Texto sobre Água
O que tu vai gostar aqui: Em todas, a água Nun nunca é criada. Ela é eterna. Os deuses só “acordam” dentro dela e começam a separar as coisas. Exatamente como “o Espírito se movia sobre as águas”.
2. Hindu – Vishnu dormindo no oceano cósmico
Aqui o ciclo é ainda mais claro:
1. Pralaya = dissolução. O universo acaba e só sobra Karanodaka = Oceano Causal. 2. Vishnu deita nesse oceano, em cima da serpente Ananta. 3. Do umbigo de Vishnu nasce uma flor de lótus. 4. Dentro da flor tá Brahma, o criador. Ele abre os olhos, vê só água, e começa a recriar o mundo usando os elementos que já estavam dissolvidos ali. 5. Quando Brahma “morre” depois de 100 anos dele, Vishnu absorve tudo de volta pro oceano. E o ciclo recomeça.
Os 4 elementos aparecem forte:
• Água: o oceano que nunca some • Ar: o sopro/respiração de Vishnu que faz ondas • Fogo: de Vishnu sai uma luz que ativa Brahma • Terra: Brahma molda os continentes em cima da água O que isso diz sobre teu pensamento inicial 1. “Nada não existe”: Egípcios e hindus concordam 100%. Sempre tem um substrato. Chamam de Nun, Karanodaka, Caos, Abismo. 2. “Tudo foi criado através deles”: Sim. Em quase todo mito, os 4 elementos são as ferramentas ou os primeiros filhos da criação. 3. Criação = organização: O verbo hebraico bara em Gênesis 1 pode ser lido como “separar, ordenar”. Não necessariamente “fazer do zero”.
Curiosidade pra fechar: Na física, a teoria do “Big Bounce” diz que nosso universo nasceu do colapso de um anterior. Ou seja: também viemos de “algo”, não de nada. Tua intuição tá batendo com mito de 4 mil anos e com artigo científico de 2024.
RISCO N’AGUA
Escrevo muito,
uma hora algo que preste,
a ser vida ou defunto,
a carne corta a gilete.
Em contradição,
vive um ser a poetar,
homem hoje, inabalável,
uma criança amedrontada,
de ontem a esperar,
no colo da mãe a chorar.
E nas cordas,
digo em plural,
pois a vida de todos
que nessa terra vivem,
é um risco na água,
feito sabor doce sem caldas,
hora doce, hora amargo,
depende do que ao destino convêm.
Seres,
todos viveres,
e nem sabereis,
como sereis,
o amanhã de sabores,
ou disabores,
amores ou dores,
apenas o agora,
sabemos no respirar,
que somos ainda seres a viveres.
O VOO DA ÁGUIA
(O passado ficou na água, hoje escolho voar.)
Pairava sobre mim uma sombra que não me pertencia. Doeu, até que o sofrimento virou cinzel e me esculpiu nova. Hoje, diante do espelho e da memória, faço como Pilatos: lavo as mãos. Deixo que a água leve os resíduos do passado. Sigo o caminho sob o sol, enfim, subo ao alto da montanha e, como águia, renasço e voo...
Lu Lena / 2026
Lá fora, a água desenha o caminho,
enquanto aqui dentro eu desenho você.
Penso em como o mundo seria sozinho,
sem a doçura que seu gesto oferece.
Não é só o brilho, é a firmeza do passo,
essa bondade que não pede vitrine.
Onde muitos cansam, você faz o abraço,
e faz com que a fé em nós dois se ilumine.
Suas virtudes não são ouro ou prata,
são flores que crescem no meio do vento.
Uma alma tão nobre, que o tempo não gasta,
que é porto e abrigo em todo momento.
A chuva lá fora só molha o caminho,
mas o seu coração é o que faz o jardim.
Te amar é saber que nunca estou sozinho,
é ter o melhor da vida em mim.
Por que guardar a dor, o luto, a mágoa?
