Texto sobre Água
"Como podeis vós comprar ou vender o céu, o calor, a terra? A Idéia nos parece estranha.
Se nós possuímos a frescura do ar e os espelhamentos da água, de que maneira poderá V. Excia. comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada espinho luminoso do pinheiro, cada rio areento, cada bruma nos bosques, cada clareira, cada zoeira de insetos é sagrado na lembrança e na vivência de meu povo. A seiva que corre nas árvores lembra meu povo.
Os mortos dos homens brancos esquecem onde nasceram, já que vão passear dentre as estrelas.
Nossos mortos jamais esquecem esta terra magnífica, pois, ela é a mãe do homem vermelho. Nós somos uma parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. As cristas rochosas, os aromas das pradarias, o calor de nossos cavalos e o homem – todos são da mesma família.
Assim, o Grande Chefe de Washington, mandando dizer que quer comprar nossa terra, ele está pedindo demais a nós. Manda o Grande Chefe dizer que nos reservará lugares onde poderemos viver, confortavelmente entre nós. Ele será nosso pai e, nós, seus filhos. Pensaremos, portanto, na vossa oferta de comprar nossa terra. Mas, não será fácil. Pois, esta terra, para nós, é sagrada.
A água cintilante que corre nos riachos e rios não é só água, mas também, o sangue de nossos ancestrais. Se nós vendermos a terra, vós direis a seus filhos que ela é sagrada e que, cada reflexo das águas claras dos lagos fala dos fatos e das lembranças dentro da vida de meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos. Eles saciam nossa sede. Os rios levam nossas canoas e nutrem nossos filhos. Se nós vendermos nossa terra, vós deveis vos lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e os vossos, e vós deveis doravante dar aos rios a ternura que mostrais para um irmão.
Sabemos que o homem branco não entende de nossos costumes. Um pedaço de terra parece, a ele, o pedaço da terra vizinho, pois é um estranho que chega, às escuras, e se apossa da terra de que tem necessidade.
A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e uma vez conquistada, o homem branco vai mais longe. Ele abandona o jazigo de seus avós e isso não o aborrece. Ele tira a terra de seus filhos, e isso não o aborrece. O túmulo de seus avós e o patrimônio de seus filhos caem no esquecimento. Ele trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como mercadorias de comprar, a pilhar, a vender como carneiros ou pérolas brilhantes. Seu apetite arrasará a terra e não deixará nela mais que um deserto.
Não sei, nossos costumes são diferentes dos vossos. As imagens de vossas cidades faz mal aos olhos do homem vermelho. Mas, talvez isso pode ser porque o homem vermelho é um selvagem e não entende.
Não há mais lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar para ouvir as folhas caindo na primavera, ou para ouvir a zoeira das asas de um inseto. Mas, talvez, isso pode ser porque sou um selvagem e não compreendo. A barulheira parece estourar os ouvidos. E que interesse tem-se em viver se o homem não pode ouvir o grito solitário do corvo noturno ou o coaxar das rãs ao redor de um acude, à noite? Eu sou vermelho, e não entendo. O Índio prefere o doce barulho do vento, lançando-se como uma flecha sobre o espelho de um lago, e o aroma do vento, dele mesmo, molhado pela chuva do dia, ou perfumado pelo pinheiro mando.
O ar é precioso ao homem vermelho, pois todas as coisas participam do mesmo sopro – o animal, a árvore, o homem, eles dividem, todos, o mesmo sopro. O homem branco parece não lembrar do ar que respira. Mas se nós vendermos nossa terra, vós deveis vos lembrar que o ar nos é precioso e que o ar dá seu espírito a todos que ele faz viver. O vento, que deu a nosso avô o primeiro fôlego, recebeu, também, seu último suspiro. E se nós vendermos nossa terra, vós deveis separá-la e a ter como sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco poderá sentir o vento, adoçado pelas flores dos pinheiros.
Nós pensaremos, portanto, na vossa oferta de comprar nossas terras. Mas, se decidirmos aceitá-la, eu porei uma condição: o homem branco deve tratar os animais selvagens como irmãos.
