Coleção pessoal de lskato

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Uma das maiores dores do ser humano é, sem dúvidas, a de dizer adeus a alguém que amamos ou que, por muito tempo, foi o amor da nossa vida.
A nossa alma, embora machucada, ou cansada, ainda está conectada àquela energia, um tanto quanto desgastada e apagada, mas está. Quando decidimos romper o relacionamento, o rompimento se dá em todas as esferas possíveis. O choque é inevitável na área da memória do que foi bom, dos lugares por onde andaram e foram felizes... das comidas que dividiam, do cheiro, das conversas, de tudo o que compartilharam e, que, naquele exato segundo de tempo, fazia muito sentido. Milhares de fotos, vídeos, milhares de lembranças de um tempo bom em que tudo parecia que ia durar para sempre. Parece um desmembramento, um corte profundo, parece que leva um pedaço de você. E, de fato, leva.
Tudo, absolutamente tudo o que foi bom, faz falta. E como faz. O som da voz, o rosto, a velha camiseta em que você deitava a cabeça, e se pegava imaginando como seria o futuro entre ele e você. Embora, no final dos tempos, as imagens na sua cabeça fossem mais duvidosas e incertas, era bom estar naquele conhecido cantinho tão seu, quentinho e confortável.
Mas a vida muda. As pessoas mudam. Você muda. Os planos passam a não ter o encaixe perfeito. As discussões se tornam cansativas. A realidade fica pesada. E você já não acha tanta graça andar naquele jardim bonito de mãos dadas com seu amor... já não tem tantas expectativas sobre o futuro. As incertezas insistem em aparecer quando se olha no olho do outro. Para onde foi aquele casal tão perfeito e cheio de energia e esperanças de um futuro bom? Deu lugar a um casal desanimado, com medo de falar de planos, por medo de ver o quanto discordam e o quanto estão desconectados.
Se você já chegou no rompimento, sabe que, primeiro, teve de aceitar o peso da derrota. Teve de encarar que o futuro que desenhou na cabeça não iria nunca mais acontecer. Nem de verdade, nem em pensamentos. Os sinais já nos foram dados lá atrás, no passado, e agora tudo vem à tona, daquilo que você nunca quis enxergar. Este lugar é sombrio e frio. Você não sabe se sente culpa por não ter enxergado, ou se sente tristeza por não ter conseguido, ou se sente bem por ter, finalmente, percebido. E como é difícil a aceitação de ter que deixar ir. O cérebro nos leva para a lógica do desapego, mas o coração nos leva para o aconchego da ilusão. Será que não poderá, ainda, dar certo? Será que não tem mais chances?
Você pega a última esperança que existe, pega toda a força do ar que entra e sai de um suspiro, pega o que é de mais sagrado nas suas entranhas e profundezas e tenta mais uma vez, tenta consertar o que já tá quebrado, tenta sentir aquilo que sentia antes, tenta resgatar as boas memórias e ressuscitar a imagem errônea que você tinha do outro e do relacionamento. E aí, mais tarde, o choque da realidade é mais bruto do que o anterior. A briga se torna mais feia e mais desconexa, a vida fica sem total sentido. As dores aumentam a cada conversa, a cada palavra trocada. Dói ter que desistir, mas ficar parece que dói eternamente. Parece que doerá mais a cada dia.
Você percebe que chegou a hora de mudar. Aquele ciclo já se encerrou, e você se machuca demais tentando caber nele. Machuca o outro por não soltar. Você imagina os rostos dos parentes e conhecidos, assombrados com seu rompimento. Imagina aquele lado do guarda roupa vazio. E o seu coração mais vazio ainda. Imagina os sonhos daquela viagem junto indo embora, como uma nuvem que se dissipa no céu. Imagina a caminhada sozinha. Imagina ir à padaria sozinha. Imagina passar o final de semana inteiro sozinha. Imagina a sensação de abandono ao ir ao mercado e não ter ninguém para segurar a segunda sacola.

E, depois, você se dá conta de que você sobrevive, afinal, você precisa continuar respirando. Se dá conta de que existem milhares de pessoas se desconectando diariamente e que irão sobreviver também. Você se lembra de ter sobrevivido a isso uma vez, duas vezes ou mais. Se lembra de que ainda dá para ir à academia sozinha e cuidar de você, que dá para achar sentido em fazer o cabelo no salão, em fazer as unhas e colocar aquele vermelhão, que dá para ir ao cinema e gostar da pipoca e do filme. Você continua vivendo, de maneira diferente, mas continua vivendo. Você não entende por que, mas continua em frente.

Até que, lá na frente, com o homem certo, abraçada na chuva recebendo o melhor beijo do mundo, você obtém, finalmente, as respostas, e todas as vezes que você foi desconstruída, fazem total sentido, e o mundo poderia acabar ali. E o melhor de tudo é que ele não acaba.

