Texto de Tragédia

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Medidas protetivas salvam vidas,podem impedir uma tragédia anunciada.Que a proteção chegue antes da violência,e que nenhuma vida seja perdida por uma ameaça ignorada.


Se existe medo, procure ajuda.Se existe ameaça, não fique em silêncio.Sua vida tem valor,seu corpo merece respeito,e você merece viver sem medo.
Helaine machado

A Tragédia dos Que Brigam Entre Si


É estranho pensar
que pessoas comuns,
que acordam cedo,
trabalham duro
e carregam as mesmas dificuldades,
acabam se tornando inimigas
por causa de guerras que não criaram.


Lá em cima,
os poderosos discutem seus interesses,
fazem alianças,
mudam discursos
e seguem suas vidas.


Aqui embaixo,
nós perdemos amigos,
rompemos famílias
e carregamos mágoas
por causa de uma disputa
que nunca esteve em nossas mãos decidir.


O vizinho deixa de ser vizinho.
O amigo vira adversário.
O irmão olha para o irmão
como se fossem de mundos diferentes.


E no final,
quem realmente ganha com isso?


Enquanto brigamos por aqueles
que nunca saberão nossos nomes,
continuamos enfrentando
os mesmos problemas,
as mesmas contas,
os mesmos medos
e as mesmas incertezas.


A maior tristeza de uma sociedade
é quando o povo esquece
que tem mais coisas em comum
do que diferenças.


Nenhuma opinião vale
a perda de uma amizade.


Nenhuma bandeira vale
o desprezo por outro ser humano.


Nenhum líder merece
que alguém destrua a própria paz
ou transforme amor em ódio.


Porque no fim da vida,
não serão as discussões da internet,
os discursos dos políticos
ou as brigas por ideologias
que ficarão ao nosso lado.


Serão as pessoas.


As mãos que seguramos.
As histórias que construímos.
Os momentos que nunca mais voltam.


A verdadeira tragédia
não é existirem pensamentos diferentes.


É permitirmos que eles sejam usados
para nos afastar daqueles
que caminham no mesmo chão que nós.

O JARDIM QUE NÃO FOI VISTO.
Há uma tragédia silenciosa que não se ergue em gritos, mas em ausências. Não é o abandono de Deus que dilacera a alma humana, mas a incapacidade de percebê-Lo quando Ele se faz simples. Eis o drama antigo e recorrente. Procurar o Altíssimo nas alturas inalcançáveis, enquanto Ele repousa na intimidade humilde do próprio quintal.
A imagem que se desenha é teologicamente profunda. O Senhor não se impõe como espetáculo, mas insinua-Se como presença. Perfuma as flores, isto é, santifica o ordinário. Assenta-Se no jardim, isto é, habita o espaço cotidiano. E ainda assim, o espírito inquieto O ignora, porque espera trovões onde só há brisa.
Não lavar os pés do Senhor não é um gesto físico omitido. É a metáfora da negligência moral. É deixar de servir, de amar, de reconhecer o sagrado no próximo, no instante, no dever singelo. Não ouvir Sua voz não é surdez dos ouvidos, mas dispersão da consciência, absorvida pelo ruído das próprias angústias.
“Por que, Senhor?” não é uma pergunta dirigida a Deus. É um eco que retorna à própria alma. A resposta, ainda que dolorosa, é clara. Não foi crueldade deliberada. Foi desatenção espiritual. Foi o esquecimento de que o divino não se revela apenas no extraordinário, mas sobretudo no constante.
A tradição evangélica sempre insistiu nesse ponto. O Reino não vem com aparência exterior. Ele já está entre nós, oculto naquilo que não valorizamos. E é precisamente aí que se dá a maior perda. Não reconhecer o que sempre esteve presente.
Mas há um consolo austero. Se o Senhor esteve no jardim, Ele não partiu. A presença divina não se ofende com a ignorância humana. Ela aguarda. Silenciosa. Fiel. Persistente.
O que se exige agora não é desespero, mas lucidez. Não é culpa paralisante, mas conversão do olhar. Ver o que antes foi ignorado. Ouvir o que sempre foi dito em silêncio. Servir onde antes houve indiferença.
Porque o verdadeiro reencontro não acontece quando Deus retorna. Ele nunca se ausentou. Acontece quando o homem finalmente aprende a enxergar.
E nesse instante, o jardim deixa de ser apenas terra e flor. Torna-se altar.

