Texto sobre Água
Faça você mesmo.
Tem olhos, tem mão.
Tem perna e coração.
Pulmão, e limão.
Água e fogão
Panela e latão.
Talento e dom
Faça então a sua porção
De amor e paixão.
E até de perdão.
Sim, seu mingau
De carinho,
De pão, de feijão,
De quinoa, alfarroba, kefir.
De aveia de fubá.
De melão.
Mesmo você, faça.
Depois diga-nos,
como foi bom.
(Paulo Feliciano).
Sou
Sou a palavra cacimba
pra sede de todo mundo
e tenho assim minha alma:
água limpa e céu no fundo.
Já fui remo, fui enxada
e pedra de construção;
trilho de estrada-de-ferro,
lavoura, semente, grão.
Já fui a palavra canga,
sou hoje a palavra basta.
E vou refugando a manga
num atropelo de aspa.
Meu canto é faca de charque
voltada contra o feitor,
dizendo que minha carne
não é de nenhum senhor.
Sou o samba das escolas
em todos os carnavais.
Sou o samba da cidade
e lá dos confins rurais.
Sou quicumbi e Moçambique
no compasso do tambor.
Sou um toque de batuque
em casa gege-nagô.
Sou a bombacha de santo,
sou o churrasco de Ogum.
Entre os filhos desta terra
naturalmente sou um.
Sou o trabalho e a luta,
suor e sangue de quem
nas entranhas desta terra
nutre raízes também.
O sistema em colapso
Corpos debatem-se nas estações...
como peixes sem água
Transpiram suas frustrações e magoas...
Derretem como fios de ouro
de uma placa mãe ao sol...
Os soberanos?
Condicionam seus ares e prazeres,
em suas atuais maquinas velozes...
Em suas fortalezas
Não falta agua nem luz...
E os bolsos sempre cheios,
de ganancia, luxo e...
...cidadãos!
NÃO TROQUE SEU VOTO
Não troque seu voto
Por conta de luz,
Por conta de água,
Por gás ou cuscuz!
Não troque seu voto
Por exame de vista,
Por óculos doado
Por oportunista.
Não troque seu voto
Por roupa, sapato,
Por peças de moto
Ou pagar sindicato.
Não troque seu voto
Por pneu que fura,
Por emplacamento
Ou por dentadura.
Não troque seu voto
Por uma carrada
De telha, tijolo,
Madeira cerrada.
Não troque seu voto
Por nada na vida,
Pra não eleger
Bandido ou bandida!
Quem troca seu voto
Não tem mais direito,
Não pode exigir
Nada mais do prefeito!
Quem faz o seu preço
Recebe o seu troco,
Depois o político
Se faz é de moco!
Político que compra
O voto de alguém,
Se sente quitado,
Não deve a ninguém!
Ao pobre eleitor
Não dá atenção,
Fechando-lhe a porta
Durante a gestão.
Andando empinado,
Mangando do povo,
Dizendo que compra
Seu voto de novo!
Por isso eleitor
Analise e aprenda,
Sua arma é seu voto,
Não troque, não venda!
— Antonio Costta
Mais uma noite
E mais uma noite, tudo foi por água abaixo
Sempre da errado, mesmo q eu tente.
Me peguei pensando em ti,
Pensei que dessa vez daria certo
Mas só botei tudo a perder.
Novamente, tomo um drink pra esquecer.
As coisas parecem nunca dar certo.
Eu tentei me dar uma chance
Uma chance de ser feliz.
Mas o meu tudo parece não ser o suficiente
Nem pra quem se fora antes,
Muito menos pra quem se foi agora.
Ah, ela esta viva em meu pensamento e nada a mais.
Descanse em paz, meu amor passageiro
Amor de verão,
Que vem e se vai
Como a brisa quente da tarde.
Água rasa, passada, em tom de uma melodia pulsante, profunda.
Há cheiro do perfume que o vento levou, numa terra do nada.
Os olhos já não tem chão, e vislumbram as nuances de uma paixão desonesta, perversa.
