Texto sobre Infância
Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Infância minha onde estás, por onde anda os doces ou sofridos momentos, procuro meu dom e minha pureza onde percebia e valorizava, chorava e sorria por tudo ao meu redor, por todos ao meu redor, onde cada segundo tinha a importância de uma vida.
Voltarás?
mas quá, só resta-me pedaços de ti minha infância, guardados para sempre, onde vez em quando um deles rapidamente escapa: por uma imagem, por um cheiro, por uma frase, por um toque.
Verão quente da minha infância
dias longos e saudosos..
Verão da nossa juventude, onde
os dias passam a correr sem darmos por ela...
águas quentes de verão passados na praia
Verão do nosso outono, onde os dias
custam passar, onde são tantos iguais..
em toda a nossa infância a um jardim secreto.!
A arte de Ler e Escrever
Quando escrevo registro lembranças
Alegres e tristes da minha infância
Na agenda programo a minha rota
Represento por meio das letras
Fatos que podem marcar a história
Anos de glória
Através da leitura vou até o paraíso
Viajo pelo espaço, indo até o infinito
Aprecio a beleza do mundo
Trabalho a imaginação
Aguçando a curiosidade
Conheço diversas regiões
Continentes diferentes
Culturas e civilizações
Como podem ver
Estão interligados
De grande Importância
Na vida de qualquer ser humano
A arte de ler e escrever
Fabiana Cruz poetisa Salvador-BA
Eu Vivi Sonhos Leves
Em
minha infância.
Eu vivi sonhos leves.
Apreciei com atenção,
passos delicados.
Me fiz uma bailarina.
Hoje ensaio
passos mais leves e suaves
em seu coração.
Pois o segredo do amor
são encontrados
no jeito de saber dançar
a música de acordo
com a nossa emoção.
Saudades da Minha Infância Querida...
Eu fui criança e não tive Iphone, Wii, Play3, iPad, DSI, Xbox.
Eu brincava de esconde-esconde, verdade ou consequência, pega-pega, só ia para casa quando escurecia.
Minha mãe não me ligava no celular, só gritava: PRA DENTRO!
Vivia ralado .
Brincava com amigos, descalço, na areia, no barro e não usava sabonete antibacteriano.
Na escola me apelidavam de tudo e eu apelidava também, e ninguém sofria de "bullying"
Que infância boa!
Já tomei água de mangueira e sobrevivi...
Saudade disso tudo!
EU TIVE INFÂNCIA
À Lareira da Infância -
(EU)
Na casa
do Outeiro,
junto ao lume
que se ateia,
sentavam-se
à conversa,
à hora
da ceia,
meu Avô,
minha Avó
e a Tia
Josefa!
Era eu
uma criança,
jovem entre
velhos,
cheio d'alegria,
Amor e Esperança!
Tanto calor
que me vinha
da lareira
da Infância!
Um leve odor ...
E a Tia
Josefa,
branca,
imponente,
lânguida,
serena,
sisuda,
começava
a conversa!
(PARA MEU AVÔ)
Ó meu irmão,
que fizeste tu
da alegria
que pela
Vida fora
te conhecia?!
Às cores
do teu rosto
que o Sol
ardente
te havia
posto?!
Essa
expressão,
risonha
e calma,
que me alembro,
a força
do teu corpo,
a Vida
da tua Alma!!!
Onde,
meu irmão?!
Onde?!
(EU)
E estoira
a lenha
na lareira
da Infância!
Meu Avô,
atento,
ouve a conversa,
e responde,
fixando
a Tia Josefa!
(MEU AVÔ)
Estou velho
minha irmã!
O tempo
passa ...
Mas como
as bagas
da Romã,
a memória fica
junto ao Coração,
imersa, arreigada,
numa imensa
solidão!
E ai do Coração!
Ai do Coração!
(TIA JOSEFA)
É Verdade
meu irmão!
É Verdade ...