MIGALHAS DA GRANDE MESA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Existe uma silenciosa tragédia moral no coração humano contemporâneo. O homem aprendeu a medir grandezas pela abundância exterior, mas ainda não compreendeu que a verdadeira riqueza pertence ao domínio invisível da consciência. Enquanto o mundo contabiliza patrimônios, o Espírito contabiliza virtudes. Enquanto a matéria exige acúmulo, a alma pede iluminação. É exatamente nesse contraste que o ensinamento evangélico apresentado em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 16, item 9, revela uma das mais profundas advertências espirituais já oferecidas à humanidade: o homem somente possui aquilo que pode levar consigo após a morte do corpo.
A inteligência cultivada. A moral edificada. A indulgência praticada. A caridade silenciosa. Eis os únicos tesouros incorruptíveis.
O ensinamento espírita desmonta a ilusão milenar da posse absoluta. Nenhuma propriedade material acompanha o Espírito além do túmulo. O ouro permanece na Terra. Os títulos ficam nos cartórios. Os aplausos dissolvem-se na memória coletiva. Porém, cada gesto de benignidade grava-se indelevelmente no perispírito como patrimônio eterno da consciência.
Quando Paulo aconselha, na Epístola aos Efésios, que sejamos benignos uns para com os outros, ele não oferece mera orientação moralista. Trata-se de uma lei psicológica e espiritual profundamente ligada ao mecanismo evolutivo do ser. A benignidade não é simples delicadeza social. É disciplina da alma. É engenharia íntima. É exercício de transcendência do ego.
Sob a ótica espírita, toda criatura humana encontra-se mergulhada num processo educativo de múltiplas existências. Cada convivência representa uma oficina de aperfeiçoamento emocional. Cada atrito humano converte-se em instrumento pedagógico para dissolução do orgulho. Por isso, Emmanuel recorda que o monopólio do trigo não elimina a necessidade de apenas algumas fatias de pão. O corpo possui limites naturais. A ambição, entretanto, não os possui.
A avidez humana nasce menos da necessidade e mais da insegurança espiritual.
O homem acumula porque teme. Retém porque desconfia. Exagera porque desconhece a própria imortalidade da alma. Quem compreende profundamente a continuidade da vida não transforma bens transitórios em fundamento existencial.
É por isso que a caridade independe da abundância.
Uma das mais belas lições do texto encontra-se justamente na valorização das pequenas ações. O Espiritismo ensina que Deus não observa apenas a exterioridade das obras, mas principalmente a intenção moral que lhes dá origem. Um copo de água oferecido com amor possui magnitude espiritual superior a fortunas distribuídas por vaidade. Um silêncio prudente diante do mal pode evitar tragédias morais irreversíveis. Um sorriso fraterno pode impedir que alguém mergulhe em desespero invisível.
Na maioria das vezes, o homem despreza essas delicadezas porque ainda está fascinado pela grandiosidade aparente das ações espetaculares. Contudo, o Cristo jamais vinculou o Reino dos Céus às demonstrações de poder terreno. Pelo contrário. Jesus engrandeceu os pequenos. Aproximou-se dos esquecidos. Valorizou os simples. Elevou pescadores, enfermos, viúvas e crianças à condição de símbolos espirituais.
A benignidade é uma expressão prática da humildade legítima.
O texto faz importante distinção entre humildade e servilismo. O humilde não é aquele que se anula psicologicamente diante dos outros. É aquele que venceu a necessidade de sentir-se superior. O orgulho deseja destaque. A humildade deseja utilidade. O orgulho exige reconhecimento. A benignidade serve mesmo sem aplausos.
Sob análise psicológica profunda, muitos sofrimentos humanos nascem precisamente da expectativa constante de valorização externa. Quando alguém executa tarefas invisíveis e sente-se ignorado, frequentemente revolta-se porque ainda condiciona seu valor ao olhar alheio. O Evangelho propõe libertação dessa dependência emocional. O bem verdadeiro não necessita de plateia.
