Texto sobre Fantasia
►Navio Do Asfalto
Sombras indo e vindo
Calçados refletidos pelos vidros
Sorrisos e brincos, moletons contra o frio
Os quebra-molas que sempre são percebidos
Os raios do sol que desenham os cílios
Em um navio de metal,
Transportando os marujos até a capital,
Que desembarcam no ponto final.
Crianças no colo dos pais,
Que lembranças isso me traz
O navio possui o seu próprio conforto
O capitão está a caminho do porto
As ondas de concreto causam sono
As paisagens são expostas em cada canto
Normalmente os marujos não possuem um canto,
O silêncio as vezes é constante.
Ah dia que o tempo não passa
Outros, ele simplesmente me ultrapassa
Alguns eu mal adormeço e já chego em casa
Parece até que viajei dentro de uma espaçonave
E quando desço, me sinto pesado, e não leve
Posso levar para casa novas pessoas que conheci
Dentro deste navio também posso interagir.
Rosa Eterna
És poesia em mim em línguas sem fim,
Minha rosa com espinhos, dás-me o juízo perdido,
Perco-me no labirinto das curvas do teu corpo esculpido.
O efémero da vida em ti se revela,
Mas quão infinita é a felicidade nos teus braços,
Nos teus cabelos, brisas de madrugada se enredam,
No teu toque, encontro a paz, sem embaraços.
És a melodia silenciosa dos meus dias,
O verso oculto que ilumina a escuridão,
Na tua presença, o tempo se dissipa,
A eternidade vive em nossa junção.
Teu olhar guarda segredos das estrelas,
Teu sorriso, sol que desabrocha em sonhos meus,
Entre espinhos e flores da nossa imaginação,
És o poema que escrevo com o coração.
Entre a realidade dura e a fantasia,
És o universo onde me perco e me encontro,
És a essência que em versos confio,
No labirinto da vida, teu nome entoo com encanto.
Escrito
Queria ter escrito
O verso perfeito
Em métrica e rima
Mas, o pensamento
Foi desfeito.
Queria muito ter falado
O que sentia
Por que e para quem meu coração batia
Mas, o pensamento
Me esvazia.
Queria, enfim, ter feito alegorias
Viagens, aventuras, romances e romarias
Uma taça de vinho e desmandos
Mas, o pensamento
Acabou com a fantasia
Queria, mas só queria...
E, acabei na madrugada, triste
Com a alma frustrada e vazia.
Fantasias de crianças !?
Crianças de antigamente,
Sem pesadelos,
Machucavam os tornozelos e seguiam em frente.
Mundo festeiro!
Pipas voando pelo céu,
Desbicando rumo abaixo na intenção de fazer belas acrobacias no ar e fazendo sorrir o luar.
Antes eram obras de gravetos de bambus recheados de papeis ou jornais.
Na rabiola,
Sacolas fatiadas com tesouras perigosas.
Depois de um bom tempo ,
Lascas de madeiras degradadas sem a força da luz.
Com um pedacinho de pau,
O pneu velho rolava e não sabia onde ia parar.
Mundinho bom!
Cruel é o horizonte que nos espera.
Vasto é ele e nossas escolhas também.
O que podemos esperar do ilusório futuro?
Fantasiar ?
Eu posso dizer...
Fantasiei um mundo inocente.
Tripliquei meus sonhos porque eu era carente.
Tive um pequeno rasgo na face em outrora,
Nem cito porque ja eliminei de minha memória.
Deixei de sonhar,
Viver o hoje é meu dever,
Se o ontem me tirou as alegorias coloridas que eu desejei.
Vivo o presente nu e cru,
Pois de fantasias,
O mundo ja está cheio....
Autor : Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Ah!! O amor
Ah! O amor que nos faz sorri e também chorar.
Que nos faz gritar e também calar.
Ah!! Tão sonhado amor
Que brilha entre fantasias
Que dirige nossos dias.
Ah!! Amor...
Chama quente e ardente
Amor, amor, amor...
Inconsciente e indecente
Amor simples e penitente
Amor de gente e de serpente
Amor, amor, amor.
