Texto Sobre Silêncio
“Amar em Silêncio”
Eu te amei nos dias
em que não havia cor,
Quando o mundo era
cinza e eu também.
Te abracei com pedaços
de mimque ainda respiravam,
Mesmo sabendo que já não era inteiro ninguém.
O teu sorriso era luz
em quarto fechado,
Mas eu tinha medo de acender.
Porque quem vive na sombra por tanto tempo
Esquece que também pode viver.
Te quis mesmo quando
o peito doía em segredo,
Quando amar parecia um
erro bonito demais.
Eu me perdi tentando
te encontrar inteiro,
E no fim… não me achei mais.
Mas ainda te amo
— e isso é o que me assusta,
Porque até na dor você ficou.
E se amar é isso… um tipo de ausência que permanece,
Então talvez eu nunca tenha te deixado… nem quando acabou.
Sinta a Minha Voz
Quando o silêncio do mundo
encosta no meu peito,
é tua lembrança que acende
a luz mais calma.
Te encontro nas pausas
entre um suspiro e outro,
como se o destino falasse
baixo dentro da alma.
Teu nome não precisa ser
dito em voz alta,
ele mora nas entrelinhas
do que eu sinto.
É como chuva leve batendo
na janela da memória,
lavando o tempo e tudo
o que eu não minto.
Se me perco,
é porque me encontro em você,
num lugar onde o agora esquece de passar.
E cada segundo que não
te tenho por perto,
vira poesia tentando
aprender a te chamar.
Então escuta…
não com os ouvidos,
mas com o sentir:
há uma voz que não nasce da garganta, e sim do coração.
Ela te procura mesmo quando eu finjo seguir em frente…
porque amar você é minha única direção.
No silêncio vermelho do fim de tarde,
teu olhar se esconde entre coragem e medo,
e na rosa que treme nas minhas mãos
vai tudo aquilo que nunca coube em segredo.
Te vejo frágil, mas tão infinita,
como quem sente o amor antes de entender,
teu gesto tímido diz mais que mil palavras,
e meu mundo inteiro aprende a te querer.
Se o tempo ousar nos testar com distância,
que ele encontre em nós raiz e permanência,
porque o que nasce assim, tão verdadeiro,
não se desfaz — só cresce em resistência.
Então fica…
mesmo no que não é perfeito,
mesmo quando o coração duvidar de si, porque amar você não foi escolha nem acaso,
foi destino me encontrando em você — e eu, enfim, em mim.
Perfeito amor,
mas com o peito em silêncio,
como um céu bonito que esqueceu de chover, carrego teu nome em cada batida escondida, mesmo quando finjo que já deixei de te querer.
Teu toque ainda vive nos espaços vazios, nos cantos da alma onde ninguém mais entrou,
e esse coração,
que por fora parece inteiro,
por dentro só sabe amar
o que já se foi.
É estranho sentir tanto e ainda faltar tudo, como se o amor fosse chama sem calor, um abraço que existe só na memória, um “pra sempre”
que não sobreviveu à dor.
Mas ainda assim,
se me pedissem de novo,
eu te escolheria sem pensar em fugir, porque até no vazio que você deixou em mim, existe um amor que nunca aprendeu a partir.
Declaração
No silêncio do mundo,
teu nome ecoa em mim,
como se cada batida do meu peito soubesse o caminho até você.
Es a calma que encontra o caos que sou, e nos teus olhos eu aprendi o que é permanecer.
Não foi o acaso que escreveu
nossa história,
foi algo mais forte,
daqueles que o tempo não apaga.
Meu amor em ti encontrou mais que amor, encontrou abrigo,
um lugar onde a alma descansa e a vida se refaz.
Teu riso ilumina até meus dias mais escuros,
e tua presença transforma o simples em infinito.
Se o mundo desabar lá fora,
ainda assim existirá paz,
porque você é o meu lar em qualquer lugar.
E se me perguntarem o que é amar de verdade,
direi teu nome sem pensar duas vezes.
Pois entre tantas histórias que o mundo poderia escrever,
a mais bonita… foi a nossa.
Título:
Onde o Amor Começa em Silêncio
Nos teus olhos encontrei um abrigo calmo,
um lugar onde o mundo desacelera sem avisar,
como se cada batida do meu coração
aprendesse um novo jeito de te amar.
Teu sorriso nasce leve, quase tímido,
mas carrega um universo inteiro de luz,
e mesmo nos dias mais cinzentos da vida,
é ele quem me guia, quem me conduz.
