Texto sobre Água
Hoje celebro um dos elementos mais fantásticos da Mãe Natureza a ÁGUA!
Assim, escrita e tratada com letra maiúscula como merece, pois ela é vida e merece toda a nossa gratidão. Sei que todos os dias são seus; e que somente um dia não seria suficiente, por isso este dia existe para que possamos preservar a vida e tomarmos consciência que ela merece todo o nosso respeito! Vamos um dia após o outro receber esta fonte inocente e independente que forma as minas e as cachoeiras; observar seu nascimento que se apresenta sempre limpa, pura e cristalina; quase que por milagre vem fértil caindo em forma de chuva e escorre nas folhas das árvores, flores, frutos; como uma dança tranquila na terra irrigando-a; nos ensina com seu som que silencia e acalma nos doando a serenidade que baila incessante e desce tranquila sobre as pedras, cascatas, leitos dos rios e mares. Devemos aprender com a sua gratidão, pois mesmo com a falta de consciência não se vinga; sobe graciosa ao encontro do sol para formar as nuvens e então nos celebra com sua liberdade e coragem!
Água: sem ela não há vida, cuidaremos deste precioso tesouro todos os dias!
Eu me deixo afetar mesmo sem notar, eu caio, me machuco, choro e sinto dor, vou até o fundo do poço, sinto medo até de mim e de perder o controle, quase perco a fé, a esperança, mas nunca permito que isso chegue ao limite crucial da desistência.
Eu rezo, eu oro, eu imploro, eu suplico eu grito até com Deus, eu chuto os pensamentos e emoções, eu prendo a respiração pra morrer, e eu choro, e choro e choro até não enxergar mais, até os olhos quase caírem da cara.
Eu quero arrancar a pele, eu quero virar pó e eu viro cinzas, e nas cinzas eu fico até sentir o calor do AMOR e esse amor cresce e me toma de novo, eu levanto aos poucos, devagar, percebo que a luz ainda existe e que o poço ainda tem água e eu bebo a água e respiro fundo, sinto o frescor de novo no rosto, a brisa sopra e eu saio voando como FÊNIX de sua própria morte!!!
Podem me queimar, podem me ferir, podem me ignorar, me odiar, mas eu digo, eu não sou esse "corpo" mas o que nele está é "FOGO" e esse fogo há de me aquecer até que esse corpo esfrie definitivamente.
Márcia Raphael
Peixe fora d’água
Sai de casa e habita quaisquer ruas
De uma cidade que agora é violenta
Observa a juventude sem propósito
Pensa no que dizer, mas nem tenta
Há feridas que tornam-se tatuagens
E há marcas de batom em seu corpo
Contemplando informações inúteis
Faltando muito para chegar ao topo
Conhece a música, a arte e a poesia
Ouve falar de chatice, tédio e rotina
Sabiamente deixa o relógio trabalhar
Uma hora a conversa fiada termina
Só Deus sabe o que irá lhe encantar
Tem uma moreninha metropolitana
Seu futuro ainda não foi descoberto
Sendo as mãos lidas por uma cigana
Ainda persegue a rota de esperança
Alternativamente o moçoilo acredita
Entre inúmeros indivíduos descrentes
Se ele é peixe fora d’água, que resista.
Água com gás
Vou te dizer o que me faz levantar
Sem ela não consigo sair do lugar
Seu gosto é a autêntica satisfação
Mal sou capaz de esboçar reação
Dominada, minha alma desabafa
Desejo sempre mais uma garrafa
O primeiro e o último pensamento
Encantado, elaboro um juramento
Quero tê-la comigo até o dia final
Nossa relação traz prazer abissal
Meu irmão, faz bem para a saúde
Sou tomado pela energia amiúde
Segunda-feira, sexta ou domingo
É parceira para enfrentar o perigo
Me acompanha por toda a pampa
Prenda esbelta e de fina estampa
Que a musa seja, enfim, revelada
E possa assumir qualquer parada
Tu que aqui chegaste descobrirás
Sim, sou louco por água com gás.
Me debatendo, desesperadamente, busco chegar a superfície. Evitei mergulhar a fundo em mim mesmo por muito tempo, mas fui sugado, lentamente, até me ver completamente submerso.
Como num lago escuro e vazio, tomado por um silêncio ensurdecedor que me grita de volta de forma incansável, me puxando cada vez mais para baixo. Tirando-me a força e o vigor de tentar novamente.
Então afundo em silêncio enquanto vejo os últimos raios de luz desaparecerem na superfície. A única coisa que penso é que minha cabeça deveria estar acima de toda essa água.