A Doutrina Espírita esclarece que ninguém vive isoladamente. A interdependência constitui lei natural da experiência humana. O exemplo do automóvel apresentado no texto é extraordinariamente pedagógico. Um simples veículo depende de dezenas de profissionais invisíveis para existir e funcionar. Da mesma forma, toda sociedade humana sustenta-se numa vasta rede silenciosa de cooperação.
Isso destrói a ilusão da autossuficiência.
Ninguém cresce sozinho. Ninguém sofre sozinho. Ninguém vence sozinho.
Cada trabalhador anônimo participa silenciosamente da sustentação coletiva da vida humana. O orgulho, entretanto, impede frequentemente que o homem reconheça essa realidade. Por isso a benignidade converte-se em necessidade civilizatória. Sem ela, a convivência humana degenera em disputa, ingratidão e violência moral.
Quando Emmanuel convida à reflexão sobre a Tolerância Divina, ele conduz o pensamento a uma das mais sublimes percepções espirituais. Deus continua sustentando a humanidade apesar de suas guerras, crueldades e perversidades. O Cristo continua amparando consciências rebeldes mesmo sendo constantemente negado pelos próprios homens que afirma amar.
Há nisso uma revelação profundamente consoladora.
A misericórdia divina não funciona segundo os critérios estreitos do ressentimento humano.
O homem interrompe relações por pequenas ofensas. Deus sustenta séculos de rebeldia humana sem abandonar Suas criaturas. O homem exige perfeição alheia enquanto permanece indulgente consigo mesmo. O Cristo, ao contrário, continua oferecendo luz aos próprios perseguidores.
Essa compreensão dissolve gradualmente os sentimentos de vingança, mágoa e melindre. O ressentimento funciona como veneno psíquico. O indivíduo magoado aprisiona-se vibratoriamente ao mal que recebeu. Sob perspectiva espírita, cultivar rancor significa prolongar internamente a própria dor.
Daí a necessidade do perdão.
Não como submissão emocional. Não como negação da justiça. Mas como libertação íntima.
O texto alcança extraordinária profundidade ao perguntar o que teria acontecido se Jesus houvesse desistido da humanidade por causa da ingratidão humana. Essa indagação possui imenso alcance filosófico. Revela que o amor verdadeiro não depende da resposta recebida. O Cristo prosseguiu amando mesmo rejeitado. Continuou ensinando mesmo perseguido. Permaneceu servindo mesmo crucificado.
Eis a benignidade elevada ao grau sublime.
A Natureza inteira testemunha essa lei. A chuva não escolhe onde cair. O sol não ilumina apenas os bons. A árvore oferece sombra até ao lenhador que a golpeia. Toda criação divina ensina silenciosamente a generosidade espontânea.
O homem, porém, ainda luta contra si mesmo.
Por isso o Evangelho insiste tanto na transformação moral interior. Não basta conhecer conceitos espirituais. É necessário converter o conhecimento em sentimento vivido. A verdadeira evolução não ocorre apenas no intelecto. Ela acontece quando a alma aprende a amar sem cálculo, servir sem orgulho e tolerar sem humilhação.
A benignidade é uma das mais altas expressões da maturidade espiritual porque nasce da compreensão de que todos somos viajores imperfeitos na mesma estrada evolutiva. Hoje auxiliamos. Amanhã necessitaremos de auxílio. Hoje compreendemos. Amanhã pediremos compreensão.
E nessa sublime reciprocidade da existência, o Cristo continua chamando cada consciência humana para a grande mesa da fraternidade universal, onde até as migalhas do amor sincero possuem valor infinito diante da eternidade.
Fontes.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
Pão Nosso.
Fonte Viva.
Vinha de Luz.
Bíblia Sagrada. Efésios 4:32.
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Talvez a maior tragédia não seja sofrer, mas descobrir que nenhuma explicação elimina o sofrimento. A existência não nos deve respostas. No máximo, concede-nos alguns instantes de lucidez entre um espanto e outro. E talvez seja precisamente essa lucidez — tão insuportável quanto indispensável — que chamamos, por falta de um nome melhor, de fé.


