Texto sobre Espera
Convite à luta
(Jelres Rodrigues de Freitas - Fevereiro de 2019)
Você senta e espera a vida passar,
Crendo que ainda não é sua vez...
Todo seu esforço é focado em disfarçar,
O tamanho que tornou sua estupidez.
Talvez, quem sabe, acaso, decerto,
Palavras que usas para o que estava evidente...
Fingindo demência, se julga esperto,
Enquanto outros o criticam severamente.
Tens medo de sair da zona de conforto,
Dúvidas do que pode encontrar...
Vais ficar desejando ter sido um aborto,
Sem sequer sair do lugar? Tentar? Lutar?
Vencer nem sempre é virtude do forte,
Por vezes o vencedor, só foi persistente...
Continuará atribuindo o fracasso à má sorte,
Ou virá se juntar a essa luta com a gente?
Porque eu sei que algo melhor me espera
Alguém que saiba me dar amor
Do tipo que adoça o sal
E faz que apareça o sol
Eu que pensei que nunca largaria você
Que era o maior amor da minha vida
Mas hoje eu entendi
Que não é suficiente para os dois
Eu não vou chorar e dizer que não mereço isso
Porque é provável que eu mereço
Mas eu não quero
Portanto
Me Vou
Que pena, mas adeus
Me despeço de você e eu vou
Que pena, mas adeus
Eu me despeço de você
Poeminha do Real Amor, constatação.
O real amor não espera retorno, é mão única, é cachoeira.
O real amor é como uma corrente de água que segue, a vida inteira, contornando os obstáculos que surgem, sem parar por qualquer besteira.
O real amor se importa em agradar e fazer sorrir a pessoa amada.
O real amor é feliz quando deixa sua querida encantada.
O real amor procura enxergar as coisas boas,
não evidencia os defeitos nem exige perfeição, antes pensa, se ela fosse perfeita, talvez não me quisesse não.
Ney P. Batista
Jun/22/2021
Alguém que se importa
Mundo louco... vazio de empatia.
Ninguém espera pra sempre...
Mas, imploro, espera mais um pouco.
Nesses dias meus, o tempo passa voando...
E eu continuo esperando.
Espero um olhar de aprovação...
Espero alguém que me estenda a mão.
Espero muito por aceitação.
Eu aprendi a esperar...
Olhar pro relógio e não me importar...
Os ponteiros se movendo...
Todo mundo fazendo de conta que não está vendo.
Passando por mim... não me enxergar.
Uma tristeza no meu olhar.
Uma consternação no coração.
Ninguém capaz é de notar.
Uma voz que emudeceu.
Meu céu que se abaçanou... tudo ao meu redor escureceu.
Espera, eu imploro,
Espera, meu coração.
Quem sabe no próximo entardecer...
Alguém que se importa contigo de entre as brumas da tarde vai aparecer...
BABY, YOU LOOK SO FINE
Sabe aqueles cinco minutos de ansiedade mórbida
De quando se espera a pessoa amada no primeiro encontro,
Aquilo é pressa de viver
E quando a neblina cai, o trem apita, alguém esbarra
E a cigana te cerca insistindo em ler a tua mão,
Sou analfabeto e bruto nesse tipo de emoção;
Nada quero do futuro, hoje mesmo eu morro de prazer,
Hoje mesmo terei o prazer de morrer de amor;
Ah seus olhos são verdes, que coisa linda!
As colinas descem ao meu umbigo e eu digo
Vermelho de paixão: não para agora, agora não;
O mundo pode ser tão belo, a vida pode ser tão boa...
O trem apita, alguém esbarra,
A cigana mente e continua a garoa...
Baby, baby... you look so fine, mas não demore tanto,
Não demore nunca mais, eu tenho taquicardia
Eu sou uma criança e a esperança desce o morro
O teu olhar é o meu socorro, disso eu não morro
Nem que meu coração bata mil vezes por minuto
E por mais que essa agonia, essa pressa de viver pareça absurdo
Eu cavalgo sobre o meu coração ao pulsar dessa taquicardia
E é isso que move os meus dedos em direção a poesia...