Amor que gera energia
Que cresce, cresce
Cresce a cada dia
Só finda ou recua
por outro amor.
Ah! Amor, amor.
22/01/14
Quero apenas poder Brincar
Despertar a imaginação de forma fantasiosa, pular, correr, saltar, brincar com ingenuidade e sentir a leveza da inocência.
Sobre ser criança
O limite se define conforme a brincadeira, não sei se pega-pega ou esconde-esconde, só sei que nada surpreende se virar pique-bandeira.
Estátuaaaa...
Agora vamos para a dança da cadeira?
Que graça teria sem lamber o danoninho, derrubar pipoca, tirar o tomate do sanduíche, rir com água na boca...
A ansiedade é inimiga da perfeição, e quem quer ser perfeito?
Quero apenas o direito de brincar de qualquer jeito...
E se existe regras eu respeito, mas ninguém vai mudar o meu jeito...
Jeito moleque, jeito menina, jeito malandro, jeito sacana, jeito que ninguém acalma...
Kkkk
Nem me importo, quero ser feliz de corpo e alma.
Por falar em corpo!!!
Roxo, ralado, esfolado, inchado, torcido, quebrado e ainda dizem que sou mimado.
Apenas não apaguem a luz da cabaninha de lençol, tenho medo do escuro, mas quando recebo visita, ai ai...
Borbulho de encanto e me sinto seguro...
Obrigado por permitir ser criança, minha imaginação esteve em tantos lugares, acredita que corri mais do que os peixes dos 7 mares?
Peter disse que eu pareço a Sininho, acreditei, pois até entrei na história da Chapeuzinho, ajudei o Lenhador com aquele lobo malvado...
Que irado, tinha que ver aquele peludo do mal, fugiu na moral...
Nem a Branca de Neve acreditou, pois quando a Bruxa pulou, ela nem ligou.
No mundo de encanto e fantasia, me deixe sempre viajar no trem da alegria...
Apenas me dê a certeza de ter para sempre a tua companhia...
Sonho de Calitheya
A destoante pequenina escondida sob lago prateado
Rumava nas direções seguras e bem vindas
Vez ou outra a bisbilhotice lhe fugia
Irrompendo errônea em dor curiosa
Tocava sorumbática a sua cantoria melódica
Aproximação ao teu caule é digno de fantasia
Aprisionada em seu âmago puro
Depravação se quebra ao toque sensível do seda
Com pitadas sedosas, do impuro causa medo
Na sua guarnecida fortaleza, jaz soberano reino de brancura
Faça da sua doce alvura o sobrenatural
Num céu jamais sombrio de outrora
Sem fronteiras para segurar do seu gracioso mel
A clareza se estende além dos limites seguros
Impedindo para sempre a loucura desvairada
Atrai atenção indesejada de adoração maculada
Vencendo as iniquidades do além
Meu intento nobre não há de ser único
Há de ser verdadeira ternura
Sem o uso de espada ou escudo
Aceitando o ciclo infindável das centenas eras
Calitheya, apodere eterna sob nosso novo céu glacial
A gélida alvura de seu jeito meigo extermina moribundos enraivecidos
Da ponta carmim de seus lábios aos frientos brandos pés de marfim
As asas que a brandeiam são as mesmas que me tocam
Afrontando lindamente meu êxtase exacerbado
A seu sonho apenas a pertence
Sem mais nem um ou outro milagre
Sou convidado mais que precioso
Servindo mais que qualquer outro
Ofereço o meu sincero logro
Assentindo sem mais tom temeroso
Recebo surpreso apreço suntuoso
Concebido a mim, seu sonho é meu também
Em título imensamente pitoresco que é sua verdade
A serena Calitheya há de reinar puramente quimérico.