- Tiago Scheimann

A maior tragédia do ser humano não é ser manipulado; é ser manipulado e ainda defender o manipulador. O sistema descobriu que não precisa acorrentar pessoas quando pode entretê-las, distraí-las e convencê-las de que suas prisões são escolhas. Criou-se uma multidão de consumidores de ideias prontas, compradores de verdades embaladas e repetidores de pensamentos que nunca tiveram coragem de investigar.

Muitos não possuem opinião; possuem uma programação. Não formaram convicções; apenas absorveram condicionamentos. Não pensam sobre aquilo que acreditam; acreditam porque foram ensinados a não pensar.

A mente preguiçosa é o território mais fértil para qualquer manipulação. Quem não desenvolve consciência vira depósito de narrativas, vitrine de desejos fabricados e porta-voz de interesses que nem conhece.

O maior triunfo da manipulação não é calar uma voz; é criar uma voz que repete exatamente aquilo que deveria questionar.

Uma sociedade que abandona o pensamento crítico não precisa de censores: ela mesma se vigia, se limita e se condena a repetir. O ser humano que não conquista a própria mente passa a vida inteira defendendo ideias que invadiram sua cabeça sem pedir permissão.

A RAZÃO DA RAZIDÃO

A maior tragédia da humanidade não é a ignorância.

É a perda da humanidade.

A alienação nunca foi o destino; sempre foi o caminho. O destino é muito mais profundo e infinitamente mais perigoso: a desumanização do homem.

Desumanizar não significa retirar a inteligência. Significa retirar a consciência.

É possível possuir informação sem possuir sabedoria. Conhecimento sem discernimento. Tecnologia sem propósito. Poder sem caráter.

É exatamente isso que estamos testemunhando.

Jamais a humanidade produziu tanto conhecimento e, paradoxalmente, jamais se conheceu tão pouco.

Vivemos cercados de pessoas e vazios de presença.

Conectados às redes.

Desconectados da realidade.

Aproximados pelas telas.

Separados pela alma.

A comunicação nunca foi tão rápida.

A comunhão nunca foi tão rara.

A mente cresce quando aprende.

Mas amadurece quando desaprende.

Porque aprender acumula.

Desaprender purifica.

Toda mentira ocupa um espaço que deveria pertencer à verdade.

Por isso, desaprender é um dos atos mais elevados da inteligência.

A razão da razidão consiste justamente nisso: ensinar o homem a esquecer quem é, para que jamais descubra por que existe.

Quando o homem perde sua identidade, qualquer identidade lhe serve.

Quando perde seus princípios, qualquer ideologia o seduz.

Quando perde a verdade, qualquer narrativa o domina.

E quando perde Deus, passa a adorar qualquer coisa.

O dinheiro.

O status.

A imagem.

O prazer.

O poder.

A opinião dos outros.

Ou, pior ainda…

A si mesmo.

Desde o princípio da história, o homem tenta construir um deus semelhante a si. Um deus que nunca confronte seus desejos, nunca questione suas escolhas, nunca exija arrependimento, nunca transforme seu caráter.

Um deus domesticado.

Mas Deus nunca foi criado para caber dentro da consciência humana.

É a consciência humana que precisa caber na verdade de Deus.

Toda desumanização começa quando o homem deixa de olhar para dentro.

E toda reconstrução começa exatamente no mesmo lugar.

Ao pensar naquilo que pensamos, pensamos de fato.

Poucos fazem isso.

A maioria apenas repete.

Repete opiniões.

Repete indignações.

Repete discursos.

Repete comportamentos.

Repete medos.

Repete sonhos que nunca escolheu sonhar.

Pensar tornou-se um ato raro.

Reagir tornou-se um hábito coletivo.

A mente mente.

Ela fabrica justificativas para aquilo que o coração já escolheu.

Por isso, inteligência não garante discernimento.

O discernimento começa quando temos coragem de desconfiar até mesmo dos nossos próprios pensamentos.

Toda escravidão começa quando deixamos de questionar aquilo que controla nossa mente.

Conforme venho afirmando há anos, a maior guerra da história não acontece entre nações.

Acontece dentro da consciência humana.

É uma guerra silenciosa.

Sem tanques.

Sem bombas.

Sem sirenes.

Mas com milhões de vítimas.

Quem conquista a mente não precisa conquistar territórios.

Quem governa a consciência governa comportamentos.

Quem governa comportamentos molda culturas.

E quem molda culturas redefine o destino de civilizações inteiras.

A estratégia nunca foi impedir o homem de pensar.

Foi convencê-lo de que já pensa.

Se eu me acho, não me procuro.

E quem deixa de se procurar jamais se encontra.

Vivemos uma geração perdida que acredita ter encontrado a si mesma porque encontrou um grupo ao qual pertence.