Lilian Seiko Kato
Tags: rompimejnto término

Mãe,

Você carrega todos os dias um batalhão nas costas, e eu não sei como sobrevive.
Eu oro por você esta manhã... que Deus já esteja preparando um dia leve, com sabor de mel... que o peso em suas costas seja retirado... que o dia seja claro e terno... que você possa sentir o amor de Deus por você em todos os pontos do seu corpo e do seu coração. Que o seu espírito possa receber um descanso... um escape dos fardos pesados. Que anjos acampem ao seu redor e te encham de proteção e sabedoria. Que a sua casa se encha de alegria. Que você tenha boas surpresas ao longo do dia... mãe, você sustenta a todos nós e nos edifica a todo instante. Deus, te peço que quebre as correntes de prisão desta mulher, que ela possa respirar sem pesos e pressão... livra ela de setas do mal, de palavras negativas e de todo mal do mundo. Senhor, Senhor, eu te peço um dia de paz a minha mãe e creio que o senhor já decretou a vitória. Amém

Lilian Seiko Kato

Gente simples.
Gente simples. Gente tão simples, tão descomplicada, tão amorosa. Gente simples transborda amor pela pele. E pelos olhos. E pelo coração. Pra elas, amar o outro é tão simples, que nem se dão conta e já estão amando.
Gente simples dá saudade, e é tão simples dizer. Dá saudade da autenticidade do olhar, da fala... do abraço. Porque gente simples te abraça. E é cada abraço tão gostoso.
Gente simples abençoa. Tem sempre aquela palavra simples, mas que conforta o coração. Aquela esperança que de tão inocente, te deixa com esperança também. “Fica com Deus!”, dizem sempre. E é de verdade que querem o seu bem.
Gente simples fica feliz com a felicidade da gente. Porque ela jamais compara, ela não tem... não tem aquele sentimento bobo, parece que tá feliz com a própria vida, e que você seja feliz também.
Gente simples ensina. Ensina que o segredo está, muitas vezes, na calmaria. Na gratidão pelas coisas triviais da vida. No almoço em família, no beijo de cada dia, no cheirinho de pão e de café que te servem com tanto prazer e alegria.
Gente simples caminha. Mesmo que tenha umas pedrinhas, mesmo com sol, com chuva, sem perder a linha, sabem que tem que continuar.
Gente simples não é gente sem poder, ou é gente com poder, não é gente sem dinheiro, ou é gente com dinheiro, não é gente sem estudo, ou é gente com estudo, não é gente importante, ou é gente importante, não é gente sem status, ou é gente com status. Tanto faz.
Gente simples simplesmente não pensa em ser melhor que o próximo. Nem pior. Não pensa em maltratar os outros, nem é egoísta, tampouco egocêntrica. Gente simples é evoluída em servir ao próximo antes de servir a si. Gente simples vive de maneira simples, apesar da complexidade da vida. E é isso que torna essa gente tão bonita.
Gente simples transborda, gente simples inspira. Gente simples, não se engane, é muito desenvolvida.
Como dizem alguns pensadores, como já disse Khalil Gibran: “A simplicidade é o último degrau da sabedoria.”
Escrevo nostálgica este texto para todas as pessoas simples que me ensinaram as melhores coisas dessa vida, e que deixam sempre uma profunda saudade no coração.

Lilian Seiko Kato
Tags: simplicidade sabedoria

Às vezes penso que eu queria ter mais tempo. Mais tempo pra ver um filme no Netflix, mas já são 23 e amanhã acordo muito cedo. De manhã, queria ter mais tempo pra ficar no banho relaxando. Mais tempo pra ficar no café da manhã conversando. Mais tempo pra passear com meu cachorro. No trabalho, queria ter mais tempo pra fazer as coisas. Me preparar. Estudar. Mais tempo pra almoçar. Às vezes, quando o circo aperta, desejaria que o dia tivesse umas 53 horas. Ou mais. Ao sair do trabalho, queria ter mais tempo pra encontrar um amigo. Pra ir ao cinema. Pra namorar. Mas aí a noite cai e eu queria ter mais tempo. Mais tempo pra ver uma série antes de dormir. Mas o despertador toca. Puxa vida. E tudo o que eu queria era ter mais tempo para dormir e descansar. E no trabalho, desejaria ter mais tempo para escrever um artigo que está estourando o prazo. Mais tempo pra estudar inglês. Mais tempo pra me preparar pro futuro. Ao sair do trabalho, gostaria de ter mais tempo pra me exercitar e ter o corpo dos sonhos. Mais tempo pra curtir minha vida. Mais tempo pra viajar. Só queria mais tempo. No fim de semana queria ter mais tempo pra ficar com meus pais. Mais tempo pra conversar com meu irmão e filosofar sobre a vida. Mais tempo pra encontrar todos os amigos que, com suas agendas lotadas, só ficamos no: “vamos marcar algum dia! Estou tão sem tempo!” Gostaria de ter tido mais tempo pra curtir minha infância. Minha vida de criança, onde a preocupação era brincar. Mais tempo na época da escola, os melhores anos da vida, em que tudo parecia tão longe de chegar. Mais tempo pra ver as estrelas, ou me demorar pra ver o mar... mais tempo. Somente mais tempo. Acontece que, se eu tivesse mais tempo, nada iria ser tão importante assim. Tudo poderia esperar, e ficar pra depois. Então o tempo me faltaria novamente. O que não nos damos conta, é de que temos tempo suficiente. Sempre temos, até o dia em que esse tempo realmente terminar. E nunca sabemos quando o tempo de ir pra sempre vai chegar. Por isso, enquanto há tempo, teremos tempo. Talvez não para tudo, mas sim para o que é importante. Tempo para amar sem medida enquanto é tempo.