Se o amor partiu, levou também a água
Que regava o jardim do nosso sonho vão.
Agora só há terra seca e solidão.
O coração, ferido, pulsa em câmara lenta,
Lembrando cada toque, a chama, a tormenta.
Mas o que foi, findou. Não volta a ser, jamais.
Deixe o tempo levar, para que haja paz.
Eis que a gota d'água chegou
Que tipo de homem bloqueia uma mulher de dia e a desbloqueia a noite
É chegada a hora
Não dá para viver enquanto se morre
A dor não é menor do que a falta de compreensão de amor
Não pode bloquear e depois voltar como se nada tivesse acontecido
E simplesmente dizer "vou passar na sua casa e te usar", como se fosse um objeto de posse que decide a hora de usar e guardar.
Chega de migalhas
Pingo de água no deserto não mata a sede
Agora eu tenho fome de ir embora
Fome de encontrar quem ame, quem demonstre.
Escrevo aqui o que a ninguém vou contar
O que corre por dentro e que ninguém vê por fora.
SOBRE AS ÁGUAS
Dizem frágil o que flutua,
Julgam casca o que é raiz.
Mas a água que me embala
Sabe bem o que eu fiz.
Lavo as dores nas correntezas,
Sem pressa de me encontrar.
Minha leveza é o manto
Que escolhi para me guiar.
Não me decifre pelo traço,
Nem me limite ao olhar.
Sou o mistério que acolhe
Quem tem coragem de mergulhar.
Doce segredo,
Manso jeito de existir.
Quem vê apenas a superfície
Não me vê expandir.
Porque o rio que me atravessa
Já não corre como ontem.
Levo mundos sob as águas
Que nem todos podem ver.
Carina Gameiro
A água não discute com o obstáculo; ela simplesmente encontra uma maneira de seguir adiante. Ser fluxo é entender que a rigidez quebra, mas a doçura transforma. Que a clareza do seu caminho seja o reflexo de uma alma que aprendeu a abraçar a própria jornada sem pressa, mas com direção. 🌊✨
SerLucia Reflexoes
Na Pureza Da Água.
Uma cor transparente começa a fluir no céu azul e profundo quando a sua vida quer.
Como pequenos pontos em lugares no céu,algo bondoso faz daquele azul celeste a sua razão.
Um pequeno ponto que se estende até a imensidão de sua existência.
Uma vida que também atravessa o universo com uma pureza inconfundível.
Mesmo que não seja transparente,dentro de cada ponto há uma pureza sentida.
Distante daqui em milhares de direções,cores e sons.
Em céus distantes algo percorre por inúmeros horizontes.
Sendo nesses lugares algo absoluto.
Com traços finos e transparentes.
Como uma esperança que reluz no universo,assim como as estrelas.
Em cada fascínio nesse universo,sendo algo que se refaz.
E que se declara com a própria vida para a criação de outras semelhantes à sua.
Ou distintas,mas com motivos para ser assim.
Um pequeno ponto se transforma em milhares,enquanto as nuvens continuam seguindo um conhecido céu.
Assim como o Sol faz no seu coração entre as manhãs e os fins de tarde.
Como um dom criado há muito tempo atrás dentro da alma do universo.
Algo em sua vida preciosa é necessário.
E único para o florescimento de uma natureza que vive em seus caminhos.
Cada uma com incontáveis gotas preciosas em sua vida.
Um líquido puro e transparente.
Verdadeiro e sereno.
Que se dedica a continuidade da vida e da purificação de tantas coisas.
Mesmo que não seja nessa galáxia.
Será em uma outra em um outro momento do tempo nesse universo.
Com uma pureza que acalma e contenta.
Que se deixa levar com os ventos e as nuvens desse céu.
Mais brilhante à luz do Sol.
Com delicadeza e luminosidade,gotas transparentes se unem e criam algo parecido com a própria vida.
Milhares de pontos transparentes caem do céu.