Qual o sentido? Alva avorada avassaladora, que o tempo há de consumir sem deixar vestígios?
Quantas linhas ainda restarão nestas páginas vazias e insanas?
Paixão de dessabor e desonra.
BENDITA CHUVA (cerrado)
Quando, a bendita chuva, o céu a água solta
No cerrado, e escala o espaço árido e céreo
Da sequidão do sertão, em uma reviravolta
O chão zonzo, se refestela em doce refrigério
Em breve, mutação, a vida letarga brota e volta
Louca, em seu divino, puro e quimérico mistério
E assim, a formosura do campo a beleza escolta
Tirando da aridez o seu mirrado poema funéreo
Apalpa-a, fecunda-a, e triunfa, e domina a sede
Em glória, abundantemente, em um livramento
Entoando cânticos em que dá avidez se despede
E, em temporal, as águas bailam em ato sublime
Entre as bênçãos dos céus e hosanas do vento
Em um alento, a natureza exime de seu crime...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Certo dia me peguei desesperada, a água do chuveiro caía sobre o rosto, mas desta vez não abafava as lágrimas de dor.
Bati forte no peito, queria abri-lo e arrancar aquela dor dali.
O coração estava quebrado, a dor era sufocante.
Talvez se eu batesse mais forte arrancaria do peito está dor.
Até que no auge do desespero um pensamento racional insistiu em minha mente.
Você perdeu um filho moça, não tem como concertar isso!
Esperar que isso se ajeite é uma ilusão teimosa e persistente.
Eu sinto muito, ninguém deveria dizer adeus assim.
Mas aceite isto e talvez você possa começar a viver de novo.
E esses pedacinhos aí em seu peito podem se tornar algo inspirador no origami desta vida.
Se não dá pra concertar, faça algo belo com o que restou, talvez você ainda seja especial na vida de alguém.
Mas se você desistir, nunca vai saber. Não é mesmo?
>Nosso Amor<
Nosso amor és como um lindo lírio d'água refletido singularmente pelo sol.
Nosso amor és como o universo infinito.
És como estrelas que nunca param de brilhar.
Nosso amor...
Aquele amor real e aprimorado confortável e ideal.
Meu amor, como tu és uma inspiração para mim.
Meu mundo interior solta um grande suspiro de paz, pois tu acalma minha alma.
Tua alegria serás minha alegria, tuas lágrimas serão minhas lágrimas.
Fazemos parte um do outro, seremos um só.
Meu bem, amo-te!
Cheiro de saudade
Quando seu calor me aqueceu por dentro
Entrei em ebulição
Logo eu, água estática em qualquer situação
Você veio para se tornar meu epicentro
E eu, recém formado furacão
Trazia no peito as marcas tênues do passado
Em meu olhar de cigana, dissimulado
Foi você quem conseguiu apaziguar a situação
Após o mais recente adeus
Caminhei pelas passarelas da avenida
A chama viva do passado tornava-me destemida
Achei que não podia piorar,
Nada pior que estar longe dos braços teus
Mas podia,
Teu cheiro tão característico
Em alguém embebido
Dentro de um daqueles carros.
Podia piorar, agora sabia.
E eu assumia o risco
Em meio ao caos crescente das perdas, me vinha o teu sorriso
A tua luz vibrante
Teu toque oscilante
E a firme certeza da aceitação.
