Texto para um Amor te Esquecer
Querida Rebeca
.
Querida Rebeca, queria te dizer que quando você foi embora não foi nenhuma surpresa pra mim, eu sabia que isso ia acontecer desde o primeiro dia em que coloquei os olhos em você, e desde aquele dia que eu venho ensaiando como me despedir de ti, mas nunca encontrei a maneira certa.
.
Eu caí por você, como o fogo que queima em uma fogueira, que começa com uma faísca provinda de dois corpos em fricção e depois se torna umas labaredas flamejantes e descontrolável.
.
Eu amava tudo em você, as fotos de gatinhos que enchiam minha galeria, as histórias que você me contava. Tu falaste sobre mim até pra tua mãe, que eu nunca cheguei a conhecer, mas ela me conhecia muito bem através de você. Queria eu poder me ver através dos teus olhos claros.
.
Sabe, Rebeca, desde aquele dia que você me falou sobre seus sonhos, eu sabia que a vida te tiraria de mim em algum momento, que andaríamos juntos até cada um seguir o seu próprio caminho, você sempre quis ser veterinária, porque amava os animais e amava cuidar deles, já eu, queria viajar o mundo, conhecer gente nova e fazer loucuras, você sempre adorou o meu espírito livre, mal sabendo que iríamos nos separar por culpa dele.
.
Mas eu já sabia de tudo, e por Deus, como eu queria que fosse diferente, mas nosso amor não era pra vida inteira, era mais uma daquelas histórias com data de validade, um amor daqueles que só te levam até a esquina, mesmo assim eu quis sua companhia, porque era a melhor do mundo, e por mais que a gente saiba que o destino de alguns relacionamentos são os términos, não significa que não podemos aproveitar o caminho, e eu te agradeço, Rebeca, pela melhor vista de todas.
Poetisas também morrem
Me vejo num estado de solidão terrível, daqueles que voltar pra casa é a pior coisa do mundo, como se na rua as pessoas me inspirassem. Me vejo no fim da vida, e mesmo sabendo de minha missão, me sentindo inútil. E aí, vem a vontade de gritar, de sair correndo, de dizer que o mundo é ridiculo e uma súbita vontade de partir. Dizem que sou louca. E eu, a poetisa triste, não terei meu fim ganhando prêmios pelos meus livros maravilhosos… Depois de uma carreira brilhante e dedicada ao próximo, o próximo se esqueceria de mim, e minha última obra será lá, escrevendo carta para mim mesma, no hospício. Do que a jovem poeta morreu? De loucura. A solidão fez isso. Então, ficarei na história da minha maneira. Meus parentes dirão que tentei ser normal e que tentei sorrir também. As enfermeiras da clínica dirão que passei dias escrevendo cartas, e que depois engoli uma por uma, pra minha poesia ficar em mim. Estarei nos livros e na mente de cada um como a escritora que morreu de amor, que o sentimento sublime a fez enlouquecer. Me entreguei. Morri. Mas depois eu volto….mas, só depois..