Ninguém jamais decifrará a canção que Deus compôs,
ao criar os acordes de uma cascata,
em doce queda caem as águas,
despencando em suas notas musicais,
indizível som, que podemos ouvir e sentir,
O soar eterno delas podem ser gravados,
mas jamais escritos numa partitura,
eles contem o mistério da vida, em timbres,
que músico algum os conseguirá tão puros
Não sucumbi às vagas ferozes que vinham
em cascatas mortais tentando me levar,
não sucumbi a tsunamis, vendavais,
nem às pedras atiradas nas vidraças,
não sucumbirei nem a ataque nuclear,
tenho um bunker que é pura proteção,
aço indevassável, alimento, água e ar,
é a poesia pura, germinando no coração,
dela nunca irão me separar
Você pode gostar da chuva e dançar sob ela
Você pode amar a chuva e deixar que ela lave sua alma
Você pode sentir-se desconfortável entre tantos pingos d’água
Você pode detestar a chuva que encharca você e tudo o que você olha ao redor
Você pode fingir que não chove, enquanto a água escorre forte pelo seu corpo
Mas, repare
O céu permanece inabalável
E a chuva segue
Poetamento
Meu simples poetamento, pouco explica em seu rumar.
Faz parte dessas ruelas que sempre surgem,
Como meus pequenos passos a marear.
Insinuando trilhas, avistando mapas, a orbitar.
As palavras servidas, além do que, tanto perguntam.
Como guardar o beijo que será efervescido?
Como carregar os pedaços dos que nos faltam?
Como desalumiar os pirilampos da saudade?
Meu palavrear não tem controle de custos.
Pode arquejar no tempo, não estar imune,
Ficar laçando luares, impávido escapulindo.
Querendo partilhar em si, fugaz raio da vivência.
Minha confabulação desmerece acanhamento.
Anda indócil, quase sempre nua, a entregar-se a um riso.
E quando eu pouco me descompasso, num alvoroço,
Sem qualquer anúncio, faz surgir estelares num pingo d’água.
Carlos Daniel Dojja
Injusto
Sabe o que eu acho injusto???
Acho injusto querer e não ter, sonhar e não realizar, viver e não ser feliz, cheirar e não provar, ver a chuva e não se molhar, estar no sol e não brilhar, beber água e não sentir o frescor, sentir o vento e não saber para onde ele vai, ter pesadelos quando só queria sonhar intensamente com alguém.
Injusto, alguns tiram a vida, outros querem tanto viver e não têm essa escolha, parando para pensar, acho que muita coisa é injusta na vida...
Mas a maior delas é, por que você sorri comigo e prefere chorar sozinha??
T.L
#ALHEIA
A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém...
Assim não se sabe nunca o que para o próximo convém...
Se você bebe água pela mão alheia...
Vai acabar morrendo de sede...
O mal você se presenteia...
A única coisa que posso te dizer, é que Deus faz caminhos onde não há...
Se a Ele, de alma, se entregar...
Não ponho meu destino a prova...
O que é certo me vai chegar...
Muitas vezes, nós vivemos dependentes de nós mesmos...
Não enfrentamos nossos medos...
Que nunca nos falte o ânimo pra nos levantar...
Que nunca percamos a coragem pra prosseguir e a fé pra confiar...
Não sou escravo de nada nem de ninguém...
O importante é aprender a grande lição...
Se as tristezas que nos congelem a alma...
Resolverem fazer moradia em seu coração...
Faça uma pausa...
E procure bem dentro de si...
O que um dia...
Lhe fez muito sorrir...
Não seja luz dos outros...
Seja luz para você...
Somente se amando...
Que vai compreender...
Tudo é tão pequeno...
Nessa grande imensidão...
Só o amor é grande...
E só ele nos leva ao Criador...
Para conhecer...
Seu perdão...
Sandro Paschoal Nogueira
Aqui onde se espera...
Sempre um lenço de despedida...
Em alma que flutua...
Na luz órfã do dia...
São certos os abismos...
Escondendo os perigos...
Da mentira que roda e enlaça...
Sufocando toda graça...
Do falso amor sentido...
Descobre-se impaciente os recados...
Sentado à mesa dum café passado...
Pega-se pensando e quando socorreste o miserável...
Percebesse estar só e só ter criado embaraços...
Talvez não suspeites...
Que na verdade nenhum lugar ocupastes...
Apenas distraites...
Com o que não te pertences...
Na escuridão que procura e adormece...
Rolando o leito que se aquece...
Nenhum conhecido que tivesse...
O amor que o pegue criado...
Terra assombrada que lhe é devida...
Cuja vida é água a correr...
Para a fronteira fechada...
Enganando-se a sofrer...
Aproveitar o tempo...
Tirar da alma os bocados...
Antes só...
Que mal acompanhado...
Sandro Paschoal Nogueira
INFINITY
Na antiguidade eram os elementos,
Terra, água, fogo e ar.
Hoje o que importa é o discernimento,
Pra onde poderei viajar!
Da terra em que piso nos continentes,
Da água que banha as margens,
Do fogo forte de chamas ardentes,
Do vento que traz lembranças e miragens!
Quero ver novos paisagens,
Quero novas experiências,
Quero sentir aragens,
Que só vem com a vivência!
Quero um sol esplendoroso,
Noites de luau ou jantares...