Fica a saudade...
Nossa mãe,
nosso pai,
já estão
na Eternidade ...
(EU)
E a lareira
da infância
ardia,
queimava
a lenha
da saudade ...
Era lá
que em criança
minha Alma
se aquecia!
E minha Avó,
silenciosa
que estava,
ouvia!
Profunda,
graciosa,
sentia Esperança,
junto à lareira
da infância!
E dizia:
(MINHA AVÓ)
Ouve,
meu Neto,
um dia,
nenhum de nós
aqui estará!
E a tua glória,
será escrever
em verso,
aquilo que
nos ouviste,
junto à lareira
da infância!
Mas escreve
com Esperança,
não te esqueças!
E triste,
ou não,
guarda sempre
na lembrança,
a conversa
da lareira,
que ouviste
à hora da ceia,
à beira
de teu Avô,
tua Avó e
da Tia Josefa!
(EU)
Em volta
da lareira,
os três sorriam,
e minha infância,
momento terno,
era quente,
com a Esperança,
de quem sente,
que aquele instante
podia ser Eterno! ...
Mas a Morte
sempre vem! ...
É breve!
E tudo leva!
Fica a memória
na saudade
e a saudade
nos meus versos!
É esta,
minha unica
Glória!!!!
Ricardo Louro
No Outeiro,
em Monsaraz
SONETO À ARAGUARI
Os pés da infância de te é distância
O olhar ainda em ti é de lembrança
Que veem e choram na sua fiança
Dentro do peito com significância
És cidade mãe, de minas a aliança
Em ti sou vinda, a mim és rutilância
De alusão, quimeras e substância
Desenhando e roteirizado herança
Vida que morre, é tal, a vida que vive
Caminhando comigo, assim, mantive
A minha história, que eu nunca perdi
Menor dos meus desejos, de te tive
Boas memórias, em ti sempre estive
És flor na lapela: altaneira Araguari!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto de 2016
Cerrado goiano
128 anos de Araguari (MG)
SONETO NA CHUVA
Quantas vezes, pés descalços, enxurrada
A minha infância, na inocência eu brinquei
Águas em versos, chuva molhada, sopeei:
Quantas vezes eu naveguei na sua toada?
Na narração me perdi, no tempo maloquei
As lembranças ali no passado deixada
De memórias fartas, meninice, criançada
Aqui no peito guardada, e nelas estarei...
Céu cinza do cerrado, nuvem carregada
Deixa chover, pois só assim eu alegrarei
Da varia recordação da pluvial derivada
Pingo a pingo, trovoada, no outrora voltei
Água na cara, cachoando na alma calada
De saudades, neste soneto na chuva, falei!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro, 2016
Cerrado goiano
Até os jumentos e os cachorros sabem o caminho
Uma narração nostálgica, um pouco de infância mágica, oh Deus não compreendo, o caminho que não entendo e faço minha vida trágica.
Vagando em meados dos anos 80/90 eu me lembro, ainda garotinho, tínhamos em casa um cachorrinho, apegado ao nosso lar, bonito por sinal, chamou atenção e tal de compradores, um admirador especial, comprou o cão, meu pai fez essa proeza, momento de necessidade e fraqueza, um raio de muitos quilômetros, o novo dono e o bicho partiram, para surpresa de todos, logo se notou, aquele velho companheiro, o caminho antigo voltou.
Outra vez lembro num roçado, um jumento transportando mandioca, eu o seguia, para garantir a chegada, mas para surpresa, ele era o guia, do roçado a casa de farinha, aquele jumento não se perdia, e eu medonho, angustiado, ansioso tormento, me alegrei com tamanha destreza do jumento, pra finalizar não compreendo, eu pensante, sou errante nesse caminho sedento.
Giovane Silva Santos
"Concretizações de sonhos
A minha infância foi toda Walt Disney. Devo isso ao meu pai.