Mulher linda de Fortaleza
jóia rara do Ceará
de uma Abençoada beleza
escolhida entre todas as coisas
como o lilás do céu em degradê
assim como o azul do mar
numa tarde
e a noite um luar
em que habita
toda poesia
da morena Deusa nordestina
seu olho ilumina é pura arte
na marina
um pescador termina mais um dia
agradecendo a Deus
e nossa santa ave Maria
Eu esperei. Confesso que esperei. Lá no fundo, eu fiz orações, fiz uma prece, e tinha muitas esperanças e expectativas. De que você iria reaparecer um dia qualquer, do mesmo jeito ou melhor do que o dia em que você surgiu inesperadamente na minha vida. Eu tinha aquela esperança boba, aquela certeza incerta de que você enxergaria sei lá o que no fundo do seu coração, e que finalmente despertaria de um sono profundo e notaria o nosso relacionamento de uma forma diferente. Que você veria com todas as letras tudo o que faltou você fazer por nós enquanto eu estive do seu lado. Que uma luz surgisse na sua cabeça, e que a distância finalmente te chacoalharia os miolos, neurônios, e, principalmente, os sentimentos. E que a venda caísse e surgisse aquele amor puro e profundo, que eu sempre pensei que estivesse adormecido, encoberto, ou abafado dentro de você. Eu acreditei sim, que seria pra sempre, e que você me amaria até ficarmos velhinhos e esquecidos. Tipo “Diário de Uma Paixão.” Quem nunca fantasiou com esse filme tão maravilhosamente perfeito? Sim... eu raciocinei que o tempo te faria bem. Que seria uma fase de descobrimentos. Que um dia, tudo o que eu criei tanta expectativa iria finalmente acontecer. A vida juntos, a segurança, o casamento, a família, o companheirismo. Mas os dias foram passando. No começo me senti livre, depois me senti bem, depois me senti feliz. Mas, eu não tinha percebido que parte desta plenitude morava na esperança que eu tinha de que tudo ficaria bem. E melhor. Que um milagre iria acontecer. Que tudo seria como deveria ser. Como poderia ter sido. Diferente. Completo. Bom. Ótimo. Maravilhoso. Esplêndido. E os dias passaram. E tudo aconteceu de uma forma surpreendentemente igual. Mensagens vazias. Iniciativas em cima do muro. Correr atrás? Melhor dizer que você apenas correu os dedos pra digitar uns 2 e-mails. E algumas palavras no WhatsApp. E aí eu parei pra pensar. Pra definirmos que estávamos namorando, eu tive que tomar a iniciativa. Pra decidirmos noivar. E pra decidirmos terminar. Que diabos, então, eu estava esperando? Aliás, que mundo eu estava vivendo até ontem, quando finalmente me toquei de que não, não vai acontecer nada, a menos que eu mesma faça acontecer alguma coisa?
E aí, eu senti. Toda a realidade caindo sobre as minhas costas... tão dura quanto um pedaço de concreto de 200 kg. Tão áspera quanto um asfalto velho e cinzento. Tão difícil quanto um problema de cálculo 5. Tão dolorosa quanto bater o dedinho do pé na quina da mesinha da sala. É. Não vai dar. Dessa vez, não vai dar pra eu me auto-sabotar buscando amor no vazio que é você. Não vai dar pra eu transformar o seu ponto de interrogação em uma exclamação, apenas em um simples ponto final. É isso. É o fim das esperanças, das orações, das olhadas no celular pra ver se acontece algo. É o fim do fim, o fim da nossa vida, e o começo da minha, sem você. Sem carregar aquele sorriso besta de esperança de que você irá voltar com um buquê de rosas vermelhas e a certeza no seu olhar e no seu coração. Parei. Chega de ilusão. É hora de partir pra um caminho sem você. Sem expectativas. Sem mentiras. Sem confusão. Sem insegurança. Mas com muitas possibilidades. E nenhuma que envolva você.
É tempo de internalizar.
Devemos ter lido e visto muitas coisas sobre o Coronavírus poraí. Reflexões, pensamentos, coisas boas, coisas ruins. Hoje temos, talvez sem muito custo, a opção de poder ter um tempo a mais para ver e ouvir, ler, refletir, parece que o tempo entre ir e vir, o tempo do trânsito, do ônibus, da academia, está finalmente sobrando em nossa agenda. E o que temos decidido fazer com este tempo? Tempo conosco. Tempo a sós. Tempo com, talvez, estranhos: nossa própria família. É tempo de encarar. A si mesmo, e ao cônjuge. Aos filhos. Aos pais. Sim, estranhos, afinal, passamos mais tempo longe destes e perto daqueles com quem trabalhamos, com aqueles que deveriam ser os estranhos, mas a verdade é que conviver com os nossos e com nós mesmos pode ser uma tarefa árdua, porém, necessária.
