Texto quando se quer Terminar de Alguém

Cerca de 11161 texto quando se quer Terminar de Alguém

CHAMAS


Como pode alguém amar quem só retribuiu com silêncio?
Porque o amo tão intensamente e ele nem imagina...
Nem imagina que passo o dia me lembrando dos seus olhos,
da sua boca, dos seus cabelos cor de fogo e até do sorriso fofo
e do olhar que faz para mim quando quer me provocar.


Eu te amo, amo muito.
Mas, não aguento mais tanto silêncio e me questiono:
Como pode alguém não me amar?


Você fica aí pensativo, no seu trabalho, nos seus medos, na sua insegurança,
no seu mundo e nos seus flertes...
E eu aqui, te amando apesar do tempo, da distância e das tuas falhas.
Sem pedir permissão para amar sigo te amando como uma luz disposta a ser
tudo o que você um dia sonhou ter como mulher.
Como pode você não me amar?


Meu coração esquenta só de pensar no teu nome.
O choro me engasga a alma só de pensar que podemos nunca mais se
reencontrar e essa é uma dor que não sei se vou superar.
Queria ser o teu tudo, porque você foi alguém que me fez voltar a querer amar.
Porque esse amor surgiu das cinzas, do que nem achava ser mais possível
voltar a desejar.


Mas, infelizmente, não é recíproco.
Estamos em tempos diferentes...ou sei lá mais o que se utiliza como desculpa
para não se viver uma linda história de amor.


Se não me ama, eu me amo, me amo por nós dois.
E agora eu que me fecho para o meu autoamor.
Deixo então, para você, o seu silêncio que foi tudo o que me entregou.

⁠Apenas se importe - II
Não consigo imaginar que alguém realmente piscaria antes de tomar uma posição resoluta contra essas coisas, contra matar, desprezar (pois mata tanto quanto uma arma).
Além de nações e nacionalidades fabricadas, preconceitos ideológicos e movimentos de xadrez geopolíticos.
É preciso estar do outro lado da ameaça para não desejá-la para o outro?
ouvir o som ensurdecedor de mísseis e jatos militares
contemplar todos os tons de cinza em um céu matinal.
cheirar a morte.
perder lamentavelmente um ente querido.
ver o terror nos olhos de um pai e uma avó e presenciar a fragilidade da pele humana?
Vejam que estou sendo mais direcionado por minha mente a citar guerras e guerras e guerras. Mas tanto quanto as guerras literais, o que ocorre nos bairros miseráveis, sujos e desprovidos de cuidados da administração do Estado, fazem parte dessa tal “guerra”.
Se é verdade que os líderes mundiais são o reflexo sombrio de nossa psique coletiva, então você é importante.
E você importa muito.
Sua semente de empatia é importante.
Por mais árdua que seja, sua vontade de ser responsável é importante.
Russo, ucraniano, sírio, líbio, iemenita, palestino, israelense, iraquiano, Iraniano, americano, libanês e **** favelados **** são todos nomes de marcas defensivas para uma divisão ilusória.

Paulo H Salah Din

Se alguém pensa que os textos que publico são indiretas, sermões ou broncas para quem me acompanha, está olhando para o lugar errado. Eu escrevo sobre mim. Cada linha é uma confissão, uma prestação de contas que faço diante do espelho quando a madrugada já expulsou todas as desculpas.
Mas há algo mais aqui — uma segunda camada de confissão, mais silenciosa e mais desconfortável: a percepção de que existir não é estar parado, mas estar em travessia.


Eu não começo essa viagem — ela já está acontecendo quando percebo. E isso muda tudo o que eu acreditava sobre controle, direção e destino. A imagem da Terra como uma nave não é futurismo nem metáfora científica; é apenas a forma mais honesta que encontrei de olhar para o fato de que nada em mim, nem fora de mim, está fixo.