Se o amor tem origem, eu descobri a minha:
foi no instante simples em que te reconheci,
não como um acaso perdido no tempo,
mas como o destino que sempre esteve aqui.
Origem: Autoral ✍️
The End
No fim, não houve silêncio —
houve o eco do que fomos,
pairando nas paredes do tempo
como um sussurro que se recusa a morrer.
Te amei nos detalhes invisíveis,
naquilo que ninguém via, só sentia;
e talvez por isso tenha doído tanto
quando o invisível também se partiu.
Entre nós não faltou amor —
faltou o milagre de permanecer,
de segurar o infinito nas mãos
sem deixá-lo escorrer pelos dedos.
E ainda assim, no fim…
se houver outro começo em algum lugar,
eu escolheria te encontrar de novo
— mesmo sabendo exatamente onde dói.
Lembra-te de mim
Lembra-te de mim
quando o silêncio te abraçar à noite,
quando o mundo desacelerar e só restar o som do teu coração.
Que em meio aos teus
pensamentos mais profundos,
eu seja aquela lembrança que
te aquece sem pedir permissão.
Lembra-te de mim
nos detalhes simples do dia,
no vento leve que toca o teu rosto distraído, no céu que muda de cor
ao cair da tarde, como se cada tom carregasse um pedaço do que já foi vivido.
Lembra-te de mim
não como quem prende,
mas como quem floresce
dentro do peito sem dor,
porque o amor que em mim
ficou guardado por ti
não pede retorno — só deseja continuar sendo amor.
E se um dia o tempo tentar apagar meus rastros, se a vida te levar por caminhos que eu não vou trilhar,
lembra-te de mim…
nem que seja por um instante,
como alguém que te amou o suficiente pra nunca deixar de amar.
Te amei com a calma de quem entrega a alma sem medo,
mas teu silêncio foi virando
inverno dentro do peito.
Cada promessa tua ficou
perdida no tempo,
e o que era carinho virou
lembrança machucando por dentro.
Ainda lembro do brilho
dos teus olhos nos meus,
do jeito que tua voz fazia
o mundo parar.
Mas hoje existe um gosto
amargo entre os “nós” e os “adeus”,
como se o amor tivesse cansado
de tentar ficar.
Carrego ressentimento
nas partes que ainda te amam,
porque esquecer você nunca
foi tão simples assim.
Te culpo pelas noites em que
minhas lágrimas me chamam,
mas no fundo também me culpo
por querer você perto de mim.
E mesmo ferido, meu coração
ainda pronuncia teu nome baixinho,
como quem procura abrigo na própria tempestade.
Porque o ressentimento é só um amor perdido no caminho,
tentando sobreviver no meio da saudade.
Deus Me Ouve
Entre o silêncio da noite e o peso do meu coração,
descobri que existe uma voz que nunca deixa de me responder.
Mesmo quando as lágrimas falam mais alto que as palavras,
Deus me ouve.
Ele conhece cada sonho escondido,
cada saudade que ninguém percebe,
cada oração feita em segredo,
e cada esperança que ainda insiste em florescer.
Se for da vontade d'Ele,
que escreva nossa história com as próprias mãos.
Que una caminhos, cure feridas
e transforme espera em encontro.
Porque o amor que nasce em Deus
não é pressa, é propósito.
Não é ilusão, é promessa.
Não é apenas sentimento,
é cuidado que atravessa o tempo.
Enquanto espero, continuo orando.
Enquanto oro, continuo confiando.
E, acima de tudo, continuo acreditando:
Deus me ouve.
Segredos vs. Revelações
Guardei segredos no silêncio do peito,
palavras que o medo não deixou escapar;
escondi sentimentos atrás de um sorriso perfeito,
com medo de amar e você não ficar.
Mas toda verdade procura uma saída,
e o que foi escondido começa a florescer;
entre tantas revelações da vida,
a maior delas foi perceber que amo você.
Talvez o nosso amor tenha nascido assim:
entre segredos, olhares e coisas não ditas;
você descobrindo um pouco de mim,
e eu encontrando em você minhas verdades infinitas.
Se amar é revelar aquilo que a alma esconde,
então hoje não quero mais me esconder:
meu maior segredo sempre foi seu nome,
e minha mais bonita revelação foi escolher você.
Onde o Amor Não Chegou
Eles se amaram no silêncio,
como quem guarda uma estrela
sabendo que jamais poderá tocá-la.
Ela sorria quando o via,
ele fingia não perceber.