►Caro Sabiá
Sabiá, meu caro amigo viajante
Avisei a João que estou a caminho
Diga-o o quanto estou em romance
Peça-o para que me receba com carinho
Sabiá, sabes bem a quem fui a confessar lá nos mangues
Andorinha vizinha, Sabiá, que criaturinha linda em sorriso
Logo que a vi, piei, rebolei-me todo em sedução cativante
Atrapalhei-me, Sabiá, deixando-me levar pelo calor sem juízo
Voou tão distante a criaturinha, caro amigo, tão distante
Piei em dor ao luar, pensando se voltaria a cantar em delírio
Chorei, Sabiá, sem saudades de um amor correspondido para sarar.
-
Passei desta fase vergonhosa, Sabiá, pela dor sem motivo
Saí pelos céus a fora, até que ficassem alaranjados, em busca de um lugar melhor
Machuquei-me em encontro de alguns galhos em frente ao destino
Sabiá, busquei ela, admito, Andorinha que sempre sorria ao redor
Penso somente em suas plumas a voar no horizonte, como se não fossem voltaria
Nunca mais as vi, Sabiá, que saudade de quem não me conhecia, que dó
Sabiá, amigo, tudo o que desejo é que eu volte a vê-la, só um pouquinho
Então voarei a seu encontro, Andorinha linda, que desconhece meu amar.
Para uma vida feliz
O segredo para uma vida feliz
é essencialmente simples:
consiste em compreender o fato
de que as tartarugas nascem
e caminham para o mar.
“Ah, mas eu sou pássaro e quero voar!”
Há muitas metáforas para a vida,
veste a tua fantasia e voa, ela é real;
veste a tua fantasia e voa, ela cheira a cetim
e brilha como estrelas;
veste a tua fantasia e voa,
como só tu podes voar.
Mas quando vier a noite
e ela trouxer a tempestade,
não bate as asas,
lembra-te: os teus pés estão na areia
e tu caminhas para o mar.
Todos nós guardamos cuidadosamente um mundo estranho, à espera do nosso desespero ou desistência, um lugar que está sempre pronto a nos acolher ou esconder.
Quando acessamos esse mundo?
Sei lá, talvez nos sonhos que inventamos para não desesperar ou desistir, talvez nas mentiras a que nos agarramos para suportar o fardo da existência ou, quem sabe, esse mundo esteja escondido na cápsula dos remédios que tomamos para escapar do mundo.
Preso num quadro louco e imundo
sou mais um abstrato vagabundo
feito pra enfeitar a tua sala de estar.
Fantasia insana e barata,
que te deixa mais alucinada.
Eles querem que você
se perca até esvaecer.
Abstinência de ilusão, você não se decide
se quer resistir.
Surgindo da escuridão, brutalidade no coração, acho que me fodi.
Tenho vivido em um mundo
onde tudo é fútil e inútil, acho que é melhor eu fugir daqui.
O ódio é maior que a esperança,
o homem destrói em abundância.
Acho que é melhor eu fugir daqui.
Faço parte desse mundo cão, eu não sei !?
Sou animal e vocês também.
Gosto de ver sangue jorrar pelo chão,
então não vem me chamar de irmão!
Entre duas mentiras
O trágico estimulado para sua desconstrução, te convida à angústia e à depressão.
Plano traçado, verdadeira manipulação. Ou seria delírio, teoria da conspiração?
Gera consumo, prêmio, consolação. Só um mundo falso de alienação, mas você nem tem a percepção.
Outra mentira, colega daquela, que junto controla nossa compreensão é a fantasia. Esta idealizada para seu entorpecimento, te ilude à solidão. Alimenta sua desesperança e mina sua determinação .
No entanto, são apenas duas mentiras nas quais cabem revisão.
"Brasa"
Sinto? Talvez sim.
Mas não como antes.
Havia um fogo em mim,
onde cada emoção era álcool.
Bastava um toque —
e eu explodia em chamas.
Belo, mas perigoso.
Foi assim que me afoguei em fantasias,
jogando horas do meu vasto dia
em cenários que não existiam.
Romance era refúgio
(e cárcere também).
Depois, veio o silêncio.
A dor me acordou.
E o fogo… virou brasa.
Hoje, é morno.
Quase não aquece,
mas também não queima.
Estranho.
Talvez necessário.
Talvez... uma saída, proteção.
