Texto em verso

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⁠CANTANDO EM VERSO A SAUDADE

Este vazio de uma poesia sem um feito
Essa lembrança poetando com espinho
É igual a uma aflição pinicando o peito
O que era a dois, depois, virou sozinho
E, os versos ardentes jazem no passado
Escrevendo a tal dor de uma despedida
A poética indigente... o poema cansado
E em cada ênfase uma emoção partida

É aperto em cada canto rimando a sina
Em compasso aflitivo que não termina
Sussurrante a uma ausência que brade
É uma linguagem suspirada da solidão
Da nostalgia, fria, do pesar do coração
Carecido, cantando em verso a saudade...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 outubro, 2022, 17’57” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠INDA

Inda a minha alegria é a poesia
Inda sonhos perdidos na lonjura
Inda aquele verso que procura
Inda a poética, o olhar à revelia
Inda a sede e uma livre fantasia
Inda na terna prosa a aventura
Inda uns tais versos com doçura
Inda aprendiz, o canto e magia

Inda a inspiração d’alma escoa
Inda a presença... bem vinda!
Inda sensações que me povoa
Inda aquele versar na berlinda
Inda sentimentos, real, de boa
Ilusão, a paixão, o amor... inda!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 outubro, 2022, 06’34” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠GESTAÇÃO DO POETA

Quando a inspiração fecunda, formando
O verso duma imaginação em rota exata
Prenha é a alma do poeta, tão autocrata
De um fervilhar da mente, devaneando
No mando da emoção, a voz de comando
O sentimento, o olhar, a singela musicata
Concebe a composição em frenética cata
De um nem eu sei de onde ou de quando

Só sei que vem do coração, e vai rimando
Estando cada uma das linhas, caminhando
Em um ousar de um emaranhado fonema
Assim, chora ou sorri, silencia ou murmura
Aí, então, uma parição de poética estrutura
Que de uma sensação à mão, pari o poema!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 outubro, 2022, 16’07” – Araguari, MG
*dia nacional do poeta

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ESQUECER-SE NAS HORAS

Na imaginação vasta de um verso
Tem caso, tem compasso versejado
Escorrendo pelos dedos, extasiado
Num prazer maior, no ritmo imerso
A poética dum sentimento disperso
Seduz a inspiração, assim, acertado
Na rima, traz-me o verbo inesperado
Que faz cativar e tornar tão diverso

E vai-se a poética com sua fantasia
Encenado virtude e pecado. Tirado
Das noites fundas e leves auroras...
É a magia, o encanto duma poesia
Fazendo do ledor tão enamorado
E, ao poeta, esquecer-se nas horas!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24 outubro, 2022, 21’07” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Retracto de Celeste -


És filha do Fado! Irmã do Tejo ...
Um verso de Poema! Uma guitarra ...
És silêncio de seda, Lisboa de mil beijos,
que sobre a vida se debruça e amarra!

És a glória do meu punho de poeta
que treme ao sentir o coração ...
És a cor de uma imensa aguarela
que alguém pinta ao vencer a solidão.

Teu cantar é de cetim, em mim, é saudade,
de Camões, a voz, num semblante Portuguez!
És poema inacabado, tempo sem idade,
que repousa no regaço da eterna D. Ignês!

Óh Celeste derradeira, Fonte de Leanor,
descalça pela cal da madrugada,
pisando lirios, alabastros, sobre a dor,
indo e caminhando pela vida, tão amada ...

tão amada ...


(Para Celeste Rodrigues)

Inserida por Eliot

⁠ENTÃO SOMENTE

Encontraste-me, e eu um verso triste
Um escrito solitário e amargo estava
Pela minha emoção a aflição passava
Com tristura que na teimosia insiste
Riste, meu semblante dor sussurrava
Como quem só no desengano existe
Sem gozo, e no próprio pesar fruíste
Aonde a minha alma se via escrava

Amei-te mais, quando tu não hesitou
Quando do amor era, então somente
Amor em minha carência, me amou...
Quando me deste presença, veemente
Quando junto a mim agruras suportou
misericordiosissimamente.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04/12/2021, 17’36” – Araguari, MG
paráfrase Guimaraens Passos

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Verso e reverso

Gosto das noites
De olhar a lua
Sou como coruja
Com a alma nua

Do silêncio, asas
Da escuridão, guia
Das noites frias
Eu sou poesia

Pairo no silêncio
Supero a escuridão
Sou alma de fogo
Eu sou furacão

Sou moça valente
Apesar de estranheza
Escureça ou amanheça
O brilho dos meus olhos
Se encaixa a natureza
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 12/12/2021 às 14:00 hrs

Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues

Inserida por AndreaDomingues

⁠Oh! Saudades



Verso cachorro,
Teu latido dói no estampido.
Imaginação cachola, dedos que coçam nas cordas dessa Viola.
Oh! Saudade,
Saudades do arado rasgando terras.
Oh! Barbaridade,
Saudades, machuca, tortura a alma de verdade.
Oh! Garoa fina, rega o solo que lá vem a semente menina.
Não demora muito, o broto começa mostrar sua sina.
Oh! Carro de boi, tempo bom que se foi.
Germina, exala o teu choro na partida.
Lavoura, trigo arroz e natureza boa, poesia ainda não lida...
Engole o choro Poeta,
Cala tua boca.
Tu,
És um analista do passado, pisa firme no enredo sapateando que engata nesse improviso coitado...
Vai,
Bate suas mãos do corpo desse instrumento, indolente...
Rios afluente...
Cama, berçário, arranca o poema que ficou no teu armário.
Bate no peito, dedilha tua inspiração com muito jeito.
Oh! Afinação bruta...
Tuas rugas tem histórias.
Dias que não saí de sua memória,
Os dias que viveu, colhendo frutos, alface, cebolinha e chicória..
Canta lá no roçado, o canário e a coleirinha...
No pomar, o princípe sabiá,
Na tuia, a coruja coroa.
Na gruta, a saracura..
E aqui, canta o poeta compositor sem suas luvas...
Oh! Nostálgica melancolia.
Danada, tomas de mim esses versos sem fim...
Leva-os...
Ou mate de vez, essas lembranças que não tem fim...
Antes, era tudo manual, tudo mudou.
Que pena!
Agora,
É a vez do trator...





Autor : Ricardo Melo
O Poeta que Voa


Inserida por JoseRicardo7

META UM VERSO:

quando a realidade dura te inquietar;

quando tudo o que parecia sólido desmoronar;

quando tiver que se recompor,

remendando teus esforços chutados

por quem não soube valorizar.

Já há dentro de ti um metaverso,

uma consciência capaz de alterar

o ambiente coletivo

a partir do teu próprio universo.

Para cada dor existe uma cura.

A cada lágrima, meta um verso.⁠

Inserida por PalavraMotriz

⁠Doce Amarga 3

Verso 1:
Doce amarga é a sensação
De amar você com o coração
A vida é tão mais doce assim
Com você aqui junto a mim

Verso 2:
Mas o medo bate forte em mim
De perder você, do amor o fim
E a dor que vem quando partir
Será difícil de suportar, sentir

Refrão:
Oh, doce amarga é esse amor
Que me faz sorrir e também chorar
Mas enquanto juntos estamos
Vamos aproveitar cada momento, amar

Verso 3:
Não sei se sou capaz de aguentar
A solidão que virá com a sua partida
Mas enquanto estamos juntos, meu amor
Deixe que o amor nos guie, sem despedida

Refrão:
Oh, doce amarga é esse amor
Que me faz sorrir e também chorar
Mas enquanto juntos estamos
Vamos aproveitar cada momento, amar

Verso 4:
Você é meu doce, minha paixão
E eu não quero imaginar a vida sem você
Vamos fazer valer a pena cada segundo
Deixa nosso amor escrever nossa história, meu bem

Refrão:
Oh, doce amarga é esse amor
Que me faz sorrir e também chorar
Mas enquanto juntos estamos
Vamos aproveitar cada momento, amar.

Inserida por MauricioBraga

⁠POÉTICA QUE ATRELA

Ó verso, que se enfada, ó verso, que brada
D’Alma cansada. Tão inquieto, e pobrezinho
Nunca foste amado, na tua estrofe, sozinho
E vives buscando aquela prosa encantada
Tua poesia anda vazia, deserta sua estrada
Tão frígida cada rima, sem calor do carinho
Ferido. No teu íntimo aquele certeiro espinho
E, a inspiração com o silêncio da madrugada

E, amanhã, quando a luz do sol fulgir, radiosa
Ó poesia sem sorte, importuna, com saudade
Traga em seus versos uma ventura formosa
E então, já não será ignoto, e numa viradela
A solidão será oculta na buscada intimidade
E, dum canto isolado, terá poética que atrela

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03 de maio, 2023, 19’23” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Desvendo, introvertida e tão dolente,
Com o verso, que acorda e nada oculta,
A rosa cuja espada vil se sente
No arrebol das paixões da vida adulta.

Aos grilhões do encanto me condeno
A cultuar, honrado, suas formas,
Admirando da lâmina o veneno
E queimando na dor de suas normas.

Ainda que aflições tenha por lemas,
Manifesta-se a rosa com estima,
Que dos versos se adorna nos dilemas.

Se no segredo o amor rasga e se firma,
Deixe o mundo que fervam os poemas,
De onde revela o mal a triste rima!

Inserida por lucasftor

⁠MORRO EM CADA VERSO

Morro em cada verso
Em cada letra, em cada palavra
Tempestade que a minha alma sente.

Morro de dia, de noite
Nas luzes que cruzam o céu
Entre as sombras assustadas do monte.

