Texto para um Amor te Esquecer
Epifania
Sem
Estética própria
Orgânica
Tão-pouco
Um nome
Indefinível
Ainda
Que perceptível
Sutilmente
Sensual
Ninfas
E
Sátiros
Sobre deuses
Do Olimpo
A frívola
Comédia
Sobre
A nobre
Tragédia
Austera
Grandeza
Palaciana
Grandiloquente
Inquietante
Estranheza
Um possível
Novo
Áureo
Modo de
Vir a ser
Uma
Noble
Simplicité
Soneto de Uma Tarde
Esse sol já não é mais claro
Nasce o Sol
E não dura mais que um dia
Por que é que o sol nasce de dia?
Quando não devias ser
Pois se de dia é tudo tão claro
O que sol vem aqui fazer?
Já que de noite anda tão escuro
Toda viela
É um mar sem fim
Depois da Luz vem
A noite escura
É que me deito e me penso à noite
É que ele deveria nascer
Volatilidade & Hominídeo
Em uma semana de 8 dias
Onde
Confundo a Sexta
Como um sábado passado
Não consigo distinguir
Um campo verde
De um dia em que a noite
Trouxe cinzas frias
No corredor de ferro
Um trilho de aço frio
Talvez
Um gosto de saliva quente
Do corpo de uma assanhada
Uma fumaça
De
Um navio distante
Para um novo horizonte
Um tijolo enquadrado
Perfeitamente
Parece por si só
O aluno na sala de aula
O conteúdo nativo
O sarcasmo velado
Nós somos apenas
Mais um tijolo
Encantado em um muro
Estampado na sala
O conforto frio
Para
A mudança
A destruição do cerne
À remontar
Nossas cinzas quentes
Para árvores
Na ancestralidade do Homem
Talvez de novo o mistério
Morasse em seus olhos fundos
Um desgosto incoercível
Com seios moços no colo
Que sentem a ida e a vinda
Ainda, não sejam bem vindos
Não deixem marcas visíveis
Qual perfil que ele gosta?
Que não foi destruída
Por diversas
Gravidezes consecutivas?
No amargo da máscara
Na doce máscara menina
No imaginário deixar
Crescessem ventres
E
Não deixasse passar
Mais do que tristeza íntima
Pelo canto do olho
Tive uma visão fugaz
E virei para olhar
Mas
Já havia ido
Assimétrica
Hoje,
Sonhei que existia
Mais um estágio
De relacionamento
Chamado significante
Ali, sentado na cadeira de balanço
Como um pêndulo
Silêncio de uma sala
E no silêncio
A sensação exata
Nascem ondas de amor
Que
Se desfazem
O silêncio corre lentamente
Na dura esquina
Estracalha a vidraça
E deu
De sonhar
Que sonhar
É coisa
Do absurdo
Possível
Cada um
No âmago
De sua
Singularidade
A longeva saudade
Guardou a felicidade
Quando se perdia
No andar em círculos
A estrada é um labirinto
Em
Todos os dias da semana
Na dúvida
Em um dia qualquer
Quanto menos alguém entende
Mais quero discordar
Em um aperto de mãos
Do inevitável intocável
Estrangeiro
Na natureza do visível
Sensatez individual
Passageiro
Que
Não passa por aqui
Eu me sinto passageiro
Eu me sinto um estrangeiro
A mar
Rápido estado
Ancestral de um indivíduo
Que vem do vento
Um sossego, uma unção
Estado leve anuncio seu lugar
Leve estarei parado aqui
No seu lugar
E eu te espio da varanda
Indo embora
Mas você vem
Hoje a janela
Me ofereceu a paisagem
Ressuscitando formas
Era um sujeito
Realmente distraído
Na hora de dormir
Beijou o relógio, deu corda no gato
E
Enxotou o olhar pela varanda
Venha pra cá deixe de ser
Bem acanhado
Do seu ditado
Agitado
Cabelo ao vento
Do saculejo
Dessas roupas
No varal
A mar
De onde
Que tu tiras tantas ondas