Escrevo como quem revisita a própria vida como uma casa abandonada. Abro portas que preferia manter fechadas. Encontro erros mofando nos cantos, covardias escondidas atrás de boas intenções e verdades que sempre estiveram ali, enquanto eu insistia em olhar para outro lado. Escrevo porque preciso organizar esses escombros antes que a cortina se feche. O fim não avisa o dia nem a hora. Apenas chega.
E no meio disso tudo, percebo que a ideia de “vida” muitas vezes foi apenas um nome mais confortável para o movimento. Uma tentativa de fingir estabilidade onde só existe deslocamento contínuo.
Não há um ponto de partida claro. Não há um retorno verdadeiro. O que chamei de começo e fim sempre foram apenas pausas dentro da mesma travessia. E aquilo que chamamos de “eu” talvez não seja mais do que o rastro momentâneo dessa viagem, algo que existe enquanto se move e desaparece quando tenta parar.


A *juventude acredita que sabe*. A idade descobre que quase nunca soube. Só o tempo nos concede a crueldade da lucidez — essa clareza de que muitas derrotas poderiam ter sido evitadas, mas também de que sem elas talvez nunca enxergássemos nada com precisão.
Há quem passe a vida tentando preservar a pele, o coração e a alma de qualquer cicatriz. Mas essa cautela não compra um minuto sequer. Não impede a travessia. Apenas reduz o que poderia ter sido vivido a uma forma mais leve de ausência.


Eu não escrevo para ensinar ninguém. Escrevo porque preciso encarar o fato de que estou dentro do que descrevo. Não há fora.
E se vou partir marcado, que seja. Que minhas rugas contem histórias. Que minhas cicatrizes denunciem os lugares onde a vida — ou melhor, onde essa travessia — me atingiu em cheio.
Prefiro carregar o peso de ter vivido ao vazio de ter apenas sobrevivido.

O problema nunca foi tratar alguém com respeito. O problema começa quando a virtude vira uniforme e a consciência passa a usar crachá.
Chamam isso de "politicamente correto". Eu chamaria de maquiagem para um cadáver. A mesma sociedade que transforma gente em número, afoga velhos na solidão, vende infância como produto, mede amor por conveniência e dignidade por seguidores, agora quer ensinar boas maneiras. É como um açougueiro discursando sobre vegetarianismo enquanto afia a faca.
Trocaram a ética pela etiqueta.
Antes, um homem podia ser um canalha sem pedir desculpas. Hoje ele destrói vidas durante o expediente e, antes de ir para casa, publica uma frase sobre empatia. A crueldade aprendeu gramática. A hipocrisia descobriu o vocabulário da inclusão. A mentira fez faculdade.
Não é civilização. É cosmética moral.
O ser humano continua o mesmo animal assustado, egoísta, faminto por poder e aprovação. Apenas aprendeu quais palavras lhe rendem aplausos. Descobriu que é mais lucrativo parecer bom do que tentar sê-lo.
A verdadeira decência nunca precisou de cartilha. Ela aparece quando ninguém está olhando. Quando você pode humilhar e escolhe compreender. Quando pode esmagar e prefere estender a mão. Quando discorda sem desejar exterminar quem pensa diferente.
Todo o resto é teatro.
E o teatro sempre foi o esconderijo favorito dos covardes.
Talvez o maior escândalo do nosso tempo não seja que existam pessoas más. Pessoas más sempre existiram. O escândalo é que elas aprenderam a vestir a roupa da virtude e convenceram o mundo de que a aparência vale mais do que o caráter.
No fim das contas, não temo o homem que admite suas sombras. Temo aquele que sorri com a máscara da moral enquanto troca, silenciosamente, os valores que sustentam a condição humana por slogans convenientes.
Porque quando a ética é substituída pela aprovação coletiva, sobra apenas uma multidão educada demais para dizer a verdade e vazia demais para reconhecer a própria humanidade.

*O QUARTZO E O BASALTO*


*SiO₂*


O primeiro número apareceu na tela antes que alguém terminasse o café.