Muitos de uma só vez.
Outros caem mais lentamente,como os sonhos visíveis no azul.
Sob a luz do Sol cada gota traz uma generosidade.
Milhares de gotas se transformam em uma grande inspiração.
Até sobre os mares dois jeitos transparentes se confundem.
Pois já se conhecem desde outros tempos.
Em gotas passadas e ainda em um azul presente e brilhante.
Nas ondas dos mares as gotas transparentes se perdem.
Assim como o céu.
Que tem no seu azul algo raro e quase inexplicável.
Inesquecível por ser o que é.
Uma vida que se dedica a outras.
Como pontos transparentes que se transformam,onde quer que estejam.
Algo irá recomeçar e seguir mais forte do que antes.
Uma vida pura que transcende em milagres assim como o universo.
Tem pessoas que funciona como terra seca, suga toda a água, guarda para si e não deixa nada transbordar. Vivem acreditando que o mundo precisa caber em uma caixa pequena, onde só o nome delas tem permissão para brilhar.
É gente que planta cercas antes de plantar sementes, com medo de que alguém encoste no jardim. Mas quem vive assim, commesse egoísmo de tudo, esquece que até a flor mais bonita morre se o ar não circular.
O egoísmo é uma raiz que cresce para dentro e acaba sufocando o próprio peito. É a tentativa solitária de ser floresta em um palmo de chão. Só que nada que cresce desse jeito, apertado e egoísta, traz paz de verdade para o coração. Eu me sinto diferente. Meu jeito é semente que não tem medo de rachar a terra para se misturar com o que é de fora. Porque quem se isola é terra doente, vivo mesmo é quem se permite brotar no outro.
DeBrunoParaCarla
Macarronada
É domingo, na panela água quente
cheiro de molho, fervente
Joga a massa, deixa cozinhar
Ao dente!
Tem afeto familiar. Tente!
Vai gostar.
Sente o paladar criando memória...
A vida contando história
E a macarronada a poetizar
A toda gente, bom paladar!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Domingo, julho/2026.
Enchente do Quintal
Em março chega a água, vem calma, na manha.
Em abril molha do tornozelo ao joelho, banhado de lama.
Em maio sobe ligeiro, cobre da cocha até o seio, quente desanda.
Em junho mergulha inteiro, submerso até o fio do cabelo, remadas e passeios.
Em julho corre depressa, peixes, pulos e banzeiros.
Em agosto some da noite pro dia, enchente seca sem despedida.
Rio vira grama, alma reclama, seis meses inteiros a esperar quem me banha.
" Já andei descalço em dunas ferventes,
senti o calor subir pelo corpo e precisei de água
já estendi as mãos a ingratos que não souberam dizer valeu
vi o mundo mudar, crianças crescerem
vi amores confundidos com amizades
e amizades maiores que amores
vi filhos deixarem suas casas
e suas mães chorando
já vi filhos chorando
a ausência de suas mães
e ai o mundo foi escola, lar
tribunal e verdade
já vi arrependimentos verterem em olhos cansados, vermelhos
e a dor acompanhar até o fim
vi mãos que nunca deram nem pediram perdão
já andei de sandálias novas e isso foi muito bom
conheci realidades, duras e belas sociedades
conheci o amor e a beleza da vida
conheci colo de mãe
e lá foi o melhor lugar do mundo...
"Toda água que o homem oferece é efêmera: sacia por instantes, mas devolve a sede. Todo pão que o homem reparte é finito: nutre o corpo, mas deixa a alma faminta.
Há, porém, uma condição existencial que transcende o contingente. Existe um Ser que não apenas dá água, mas é a própria Fonte. Não apenas reparte pão, mas é o próprio Pão.
João 6:35 revela: 'Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede.'
Esse Ser é Jesus. Nele coincidem o Caminho, a Verdade e a Vida. Não como conceitos abstratos, mas como realidade que preenche o vazio fundamental da existência humana."
