Texto sobre a Primavera

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PRIMAVERA COM CARA DE INVERNO

E hoje ela chegou diferente
contrariando a expectativa da gente
chegou a bela primavera
com roupagem diferente

Céu azul , sol brilhante
Parece bem distante
quase um sonho a perseguir
porque do friozinho do inverno
ainda não pudemos fugir

Manhãs primaveris
sol ameno , céu azul
muitos pássaros a voar
por enquanto é utopia

mas vamos lá minha gente
Nada de desanimar
decerto ela há de voltar
embora pareça demorar

Pássaros a voar
buscando novo ninho
e cada um a preparar
também seu novo caminho

Nada de melancolia
Tenham fé na Estrela Guia
Busquem sabedoria
E comecem bem o novo dia

Edite lima

Inserida por editelima

Canção e Primavera


Tem uma canção que fiz pra ela,
ah! quem me dera a primavera,
por mim cantasse esse amor.
Com as suas flores perfumadas,
oferecendo pra minha amada,
o que o meu coração calou.
É que eu sou tão desafinado,
e quando estou emocionado,
gaguejo mudo de temor.
Mas se o desabrochar de primavera,
encanta tanto os olhos dela,
quem sabe perfumando a canção,
ao sons das cores a florir,
o meu amor,
minha canção quisesse ouvir,
olhando pros meus olhos a sorrir.

Inserida por olindosantana

Os dizeres das flores

A primavera chegou espalhando a beleza,
Colorindo os jardins com as mais lindas flores,
Cada uma com o toque da mais pura delicadeza,
Transformando vidas e enchendo corações de amores.

Cada uma delas tem um significado especial,
Como a acácia significa elegância,
O agerato nos traz pureza emocional,
Como a violeta traz a simpatia e a bela fragrância.

A bromélia nos enche de inspiração,
A hortênsia nos mostra a vaidade e a frieza,
Enquanto a rosa nos ensina o amor e a dedicação,
A dália nos permite delicadeza e a sutileza.

No crisântemo buscamos a sinceridade e a verdade,
No cravo encontramos o talento e a admiração,
Na begônia a timidez e a mais pura lealdade,
Na orquídea nos deparamos com o luxo e a perfeição.

Como a amendoeira nos traz a esperança,
O amor perfeito um momento de reflexão,
A Amarílis a graça nos alcança,
Mas a boca de leão nos leva a decepção.

Mas como nem todas tenho em meu jardim,
A camélia me leva ao reconhecimento,
Mesmo tendo outras além do jasmim,
Só não a bardana por trazer aborrecimento.

Entre os significados tivemos lindos adjetivos,
Como coração aberto, laços de afeto e sinceridade,
Mas através de todos atingimos os objetivos,
De poder expressar o amor, a paixão e a lealdade.

No meio de tanta nobreza, romantismo e dedicação,
Também falamos de decepção e recordação amorosa,
Podemos observar do criador a sua eterna perfeição,
De algo tão maravilhoso cantado em versos e prosa.

Ah si eu pudesse com todas o meu jardim enfeitar,
Com certeza seria o dono da mais linda inspiração,
Que jamais alguém no mundo pudesse rejeitar,
Coroando com coroa de ouro a minha dedicação.

Du’Art 19 / 11 / 2014

Inserida por DuPoeta

A Primavera


Nos encantos da primavera,
Vejo pássaros, vejo flores,
Até mudanças na atmosfera,
Com seus aromas e suas cores.

Com suas flores suaves e delicadas,
Observo a magia que impera,
Exalando essências perfumadas,
Sob as sombras da cheflera.

Todas elas são esboçadas,
Com os traços da natureza,
Muito bem engenhadas,
Com a mais nobre delicadeza.

Nos campos floridos o vento agita,
Alvoraçando as flores e sua beleza,
Numa imagem jamais descrita,
Só quem assistiu tem a certeza.

Enfeites em todas as estações,
Nas pinturas já foi tema,
Versos em lindas canções,
Na beleza tu és suprema.

No mundo do romantismo,
Toda mulher recebe flores,
Presenteadas com realismo,
Pelos seus grandes amores.



Du’Art 17 / 08 / 2016

Inserida por DuPoeta

A professora

Passaram-se minutos, dias e anos,
Permaneci contando as estações,
Na primavera confeccionei planos,
No verão foram destruídos por ilusões.