Era uma reunião de escritório.


Daquelas que começam com uma apresentação cheia de gráficos e terminam com alguém dizendo que precisamos melhorar os indicadores.


No meio, vieram os números.


Depois as queixas.


Depois mais números.


Perguntas.


Repreguntas.


Questões que não tinham sido pontuadas direito e deixaram dúvidas em alguns.


Era só ter explicado antes.


Mas isso seria esperar demais de uma reunião.


Alguns perguntaram.


Outros ficaram quietos.


Era mais seguro.


A sala era bonita. Cara. Vidros por todos os lados. Mesa grande. Ar-condicionado. Uma tela enorme na parede.


O nome da empresa também era bonito.


Dava a impressão de que ali se fabricavam soluções.


Nomes assim são úteis.


Fazem parecer que existe alguma coisa acontecendo.


Eu olhava para a tela e pensava que talvez existisse.


Mas não.


Existiam números.


E pessoas tentando fazer os números parecerem importantes.


Foi aí que uma coisa começou a me incomodar.


Não eram as cobranças.


Cobrança faz parte do trabalho.


Todo mundo cobra alguém.


E quase sempre existe alguém cobrando quem está cobrando.


É uma cadeia alimentar.


Só que, naquela sala, havia uma combinação que me incomodava.


Número e ser vivo.


Caso 1847.


Protocolo 3921.


Atendimento concluído.


Meta atingida.


Parece simples.


Só que o número não acorda de madrugada.


O número não perde o emprego.


O número não tem uma mãe doente.


Não fica olhando para o teto tentando descobrir como vai pagar uma conta.


Não sente vergonha.


Não sente medo.


Não se arrepende.


O número não sabe que existe.


O sujeito atrás dele sabe.


E essa diferença parecia não caber naquela sala.


Precisamos dos números.


Eu sei.


Seria idiota dizer o contrário.


É preciso registrar.


Classificar.


Medir.


Organizar.


Sem isso, ninguém sabe quantos entraram, quantos saíram, quantos foram atendidos.


O problema começa quando o número deixa de ser ferramenta.


Quando passa a ser o objetivo.


Quando a pessoa deixa de ser alguém que precisa de uma solução e vira apenas mais um caso atendido.


Atendido.


Essa palavra me incomodou.


Atendido não significa resolvido.


Uma ligação é atendida.


Um telefone é atendido.


Uma torneira pode ser atendida.


Uma pessoa também.


Mas uma pessoa não é uma torneira.


Embora, naquela sala, às vezes parecesse.


As pessoas que queriam os números estavam longe.


Não em quilômetros.


Em outra coisa.


Talvez nunca tivessem visto um daqueles rostos.


Talvez tivessem visto.


Depois de algum tempo, isso não faz muita diferença.


Um rosto vira estatística quando você precisa justificar uma meta.


E o mais engraçado era que essas pessoas também estavam sendo pressionadas.


Por quem?


Por gente que queria solução.


Aí estava a piada.


Queriam solução.


Cobravam números.


Queriam mais casos assistidos.


Mais atendimentos.


Mais produtividade.


Mais eficiência.


Mais indicadores.


E, no final, mais números.


Poucas soluções.


A máquina estava funcionando perfeitamente.


Só não estava resolvendo nada.


Foi quando pensei no quartzo.


Não porque eu entendesse de geologia.


Não entendia.


Mas algumas coisas aparecem na cabeça quando você está cansado de ouvir a mesma conversa.


O quartzo é comum.


Está por toda parte.


A matéria-prima não tem nada de especial.


Talvez nós também sejamos assim.


Gostamos de acreditar que somos únicos.


É uma necessidade humana.


Ajuda a suportar a própria existência.


Dizemos que somos diferentes.


Que temos nossa história.


Nosso jeito.


Nossos problemas.


Mas a matéria-prima é quase sempre a mesma.


Medo.


Desejo.