Somos o tudo e o nada ..
Perdidos na espera e na chegada ..
Somos calmaria ou ventania ..
A chuva de Verão inesperada ..
Ou o Sol de Inverno ..
Que nasce no final do entardecer ..
O tal chamado brilhante Por do sol ..
Que nos traz um toque de romatismo ...
Que nos faz acreditar ..
Que romatismo é Amar ..
Tem vezes que vivemos numa constante magia ..
Precisa ..
Porque nos conforta nos acaricia..
Tão facil é Amar
Quando o coração nos ilude e nos acreditar ..
Que será de nós..
Vivendo sem amor ..
No coração sentir o
Calor de uma Paixão??!!
Solte-me! Deixe-me ir pois o mundo me espera.
Não ligue, esqueça e esteja distante
Você nunca se importou, nem se quer olhou
Pois você hoje não é quem era
Passe distante e olhe indiferente
Você, quem sabe eu, tenha tornado-se outro
Aliás, vivemos em mundos bem diferentes
Antes até que ligava, mas hoje eu ligo pouco
Agora tenho que ir, nem despeço-me
E para não ser notado, saio pela porta traseira
Prefiro de fato assim,
Menos pessoas sabendo que entrei.
Dor... quem já não a sentiu? Ela vem, é inevitável.
Ela aparece quando você espera, quando menos espera... quando não espera.
Chega devagarinho ou como uma tempestade... simplesmente chega.
Invade sua alma (pior) sem pedir licença, se apossa de todos os seus momentos.
Você suplica que ela vá embora... e ela surda toma conta de todos os cantos.
Transforma-o em caquinhos, às vezes tão minúsculos que você tem a impressão de que jamais poderá juntá-los.
O tempo passa e você nota que tem de continuar... e continua de qualquer jeito... cola aquilo em que você se transformou... porque em pedaços fica muito difícil continuar... você precisa estar inteiro.
Inteiro... de qualquer jeito, mas inteiro.
Por ser de qualquer jeito, alguma coisa não se encaixa, ou fica fora de lugar, ou fica faltando... (na pressa, você esqueceu algo por aí, em algum momento).
Como não quer lembrar de onde deixou... não volta.
E lá vai você... com as cicatrizes fazendo-o lembrar continuamente.
Eu e a dor
Sei que vem... não me importo que venha.
Pode vir... vivo-a, sinto-a, aceito-a.
Ela me derruba, me arrasa, me sufoca, me estraçalha... me transforma em pó.
E eu deixo...
Espero um pouquinho (ou um pouco mais... depende do dia, depende da dor).
Daí começo... lentamente... devagarinho... bem devagarinho... a colocar tudo no lugar.
Vou juntando, vou moldando (virei pó, remember?).
Tudo calmamente, com doçura... tranquilamente.
E o tempo passando... e eu me moldando.
Sem cicatrizes... estou diferente, mas sem cicatrizes... simplesmente eu mesma.
A mesma que era antes da dor, diferente da que era antes da dor.
Sigo adiante... pronta pra outras dores...
Ah! E já percebi que às vezes a felicidade é tão grande que dói também.
Contra toda a esperança,
você espera...
e você cansa.
Mas espera,
cansado,
desesperançado...
um fio de esperança.
O que faz você assim agir?
Não consegue do que está destinado fugir?
Um caminhante... só um caminhante.
Existe coisa mais humilhante?
Sem esperança,
só e no caminho...
um simples andante.
Você segue adiante.
Uma luz no fim do túnel?
Um oásis no meio do deserto?
Fica esperto...
Se você reparar bem
não há nada por perto...
a não ser esperança
e isso é bobagem de criança.
GUERRA E PAZ
Da guerra... o que se espera?
São filhos meus... são filhos seus.
São olhos que se fecharam.