Queremos ter mais tempo para tudo. O que não nos damos conta e de que somos passageiros. E assim como o tempo, também iremos passar.

Lilian Seiko Kato

Eu esperei. Confesso que esperei. Lá no fundo, eu fiz orações, fiz uma prece, e tinha muitas esperanças e expectativas. De que você iria reaparecer um dia qualquer, do mesmo jeito ou melhor do que o dia em que você surgiu inesperadamente na minha vida. Eu tinha aquela esperança boba, aquela certeza incerta de que você enxergaria sei lá o que no fundo do seu coração, e que finalmente despertaria de um sono profundo e notaria o nosso relacionamento de uma forma diferente. Que você veria com todas as letras tudo o que faltou você fazer por nós enquanto eu estive do seu lado. Que uma luz surgisse na sua cabeça, e que a distância finalmente te chacoalharia os miolos, neurônios, e, principalmente, os sentimentos. E que a venda caísse e surgisse aquele amor puro e profundo, que eu sempre pensei que estivesse adormecido, encoberto, ou abafado dentro de você. Eu acreditei sim, que seria pra sempre, e que você me amaria até ficarmos velhinhos e esquecidos. Tipo “Diário de Uma Paixão.” Quem nunca fantasiou com esse filme tão maravilhosamente perfeito? Sim... eu raciocinei que o tempo te faria bem. Que seria uma fase de descobrimentos. Que um dia, tudo o que eu criei tanta expectativa iria finalmente acontecer. A vida juntos, a segurança, o casamento, a família, o companheirismo. Mas os dias foram passando. No começo me senti livre, depois me senti bem, depois me senti feliz. Mas, eu não tinha percebido que parte desta plenitude morava na esperança que eu tinha de que tudo ficaria bem. E melhor. Que um milagre iria acontecer. Que tudo seria como deveria ser. Como poderia ter sido. Diferente. Completo. Bom. Ótimo. Maravilhoso. Esplêndido. E os dias passaram. E tudo aconteceu de uma forma surpreendentemente igual. Mensagens vazias. Iniciativas em cima do muro. Correr atrás? Melhor dizer que você apenas correu os dedos pra digitar uns 2 e-mails. E algumas palavras no WhatsApp. E aí eu parei pra pensar. Pra definirmos que estávamos namorando, eu tive que tomar a iniciativa. Pra decidirmos noivar. E pra decidirmos terminar. Que diabos, então, eu estava esperando? Aliás, que mundo eu estava vivendo até ontem, quando finalmente me toquei de que não, não vai acontecer nada, a menos que eu mesma faça acontecer alguma coisa?
E aí, eu senti. Toda a realidade caindo sobre as minhas costas... tão dura quanto um pedaço de concreto de 200 kg. Tão áspera quanto um asfalto velho e cinzento. Tão difícil quanto um problema de cálculo 5. Tão dolorosa quanto bater o dedinho do pé na quina da mesinha da sala. É. Não vai dar. Dessa vez, não vai dar pra eu me auto-sabotar buscando amor no vazio que é você. Não vai dar pra eu transformar o seu ponto de interrogação em uma exclamação, apenas em um simples ponto final. É isso. É o fim das esperanças, das orações, das olhadas no celular pra ver se acontece algo. É o fim do fim, o fim da nossa vida, e o começo da minha, sem você. Sem carregar aquele sorriso besta de esperança de que você irá voltar com um buquê de rosas vermelhas e a certeza no seu olhar e no seu coração. Parei. Chega de ilusão. É hora de partir pra um caminho sem você. Sem expectativas. Sem mentiras. Sem confusão. Sem insegurança. Mas com muitas possibilidades. E nenhuma que envolva você.