Eu aprendi a habitar o desconforto como quem aprende a respirar embaixo d’água, com os pulmões rasgando por dentro, implorando por um ar que nunca vem, enquanto algo escuro e antigo me preenche por completo e, entre o desespero e a asfixia, fui deixando de lutar, até que a dor não apenas me envolveu… ela me consumiu, me refez, e passou a respirar por mim.
- Tiago Scheimann
Eu não continuo por acreditar, convicções se dissolveram cedo, como sal na água e o que restou foi um silêncio espesso, difícil de atravessar, ainda assim, algo em mim não cedeu, não por força, por teimosia quase invisível. É uma fidelidade estranha, não a um futuro, nem a um sentido claro, mas a esse resíduo que insiste, um pulso baixo, constante, como a luz que entra pela fresta e não ilumina o quarto, apenas impede que ele desapareça por completo, carrego isso no corpo, nos dias em que levantar parece uma forma de contradição, nos instantes em que existir soa como excesso, mesmo assim, fico, Por lealdade ao que ainda não morreu.
- Tiago Scheimann
Seja filtro, não esponja.
Pense na esponja: ela absorve a água suja e acumula tudo dentro de si, ficando cada vez mais pesada. Da mesma forma, quanto mais você absorve sem eliminar, mais pesado se torna, acumulando sentimentos, preocupações e negatividade. Já o filtro, por outro lado, não acumula nada. Ele simplesmente filtra, limpa e joga para fora o que não serve, permitindo que o fluxo continue sem interrupções. O filtro não deixa o peso se acumular; ele mantém o equilíbrio, fazendo a limpeza interna constante. Assim como o filtro, devemos aprender a liberar o que não nos serve, para que possamos continuar fluindo de maneira leve e limpa.
uma garrafinha de água
o fogo na floresta apaga
e salva o bicho preguiça
da morte pela queimada
que a ponta de uma brasa
de cigarro que foi jogada
pela janela do seu carro
naquela beira de estrada
não coloque fogo na mata
existe vida nas matas
evite causar queimadas
não lance fora a brasa
e o equilíbrio de tudo
na sua vida sagrada
simplesmente depende
que a vida seja preservada
então ao invés de fogo
leve sempre um pouco de água
e quando fizer parada
dêixe lá para a bicharada
(autor: Vnove)
E certo estava o poeta:
Castelo de areia.
Um litro de água, um punhado de poeira.
Desenfreio insensato, cadência do ato.
Pó de Hypnos é paz, é fato.
Reflexão do lago,
O fim do cigarro, o último trago.
Momento qualquer, riso de criança,
Calor tropical, todo o afã.
A incessante insônia,
O advento da manhã.
A dor da chaga aperta o peito,
O corpo são, a veste pálida.
O estrondo do trovão, a persona gélida,
A solidão brindando à sua volta —
Das fotos, o responsável pela recolta.
O marasmo.
O silêncio que brota em meio à conversa,
O amarelo que envelhece a camisa, tinge o sorriso
E lhe ocupa as folhas do livro,
É o mesmo que te acorda por entre a cortina,
Que te chama do sonho de volta à rotina.
Se cessa e se inicia a noite, menina.
A leitura de Pessoa te pôs fios brancos no cabelo,
Raciocínio não é bom na juventude, espia.
Faz parte dela, sim, a sua estúpida alegria.
A dura vida doura as molduras dos olhos,
A longa melodia da surpresa no fim,
A duradoura ginga de você fugindo de mim.
Respostas
Sim
Sim
Sim
Carimbado.
Marca d’água
tingida de vermelho,
ratificando o advérbio de afirmação.
Contudo,
com a mudança de direção,
com ou sem verruga,
a resposta navega por outros mares.
Não,
jamais,
nunca.
Eita!!!!!
Chegam as piruetas.
Quem sabe?
Talvez!
Agora é Lei!
Placas se divertem
em frente ao cruzamento …
Valnia Véras
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