E entre os dois existia um mundo inteiro
que nenhum dos dois teve coragem de atravessar.
Havia mensagens apagadas,
abraços demorados,
olhares que diziam tudo
e palavras que nunca foram ditas.
Um dia, ele perguntou:
— Você acha que a gente teria dado certo?
Ela sorriu com os olhos cheios d’água.
— Em outra vida, talvez.
E foi assim que terminaram.
Sem briga.
Sem traição.
Sem culpados.
Apenas duas pessoas que se amavam
na hora errada,
no lugar errado,
com vidas que insistiam em seguir caminhos diferentes.
Anos depois,
ele ainda lembrava do perfume dela.
Ela ainda lembrava da maneira como
ele pronunciava seu nome.
Mas nenhum dos dois voltou.
Porque existem amores que não acabam por falta de sentimento.
Acabam porque, às vezes,
amar alguém não é suficiente
para fazer duas histórias permanecerem na mesma página.
E talvez essa tenha sido a parte mais cruel:
eles nunca deixaram de se amar.
Só aprenderam a viver
sem o amor um do outro.
Onde o Amor Aprende a Olhar
Teu olhar transforma o comum em poesia,
e até o silêncio ganha uma nova melodia.
Há beleza nas pequenas coisas que você faz,
num sorriso tímido,
num jeito simples de falar,
como se o mundo aprendesse
a existir quando você está.
Não é preciso que o céu mude de cor,
nem que as estrelas desçam para impressionar.
Basta você chegar, e sem perceber,
os detalhes esquecidos começam
a florescer,
porque meus olhos descobriram
outra forma de enxergar.
Talvez seja isso que o amor saiba fazer:
Encontrar grandeza onde ninguém costuma procurar.
Fazer de um gesto pequeno uma lembrança eterna,
de um instante qualquer,
uma história completa,
e de uma pessoa,
o lugar onde queremos ficar.
Por isso, quando olho para você,
não vejo perfeição,
vejo aquilo que torna a vida mais bonita.
Vejo seus detalhes,
seus medos e seus sonhos,
e amo até aquilo que você
insiste em esconder,
porque foi em você que
meu coração aprendeu a ver.
Procuro um jeito de explicar
Minha mente fica em silêncio
quando eu tento falar de você,
as palavras chegam tão perto,
mas não conseguem dizer.
Eu penso em mil maneiras,
procuro um jeito de explicar,
mas tudo que sinto aqui dentro
é grande demais pra caber no falar.
Talvez eu não saiba escrever
aquilo que você faz nascer,
porque tem sentimentos tão bonitos
que nenhuma frase consegue descrever.
E eu tento, verso por verso,
juntar palavras pra te alcançar,
mas quanto mais eu tento explicar,
mais vontade eu tenho de te abraçar.
Então talvez seja esse o segredo:
você não foi feita pra explicar.
Foi feita pra ser sentida,
daquelas pessoas que a gente encontra
e simplesmente não consegue esquecer.
Se a poesia se perde quando fala de você,
talvez seja porque, dessa vez,
meu coração escreveu primeiro
e minhas palavras chegaram depois.
Apego Ato 1
Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)
Que fiz eu…
Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?
Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.
Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.
(ri, amargo)
E então ousei perguntar por que não me via.
Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.
Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.
Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.
(pausa)
Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.
Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.
E se hoje sofro…
não é por não ser visto.
É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.
(Luz se apaga.)
### O Silêncio de Quem Sentiu Demais
Um poema sobre amor, decepção e a coragem de se afastar.
Eu não queria muito, talvez apenas consideração, um pouco de carinho sincero, um gesto de respeito ao coração.
Não pedi promessas eternas, nem um lugar que não fosse meu. Apenas guardei em silêncio tudo aquilo que entre nós aconteceu.
Fui verdade onde havia dúvidas, fui entrega sem nada cobrar. Mas descobri que certas pessoas sabem receber, sem saber cuidar.
Você fez piada dos meus sentimentos, transformou meu silêncio em diversão. Enquanto os outros sorriam, eu escondia a dor no coração.
E quantas vezes quis chorar, mas precisei disfarçar o olhar. Quantas vezes saí de perto só para não me despedaçar.
Não me arrependo do que senti, nem da sinceridade que ofereci. Só dói perceber que, nessa história, quem mais se perdeu fui eu, tentando ficar ali.
Talvez você nunca compreenda o quanto precisei me conter. Porque, enquanto eu tentava te preservar, esquecia de me proteger.