Lilian Seiko Kato
Tags: desilusão auto

Mesmo que você não siga alguma religião, filosofia ou crença, é preciso aprender a viver da melhor forma. Trago hoje um bom exemplo de um homem que, em meio aos seus mistérios, deixou algumas lições de como ter um bom relacionamento consigo mesmo, com a vida e os demais ao seu redor.
Jesus, apesar de suas boas intenções, boas obras e amor, recebeu uma morte terrena um tanto quanto cruel e desumana. Hoje em dia, nós podemos acompanhar pelos noticiários tantas vidas inocentes que são tiradas injustamente, acidentalmente, tragicamente. Assim foi sua morte, sem provas de que tenha cometido algum crime ou feito algo realmente ruim e prejudicial, pelo contrário, bons testemunhos eram espalhados por onde ele passava, levando cura, milagres, libertação e uma palavra de esperança e ensinamento.
Após ser julgado injustamente e ser condenado a um triste fim, Jesus nos deixa uma das mais lindas lições de sua curta vida. O perdão verdadeiro e o amor incondicional até mesmo aos que lhe causaram dor, aflição e uma injustiça e crueldade tamanha. Pendurado em uma cruz, após ter pedido água e, ao invés disso, ter recebido vinagre para beber... após tanta humilhação, açoitamento, após ter mãos e pés pregados, ter sido perfurado à espada, sentir o latejamento do couro cabeludo cravado de espinhos, e ter vivido para escutar tantas coisas ruins que lhe berraram aos ouvidos... após uma longa caminhada com uma cruz imensa nas costas e a dilacerante dor de um chicote arrancando-lhe as carnes... ele foi capaz de perdoar a todos aqueles seres humanos que lhe tiraram, à custa de dores insuportáveis, sua dignidade, suas vestes, sua pele, sua carne e seu sangue. Talvez ele tampouco conhecesse nenhuma daquelas pessoas, sua história ou seu coração. Mesmo assim, pegou para si uma verdade que pudesse lhe proporcionar a possibilidade de perdoá-los: eles não sabem o que fazem. Tal como o fato de uma criança que, ao se aproximar de alguém, puxa-lhe os cabelos, e esta pessoa não codifica uma mensagem de raiva em seu coração para com aquela criança, ao contrário, apercebe-se da inocência e se enche de ternura. Para esta pessoa, não há o que perdoar, já que a criança não sabe o que faz. O perdão, no caso, é intrínseco e automático em seu coração. Creio que, para Jesus, acreditar verdadeiramente que pessoas que praticam o mal realmente não sabem o que fazem, por falta de uma consciência mais elevada, pelo motivo que for, permite que o perdão esteja intrínseco em seu coração para perdoar tamanha maldade e humilhação.
Às vezes, por tão pouco, já que a maioria de nós nunca será, espero eu, crucificada injustamente, nos achamos no direito de julgar, discriminar e não perdoar os demais. Às vezes, somos ofendidos, humilhados, injustiçados, e por isso acreditamos que não devemos admitir tal conduta contra nós. Mas veja bem, se até mesmo Jesus foi humilhado daquela forma, que dirá de nós? Devemos nos defender e sim, nos proteger... mas além de nos ensinar o perdão, Jesus nos ensina o amor. Somente por um amor evoluído existente em seu humano coração, é que poderia vir sincero perdão daquilo que sofreu. E somente pelo perdão de tantas falhas existentes em nós, seres humanos, é que poderia amar de tal forma a este mundo, dando a vida por quem não merecia. Por isso, quando nos depararmos com o mal, por maior que seja, tentemos, por um minuto, nos conectar a esta história, a esta cena, de amor pago com dor, e de dor paga com perdão. Se nos transportarmos ao exemplo que Jesus nos deixou como herança, poderemos melhor compreender este mundo, de que todos somos falhos, todos somos imperfeitos, todos estamos sujeitos de cometer injustiças e sermos injustiçados, humilhados, ou sofrermos dor. Não devemos aceitar uma vida de sofrimento, mas ao nos depararmos com ele, será melhor para todos que possamos rapidamente praticar o perdão e o amor incondicional de forma evoluída, acreditando que um ser evoluído jamais cometeria mal contra nós, portanto, se o fez, é por não saber o que comete ou faz, por não possuir uma consciência maior. Para mim, fica a lição de que, se Jesus, diante do que passou, foi capaz de perdoar a todos, inclusive a mim, quem sou eu para não perdoar o meu próximo? E se até mesmo Jesus passou por tamanho desgosto e dor, quem sou eu para achar que não devo passar por tais situações?