Para sempre num permanente breu.
São céus enegrecidos
por fumaça escura.
Dias como noites anoitecidos...
Cadê o Sol?
Envergonhado... ficou, entre nuvens espessas, dos homens escondido.
É tanta morte.
É tanta noite.
É tanto sangue.
Açoite, atrás de açoite.
O rio segue seu curso.
O mar – maré vermelha – a vergonha da Lua espelha.
Cadáveres armados
lado a lado...
Heróis... anti-heróis...
A paz... na guerra... era só o que haviam buscado.
... desesperados... desesperançados!
A noite, fria, aguarda-me, espera-me...
conforta-me...
em sua escuridão reflete meu tormento.
Meu pensamento, triste, sombrio, um pouco de luz procura.
A noite, escura, se faz mais escura
por um momento...
envolve-me, dissolve-me...ameniza meu sofrimento,
diminui meu tormento.
A noite, sombria,
lúgubre, triste, cada vez mais triste...
se faz mais noite a cada dia.
A noite... em sua escuridão absoluta...
resoluta me diz: chego na frente, chego primeiro...
abro caminho, abro espaço
e te recebo, e te abraço...
e te conforto nos meus braços.
Impressionante...
mesmo que tudo tenha dado errado ontem
hoje você acorda e espera que dê tudo certo.
Impressionada, você me deixa impressionada...
você não se abala com nada.
Mesmo que hoje dê tudo errado,
você espera que amanhã, ou depois de amanhã, ou logo aí adiante, ou num futuro um pouco mais distante,
dê tudo certo...ou algo dê certo.
Impressionante, pra você, um dia dar certo é tão certo!
Impressionada... você me deixa impressionada!
Expectativa: estado ou situação de espera.
Quais são suas expectativas? O que você espera dos outros?
E o que você espera de você?
Você já contou quantas vezes o resultado de sua espera não foi o esperado?
Expectativas frustradas... total frustração, desilusão.
O outro decepcionou, você fracassou... que vida desesperada.
Até que um dia você se dá conta.
Suas expectativas eram enormes (por demais da conta),
e que ninguém ia dar conta.
O outro, você... cada um é exatamente o que é,
dá exatamente o que tem e pode dar.
E é só isso que você pode esperar.
Quando menos se espera, ela vem e você não se livra dela tão cedo. É uma consequência de quem soube amar mas não soube ser amado. Solidão...
E você insistiu em amar
amar e não ser amado...
Não diga que não avisei,
falei, argumentei, gritei...
E você insistiu em se fazer de surdo
alto e bom som falou:
eu mudo, ah! eu mudo
eu mudo o mundo se preciso for
mas eu vou ter dela todo o amor.
Não mudou... nem ela, menos ainda o mundo
que se fez de surdo pro seu amor,
pro seu clamor.... e agora,
pra sua dor.
E não diga que eu avisei não
avisei....
ta aí a consequência de quem amou e não foi amado:
Solidão....pra todo lado.
Instintos à solta... como fera
aponta o alvo e não erra
espera que da vida só lhe cheguem primaveras...
Hiberna no inverno,
no outono e no verão.
Testemunha efêmera
longínqua... como o som de um trovão.
Fingidor ferido,
caído, prostituído,
bárbaros ruídos...
teoremas de ilusão....
sortilégio, bruxaria, maldição.
Viva ela
.
Que saudade eu tenho
Nesse dia vagaroso
De correr para os braços
Da amada que me espera.
.
Nada quero mais do dia
Que me venha noite bela
Sempre que ao repouso
Eu me encontro aos seios dela.
.
Pare o tempo de passar
Quando estou com meu amor
Para me aquecer no seu calor.
Via ela, viva eu...
.
E para sempre
Viva o nosso amor.
.
Edney Valentim Araújo
1994...
"Quando o Amor Espera, Ele Floresce"
(Para nossos filhos, com todo nosso amor)
Era um culto de jovens, noite serena,
Mamãe ali, coração com antena.