Confundiu pertencimento com identidade.

Popularidade com valor.

Visibilidade com relevância.

Seguidores com amizade.

Informação com conhecimento.

E emoção com verdade.

Pessoas rasas arrasam pessoas profundas.

Não porque sejam mais inteligentes.

Mas porque a superficialidade sempre se espalha com mais facilidade do que a profundidade.

Construir exige tempo.

Destruir exige apenas descuido.

Talvez seja por isso que tantos adoecem.

A depressão, a ansiedade, o vazio existencial e tantas outras formas de sofrimento nem sempre nascem da ausência de recursos.

Muitas vezes nascem da ausência de sentido.

O homem suporta quase qualquer sofrimento quando encontra um propósito.

Mas dificilmente suporta uma existência sem significado.

A sociedade ensina como ganhar dinheiro.

Pouco ensina como não perder a alma.

Ensina a competir.

Esquece de ensinar a servir.

Ensina a convencer.

Esquece de ensinar a compreender.

Ensina a vencer.

Mas raramente ensina a vencer a si mesmo.

Enquanto isso, seguimos formando profissionais extraordinários e seres humanos emocionalmente analfabetos.

Especialistas em produzir.

Iniciantes em amar.

Especialistas em consumir.

Iniciantes em contemplar.

Especialistas em aparecer.

Iniciantes em existir.

Quem não possui valores inevitavelmente terá preço.

E quem possui preço sempre será comprado por alguma coisa.

Talvez por dinheiro.

Talvez por poder.

Talvez por reconhecimento.

Talvez apenas por medo.

Toda venda da consciência começa com um pequeno acordo contra a própria verdade.

A realidade continua existindo, ainda que seja negada.

A verdade não depende da nossa aprovação para continuar sendo verdade.

Podemos fechar os olhos para o sol.

Mas jamais apagaremos sua luz.

Toda fuga é uma saída sem saída.

Porque ninguém foge da realidade.

Apenas adia o encontro com ela.

E quanto maior o adiamento, maior será o impacto desse encontro.

Vivemos como se a vida fosse infinita.

Adiamos conversas.

Adiamos mudanças.

Adiamos perdões.

Adiamos Deus.

Até que um dia percebemos que o tempo nunca esteve parado.

Era apenas a consciência que estava adormecida.

Aprender amplia a mente.

Desaprender a liberta.

Libertar-se significa abandonar tudo aquilo que nos impede de sermos plenamente humanos.

Porque ser humano não consiste apenas em existir.

Consiste em despertar.

Consiste em discernir.

Consiste em amar.

Consiste em servir.

Consiste em reconhecer que nenhuma transformação social será suficientemente profunda enquanto o homem continuar desconhecendo a si mesmo.

A verdadeira revolução nunca começou nas ruas.

Sempre começou dentro da consciência.

E toda consciência verdadeiramente despertada inevitavelmente transforma o mundo ao seu redor.

Por isso, antes de tentar mudar a humanidade, tenha coragem de encontrar o homem que existe dentro de você.

Porque quem transforma a própria consciência deixa de ser apenas parte da história.

Passa a ser parte da solução.

E jamais se esqueça:

Tudo aquilo que plantamos colheremos.

Essa lei não pode ser negociada.

Não pode ser comprada.

Não pode ser manipulada.

Ela não distingue ricos de pobres, governantes de governados, religiosos de ateus, famosos de anônimos.

Ela apenas responde, com absoluta precisão, àquilo que decidimos semear.

A vida sempre devolve ao homem aquilo que primeiro encontrou dentro dele.

Porque toda colheita é, antes de tudo, o espelho invisível das sementes que um dia escolhemos lançar sobre a terra e sobre a eternidade.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista • Neuropsicopedagogo • Pedagogo

31/07/2026

A dor, o luto e a tragédia de todas as ordens são escolas muito duras, ninguém está imune a elas.


Acolher estes acontecimentos com coragem e respeito é dever individual e coletivo.


E sobretudo, é dever aprender com elas e da maneira que for possível cada qual da sua maneira ser o ombro amigo e a palavra amigo ou até mesmo o silêncio oportuno para quem precisa.


Ideal seria se conseguíssemos desafiar o cotidiano e estar acima das influências contemporâneas e incorporar como ato de vida formar uma rede de apoio social dentro do nosso espaço existencial.