Eu acredito que nada nos acontece por acaso. Acredito que este tempo que estamos vivendo é sim, um grande aviso. A gente foi obrigado a parar, por um instante, para refletir. Para respirar, para encarar a nossa vida. Para pensar.
É um tempo em que não podemos nos tocar. E aquele abraço que parecia um ato tão simples, hoje é raro... por isso mesmo, deveria ser mais valorizado. Estamos convidados a enxergar que, diante de um problema como este, o que importa, na verdade, são as coisas simples. Uma doença que pegou rico e pobre e colocou tudo junto, no mesmo balaio. Uma doença que veio nos mostrar que o dinheiro não compra a cura e salvação. Nem da vida, nem da alma, nem da ferida e nem do vazio do coração.
Aqueles que possuem um emprego e que, talvez, reclamavam deste, devem se sentir gratos, hoje, se ainda possuem um. Aqueles que possuem uma casa, que talvez não seja a mais bonita, nem a maior, nem a mais rica, devem se sentir avantajados por ter uma proteção. E, assim, aqueles que possuem comida, saúde, que pode respirar sem um vírus a lhes atormentar e a lhes roubar o básico: o ar.
Aqueles que desprezavam os encontros, os beijos, abraços, o ouvir, o tocar, que negligenciavam as companhias, os risos, as prosas do dia a dia, devem melhorar a sua percepção do que realmente importa nesta vida.
É relevante, também, que possamos enxergar as coisas boas. Muitos mobilizaram o coração em ajudar o próximo, percebendo que, em tempos assim, o dinheiro no banco não trará a humanidade de volta. Nem o parente, nem o fã, nem o cliente.
Considero que Deus está nos pondo a internalizar. Espero que, quando tudo isso passar, a Sua mensagem tenha sido sentida no coração e na vida de cada um. Como ocorreu na passagem bíblica de Lucas 10, 41:42 que diz “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada.”
Que não sejamos como outrora, agitados e preocupados com as coisas vãs e passageiras deste mundo, mas que sejamos, a partir do agora, como Maria, que escolhe as coisas elementares e essenciais desta vida, como aprender a estar mais perto de Deus, a entender que esta vida é somente uma passagem, mas que a gente não perca a viagem... que sejamos gratos pelo ar, pela saúde, pelo amigo, pelo filho, pelos pais... que valorizemos o abraço apertado, o aperto de mão... que a nossa energia que está sendo armazenada, seja melhor utilizada quando estivermos novamente em comunhão. Que a gente aprenda a lição, de apreciar a vida enquanto ainda temos a oportunidade e a ocasião. Que tudo isso não seja, portanto, em vão... deixo aqui, com humildade e inspiração, uma oração pelo despertar de todos nós.
Desde que te conheci, fiquei fascinada. É difícil explicar, porque não se trata apenas da tua aparência — embora eu precise admitir: existe algo quase hipnótico em você. Cada detalhe seu parece milimetricamente perfeito, como se tivesse sido desenhado com uma precisão absurda. E eu, que já te desenhei algumas vezes, posso dizer com certeza que foi um privilégio ter a chance de observar cada detalhe do seu rosto, conhecer teus traços, teus contornos, a nuance da sua expressão.
Se eu soubesse desenhar corpos, seria outra honra. Não por vaidade, mas pelo desejo sincero de prestar atenção a cada parte sua, como quem contempla uma obra-prima moldada com cuidado e reverência.
É claro que falo disso com um olhar artístico, como qualquer artista faria. Sem sombra de dúvidas, todos nós nos regozijamos ao nos deparar com algo tão visivelmente belo.
Mas o que mais me toca em você vai além da estética. Existe um tipo de beleza que não é só física — é uma imensidão que transcende o que os olhos veem e atinge algo muito mais profundo. E você carrega isso. É encantador como a magnitude da sua aura transborda e invade o ambiente, deixando tudo mais agradável e interessante.
Você é como um livro, cheio de conteúdo, e olhando pela capa, tem um mistério que provoca em qualquer um uma vontade absurda de lê-lo, descobrir mais.