Eu sou um selvagem e não conheço outra maneira de viver. Vi mais de mil bisontes apodrecendo nos campos, abandonados pelo homem branco, que os abateu de um trem que passava. Eu sou um selvagem que não compreende como o "cavalo de ferro", largando fumaça, pode ser mais importante que o bisonte que nós matamos só para viver.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais desaparecerem, o homem morrerá dentro de uma grande solidão. Assim, o que aconteceu com os animais, acontecerá, brevemente aos homens. Todas as coisas dependem uma das outras.
Vós deveis ensinar a seus filhos que o chão que eles pisam é feito das cinzas de nossos avós. Dizei a vossos filhos, para que eles respeitem a terra, que ela foi enriquecida pelas vidas de nossa raça. Ensinai a vossos filhos aquilo que ensinamos aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer a à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no chão eles cospem sobre eles mesmos. Ao menos, sabemos isto: a terra não é do homem; o homem pertence à terra. Isto, nós sabemos. Todas as coisas são como o sangue que une a mesma família. Todas as coisas são dependentes. Tudo aquilo que acontece à terra, acontece ao filho da terra. Não foi o homem que teceu a teia de sua vida; ele não passa de um fio dessa teia. Tudo o que ele fizer para essa teia, ele o faz para si mesmo.
Mesmo o homem branco, com quem Deus passeia e conversa como dois amigos em comuns, não pode fugir do destino comum. Depois de tudo, nós, talvez, sejamos irmãos. Veremos. Há uma coisa que sabemos, e que o homem branco descobrirá, talvez um dia: é que nosso Deus é o mesmo Deus. Podeis pensar, agora, em possuir a nossa terra como quereis; mas vós não podereis. É o Deus do homem, e sua piedade é igual para o homem vermelho e branco.
Esta terra lhe é preciosa, e danificá-la é acumular de desprezo seu Criador. Os brancos também desaparecerão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminai vosso leito, e vós sereis sufocados, numa noite, nos vossos próprios detritos.
Morrendo, vós tereis um brilho esplendoroso, ardente, com a força do Deus que vos trouxe até esta terra e que, em virtude de qualquer propósito determinado, voz fez dominar esta terra e o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos porque os bisontes são massacrados, os cavalos selvagens são domados, os refúgios das florestas impregnam-se da fumaça de muitos homens, e a vista das colinas floridas manchadas pelos fios que por elas passam.
Onde estão as noites? Desaparecidas. Onde a águia? Desaparecida. O fim da vida é o início da sobrevivência."
(Tradução de Júlio Geraldo Andrade Arantes)
[Carta do Cacique Seatle ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce – 1854]
TEMPESTADE EM COPO DE ÁGUA.
NOS DIAS DE HOJE, LUTAMOS A TODOS OS MOMENTOS EM BUSCA DE SOLUCIONARMOS PROBLEMAS, MUITAS VEZES CRIADOS POR NÓS.
SOMOS LEVADOS A TOMAR DECISÕES PRECIPITADAS SOBRE ASSUNTOS CADA VEZ MAIS URGENTES, O QUE ACARRETA MAIS CARGA DE PROBLEMAS NÃO SOLUCIONÁVEIS EM NOSSO DIA A DIA.
PRECISAMOS PARAR PARA PENSAR ANTES DE AGIRMOS E COMPLICAR MAIS UMA COISA QUE SERIA SIMPLES.
A SOLUÇÃO É RACIONALIZAR E CANALIZAR NOSSA ENERGIA PARA O QUE PODEMOS RESOLVER E NÃO CRIAR TEMPESTADE EM COPO DE ÁGUA. EM CADA TEMPO GASTO COM SOLUÇÕES MIRABOLANTES, PERDEMOS PRECIOSOS MINUTOS DE NOSSAS VIDAS, QUE PODERÍAMOS USAR PARA RESOLVER OS NOSSOS REAIS DESAFIOS.
A VIDA É BEM MAIS SIMPLES DO QUE IMAGINAMOS E O SER HUMANO NÃO PRECISA DE TANTA COISA E TANTA CARGA PARA VIVER.
PENSE E REFLITA NO QUE VOCÊ ESTÁ CARREGANDO DE PROBLEMAS EM SUA EXISTÊNCIA. SÃO MESMO TÃO GRANDES ASSIM?
