Texto de Solidão

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Ontem senti teu cheiro quando caminhava à beira mar. Uma brisa bem manhosa me abraçou;
ah, fechei os olhos e, foi como se estivesse em mimha frente, grudada em mim.
Vi teu sorriso, mergulhei em teu olhar, beijei sua boca de cereja, arrepiei em tua pele macia...
E de repente seu cheiro se foi com o vento e só ficou a masesia do mar.

Você foi embora, levou tantos planos, sonhos, desejos, levou toda uma coda construída.... desmoronou. Até hoje não entendo. Meu coração era entregue somente à sua linda melodia que dizia: " te amo..." meu olhar brilhava porque via você, mesmo que longe, iluminando o espaço ao redor, uma luz intensa onde só você morava.
Mas se foi. Se foi num repente e a brisa me faz lembrar sempre... ah, por que? Pra fazer meu peito doer? Pra fazer um rio deslizar em meu rosto? Pra sentir o frio que antes era calor?

Seu amor me envolvia, sua voz me acalmava, seu corpo me embalava, seus sussurros me anivama a te querer mais e mais.

Mas hoje, é a voz do mar que ouço, é o vento que me abraça, é a solidão que me embala.

Inserida por RomarioGoncalves

⁠A derrocada dos viajantes
O meu destempero acompanha meus passos, os portões silenciosos e as janelas escuras são testemunhas, mas são através de subidas, e mais subidas, e um repente de súbitas sensações de cansaço, que se fazem todas minhas manhãs. Muitos me dizem que esta é a hora de se fortificar, porém esses parecem tão fracos quanto eu, não os julgo, muitos se contentam com suas estradas, e é claro, cada um têm a sua; curva, inclinada, esburacada estrada que os levam para um destino, esse no qual é incerto de sua chegada e, sua volta é almejada desde à partida. Sou mais um como muitos outros, mas ainda não perdi a graça de observar meu trajeto, entretanto, outros nem perscrutam por onde passam.
Outrora vazio ou cheio me sinto, ouço o ressonar dos passos atrás de mim, e aqueles que irão me acompanhar, não os conheço, mas são gente assim como sou, pois, é assim que penso, e sei, que não deveria pensar assim. Hoje, ainda jovem, tenho força para me defender, ou será que tenho? Porque pessoas não são nada, para aqueles que gostam de sentir o poder e o domínio de sua jornada, e quando você pensa, é menos um andando pelo caminho que partilha. Claro, tenho medo, mas não posso parar de viajar. Minha juventude, infelizmente, em nada me beneficia neste caminho que começo tão jovem, consigo se traz ingenuidade e carência, eu vigio por muitos, mas será que alguém vigia por mim? Não, sei que não, porém logo cedo o sol bate no pico da catedral, e nos ilumina, nós, os viajantes. Ainda assim, mesmo com essa luz, meus consortes não conheço, logo, como os mais velhos instruem; “olhem para os seus pés”.
Agora fria, minha pele começa a ficar morna, contudo, esta bendita estrela não me consolará assim. Em horas, estarei banhado pelo meu suor, angustias, revoltas, e pelos cantos, ficarei choroso. Mas meus pés nem doeram para pensar assim, nem estou na metade do percurso, quem dirá o dia. Sendo assim, devo me atentar para não me desarmar na frente daqueles que cruzam bem rapidamente minha caminhada. Sempre acenam, fazem um assobio, mas o que se faz presente nesses, são os sorrisos sem tempero, até menos que o alimento na metade do dia.
Outrora, fazia questão de se atentar para minha jovem saúde, hoje, parece que não tenho mais opções para fazê-lo, são grãos que não agraciam minha dispensa, minha fruteira de plástico, são medicinas que não jazem mais em nossos velhos criados, e um conjunto de pessoas que necessitam do mesmo que eu, que prezam pela sua recém vitalidade, e aquela que já quase parte. Canso-me de pensar, e de tanto pensar, canso de mim. Ó, descida desvanecida, não cheguei aos montes para não conseguir te enfrentar, pois, quando eu estiver no platô, terá mais um cume para desbravar, donde desaguarei em vias e rodovias turbulentas, sujas e com mais gente assim como eu, que de tanto pensar, cansa de si. A minha astúcia não se faz mais presente quando tenho de exercer o que realmente tenho que fazer, e minha altivez se desbota na última esquina que dobro, e sinto o tempo escorrer pelas minhas mãos, meu doce e precioso tempo, escorre por minhas grandes e (que agora) gélidas mãos.
Todavia, na volta é onde me faço vivo, onde minha existência não é tão execrável assim, onde minhas enfermidades não me preocupam, e nem sequer me pego pensando que todo fruto do meu esforço, são para dividas que não foram engendradas por mim, e paras quais, desconheço seus valores exorbitantes. No fim das contas; para ser exato, no fim de muitas contas. O meu êxtase se torna real quando ouço o caloroso e doce falar de um futuro viajante, que peno por ele em todas minhas caminhadas.
- Chegou cedo, papai!!!