Às vezes, a gente se encontra em um daqueles momentos raros onde o tempo desacelera e a conversa flui, sincera, leve, profunda. E eu aprendo tanto com você. É incrível como, quando paramos pra trocar ideia, a gente realmente se encontra ali, num instante que parece fazer sentido. Não tem superficialidade.
Você desperta em mim uma admiração singular, daquelas que não se pede, não se provoca — simplesmente acontece. E um dia, quero ser pelo menos metade do que você é, se puder absorver só uma fração dessa força que você carrega, já vou me sentir mais inteira.
Continua vivendo tudo com essa intensidade absurda, essa luz que te faz ser quem é, e não deixa que nada nem ninguém apague esse fulgor. Que a vida te leve longe, mas que sempre sobre tempo pra gente treinar junto, conversar mais, e ter esses momentos que, sem a gente perceber, viram memória boa.
Audaciosamente,
de: Ananda
para: Minha musa inspiradora (MN)
Sou como uma criança solitária em uma cidade grandiosa; livre! Porém, cativo pelas nuances das emoções.
Tímido ao ser abordado, mas radiante ao testemunhar a serenidade nas pessoas.
Sou como uma criança prodigiosa; porém, obscurecida na multidão. Que valor tem o conhecimento se não posso sequer vislumbrar dez passos à frente?
Inseguro e temeroso de não poder depositar confiança nas almas que cruzam meu caminho. Sinto que eu poderia ser grandioso se não me sentisse solitário.
Sou como uma luz! Uma luz, porém, translúcida; modesta em sua beleza, eu diria.
Mas afirmo com convicção, o coração de toda criança floresce em êxtase na presença de uma paixão.
(O instrutor (não me lembro o nome do Tenente) me pagou a missão para eu ser o orador da turma, eu elaborei o texto, o Diretor do curso, Capitão Terra, aprovou o texto e, por fim, eu o apresentei no dia da formatura de conclusão e certificação do curso de Cabos).
"Oratória de Conclusão do Curso de Formação de Cabos 2016.
Dado início no dia 23 de maio de 2016, o Curso de Formação de Cabos, realizado na 2ª Bateria de Obuses do 32° Grupo de Artilharia de Campanha Dom Pedro I, localizado em Brasília/DF, teve a participação de um efetivo de 51 alunos, aos quais 20 eram do respectivo Quartel responsável pela formação e 31 de Organizações Militares externas, localizadas na mesma região.
A comando do Diretor do curso, o Capitão Terra, e sua equipe de instrutores, passamos por situações de stress ao qual tivemos que aprender a controlar as nossas emoções, raciocinar e agir de maneira mais eficiente para a conclusão da missão.
Passamos por situações de frio e calor intenso, exaustão nas pistas de instruções, mas todos unidos com um único objetivo, realizar o curso com êxito.
Não foi difícil enxergar no olhar de cada um a vontade e a persistência, o companheirismo e a audácia. E lembramos bem de uma frase que diz: "A dor é passageira, mas a glória é eterna."
Por fim chegamos ao término do curso, e em nome de todos agradeço a oportunidade de estarmos mais uma vez aprendendo, há um tempo atrás como soldado do Efetivo Variável, e atualmente como Aluno do Curso de Formação de Cabos.
AL 30 - MARCOS: PORQUE NÓS!!!
ALUNOS: SÓ ADMITIMOS OS FORTES!!!
AL 30 - MARCOS: E OS FRACOS!!!
ALUNOS: QUE SE ARREBENTEM!!!"
Texto: Aluno 30, Marcos. O, ad aeternum, Cabo MARCOS Kamorra Sebastião dos Santos.
(Atualmente encontro-me na situação de reservista).
Cela da Alma
Entre concreto e ferro, a mente vaga no fluxo... Liberdade não é bandeira, não é hino é ter a parada certa no peito, mesmo se o mundo te engoliu no trecho. Na cela escura, o coração é o único rolê sem custódia.