De onde
Que tu tiras vai e vem
De onde
Que tu vens tão descolado
Prá onde vai só do seu jeito
Descansado
Volte amanhã bem de manhã
Aqui estarei
Prá ver de perto
Seu molejo
Arretado
Agitando o ar
No
Seu espaço confinado
Tomando a fresca
Tomo o ar
Quarando o corpo
Em alguns lugares estratégicos
Já foi mar
Voou por sobre as montanhas e cabeças
Fez dali seu Espinhaço
Passou por cima
Do seu mundo
Seu lugar
Busca
Bem de lá
De onde vem seu infinito
Se esperar
Possa estar marcado em horas
Rochas
E no nascer
De
Espectativas fulminantes
Lá vem o mar
Trazendo a fonte e o defronte
Cavalga ventos
E a voz do sussurrado
Ginetes pronto aparado
A cavalgar
Alados ventos
Sobe e desce das areias
Ao espairecer espalha
Espuma em seu olhar
Já sinto aqui
O seu perfume estrangeiro
Bebendo em tua boca
O perfume dos sorrisos
Que o vento forte acaba aqui
De me entregar
Da Eloquência à Loucura
Hoje
Um dia a menos
Saudade
Sentimento longínquo
Atração pelo inevitável
No
Atravessar de eixos
Vigor
Físico
Já
Não muito
Quando
Muito
Caminhá
Segue
Em frente
Vai
Bestano
Anda
Para
Para
Anda
Fantasias
Quando
Ainda
Do plausível
Ao provável
Até mesmo
O absurdo
Por vezes
Até
Distrai
Toca
Em frente
Assuntano
E deixa
Que
A vida
Vai
As Rodoviárias
No ventre de concreto e aço, a rodoviária se revela
Um portal para o labirinto do asfalto, onde o tempo se congela
Cacofonia de vozes, almas em trânsito, anseios e despedidas
Um microcosmo humano, onde a vida pulsa em batidas
Sob o teto, a luz, sombras inquietantes
Viajantes e fardos, histórias errantes.
O cheiro de café e saudade no ar
E a melodia melancólica de um violão a ecoar
Nos painéis, destinos se anunciam
Cidades distantes, sonhos que se adiam
Embarques e desembarques, abraços apertados
Lágrimas contidas, sorrisos forçados
Nos rostos, a marca da jornada
A esperança de um novo amanhã, a alma desnortada.
Corpos cansados, mentes em devaneio
Na rodoviária, a vida se revela em seu roteiro
Ônibus serpenteiam como feras famintas
Devorando quilômetros cruzando estradas infindas
No horizonte, o sol se põe, tingindo o céu de sangue
E a rodoviária se ilumina, como um farol que nunca se extingue
Em cada plataforma, um drama
Em cada rosto, uma epifania
A rodoviária, palco da existência
Onde a vida se mostra em sua essência
E eu, poeta peregrino contemplo este cenário
Eternizando em versos este itinerário
Na rodoviária, a alma humana se desnuda
E a poesia encontra sua musa
O Tédio e o Labirinto
O tédio é um labirinto silencioso,
Onde o tempo se arrasta, lento e espesso
Nas paredes do vazio, ecoam passos
De uma alma que busca, inquieta, o repouso
É espelho que reflete a inquietude
A vacuidade que invade a quietude
Mas, no fundo do abismo, há uma luz
Um convite à transcendência, uma cruz
Pois o tédio, mestre disfarçado
Nos leva ao cerne do não revelado
Nas profundezas do existir
A epifania que desvela o véu do precipício
Efemero
Um dia tudo será esquecido.
Sejam bons ou ruins os momentos,
não importa quais sentimentos,
tudo flui a ser desvanecido.
Tudo isso já é conhecido.
Mas em meio a nossos tormentos,
nos perdemos em meio a lamentos,
nos martirizando a cada ocorrido.
O tempo é uma sentença implacável
nenhum revés pode se perpetuar.
Perde-se tempo com o execrável
em detrimento do que é salutar.
Rumando à fronteira do inevitável,
onde nada desse mundo iremos levar.
Hoje eu começo a entender, que tudo que acontece de bom e ruim em nossas vidas tem um porque.
Já questionei muito a Deus porque deixou coisas ruim me acontecer, mesmo eu sendo inocente das acusações feitas e mesmo assim pagar pelo fato que não fiz.
Graças as coisas ruins que aconteceram eu posso enxergar minhas deficiências e concerta, não acho que mudei todas elas mais tenho certa da que irei prestar a atenção em todas.
Não tenho raiva dos meus acusadores e nem uma outro sentimento, mas também não quero do meu lado.
Espero que eles sejam felizes e assim eu terei paz.
Eu vejo que me treinei um grade tolo, eu amo de mais as pessoas.
E nunca sou reconhecido pelo meu amor e sempre pelos meus defeitos, não importa oque eu faça vai ser sempre assim.
O fracassado que sou não permite que eu eu vença as barreiras, quem são postas a mim.
Todos tem mais valor porque eu não tenho isso as preferências são outra. Infelizmente terei que me retirar porque eu sou o erro da vida das pessoas que eu amo.
Sem mim elas serão felizes e chegada a hora do adeus.
PENSADOR
Sou uma pessoa pensadora de todas as formas,
todos dizeres e tantas hisorias
Sou um compositor, um poeta,
um amante de muitas vinhetas as cegas,
sou costume sou região,
poeta eterno de tanta razão
Palavras veem e palavras vão
com emoções fortes, até solidão
Bem dito sera aquele que belas palavras disser,
Lindos versos compor, Boa prosa saber
Mas o que importa no poeta é que venha de seu ser,
Da liberdade da tua alma, Da sabedoria de viver.
MAR
Muito se fala na imensidão e profundidade de um lugar onde nem mesmo a luz do sol pode alcançar. Temido por muitos e admirado por todos, nossas vidas, assim como o mar, são ondas constantes, maremotos inundados de problemas, mas que, por diversas vezes, nos trazem calmaria.
Acredito que o maior medo do mar seja sua profundidade, mas é incrível como, muitas vezes, nos afogamos no raso. Assim como a profundidade de nossos problemas, por vezes, os mais simples são os que mais nos deixam afogados.
Saber flutuar é o mais importante: tentar sempre manter a cabeça fora da água, respirar e admirar o que temos de mais bonito, o azul infinito.
Existem contos antigos de um amor impossível: o mar e a lua, atormentados por uma maldição, onde a lua conseguia tocar o mar todas as noites, mas nunca podia encontrá-lo de verdade. Muitas vezes, o mar se irrita e cria tempestades e enormes mares como efeito de sentir a lua e não poder tê-la.
É normal, em nossas vidas, desejarmos algo que nunca conseguiremos alcançar, mas acredito que o importante é fazermos por onde e chegarmos o mais próximo de nossos objetivos, cruzar oceanos, desbravar correntezas e encontrar a calmaria.
Parte do nosso navegar nos pede paciência, mas, acima de tudo, humildade: em reconhecermos nossos limites, fraquezas. Nem mesmo o que um dia já foi o maior navio do mundo resistiu às reviravoltas de um mar tempestuoso, frio e congelante. Como na vida, sempre precisamos saber que, às vezes, naufrágios fazem parte. Tudo o importante é não ficar à deriva.
O vai e vem das ondas é o ciclo do mar, da vida e, como um rio, é impossível entrar no mesmo mar duas vezes. Só vivemos uma vez, e o que nos torna mais fortes é sabermos navegar. No final, sabemos flutuar, viver de forma leve, manter sempre a cabeça fora d'água. Lembrar que, depois da tempestade, vem a calmaria. Amar a vida, amar o MAR.