De manhã um café gostoso,
Na vida visitar novos lugares,
Um país, uma ilha ou uma city,
Afirmar que fiz isso por prazer infinity.
Para minha amiga Giovanna!
Autor: Agnaldo Borges
05/01/2018 - 11:50
Olá, dia comum
Com você o Sol chegou... ou foi você que com o Sol chegou?
Abro a janela... tudo tão igual a ontem, a anteontem... a trasanteontem...
Esvoaça a cortina... o perfume das rosas do jardim... o canto dos pássaros... tudo tão ordinário... tão banal... tão usual.
O passante solitário...
O barulho da água do chuveiro... do café o cheiro.
A porta que se abre... o rangido do portão... a multidão. O corre-corre diário... as batidas... tum-tum... tum-tum... do coração.
Dia comum: o Sol nasce e se põe quase sempre no mesmo horário... uma rotina tão rotineira...
... diariamente, dia comum, você acontece: aparece e desaparece... sempre da mesma maneira.
Tudo tão trivial... nada de especial... só mais um dia no meio de tantos outros dias... nada fora do comum... nada incomum... nada insólito... tudo tão corriqueiro... tudo tão normal... natural.
Viver sua chegada... viver sua saída: eterna lida.
“Dia comum, deixe-me perceber o tesouro que você é. Deixe-me aprender com você, amá-lo, abençoá-lo, antes da sua partida.” (Mary Jean Iron)
Dia comum, deixe-me perceber que você é excepcional.
Água lamacenta
Esta raiva que arde dentro de mim
é um fogo que queima e não se apaga.
É a barreira que me impede,
de atravessar pontes que me levem ao outro lado de mim.
Preciso descalçar esse furor...
Perigoso inimigo de mim mesma...
Polui de ferrugem minhas entranhas.
Faz-me a mim mesma uma pessoa estranha.
Não há voz de lucidez.
Não há equilíbrio no meu caminhar.
Escorrego até o calabouço
Vejo minha vida nas águas barrentas se afundar.
Teimoso!!!
Não me canso mesmo de planejar. Eu sei que é ilusão que tudo vai acontecer como eu mandar... mando nada, sou é mandada.
Mas eu sigo planejando,
Planos ousados... pela vida recusados...
Planos discretos... indiscretos, secretos... pela vida revelados...
Planos, subidas, descidas...
ladeira abaixo,
água abaixo... onde me encaixo?
Como água, tomo a forma que a vida dá forma ao planejado... eu, eu nunca fico de lado, nem mesmo decepcionado.
Planos e mais planos,
enganos, desenganos...
e vai tudo pelo cano...
Mas eu faço planos...
na verdade, vivo mesmo é mudando meus planos...
meus planos por outros planos... estou eternamente fazendo planos... ou não?
Ou é, por acaso tudo engano?
Ou é a vida, que, ao me ver sem saída, faz meus próprios planos?
"A vida é aquilo que acontece enquanto você está planejando o futuro." Será que John Lennon tem razão?
Estou vivendo minha vida não?
"As palavras que você não me deixa dizer são as mesmas que estão te matando aos poucos. Por não serem ditas, morrem sufocadas!... A água que saciaria a sede que te dilacera está em meus lábios, mas você não deixa
verter. Por que? Para quando? Quando não mais?"
Lori Damm ("Reencarnação)
Uma jovem vendia água cristalina de sua confiável fonte que transbordava todos os dias. Em um determinado dia o comprador de águas estava passando pela fonte e notou uma cor diferente, a partir deste momento começou a monitorar a fonte e descobriu que embora fossem poucas e raras, brotavam algumas bolhas avermelhadas que poderia provocar grandes danos aos seus clientes, ele decide então romper o contrato de compra.
Moral da história: Seja seguro e confiável! Elimine qualquer possibilidade de contaminação com pessoas e/ou coisas que coloque sua confiabilidade em jogo!
Assim como a água é essencial para nutrir e manter nosso corpo em equilíbrio, o conhecimento é a substância vital que alimenta nossa mente e a mantém saudável.
Assim como o sol, ao romper as nuvens, ilumina a paisagem e aquece a terra, a jornada espiritual, ao superar obstáculos e dúvidas, ilumina nossa alma e aquece nossos corações.
BARCO DE PAPEL
Faça um pequeno barco de papel e mentalize colocando nele a maldade, o mal humor, o sofrimento, a mágoa, o rancor, os pensamentos ruins seus e de outros contra você, o negativismo, de tal forma que permaneçam consigo somente as virtudes, como amor, felicidade, bondade, caridade, perdão, paz.
Em uma ponte que tem o costume de passar, coloque o barco na água corrente, de tal forma que não passará mais por baixo de você. Inspira e diz: _ Deus leve este barco para bem longe de mim, até que se dissipe, juntamente com tudo que está em seu interior. Em seguida, expira e diz: _ Graças a Deus.
Se não souber fazer um barco de papel, use uma folha de árvore.
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