humana
melhorasse iríamos
dar outra condução.
Não sei mais como
falar ao meu povo,
estou o desconhecendo,
ele luta por um projeto
de poder e ignora que
vive bem abaixo dele.
Não foi por falta de luta,
falei tanto e constatei
que ninguém me escuta,
onde foi que eu errei?
Não foi por falta de aviso,
mas quando alertei que
o sentimento pátrio havia
se esvaziado já imaginava
de que estávamos em risco,
e a democracia em perigo.
Não sei o quê fazer,
antecipo o meu desterro,
e a única coisa que fica
deste presente é o medo.
Não sei o quê fazer,
só sei que povo que
não age com civilidade
entre si colabora para
que tiranos se instalem
e se perpetuem no poder.
Não sei por onde começar:
mas sei que terei de algum
dia na minha vida recomeçar,
mistério do tempo samovar.
Na urgência de falar
152 vezes o quê sinto,
Eu me autorizo sem
documentário clamar
Por aqueles que presos
não deveriam estar.
Sou aquela que
quando o verso
Se encerra não
paro de reclamar.
Aos poetas cabem
a coragem de falar
Em qualquer tempo
lugar e aonde for
Ordenado calar.
No raiar e declinar
de cada dia é de direito
Nosso ter passaporte
Para qualquer lugar,
só porque somos poetas,
E o Universo é o nosso lar.