Lilian Seiko Kato
Tags: deus jesus

Transformar-se requer coragem. Você vai enfrentar muitas batalhas físicas, mentais e espirituais conforme avançar no caminho estreito. Vai pensar seguidamente o quanto seria melhor ter ficado como estava, onde estava, fazendo o que fazia. Como os perdidos no deserto, vai desejar viver no passado onde tudo estava mais fácil, mais estável, mais tolerável. Mudar requer perseverança. Fé no que ainda você não pode nem ver ou vislumbrar. Ouvir a voz interior requer retirar todas as camadas protetoras, que, para evitar que você sinta dor, te mantém em uma caixinha protegido. E com frases badalando como um sino: não tente, não faça, você não é capaz, você vai passar vergonha, não tente ser o que você nunca poderá ser, fique onde está porque é o seu lugar, não dá, é muito pra você, nunca irá conseguir, deixa a gente aqui e tá tudo certo (gente é tudo o que faz parte de você: seu corpo, sua mente, sua alma, seu espírito e seu coração). Se você for lá, só vai ter decepções. Só vai sofrer quando perder. Vai ter que voltar derrotado. Essa voz é a sua mente medrosa, cheia de feridas e casquinhas protetoras. Mas o o seu coração, ah, este carrega sonhos que nem mesmo você sabe de onde vem. Este carrega a esperança enfraquecida debaixo de toda camada densa que você criou. Este carrega a fé, que está abafada e adormecida, como uma semente que contém a vida mas não foi plantada ainda. Nem cuidada. Nem regada. Este carrega a sua essência, missão e o seu verdadeiro eu. Que pode até estar maltratado, ferido, cansado. Mas se está batendo, ainda há uma chance. Mas vai doer, vai machucar, parece que vai dilacerar. O pânico vai vir. E aí você precisará ter resiliência. Pra lidar com as batalhas perdidas. Com aquilo que você não poderá controlar. Com as desilusões. E aí sua mente virá com força: eu não falei pra você deixar a gente lá? Coração teimoso. Mas conforme você avançar pra frente, pra dentro de encontro com seu coração e espírito, e pra fora de encontro com o seu verdadeiro caminho, a vida estará dando um passo também até você. Então, quando sentir-se derrotado, lembre-se de acordar no dia seguinte e pensar: hoje não precisa ser igual a ontem. Lembre-se da borboleta. Quando ela é ainda uma lagarta, ela tem que ter coragem pra acreditar em sua transformação. Ela tem que ter fé em algo que nunca viu e sentiu mas que existe dentro dela: a sua verdadeira vida, essência e missão. Ela tem que parar pra ouvir a voz interior que diz quem ela é de verdade sem ao menos nem ser. Ela está lá, não tão feliz e contente com sua vida rastejante, porém está acomodada e acostumada. E dentro dela existe a sementinha do impossível. Então, ela não tem ideia do que virá a acontecer. Toma a decisão e começa a trabalhar. Constrói seu casulo que a protege dos perigos externos. E espera o tempo certo de sua metamorfose. Ela não sabe como será, mas aguarda pacientemente e com resiliência. Todo o processo dura um ano. Um ano de intensas trocas. De mudanças de estrutura. De às vezes, nem se reconhecer mais. A lagarta se desfaz por completo, apesar de sua essência, alma e espírito permanecerem. Vira um emaranhado de proteínas, de células, de tecidos. Talvez ela sinta saudades da sua vida passada. Neste tempo, as coisas ficam paradas, lentas, parece que nunca vai acontecer nada. Ela faz uma imersão profunda em si mesma, por completo. Fora isso, enfrenta o frio, o vento, as chuvas, o sol, a escuridão. Então, as suas células começam a se reorganizar. A tomar forma novamente. A crescer em outra direção. O que acontece é que ela destruiu seu antigo eu para deixar o novo eu se formar, se organizar, se construir. Ela matou tudo o que era velho para viver tudo o que é novo. E aí... ela está pronta, completamente. Mas precisa se libertar! Precisa quebrar a casca, precisa ter coragem novamente! E se lá fora estiver frio? E se for perigoso? Como será? E se eu não conseguir? Ela precisa de coragem para sair do confortável, de onde está tudo quentinho, parado, bom e calmo. Quanta decisão! E que decisão! Quanta determinação! Mas ela, finalmente, se deixa crescer. Se deixa ir. Se deixa ser. Quebra a camada protetora, sente o ar puro e fresco que bateu. Vai sentindo aquela sensação da liberdade. E voa... voa com encanto e beleza, tão linda e tão ela, flutua pelo mundo, sendo quem ela é, liberta de tudo, do passado, e do futuro. Hoje recebi a visita desta borboleta da foto. Ela me circundou por alguns segundos, depois pousou e se deixou admirar. E tudo o que eu consegui observar é que a lagarta ainda está lá. Ela nunca deixou de existir. Mas agora, ela tem plenitude, ela é completa. E vaga poraí, cumprindo seu papel verdadeiro, polinizando a natureza, equilibrando o ecossistema, e levando a mensagem do renascimento, da evolução, da bravura e da libertação.