Morro de amor nas rosas que florescem
De nostálgica certeza que o Outono
Seja Primavera. Inverno. Verão

Inserida por Sentimentos-Poeticos

⁠NÃO HÁ

Não há em um soneto quem poética visse
Quando se quer, o amor, no verso cantar
Ele encanta, faz ao leitor, assim, encantar
Por ter aquele agrado, sem ser uma tolice
Ama tudo isso, e nunca é uma vã chatice
Deixa escorrer pelas mãos o doce poetar
Os sussurros do coração e então cativar
O viver, fugaz, por conseguinte a velhice

Tem olhar na inspiração, belo e fecundo
Tem abraço, tem gesto, se alimenta disto
E o sentimento, aí, alto, melhor do mundo
Supera a trova desigual, cada imprevisto
Suspira, poetisa as sensações ao mundo
E a emoção muito mais que apenas isto...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 maio de 2023, 15’05” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠FIEL

Frenético, o verso cheio de agonia
Sobre a mágoa na escrita reclinada
Emoção e carência no peito velada
Poetadas em uma poética sombria
É sofrência versada, sensação fria
Duma saudade na prosa colocada
Sussurra o poema, na dor cevada
Impregnados na alma e na poesia

Era mais bela, outrora, só amando
Versos alegres e a poesia sorrindo
Formas plenas, agora, até quando?
Não te rias de mim, ó poema cruel
Afeto ao coração que vais pisando
Pois, insistindo, ao amor, serei fiel!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 junho, 2023, 20’00” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Desespero se entrelaça em cada verso, Palavras entrecortadas, lamentos dispersos. A esperança definida, perdida em um breu, Neste poema sombrio, a escuridão é o eu.

Mas no meio da escuridão, um raio de luz, Uma centelha de vida, um sopro de cruz. Pois a sombra não dura, o sol há de nascer, E no abraço do tempo, a esperança renascerá.

Assim, encerro este Pensamento de um louco, doentiu, Com um lampejo de esperança, um vislumbre de alívio. Pois, mesmo nas trevas, a luz se manifesta, E a sombra mais densa não é eternamente funesta

Inserida por DeadAngel

⁠TEU VERSO

Esse meu verso, que escrevo e oferto
Outrora vivido, agora muito saudoso
Que roubei-o da memória, ardentoso
Poético crime e, na inspiração liberto
Busco, contudo, um sentimento certo
Possa nisto servi-me de maravilhoso
Instante, não aquele receio malicioso
Se, recordar, for dum agrado coberto

Porém, dizer-te, eu te amo! Quisera
Fosse apenas na sua forma sincera
O que foi, naquele momento imerso
Em cada trova a deferência rimando
Possa, pando de paz, assim, doando
O meu verso pra que seja teu verso!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11 junho, 2023, 14’32” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Você me pediu um verso vou escrever.
Você me pediu um beijo numa noite agitada eu neguei .
Fui fiel ao que eu sentia .
Você me espera .
Me elogia .
Me dar todo dia bom dia
Só quero que entenda .
Não vou fazer com você oque me fizeram um dia.
Vai doer
E eu não quero isso pra você .
Você vai perceber os sinais.
E eu não vou saber negar .
Só quero um tempinho pra isso tudo passar.
Não quero magoar esse coração que só quer me amar.

Inserida por Janinekelle

⁠Levas-te
Minha inspiração
Foste cantada
em prosa e verso
Foste imortalizada
pelas inúmeras poesias
que fiz para ti
Foste imortalizada em letras de música e você nunca deu valor.
Foste amada, respeitada e valorizada e nunca deste valor sempre achou que não era digna desse sentimento que eu guardava no peito e nunca deste valor.
Desprezar você?
Nunca faria isso pois o sentimento que eu guardo no peito e que agora vai dormir não sei por quanto tempo ficará guardado quem sabe Para mais um amor.
Sigo em frente de cabeça erguida mais uma vez só mas de cabeça erguida.
Mas levo em meu peito a certeza de que te amei
com todas as minhas forças
Até breve...
Não se preocupe não vou morrer
vou viver.

Inserida por PoemasDuclert_Junior

⁠RESSURGIR

Desmesuradamente o silêncio no verso doía
Sobre uma saudade que no peito era poente
A angústia que ao sentir não mais consumia
Rompendo e assaltando a quietude da mente
E, cá no cerrado a tarde melancólica anoitecia
E um soluço seco no vazio se fazia de repente
Escorrendo pela poesia com uma tal vertente
Emoção... e sobrepondo a noite a luz do dia

Assim, sem medida, a poética se pôs tirania
Fazendo da prosa tortura no seu conteúdo
Tentando não dizer o que fatalmente dizia
Então, o meu sentimento vagou pelo infinito
E a sensação em um rugir, num rugir mudo
Impelindo tudo, em um grito aflito, aflito grito!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 fevereiro, 2023, 21’00” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol