Texto de Solidão
Antes que a morte nos tome...
Quando a morte chega, fria e implacável,
E leva quem amamos ao reino insondável,
É então que o coração, em pranto se curva,
E entende o valor que a vida dali pra frente será oculta.
Em vida, deixamos passar o brilho no olhar,
O riso que encanta, o dom de amar,
Mas é na ausência, no vazio que se expande,
Que percebemos o quanto o amor nos prende.
Cada palavra não dita, cada gesto esquecido,
Transforma-se em lamento, em pesar contido,
A dor nos invade, o arrependimento persiste,
Por não termos amado com o fervor que insiste.
A morte revela o que a vida, em sua pressa, esconde,
Que o tempo é frágil, e o amor, que responde,
Deve ser vivido com toda a devoção,
Antes que a morte nos tome pela mão.
Ficamos com a lição, melancólica e severa,
Que o valor do amor só se vê quando a dor impera,
Aprendemos, tarde demais, na sombra que consome,
A dar valor à vida, antes que a morte nos tome.
Dedico este poema ao meu pai Waltairo Brumm , ao meu querido primo Marcelo e a tantos outros familiares e amigos que se foram.
O CARENTE
Entre as sombras dos desejos alheios,
Dança o carente em laços de vento,
Tateia sonhos de afeto, em gotas de orvalho, borda devaneios,
Em busca de um toque, de um abraço, de um consentimento.
Na penumbra suave de olhos que o negam,
Ele curva-se e molda-se na espera que é vã,
Não vê que a dor que o cerca e cega
É o reflexo frio da alma afã.
E o manipulador, maestro de silêncios,
Toca subtil as cordas do medo e da solidão,
Tece promessas que, como véus de incenso,
Dissipam-se no ar, sem forma ou direção.
O carente, perdido na fúria que calafrios lhe faz,
Não percebe que a prisão é leve, feita de ar,
Que no abandono é o outro que lhe rouba a paz,
Esta ironia amarga e silenciosa,
Onde o espelho engana os olhos marejados
Quem procura aprovação tão ansiosa,
Encontra um eco de corações fechados.
O amor próprio, joia oculta em si,
É o farol esquecido num porto de amor,
Enquanto se ajoelha a quem não quer ouví-lo,
A liberdade jaz, oculta em seu valor.
E o manipulador, ávido devorador de almas,
Sacia-se da fragilidade de quem amor lhe implora,
Mas, no fundo, a sua fome que aos demais causa traumas,
É de um parasita que tudo devora.
Doce tragédia de vultos entrelaçados,
Num teatro de sombras e desatino,
Onde a dor é cantada em fados,
E brincar com os sentimentos do outro, um perpétuo destino.
E assim dançam, como folhas ao vento,
O carente e o que o controla em segredo,
Até que o despertar seja um lamento,
E as correntes se desfaçam, sem dó nem medo.
Mas há uma força, latente, escondida,
Quando o carente por fim se olha
ao espelho,
A rejeição não é mais ferida renhida,
mas sim, o voo final, o adeus ao velho.
Então ele ergue-se, sem nunca mais se curvar,
Agora a sua busca não é por rostos, nem gestos vazios...
No brilho dos olhos que acabam de despertar,
Vê-se a liberdade, num coração que não é mais dos gentios.
E assim o jogo termina, não com gritos,
Mas com o silêncio da alma sabia, que por fim aprendeu,
Que a verdadeira luta não está nos conflitos,
Está em aceitar-se o que se é,
E não chorar o que se perdeu.
E no fim, o manipulador, solitário ao espelho,
Vê apenas o vazio que ele próprio bordou,
Sua arte, pintada num traço vermelho,
Nada construiu, apenas se desfez, e então... se finou...
T. M. GRACE
Férias chegando!!!
Mais uma viagem solo!!
Solitude é o que temos!!!
Erro?! Acerto?! Não sei!!
Mas a solitude já está cansando.!!!
Sair para curtir à noite, de forma solo…
É.. já foi bom!! Hoje nem tanto!!
Logo mais estará um tanto ruim..
Viagem solo.. já foi bom!!!
Hoje.. me faz pensar..
Mas é o que tenho…
É o que me ocorreu..
Erro?! Acerto?! Não sei!!
Dúvidas profissionais e de escolhas na vida!!
Vem e vão!!
Férias chegando!!!
Mais uma viagem solo!!
Solitude é o que temos!!!
Aproveitar para colocar a cabeça em ordem.. e avaliar possíveis decisões!!
Se faz necessário!!
Erro?! Acerto?! Não sei!!
Solitude é o que temos!!
(By Rodger)
Refletiu em seus olhos o mar e as estrelas; lua prateada nasce sobre sua cabeça com digníssima beleza.
Seu olhar era o meu céu, o brilho neles provindo dos cosmos; quem entenderá o coração que veem com estranhos olhos?
Águas perturbadas, não cries ondas, sejas calma; meu amor por ti é brilhoso, da magnitude solar, e seu conforto, não que eu esteja errado, é frio e gracioso, ó lua nas espelhadas águas portentoso.
Tal como a água, que varre a terra, forte e impetuosa, me vens e vai-te quando retorna; foi-se também aquele olhar, a beleza que meus olhos desabam em pesar agora.
Ondas turbulentas, doces como és, por que me fazes sentir o salgado das lágrimas? Seca-me os lábios, alegra-me a face.
Noite após noite, seu espelho sereno me revela, brilha as estrelas, a lua, e nas águas, ela me será eterna.
"Silenciosa
Vem a noite fria
Que lentamente habita em meu âmago
E reclama um verso!
‒ Que pena! Não te tenho rimas.
Sou apenas miragem de uma vida!
Rindo… uma vez outra chorando!
Às vezes de um sonho
De uma canção
Ou de um gemido a devorar-me!"
Rogério Pacheco
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
La Description du Poète
Um corpo extenso, tez alongada e alta,
E, homem, chorando vivo incessantemente.
Dos meus dez anos, na vida rude, a falta,
Perdi a mãe, talvez por desígnio da Mente.
A alma aparenta-se inclinada, cônscia
De dores maternais e tumultos extremos;
Em meu cérebro, a ideia, não vã, propícia,
De esperanças e triunfos supremos.
Nenhum livro me escapa ao ardor da mente,
Mas, ah! Conhecimento, que pura ilusão!
Nenhuma dor ou pranto silente,
Pode esconder-me o fúnebre caixão
Da triste esperança, eterna e persistente,
Nos olhos mortos do meu coração.
Um poeta, cujo olhar nos céus se encontra,
Reflete em nuvens sua ambiciosa visão;
Uma erudição que em vão se desponta,
E, em vasta escala, uma férrea solidão.
Poeta visionário, sem mente sombria,
Vislumbra o amor no mundo em sua dor.
Mas, em seu tempo, é uma alma vazia
Sem saber se é criatura ou criador.
Pra não dizerem que não fui mediocre - Ao meu amigo Alexandre
Tudo é podre no mundo. Que importa?
Se a ferida que tenho está morta
Maldito tédio; bates minha porta.
Ferida do tempo, ainda me corta.
A dor ao meu passado me transporta
O Peito bate mais do que suporta
E sinto explodir à minha aorta
Apenas minha fronte me conforta
Embora a coitada esteja torta
Vive presa e leve como esporta
Cai guardada, em um vaso de retorta.
Que à minha alma à distância exporta
Por isso o sofrimento me recorta
Como, na pior das safras, a horta!
Quando você está em meio a multidão
E se sente sozinho e
No abraço não consegue sentir o carinho.
Olhar distante perdido em pensamentos
Nesse instante não vive o momento.
Quer encontrar algo que preencha o Vazio do seu coração.
