Gabrielly Oliveira
Tem dias em que parece que alguma coisa dentro de mim simplesmente se apagou. Eu continuo vivendo, conversando, sorrindo e fazendo aquilo que preciso fazer, mas existe uma parte de mim que permanece em silêncio, tentando entender por que tudo parece tão difícil.
É estranho sentir tanta coisa e, ao mesmo tempo, não conseguir identificar exatamente o que está acontecendo. Às vezes penso que estou bem, até perceber que estou apenas tentando me convencer disso. Outras vezes, sinto uma tristeza que não consigo explicar e uma vontade enorme de desaparecer por algumas horas, apenas para não precisar lidar comigo mesma.
Tenho guardado sentimentos demais. Coisas que nunca falei, dores que tentei esquecer e pensamentos que prefiro esconder. Talvez eu tenha me acostumado tanto a fingir que estou bem que já nem sei mais diferenciar quando realmente estou.
O pior acontece quando fico sozinha. Minha cabeça se torna um lugar difícil de permanecer. Pensamentos antigos retornam, inseguranças aparecem e tudo aquilo que durante o dia consigo ignorar parece ganhar voz.
Eu vinha conseguindo me manter distante de algo que já fez parte da minha vida. Durante muito tempo, achei que havia conseguido deixar para trás a necessidade de transformar minha dor emocional em uma dor física. Mas, ultimamente, essa vontade voltou a aparecer, e admitir isso para mim mesma é assustador.
Não quero voltar a ser aquela pessoa. Não quero começar novamente um ciclo que lutei tanto para interromper. Ao mesmo tempo, existem momentos em que a vontade parece maior do que a minha capacidade de controlá-la.
Talvez eu não esteja procurando respostas agora. Talvez eu só queira que alguém entenda que, por trás de um sorriso, pode existir uma batalha que ninguém está vendo.
Eu não sei quanto tempo essa fase vai durar. Só espero encontrar uma maneira de atravessá-la sem precisar me perder de mim mesma no caminho.
Tem dias em que parece que alguma coisa dentro de mim simplesmente se apagou. Eu continuo vivendo, conversando, sorrindo e fazendo aquilo que preciso fazer, mas existe uma parte de mim que permanece em silêncio, tentando entender por que tudo parece tão difícil.
É estranho sentir tanta coisa e, ao mesmo tempo, não conseguir identificar exatamente o que está acontecendo. Às vezes penso que estou bem, até perceber que estou apenas tentando me convencer disso. Outras vezes, sinto uma tristeza que não consigo explicar e uma vontade enorme de desaparecer por algumas horas, apenas para não precisar lidar comigo mesma.
Tenho guardado sentimentos demais. Coisas que nunca falei, dores que tentei esquecer e pensamentos que prefiro esconder. Talvez eu tenha me acostumado tanto a fingir que estou bem que já nem sei mais diferenciar quando realmente estou.
O pior acontece quando fico sozinha. Minha cabeça se torna um lugar difícil de permanecer. Pensamentos antigos retornam, inseguranças aparecem e tudo aquilo que durante o dia consigo ignorar parece ganhar voz.
Às vezes, penso tanto no futuro que esqueço de viver o presente. Imagino como será minha vida daqui a alguns anos, quem ainda estará ao meu lado, quem vai permanecer e quem, aos poucos, vai se tornar apenas uma lembrança. E, no meio de tantos pensamentos, acabo me perguntando se as pessoas com quem tanto me importo também imaginam um futuro onde eu ainda esteja presente.
É estranho se preocupar tanto com alguém e perceber que essa preocupação talvez não seja recíproca. Penso se estão bem, se precisam de alguma coisa, se lembraram de mim durante o dia, enquanto muitas dessas pessoas sequer parecem sentir minha falta. Às vezes tenho vontade de mandar uma mensagem, perguntar como estão e tentar me aproximar, mas me cansa sentir que, quando eu paro de procurar, o silêncio simplesmente permanece.
Talvez o mais doloroso seja aceitar que algumas pessoas podem significar muito para nós sem que sejamos igualmente importantes para elas. Mesmo assim, continuo desejando que estejam bem, mesmo quando não perguntam se eu estou. E talvez eu precise aprender a parar de esperar por quem nunca percebeu que eu estava esperando, porque não quero passar o meu presente inteiro pensando em pessoas que talvez nem façam questão de estar no meu futuro.