SÓ PODEMOS RESPONSABILIZAR PELOS NOSSOS ATOS E QUE CADA UM CUIDE MELHOR DAS SUAS RESPONSABILIDADES ASSUMIDAS, NÃO FUGINDO DO TRABALHO QUANDO ELE APARECE.
Fogo de sertaneja,
o sol que arde no sertão ecoa no intimo dela!
só a água do bem querer para acalmar a labareda,
arde em brasa rubra feito sol do entardecer no sertão,
arde sem queimar, ferve sem vapor,
mas se encontra uma gota de bem querer,
que escorre feito orvalho na relva,
mantem sempre o calor da chama,
até mesmo quando o sereno entibiar-se e amorna,
se acalma, mas nunca se apaga!
Arianny
(Dedicado a minha amiga Arianny)
Arianny é o encanto profundo da mas pura amizade cujo elo esta ligado em Deus.
Arianny se não é nome de anjo deveria ser...
pois trás tanta alegria que é transmitida em um simples sorriso ou em um gesto de carinho...
Com a leveza de uma bailarina conquista corações e arranca aplausos da platéia.
Se Arianny não é nome de anjo,
É nome do que então?
Talvez seja o nome de uma flor que entre as outras flores é a mais bela...
Arianny é o nome da minha amiga,
amiga linda com um sorriso de anjo ou das flores mais belas.
OS CINCO ELEMENTOS
Que elementos?
A madeira? Retangular e vertical
O fogo? Triangular
A terra? Quadrada
O metal? Redondo
A água? Horizontal e curvilínea
O que acontece?
Quando a caatinga floresce
A madeira aparece
Queima e cria o fogo
Depois, o fogo se apaga
E o resultado é a terra
De onde se extrai o metal
Que ao se liquefazer
Dá vida a água
Para nutrir as plantas
e este círculo de energia.
A gota d'água
Abro o portão de casa, está a chover e vejo crianças tomando banho de chuva...
Vejo cada gota d'água caindo em seus rostos de meninos e se misturando com outras gotas, formando um fio d'água...
Logo imagino, esse fio d'água que está escorrendo de uma forma tão veloz, pode se direcionar a um rio, quiçá o Kuanza...
Fico aqui reflectindo, como uma gota tão simples no seu tamanho, hoje é parte de um grande rio como o Kuanza...
Fico pensando em como aquele pingo d'água que outroura era simples, hoje faz não só parte de um grande rio, como também é parte da água que chega até a mesa, para matar a sede de muitos, desde os atentos aos supostamente mais atentos, desde os bolsos furados até aos bolsos abastados e cozidos com a mais cara costura...
Esta gota d'água, que outroura foi pequena, insistiu, enfrentou grandes desafios; hoje faz parte daquela água que move as turbinas da Central Hidroelétrica de Laúca, gerando energia; e energia esta que faz as máquinas de grandes multinacionais funcionarem para o fabrico de lixívia, álcool gel, e iluminar muitos lares, desde os guetos até às cities deste grandioso país que se chama Angola...
Está gota d'água que outroura foi simplesmente ignorada, hoje faz parte não só das quedas de kalandula, como das águas da barra do kuanza; ela não parou de ser parte do rio, foi insistente e persistentemente, rompeu barreiras, deixando uma parte de si em águas doces e outra parte de si em águas salgadas, formando grandes mares e oceanos. Desde os mares da ilha de Luanda a Ilha do mussulo; desde o oceano Atlântico ao Índico.
Esta água que outroura foi gota, hoje fazendo parte dos mares e rios, ela voa bem alto para os altos céus em forma de vapor, criando uma bela nuvem branca que depois se formam em chuvas, caindo mais uma vez em gotas no rosto de quem ama tomar um banho de chuva...
Oh! Quão lindo; quão maravilhoso é quando coisas supostamente insignificantes e pequenas, se tornam altamente significantes e grandes... Fazendo parte da natureza e ajudando a suprir necessidades dos homens.
A obra do Grande Deus; O Maior Artista que existe; Aquele que não foi criado, simplesmente passou a existir, descobriu o seu real propósito.
Seja como uma gota d'água, insistente e persistente. Lute para conquistar os seus sonhos... Invista na sua arma➕poderosa, a mente. E lembre-se: 'a única pessoa que pode te parar, é somente você'.