Mas não sabe onde encontrar nem a Razão porque nós vivemos de emoção.
Pena, como um fio de navalha, corta-me o peito,
Palavras como punhais, cravam-se no meu leito.
Não me lamente, não! Para mim, sua dó é vã,
Reserve suas lágrimas para o sofrimento alheio, para a dor que nunca sã.
Dizem que sou feliz, mas é uma farsa sem fim,
Em meu coração, um abismo, um grito sem fim.
Solidão é minha única amiga, minha sina, meu fado,
Seu olhar de compaixão é uma ferida, um fardo desgraçado.
Óh, Pai dos céus, óh, Deus que não responde,
Por que este jogo? Este tormento que me esconde?
Piedade, suplico, em prantos me desfaço,
Minha mente é uma prisão, onde me enlaço, onde me embaraço!
Invisível, me tornei, um eco sem voz,
Ignorado, esquecido, em um mundo atroz.
E agora me pergunto, no vazio e na amargura,
Será que a pena que recusei poderia trazer ternura?
Não sei, não sei, a dúvida me consome,
Mas sei que neste deserto, não há consolo, nem nome.
Assim, no silêncio, na solidão eterna,
Eu me desfaço, sou nada, uma alma frágil e terna.
Quando clamei por ajuda, o eco foi o único som que ouvi; meu jeito ousado ou, por vezes, gentil e ingênuo, fez com que não notassem o desespero espelhado em meus olhos. Não desejo partir, mas às vezes, a falta de alternativas me faz considerar aquela porta que sei que não deveria abrir, pois sei que não há retorno.
Exploro todas as possibilidades, procuro escapes e tento fazer as pessoas ao meu redor me compreender, mas ainda assim me sinto encurralado, sem opção além daquela que evito. A sufocante sensação de ter que engolir constantemente situações e pessoas tóxicas para manter a paz me dilacera, até o ponto em que explodo sob o peso do desconforto. Nesses momentos, sou inundado por um sentimento de inutilidade, como se minha existência fosse apenas concordar e permanecer em silêncio, mesmo quando minhas convicções discordam da maioria.
Sinto-me ignorado e incompreendido, como se fosse a antagonista na vida das pessoas e na minha própria história.
Como são delicadas
as chuvas de outono
e embora se faça
um grande mormaço
o sol já não está
mais tão ofuscante...
no vai e vem das ondas
o aroma de jasmim azuis
fazem meu pensamento viajar
para outras paragens
outras, planícies...
o mar sereno e calmo
molhando a solidão
desta minha tarde de domingo.
Um
distante
silêncio
me
persegue...
estou cansada de fugir.
No mar, calmo a passar
Apenas ele a me tranquilizar
Mas tão profundo, e lá eu estava
não pude reter, confiei até demais aponto de meus olhos vendar.
Por um tempo estive com eles, mas com rancor tiraram-me
A solidão me cercou tendo apenas ele aquele amigo fiel
Grande foi minha dificuldade, mas compreendi o meu lugar não era realmente alí
Apenas naquele lugar, o meu fracasso era conversa em primeiro lugar.
Muito pequeno, por muito tempo me senti
Como um grupo flores, e eu, uma flor a nunca se desabrochar
Estrela sem brilhar, era minha luz se apagar.
Uma criança dentro de mim a gritar uma parte em que a dor estava sempre piorar.
Era algo besta, mas percebi, estava acabando dentro de mim.
E só descobri quando o problema não havia solução para mim.
Embora aquele meu anseio de que a felicidade envolva meu peito, seja evidente em meus textos, por que eu sinto que esse sentimento é tão vazio ? A felicidade é apenas, um, sentimento. O que a deixa, uma hora, monótona e sem graça, sem riscos, sem desafios. A felicidade, é a mais solitária, em meu ponto de vista.
