Texto sobre eu Amo meu Irmao
O presente e os seus presentes
Sentir a chuva sobre o corpo, a água quente do chuveiro aquecer nosso corpo, a brisa do vento acariciando o nosso entorno, a textura dos alimentos ao se envolverem na boca, o toque do outro, o beijo, abraço, caricias, as próprias palpitações e a do outro, sentir a formação do sorriso após um beijo antes mesmo dos lábios se distanciarem... o movimento do início ao fim... Escutar o som da chuva... As ondas se chocando contra as pedras... O som da ebulição do café... O som do café ou qualquer outra bebida sendo posta sobre o recipiente... Escutar um sorriso, pássaros cantando, uma boa música... Os passos na madrugada, o tique taque do relógio, a respiração ofegante dos corpos se envolvendo na mais pura e íntima sintonia... O balançar das árvores ao vento... O sussurrar ao pé da orelha... O sabor dos alimentos, do beijo... O cheiro da terra molhada, do café pela manhã, do perfume daquele querubim, o cheiro gostoso de bebê e aqueles cheiros que marcam épocas de toda uma vida... E poder ver tudo isso e muito mais... Observar os relâmpagos, as estrelas, as labaredas de uma fogueira posta ao redor de pessoas... O por do sol... A praia com um azul esverdeado...
As trocas de olhares que dizem muito como também podem dizer nada... Tornando o momento intenso e misterioso... Viver o presente... Com início, meio e sem fim...
Mãe,
Começo a pensar entre pensamentos peculiares sobre a sua jornada, sobre a sua vida.
Mãe, ainda tenho a chance de lhe chamar de mãe, e ser respondida, querida mãe, estou vendo o seu sofrimento, mães não deveriam partir nunca.
Se em algum momento em toda minha vida, eu disse que sofri, peço perdão ao verdadeiro sofrimento.
Te vejo adoecendo, te vejo cada dia lutando contra a natureza e a força do meu medo, destinada ao câncer.
Santo Deus, tenha piedade da minha mãezinha. A cubra com o seu seu manto sagrado.
Afasta de mim esse cálice, que sua vontade seja reconhecida e que me deixe ó pai, só mais um minuto no tempo.
Cura a minha mãe!
A Porta:
Acordei com mais uma notícia sobre amigos que se foram por infecção de corona vírus.
De forma literal, hoje, eu só queria ter acordado e conseguir abrir uma porta qualquer e encontrar do outro lado aquele velho mundo, com aquele "corre corre" gostoso, com o barulho da segunda-feira que sempre abafa o silêncio de domingo à noite, voltar a ter a expectativa da quinta-feira pra dizer: sextou!
Do outro lado da porta, não quero mais acordar na quinta ou na segunda e achar que estou no sábado.
Quero acordar e ao olhar pela janela, ouvir o som do carro do ovo ou da pamonha, e reclamar, quem sabe, ou sorrir, ou descer pra comprar, se tiver algum dinheiro "trocado"...
Eu quero sair de casa preocupado apenas por ter deixado o guarda-chuva ou não ter trocado o sapato apertado.
Quero que a notícia daquele amigo sumido tenha sido por uma viagem de última hora, sem avisar para não dar carona. O outro, que sumiu do boteco, por causa da namorada nova. E aquela amiga que está se recuperando, nada demais ou grave, foi a sua quinquagésima reparação de Botox.
Volta vida normal!
Volta e vem dar serviço ao "zigomático maior", aquele músculo que trabalha para o sorriso. Ele dorme... e vem dá sossego aos outros músculos que expressam a tristeza e a ruga.
Eu quero abrir uma porta que dê para a nossa correria, uma porta por onde todos possam passar e do outro lado, enfim, a gente volte a respirar e se abraçar, sem máscaras, sem vírus.
Do outro lado, pode deixar o metrô lotado, do mesmo jeito de antes.
O elevador pode continuar parando em quarenta andares, eu não vou reclamar. E não esqueça de manter os chatos quando eu acordar feliz, aqueles que não respondem bom dia no trabalho e na rua...
Dia 371: Quarentena por corona vírus.
Sobre o teu dorso sou homem
sou criança, filho do vento
Luz-me um sorrir por dentro
que meus olhos não escondem...
.