Por mais ébria que estivesse
Não poderia esquecer
Não poderia também,
tirar-te de tua paz rotineira
Trazer-te de volta pra mim
Porque ainda que quisesse
Em certas desvairadas ilusões não se há o que fazer
Poemas, posso escrever-te cem
Mas nenhum vai chegar a ti da forma certeira que teu corpo se encaixou no meu
Ali, no começo do fim
Eu sobrevivi ao tráfego
Sobrevivi à tua ausência
E talvez essa transparência seja o que me mantém viva e nutrida
Pois por mais que não haja saída,
Uma hora encontro teu aconchego
E em teus braços, a fórmula da vida
Para cada estrela do céu que se esconde e some
A cada vez que estou junto a ti
Escrevo um poema com teu nome
E dedico somente a você mais esta lírica poética
Tão patética como meus devaneios de separação
Te confesso, desisti dessa ilusão
Me rendi
Algum dia te faço entender que
Rima nenhuma jamais vai te desgrenhar, porque do teu lado
Tudo mais é fútil e deselegante,
Humanamente errante,
Um sopro utópico de poder,
Remanescentes faíscas do fogo que se apagou
InFelizes como todos os versos insanos e inúteis que redigi pra você.
Thaylla Ferreira Cavalcante
Moinhos De Vento E Cercas
A água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que salta para a vida eterna. - João 4:14
Foi meu privilégio especial passar algum tempo na fazenda Clyde Peterson, no leste de Wyoming. Ele cria gado de corte e ovelhas Rambouillet em uma área que cobre milhares de hectares.
Clyde me disse que o sucesso de um rancho como o dele, onde a grama é esparsa e os ventos fortes sopram, depende de dois fatores: moinhos de vento e cercas. As cercas são essenciais porque restringem o gado a certas áreas de pastagem, enquanto permitem que a grama cresça em outras seções. E os moinhos de vento bombeiam a água que dá vida aos animais.
Venha para pensar sobre isso, cercas e água são fundamentais para a saúde espiritual de um cristão também. As “cercas” de Deus são as leis e princípios de Sua Palavra, como os mandamentos de Deus em Êxodo 20 e Mateus 22: 37-40, e as exortações de Gálatas 5: 16-21. A nossa “água” vem de Cristo, que nos dá um fluxo sempre presente de refrigério espiritual “brotando para a vida eterna” (João 4:14).
Sem as cercas dos mandamentos de Deus ou a água que Cristo provê, estaríamos tão espiritualmente sem vida quanto os ossos branqueados que pontuam as pradarias ocidentais. Mas temos o privilégio de pastar em Seus pastos e beber livremente da Água da Vida.
Como ovelhas que às vezes se afastam do rebanho
Em caminhos emaranhados de vida para perder seu caminho,
eu preciso da mão de meu Pastor e olhar atento
Para me manter sempre, para não me perder . —Sanders
Se o Senhor é o seu pastor, você tem tudo o que precisa. David C. Egner
Eu me afoguei
em uma piscina infantil.
Quem riu de mim,
mal sabe quanta água eu engoli.
Quanta força fiz para me apoiar!
Respirar foi revigorante...
Meu desespero teve platéia,
meus passos quando saí foram tortos e trêmulos.
Eu vi a vida saindo de mim
em uma situação tão quanto inusitada.
Verdade sem nuvens
São nuvens sem água, carregadas pelos ventos. - Judas 1:12
O livro de Judas contém uma das descrições mais vívidas e interessantes dos professores apóstatas. Essas pessoas que acumulam para si mesmas o severo e certo julgamento de Deus (v.4) são comparadas a “nuvens sem água” (v.12).
Tais indivíduos afirmam ser mensageiros celestiais com conhecimento ou poder superior. Outros, mais sutilmente, colocam “roupas de ovelha” (Mt. 7:15) e exibem uma beleza superficial de forma e propósito, mas negam o Senhor que os comprou (2 Pe 2: 1).
Não tendo nenhum padrão absoluto de verdade, porque rejeitam a infalibilidade da Bíblia, naturalmente, eles estão constantemente mudando de posição e são, portanto, considerados “carregados pelos ventos” (Judas 12). Não existem muitos pregadores atuais nesta categoria? Eles trovam em seus púlpitos e fazem grandes promessas de verdade que sacia a sede, mas deixam o coração dos homens ressecados pela morte.
Porque tais “lobos vorazes” (Mt 7:15) se disfarçaram de ovelhas e se infiltraram no rebanho, devemos prestar atenção à admoestação de Judas: “Mas vocês, amados, edificando-se em sua mais santa fé, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus ”(vv.20-21).