Inserida por erick_rei

⁠E por ser algo a priori, entendi que o que eu percebia pelos sentidos, e aquilo que imaginava tinham o mesmo peso. Nesse momento, não importava o quão só me encontrava, mas me firmava na verdade, e sentia um fragmento da manifestação de Deus em toda parte, e isso me completava, me preenchia, aquela agonia ansiosa de existir, e sempre faltar alguma coisa.
Ora, a alma apesar de perene ainda deseja, mas não como o corpo deseja o mal e o relativo, mas o verdadeiro, o eterno e imutável.

Inserida por RenanRibeiro

⁠EU SINTO MUITO

Eu sinto a dor,
O horror, a ferida aberta;
Esse calor que queima,
O frio que corta,
A casca deserta.

Eu sinto a culpa,
A exaustão, o mal tão carente;
O sol que me cega,
A chuva que cai,
A alma ausente.

Eu sinto as horas,
O passado, o futuro que morre;
O presente que grita,
O silencio que abraça
- Prisão que socorre.

Eu sinto os sorrisos
Tocar-me os ouvidos,
Cobrando atenção... ;
Eu sinto saudade,
Eu tenho vontade,
Eu quero o perdão!

Eu sinto muito!

Itamar FS

Inserida por itamar_fs

⁠O DIA QUE EU MAIS CHOREI

Quando embalsamei o meu corpo
No elixir sagrado - Vinho Panteístico
Que os deuses sorvem do ''místico''
Rebanho - salguei-me, absorto!

Chovia em todo meu ser, navalhas,
Perfurando-me o peito e os olhos;
E o mar, que chocalhava-me os ossos,
Chocalhava também as minhas falhas.

E só, no se ir das ondas, eu naufraguei
Meu barco nos corais: tanta beleza
Tinha no olhar, tanta sede; - Afundei

No azul de um céu que encontrei...
E ao beber de minha própria profundeza,
M'embriaguei, Tornei-me Deus, e me afoguei!

Itamar FS

Inserida por itamar_fs

⁠EXTINÇÃO

Sou espécie extinta;
Animal que afasta;
O medo me alucina;
A floresta é minha casa.

Os pavões abriam as suas caudas;
A beleza das penas encantava;
Mas aquilo não me agitava;
Cada pena pertencia a sua namorada.

Me acostumei com as preguiças;
Me deixei levar pelas girafas;
Me encontrei em gorilas;
Me perdi em traças.

As formigas de mim fugiam;
As moscas por mim choravam;
O planeta parecia enorme;
Mas minha visão estava embaçada.

O ciclo da vida se fazia presente;
A morte era irrevogável;
As cobras rastejavam ao chão;
Procurando algum espaço.

Inserida por JuanVicthor

⁠A noite, o momento em que é só você e você, um fragmento do tempo onde você reflete, sobre o tempo passado. As lágrimas surgem, mas no entanto você não sabe realmente de onde elas vem, o que seria isso ? O que isso significa ?
Paro um instante..
Inerte...
Lágrimas escorrem...
Tudo começa novamente

Inserida por GA9

⁠Dói
Dói olhar pro lado e não ter ninguém te apoiando
Dói pensar que as pessoas que tem companhia não dão valor necessário para isso
Dói ter que chorar sozinha
Dói ter q se curar sozinha
Dói ter que fazer tudo sozinha
Dói ter q ser meu próprio porto seguro, onde eu posso me expressar e ser quem eu sou sem ter medo de ser julgada
Dói não ter ninguém
Ninguém falando um "Eu estou aqui por você "
Ninguém oferecendo um abraço
Ninguém estendendo a mão
Ninguém se importando
Dói sentir tudo isso
Dói sentir esse nó na garganta e querer gritar mas não poder
Dói todas as noites sentir meu mundo desabando sobre mim e de dia ter que fingir q está tudo bem
Dói
Dói muito
Dói não conseguir desabafar mais com ninguém
Dói não conseguir expressar oq está dentro de mim
Dói nn conseguir explicar wssa tristeza
Dói nn conseguir entender esse vazio
Dói tentar superar isso dia após dia
Dói subir dois míseros degraus e escorregar e voltar ao fundo do poço em um milésimo de segundo
Dói tentar viver a vida de um modo "correto"
Dói viver
Dói tentar conseguir ao menos ter as coisas básicas pra você
Dói respirar
Dói existir
Cada poro é uma dor
Queria tentar explicar essa dor
Mas não consigo
Eu escondo meus sentimentos das pessoas
Mas também os escondo de mim mesma
Tanto que nem sei explicar como faço isso
Queria saber identificar, analisar, explicar e resolver tudo oq penso e sinto
Mas não sei como
Pq dói
Uma dor insuportável mas ao mesmo tempo parece que ela não existe, pq parece que não sou eu, igual a um buraco negro, não existe materialmente, apenas um vazio que não tem começo, nem meio, nem fim.
Um mero espaço de um nada que ninguém sabe explicar