Raiva.


Solidão.


Vergonha.


Esperança.


Vontade de ser reconhecido.


Todo mundo carrega alguma coisa disso.


O que muda é a formação.


E então pensei no basalto.


Na minha cabeça, ele era o mundo.


A pressão.


O lugar.


A família.


O trabalho.


As perdas.


Os fracassos.


As humilhações pequenas.


As pessoas que ficaram.


As que foram embora.


As que deveriam ter ficado.


Tudo aquilo que chega de fora e, depois de algum tempo, deixa de parecer de fora.


O basalto não fica simplesmente ao redor.


Ele entra.


Deixa marcas.


Algumas ficam tanto tempo que começamos a chamá-las de personalidade.


Foi aí que percebi que talvez a reunião tivesse alguma coisa a ver com isso.


O sistema também entra na gente.


Começa pedindo um número.


Depois pede uma meta.


Depois um resultado.


Depois uma justificativa.


Quando você percebe, está falando como a planilha.


Usando as mesmas palavras.


Pensando nos mesmos números.


Medindo pessoas pelo que pode ser contado.


Talvez fosse isso que me incomodava.


O mundo nos forma.


O sistema nos classifica.


E nós confundimos as duas coisas.


Uma coisa deixa marcas.


A outra coloca etiquetas.


Uma participa daquilo que nos tornamos.


A outra quer saber onde nos colocar.


É mais fácil assim.


Cargo.


Função.


Resultado.


Histórico.


Currículo.


Nome.


Número.


Tudo cabe numa planilha.


Menos a parte que interessa.


A planilha não quer saber quem você era antes.


Não pergunta o que fizeram com você.


Não pergunta o que você fez consigo mesmo.


Quer uma célula preenchida.


E nós preenchemos.


Porque é mais fácil.


Talvez seja essa a parte mais miserável.


Nós mesmos ajudamos a desaparecer.


Depois reclamamos que ninguém nos enxerga.


É uma piada ruim.


Mas também não dá para jogar o basalto fora.


Essa é a parte desagradável.


Se eu arrancar tudo o que me formou, o que sobra?


Não sei.


Talvez uma pedra.


Talvez nada.


Durante muito tempo pensei que identidade fosse encontrar alguma coisa escondida dentro de nós.


O verdadeiro eu.


Uma espécie de núcleo intacto.


Hoje acho isso bonito demais para ser verdade.


O que existe em mim antes do mundo?


Não sei.


O que o mundo colocou em mim?


Isso eu sei.


Algumas coisas eu aceitei.


Outras eu recusei.


Algumas tentei arrancar.


Não consegui.


Outras entraram tão fundo que passaram a parecer minhas.


É difícil separar.


Talvez não seja para separar.


O basalto me feriu.


Também me deu contorno.


Não agradeço pelo que doeu.


Não sou tão idiota.


Mas reconheço as marcas.


Existe uma diferença.


Talvez identidade seja isso.


Não uma coisa pura.


Não uma essência esperando ser descoberta.


Uma disputa.


O que sou.


O que fizeram de mim.


O que aceitei.


O que recusei.


E o que ainda consigo fazer com tudo isso.


Foi quando pensei novamente no homem dentro do protocolo.


Talvez fosse esse o problema.


O protocolo não era o homem.


O número não era o homem.


Mas, depois de algum tempo, todos começaram a agir como se fosse.


E fazemos isso fora do escritório também.


Transformamos alguém em um erro.


Em uma dívida.


Em um cargo.


Em um passado.


Em uma aparência.


Em uma opinião.


Depois esquecemos o resto.


É mais confortável.


Um ser humano inteiro dá trabalho.


Um número não.


Saí da reunião com a sensação de que havíamos contado tudo.


Menos o que importava.


Os números estavam corretos.


As planilhas fechavam.


Os indicadores provavelmente seriam apresentados como bons.


No dia seguinte, tudo estaria ali novamente.