Talvez a mais obscura tragédia da existência seja a incapacidade de contemplar o vazio sem lhe atribuir significado. Erguemos propósitos sobre o abismo, inventamos verdades para disfarçar a vertigem de não saber e chamamos esperança à nossa recusa em aceitar o silêncio. O universo talvez não oculte mistério algum; é a consciência, em seu delírio de grandeza, que transforma a ausência de sentido numa pergunta interminável, condenando-nos a procurar, no silêncio absoluto das coisas, uma resposta que justifique a nossa necessidade de existir.


- Tiago Scheimann

Uma personagem clássica.

A vida é uma tragédia.
Sua história é uma epopeia.
Suas frases são versos.
Suas ações são uma peça.
Deixe-me ser sua simetria.
Faça-me bela como a nona sinfonia.
Torne-me o motivo da guerra de Tróia.
Lapide e crie a mais bela joia.
Contudo, o fim é cruel.
Não vou negar o que sinto por você,
E beberei cicuta.
Chamar-te-ei Tétis, e será minha ninfa,
E estarei preso nas tormentas.
Ficarei na incerteza de sua traição,
E serei mais um casmurro.
O Destino, autor da minha literatura
É inteligente e irônico,
Ele tornou-me um clássico,
Minha vida em folhetins que são escritos todos os dias.

Inserida por vitorap

(Tragédia de santa maria)

(Noticiario)Dia 27/01de 2013 um dia triste pra santa maria 231 pessoas
morrem em encedio em boate no Rio grande do sul...

lembrança dolorosa na mente dos irmãos..
que sobreviveram em meio ao caos naquela multidão
de corpos carbonizados..escutando um socorro desesperado..
parecia um daqueles filme de terror
uma pilha de corpos, cena de horror..é triste..
só mesmo deus pra poder confortar o coração
daquela mae que viu seu filho num caixão
é foda ver que o dinheiro vale mais que a vida
então me diz quantos sonhos que se perderam naquele dia..?
é triste irmão, não é novela,
realidade montruosa que deixo sequelas..
#31;
hoje novas estrelas brilharam no ceu..(2x)
vindas do sofrimento desse mar de fel..
hoje as flores parecem chorar..
lagrimas de tristeza soltas pelo ar..

agonia toma conta de todas familias..
querem uma resposta,querem justiça..
noticia tragica que percorre o mundo..
todos chocados, falando nesse assunto..
queria ta rimando sobre paz e amor
mas as imagens da tv são de puro sofrimento e dor..
é uma poça de sangue que não seca nunca mais..
queria que fosse só uma historia, infelizmente são fatos reais..#31;#31;

hoje novas estrelas brilharam no ceu..(2x)
vindas do sofrimento desse mar de fel..
hoje as flores parecem chorar..
lagrimas de tristeza soltas pelo ar..
#31;#31;#31;#31;#31;

Inserida por MarkMc

Você acorda com tragedia é uma bosta, você passa o dia inteiro pensando... E se fosse comigo, um amigo meu, um filho, ou ate mesmo se fosse um inimigo... Não é porque eu desejo que paguem por todo mal, que quero que eles morram de uma forma tão desesperadora, sem fé e desesperados. Tem mortes que ninguém merece !
É dor e sofrimento mais que o nescessario para qualquer filho de Deus !

Inserida por pepinodomar

Na teoria, a tragédia é um gênero dramático de natureza gravíssima, já na prática, é uma situação tomada pelo medo e pela tristeza desproporcional onde o medo, é motivado na angústia em ter que fazer o reconhecimento e a tristeza, se soma ao desespero da confirmação de quem esta ali, inerte, é mesmo quem você tanto ama.
Pai, aos que o corpo despojaram peço que os receba em teus braços, e aos familiares dos mesmos, peço que mande seus anjos para acalentar a alma que tanto arde.