E então, entre hinos e orações,
Ela viu papai
Foi a amiga quem nos apresentou,
E ali, bem baixinho, algo em mim despertou.
Conversamos, rimos, e o tempo passou,
Mas o destino, por hora, nos separou.
Mesmo longe, sem toque ou presença,
Mamãe o amava — em silêncio, com crença.
Via seu rosto pelas redes sociais,
Sentia saudade nos dias normais.
O tempo seguiu, e os anos voaram,
Os caminhos distantes, mas corações não mudaram.
Dez anos depois, como num livro encantado,
O amor adormecido foi reanimado.
Foi em setembro, com um gesto singelo,
Mamãe enviou uma música — do nosso dueto belo.
Uma foto, uma letra, um toque do passado,
E ali o destino sorriu, encantado.
Papai respondeu, com sorriso discreto,
O reencontro foi doce, sutil e completo.
Conversas renasceram, memórias também,
Como se o tempo dissesse: “Agora está bem.”
No dia dez de outubro, no alto da emoção,
Na roda gigante, pediu seu coração.
E mamãe, com lágrimas e mãos trêmulas, disse:
"Sim!" — e ali recomeçou o que nunca se omisse.
Depois veio junho, num dia de luz —
Quatro de junho, aliança, amor que conduz.
O mesmo amor que nasceu lá atrás,
Agora mais forte, seguro e em paz.
Agora, filhos, saibam o porquê
De estarmos aqui, eu e você:
O amor verdadeiro não morre ou some,
Ele apenas se espera, se molda, renome.
Vocês são parte do que sempre sonhamos,
Do amor que buscamos, da fé que guardamos.
E essa história é só o começo a contar —
De tudo que juntos ainda vamos formar.
Prefiro Alongar
Terminar um amor causa muita dor, prefiro alongar uma história na espera de capítulos melhores, do que abraçar o fim sem pensar direito,
Um amor é esculpido no coração por meio das nossas necessidades atendidas e importâncias dadas um ao outro,
Como a sutileza de um balé bem executado, com a leveza das nuvens brancas se movendo no céu e com a densidade de um vulcão próximo de erupção, assim desejo expor e receber o tal de amor.
Sabe o que está acontecendo aqui?
Uma espera se transformando em nada,
um vazio que não precisa mais se preencher.Resolvi caminhar sem me importar se vou ganhar ou perder.Estou cansada de achar que cheguei em algum lugar, cansada de sentir que encontrei a luz
no túnel.Nesse momento, toda a natureza
segue seu curso e eu sigo escrevendo poucas palavras e ouvindo uma música e o silêncio de lugar nenhum.E só o que quero agora é não querer nada.
Amores Líquidos
Nos cliques e toques na tela,
Um coração pulsa na espera,
Uma curtida, uma mensagem,
E assim começa a viagem.
"Oi, tudo bem?" no direct,
Conversas cheias de afeto,
No WhatsApp, risos soltos,
Marcam encontros com planos tortos.
Um, dois, três goles de emoção,
A paixão ferve, sem razão,
Mensagens de bom dia, sorrisos,
Momentos doces e precisos.
Mas o tempo é cruel e sorrateiro,
Troca fervor por silêncio inteiro,
Palavras murcham, sem sentido,
Respostas frias, por obrigação, um gemido.
Sempre há um que se apega,
E outro que, sem dor, desapega,
Arquiva, deleta, segue adiante,
Próximo contato, amor inconstante.
Lágrimas caem, amor escorre,
Relação que pelo ralo morre,
Termina onde começou,
Na rede que tudo apagou.
Vivemos tempos de amores fluídos,
Sentimentos leves, nunca retidos,
Mas, no fundo, ainda anseio,
Por um amor sólido, verdadeiro.
Será que nada é feito pra durar?
Ou podemos, enfim, encontrar,
Entre cliques e telas brilhantes,
Um amor real, constante?