Bíblia Sagrada, livro divino,
Tesouro precioso, tu és meu:
Meu para me dizer de onde vim,
Meu para me ensinar o que sou. —Burton
Para evitar ser enganado, mantenha firme a verdade. Henry G. Bosch
Nunca vai dar Ruim!
Se elas quê, da pra elas
Se beber Whisky pode beber água?
Estou fechando a conta e indo para o Morro!
Nunca foi diferente!
Preciso dançar, preciso ver gente!
Tô casado mas não tô morto!
Aí Vitinho!
Senão tem mulher para comer, nós paga para meter!
Amigo não se paga
Ferimento leve!
Admiro as plantas que vivem neste apartamento.
Sem água fresca, cortinas fechadas, pouca conversa.
Respeito estas plantas: pequenas, robustas, teimosas.
Sem ninguém por perto quando o sol castiga.
Sem quem abra a janela para entrar a brisa.
Sobre a mesa da sala, no banheiro, na varanda.
Em silêncio, orgulhosas.
Não morreriam a troco de nada.
Vazio Poético
As palavras se esvaziam da mente
Como um copo de água em dias quentes
A sonoridade poética silencia a alma e desinquieta o coração
São dias difíceis ao poeta que se lamenta e se renova em seus escritos
Em que a criatividade se distancia e suas emoções se perdem na dor
A dor de estar no vazio poético.
água limpa direito do povo ainda pagamos por isso,
saneamento básico e é tudo cobrado pela lei dos direitos ambientais.
tempo passa mesmo assim a sujeira corre pelas ruas, rios poluídos que se acredita é ilusão de mais um momento nas profundezas de nossas vidas,
casa meio do caos politico e arbitrário,
forças da natura se coloca a culpa.
apenas recomendações e disque qualquer,
se da um alugue mortos em um acidente ou negligencia de edifícios abandonados. sendo esse mais um episodio da sociedade brasileira.
“Recordações”
Acende em minha memória...a velha roda d'agua girando, aquela luz quase apagando e o velho balanço que ainda pende, naquela àrvore frondosa em frente ao alpendre. Uma menina magra e traquina correndo pelos campos entre flores pequeninas e seu canto.Só não me recordo de tristezas , nem de prantos, que agora dos meus olhos sinto escorrer, de saudades das tardes de verão e de seu encanto.
Não estás aqui.
Conforta-me ver a água escorrendo rápido
Atormenta porque assim não serão meus dias
Pego um punhado daquelas ervas que pelas tuas mãos chegavam frescas como um buquê.
Me atrapalho, não consigo recriar aquele gosto de beijo
Elas apenas bagunçam a pia, sujam com seu perfume muito mais que meu chão.
Passo as mãos pela água gelada, quando o desejo é o coração arder pelo fogo das suas
Só me importa sentir sem medida, sem paciência.
É preciso esperar dezembro para o vazio da ausência passar.
Quando vinha pra Monteiro
Percebi uma mudança
Tava tudo cheio de água
Povo cheio de esperança
Precisava registrar
Pus o drone pra voar
Pra ter fotos de lembrança
O matuto olhou pra cima
Quando viu se assutou
Bicho preto sem ter asa
Num instante avoou
Ele armou-se com umas péda
Preparado pra uma guerra
Fez carreira e atirou
A pedrada do matuto
Foi um tiro de canhão
Acertou de muito longe
Bem no meio do Avião
Quem o visse não diria
Que era bom de pontaria
O caboclo do sertão
Com o mapa e GPS
Encontrei resto de drone
Quando vi já tinha gente
Filmando com telefone
Bem do meio da galera
Eu Gritei: é a besta fera
Fiz correr até os home
Todo mundo foi embora
Só ficou um véi mulato,
Com uma barba por fazer
E um chapéu de candidato,
E olhando bem pra mim
Comentou dizendo assim:
"Se avoar sem asa eu mato".
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