Já a tristeza, ela me envolve em seus braços, tão quentes, tão confortáveis, quando se aprecia a dor, você enxerga a beleza dela. A tristeza, não finge que vai ficar, ela fica, a tristeza não é um sentimento que eu preciso conquistar, ela vem até mim, por livre e espontânea vontade. Quando você se acostuma com a dor, com o frio, com o desespero, com a solidão, você percebe que esses são os sentimentos que te moldam da melhor forma, você aprende a não se iludir, a não deixar que te machuquem, você aprende a se proteger. Eu já fui feliz, e sinceramente, a tristeza me trouxe mais emoção, os olhos melancólicos, enxergam a dor de terceiros, eles enxergam além daquela aura de felicidade. Eu nunca vou me cansar da sensação de não precisar de ninguém, depois que eu me acostumei a estar só, são raras as exceções em que eu não escolho quem pode, ou não, entrar. Eu poderia até escrever mais textos sobre a felicidade, mas eu sinto que a sensação de estar sozinho, afundado no desespero, em um beco sem saída, com a tristeza me perseguindo, trás até outra sensação, a adrenalina, a mesma que faz com que os nossos pesadelos, sejam tão intensos. Essa fusão, entre tristeza e adrenalina, é a mais impressionante, e a mais importante, para se tornar uma pessoa feroz, que encara os problemas, cara a cara.
Eu gostaria de saber onde eu me encontro, como eu vim parar aqui, onde eu me estacionei, a cada dia que se passa, mais eu pioro. Eu já passei por muitas situações, e essa, nem de longe é a pior, mas por que eu estou me sentindo mais sufocado do que jamais me senti antes?
Meu peito está tão apertado, minha garganta tão dolorida, o que aconteceu comigo? Eu consigo ouvir meus gritos de desespero, pedindo para que eu volte a me reerguer, mas pela primeira vez, acho que não sou capaz de realizar esse feito.
As pessoas entram e saem, eu não consigo mantê-las, elas não conseguem ficar, eu não quero que elas fiquem.
Eu estou tão ferido, e isso é tão evidente do lado de fora, por que ninguém me ajuda? Por que ninguém pode se importar o suficiente para ir além do que eu permito? É errado eu implorar tanto para que alguém me busque?
Creio que talvez o problema seja eu ser intenso demais, eu amo demais, eu sinto demais, eu quero demais, eu sofro demais. Mas eu nunca consigo o que eu quero.
Eu só quero tanto me sentir vivo, me sentir bem, me sentir feliz. Eu estou tão cansado, de dia após dia, me sentir pior do que da última vez. Eu já não tenho vontade de conversar, mas lá no fundo, eu imploro para que alguém venha atrás de mim, isso significa que eu quero atenção? Eu digo que não quero ajuda, mas anseio por alguém que venha me salvar, isso é drama?
Meu coração está se cansando de bater por mim, eu mesmo, gostaria que ele desse sua última, forte e poderosa batida, dando fim a isso. Eu não quero morrer, não sinto vontade de cometer o mais clichê dos suicídios, mas eu não quero mais continuar sobrevivendo, dia após dia, nesse inferno em que me encontro.
A vida já foi bela, eu me lembro de ser feliz, de sorrir genuínamente, lembro-me de ir atrás de novas amizades, e lembro de ficar triste pela partida das mesmas. Mas por que hoje eu já não consigo ?
Sozinho demais, cansado demais, indeciso demais, confuso demais. Talvez esse seja o fato das pessoas não aguentarem ficar ao meu lado, talvez eu seja um fardo, e parando para pensar, nunca pensei nessa possibilidade. Eu jamais culpei, ou culparei alguém por ir embora, eu mesmo já falei inúmeras vezes, entre eu e você, eu sempre me escolheria.
Meus olhos, agora passam mais da metade do meu dia, caídos, cansados, com vontade de se fecharem para sempre, mas eu não permito que eles descansem.
