Texto em Prosa
SONETO DE AMOR
A prosa traz meu encanto, meu amor
Assim que ela versa o versar enamora
Sussurra, delira, e se esquece da hora
E a quem lê a sensação sente o sabor
Quando sai da imaginação, a compor
A ilusão é enlevada, poética, embora
A rima ao poeta seja caixa de pandora
Ah emoção... ajudai-me a dar-lhe flor
Ternura, uma ávida trova de um amar
Que nasce da sede e brota a embalar
Cada sentimento que o afeto conhece
O que ao arrebatado assim lhe parece
Aquece, e puxa a emoção pra poetizar
Pois, é a paixão no soneto a se revelar
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 outubro, 2021, 18’32” – Araguari, MG
Posso ser verso — quando sinto.
Nem sempre perceptível.
Prosa — quando organizo o caos.
Aquele que parece sob controle.
Poesia — quando transbordo
ou quando escondo melhor.
Posso ser um parágrafo —
quando decido me sustentar em profundidade.
Ou uma frase —
quando a verdade basta.
Exclamação — quando a vida me atravessa!
Reticências…
quando pauso.
Observo.
E escolho o que revelo.
Interrogação — eu me questiono: o que revelo?
Ponto final — eu encerro.
Sem ruído.
Sem cena.
Sem volta.
No fim, depende de quem lê- da lucidez
para alcançar o que não explico- da perspicácia
para ler o que frequentemente deixo nas entrelinhas.
Escrever não é o que faço.
É onde me encontro.
É onde sou..
Ticiana Padilha
Dúvidas do viver
(Ensaio de Prosa Poética em golpes secos)
Agilson Cerqueira
Não sei.
E não importa.
Penso.
E não sai do lugar.
Produção,
Nome bonito pro vazio.
Sinto.
Não explica.
Razão falha.
Sentimento também.
Sem saída.
Cético —
De quê?
Prático —
Pra quê?
Nada sustenta.
Nem povo,
Nem Intelectual.
Ciente inconsciente.
Nem isso.
Não ser —
Sem drama.
Querer ser —
Erro.
O ser não falta.
Nunca houve.
Inquietude corrói.
Insatisfação gasta.
Nada constrói.
Tudo desgasta.
Resta —
Nem resto.
Nem nada.
Sou prosa... sou poesia
No silêncio da madrugada sou o caos e a bonança.
Sufocada por nova crise.
Dormindo feito criança.
Ora tempestade… ora calmaria.
Às vezes sou chuva tensa… chuva densa.
Às vezes sou sereno o mais sereno.
Sou alegria.
Sou melancolia,
Ora sou paz total.
Ora, guerra mortal.
Sou prosa… sou poesia.
Nesse mar de variação… vivo inteira o meu dia a dia…
Quer eu escreva ou desenhe...
Pois escrita são fonemas
O dito é parte da prosa...
Bem como os dizeres são expostos o desenho causa indignação...
Ou...
É uma expressão de irá e ironia
Num fato fatídico a irônica resenha.
No fardo ser rejeito ou expurgo.
Diante das letras a desatino.
A soberba falácia torna se ato de arte...
O artísta é um ator deu uma história dramática.
Em uma breve prosa lírica com ela, os devaneios das minhas lembranças comendam e me arrebatam a sanidade:
Ela: Tu és um bom homem,
Eu: Nunca hei de ser.
Ela: Tu és cheio de valiosos talentos,
Eu: Talentos pelos quais tenho apetência memorativa.
Ela: E estes teus sentimentos tão belos,
Eu: Relativos ao meu egoísmo e a minha individualidade.
Ela: Você se desmitifica no intuito de me afastar?
Eu: A minha real natureza é ser opositor a qualquer valor que eu tenha.
Ela: Teus defeitos nunca superarão tuas qualidades como ser,
Eu: Tu foi enganada pelas minhas palavras, cega está.
Ela: Eu lhe amo,
Eu: Eis que ser normal é a meta dos fracassados!
Ela: Então esquece que um dia lhe pertenci de corpo e alma,
Eu: Não se aflija, vou lembrar que tentou me converter em um homem melhor, nem tudo foi em vão, adeus.
Solene profundo.