Mas sinto falta, confesso
da melancolia que me fazia poesia,
da música suave ao apreciar a vista na janela,
do cheiro da chuva,
da beleza quieta do mundo.
Agora, meus olhos molham,
mas não choram.
A lágrima não escorrega
ela apenas sussurra.
E algo, dentro de mim,
a seca.
No começo, temi.
Temi virar pedra.
Temi nunca mais sentir.
Mas talvez...
seja uma lição.
Nem sempre a vida é sentimento.
Às vezes é fé.
Às vezes é razão.
Às vezes é só... viver.
Viciada em fugas
mundos paralelos de doçura.
Mas um dia doeu tanto,
que eu fui embora dali pra sempre.
Desde então,
sinto tudo mais leve.
Até demais.
Deveria doer.
mas só pesa.
E o medo volta:
e se eu não sentir nunca mais?
Mas talvez...
só talvez...
sentir de forma calma
também seja amar, também seja sentir.
E há esperanças
uma brasa, ainda queima de maneira escaldante
quem sabe torne-se eu novamente uma amante?
dessa vez, sem impulsos
sem extremos.
Mulheres
Esse amor de mulher! Seleção natural
Da cortesia feminina sem batom!
A singela melodia do bom som
Da voz que irradia todo dia como especial!
Mulher, não corra! Pra que andar depressa?
A sensualidade é desfilar, nesse dom,
De manter na memória o bom tom
Do caminhar, que esse charme interessa!
Sempre sorrindo, avante! Sem a gargalhada,
Dessa risada, que só deixa atrapalhada
A bela expressão de paz, extirpada pela dor…
Ah! Mulher! Resgata essa energia que agita
A postura desse oposto que ainda acredita
Nessa imaculada fantasia desse amor!
Existe uma diferença entre acreditar no impossível e acreditar em si mesmo.
Existe uma diferença entre ser ingênuo e ser sensato.
Existe uma diferença entre alimentar utopias e alimentar sonhos.
Existe uma diferença entre fantasia e realidade
Quando a gente delimita muito bem essas diferenças, fica fácil nos permitir. Nada nos impede de fantasiar, isso é até saudável, mas saber que nem tudo que se fantasia pode ser transformado em realidade é fundamental para a nossa saúde mental e felicidade.
Então, permita-se! Se existe 1% de possibilidade vai lá e coloca 99% de trabalho e faz acontecer, caso contrário não perca tempo, o seu bem mais precioso tentando transformar pedra em flor.
CAMARIM
E quando o palhaço entrava
No centro do picadeiro
A plateia delirava...
Todo o público aplaudia,
A criançada gritava,
Era muita euforia!
Ele era, afinal,
Um artista fenomenal
Ninguém mais e ninguém menos
Que o Palhaço Alegria,
Com todo o seu talento,
Com toda a sua magia.
Ao ver tamanha energia
Que do circo emergia
O Palhaço Alegria
Alegre também se via.
A tristeza em seu peito,
Esta era apenas sua,
Guardava-a muito bem,
Não contava pra ninguém.
E após aplausos sem fim
Lá atrás, no camarim,
O palhaço meditava:
“Sei que a arte imita a vida...
Mas que bom também seria,
No tocante à minha parte,
Se ao menos algum dia
A vida imitasse a arte”.
E agora você?
A farra acabou
O circo fechou
As sessões acabaram
Espetáculo não existe mais
O ilusionismo terminou
A bajulação acabou
A festa terminou
O público foi embora
A claque cansou
O narcisismo ofuscou
Agora tudo são cinzas
A fênix morreu
O ataúde fechou
Cerrado com aço
Tudo era fantasia
Sonhos de palhaço
Cores e solidão
Farsa laboral
Fugaz e efêmero
Exibicionismo é outrora
As luzes se apagaram
A máscara caiu
Gás lacrimogênio acabou
Não existe mais público
As palmas acabaram
As luzes acenderam
Tudo é claridade
Agora é tempo de voltar
Para a Terra, Astronauta!