As metas.


Os protocolos.


As cobranças.


Os gráficos.


As pessoas.


Ou o que sobrasse delas depois dos gráficos.


Fiquei pensando no quartzo.


No basalto.


No número.


Talvez os três tivessem mais em comum do que eu gostaria.


O quartzo não escolheu onde nasceu.


Nós também não.


O basalto participou da formação.


O mundo também.


O número veio depois.


Esse, pelo menos, deveria ser apenas uma ferramenta.


Mas talvez a pior coisa não seja virar número.


Talvez seja começar a acreditar que somos um.


E aí fica difícil saber onde termina o que somos e começa aquilo que colocaram em nós.


Talvez seja isso que chamamos de identidade.


Não saber exatamente quem somos.


Mas ainda conseguir perceber quando estão tentando nos transformar em outra coisa.


Somos quartzo.


Somos basalto.


Somos a pressão.


Somos as marcas.


E, às vezes, somos também o idiota que olha para tudo isso e tenta entender.


Saí da sala.


Ninguém perguntou pelo homem dentro do protocolo.


Também não esperava que perguntassem.


Afinal, a reunião tinha terminado.


E o indicador precisava fechar.

Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
De preferência num lugar onde o verão a denuncie, onde o espelho a encontre primeiro e a camisa jamais consiga mentir.
Escolha uma tinta resistente, dessas que sobrevivem ao sal, às madrugadas, e aos discursos que fazemos quando juramos ter seguido em frente.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Depois viva.
Colecione cidades. Troque de mesa, de estação, de calendário.
Aprenda idiomas suficientes para dizer adeus sem parecer ferido.
Ainda assim, numa esquina qualquer da memória, o nome continuará ali, feito fronteira desenhada em mapa antigo.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Há pessoas que partem.
Há pessoas que ficam.
E há aquelas mais perigosas: as que partem e ficam.
O tempo, esse cambista desonesto, troca paixão por distância, e distância por silêncio;
mas raramente devolve o valor exato das coisas.
Por isso alguns amores terminam como impérios:
não por falta de grandeza,
mas pelo excesso dela.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Porque um dia você acordará sem lembrar daquela voz um pouco rouca por conta do cigarro,
sem lembrar do perfume,
sem lembrar dos cílios, das unhas longas,
e daquele cabelo com um desenho que parecia sempre mudar quando você olhava de novo.
Sem lembrar da última mentira
ou do último beijo.
Mas bastará a pele respirar sob a luz
para que a cicatriz leia em voz alta
aquilo que a memória finalmente havia aprendido a calar.
Descobrirá, tarde demais,
que tinta não guarda pessoas.
Guarda sentenças.
E não existe crueldade maior
do que transformar um corpo vivo
no túmulo de alguém
que continua respirando em outro peito.
Tatue o nome de alguém que você queira esquecer.
Então ame de novo.
Beije outras bocas.
Durma em camas onde nunca pronunciaram esse nome.
E, ainda assim, toda vez que alguém tocar exatamente aquele pedaço da sua pele, será ela quem responderá primeiro.
Porque certas loucuras
não são feitas para durar.
São feitas para durar em nós.
E a tatuagem,
essa jamais foi uma homenagem.
Foi a forma mais elegante
que o desespero encontrou
de nunca mais esquecer.
Depois viva.
Cruze fronteiras onde ninguém saiba pronunciar o nome dela.
Perca-se em estradas que terminam no mar.
Descubra que o pôr do sol muda de país, mas continua encontrando o mesmo pedaço da sua pele.
Haverá fotografias.
Numa delas você estará sem camisa, rindo em alguma praia do Uruguai, com a impressão de que finalmente venceu.
E ela talvez deslize o dedo pela tela, ache bonita a paisagem, inveje a liberdade daquele homem, sem perceber que a resposta para tudo o que viveram estava escrita no seu peito, naquela mesma fotografia.