O silêncio se faz poesia,
Como uma prosa bem contada,
Mas que sempre tem um fim.
É um desafeiçoamento sereno,
Onde as camadas se abrem
E a poesia se torna ruim.
Entre textos escondidos e segredos profundos,
O caos é meu aliado,
O silêncio, meu sagrado.
Tornando minha mente devastada,
Mas em meus punhos há uma saída
E no peito, uma despedida.
Mais dia, menos dia
Numa hora escrever prosa
era tudo que eu queria
de maneira religiosa
comparar-te à cor da rosa
pois por rosas você ria
eu tive essa garantia
noutra hora escrever versos
conversar sobre o universo
olhando pro céu você escolheria
qual estrela eu te daria
e então poderia escolher
você quer que eu vá buscar
ou nós vamos morar lá?
de tanto que pode escolher
escolheu ficar distante
se pedisse um diamante
escondido na mais alta montanha
minha vontade era tamanha
até lá eu te carregaria
montada num elefante
a vida seguiu adiante
e eu estou só na noite fria
olhando pro céu e pensando
na estrela que te daria
meu Deus, quando imaginaria
que ainda penso em você
hoje em dia
enquanto escrevo poesia.
"Vivo dizendo e repetindo, em prosa, verso e mímica: resisitir a mim, modestia às favas, é a coisa mais inócua, desde a invenção da alegria e do bom humor. Quer continuar tentando? Hum..."
Texto Meu No.1114, Criado em 2022
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Toda mancha que esvaeceu da minha boca
Toda a prosa colorida que adquiriram de mim
A realidade é em preto e branco
As coisas sentimentais que escrevi
Nunca significaram muito pra mim
Toda relevância impregnada de momentos vividos
Como tais mortos na limiaridade deles
O sonar dissipado num piscar de olhos
submersos em mentes frias
O sangue lacrimejado róseo era só pra segurar sua mão
E nesse desprendimento em busca do vão
Eu cacei por tanto tempo sua ternura
que acabei perdendo a minha.
O AMOR VOCÊ E EU
Lembro de você menina
Linda e toda prosa
A tagarelar.
Lembro que você dizia
Que comigo um dia
Iria se casar.
Lembro de nós dois juntinhos
Sempre agarradinhos
Em todo o lugar
Lembro que eu prometia
Que jamais iria
De ti separar
Mas a gente foi crescendo
E mesmo não querendo
Tudo então mudou.
Acabei não mais te vendo
E então percebendo
Que o sonho acabou.
Mas aquele amor que havia
Ainda existe hoje em dia
Nada transformou.
Fique então você sabendo
Que eu vivo vivendo
Ainda deste amor.
Vai que a gente ainda se encontre
E você me conte
Que não me esqueceu.
E a gente viva este amor
Que em nós menina
Sempre só cresceu...
E por fim amor vivamos
Como planejamos
O amor você e eu.
Elciomoraes
Não ache que você consegue me entender com meia hora de prosa.
Sou tal qual moringa d’água.
Simples à primeira vista, como uma boa cerâmica, mas quem me vê assim, só querendo matar a sede, só de passagem, não faz idéia da trajetória do meu barro, nem das tantas vezes que desejei mudar o meu destino.
Não ache que você consegue me entender com meia hora de prosa.
Sou tal qual moringa d’água.
Simples à primeira vista, como uma boa cerâmica, mas quem me vê assim, só querendo matar a sede, só de passagem, não faz idéia da trajetória do meu barro, nem das tantas vezes que desejei mudar o meu destino
Eu não sei escrever rimas
Nem das pobres nem das ricas
Também não domino a prosa
Ainda que em folha rosa
Costumo falar de bobagens
Mas também de coisas sérias
Repenso nas malandragens
E filosofo sobre as misérias
Contudo não entendi
Porque a escrita é voraz
Falo do que não vi
Rimo com o que jaz
Em outro verso, em outra estrofe
Por ser um jogo sem ás.
VANITAS
Só, em silêncio, a inspiração tímida e fria
Poeta... A prosa sai tremulante e inquieta
Rascunhando a estrofe em uma linha reta
De ilusão secreta, dor e suspiro em agonia
Febril, sua o devaneio, amotina a euforia
Bravia a alma grita, palpita, e então espeta
O nada, por fim, quer ser qual um profeta
Iluminado, falante e de alucinada idolatria
Poeto... cheio da minha imaginação cheia
Nascente do meu mais abismo profundo
E desagregada das paredes da teimosia...