Inserida por JulioRamos

Tragédia em Santa Maria

245 ou mais.
Em poucos dias a tragédia de Santa Maria sairá da mídia, em poucas semanas da nossa memória e em alguns anos até da ficha criminal dos culpados.
Como sempre, os mortos vão acabar sendo inculpados pela própria má sorte e a punição vai ficar só para seus pais, irmãos e amigos.
Está bem claro para mim que a culpa é do delegado que andou dando as entrevistas, da presidenta que voltou do Chile porque não tinha nada mais interessante por lá, dos fiscais que deveriam ter lacrado a boate e de todo o nosso sistema político corrupto, que permitiu que o local funcionasse sem condições, com ou sem alvará, porque não é porque venceu que foi bom. Nunca foi bom porque não contempla as reais necessidades de segurança de um local desse tipo e para esse uso.
Houve um e só ganhador. A mídia indecente que se aproveitou descaradamente da tragédia para ganhar uns pontos no IBOPE.
Programas foram interrompidos, alguns, como o Globo Esporte da Globo, sumariamente cancelados, em nome de uma repetição ridícula, de suposições infames, perguntas cretinas, repórteres despreparados, entrevistados ávidos por aparecer diante das câmeras e uma clara vontade de sensacionalismo barato, travestido de jornalismo.
Não poderia poupar os gananciosos donos dessa e da maioria das boates do país.
Donos de baladas, trios elétricos, casas de show e congêneres, travestidos de empresários são na verdade bandidos, do tipo mafioso, que vendem bebidas baratas a peso de ouro, algumas até mesmo falsificadas.
Esses “empresários”, vivem de lucros rápidos e exorbitantes, por conta da sabida ganância das autoridades, que em cascata foram as principais causadoras das duzentas e quarenta e cinco, ou mais mortes.
Isso é tristemente fantástico.

Inserida por marinhoguzman

Texto: tragédia em dezembro de 2012

O natal perde o sentido...sinto muito...
Fico entristecida diante de tragédias...ainda mais quando envolvem as crianças...
Meu coração chora... não consigo segurar as lágrimas...
São vinte as crianças que um jovem... a vida interrompeu...
Embora seja tão longe... um país distante de mim... de nós...
Sinto as dores na carne, porque convivo com crianças...
Pura são as crianças...jamais fariam o mesmo...
Existem seres humanos covardes, sem pena...sem alma.
Se apegar a Deus ...e pedir que encaminhe essas almas...
Que ampare as famílias... não me satisfaz...parece que falta algo e sangra ...
Meu espírito não aceita e dói...e remoê...e machuca...
Existem fatos que por mais que tente explicar...fica um vazio... e dói...e remoê...
As pessoas não vão evoluir ...enquanto não entenderem... que vidas não se compra...
As leis da vida andam muito duras... consumir é preciso...não necessário...
Dores... as dores da vida...
Uma criança... duas crianças...três crianças...quatro crianças...cinco crianças...
Seis criança... sete crianças...oito crianças...nove crianças...dez crianças...
Onze criança... doze crianças...treze crianças...quatorze crianças...quinze crianças...
Dezesseis criança... dezessete crianças...dezoito crianças...dezenove crianças...
Vinte...
Que tristeza... daí me compreensão para perdoar uma alma...uma outra alma...
Que um dia foi criança...
Por enquanto... estou de luto...

Inserida por veramedeiros

Triunfo na tragédia

Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali O crucificaram. - Lucas 23:33

Nós o chamamos de “Sexta-feira Santa”, mas ninguém que estava lá naquele dia teria chamado essa sexta-feira de “boa”. O melhor homem que a história já conheceu foi pregado a uma cruz romana e assassinado. Para os seus inimigos, foi uma espécie de vitória; para os soldados, era simplesmente mais um dia de trabalho; Para Seus seguidores, foi a morte de suas maiores esperanças e maiores sonhos. Mas ninguém teria chamado essa sexta-feira de "boa".

Isso é verdade para muitas "sextas-feiras ruins" se você as considerar separadas do Domingo da Ressurreição. Eles fazem a vida parecer fútil - sem propósito e significado. Mas as vitórias mais marcantes de Deus surgem dos túmulos de aparentes derrotas.

Em seu livro Idols for Destruction, Herbert Schlossberg escreveu: “Não somos os senhores da história e não controlamos seu resultado, mas temos a certeza de que existe um Senhor da história e Ele controla seu resultado. Precisamos de uma interpretação teológica do desastre, que reconheça que Deus age em eventos como cativeiro, derrotas e crucificações. A Bíblia pode ser interpretada como uma seqüência dos triunfos de Deus disfarçados de desastres ”.

Enfrente cada dia com confiança em Jesus Cristo. As maiores vitórias de Deus muitas vezes vêm disfarçadas de derrotas.