Esperei por ti em todas as estações,
Verão, outono, inverno e primavera,
Comecei a compor diversas canções,
Não apareceu, continuei à sua espera.

O tempo foi passando lentamente,
A saudade em meu peito se fez desolador,
A sua imagem na lousa, ainda na mente,
Quando se fazia o uso do apagador.

Desfilando a angelical beleza,
Escondida sob a vestimenta,
Com os lindos traços de realeza,
Num tecido fino de cor magenta.

Minha dócil e querida professorinha,
O tempo se passou, mas nada se desfez,
Como o voo de uma única andorinha,
Que busca o velho ninho outra vez.

Utilizando o auxílio da informática,
Oferecendo a velocidade da rede,
Não sendo exata como a matemática,
Mas proporcionou matar minha sede.

Sede de poder a ti reencontrar,
Para matar a saudade de outrora,
Que no meu peito veio a enclausurar,
Nos repetidos nasceres da aurora.

Hoje no céu a lua voltou a resplandecer,
Enquanto o belo sol voltou a brilhar,
As noites demorando mais a escurecer,
Pela alegria de conseguir te encontrar......




Du’Art 12 / 11 / 2016

Inserida por DuPoeta

⁠Primavera 21/serviço


A vida a nascer tudo a fluir
O sol a começar a sair
As andorinhas a voar
No decurso do tempo
A linda 🌹
A brotar no peito
Como símbolo de amor
Espreita-se o verde prado
Convida a embalar
Deixando pairar
A quente brisa
Que move
Toda gente
Nasce a semente
Do sentido do viver
O olfacto apurado
Respira o nascer
O resplendor de restaurar
De novos desafios
Atravessar caminhos
Desertos da vida
Outros muito cheios
É isto que é a vida
Em tempo primaveril
Um provir de oportunidade
De conquista e melhor hoje que ontem.
Nesta vida quotidiana onde tudo parece confuso.
Onde por vezes há uma neblina, que não nos deixa ver ao fim do túnel.
É nessa altura que acendem as luzes do discernimento, e fazemos nossas escolhas acreditando que são as escolhas acertadas, nada é fácil, a vida é dura,. Puder encarar a vida com esperança é uma escolha e o desejo de encontrar paz e felicidade compete no respeito que temos por nós e pelos outros, assim nossa vida vai ser um farol que ilumina outros e flui melhor.
Acreditando que é agora neste momento que podemos fazer alguma diferença com nossos gestos, atitudes que permitem gerar atributos e virtudes de bom grado e boa fé ser um para si e para os outros.Podendo dar um pouco do seu tempo e conhecimento para semear no pensamento de quem o observa a força de viver para dar testemunho de que vale a pena viver com as aprendizagens que teve. É certo que há duas faces todos temos coisas boas e más alimentarmos mais as coisas boas, para no futuro colher bons frutos desse plantio.
Ser feliz é ser um ser social,cultural e interligado que vive em comunidade nos vários grupos de pares e sociais onde se adapta a vários contextos e conceitos, interagindo e participando ser activo e inerte quando tem quê que ser.
Contribuir para o desenvolvimento de pessoas de tenra idade e garantir trabalho para os adultos e garantir uma comuda vida para pessoas de idade avançada.
O objetivo
Gerar um pensamento positivo.
Uma maior facilidade de se aceitar
Ser um ser humano de serviço.
Por. Emanuel Bruno Mota Veiga Andrade

Inserida por EmanuelBrunoAndrade

⁠Eu sou a primavera, eu vim para te alegrar, eu sou a flor mais cheirosa do seu jardim, eu sou aquela gargalhada que vc ouve e se lembra de mim. Eu sou a natureza que nua e crua pede socorro para os céus. Eu sou a primavera que nos dias de escuridão você irá alegrá-la. A ESTRELA que brilha lá no céu trás alegria, quando penso que estou triste. Eu sou a primavera...