E um dia, que honrar-te eu tenha
Só aceitarei nobre a valentia
Daquele que me não tente a revolta
.
Porque a nobreza não diminui, enobrece
E a liberdade...é valor supremo!
SONETO VIVO SOBRE A MORTE ...
Se casualmente aqui deparar, ledor
Com soneto vivo na morte acabado
Leia piedoso este versar imaculado
Pois, fui caminhante e um trovador
Já cadáver feito, aspeito o pecador
Em cada estrofe uma prece ao lado
Cravado no amor, o poeta lacerado
Choro e saudade, assim, espero for
Já sem norte, leia-me com voz forte
Pra ser escutado donde eu estiver
E a alma no descanso seja na sorte
E, então, o sentido o aplauso quiser
Que escolho vivo, do que na morte
Pois, lá logo se há de me esquecer! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2021, 10’46” – Araguari, MG
Muitas vezes na caminhada
já em passos bem cansados
segue o viajante que divaga
sobre o que lá atrás há deixado
Seu coração pede aconchego
está quase desistindo de lutar
mas a vida manda- lhe um adrego
encontra sempre um jeito de se adaptar
Adapta-se à lágrima e à dor
consegue até dar algum sorriso
sem saber que foi Deus, o Criador,
que lhe mandou tudo que foi preciso
Segue então de novo seu caminho
muitas vezes sem ter mais a solidão
pois encontrou quem lhe dê carinho
seja um amor ou um abraço de irmão
***Adrego : acaso ou casualidade
André:
Todas as vezes que escuto histórias sobre o Mestre, minha memória recorda das palavras sábias e profundas d’Ele, não houve profeta ou ungido que pronunciasse palavras tão fortes, tão verdadeiras como Ele pronunciou. Também me lembro de uma das primeiras vezes que encontrei Ele, não existem palavras que mensurem a alegria que estava em mim naquela ocasião, era impossível conter-me quando vi o Mestre. Pedro estavas junto neste ocorrido. Estávamos pescando com redes no lago da Galileia, e inesperadamente Jesus estava na beira do lago, então ouvimos Sua voz, para mim ela era muito suave, mas ao mesmo tempo havia muita firmeza nela, suas palavras ecoavam em meus ouvidos como o som de muitas águas. O que tenho a dizer é que Pedro e eu fomos na direção d’Ele, sem pensar duas vezes, e desde então, começamos a caminhar com Ele, pois nosso interior sabia intimamente que Ele era o Messias, que Ele era a promessa do Pai.
Maria (Mãe de Jesus)
O que quero lhes falar é diretamente sobre o momento da crucificação. Aquele dia foi o dia mais doloroso que já vivi, ver meu Filho suportar o que suportou foi desesperador. Cada chicoteada, cada ferimento, toda humilhação, aquela coroa de espinhos, os cravos em suas mãos e pés, eu não sabia o que fazer, eu só queria ajudá-Lo e fazer com que o sofrimento d’Ele acabasse. Não conseguia entender, aqueles que um dia andaram e viram os milagres d’Ele estavam O acusando de algo que era inocente. Eu falava, mas ninguém me escutava, tentava dizer aos que estavam perto de mim que Ele não havia cometido erro algum, todavia, não me davam atenção, pareciam estar presos a uma mentira e cegados por esta. Desde o julgamento até o Calvário chorei as lágrimas mais doídas e agonizantes. Meu coração estava em pedaços em estar diante de toda aquela situação. Mesmo no extremo do seu estado físico, Jesus intercedeu por todos, ainda que nós não merecendo, teve compaixão de todos os homens da terra. Quando eu olhava para Seus olhos enxergava amor, perdão e bondade, e me recordava, lá do início, de quando soube pelo anjo que O receberia em minha vida. Ele é o Amor mais puro e verdadeiro que esse mundo viu, e Ele foi a resposta do Senhor pelos pecados de toda humanidade.
Estações.