Ainda existe desejo, ainda existe saudade também. Mas aprendi que gostar de alguém não significa aceitar o que não faz bem.
Então vou me afastar em silêncio, sem acusações, sem explicação. Não porque deixei de sentir, mas para salvar meu coração.
E se um dia você perceber que já não encontra meu olhar, saiba que não foi falta de sentimento, foi excesso de dor que me fez caminhar.
Pois a despedida mais triste não é aquela em que o amor acabou. É quando o coração ainda deseja ficar, mas o amor-próprio finalmente diz: “Chega. Agora sou eu quem vou.” 💔
Ah quanto o silêncio desses instantes me atrai, Me leva até uma quase paz que aquece alma a que vaga cheia de inexistências de minha realidade , somos o frio da inércia do meu abismo num impasse quase subatômico , sublime força que em combustão se encontra.
Quem és tu ? Que vens e vais , És desse mundo? Óh coisa estranha! Tens nome minha criação? Que me fere e me faz sentir tudo e nada , Um só eu e Eus e "Ladyfingers" instrumentos que cobrem o barulho intenso das nossas infinitas incertezas do que somos ou quando estamos , vamos ou ficamos , Uma verdade silenciosa da minha mente mas em mim somente em mim a sós sinto mais e mais do meu estranho ser dentre outros, A, Edpo e T.
" O silêncio como respeito "
Aceitar o fim sem exigir explicações tardias ou tentar reescrever o passado é a forma mais madura de demonstrar afeto,
por você e pelo outro.
Por tanto, deixar ir não significa esquecer ou apagar o que foi vivido. Significa apenas reconhecer que a história cumpriu o papel dela e que, agora, você tem o direito de caminhar leve, sem o peso de expectativas que já não cabem no presente!
" Inteiro em Mim para Transbordar em Nós "
No silêncio frio desse dia de chuva, aprendi a abraçar a minha própria solidão.
Sei que não me falta nada, a alma está madura, sou um ser completo, dono do meu coração.
Não busco uma metade para preencher vazios, pois em mim já transita a paz de quem se achou.
Quero alguém que chegue como as águas dos rios, para transbordar tudo de bom que em mim restou.
Minha intenção é ser feliz e te fazer feliz,
em um encontro leve, sem amarras ou cobrança.
Que você venha para ser a flor e a raiz,
e lapidar em mim o que ainda é imperfeição.
Que no teu abraço eu aprenda a me controlar, aperfeiçoar as falhas que trago no meu ser,
para que, lado a lado,
a gente possa caminhar,
e um ser humano melhor eu consiga florescer.
E se for da vontade de Deus, o Criador, que escreveu que o homem não deve viver só, esse nosso laço há de se transformar em flor, tecendo a nossa vida em um sagrado nó.
Pois aprendi que quando o amor é grande demais,
e já não cabe inteiro em apenas dois corações, ele transborda, quebra as barreiras literais,
e se transforma na mais linda das criações.
Ganha corpo,
ganha vida, um novo amanhecer, um milagre que a própria alma desenha e trilha.
Aquele amor que em nós dois não pôde conter, ao qual, sorrindo, chamaremos de filho ou filha.
Seguiremos assim, vivendo o que a vida der,aproveitando cada dia sob o sol ou o luar, sendo felizes enquanto o nosso sopro couber, para sempre... Enquanto a vida durar!
Luz no Isolamento
23 de Setembro 23:13
Ouço sua voz,
no silêncio da prisão
em que acabei sendo detido, por desejar justamente o que não me desejava no tempo perdido.
Sou prisioneiro de uma cela fria, feita de sombras e de vã memória, onde a saudade dita, noite e dia, os tristes versos da nossa quase história.
Mas sei que o tempo que hoje me isola
não há de ser o meu eterno fim, porque a mesma mente que agora chora,
guarda a certeza que vive em mim:
a de que um dia, livre do tormento, hei de ter o teu corpo em meus braços, transformando em abrigo o vento, unindo os nós dos nossos pedaços.
E ao ouvir teu relato sagrado, da nova vida que em ti floresce, porei a mão em teu ventre dourado,
numa ternura que o mundo esquece.
No som macio que a tua voz traz, revelas o fruto do nosso enredo,
então a cela se desfaz em pura paz, quando confessas o doce segredo.
Sinto o compasso de outro coração,
sob os meus dedos que trêmulos guio, assim, a gravidez cura a antiga prisão, transbordando de amor o meu vazio de ti!