(Ele literalmente tatuou o nome dela no peito)

Algumas tocarão a tatuagem com curiosidade.
— Quem foi?
Você acenderá outro cigarro, olhará a fumaça subir como quem assiste uma cidade desaparecer ao longe e responderá qualquer mentira suficientemente bonita.
Porque existem perguntas
que não merecem a verdade.
...
Então ame de novo.
E ame direito.
Cometa o erro de acreditar outra vez.
Deixe que outra boca percorra exatamente o lugar onde um dia você decidiu condenar a sua pele.
Talvez ela beije as letras sem saber que beija um fantasma.
Talvez diga que a tatuagem é bonita.
E nunca descubra que algumas obras de arte foram feitas no exato instante em que o artista perdeu a razão.
...
Porque certas loucuras não são feitas para durar.
São feitas para atravessar países, colecionar hotéis, sobreviver a novos corpos, a novas camas, a novos nomes.
Até que um dia você perceba a perversidade mais refinada do destino:
já não sente falta dela.

É fácil dizer para alguém não ter apego material quando você tem tudo!
É fácil dizer para alguém que é só uma fase ruim quando você nunca passou por ela!
É fácil criticar e julgar alguém apenas por ser sincero quando na verdade o seu desejo era dizer o mesmo mas por covardia, status ou interesse você se cala e aceita que defequem sobre seus ouvidos!

Insanos


Ideia mais insana
até profana...
ouvi hoje alguém dizer:
- Deus? Um enorme espelho que se quebrou,
em mil pedacinhos pelo Universo se espalhou,
Deus... em bilhões e bilhões de pedaços se transformou.
Um dos cacos peguei,
e o que vi é reflexo no espelho refletido
daquilo que tenho sido.
Isso é que pra mim faz o maior sentido.
Ideia perigosa essa...
você já pensou
que o espelho a sua mão pode cortar
e você não vai parar de sangrar,
e até sua vida todinha acabar...
não haverá um Deus pra lhe ajudar?
Diga-me, a quem vai você clamar?
Solução: destrone seu eu,
dê a Deus Seu devido lugar,
somente Ele pode de sua vida
cuidar...
consertar... e vida nova lhe dar.

Comemos quando sentimos fome.
Bebemos quando sentimos sede.
Mas o que faz alguém procurar aquilo que já tem em abundância?
Se recebe amor, cuidado, atenção e companheirismo, o que ainda falta?
Talvez a resposta não eteja no outro, mas em um vazio que nenhuma demonstração de amor consegue preencher.
Porque quem busca o que já possui não está tentando encontrar algo melhor; está tentando fugir de algo que carrega dentro de si e se recusa a enfrentar.

Um dia eu achei que não poderia mais amar alguém que não pudesse estar ao meu alcance em presença .
Eu corri tão longe de você que quanto mais eu fugi mas perto ficamos.
A distância sempre foi um problema pra mim
Mas nunca estivemos distantes
Compartilhamos risos , lágrimas, preocupações,parceria
Compartilhamos desventuras amorosas .
Problemas ,dia a dia.
Ligações de surpresa
E sabe o que descobri?
Que sempre estivemos mais pertos que muitos casais que moram juntos.
Não eramos um casal mas éramos melhores q muitos .
Tínhamos ciúmes e DRs .
E um belo dia eu parei pra observar uma DR e disse ,esse cara tá apaixonado e eu tive certeza que iria me apaixonar .
E o mais profundo que no fundo desde o começo eu sempre soube que iríamos nos amar.
Mas não queria trilhar a distância geográfica .
E no final de tudo isso não diz muito sobre dois corações quando estão dispostos a viver um grande amor.
E não foi diferente com a gente que tá fazendo de tudo pra viver isso um com outro
Somos dois dispostos ao amor.
Eu e vc o meu melhor amigo se tornou meu amor.
Na verdade sempre estávamos ali
Nos amando sem rótulos
E hoje aqui olhando o outro fechar os olhos em uma ligação de vídeo,porque presença é mais que corpo.
Presença é constância é alma .