►Simplesmente Amei
E você simplesmente apareceu
Educada, gentil, atenciosa e engraçada
E para mim você até mesmo sorriu,
Um pouco afastada, calada, curiosa pelas minhas palavras
Eu a guardei para mim, anos sem fim, sonhando com sua chegada
Então você apareceu para mim, como uma fada em noite estrelada
E, como presente, me entregou suas mãozinhas macias e delicadas.
-
Te quis desde o momento que a vi sorrir
Transformei e ressignifiquei meu amor por ti
Trejeitos me aproximei, com medo de ouvir
Estranhamente escutei um sim, fiquei todo feliz
Tivera outra palavra para descrever sem encurtar ou omitir
Tudo o que senti ainda está aqui, vive dentro de mim
Telefona-me sempre o coração, me elogiando em gratidão, cheio de carinho.
-
Aos ventos de boa sorte às estrelas do Norte,
A ti escrevo novamente, um pouco sem acordes
Acorde e me diga se gostou, se não, farei estrofes
Mesmo que falhe, farei meu melhor, sem sorte
Ouvirá de meus lábios como ando com sorte, forte como fóssil
Apenas gravando nossos nomes em faixas e postes
Até que a chuva os limpe e eu retorne a pintar "me namore"
Ah, como poderia dizer-te, em mistério, como me sinto? Apenas recorte.
Águas claras caindo no chão pés descalços sob a elevação.
Dedos sem pontos unidos meus braços abertos além disso.
Estéril fuga um aceno estirado na fileira esquecida estirpe.
Noite toda barbárie gota a gota mortalmente o resoluto feri.
Rescente reacender luminar frequente sob luar estimando-se.
Cego afundará reluz espero sonhar completo refletindo espiral.
Bel-prazer adianto o inevitável o querer sem definição real.
Interceptações e negligênciais degradam a rua dentre mortais.
Brusco atirar flecha e fogo foi morto sem espectador absorto.
Ingrediente constituído sem ler o manual o listrado pijama.
Conto primeiro se despede-te fronte ao pátio protesto vigorou.
Obnubilação mestre rei e guardiã clara luz que vem logrando.
Aflora sementeira irrigando-se a passo curto prazo puro.
Ajeita sexta respectiva pinça valente balanceando o centrista.
Romancista emigrando de tempo a porta a verdadeira vida.
Parte 1
Eis me aqui juntando os meus últimos
fragmentos.
Enfim tardou-se e não encontrei o bom
contentamento.
Mais e agora o que será do meu corpo carne e
osso?
Moldando na terra um inteiro juntando dois
pedaços.
Avistei o sinal no trilho seria um lugar de
descanso pacífico?
Cai a noite saio andando cego e mudo na cidade
que princípio.
De longe reconheci o teu aroma de vidro e água
transbordando.
Meu irmão coroado rei obviamente eu o barro a
terra e marte observei.
Não quero ir embora sem antes lhe buscar o mais
belo estandarte.
Mais tu se foi com o passar como um vento forte
de dezembro.
Virei um solitário e por medo sair voando rumo a
um abraço acalento.
Deveras eu busco qual instante a boca calou-se
dizendo: basta!
Meu senhor calante servo nos encantou com uma
harpa.
Nas bruscas ainda feito vinho amargou sem
defeito.
Foi meu peito afogando-se nas rasas águas de um
algibe corrompido.
Agora dei-me teu veneno na boca com três gotas
eu me deito.
Serei a sitilante flor da tua raiz fertiu: Um deleite
serei!
E eis-me aqui para assistir teu crescer salinte
outra vez!
Pra mim ouvir o cantar o som de quem me abriu o
portal do invisível.
Abaixo um castelo tijolos escadas e mil quadros
imersivos.
Naquela subida montanhosa vem vindo se
aproximando um brilho.
Solte-me destrave as correntes ao sair desse
portão.
Viva minha liberdade enfim liberto dessa rápida e
ante-sagrada vermelhidão!
Sou o vento um suspiro no fim do mangue
escurecido.
Vivendo por um fim que não ganhou fim nem
finalmente.
(continua...)