Água gotas de diamante
Água é um alimento
Água é também vida
Natural é solvente
Para limpeza e lida
Água vem da nascente
Rios descem correndo
Tão doce, é semente
Vidas vão aparecendo
Para aguar a plantação
A seara, a alimentação
Água ouro no sertão
Água fonte de inspiração
Água na minha torneira
Água que dia inteiro
Água é vida maneira
Preciso líquido celeiro
Água gotas de diamante
Pão que desce do céu
Tão limpa e brilhante
E brota do chão ao léu
Água fonte de riqueza
Seara da fartura no paiol
Água também a beleza
Que brota do lençol
Água vida, planeta terra
Das matas brotando
Rolando pelas serras
Fauna, flora, renovando
06/09/19
Dia 22 de Março: Dia Mundial da Água.
Em tempos quaresmal e de quarentena viral, vamos louvar e agradecer pelas águas nossas de cada dia, pois diante dessa situação, o que seria de nós se não tivéssemos água, hein?
Pois é...vejam o quanto precisamos economizá-la, porque a essas alturas da pandemia teríamos o sabão, mas sem a água, não seria possível fazer a higiene até porque nem o álcool teríamos para comprar. Agora, mais do que nunca é bom lembrar: Cada gota poupada, vidas estão sendo salvas!!
VIVA A ÁGUA!!!!!
Lool lorpo
São,Caramelos de mel
Tacos e atacadores
Iscas de figado e fel
São lençois e cobertores
São nabos e nabiças
Cordeis e marionetes
Presuntos e linguiças
Triciclos e bicicletes
São,papagaios de papel
Bolas e bolinhas de sabão
Fisgas, de pau e de cordel
Penas, em leque, e de pavão
São ratoeiras e anzois
Policias e meretrises
Açorda d´alho e rissois
E umas sopas, de tolices
Cauteleiros e aldrabões
Varinas e amoladores
Carteiristas e intujões
Bancários e impostores
Andorinhas e gaivotas
Cangalheiros e caixôes
Pródigos e agiotas
Peraltas e pelintrôes
Pressagos e bruxaria
Seitas de todas as cores
Pais, nossos e avés Marias
Labregos e prégadores
São taxistas e porteiros
Palhaços e malabaristas
Abrem portas aos carteiros
saltimbancos e trapesistas
A neve cai, na minha rua
Veste-se de, um manto branco
Quando quizeres subir á lua
Sobe, em cima de um banco
Eu já vi um cego a ler
Um surdo a ouvir as notícias
Um maneta a bater palmas
Um coxo a fugir á policia
A chuva ,apodrece a vinha
O sol, queima o montado
A água alaga a vendima
E o calor azeda,o caldo
Quem bebe,para esquecer
Por um amor,que foi negado
Tornará sempre a beber
estigma de, ser seu fado
Vende agulhas e alfinetes
Esticdores prós colarinhos
Carabinas e Pistoletes
Ratoeiras, de passarinhos
É vendedor de bolinhas
Sorvetes e batata frita
Polvos com, e sem tinta
E petinga sem barriga
Tem carro,mas não tem carta
Tem cartão, tem dinheiro
É burro,mas não tem carga
É parvo a tempo inteiro
Valentim Casimiro
A prisão do Passado
Água que corre debaixo da ponte,
Porque teimas tu em tentar agarrar?
E nadas inglória contra a corrente
À espera que chegue o que nunca chegou.
Os braços cansados já não conhecem abraço
E o peito ofegante não te deixa respirar,
Mas segues nadando debaixo da ponte
Na procura incessante do que há muito cessou.
Receias correr na corrente que corre
E esbarrar no mundo que sempre foi teu,
Continuas nadando debaixo da ponte
Onde não há o tempo pois o tempo já foi.
Estendes a mão, sobes a margem
E desistes partir para o que já partiu,
Agora segues andando por cima da ponte
Com a alegre passada do passo que é teu.