Lilian Seiko Kato
Tags: borboleta renascimento

A formiguinha diferente

Era uma vez uma formiga.
Ela nascera em um dos milhares de ninhos de formigas que existem por aí.
Quando era pequena, ficava admirada com as outras formigas, que iam e vinham, rapidamente, trazendo alimentos e mais alimentos para o ninho.
Sentia que gostaria de fazer isso o mais breve possível. Portanto, enquanto ainda não podia trabalhar e sair pelo mundo, ela estudava maneiras de otimizar o trabalho, de conservar os alimentos, de se comunicar com as outras formigas e de ajuda-las. Ao invés de brincar, ela sentia que deveria estudar. E se preparar.
Ao mesmo tempo, seu coração se enchia de piedade por aqueles que, por alguns motivos, não conseguiam simplesmente trabalhar ou desempenhar alguma função. Algumas formigas tinham medo de sair, outras tinham alguma pequena deficiência, outras tinham algumas histórias para contar do porque simplesmente não podiam ajudar. E ela as ouvia, com empatia e generosidade.
Finalmente, chegou o dia em que ela iria poder sair e vivenciar o que era tudo isso. Estava ansiosa. Foi observando como os outros faziam, com cuidado, para não falhar. E começou a sua jornada. Às vezes, ela achava um pedaço de alimento mais interessante. Mas, ao invés de pegá-lo para si, mostrava para outra formiga e entregava para ela, que saia feliz e contente e agradecida. Às vezes, ela deixava o que estava fazendo para ajudar alguma companheira, e acaba voltando sem nada, mas com o sentimento de que fez uma boa ação durante o seu dia.
Às vezes, encontrava em seu caminho alguma formiga imprudente, que por isso mesmo comia todo o alimento que havia coletado, ou, por estar distraída o dia todo, estava devendo vários dias de produção. Então, ela, compadecida, lhe dava do seu estoque de alimento, e também cumpria jornada extra para repor o que a formiga imprudente tinha perdido.
Às vezes, alguma formiga estressada, reclamava para ela do trabalho, ou da vida, e ela, generosa, se oferecia para carregar o alimento da outra formiga, e acabou que, quase sempre, estava fazendo isso.
E ainda haviam formigas no ninho, aquelas que ela tinha cuidadosamente escutado, e entendido, levando no coração todas essas histórias. Por isso mesmo, ao sair para sua jornada, sabia que deveria fazer tudo por ela e também por aquelas que, por “n” motivos, não conseguiam ajudar. E elas acabaram contando com isso, sempre.
Mas a verdade era que, a formiga sempre tentava fazer o seu melhor. Apesar disso, o chefe das formigas estava sempre bravo e descontente com seu comportamento. Mas, dentro dela, embora buscasse a aprovação do chefe e de todos, ela sabia que contribuía não só com a produção, mas com as suas boas ações para com os demais. Isso era o que mais importava.
Acontece que, certo dia, a formiga se sentiu estranhamente cansada. Para sua tristeza, ela se sentia adoecida e não sabia por que. Avistou, de longe, uma amiga que ela havia ajudado, e que encontrara um alimento melhor naquele dia. Pediu se poderia ficar com ele, para poder se alimentar bem e talvez, recuperar as suas forças, mas a amiga, estranhamente, disse que havia visto primeiro. E ela entendeu. Era justo.
Então, foi caminhando e encontrou algumas formigas que ela havia ajudado, todas ocupadas levando suas coisas. E ela perguntou se poderiam ajuda-la, carregando um pouco para ela também, pois aquele dia ela não conseguiria. E ouviu vários nãos das formigas ocupadas com suas próprias responsabilidades e necessidades.
Então, encontrou a formiga imprudente, que estava forte e bem alimentada. Pediu se naquele dia, ela poderia dividir com ela algum alimento e se poderia, até que ela se recuperasse, substituí-la. Mas a formiga achou que se a ajudasse agora, ela poderia ficar mal acostumada.
Finalmente, voltou para casa sem nada, e um pouco triste. Foi procurar as formigas que ficavam no ninho e que ela auxiliava, para desabafar um pouco. Mas as formigas estavam zangadas com ela, porque não estava mais ajudando e colaborando, já que sabia que elas precisavam e não podiam, por suas razões, fazer o trabalho.
E se sentiu sozinha e sem nada. Perguntou-se o que vinha fazendo da vida, além de levar muitos pesos nas costas e, no fim das contas, não ter feito nada por si mesma.
Passou dias depressiva, solitária, pensativa. Ninguém entendia o que estava acontecendo com a formiga, mas também não se importavam. Achavam que ela estava, talvez, dramatizando a vida demais. A maioria, na verdade, nem a notava. Dentro dela, ela só pedia para Deus devolver as suas forças, para que ela pudesse continuar fazendo tudo da maneira que vinha fazendo, e para não perturbar ou atrapalhar ninguém à sua volta. Mas Deus parecia não escutá-la.
Foi então que, em meio a tudo isso, e esta dor que estava sentindo, que ela percebeu certas coisas da vida. Ela viu que as outras formigas sobreviveram bem sem ela, e continuaram suas vidas, independentemente de sua ajuda ou existência. À duras penas, ela enxergou que ajudar alguém não significa que o contrário será verdade. Ela percebeu que o chefe das formigas nunca reconheceria nada do que ela fazia, porque seus olhos eram diferentes do dela. Ele nem ao menos enxergava, porque um chefe só enxerga aquilo que quer. E ela percebeu que cumprir a função de outras formigas não as ajudavam, apenas as impediam de cumprir seu papel ou de colher os próprios resultados. E que ela não tinha o poder de mudar a vida de ninguém, e finalmente, de salvar ninguém.
Porque, na verdade, ela deveria salvar a si mesma. Agora se sentia livre daqueles pesos desnecessários. Portanto, percebeu que ela tinha estudado bastante, que este era o seu diferencial, mas que nem utilizava seu conhecimento. Ela nem ao menos se conhecia. Percebeu que, produzir para os outros em prol de produzir para si mesma, não a tornava uma heroína, pelo contrário, a tornava, na verdade, improdutiva.
E, agora, com toda essa consciência adquirida, ela aprendera o turno certo da vida. Se tornou diferente, apesar de sua essência ser a mesma. Descobriu que ajudar não significa ter que se prejudicar. Descobriu que amigo é diferente de colega ou conveniência. Descobriu que, em meios às dificuldades, se ela não pensar em si, ninguém irá pensar. Descobriu que não precisa se responsabilizar pelos resultados de ninguém, a não ser pelos seus próprios. Descobriu que ter alguém para contar nos momentos ruins é muito, muito raro, quase um milagre. Descobriu que não tem que se culpar por não agradar a todo mundo. Mas que valia a pena estar próximo de quem realmente gostava dela, do jeito que era, e que a valorizava, mesmo quando ela não tinha nada para dar.
Hoje em dia, a formiga está em busca de seu próprio caminho. Desistiu de carregar um ninho, que nem mesmo era seu. Abandonou as pessoas que ela tanto amava, mas que não era recíproco. Aprendeu que um ambiente hostil pode ser trocado por um ambiente saudável. Mas aprendeu que, mais importante que ser amada, é amar-se. Mais importante que ajudar, é ajudar-se. Mas importante que agradar, é agradar-se. Mas importante que ser respeitada, é respeitar-se. E mais importante que ser valorizada, é valorizar-se.