Quem tá de consciência limpa não teme a sombra do juízo. “Mano, o sistema pode trancar o corpo, mas o pensamento voa tipo pipa sem linha.” Na quebrada do cárcere, a paz é o traço mais rebelde: não se vende, não se rende.
Enquanto o tempo rasteja na parede, a alma dá um grau... Saber que não deve nada é a única cela que não tem grade.
Sangue no chão nunca foi sinal de derrota.
É sementeira.
A vida nos ensina:
O que parece fim é começo.
O que dói, fortalece.
O que sangra, renasce.
Cada luta, cada queda, cada ferida aberta no asfalto da existência...
Não é marca da morte, mas raiz da resistência.
É do chão manchado que brota a revolução.
É da dor regada que nasce a revolução.
Essa abordagem transforma a dor em poesia visual, alinhada ao espírito de resiliência que a frase propõe.
+Q Tecnologia
No seu celular, na nuvem ou qualquer outro dispositivo de armazenamento, vídeos ocupam muito mais espaço que áudio, que é maior que imagens ou texto, mas isso não justifica um agente da lei decidir se uma ocorrência deve ou não ser gravada. Nem Deus deixa de gravar tudo o tempo todo, afinal, qual verdade deve ser esquecida?
Sempre admirei a arte do bordado. Minha habilidade nesta arte não é das mais apuradas, mas o suficiente para me perder na magia que envolve todo seu significado.
Alguns autores dizem que bordar o tecido é o mesmo que bordar dentro de nós. A arte de bordar se mistura com a arte de viver.
Uma bonita analogia quando se compara as tramas do tecido com as tramas da vida. No entrelaçamento dos fios e linhas os entrelaçamentos próprios da vida cotidiana.
O cuidado na escolha dos matizes é o mesmo cuidado na escolha das amizades.
Escolher com atenção os afetos que irão deixar nossa vida mais colorida e alegre. Com fios preciosos e de boa qualidade o resultado final será um bonito desenho. É como colocar ao nosso lado pessoas especiais que deem significado às nossas vidas e que realmente nos valorizem.
.Em cada ponto dado, um passo na caminhada do dia a dia. Quando bordamos procuramos sempre dar os pontos certos para chegar ao desenho desejado. Mas, acidentes acontecem. E pode-se perder algum ponto. Ou se desviar do gráfico tracejado.
Então é preciso voltar atrás. Desfazer o erro é desmanchar o bordado. Recomeçar tudo de novo com muita paciência. Pode acontecer de ficarem marcas grandes ou pequenas. Como na vida. Mas o importante é o valor que se dá a cada ponto. Ou a cada passo.
Errar, desmanchar. Cair, levantar e continuar...
Dizem que um bonito e perfeito bordado se admira pelo avesso. É no avesso que nos revelamos. O avesso do bordado revela o capricho da bordadeira. O avesso da vida mostra nossa capacidade em lidar com frustrações e eventuais fracassos. Revela nosso eu interior
.
Um avesso cheio de nós, pontas soltas ou embaralhadas revela uma pessoa descuidada, preocupada apenas com a aparência. E não devemos deixar nos levar apenas pelas aparências.
É no avesso que mostramos nossa capacidade em desembaraçar os nós também da vida. Mostramos nossa retidão e nossa capacidade de superação. Se não se chegou à perfeição, pelo menos tentou caminhar com equilíbrio e bom senso.
O avesso do bordado cheio de nós , pontas soltas ou embaralhadas, revela não só as dificuldades como também nas marcas deixadas pode-se notar sinais de coragem e persistência na tentativa de desembaraçar nós e unir pontas soltas.
Unir pontas soltas ou desembaraçar nós é bordar a vida com amor e paciência para vencer os medos, as angústias, a solidão, as frustrações.
E assim, em cada ponto dado, em cada emaranhado de linhas, ora seguindo adiante, ora desembaraçando nós, vamos bordando a vida. Escrevendo e delineando a própria história.