Os propósitos de Deus estão certos,
Embora não possamos ver
como Ele opera todas as coisas para o bem
E transforma a tragédia. —Sesper

As vitórias mais marcantes de Deus surgem dos túmulos de aparentes derrotas. Haddon W. Robinson

Inserida por 2019paodiario

O Mistério Da Tragédia

Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem a sua misericórdia de mim! - Salmo 66:20

Quando sofremos dores e perdas, às vezes fazemos a pergunta: “Se o Senhor está conosco, por que tudo isso aconteceu?” Enquanto a Bíblia nos diz o futuro da história humana, não fornece nenhuma explicação específica dos eventos que acontecem diariamente em nossas vidas. Às vezes, quando ocorre uma tragédia, entendemos um pouco, mas, como regra, somos incapazes de compreender o mistério das doenças ou acidentes.

Mesmo em tempos de trauma desconcertante, podemos nos apegar a esse conselho que sustenta a fé: “Quem anda nas trevas e não tem luz? Que ele confie no nome do Senhor e confie em seu Deus ”(Isaías 50:10).

Foi o que a WA Shelton fez. O ex-pastor da Primeira Igreja Metodista em Gadsden, Alabama, perdeu sua esposa, a quem ele amava muito. No entanto, ele poderia honestamente dizer a seu amigo Denson Franklin: “Sinto muita falta dela, mas estou na equipe de Deus e Ele é o quarterback. Ele chama as peças e eu corro onde Ele me fala. Ele chamou a peça. Eu não entendo isso, mas continuarei a jogar em sua equipe. ”

Você está passando por circunstâncias que você não entende? Clame ao Senhor (Sl 66: 17,19-20) e continue a confiar em Sua sabedoria e bondade. Ele entende tudo e cuida de você.

Por que devo suportar essa dor? Eu não posso dizer;
Eu só sei que meu Senhor faz todas as coisas bem.
E assim eu confio em Deus, meu tudo em todos,
Pois Ele me fará passar, o que acontecerá. —Smith

Quando todas as coisas parecem estar contra você, lembre-se de que Deus é para você. Vernon Grounds

Inserida por 2019paodiario

numa noite tragedia seja o fato de desejar,
apenas tenha o medo de perder,
o prazer se tenha a dor absoluta,
de todos motivos sejam drogas,
que te fazem flutuar num mero sonho,
num instante fatídico sua alma é roubada,
nem lagrimas pode cumprir o sentimento
as tensões esperam imagem da mente perturbada,
quando a singularidade tem afio de um porão
mais a mais um motivo ao algoz...

Inserida por celsonadilo

Não espere a morte
Para dizer um eu te amo,
Não espere uma tragédia para dizer a vida é curta
Não espere tanta dor para saber o que é vida,
Aproveite os segundos minutos e horas.
De nada vale orgulho
A vida é instantes tudo vai embora,
Então aproveite não espere a mídia lhe dizer isso não aprenda com a dor dos outros saiba abraçar sorrir e amar
Sem precisar perde
Para poder ganhar.

Inserida por eltonfurtado

A tragédia
Era exatamente 19h30min desta quinta-feira 03 de maio de 2018. O telefone toca varias vezes, naquele momento eu sabia que tinha acontecido algo, mas eu não sabia o que exatamente tinha acontecido então ao pegar meu celular que tinha varias chamadas não atendidas, naquele momento ao atender o celular eu senti uma coisa que eu não sabia explicar uma tristeza tão profunda que quando me deram a noticia que um homem identificado como Gustavo Alves Fernandes teria sido perseguido e morto com dois tiros na cabeça dentro de uma casa, eu sabia que uma hora chegaria essa noticia, mas eu não sabia que seria naquela hora, eu não estava preparada para receber essa noticia, pois eu não sabia como seria minha reação. Naquele instante eu travei não sabia o que falar e nem o que fazer, então foi quando eu gritei chamando minha mãe contei a ela o que tinha acontecido ela ficou muito angustiada, foi ai que ela ia contar um segredo que nunca tinha dito a ninguém, só que nesse momento aconteceu uma coisa estranha, meu despertador tocou do nada, foi ai que percebi que tudo isso só tinha passado de um sonho e nada, mas.

Inserida por izailaoliveira15