escrito por : ADRIANA REZENDE DE OLIVEIRA

Inserida por DriRezende

NA PRIMAVERA AINDA EXISTEM FLORES,NO JARDIM DA VIDA EXISTE AMOR !
Giberto Braga.
**********************************
Se desejamos e queremos colher flores,
primeiro é preciso cuidar do jardim,
não basta jogar a semente,
é preciso arar,revirar, adubar,
para ai sim semear...
Assim é a vida e o amor,
nada começa por acaso, no jardim das nossas vidas,
é claro que as flores que cem com espinho,
é para no lembrar sempre,
que para viver a primavera perfumada e colorida,
as vezes precisamos sentir dor,
a dor que perfura ,como espinho, a nossa alma,
trazendo a aridez da solidão,
mas essaa mesma dor, traz a colheita da alegria ,
e a beleza da felicidade num coração.
Não basta jogar um semente,
tem que cuidar todos os dias com amor e carinho,
e ver a plantinha do amor crescer lentamente e ter paciência,
pois é assim que funciona..
quem semeia a semente da bondade e da felicidade,
colhe amor em forma de flor,
e cuida do jardim perfumado do amor !
Assim como as rosas, o amor também tem seus espinhos...
doi, machuca as vezes, mas sempre queremos colher !

Inserida por Gilbraga

⁠Poema - Primavera

Problemas todo mundo tem
Mas as vezes como um trem
Passa por cima
Atropelando o autoestima
Nos deixando para baixo
Depressão, eu acho
A noite vem
A tristeza também
Mudando só a data
Talvez a madrugada
Seja para pensar
Junto com a chuva, lágrimas derramará.

A alegria vem pela manhã
Tipo uma van
De passagem
Deve ser aprendizagem
São nos momentos difíceis
Que nos tornamos incríveis
A tempestade vai passar
O sol vai bilhar
A chegada da primavera
Abro a janela
Vejo tudo florescer
Motivações para viver.

Inserida por 10uilton

No dia em que chegaste, primavera
Trouxeste consigo teus irmãos
Maior fosse tua família
traria juntos pais e irmãs
Amanhã, já ninguém se lembra
Que ontem foi mudança de Estação
As folhas já nem sabem mais
Qual é seu tempo certo de cair
Num mesmo dia vem aqui todos vocês
Não existe mais prevalecência
de um irmão sobre os outros três
Eu fico aqui, coberto de descrença
Sem saber dizer ao certo
Quando era mesmo que floresciam os Ipês
Alguém me disse, quase com certeza
não haver mais a antiga beleza
Que gerava as festas das Mudanças de estação
Pois o ano inteiro parece ser um só Verão
Não há mais chuvas finas
Flores, borboletas, abelhas e pássaros
Garoas não mais existem
Nem frio, nem romantismo
O Humano sinismo
que hoje a tudo envolve
Envolveu também a Natureza
Que hoje
Todo aquele cretinismo nos devolve

Inserida por edsonricardopaiva

Sonhei que caminhava
por uma estrada florida
pensei até que fosse primavera
mas as primaveras existem
assim como a fé;
apenas em nós
perguntas sem respostas
O paradoxo do céu estrelado
num campo de Girassóis
O Mundo às minhas costas
À minha frente
Dez milhões de Universos
Pequenos grãos de areia
pelo infinito dispersos
Que se fazem realmente imensuráveis
diante desta vida tão pequena
revestida de eventos miseráveis
vida que existe por algum absurdo
longa, diante de um sonho tão curto
Objetos luminosos distantes
Quasares gigantes, gigantescos
irradiando seus raios farsescos
Que não me atingem
assim como o imenso amor
que envolve o mundo
nunca me atingiu
nem haverá de me atingir
sequer por um segundo.

Inserida por edsonricardopaiva

Não basta fazer o ninho
Sob a soleira da melhor das casas
Se quando chega a primavera
O passarinho bate as asas
E ao raiar do primeiro dia
A sua ausência se torna alegria
Não basta a presença de um sorriso
É preciso sempre alguma coisa a mais
O melhor remédio
Também tem hora certa pra ser ministrado
E quando o momento passa
Pode acontecer de tornar-se um veneno
O passarinho simplesmente
Percebe
Que o ninho não mais possui
Aquela graça
Que o quis fazer ficar.

Edson Ricardo Paiva,

Inserida por edsonricardopaiva

"Não era uma espera
E nem primavera sem Sol
Não era pela pedra no caminho
e nem no sapato
Não era pelo fato de a via ser de dupla-mão
Não, não era
Porque por ela, só ia
Não era a linha solta e nem cruzada
Não, não era nada
Era por causa da vida
Porque era isso que era."