Sonhava com fadas, em voar, a não crescer, a amar os animais, a amar as plantas, que o bem sempre vencia o mal, em encontrar uma pessoa que me amasse, me respeitasse e que tivesse orgulho de mim, e que todos os sonhos podiam se tornar realidade.
Grande Walt Disney!!! Grande importância teve em minha vida!!!
As fadas e alguns personagens me fizeram crer em intercessores, em um Ser Supremo e a ter fé. Alçamos voos diuturnamente. Em mim reside uma eterna criança. Jamais vou me permitir crescer.Vejo o mundo com o olhar de uma criança. Amo os animais, as plantas e todo o ser vivente. Amo o próximo. Muitas situações desfavoráveis fizeram o bem prevalecer. Encontrei uma pessoa maravilhosa em minha vida que caminha todos os dias comigo. E com ele mais duas princesas. E uma bebê de quatro patas. Os sonhos se tornaram realidade. E muito ainda está por vir. Aprendi que o amor é a base de tudo. Sou plenamente feliz e realizada!!!
Jesus Cristo tomou o lugar de uma forma tão intensa e vibrante que não consigo viver sem Ele!!!
Por isso não canso de brindar à vida, aos amigos e às amizades!!!
Bora para mais um dia surpreendente!!!".
Saudades
As marcas da minha infância
Carrego sempre comigo
Tem coisas que hoje lhes digo
Dos meus tempos de criança
Que quando vem na lembrança
A dor aperta meu peito
Somente com muito jeito
Consigo espairecer
Mas não consigo esquecer
Nem sei se tenho o direito
Meu grande exemplo de vida
Saudades do velho pai
Meu pensamento se vai
Abrindo sempre a ferida
Que por não obter guarida
Num ato de covardia
foi silenciar neste dia
Por coisas sem fundamento
Não esqueço essse momento
Nem esssa atitude fria
Meu velho desprevenido
Sem instinto de maldade
Sofreu a barbaridade
De ser ali abatido
Presenciei o ocorrido
Em completo desatino
Embora ainda pequenino
Sem nada poder fazer
A dor que trago em meu ser
Carrego desde menino
O pensamento corrói
Desassossegos na alma
Procuro manter a calma
Mas sempre a saudade dói
Lembro meu pai, meu herói
Que perdi ainda criança
Por causa de uma lambança
Que nem mesmo sei porquê
Mas peço a Deus prá conter
Meu instinto de vingança
Ao grande Pai das alturas
Protetor do mundo inteiro
Impiedoso justiceiro
Conforme reza a escritura
Peço que adote a postura
Que a religião nos ensina
Que faça cumprir a sina
E que estes trastes mulambentos
Venham pagar seus intentos
Pela justiça Divina
Ivens de Lima Abreu
Primeira Infância
Toda criança carece de aleitamento materno!
Porque faz bem a sua saúde e ao seu esquelético.
Também deve ser prioridade seu choro e sua alimentação,
e por ser um ser ainda frágil, exige da mãe total dedicação!
Toda criança tem direito a ser feliz na vida!
Deve ter proteção integral da família e de todo mundo!
Ser tratada com respeito e atenção e ser bem assistida!
Não pode ser maltratada e tampouco excluída!
Toda criança deve ser bem cuidada na primeira infância!
Precisa ter um desenvolvimento sadio em seu lar.
Não pode sofrer abusos de quaisquer significâncias,
deve ter seus pais presentes e nunca a distância!
Toda criança necessita de um amor incondicional!
Ser disciplinada e bem educada aos olhares dos pais.
Crescer num ambiente limpo também é fundamental!
Pois coopera para o desenvolvimento cognitivo e emocional.
Toda criança deve gozar do seu direito constitucional!
Ter acesso às políticas públicas com bom atendimento.
Viver sua liberdade na rua, com dignidade e moral...
Jamais sofrer constrangimento por preconceito social.