Farto, agora posso descansar a cavalaria:
As mãos nervosas e o coração moribundo.
Arranquei-ti-ei pra vida, vivas tu ó poesia!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
SONHOS DE PAPEL
Incrível o desafio que uma folha em branco nos proporciona!
O verso, a prosa, a poesia, o conto, o romance... Infindo sonhos de papel que nos leva a um universo de palavras.
Palavras de amor, palavras de frustração, palavras de saudade, desespero e paixão. Enfim, tantos sentimentos para descrever momentos!
Quem vive nesse mundo se realiza quando escreve, às vezes demonstra o que está no peito, mas também o que não sente assim emprestando um pouco de emoção para quem tem muito a dizer, mas não sabe demonstrar...
Muitas das vezes essa veia de poeta é um pouco melancólica... Isso porque os amores perdidos e não correspondidos, a dor e saudade são os que mais inspiram os poetas.
Na maioria das vezes somos muito exagerados... Se amamos o amor é para sempre, é incondicional, acima de tudo e de todos, mas se não somos correspondidos preferimos às vezes até a morte de tão grande que é a dor... É ferida que sangra... E parece que nunca vai cicatrizar...
Mas, é gostoso ser assim posso sonhar, imaginar uma bela história de amor com apenas um beijo, fazer amor com um toque e amar com apenas uma palavra... Somos intensos!!!
Se você quiser sonhe comigo! Viva esse sonho de papel onde tudo pode acontecer! Tudo é possível! Só depende de você!
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Instagram: @versossemvergonha
INSPIRAÇÃO (soneto)
Foste a prosa melhor do meu poetar
Ou talvez a desejada... sonho e agrado
Contigo a inspiração me fez apaixonado
Contigo o amor pôde a paixão rascunhar
Chegaste, e o meu querer foi só amar
Queima-me o pensar, tão enamorado
Faz de meus versos um estilo dourado
E da escrita, suspiros, de essencial ar
Poema maior, meu prêmio e alegria
Obra divina, de firmamento delirante
É do teu gosto que alimento a poesia
Sinto-te em cada estrofe, que escuto
Está presente em mim a cada instante
Na criação, na alma, és poético fruto...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
SAUDADE EM PROSA (soneto)
As saudades lá se foram, respingadas
Lá pelo tempo... outra estória e verso
Mesmo assim na memória ficou imerso
Depois de tantas dores, tantas paradas
E o que assemelhava um conto de fadas
Tornou-se à emoção um trovar perverso
E no destino toda um argueiro disperso
De espinhos, nas lembranças poetadas
Então vi, que não adianta de ela fugir
Não tem nenhum contento, ao poeta
Se existe saudade, com ela deve-se ir
Embeber-se! uma estratégica solução
E, tê-la como coautora em sua meta
Pois, sempre a terá na prosa do coração....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/02/2020, 11’40” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Prosa Alquímica
O sol põe-se, eu me sento em meditação, procurando a terceira
visão
Um homem, uma face, um nariz, uma boca, três olhos, guri aprendiz,
guri inútil
Longe da aldeia, eu me sento em meditação, sinto o meu corpo
pelas matas, meus pés ajuntados "caminham pelas pedras do remoto
riacho" onde as sereias envocam o meu nome
Nada é o tudo que tenho
Se nada tenho, então nada tenho a perder, pois, já perdi tudo
Em meditação, travo batalhas contra as minhas máculas,
tentando transformar as pedras em ouro
Em meditação, eu abduzo-me mais da sociedade
O coração do poeta
É como o instante
da prosa
Como a vida lá fora
O orvalho na rosa
É como a carícia nas mãos
O pulsar louco da paixão
É como um beijo roubado
O sofrer sozinho e calado
O coração do poeta
É como a noite estrelada
A madrugada fria
É aurora nevoada
Quando rompe a luz do dia
É como amor impossível
O dia triste e insensível
Com um crepúsculo incrível
É como a chama do amor
Como o partir que trás dor
É a primavera sem flor
Em um mundo inteiro sem cor.