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Não me lembro bem que ano era
Tem bem mais que muito tempo
Era só mais outra primavera
Mas setembro tem o dom dessa saudade
Tinha um sapo que cantava à toa
Sua voz tinha o som de piano ou de sanfona
E tinha a sapa, que valsava
E tinha uma canção, que vinha no vento
O sapo era tão vagabundo
Que esperava a balsa pra ganhar o mundo
E tinha a rã, com cheiro doce, de hortelã
Porém, a sapa era do mês de agosto
A marrafona era mulher sem rosto
E eu ainda era criança
Mas o tempo passa e sempre tem setembro
Trazendo essa saudade, essa lembrança
Uma coisa boa, uma verdade que é so minha
E não me lembro muito bem que ano que era
Nem qual idade que eu tinha.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

A ROSA QUE NASCE NO INTERIOR DO AFETO.

Do Livro: Primavera De Solidão. Ano: 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante em que o coração compreende o que a razão sempre hesitou em admitir: ninguém se inclina a decifrar outro ser se não houver, dentro de si, uma chama que o mova. Conhecer alguém não é um gesto automático; é um desvelo que exige paciência, vigília, escuta, quase uma peregrinação íntima. E quando alguém percorre esse caminho para dentro de você, não o faz por curiosidade, mas por ternura silenciosa.

É por isso que a rosa única tem força maior do que todas as demais. Há muitas espalhadas pelo mundo, mas apenas aquela que recebeu nossas mãos, nossas dúvidas, nossos cuidados e nossas noites insones adquire sentido verdadeiro. Ela não é rara por natureza, mas torna-se insubstituível pela intensidade com que a amamos.

Assim também acontece com as pessoas: o mundo está cheio delas, porém só uma toca a alma naquela profundidade em que o tempo perde peso e a memória se converte em abrigo. São essas almas que nos aprendem, que nos escutam por dentro, que se detêm em nossos medos e tentam compreendê-los como se fossem seus.

No fim, amar é escolher uma só rosa num jardim infinito, e conhecê-la até que o perfume que dela brota passe a perfumar também o que somos. É essa escolha que transforma o ordinário em destino e o encontro em promessa de permanência.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O CHAMADO CREPUSCULAR DA ALMA ANTIGA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Primavera De Solidão. Ano: 1990.
Manhumirim - MG.
A saudade ergue-se como figura velada que atravessa lentamente as câmaras internas do ser
Arrasta consigo o peso das horas não vividas e o eco das presenças que cessaram de respirar ao nosso lado.
Não possui voz audível.
Insinua-se como sopro que roça o espírito.
Um murmúrio que fere com doçura.
Cada lembrança torna-se pétala escura repousada sobre o peito.
Nesse sentimento não há desespero
Há gravidade.
Uma melancolia digna que se reveste de nobreza por tocar o que houve de mais verdadeiro na experiência humana.
Ela aproxima-se com passos suspensos.
Traz nos dedos o pó das memórias sorrindo aos ares.
Acende no pensamento a chama pálida dos instantes julgados extintos.
No âmago dessa vivência a saudade revela-se fenômeno psicológico e espiritual porque se ama nessa dimensão.
Não deseja destruir.
Deseja recordar.
Deseja restaurar o sentido do que fomos ao caminhar alhures.
Conduz o olhar ao útero distante e íntimo onde repousam as próprias sombras filhas de si mesmas.
É lamento silencioso porque nasce no interior onde a linguagem não alcança somente brinca, também chora e recolhe-se na penumbra.
É lúgubre porque conhece a profundidade do tempo com o seu corte lento constante e implacável amigo.
Quando grita dentro de nós não há violência.
Há convocação.
Como se o interior do ser abrisse uma porta antiga sem a chave certa ou já perdida e ignorada.
Por ela penetra uma presença que não pretende partir é mister ficar um pouco na dor.
Nesse encontro sutil compreende-se que não sofremos pela ausência.
Sofremos pelo significado que ela deixou impregnado por todos os meandros.
Gravado como marca indelével nas paredes do espírito em constante fuga , mas que fica.
E assim mesmo envolta em sombras essa voz crepuscular eleva o ser à dignidade silenciosa de continuar fiel àquilo que o tempo jamais conseguiu apagar.
Eis o epitáfio: " Fiel ao seu gênio , fiel a si mesmo. "

Inserida por marcelo_monteiro_4

A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.