Ah, e percebeu que Deus sempre esteve com ela, durante todo o tempo. E que, na verdade, não mudou a situação da formiguinha quando ela pedira, porque estava usando a situação para mudar a formiguinha. E fazê-la crescer.

Um dia, a formiga conta o resto da história.

Até a próxima!

Lilian Seiko Kato
Tags: crescimento amadurecimento

Enquanto estive fraca, por entre as lágrimas que me caiam, surgia dentro de mim a cura. Enquanto despenteada emocionalmente e tão carente e sofrida estive, naqueles dias em que uma mulher precisa ser segurada forte nos braços por um guardião seguro e terno, se este não lhe recolhe as lágrimas, então cada uma que cair em seu rosto, ventre e colo, será como um pequeno remédio cicatrizante produzido pelo próprio eu desta mulher. Serão milagrosos anticorpos, e aquela outrora triste e inconsolável, avançará em sua evolução e independência emocional, mergulhada profundamente neste imenso oceano. O poder deste momento é inigualável, e este poder existe no interior de cada uma de nós, a capacidade de se regenerar por si só e produzir lágrimas que brotam da dor contra o desamparo e descaso que lhe fizeram sucumbir após a doação de sua verdade mais profunda. As lágrimas de cura que vem do íntimo ventre podem durar uma semana, um mês ou meses até. Mas quando elas finalmente secarem, você, mulher, estará livre do que tanto te doeu e te machucou o coração, pronta, regenerada e forte o bastante para despertar a tua vida cheia de propósitos e realizações incomparáveis e inimagináveis até então. Este é o momento da tua virada, em que deixas de ser uma menina donzela para te tornares uma segura mulher.

Lilian Seiko Kato
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Tags: mulher sofrimento

Não busque segurança nas pessoas... as pessoas são falhas, têm suas próprias lutas. Busque e construa a segurança em si mesmo e em Deus.

Lilian Seiko Kato
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Tags: segurança auto-confiança

Eu me rendo a Ti

Me sinto tão vazio
A alma cansada de sofrer
As lágrimas mal consigo conter

Mas meu coração sempre sente Tua presença
Mesmo que fraco eu esteja
Sei que estás comigo, Senhor!

Basta eu clamar... minha voz levantar
Tua palavra escutar, sei que irás me salvar

A tua misericórdia
é tudo o que tenho
Mesmo triste eu me convenço
e em esperança eu me rendo...

Eu me rendo a Ti...

Lilian Seiko Kato
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O Grande Eu Sou

Tu sempre serás
Tudo aquilo que jamais conseguirei ser
Tão bondoso e perfeito
Por mais que eu tente, não consigo entender

Como pode existir tamanho amor por mim
Nem mesmo eu me amo assim...