Eu comecei a implorar aos meus pesadelos, para me assustaram, assim, pelo menos o medo, eu poderia sentir, mas não importa quantos pesadelos eu tenha, eles não conseguem superar a minha vontade de me proteger.
Essa redoma se tornou um problema maior do que eu poderia imaginar, ela me protege até de mim mesmo, me impede de chegar até o meu lado forte, e o impede de chegar até mim.
Essa luta ficou tão cansativa de se lutar, que se fosse uma guerra, ela jamais acabaria, e tenho receio de mesmo após a minha morte, ela continuar. Que bomba atômica eu poderia usar para acabar de vez com essa guerra?
Eu percebi que meu sono, recentemente aumentou muito, e agora tenho receio, de não ser o sono querendo que eu descanse.
O ranger da madeira das escadas ecoa na casa, e tudo fica silêncio. Adentro meu quarto, também silencioso, jogo a mochila no chão e me jogo na minha cama.
Um teto branco
Uma quatro paredes coloridas
E ainda assim, me sinto em um quarto de hospício.
E a solidão está bem ao meu lado, me fazendo companhia como todos os dias, sussurrando em meu ouvido. Só tenho eu, minha mente, e a solidão que permanece do meu lado diariamente. Parece que sempre fui solitária, que sempre estive no escuro, mesmo que a luz do sol estiver brilhando lá fora. Parece que sempre estive presa numa gaiola, sem companhia, sem amigos, sem ninguém para conversar, mesmo que esteja rodeada de pessoas todos os dias.
As vezes me pergunto como irá ser o dia seguinte, ou o próximo, os próximos três, uma semana, um mês, sete meses, quinze anos. Será que vou viver até lá?
Por que sinto essa angústia? Não há motivos. Eu tenho de tudo. Tenho amigos, tenho uma situação financeira boa, tenho tudo o que quero, tenho um pai para abraçar, uma madrasta para contar tudo, um irmão para conversar, uma melhor amiga para dizer sobre garotos, um melhor amigo para me maquiar junto, tenho notas excelentes e mesmo assim, sinto uma angústia enorme dentro de mim e não consigo distinguir de onde vem.
Tantas possibilidades, tantas dúvidas... Talvez nunca eu saia dessa angústia que sinto diariamente, talvez eu fique presa para sempre, talvez eu não consiga tirar essa angústia misteriosa. Talvez eu viva o suficiente para finalmente conseguir sair desse local....
Ou talvez eu não viva o suficiente, talvez eu não veja a luz do sol novamente.
Tenho a impressão que vou ficar aqui, que vou me desintegrar, ficar cada vez mais magra, meus cabelos caírem cada vez mais, me sinta mais desidratada, que meus órgãos comecem a se autocomerem, e por fim, morrer.
E se eu morrer, vou ter um funeral digno? Vou ter flores? Um caixão bonito? Ou vou ser cremada? Não quero ser cremada. Uma vez cremada, suas cinzas são jogadas em um lugar qualquer e não existe mais você. Não existe mais seu corpo, não existe mais a trajetória que seu corpo passou, a trajetória que você passou. Não existe suas marcas, não existe seus machucados, não existe seus cabelo e nem seus olhos. Sua história é simplesmente apagada, e ninguém vai lembrar do que passou, como se você fosse mais um qualquer no mundo.
Agora, ser enterrado deixa uma marca. Sua vida pode ter acabado, mas todos os momentos difíceis que você passou, vão estar ali, sete palmos abaixo da terra, mas ainda ali. As cicatrizes, os cabelos cortados, as estrias, os pulsos marcados, e o tiro ou facada que tomou ou se deu. Vai ter um lugar qual seu pai ou sua mãe podem ir para tirar a saudade, que seus amigos vão visitar, levar suas flores preferidas e relembrar dos melhores momentos em que passaram, seu namorado ou namorada vai poder desabafar e dizer o quão difícil os dias estão sendo e relembrar-se de todas as promessas e beijos. Óbvio, em algum momento vão deixar de existir, pois a natureza vai levar sua carne e seu sangue junto, mas foi um acontecimento natural, que vai se desfazendo lentamente, deixando o corpo se acostumar.