Inserida por leeh_da_silva

⁠Quando estiveres triste

Quando estiveres triste, respire com a profundidade de sua dor, deixe as lágrimas darem vazão e as sinta lavarem o seu rosto, mas quando secarem, levante e olhe ao seu (re)dor, onde possa existe dor também é um lugar que se pode sentir vida. O céu não precisa ter outras cores se não azul.
As outras pessoas não precisam pagar pelo mal que uma te causou. O mundo não se restringe nas boas companhias de bar que não te levaram pra casa.
Levante, faça um café, tome um banho e deixe a água cair. Pense nas (des)ilusões, mas tome consciência das (i)lusões que criaste para não ter que por em cheque tudo aquilo que não querias se dar conta. A vida não se desenha por um só lado.
Embora sejas autor(a) de tua arte, há uma diferença em ser protagonista de sua própria história, a vida necessariamente não segue tuas vontades enquanto fores apenas parte da vida de alguém.
Não espere que alguém entenda suas diferenças se tu mesmo não as conhece, impor empatia não é o mesmo que se colocar no lugar do outro, o egoísmo não está apenas do lado de lá, pois amizade não se sustenta com obrigatoriedades. Ninguém é obrigado a ser companhia em um destino diferente de sua viagem.
As vezes, a desordem da qual reclama é só mais uma consequência do caos que vives internamente e externaliza por querer controlar o que não precisa de controle, mas sim de coesão e operações.
O fluxo da vida não precisa de ti para seguir. Ele é uma constante que não espera as pendências de quem apenas faz parte dela. Lembras que há uma diferença entre viver ou atuar na própria vida?
A forma que passares a ver a vida será a maneira que o mundo passará a lidar com tuas escolhas. Existe um respeito do universo pela existência que alguns chamam de lei do retorno, de deus, de destino, mas é puro desejo, talvez por isso, em vez de esperar que algo passe ou alguém seque teu pranto, afogue-se no que é teu, tome as rédeas e o peso das tuas escolhas, ninguém tem que adivinhar que precisas de companhia se tu não abres mão de uma tóxica solidão.

Inserida por Leivanio

⁠Não vivemos em um MUNDO MATERIAL.
Nós vivemos em um mundo PSÍQUICO e só somos capazes de fazer inferências indiretas sobre a natureza da realidade.

Exemplificando: minha caneta, para mim, é um utensílio de escrita. Para meu cachorro, é um brinquedo de morder.
Percebe que AMBOS estamos CERTOS?

Então tudo que você acredita que é REAL e VERDADEIRO é só uma questão de CONTEXTO e PERSPECTIVA .

Inserida por flavio_borges_zatorre

⁠PALAVRAS ANAVALHADAS

Vestia intemperanças
como roupas
Palavras anavalhadas
Cortaram-me!
Água salobra
contaminada, ruim
são as injúrias!

Um cinto sempre atado a ele
são as afirmações injustas
Estão sempre lá
com suas verdades incontestáveis
Sinto-me só
Como uma sombra que desaparece...

Inserida por GESIACASSIALIMA

⁠►Passageiro ao Tempo

Às vezes eu espero o relógio soar,
Como se estivesse aguardando mudanças
Às vezes só quero alguém para me abraçar,
Torcendo que assim, eu me levante desta cama.
.
Às vezes eu acompanho os carros passarem,
Me perguntando se algum deles irá voltar
Às vezes fecho os olhos quando estou chorando,
Como se, ao não enxergar, proibisse aquela lágrima de rolar.
.
Às vezes eu escuto o bater de meus pulsos,
Esperando uma nota tocar mais alto
Às vezes eu mergulho os meus olhos em águas frias,
Para acalmar a vista, em noites mal dormidas.
.
Quem sabe o que posso fazer a seguir?
Talvez eu viaje pelas madrugadas, sem destino
Ou talvez eu me ache, perdido neste labirinto
Ainda não sei, tudo está tão incerto
Talvez eu me afaste, fuja para longe, em busca do arco-íris
E acabe encontrando um lugar quieto,
Para refletir, e acalmar os pensamentos e tormentos.