A felicidade é alguem
E esse alguem é a gente mesmo
Não precisa de outra pessoa
Pra ser feliz
Eu sou feliz
É preciso estar bem pra contribuir, somar com outrem
A nossa fé, esperança, alegria e confiança tem que estar em Jesus, nossa fonte de sabedoria amor e paz. Faça de cada dia um dia inesquecivel pois ele é, pois estamos numa constante fila e nao sabemos o dia de nossa partida, por isso perdoe mais, ame mais, pois no fim vc nao leva nada, guarda os momentos que vc sorriu e o que chorou na memoria, e que sirva de experiencia e lição pra as demais fases da vida. Fica bem fica em paz, Jesus te ama Muiiiiiiitooooooooo!!!!

Título: Cheio de si até transbordar


Antes de você ser suficiente para alguém, você tem que ser suficiente para si mesmo, assim a sua essência, seu caráter, seus princípios, a sua personalidade, os seus defeitos e virtudes vão transbordar e você vai poder dar de si mesmo para outra pessoa sem perder quem você é.

Seja amor onde for
Problema todos tem
Não seja o de alguém
Leve a paz
O bem sempre faz
Acalma
A alma
Aflitos tem demais
Ore agradeça
Jesus
Fonte de luz
Produz
O alimento
Material
Espiritual
E no porvir
O celestial
Glória a Jesus
Nossa eternal fortaleza
Fonte de riqueza
Sem fim
Jubila oh minha alma
Exalta o rei do universo
Que com o mundo conversa
A respeito de um glorioso plano
Salvação
Redenção
SALVAR NOSSAS ALMAS. Gloria a Deus
Soberano pai celestial.

Precisou Alguém Morrer !


Precisou Alguém Morrer,
para dá um fim ao Look Down;
se fosse a morte desse cabra,
nós ainda, estaríamos muito mal.


Confinados em suas casas,
sem saber para onde ir;
muitos ficaram deprimidos,
e outros vieram a sucumbir.


Mas, os gritos de um soldado;
Da Polícia Militar, do Estado da Bahia;
fez o Look Down, parar.


Foi no Farol da Barra,
onde tudo aconteceu:
Que o pobre do soldado,
cravados de cartuchos, ele morreu.




ANTÔNIO ARAÚJO DE SOUZA
TONNY SOUZZA

Qual é a motivação que vai te levantar hoje? É um sonho/objetivo? É aquele alguém especial? É a vontade de ser diferente? Seja lá o que for, agarre-se a essa força e faça desse dia o melhor de sua vida em termos de determinação, coragem e otimismo.
Resgate dentro de si aquela criança que você foi um dia, que vestia um manto imaginário e se tornava um super herói. Que 5 minutos depois se tornava um astronauta ou um guerreiro, que travava as maiores batalhas sem teme-las e sem preguiça de se reinventar. Seja aquela criança que não se envergonhava de suas fraquezas e que apesar das quedas e lágrimas, sempre se levantava e continuava a luta.
Ao longo de nossas vidas, nos tornamos adultos demais e acabamos, a cada tombo, valorizando mais a queda em si e as cicatrizes deixadas por ela do que nossa capacidade de levantar todas as vezes e seguir.
Quando isso acontece, é hora de despertar aquela criança que acreditava ser capaz de tudo! Por isso, abra seu coração, busque dentro dele essa pessoinha especial e tente resgatar o que de melhor existia dentro dela: a autoconfiança, a pureza, a infinidade de sonhos e a vontade incessante de se levantar e recomeçar a "brincadeira" após cada queda

As vezes, deixar ir é difícil, mas, necessário.
As vezes, entender que chegou a hora de alguém e que cada um de nós, um dia, retornará pra casa, é doloroso, mas a única coisa a ser feita.
As vezes, olhar nos olhos, segurar as mãos, fazer um carinho, uma prece, demonstrar amor, é a melhor forma de dizer que "tudo ficará bem". As vezes, muitas vezes, não teremos nada a fazer, a dizer, mas, podendo estar presentes, dar um longo e forte abraço seguido de um pensamento de: até logo.
As vezes, é só de amor, afago e da nossa libertação que uma alma cansada precisa para, enfim, descansar.
Talvez faltem palavras, atitudes, mas jamais faltarão pensamentos. Use-os! Mentalize todo amor que puder, toda paz que desejar e emane por aí, tudo o que de melhor em você há.