Eu amo você, mas sinto muito por isso.
Eu amo você, e reconheço que não sou perfeita.
Eu amo você, e sei que fui uma idiota.
Eu amo você, mas esperei demais.
Eu amo você, e me desculpe por isso.
Eu amo você, mesmo dissimulando meus sentimentos.
Eu amo você, mesmo que você não tenha gostado disso.
Eu amo você, mesmo na solidão.
Eu amo você, mas acredito que não é mais sobre isso.
Eu amo você, embora não tão frequentemente como antes.
Eu amo você, mas agora vou tentar afogar esse sentimento.
Já não posso mais amar você, pois arrisquei demais.
Por mais louca que eu pareça, eu te amei primeiro.
Eu amo você, mas é um hábito difícil de abandonar.
Mesmo observando o desastre, isso ainda parece o começo.
Eu amo você, e me sinto errada mais uma vez.
Cifras
O grito veio do fundo mudo
e ecoou oco, aos poucos.
Não era um grito de susto,
não era um grito de raiva,
tampouco era um grito de empolgação ou de alegria.
Era, sim, um grito ressentido;
era, sim, um grito gritado para que todas as lágrimas fossem choradas.
O mais belo de todos os gritos,
feito de um fôlego só,
de uma só dor,
Ade uma dor só,
Flagelo
Nascer sozinha no túmulo de uma rua fria,
Sem abrigo, sem paredes,
sem cama, sem colo, sem amor.
Grata por ter um chão a que lamber?
Nascer sozinha no túmulo de uma rua fria,
sem pássaro no ar,
sem cão na terra, nem ventre para voltar.
Nascer sozinha no fim da vida não dói,
apenas cansa.
Entre o céu e a terra, tento começar,
Mas meu pensamento insiste em se espalhar.
Não sei bem o que quero expressar,
Talvez me falte a fé pra acreditar.
Mas uma força interna, que não sei explicar,
Faz meu peito esbravejar, faz palavras voar.
Sentimentos se agitam, uma leve emoção,
Por favor, meu coração, pulsa com paixão!
Nesta manhã sem sol, procuro o brilho no ar,
Mas a angústia vem me ofuscar, me fazer desencantar.
Por mais que as palavras tentem brotar,
A tristeza as veste, como o céu a chorar.
E como ontem, tudo parece sem sentido,
Eu peço a Deus, com o coração partido:
"Permite-me sair desse abismo, Senhor,
Não pulando, mas resgatando o amor,
Aquele que um dia me trouxe tanta alegria,
Delírio, talvez, mas era minha fantasia."
Eu sei que preciso continuar a andar,
Um passo de cada vez, no caminho a trilhar.
Este momento parado me afoga em solidão,
Mas Deus, me permita sonhar outra canção.
E mesmo que a voz emudeça, eu hei de seguir,
Com o céu como guia e a terra a me ouvir.
Que o sol volte a brilhar no meu caminhar,
E que, em cada passo, eu reencontre meu lugar.
202410300949
Por um momento só.
A sós e só; tinta, papel e o pó.
O pó nas falanges, fóssil de um bicho outrora voraz.
Pó, do tempo a moer-se pelos ventos de si mesmo, este que não existe
é alucinação.
Tempo que marca, a marca, daqui até aonde?
De lá até outra hora.
Horas que se vão com os dias que não voltam e noites que somem ao clarear da aurora outrora esperada com ânsia e agora esquecida com a noite entre as noites e dias e o tempo que marca e não existe e engole a tudo e a todos tornando-nos nada,
alucinação.
Como tal.
Qualqueira que seja é pura vontade, desejo, fantasia, que surge e se esvai
como águas em um só oceano de esquecimento de gotas irrelevantes.
30\10\2024
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