Adriele Raissa Tizo
Brodowski, 112 anos.
E, de repente, o vento bate e o primeiro trompete toca.
Todos esperam frenéticos o que há por vir.
O pôr do sol que por nossa volta, se põe calmamente pois sorri.
Ao ver as crianças que pra ti apontam
Ele ganha uma vida sem muito sentir.
Pessoas entusiasmadas se sentem nostálgicas e pertencentes.
As crianças começam a desfilar enquanto o primeiro baile toca.
Os girassóis que há muito vimos giram nos olhos de todos.
É tanta beleza que nos torna um só povo.
As cores dançam, vibrantes na luz, cada traço é a vida, cada sombra é a cruz.
Os celestes vão no trem da alegria,
Demonstram seus balões como se tivessem vida.
Senhores flibusteiros sopram a tuba como nunca imaginaria.
As senhoras de vestes italianas se elevam como jovens enriquecidas.
A representação dos brutos e dos artistas,
Do pintor e do mineralista,
Da obra e do projeto,
Do rascunho e o completo.
Isso se faz a cidade, e ela é quem somos.
E no despertar da noite, sob o céu estrelado, celebramos a arte, o amor, o legado.
Dificuldades não morrem.
Dormir não vai resolver seu tormento,
Eles ainda estarão vivos quando acordar,
E em bora o planejamento te acerque
Ele não vai se formar você se não chorar.
Mas no canto tenso das 03:00 da manhã,
Em estado de desvario minha alma se encontra.
Sobre meu amor, silêncio perpétuo.
Sobre o lenitivo viva o provoca.
O amanhecer se desponta, tom suave e céu azul
Minha mente entende a obsessão de uma versão enganadora,
Tomou para si o meu ilibado, me tornou defeituosa
È tão comovente para ti a dor de outrora?
Meus textos desconhecidos, a risada escandalosa
Não me mande pro inferno se eu não tiver uma mente milagrosa,
Veria o meu lado escuro como te compreendo?
Tomaria para si as minhas dores, mesmo não as vendo?
Critérios me perseguem, transformação vem á tona,
Estou fora do tempo cronológico comum
Não entendo o que a lá fora.
Me considera forte ao entender meu lado?
És minha torre segura sem meu amparo?
Suporte a queda, controle o barco.
Persona.
Em um jaguara bem forrado,
Com uma pequena jóia em seu deitar.
O peito bem forjado, não ofusca seu olhar.
Em um projeto rimoso de poesia satírica,
Morre a verdade.
Verdade oitiva.
Escondendo frases em idioma secreto,
Refém do caderno incerto.
Jóia rara em peito fraco, razão de descaso.
Verdade
Um caso?