ALTO SONHO REALIZADO
( Nei Pires)
Noite passada, consegui dormir um pouco.
Sonhei, um sonho louco,
Louco, muito louco, esse sonho meu.
Sonhei que eu tinha morrido,
Como o Elvis não morreu.
Quando acordei abri os olhos
Vi que estava vivo.
Muito vivo estava eu.
Saí para o trabalho, queria contar
Meu sonho para o patrão.
Veio um caminhão na contra mão.
O motorista freou antes d'eu ser atingido
Ele não me atropelou
E eu escapei de ter morrido.
Trabalhei como era de costume,
Alegre e divertido.
No almoço engasguei com a comida,
Fiquei roxo, dei trabalho pra Maria e pro Alberto.
Por questão de minutos, quase vi Jesus de perto. Amém
Me sorrindo e me chamando pra ir embora para o além.
Depois do trabalho
Nas manobras contra a morte.
Rezei pela vida e pela sorte.
Na volta pra casa fui indo devagar.
Muita chuva no caminho.
Muita água pra passar.
Fui levado pela enxurrada.
Até onde me lembro, me afoguei e bebi água.
Depois não vi mais nada.
Não teve ninguém pra me salvar,
Não vi ninguém e nem Jesus estava lá.
No outro dia não saí pra trabalhar.
No sonho que eu estava morto e expirado
O alto sonho se tornou realizado.
Estou com o pai nosso no céu, a nem.
"Ah, mas o teu autismo é bem leve, né?"
"Todo mundo tem um pouco de autismo."
"Nossa, mas você nem parece autista!"
O que para alguns soa como um comentário inocente, para um autista pode ser um lembrete de que sua existência ainda é vista como algo a ser justificado.
Conscientização não é só em abril!
Autismo não é um tema para uma campanha pontual ou um dia no calendário. Conscientizar-se é mudar a forma como olhamos, ouvimos e acolhemos. É abrir espaço para que todas as vozes sejam respeitadas, inclusive aquelas que não falam da forma convencional.
Você tem um jeito único que ninguém consegue copiar.
A forma como você pensa a respeito da vida me deixa admirado.
Quando você ri encolhendo o queixo e apertando os lábios é de encantar.
Se existe combo perfeito eu não sei, mas você, seus olhos, seu jeito, não tem como não se apaixonar.
Sorte de quem a conquistar.
D.S
Sempre soubemos exibir o melhor um para o outro, e o mundo que ficasse com aquela superficialidade desconhecida que nunca fizemos questão de manter.
Precisamos de alguns minutos para saber que nos conhecíamos há anos. Precisamos de um instante para provar o sabor de uma vida! O que seria do tempo se não pudéssemos esgotá-lo constantemente com a certeza de que ele nunca acaba? Com você aprendi que não sou imortal! Passei a amar a vida, por querer saboreá-la calmamente como aquele sorvete que tomamos em nosso reino. Larguei tudo que me matava para poder morrer de amor só por você.
Uma frase, um dizer. Verdades que foram mas deixaram de ser. Num instante as impressões das mãos, as digitais do corpo estavam em minha alma, e no outro instante elas já tinham se perdido em algum lugar das lembranças.
Parece que nem tudo foi dito, parece que palavras ficaram por dizer. Talvez a segurança tivesse seu esconderijo naquele ponto onde não se vê o coração. Talvez o silêncio fosse omisso e quisesse apenas um pouco de oração. A noite então fechou seus olhos diante dos seus menores que caminharam perdidos na escuridão
Um abraço que não era mais esperado, um conforto que não buscava mais satisfação, um olhar disperso e vago que já foi sinônimo de comoção.
Um cheiro ainda atraente, mas expulso das narinas que não querem um perfume nostálgico trazido em sinal de adoração. Tiro as mãos do meu rosto e seguro o volante para prosseguir. Esqueço você nessas horas, apago sua imagem dos meus sonhos para que você possa dormir!