Inserida por AteopPensador

⁠►Que Dor

Deixei aos cantos, becos, barrancos
Todos os meus planos, desejos e sonhos
Tudo, para realizar os seus, almejando ser teu
Seu herói Teseu, seu Romeu
Seu poeta, seu Orfeu
Ah como dói, me doeu,
Quando seus olhos me apedrejaram,
Me amarraram e me jogaram
Para um lado e para outro do quarto
Ah como dói, amor meu
Tudo o que fiz foi inteiramente para ti,
Então por que agride tantas vezes a mim?
Como posso continuar te amando? Estou sufocando...

Inserida por AteopPensador

⁠AS VOZES DA NOITE
.
As cores e formas que outrora preenchiam o ambiente, desaparecem e dão espaço a escuridão quando aquela luz, que até então temos como única fonte de iluminação se apaga.
.
Os sons familiares e amigáveis que completam com maestria o ambiente, quando chega a hora se silenciam e muitas vezes resta apenas ruídos indefinidos que acalentam o silêncio.
.
Está hora sempre chega e ela vem repleta de memórias e semelhanças de coisas, lugares, sentimentos e pessoas que já não sabemos mais como lá chegaram, porque permaneceram ou nos deixaram.
.
Sinto que finalmente a hora chegou e vou ter a oportunidade de me silenciar por completo e renascer novamente com o brilho das cores e o som agradável da vida que me cerca. Espero que fique bem com isso.

Inserida por PetrusLucchesi

⁠Palco
Para R. R. F.

Sob a luz dos refletores sinto-me
como um ator ciente do papel,
faço tagarelices, apronto um escarcéu,
vou falando verdades enquanto minto.
A roupa larga, o sapato arrebitado,
o nariz vermelho como um tomate maduro,
esqueço o palco e mergulho no escuro,
dou cambalhotas e piruetas de palhaço.
Transpiro tinta por todos os poros,
faço da máscara a triste realidade
e a criançada numa explosão palpita. . .
E eu, que faço chorar de alegria
na ilusão do brilho de um palco,
choro sozinho no camarim da vida!

in : "Momentos"

Inserida por touchegrs

⁠O mar já falou com você?
...
Hoje ele falou comigo
Sussurros como cânticos
Ele me chamava a cada onda
Era tão aconchegante
Me puxava sutilmente
Me convencendo a ir mais fundo
Quase me deixei levar
Ele cantava baixinho, só para eu ouvir
“ vem... vem.
Mais perto... mais fundo.
Sinta-me... mais... mais.
Não vai doer... eu prometo.”
Quase cedi.
Eu quis tanto, tanto ceder.

Inserida por dayane_torres

⁠Sr. Sorriso

Vou te mostrar o melhor de mim e embora você possa presenciar o meu pior, eu nunca vou deixar de sorrir para você.

Você nunca vai me ver chorar e você nunca vai saber que estive ou que estou triste.

Pode me magoar, você não vai me machucar e eu vou deixar você saber porque, eu vou sorrir para você.

Inserida por 1aSirennaS

⁠SONETO INDIGENTE

Na entranha dos poemas tenebrosos
O silêncio parece ter palpitante vida
E a solidão, sobre a poética refletida
Traz ocos e sentimentos impetuosos
Pela sofrência, em salmos lamuriosos
Sussurra a prosa em uma rima sentida
E a versificação senti tão enternecida
Os cânticos rumorejantes e vultuosos

Em odes sombrias, a privação, o pesar
Ah! soneto indigente, deixai-me livrar
Da situação importuna que tempestua
Priva-me do verso esfolado, crucificado
A aflição, as matinadas, de um passado
Que suspiram na poesia sibilante e nua!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Maio, 16/2022, 18’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

CHORAR BAIXINHO...

Morreu. Vestiu-se de negro o sentimento
entre as lembranças as muitas, as penosas
dando um aperto do que foi um dia alento
hoje só tristuras nas recordações dolorosas

Má sorte! Como dói o afeto que foi ao vento
ao relento, o olhar afligi agonias silenciosas
ó ilusão, então, me tira deste tal sofrimento
balsama minh’alma com perfumes de rosas

Aliviando, assim, essa fúnebre infelicidade
pense na sensação de ferir-se com espinho
desolado pelos pensamentos de saudade...

Se este amor está morto, sem um carinho
um abraço, o laço, e não mais restou nada
então, deixe meu coração chorar baixinho! ...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15/03/2021, 14’07” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Decidir me afastar de tudo e todos que não me faziam mais bem, aprendi que no final sempre vai ser eu por mim, e que nem sempre amizade é essencial para se viver a vida.
E que a vida é constituída primeiro pelo amor próprio antes de qualquer coisa.
Nem sempre amigo, família e conhecidos vai te trazer felicidades, por isso aprenda a curtir sua jornada sozinho daí você verá o quanto é bom ser feliz sem depender de alguém.

Inserida por ThiagoSanttos