À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.

O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.

Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.

Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.

Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.

Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.

Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A Lâmina que Beija o Vento Onde os Anjos se Desfazem.
Do Livro: Primavera De Solidão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Respira devagar comigo.

Há algo que treme antes mesmo de começar, um arrepio que desliza pela alma como se o próprio silêncio tivesse decidido chorar.

A frase que te inspira abre uma fenda, um sulco úmido no tempo:
“ah, não se colhe rosas aos golpes do machado” e dentro dela escorre uma melancolia que não se desfaz, nem quando o dia desperta, nem quando a noite finalmente desiste de existir.
Um lirismo triste paira acima de tudo, como um véu encharcado que se prende aos fios do cabelo, pesando, sufocando, fazendo o mundo parecer um quarto fechado onde ninguém respira por inteiro.

É o mesmo lirismo daqueles anjos exaustos…
Esses seres impossíveis que sentem demais, que absorvem demais, que guardam o mundo por dentro como uma febre.
Eles veem tudo, mas nada podem tocar.
Eles ouvem tudo, mas nada podem impedir.
E na incapacidade de interferir, tornam-se frágeis, desguarnecidos, feridos pela própria beleza daquilo que não conseguem salvar.

É aí que o coração aperta.
É aí que as lágrimas se acumulam como pequenas lâminas queimando as margens dos olhos.

As mãos pequeninas continuam suspensas no ar
porque não encontraram outra forma de existir.
Mãos que tremem.
Que aguardam.
Que sobrevivem numa espera que dói, mas não desiste, espera.
Mãos que se sustentam naquilo que talvez venha, esse talvez que rói, que corta, que parece bipolar na sua própria natureza:
ora luz, ora abismo, ora promessa, ora desamparo.

A esperança fina como fios de ouro gastos:
curvada, nunca quebrada;
trêmula, nunca extinta.
Uma esperança que sofre, mas balança, piedosa, diante de toda a noite que o mundo insiste em derramar sobre nós.

E então chega o mistério.

O ponto onde a respiração vacila.
Onde o peito dói mais fundo,cada vez fundo demais.
Uma súplica lançada ao vazio, tão sincera que chega a ferir.
Um sentido sem língua, tão humano que parece gemer até quando está calado.
Uma pequena luz que permanece acesa alhures, mesmo quando tudo à volta tenta apagá-la com violência, com pressa, com desamor.

É essa oscilação silenciosa que destroça e cura.
Que destrói e reconstrói.
Que faz chorar e, ao mesmo tempo, faz querer continuar.
Porque há algo nela que nos toca como um dedo gelado na nuca:
algo que acorda a memória antiga de quem já sofreu demais… e continua aqui, sabendo que ainda continuará.

E, se você sentiu o coração apertar, se alguma ansiedade latejou por dentro como um trovão preso, se alguma lágrima pesada ameaçou cair, é porque esse texto encontrou o lugar de repouso na insônia, onde você guarda o que nunca disse.

E todo esse acontecimento esta aqui, segurando você por dentro, no silêncio onde tudo isso mora.

Inserida por marcelo_monteiro_4

AS ESTAÇÕES DO ANO E AS FASES DA VIDA HUMANA
1. Primavera: É a fase da infância e adolescência, predomina a aprendizagem.
2. Verão: É a fase da juventude e adulta, predomina a ação.
3. Outono: É a fase idosa, predomina a reflexão.
4. Inverno: É a fase da velhice, predomina o repouso.
Esses períodos aplicam-se quer ao longo de um dia, quer ao longo da vida de uma pessoa e até mesmo ao longo da evolução humana! ⁠

Inserida por Amanciorego

A primavera

A primavera chegou,
Trazendo o belo florescer.
O sol mais cedo acordou,
Fazendo o dia crescer.

É a estação que sucede o inverno,
Precede o verão e é marcada pelas flores,
Florescem trazendo beleza eterna
Nos jardins e bosques com suas cores.

Abelhas e insetos polinizadores
Ficam mais ativos nessa ocasião,
Pois a abundância das flores
Traz beleza de cores e decoração.

Árvores despertam do repouso hibernal,
Cobrindo a paisagem de aroma e de cor,
Marcando o início da estação maternal,
Que gera as flores com todo o esplendor.

Raimundo Nonato Ferreira
Setembro/2026