Rama Amaral
Do livro/ebook, O Rio e a Criança, disponível nas melhores livrarias.
Ser criança é ter que aproveitar a infância, não deixar de ser criança. Ser criança é sonhar, não se preocupar, ser criança é ter amigos para brincar e sempre assobiar , ser criança é fazer uma trança e não parar com a comilança, ser criança é ter carrinho e muito carinho .
uma fala dela de seu texto: Eu não sabia que eu sabia rimar tão bem kkkkkkk
Transição da infância pra fase adulta.
Os monstros imaginários que viviam
embaixam
das
nossas camas
ou num canto escuro da casa,
que queriam levar a gente
para o mundo deles,
passam
a
ser psicológicos e reais
(gerando uma série de reações tóxicas no corpo e no sistema neurológico) =/
ou seja,
era
melhor
quando
eram
imaginários...
Tem dias e dias.
Tudo passa.
Infância x Infantilidade (inspirado no filme "O Cidadão Ilustre")
(Geovani Vilela)
A infância nunca deve morrer,
Mas a infantilidade deve ser combatida todos os dias.
A infância carrega a essência do ser,
Porém a infantilidade não deixa a criança crescer.
A infância é bela, cheia de sonhos e ousadias,
A infantilidade é feia, carregada de ciúmes e invejas tolas.
A infância é cheia de vida, e dela nunca devemos nos despir.
No entanto temos que nos livrarmos do que nos deixa raquíticos e anêmicos: a infantilidade.
Fui eu, sem ser eu.
Ontem um, hoje teu
amanhã se perdeu.
Na infância o mundo é leve,
ninguém te esquece.
Todo mundo é amigo,
inclusive o mendigo.
Na adolescência
é repentina a cadência,
tudo é sofrência,
O tema desta fase é carência.
Evolução, recriação,
transmutação.
Idéias, caráter, conduta,
Tudo muda, menos o coração.
O que conheceu já não o é.
O que era nem mais será.
Talvez o novo surpreenda.
Talvez o arrependimento virá.
Nunca mais fico de bem.
Vez ou outra, na minha infância, eu escutava alguém dizer: "vou ficar de mal! Nunca mais fico de bem". Achava isso bem estranho; ficava pensando o que seria esse 'de mal'. Fato é que não entendia aquela fala. Até porque, como geralmente vinha da boca de uma criança, depois de poucos minutos, uma chamava a outra para "voltar a ficar de bem". Lembro que nunca fiquei de mal. Por volta dos 8 anos, tive uma discussão com umas amigas e fui embora pra casa. Não tinham se passado nem 15 minutos quando elas foram me chamar para jogar queimada. Não havia em mim um só resquício de irritação. Nem nelas.
Mas, lá com uns 13 anos, voltando de ônibus da escola, uma de minhas amigas que cresceu e estudou comigo entre os 7 e 9 anos, começou a me instigar, falando que a escola dela era milhões de vezes melhor que a minha. Tivemos uma discussãozinha de adolescente, em que eu fiquei curtindo com ela, levando-a na brincadeira, e, no final, ela ficou bem brava. Foi uma tolice, porque foi a primeira vez que alguém ficou de mal de mim. E o afastamento que veio em seguida foi bem doloroso. Nunca deixei de gostar dela, mas não a procurei para pedir que voltássemos a ficar de bem, nem ela a mim. Só fomos voltar a trocar algumas palavras quando já éramos adultas, casadas, com filhos. Não é lamentável?
Depois disso, aprendi o que era ficar de mal; é deixar o mal crescer dentro da gente; é perder aquela virtude infantil de sentir o valor do outro. É óbvio que o outro não deixou de ser querido; é óbvio que gostaríamos de reatar os laços; mas deixamos o rancor ir crescendo, permitimos que ele vá dando um sabor amargo nas lembranças antes tão doces ou tão bem temperadas. Tantas aventuras, gargalhadas, travessuras que nem nos permitimos mais ventilar na memória... Agora estamos de mal.