É... Tudo tem um propósito. Um porque. ' Tava conversando com um amigo hoje sobre isso. As vezes a vida parece te dar um "push", sabe? Tipo, o início de uma nova etapa. Eu acredito mesmo nisso. E tento sempre ver com bons olhos. Como uma evolução natural. E cabe a nós aproveitá-la ao máximo, pois podem apostar, meus amigos... podem apostar... tudo passa, um dia tudo passa. Pode ser uma estação maravilhosa que você talvez não queira que acabe ou ao menos que dure mais um pouco... não importa, o trem precisa partir por esses trilhos chamados de vida. E só Deus sabe onde e quando vai parar, no entanto, influenciamos nos trajetos que serão trilhados sim, claro. Mas passa. De estação a estação. Algumas melhores que outras. Algumas podemos até visitar outras vezes mais, porém dificilmente permanecer. E se permanecer, pode crer que algo no entorno mudará, pois a vida é assim. Volátil. Graças a Deus estou aprendendo a viver mais as minhas estações e sou muito grato por isto. Sei nem por em palavras a gratidão pelo o que tem acontecido. Memórias, conquistas, aprendizados, amizades, sentimentos, experiências, validações pessoais/profissionais... São todas etapas. Algumas podemos levar algo conosco como pedacinhos uns dos outros, de risadas trocadas, abraços, momentos registrados... Pequenos detalhes que cabem no bolso, mas que só quem viveu sabe. Ah, vida, sua linda! O que me reserva? O que te reserva? Você tem noção? Eu tento, mas dificilmente é exatamente igual ao nosso imaginário. Sinto que mais uma estação estar por vir. Dilemas? Sempre tem no primeiro momento das chegadas. O que podemos é fazer o nosso melhor e aproveitar ao máximo seja como e qual for a estação que vier na próxima parada.
Tenho tanto medo das coisas.
Tenho insegurança sobre tudo.
Tenho monstros dentro de mim que fariam demônios tremem
Tenho marcas no meu coração que mais parecem abismos.
Tenho uma criança dentro de mim que parece nunca querer crescer.
Tenho manias que mais parecem avalanches.
Tenho um lado tão obscuro que até mesmo o Sol lá dentro parece um palito de fósforo.
Por isso que quando eu cair não pense que foi franqueza, talvez seja exaustão, pois maior que meus medos, meus monstros e minha insegurança é minha força.
Mais intensa q a escuridão que habita em mim é a luz que sai dos meus olhos.
Talvez eu seja a lua de um Sol.
A lua não é coadjuvante do Sol, na verdade é ela que leva a luz onde o Sol teme entrar.
Talvez eu seja a existência de um "Eu" que nem sabe que existe.
Talvez eu apenas seja eu….
SIMBOLOS E AS RELAÇÕES HUMANAS
Após ouvir muitas opiniões sobre presentes, alianças em fim coisas que as pessoas costumam oferecer aos seus amados, ou não. Muitos acham presentes essenciais e são capazes de acabar com um relacionamento por causa dos mesmos. Outros acham que atenção, carinho, respeito bastam presentes são superficialidades. Mas não conheço ninguém que não fique feliz com um presente, não importa o que nem o valor monetário. Dar presentes para alguém que temos um carinho especial demanda todo um ritual sagrado, passar dias pensando como surpreender a pessoa, como escolher algo que goste de verdade, que lhe faça feliz. Também fiquei pensando nas alianças, por muito tempo considerei a aliança símbolo que dizia que pertencemos a alguém. Hoje após observar muitas pessoas e suas relações com as alianças, o orgulho de ter duas, três alianças entendo seu verdadeiro significado. È o símbolo que diz sou Feliz por que temos um ao outro, por que partilhamos dos mesmos sentimentos, e estamos unidos por algo em comum e forte que permanecera por muito tempo. Então não importa se a aliança for de metal, ferro, madeira, arame, ouro ou prata, importa que ela simboliza a existência de sentimentos únicos entre dois seres que não temos que explicar e sim vive-los.
''Destino de Um Poeta''
Tentei andar sobre as águas como Jesus
Tentei jogar-me no mar como a chuva
E quanto a oque consegui?