EDITELIMA 60/ 2016
A Geração da Fé Está Morrendo.
E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e a outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel. Então fizeram (...) o que era mau aos olhos do Senhor; e serviram aos baalins. E deixaram ao Senhor Deus de seus pais Juízes 2.10-12.
A geração de fé está morrendo, e está chegando uma geração inconstante e deslumbrada com o sucesso.
Está morrendo uma geração que não tinha título de apóstolo, não tinha doutorado em divindade e que se moveu sem os holofotes das mídias sociais; mas que edificou igrejas Brasil afora.
Uma geração que, apesar dos poucos recursos financeiros e teológicos nunca desanimou com a obra missionária.
Uma geração que ensinava a palavra, a reverência e a santidade diante de Deus.
Uma geração de homens e mulheres que pregavam um evangelho sem filuras, sem extravagância e sem verborreia de termos teológicos e filosóficos difíceis.
São homens e mulheres crentes que estão morrendo, que viviam o evangelho sem pensar em enriquecer com ele.
Homens e mulheres que levantavam cedo para oração, que jejuavam, visitavam o rebanho e que tinham muito compromisso com Deus.
Esses homens e mulheres que passaram por muitas dificuldades, que lutaram e choraram pelas madrugadas da vida estão morrendo.
Muitos desses homens e mulheres não construíram nada para eles, não negociaram o evangelho e muitos estão velhos e doentes de uma vida dedicada à obra do Senhor. Mas estes homens e mulheres estão deixando um memorial de fidelidade ao Senhor, vão se encontrar com Deus de cabeça erguida, sabendo que foram mordomos fiéis.
Essa geração que nos deu exemplo de viver em fidelidade com Deus está sendo recolhida; Essa geração que está morrendo preparou a estrutura que estamos usando hoje.
Depois leiam 1ª Samuel 12.1-5 e 2ª Timóteo 4.6-21.
Ótima semana e pense nisso!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
O LIMITE DO OLHAR
Esperei com ansiedade o dia terminar
E mais uma vez outra noite chegar
O céu se escurecer e a estrela brilhar.
Olho para o céu e vejo até onde meus olhos podem enxergar;
É grande a imensidão sem fim que meus olhos não conseguem avistar.
Minhas pupilas dilatam e mesmo assim não consigo tudo encontrar.
Difícil é pensar e de uma maneira nítida expressar o sentimento de falar de onde não posso estar.
10/09/2023
Fora Orquestrada
Me pergunto se ela já fora orquestrada pelo universo. Se esses detalhes foram a vida que lhe dera, ou se ela conseguiu colecionar por conta própria. Fora uma metamorfose, não tão ambulante, vivera cada fase como deveria e como conseguia. E assim conseguiu, e também com algumas cicatrizes, que hoje são pinturas abstratas em sua pele. Mas ainda me pergunto se ela já fora orquestrada, com todos aqueles detalhes que virgula nenhuma saiba citar.
Roupa Amassada
A roupa amassada no chão e eu só querendo segurar sua mão, via pedaços da noite que entrava pela cortina refletindo em teu lábio descansado. Estava de olhos serrados, estava prestes a entrar no teu sétimo sono. Mas falava ainda comigo, voz abafada pelo peso do sono, porém levemente carregada de carinho. Me pedia cafuné, no meio de todo aquele cabelo em pé, era a bagunça mais linda que já descansara no meu peito. Se a felicidade tivesse lugar, seria naquele cantinho bem ali, da boca dela, onde uma fez eu já fui dela, e talvez aquela boca queira que eu visite ela mais vezes.
Foi bom te ver
Foi bom te ver de novo, foi muito bom, mas não como era antes, não houve chama quem me incendiava por completo, não houve aquele desejo indescritível, não consegui mais ler poesias em seus olhos castanhos, não foi mais como se eu tivesse diante de tudo que eu queria.
Foi bom te ver, mas foi porque também foi poético, como eu percebi, que eu estava apaixonado, pela sua versão de quando eu conheci você e não pelo que você é hoje.