Talvez não sejam as pessoas que te enganam.
Talvez, seja você quem confunde tudo.
Alguém que te faz de bengala emocional, nunca terá amor para suprir essa sua carência, menina!
Alguém que te procura quando precisa se sentir vivo, a cada encontro e desencontro, te mata um pouquinho. Mata a vida que há em ti.
E, se for para escolher o quê ou quem morre nessa história, não escolha você! Escolha amar. Escolha, viver. Escolha renascer.

Nada que te obrigue a seguir alguém, fazer algo ou ser de um jeito pode ser tratado como único.
O livre árbitro que nos foi dado desmerece qualquer imposição absoluta aos seus próprios pensamentos e escolhas.
Viver de verdade e tomar controle de suas próprias vontades sem ser dominado pelo outro.

Estive esperando que alguém me salvasse.


Que me salvasse da solidão que carrego dentro da cabeça, dos anseios que me consomem, dessa tristeza absurda que me invade quando o silêncio chega e não há mais ninguém por perto.


Procurei essa pessoa por muito tempo. E, em meio a essa procura, não posso ser injusto: muitas pessoas me estenderam a mão. Algumas permaneceram ao meu lado, outras tentaram me compreender, outras ofereceram aquilo que tinham. Mas, por mais que tentassem, não encontrei em ninguém a salvação para aquilo que me afligia.


E talvez esse tenha sido o meu maior erro: acreditar que ela viria de alguém.


Nessa busca, acabei me ferindo muito mais do que me curei, porque passei tempo demais procurando no lugar errado. Depositei em outras pessoas a responsabilidade de preencher vazios que elas jamais poderiam alcançar. Esperei que alguém soubesse atravessar lugares dentro de mim que, muitas vezes, nem eu próprio sabia como encontrar.


Entre frustrações, angústias e desesperos, comecei a compreender que as respostas que procuro talvez estejam dentro de mim. Que algumas dores não precisam desaparecer para que possamos continuar, precisam ser atravessadas, compreendidas e, de alguma maneira, transformadas em aprendizado.


Também compreendi algo ainda mais difícil: a minha tristeza é minha.


Não existe escolha sobre ser forte. Às vezes, força não é virtude, coragem ou qualquer dessas palavras bonitas que usamos para tornar o sofrimento mais suportável. Às vezes, ser forte é apenas perceber que não existe outra opção.


Ninguém virá me salvar.


E talvez a parte mais dolorosa seja aceitar que nunca foi obrigação de ninguém fazê-lo.


Talvez nem exista salvação da maneira como passei tanto tempo imaginando. Talvez exista apenas aprender a conviver com aquilo que habita em mim, recolher os pedaços que deixei pelo caminho e continuar, mesmo sem saber exatamente para onde.


Esperei durante muito tempo que alguém viesse me buscar.


Agora começo a entender que, se existe algum caminho para fora daqui, provavelmente terei de encontrá-lo sozinho.

As vezes eu queria ter alguém a quem pudesse me sentir conectada. Saber ser um porto seguro, um espelho de algum modo. Cada vez mais percebo o quanto estou distante, e sempre estive, de todas as pessoas que conheço. Acho que nunca tive esse tipo de conexão, nem com a minha família, nem com ninguém. Sempre fui um pato fora d'água, sem ter ideia de pra onde ir.
- Marcela Lobato