A água quente e o amor
Chegou o frio e com ele também veio a busca pela água quente. Na sua normalidade ela é apenas o tempero. Sua mistura com a água fria gera a água morna. Mais ou menos. Ela é necessária, mas quase passa despercebida. Assim é o amor. Na sua normalidade ele também é quase imperceptível, mas ele está ali, temperando. De repente, como a água no frio, esse amor ganha espaço e valor. Ele vira cura, vira alegria, vira vida. Toma conta. Não é mais o tempero apenas. Como a água quente é necessária no tempo frio, assim é o amor. Ele é vital nas derrapadas da vida, nos desencontros e desesperos humanos. O amor nunca desaparece, ele segue vivo temperando a vida e aquecendo a água benta do amor. Surge sempre no lugar e no tempo certo. Ele é o guardião do nosso inverno.
ÉLCIO JOSÉ MARTINS
ÁGUA
Água,
Oh água...!
Olhos d"água da vida,
Sua jornada é comprida,
Nasce muitas vezes em montes,
Vai fazendo seu curso,
Segue seu percurso,
Vai pelas fendas rochosas,
Vai penetrando mata a dentro,
Dançando charmosa,
Vai molhando solo a baixo,
Enche as lagoas,
Passe pelos riachos,
Ah água...!
Água cristalina,
Vc vem da minas,
Apreciando as garoas,
Chuvas fortes te mancham,
Lixos te contamina,
Noites frias,
Tarde quentes,
Não pare,
Pois checará em seu poente,
Vieste de longe,
Você tem seu paradeiro,
Vá em dias ensolarados,
Quase sempre tem ao seu redor,
Paredes e barrancos desmoronados,
Posso ouvir até seu despejar,
Despenca em cachoeiras,
Vai pelas beiras,
Pegando poeiras,
Animais saciam de suas fontes,
Muitos param na sua margem,
Pra ver suas miragens,
Estrelas brilham com seu reflexo,
Vários ficam até perplexo,
Peixes nadam nos seus rios,
Outros em oceanos,
Muitos vc proporciona,
pra abrandar os ânimos,
Seus atrativos tem um sentido,
Mata a sede de muitos desnutridos,
Vidas se salvam pela sua existência,
O cuidar e te apreciar,
Depende de todos,
Seu valor,
Tem um calor,
Seu destino é evaporar com o calor do sol,
Sobe pras nuvens,
E depois torna voltar,
Ao seu lençol...
Autor: José Ricardo
Ando tão sozinho hoje quanto andava antes, pois a pessoa que segue em frente de verdade não sou eu.
No fundo, bem lá no fundo eu não sou toda essa força que rompe barreiras, que acumula superações e que vai eliminando os prováveis impossíveis.
Eu não sou está torrente de aguá que inunda fraquezas, eu não sou!
Sou um lago calmo deslumbrado pelas coisas que não sou.
Eu sei muito bem o que não sou, também sei que se não fosse o que penso que não sou eu nada seria.
Enide Santos 21-12-16
- A água é o princípio de todas as coisas
- O ser mais antigo é Deus, porque não foi gerado
- Todas as coisas estão cheias de deuses
- A coisa mais bela é o mundo, porque é obra divina
- A pedra magnética (ímã) tem poder porque move o ferro
- O maior é o espaço porque dentro dele cabe tudo
- O mais veloz é o intelecto porque passa através de tudo
- A mais forte é a necessidade porque tudo domina
- O mais sábio é o tempo porque tudo revela
(pensamentos atribuídos a Tales, de Mileto)
Sobre o Que Colhemos!
Tenho
sempre o cuidado
de separar
o que me faz bem,
do que me faz mal.
E se por ventura
colho, algo ruim
despercebida...
Logo encontro um
meio dele me desfazer.
Aprendi essa colheita
ao longo da vida.
Não se pode empolgar
com belos frutos.
Muitas vezes
eles já têm larvas.
Não se deve beber
de águas aparentemente
cristalinas...
Elas podem
estar contaminadas.
O que quero com isso dizer.
Que nem sempre o belo
é o que mostra ser.
A aparência muitas
vezes nos enganam.
E em nossas colheitas,
precisamos primeiro
entendê-las
de qual sonho,
foi que elas brotaram.
Nem sempre o que surgem
em nossos caminhos,
são nossos sonhos.
E sim...
Sonhos perdidos.
Abandonados
de outros,
que não souberam esperar
a época correta da colheita.
Mas nem sempre indica,
que serão destinados a nós!
Colham apenas o que plantaram...
Ou o que foi plantado a dois!