Não tenho resposta porque me afoguei num mundo de frustração
Estou preso num mundo que o amor não faz sentido
Apenas a dor e o ódio fazem sentido
A razão de todos nós estarmos deprimidos
Troquei um verso por uma estrofe
Substituí um poema por um soneto
Até que isso parou de fazer sentido
E quando peguei um papel e uma esferográfica
Tudo começou a fazer sentido porque o meu destino era ser um poeta
Não faz Sentido
Ultimopensador
Na natureza nada é estático
Se você reparar bem
O céu dança sobre nossas cabeças
Em milhões de formas e cores
As arvores e as flores conversam com o vento
Penso que assim é deve ser nossa vida
Sempre transformação e descobrimento
Compreendendo que a graça está na caminhada
E que os dias de chuva são tão necessários quanto os de sol.
aquela mensagem...
todos os pensamentos constantes sobre ti se afastaram lentamente, me matavam aos poucos, não ponderava meus sentimentos, não pude parar de pensar no quão estúpida fui ao te deixar dominar minha mente, mesmo sendo ambivalente.
no quão estúpida fui em desperdiçar noites falando contigo. lágrimas de saudade, pensamentos e desejos. tudo se foi da pior forma, pois sua insensibilidade sempre se fez presente.
quantas vezes tentei expor a dor que eu carregava no meu peito pela falta do teu afeto? pela falta da sua compreensão? quanto tempo desperdicei tentando te convencer de que seria alguém que poderias contar? ou até mesmo amar...
quis me entregar a você de uma maneira jamais desejada antes, a vontade dos teus lábios juntos aos meus sempre foi inevitável. meu corpo permitiria teus toques em lugares nos quais somente eu conheço.
agora posso me desvencilhar de todas as lágrimas que tenho guardado e pensar: como fui capaz de me sujeitar a isto? como podemos nos torturar tanto? te desejar ao meu lado seria como procurar abrigo entre o verde e o violeta, e estar sempre condenada ao azul. não pertencemos nem se quer ao mesmo espaço, e agradeço ao universo por isso.
mas agora me questiono, como seria viver sem o seu azul, depois de transborda-lo?
Pelos desfiladeiros do devaneio andei, o chão secou, havia rachaduras sobre ele, a terra lembrava quando os ribeiros de águas cristalinas molhava os seios de suas correntezas pluviais, e tudo de ruim que tinha, não pairava sobre ele. Agora é abtar de roedores de esperança, vi uvas murchas e jogadas ao chão, galhos de oliveira secos, sabendo que na próxima estação não vão alegra a casa dos afortunados, por mais que eu andasse havia benevolência.
Em um monólogo vivi, fui me guiando pela estrela do norte encontrei uma vila por nome de equilíbrio, ali fiquei até que tudo se renovasse, quando vi os pingos de chuva tocando minha face, percebi que o rio tinha túmido, e voltando a ser como era.
com o tempo a gente vai esquecendo
nem se lembra mais daqueles que tinha ascensão sobre nós, até porque, muitos, com o tempo, caíram.
eram tão incipientes que não tinham o discernimento da maldade
que praticavam.
não eram seres diferentes, somente achavam que eram, talvez culpa do meio que viviam.
não tínhamos acesso ao meio que eles julgavam serem os donos, se mais quiséssemos, nada mais era nos dado.
como nada tínhamos, éramos cobiçadores do pouco que eles tinham. com o tempo, vimos que aquilo não era nada perto do tudo que podíamos conseguir e conseguimos.
pobres separatistas que se multiplicavam entre si. pobre seres
ignorantes, desprezíveis, se vocês soubessem o mal que fizeram para muitos, teriam vergonha de serem chamados de seres humanos.
De alma livre e coração imenso feito mar
Nada sobre o mundo trazendo o seu pensar
Que é distinto infinitamente lindo
Que esbalda feito ondas ao luar
A beleza única e distinta em qualquer lugar
Trás encanto e poder só ao passar
Feito uma sereia que encanta homens até se afogar
Sua energia de amor e intensidade
Junto com afeto e liberdade
É o melhor que pode existir
E o nome dela é Natalie
O Mar
Estou sobre um monte a observar o mar!
Contemplando sua vasta imensidão
Com suas enormes ondas Pra cá, e pra lá,
Em volto de um manto verde
Cercado de uma muralha rochosa
Suas ondas batem nas pedras aplaudindo o Vento
Com suas rendas brancas
Desenha-se na areia, suas idas e vindas,
Envolvendo os homens no seu esplendor.
Ivone Borges
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A reposta de Deus
Reuniram-se alguns curiosos,
E começaram a debater um assunto sobre Deus,
Chegaram a uma conclusão,
Aquele que falasse com Deus primeiro,
Que esse perguntasse a Deus quem é ele,
Um deles foi escolhido,
E o escolhido perguntou!