Deus, Tu és o Grande Eu Sou
Tu és tudo o que eu preciso
Tu guardas a minha alma
E me defende dos inimigos

Mas meu coração
às vezes pode falhar...
Obrigado por sempre me perdoar
E tudo a minha volta transformar

Lilian Seiko Kato
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Deixe-me ir, porque eu não sou a mulher da sua vida.
Deixe-me ir, porque se a gente aceita essa verdade, tudo perfeitamente se explica.
Deixe-me ir, porque desde o começo você que sempre quis partir, e eu dizia: não, fica.
Deixe-me ir, porque você sempre soube que comigo não se casaria.
Porque você nunca nem dizia, você nem mesmo fazia, você nem mesmo o queria.
E foi assim, até o fim dos dias, o fim da nossa vida, e o começo da sua e da minha.

Lilian Seiko Kato
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Tags: desilusão partir

Humildade é reconhecer que todo grande rio vem de uma pequena nascente... é ter consciência de que só se cresce nos encontros do percurso... e só se sobrevive se houverem sempre outras águas para unir-se e abraçar.

Lilian Seiko Kato
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Tags: humilde simples

Foco é dizer não.

Steve Jobs
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Você tem que encontrar o que você gosta. E isso é verdade tanto para o seu trabalho quanto para seus companheiros. Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazendo aquilo que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho é fazendo o que você ama fazer. Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não se contente. Assim como com as coisas do coração, você saberá quando encontrar. E, como qualquer ótimo relacionamento, fica melhor e melhor com o passar dos anos. Então continue procurando e você vai encontrar. Não se contente.

Steve Jobs
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Percebi que quando uso minha mente, já tão doente e problemática, para me comunicar com o outro, ela irá automaticamente se conectar com outra mente tão doente e problemática quanto. Os resultados são catastróficos. Mas quando fujo da mente e acesso o coração, que carrega meu verdadeiro eu interior, minha alma, Deus e uma capacidade incrível de acolhimento, ele irá se comunicar diretamente com o coração e o eu verdadeiro do outro, fazendo com que tudo seja genuinamente simples e puro, sem contradições. Eu falo o que realmente quero falar. Demonstro o que realmente gostaria de demonstrar, livre do meu próprio e contraditório julgamento e do julgamento alheio. O resultado é a felicidade plena de poder ser quem sou, e de proporcionar a oportunidade do outro encontrar quem ele realmente é, de encontrar-se consigo mesmo. Não existe propósito maior no mundo do que o de conseguir conectar coração com coração.

Lilian Seiko Kato
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Assim como todo veneno possui um antídoto, toda dor tem uma cura... A dor às vezes é necessária para apontar onde devemos crescer. O desafio está em encontrarmos o caminho para nos curar. Somos um complexo sistema e como tudo neste mundo, funcionamos com estímulos e respostas. Ações e resultados. A vítima que recebe uma picada venenosa precisa agir para buscar o antídoto e passar da vitimização para a ação, e assim colher o resultado da auto-cura e realização.

Lilian Seiko Kato
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Nós recebemos o que transmitimos verdadeiramente em nossos corações. Perceba esta máxima absoluta enchendo-se de paz, amor, afeto e bondade com o próximo genuinamente, sem julgar quem merece mais ou quem merece menos... sem exigir nada em troca. Encontre o equilíbrio entre servir o outro e ser benevolente, sem anular a si mesmo. Compreender que você atrai o que transmite te ajudará na incrível jornada de propagar amor e, consequentemente, recebe-lo de volta. Se você desenvolver a fé nesta profecia, terá encontrado o segredo de uma vida mais plena, repleta de significado. O poder da ação é incomparável.

Lilian Seiko Kato
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Se eu te perguntar sobre algum professor que marcou a sua vida, de qual você, de pronto, se lembrará? Daquele sábio e inteligente, por isso mesmo gentil, agradável e generoso, que te ensinava com, acima de tudo, amor e paciência, ou aquele por igual inteligente, porém ignorante, crítico, rude e indiferente? Com certeza, os que marcaram a minha vida foram os sábios em ensinar a mim aquilo que eu ainda não sabia... e, da mesma forma, eu, consciente do não saber, ansiava em aprender com este mestre todas as lições que ele poderia me passar. Assim devemos ser como mestres e discípulos um dos outros... Se você deseja mesmo promover verdadeira melhora e evolução nas pessoas à sua volta, este desejo deverá vir do coração, e os ensinamentos cheios de amor e compaixão pelo próximo. A crítica sem empatia não acrescentará nada ao mundo, talvez apenas serão palavras lançadas e que machucam, mas a sabedoria que você tem poderá mudar o mundo de alguém se você propagar as lições com, antes de mais nada, amor e consciência de que, um dia, você também foi desprovido de conhecimento. Sejamos tardios em criticar e mais rápidos em compreender e dar exemplos daquilo que desejamos ver no outro.

Lilian Seiko Kato
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Tags: ensinar instruir