Nosso universo ainda cercado de mistérios, tudo que você acredita que é capaz ou idealiza de certa forma acontece, os pensamentos tem poder, inclusive o peso das palavras. O ato de pensamento positivo ou não, modifica tudo, desde a água de qual bebemos ou nosso corpo em si.
Não pretendo aprofundar muito em exemplos, mas a vontade de ser curado faz parte da cura.
Aqui um vídeo de 5:09 min. que simplifica uma parte do livro de qual estou lendo, "O experimento da intenção."
REENCONTRO
Aquele moço é uma viagem
Dessas que só embarca quem tem coragem
Para se perder no tempo
E esquecer que existe
Qualquer cumprimento
De longe me avistava
Pronto para qualquer parada
Seu elemento é o fogo
E o meu é a água
Livre como um pássaro
Voa pelo espaço
Buscando o que não se acha
Perdido na grande massa
Eu me lembro muito bem
Na vida do outro lado
O guerreiro está de volta
Que bom reencontrá-lo.
(21/02/16)
Oh água o que me trouxestes?
ainda tento esvaziar meus pulmões.
Me inundastes,
me fizestes ignorar o que o fogo me deu,
deixei de lado as visões;
fechei meus olhos enquanto me partias,
mergulhei, me afoguei,
vendavais, terremotos e furacões;
e quando abri os olhos já me preenchias
e aquela paisagem eu não mais reconhecia
Eras fria...
e eu?
Pertenço e pertencia
as águas dos vulcões.
A Formiga, mais ou menos uns dez Pingos d'água e Eu
Num dia desses...
De previsão do tempo em desacordo
e céu azul e nuvens brancas,
dando formato a imagens de sonhos
e sol brilhante e sombra boa,
projetada em rumo de árvore grande
- [pé de um trem qualquer]-
plantada no asfalto da cidade
ou na terra do campo.
E de repente a chuva...
Que desaba sem aviso antecipado,
desabrigando os descuidados
tomando ligeiro os caminhos
e ocupando-se de preocupar
os videntes de desenhos em nuvens!
Tratando de por ritmo nos passos moles
escaldados e amolecidos pelo sol quente,
tratando de apressar as aves
em seus vôos solos pelas quinas do céu,
tratando de acordar os lagos e de viver os peixes
e tratando de matar a sede da terra - que agradecida -
empurra à superfície, as plantas...
Expondo suas folhagens verdes
seus frutos vistosos
e suas inspiradoras flores perfumadas.
Feito chefe em dia de súbito descontentamento,
ralha aos quatro ventos, a chuva que cai do céu.
Num protagonismo invejável!
Só as formigas se incomodam mais...
As gotas d'água,
feito flechas lançadas contra elas,
- do alto, sem escrúpulos ou piedade-
fazem pesar ainda mais o seu árduo trabalho diário.
Três estrelas ancoradas no céu
calçando a lua
em uma nuvem qualquer,
e uma rajada de vento soprada de lá para cá
na contramão da dança dançada a favor da chuva,
faz ir embora a nuvem escura carregada de raios
que entopem o céu de desespero.
Três dessabidos destinos,
encontram sentidos
em um sentido qualquer:
A Formiga...Desenrasca o pão do jeito que dá!
A Chuva... Se diverte com a farra toda!
E Eu...Transformo em tempestade - nem dez gotas d'água - caídas sobre mim!
"Água é Água, amor é coisa de egoístas "
A água é perfeita, mas ela vai vira gelo ou vapor.
Pode ficar na nossa frente igual ao gelo
parada, se movimentando apenas para voltar a ser água.
Ou virar o vapor e sumir da nossa frente
Ela volta a ser água, mas em outro lugar, pra outras pessoas, longe das nossas caras.
O amor e essas coisas de sentimentos eu vejo meio q assim.
Procuro não me prender a querer algo, não me prendo a esperar nada além do normal.
Mas sim, quero ser surpreendido a cada momento.
Se me sinto bem, fico bem.
Se me sinto mal, fico bem por está mal ou tento mudar;
Depende do que eu quero no momento e de meus pensamentos vagos.
Minha linha de pensamento é meio vaga e egoísta...
Mas vejo um mundo meio diferente dos outros.
Água é água, seja ela suja ou limpa, pura ou alterada.
Jasiel Ferreira
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