Antes fossem só as crianças que ficassem de mal; elas sim, sabem fazer isso do jeito certo! Jovens e adultos perdem a linha, esquecem como se faz. Para a criança, o outro é o que importa, porque nem mesmo consegue distinguir de fato onde é que termina o eu para começar o outro. Esse é o tempo em que se é um com o outro. Não é adorável?
Então começamos a crescer, nos individualizamos. Sabemo-nos separados e assim nos fazemos. Cada um para o seu lado e se há motivos para discussões, e sempre há, agora pode haver também a separação sem volta. De uma grande e linda amizade pode ficar apenas uma dor no peito de quem não teve o amor pueril que chama a crescerem juntos.
Isso acontece porque, em algum ponto, entendemos que o outro se apequena. Não somos mais um com ele, agora somos mais. Quando o olhamos, ou dele lembramos, maior que ele está aquilo que nos irritou, chateou ou indignou; e isso toma uma proporção maior do que o valor do outro. É importante perceber o quanto isso é sério e é fácil entender se exemplificarmos usando uma cédula de valor.
No Brasil, a cédula de maior valor é a de 100 reais. Pois bem, se acharmos uma cédula suja de barro, ou com um pequeno rasgo, ou toda amassada, embolada, ainda assim nos alegraremos pela sorte de tê-la achado. Independentemente do seu estado, ela não perde o seu valor. Com as pessoas deveria acontecer exatamente assim: a pessoa tem o seu valor e não o perde por ter-nos feito algo que nos entristeceu. Jogá-la fora, 'matá-la' em nossa vida, querer nunca tê-la conhecido é, para mim, um dos maiores males que pode existir entre as pessoas. É mesmo algo comparável à morte; tão ou mais doloroso que ela.
Quando vejo amigos se afastando com o tom de até nunca mais, ou um tempo próximo ao nunca, dói em mim. Quanta estupidez! Quanta vida jogada fora! Lembro da parábola do filho pródigo. Sim, porque aquele filho ficou de mal do pai. O pai não; este nunca guardou rancor pelas intempéries do filho. Com certeza, ficou muito triste, muito chateado; mas rancoroso, jamais. E, desde então, sua vida foi esperar o seu retorno, esperar para poder o abraçar novamente. Claro que seguiu a vida fazendo o que devia fazer e amando todos os seus. Mas vivia à espera do filho que nunca deixara de amar.
Penso que eu 'puxei' isso do Pai. Não sei ficar de mal. Nunca soube e espero jamais aprender. Fico sim irada vez ou outra, e me derramo feito lava de vulcão. Mas passada a erupção, mal lembro do que a causou. Tantas feitas, uma questão qualquer que poderia ser resolvida de uma maneira mais amena. Tantas vezes tenho de pedir perdão... Mas ficar de mal, isso não é pra mim. Continuo achando estranho como da primeira vez que alguém falou isso perto de mim. Só que naquela época não doía, até porque nem era sério. Hoje, no mundo adulto, o 'ficar de mal' é uma terrível doença; é um grande mal. É a própria doença do mundo!
Minha infância é hoje
aquele peixe de prata
que me escorregou da mão
como se fosse sabão.
Mergulho no antigo rio
atrás do peixe vadio
– Quem viu? Quem viu?
Minha infância é hoje
aquele papagaio fujão
no ar, sua muda canção.
Subo nos galhos da goiabeira
atrás do falaz papagaio
– me segura, me segura
senão eu caio.
Tempo ao Tempo
Sobrevivência
Na infância e na adolescência essa frase me incomodava: "somente os fortes sobreviverão".
Será que consegueria ser forte o suficiente? Perguntava eu a mim mesmo.
Vividos mais de sessenta anos, tal frase, para mim, não tem o mesmo sentido, mas persiste em me incomodar.
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