Deus !
Oh Deus!
Quem és tu ?
E como és tu ?
E Deus ouvindo esse chamado,
Começou a responder,
Eu!?
Eu sou aquele que falo e o mundo se cala,
Eu sou aquele que fez a terra e os céus,
Eu sou aquele que fez o mar e as matas,
Eu sou aquele que fez você e os animais,
Eu sou aquele que pegou de você uma costela e fez a tua mulher,
Eu sou aquele que semeia uma semente,
E decido eu onde ela dará seus frutos,
Eu sou aquele que escolho quem tem que ser escolhido,
Eu sou aquele que faz o bem e o mal,
Eu sou aquele que germina na mente dos médicos,
Eu sou aquele que move suas mãos para curar os doentes,
Eu sou aquele que sopra o vento,
Eu sou aquele que decido quando parar,
Eu sou aquele que agita o mar,
Eu sou aquele que determino quando ele tem que se aquietar,
Eu sou aquele que formo as nuvens,
Eu sou aquele que as junto, e faço cair água para a terra regar,
Eu sou aquele que faço a chuva,
Eu sou aquele que a congelo e faço cair pedras do céu,
Eu sou aquele que que te dá forças,
Eu sou aquele que te impulsiona para continuar,
Eu sou aquele que faço as feridas,
Eu sou aquele que veio para curar,
Eu sou aquele que sacode o universo,
Eu sou aquele que não permito ninguém em mim mandar,
Eu sou aquele que registro seus passos,
Eu sou aquele que um dia irá te julgar,
Eu sou aquele que fiz as nascentes,
E sou aquele que te batizo para ter vida e não a morte,
Eu sou aquele que faz as regras,
Eu sou aquele que não deixa ninguém as violar,
Eu sou aquele que faz as intrigas,
Eu sou aquele que faz a paz,
Eu sou aquele que derruba qualquer muralha,
Eu sou aquele que edifica casas e prédios para muitas vidas alojar,
Eu sou o Deus,
Eu sou quem sou,
Eu sou aquele que leva as tuas dores,
Eu sou o Jesus Cristo,
Eu sou o filho de Deus,
O SENHOR DOS senhores
Eu sou o teu tudo,
E fora de mim não há outro,
Eu sou aquele de ontem e hoje,
Eu sou o de sempre,
E sou aquele que foi crucificado na CRUZ,
E nela,
Levei todos os pecados que você e a humanidade cometeu,
Agora como sou !
Se você não entendeu tudo que te falei,
Então não consigo ser para você quem eu sou,
Só sou para os que criam em mim,
Se credes em mim,
E me buscar de todo seu coração,
Também me verás....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Como um ladrão, no meio da noite foi tomado o sono.
Começou a refletir sobre sua vida e no que tinha que fazer nos últimos dias do ano.
Traçou mais uma vez um projeto de ser melhor, verificou a lista do ano anterior, observou que mais uma vez falhou. Ficou tão triste que nem parou pra perceber o quanto a mais fez do que aquele papel pediu. O quanto cresceu naquele ano todin.
Ela não saberia pedir para um dia se tornar que é hoje. Quem iria imaginar o melhor seria não pedir nada ? e se fosse obrigada a proferir palavras era que : que final do ano eu saiba que só sou um pó, barro, que sem o oleiro não é nada. Moldado pelo oleiro, escolhido, amassado até ser moldado e finalmente ficar pronto, na prateleira do céu glorificar quem a fez.
Ela entendeu mesmo que resoluções são meros tropeços mundanos,
que o cristão quer traçar sua linha
onde é Deus quem determina.
Ele é o oleiro dessa vida, dessa moça desregulada
Que sem sono
Se tornava
Parecida com seu Deus
E em uma oração tão breve
Ela se desfez
E o mestre acalentou
De tão forma o coração
Que não tinha mais certeza do ladrão
Que lhe roubara o mais lindo sonho do ano que começava
Por não ter concretizado o que naquelas linhas falava
Todo o ano se passou
e mais uma chance nos deu o autor
de todo ser que se respira
para todos que conquista
uma vida desvivida
sem ser aos pés do redentor
que numa cruz trouxe o sopro
e devolve todo o ser
ao homem que perdido estava ao nascer.