Quem eu sou hoje, de fato não cabe você em minha vida, deixamos de ser nós, até mesmo na nossa fantasia. Foi bom te ver, mas foi melhor ainda, perceber que eu conseguir acabar com a minha versão, que um dia tanto amou você.
Eu gosto de gente emocionada
Em algum momento nessa linha do tempo eu me perdi, na parte de que você ser uma pessoa emocionada virou sinônimo de coisa ruim. Claro. Eu entendo que existe o extremo dos dois lados, mas aqui não vim falar de exageros, no sentido literal da palavra.
Quero falar daquelas situações que não nos importamos com os “limites” que a sociedade impôs, sobre o quanto você deve sentir ou não sobre uma determinada situação. É como se em seu consciente, tivesse de estar sempre atento sobre quais formas e intensidade deve-se expressar ou não. Porque de acordo com o que dizem, existe uma linha tênue entre ser uma pessoa ''dentro dos padrões'' e uma pessoa emocionada.
Ser considerado uma pessoa emocionada para mim, é alguém que sente com toda sua intensidade e está presente de corpo e alma, que não se importa de fato de como é que vão interpretar aquilo, importante é que consiga se expressar verdadeiramente o que existe em você. E não necessariamente isto precisa ser uma declaração imensa e nem o tempo todo, mas o fato de não importar com opiniões alheias, nem mesmo o amedrontador sentimento de vulnerabilidade ao expor o que sente, já é uma forma muito boa de praticar a liberdade.
E a liberdade carrega consigo a aventura e a mania constante que a vida tem de surpreender. E para romper esse estado de torpor que a sociedade aplica sutilmente, é preciso aventurar por essa liberdade, e para isso é também preciso tal ato de coragem.
Portanto, eu gosto de pessoas emocionadas, assim como que ter qualidade de tempo é mais importante do que ter tempo, viver com intensidade é melhor do que simplesmente viver.
Moça sorridente,
com quem fosse sorridente
tinha passos leves
pelo feriado da sua quinta-feira.
Colocava música para ouvir,
andava pela casa,
em sua distração
entre canções e tarefas diárias,
cantava e esquecia
que o tempo passava
esquecia a vida lá fora
lembrava apenas dela,
rodopiava entre cômodos
enquanto dançava.
Cantava melhor
a cada taça de vinho
que tomava.
Excesso de autoestima é estupidez
A relutância do homem dentro do caos impressiona a nossa racionalidade kantiana, é como o Cândido de Voltaire: "tá ruim, mas tá bom, ainda bem que perdi apenas um olho, foi Deus quem me livrou", coisas desta natureza.
Aqui, infelizmente temos conhecidos, amigos e alguns parentes, com a vida emocionalmente e espiritualmente destruída, famílias desestruturadas, casamentos falidos etc... Contudo, suas postagens são de auto superação, de auto enganação, tipo "eu posso tudo, o universo conspira a meu a favor," Tolices "Coelhianas" (Paulo Coelho) deste tipo.
A vida física, para quem tem confiança em algo superior, numa esperança firme como âncora, estes não se iludem com a ideia de um final feliz na carne decaída. Contudo, sabe que este estágio da vida humana, onde se dá num mundo imperfeito e cercado por injustiça e violência de toda sorte, o homem não deve alimentar ilusões. Ilusões destes tipos levam ao descontentamento e à fadiga, à falta de fé.
O homem precisa equilibrar razão com emoção, saber das suas limitações, sem viver deprimido com sua condição mortal e impotente diante do caos.
Todavia, ainda há sim, uma receita para se ter felicidade relativa, apesar dos percalços do mundo, das injustiças sofridas por semelhantes, e pelo sistema, apesar das pedras que encontramos no caminho, não raro colocadas por nós mesmos, cada um deve encontrar um norte para onde deve remar seu barco, contudo, se não for movido pela substância divina do amor não chegará onde deseja em segurança.
